Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Exposição - Convite

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:50
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

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Feira dos Santos 2013

Hoje fica a Feira dos Santos do ano passado, com dez olhares que vão desde os cabeçudos, aos músicos, às castanhas, ao Herbal Silva a salvar doentes porque os ricos vão ao médico, aos bois maroneses e barrosões, aos homens da vara, às diversões de sempre, a momentos da feira. E sem mais palavras, ficam as imagens:

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:47
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Intermitências

800-intermitencias

 

A absurda clareza das coisas inexplicáveis

 

Nunca tal lhe tinha acontecido. Um dia, a coisa mais inexplicável nunca lhe pareceu tão clara. Era absurdo, mas assim era.

 

Um domingo chuvoso mudou-lhe a vida. Um olhar repentino e fulminante mudou-lhe a vida. Uma simples palavra, um acto inesperado, mudou-lhe a vida. A coisa mais inexplicável nunca lhe pareceu tão clara. Era absurdo, mas assim era.

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Castellers en la Universitat Pompeu Fabra, Barcelona, Outubro 2014 - Fotografria de Sandra Pereira

 

Os homens são feitos para lutar. Os homens são predadores nesta natureza selvagem. Os homens seguem a tendência evolutiva. Não há nada para entender, está tudo explicado já. O mundo é sempre refeito de gente nova, com expectativas constemente renovadas, por vezes absurdas. Um dia, a coisa mais inexplicável nunca pareceu tão clara. É absurdo, mas assim é.

 Sandra Pereira

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:43
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

outros olhares

Feira dos Santos de 2012

 

Finalmente entramos na semana da Feira dos Santos, com os dias grandes de feira marcados para Sexta-feira, sábado e domingo. Pessoalmente o meu dia grande é o da Feira do gado, o mais genuíno por trazer gente de todo o mundo rural.

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Independentemente desta Feira desde sempre ser uma grande feira, continua a faltar visão, ideias, competência e vontade de fazer dela uma referência nacional e até internacional. Desde sempre a feira foi assim, tal como é, hoje talvez até com menos, pois começam a faltar os produtos locais do nosso mundo rural que deveria ter nesta feira a rampa de lançamento para todo o Portugal e até para o estrangeiro, mas claro, para isso também teríamos de ter os tais produtos locais e uma organização ou entidade que trabalhasse para que isso acontecesse.

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Depois, embora esta feira seja o único evento que traz a Chaves os flavienses ausentes, pelo menos aqueles que estão no território nacional, continua a faltar uma componente que esteja virada para os nossos jovens e para os jovens de fora. Já sei que há os carrosséis, mas convenhamos que aquilo é mais para crianças e adolescentes e depois não me venham com os “Santos da Noite”, com a adesão dos bares de Chaves para os copos, que isso não acrescenta nada de novo, pois como sabemos esses bares estão abertos durante todo o ano e todos os dias, aliás o programa da feira tem a particularidade de meter no programa acontecimentos que aconteceriam sempre mesmo sem serem programados, como o jogo de futebol entre o Chaves e o Porto B, pois faz parte da jornada normal, ou o polvo, que sempre marcou presença nas feiras dos santos.

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Também quanto aos locais da Feira, a velha discussão de sempre, embora se tenha vindo a afinar com os anos, continua a ter algumas deficiências. Não consigo entender que a feira do gado se faça em local separado e distante do Concurso do gado. Já sei que há as questões legais e sanitárias ligadas à feira, mas um dia não são dias e pