Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

Feira dos Santos de 2006

Hoje para compensar a ausência de palavras, ficam 4 olhares sobre os Santos de 2006.

 

Até amanhã, com os Santos de 2007

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Estratos

O guarda da rua (II)

 

À minha rua, onde morava um homem que a guardava, chegaram pastéis de Chaves. Ali mesmo, à padaria das senhoras dos sorrisos parcos.

 

Os pastéis de Chaves são ajudantes na matança da saudade que não morre. Podia até fotografá-los, fazer deles fotografia e até postal. Ilustrar a cozinha, acordar de manhã e olhar aquele elixir.

 

Sete anos. Bem mais de sete pecados. E a saudade.

 

Na minha rua morava um homem que não mais vi. Encontrou uma outra morada. A última, talvez.

 

Chegou-me uma saudade. No jardim do Celestino, há espaço a mais. Lugares vazios demais. E não há postais.

 

Não fiz dele fotografia. Não há fotograma que ajude, nesta saudade.

 

Sento-me no jardim do Celestino, guardo o lugar dele. Trinco o meu pastel, pouso outro no seu lugar. Chove. Fará Sol. O guarda da rua voltará na boleia. (Espero eu.)

 

Rita

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:06
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Quem conta um ponto...

 

211 - Pérolas e diamantes: Sair ou não sair? Eis a questão…

 

Todos sabemos que os partidos políticos já não são organizações que formam a opinião pública e lhe dão corpo. São, nos tempos que correm, sobretudo agências de promoção social dos seus principais membros.

 

Mas existe especialmente um que apenas tem espaço, e alma, para o pensamento económico. O seu líder, em campanha eleitoral, afirmou desejar um novo tempo, protagonizado por pessoas capazes de criar valor porque possuíam valores.

 

É agora evidente que nem ele nem os que o rodeiam são capazes de evoluir e, muito menos, de cumprir com a palavra dada. É o triste fado dos políticos portugueses, nunca acompanham os movimentos das ideias, vão sempre atrás dos outros. E mentem descaradamente.

 

Ângelo Correia tem razão quando afirma que os partidos se comportam como comunidades numa sala cerrada, pois não dialogam, preferindo antes jogar em círculo fechado.

 

A Visão, com o título “A face oculta do PSD”, noticiou que a Procuradoria, a Judiciária e as Finanças andam a investigar uma agência que trabalhou em dezenas de campanhas eleitorais do PSD. Pela tal agência terão passado milhões de euros em faturas falsas, financiamento eleitoral proibido, concursos forjados e comissões para intermediários.

 

Esses dinheiros terão circulado por câmaras municipais e estruturas partidárias.

 

No universo dessa agência desfilaram governantes, deputados, autarcas e dirigentes partidários.

 

Ainda segundo a revista Visão, a agência de publicidade WeBrand fez dezenas de campanhas do PSD e por “ela terão passado milhões subtraídos ao erário público em negócios polémicos e ilícitos”. As ordens internas eram para “triplicar” os valores dos trabalhos efetuados, que os partidos pagariam depois do ato eleitoral.

 

A mentora da agência terá escrito a um amigo: “Estes trabalhos em Portugal não precisam de concurso… precisam de amigos para serem ganhos.”

 

Por isso é que a cada dia que passa todos nos sentimos um pouco como Silva Peneda. Já não são as pessoas que saem dos partidos. São antes os partidos que vão saindo das pessoas.

 João Madureira 

 

PS – Qualquer estudante do Secundário sabe que a teoria geral da relatividade explica as coisas maiores do universo, nesse sítio onde a matéria faz curvar o espaço e o tempo.

 

A teoria mais elaborada dos quanta aclara o muito pequeno, onde a matéria e a energia se dividem em ínfimos pedaços.

 

Mas, se tentamos usá-las juntas, as duas revelam-se absolutamente antagónicas.

 

Para que ao exercício do poder democrático e à respetiva transparência das contas públicas não lhes suceda o mesmo que às duas teorias citadas, mais uma vez renovamos o nosso apelo para que o senhor presidente da câmara, mais os seus distintos vereadores, aprovem uma auditoria às contas do nosso município, pois à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo e quem não deve não teme.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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Outros Olhares - As Feiras dos Santos

 

FEIRA DOS SANTOS DE 2005

 A dez dias das festas da cidade de Chaves ou da Feira dos Santos, que vem a ser a mesma coisa, pois outra festa em Chaves não há, vou nos próximos dias fazer uma pequena retrospetiva em imagem das Feiras dos Santos, desde que tenho registos digitais, ou seja, desde 2005.

 

 Feira dos Santos que nesse ano de 2005 se mostrou bem chuvosa, mas nem por isso deixou de ser feira, festa e ter enchente de gente.

 

 Ainda do tempo em que no dia 31 de outubro, o concurso do gado se fazia ao lado da respetiva feira.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:17
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Domingo, 19 de Outubro de 2014

Pecados e picardias

Pecados vários

Restos de adeus

 

Restos de ternura escondem-se no disfarce,

do tempo e na cabeça grisalha meu amor,

Luares lambem lábios, noite, amor tece…

Beijos destilam juras sem futuro em licor …

 

Sem pudor, restos de desejo correm nas veias,

Concebidos em pecado, suspiros em coro

Murmúrios num refrão de canto de sereias

Batismo e despedida num lascivo choro

 

Balbucio só o teu nome nos teus lábios,

lava num crepitar até à foz da rendição

Apagamo-nos no mais doce dos calvários

Sós, como dois náufragos afogados na paixão

 

Restos de adeus num último beijo no rosto

Ébrios meu amor, até ao fim do sol posto…

 

 

Isabel Seixas in entre a espada e a parede

 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Castelões, uma vez mais.

Há aldeias e aldeias. Há aquelas que não resistiram à pressão da modernidade e aos poucos foram perdendo as suas caraterísticas que as tornava tão singulares, diferentes, interessantes. Com a invasão da modernidade e dos novos materiais que luziam nas cidades, muitas das aldeias tornaram-se iguais e perderam toda a sua essência e interesse para quem entra nelas à procura da ruralidade e, daquilo que é verdadeiramente nosso, com os nosso saberes e sabores.

 Felizmente que não é o caso de Castelões, uma aldeia onde ainda dá gosto ir, estar por lá e deixar que os nossos olhares se percam em apreciação de uma rua, de um beco, de um pormenor que seja. Uma aldeia onde a modernidade também chegou, é certo, mas sem incomodar muito o seu núcleo histórico, o seu coração, a sua essência. E assim dá gosto ir por lá e, de cada vez que o faço, descubro um novo pormenor e sei, sempre, que nunca volto de lá de mãos vazias em registos de olhares.

 Mesmo por entre ruinas se encontram preciosidades, como o arrumar das telhas, daquelas que hoje já não se fazem, à espera de novos dias. Vamos esperar que sim.

Uma chave na porta de madeira à qual a pintura poderá não resistir ao rigor dos invernos mas onde a velha madeira teima em mostrar a sua fibra e resistência. Uma gabela de lenha que se calha irá aquecer um forno para nele cozer o pão e encher a aldeia de aromas a pão cozinho, o fio azul que bem podia ser utilizado como símbolo da reutilização e de um verbo que nas aldeias sempre se soube conjugar nas diversas formas, um cão que espreita a luz do dia e os cheiros de quem passa enquanto espera pela liberdade da caça ou de um mimo do dono. Enfim, alguns pormenores que recolhi de uma das últimas vezes em que passei por lá e que hoje deixo aqui, porque as nossas aldeias também são feitas de pormenores únicos.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:09
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Sábado, 18 de Outubro de 2014

Pedra de Toque - Al Pacino

 

AL PACINO

 

Sou um admirador confesso da arte de bem representar que aprecio tanto no teatro, como no cinema, como na televisão.

 

Uma interpretação conseguida entusiasma-me, prende-me, emociona-me.

 

Dos actores e actrizes que aprecio, hoje quero destacar, até porque recentemente tenho revisto películas que protagonizou, o grande actor americano Al Pacino.

 

Em março de 1993, a Academia de Hollywood, atribuiu-lhe o cobiçado óscar, pela sua interpretação no filme “Perfume de Mulher” de Martin Brest.

 

Pacino já tinha conseguido seis nomeações, sem no entanto ter obtido o cobiçado prémio.

 Nesse ano, aliás facto quase inédito na história do cinema desde que a célebre estatueta foi instituída, ele foi candidato como melhor actor principal pela sua performence na indicada película como ainda na categoria para melhor actor secundário pelo seu desempenho em GLENGARRY GLEN ROSE, protagonizada pelo veterano Jack Lemmon.

 

Al Pacino é um actor que impressiona pelo seu enorme talento, pelo rigor e pelo perfeccionismo que põe em todas as suas representações.

 

Quem como nós vibra face à arte de bem representar, constata facilmente que o actor estuda ao pormenor, as personagens que “veste”, oferecendo-nos por norma, autênticos shows na sua arte.

 

Já o vi num ou noutro filme menor.

 

Mas mesmo nessas fitas, Pacino brilha pelo seu talento com o seu génio.

 

Da geração de De Niro, Dustin Hoffman e de outros grandes actores eu, já apreciei Pacino em fabulosas interpretações, entre as quais me permito destacar o seu Coreolano mafioso do “Padrinho III”, do grande Coppola.

 E também, claro, o seu coronel invisual Frank Slade que o premiou com o óscar no dito “Perfume de Mulher”.

 

Eu vi e revi o filme e posso dizer-vos que está longe de ser uma grande fita.

 

Demasiado longo quiçá, alterna momentos muito altos com outros mais monótonos e vulgares.

 

De qualquer modo, é inesquecível e figurará nos compêndios, a espantosa cena em que ele dança exemplarmente o tango com uma jovem belíssima e portátil.

 

Tenho uma amiga que tem dança e música nas veias e que não deixará de se extasiar se algum vir esta cena.

 

Perdurarão também na memória o diálogo entre o coronel e o miúdo quando aquele tenta o suicídio, bem como o julgamento final do Conselho de Disciplina da escola que absolve o jovem quando este corajosamente recusa a delação dos colegas.

 

Por Al Pacino – violento, romântico e vulnerável – pela sua notável prestação e ainda pela lúcida mensagem ética a extrair da cena final, vale a pena rever e exalar este saboroso e inebriante “Perfume de Mulher”.

António Roque

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:11
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Outros Olhares - Furadouro

Furadouro

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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O Barroso aqui tão perto... Histórias da Vermelhinha

 

GAITA-DE-FOLES COM OLHOS E BOLSA ROTA…

 

Um dia o Prica foi à feira da Venda Nova. Andava ele a ver o toural do gado, esbarra com o Lobete da Coimbró e o Raposo do Salto a marralharem o preço duma vaca.

 

Chamam-no para fechar o negócio.

 

Ora o Prica ficou, por assim dizer, entre o diabo e a mãe. O Lobete era primo; o Raposo, vizinho de porta.

Pergunta o Raposo, que, no caso, era quem vendia:

 

- Ó Prica, diz lá: a vaca é boa ou não é?

 

- É boa é! – responde o Prica em voz alta. E depois, cosendo-se com o primo em surdina: - Mas abortou há quinze dias…

 

Mas o Lobete ouvia mal…

 

- Que dizes?

 

- Que a vaca é boa! – Repete o Prica, arredondando a voz. E, entre dentes: - Mas abortou há quinze dias…

 

- O quê? – Volta o Lobete, pondo a mão em concha atrás da orelha.

 

- Que a vaca é boa! – Grita o Prica. E, voltando costas: - Vai-ta-foder…

 

Mas meia hora depois, o Raposo estava direito com ele.

 

- Vamos beber um copo.

 

- Obrigado, mas por agora não me apetece – responde o Prica, ainda com a má consciência de ter enfiado o barrete ao primo.

 

- Não me faças uma desfeita dessas! – Insiste o Raposo. – Com um sol destes, quem não há-de ter sede? Cá por mim, estou com um secão que nem me tenho nas pernas. Vamos ali ao Machado, que tem lá um verdinho detrás da orelha.

 

Realmente estava calor e o Prica sentia a garganta seca.

 

Aceitou o convite.

Estavam eles no balcão, aparece o Lobete. Atrás do Lobete, vieram outros. Agora pago eu, depois pagas tu, pelo varrer da feira o Prica estava com uma zurca de todo o tamanho. Comprou um quarteirão de sardinhas para levar à patroa, meteu-as entre a camisa e a coirata e juntou-se aos vizinhos que regressavam a casa. Lá veio vindo, monte arriba, de canto em esquina. À entrada do povo, apeteceu-lhe mijar. Desabotoou a carcela, puxou da cabeça duma sardinha para fora e pôs-se a mijar pelas pernas abaixo.

 

Sentido o mijo nas coxas, começou a gritar:

 

- Ó rapazes? Quereis lá ver que se me rompeu a veia da urina? Ai a minha desgraça…

 

E, olhando para a sardinha na mão direita, à luz do luar, benzeu-se com a esquerda:

 

- Tó, diabo! Há sessenta anos que te tenho, e só agora reparo que tens olhos…

 

Bento da Cruz, In Histórias da Vermelhinha

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:21
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Factor Humano, por Miguel Cunha (Pité)

 

A última oportunidade

 

Chaves é lugar de sabores fortes e variados, cidade e concelho com História e suas heranças, com algum destaque na região de Trás-os-Montes.

 

Digo algum, pois julgo haver ainda a necessidade de um maior trabalho e dedicação no cuidado do património flaviense, para que Chaves consiga alcançar o merecido destaque na região onde se implanta.

 

Muito se aclama a qualidade dos atributos flavienses, nos mais diversos campos: gastronomia, paisagens naturais, produtos da agricultura e da pecuária, História, tradição popular.

 

No entanto, fica a sensação de que essas evocações pouco se traduzem em acções concretas: o potencial do concelho é reconhecido, mas pouco aproveitado. Estamos a pagar caro, por exemplo em emigração e em baixa de natalidade, a incapacidade prévia de estruturar o nosso desenvolvimento sustentável.

 

Sendo a agricultura e a pecuária as actividades por excelência do concelho e da região, lamenta-se não haver a certificação de produtos como a couve ou a batata, o presunto e outros derivados do porco. Temos, sim, o “incentivo” da circulação alargada de produtos de inferior qualidade, promovidos pelas normas da União Europeia e que ao longo destes anos tanto contribuíram para o abandono e a ruína dos nossos campos.

 

Não constam, por exemplo, registos do saber fazer enchidos e fumeiro, que são uma importante fatia da tradição das nossas gentes.

 

Um dos únicos passos cumpridos, ainda que tardiamente, foi o de conseguir a certificação dos pastéis de Chaves como produto genuíno.

 

Temos, e ainda bem, um conjunto de poderosas armas ,que podem reverter esta situação: temos a qualidade dos produtos, temos recursos naturais, temos pessoas cheias de histórias e saberes, para contar, transmitir e registar.

 

Temos mão-de-obra local, cada vez mais qualificada, que está disposta a intervir e a operar no sentido de, numa possível cooperação com a indústria e o turismo, com a cooperação com outros concelhos da região, explorar todas as articulações entre os atributos de que dispomos.

 

Essa exploração poderia passar pelo incentivo à produção agrícola e pecuária local; pela recolha de costumes gastronómicos e registos etnográficos; pela cuidada elaboração de rotas turísticas e passeios pedestres; pela divulgação das práticas de caça e de pesca em rio, e respectivas aplicações gastronómicas associadas aos seus produtos – perdiz, lebre, javali, truta, achigan; pela simples observação da natureza.

 

É necessário unir esforços e pensar num conjunto de medidas que possam promover o consumo e o usufruto dos recursos endógenos, não só pela população local, como especialmente por aqueles que nos visitam, gerando riqueza e apostando no turismo sustentável.

 

Para além disso, seria bom lembramo-nos de que muitos dos nossos emigrantes poderiam organizar-se como rede de promoção e distribuição dos nossos produtos. Bom para todos!

 

Estão aí os quadros comunitários de apoio, que certamente nos serão muito úteis para impulsionar este estímulo, principalmente tendo em conta as verbas previstas, investimentos na área do turismo.

 

Assim, poderemos dar o salto das palavras para os actos. Sabe sempre bem colher os frutos, Chaves merece-o e necessita-o!

            Manuel Cunha (Pité)

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:56
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XXII Encontro de Fotógrafos e Blogues

Inscrições abertas até ao dia 22 de outubro.

Mail para Informações e inscrições: lumbudus@gmail.com

 

PROGRAMA

 

8H30 - Saída de Chaves (junto ao Centro Cultural)

9H30 – Miradouro de S.Leonardo da Galafura

                - Reforço alimentar

10H30 – S.Martinho de Anta (Terra de Miguel Torga)

                - Sabrosa

                - Sanfins do Douro

11H30 – Visita à Adega de Favaios

12H45 – Alijó – Almoço

14H15 – Pinhão

15H30 – Tua

               – Carrazeda de Ansiães

16H30 – Vila Flor

18H00 – Mirandela

19H30 - Chaves

 

Como sempre o encontro está aberto para Associados e não associados.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:48
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Outros Olhares

NYC

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:33
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Chá de Urze com Flores de Torga - 56

 

Coimbra, 25 de Junho de 1989

 

Em pousio, a ver apenas crescer ervas daninhas nos canteiros do espírito que costumo trazer granjeados. Mas tenho épocas assim, em que só me apetece ser estúpido como a vida.

Miguel Torga, In Diário XV

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:51
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Outros Olhares

 

 Eindhoven 2010

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Intermitências

Terra Mundo

 

A sua terra era o mundo. Cada vez mais. Sempre que regressava, encontrava alguém menos. Sempre que regressava, algo já não era mais.

 

A sua terra era o mundo, e era aí que estavam espalhadas e estilhaçadas as partes de si. Já ninguém estava a quilómetros dele, todos estavam a milhas. Como é que a sua terra alargara tanto as suas fronteiras desde que ele se fora embora?

 

Tinha agora nova terra. Admirava usos e costumes que não eram seus. A sua terra, lá longe e solitária, era de todos e não era de ninguém. O local que o vira crescer já não crescia mais.

 Catalunha, Agosto 2013 - Fotografia de Sandra Pereira

A sua terra era o mundo. Cada vez mais. E ele, pouco a pouco, ia desbravando pedaços dessa terra, agora sem fronteiras. Tudo era bonito, mas faltavam laços fortes, a união das gentes. Os momentos tornavam-se cada vez mais curtos, cada vez mais únicos, cada vez mais irrepetíveis, cada vez mais raros. O mundo crescia à mesma medida que o tempo decrescia. Havia que aproveitar tudo agora, de verdade e sem vacilar, pois tal combinação de pessoas – locais – tempo não voltaria a apresentar-se nunca mais.

 

A sua terra era o mundo. A sua vida era ao sabor do vento. Cada vez mais. E o pobre angustiado, não queria perder-se na imensidão, procurava perder-se na intensidade. Cada vez mais.

Sandra Pereira

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:22
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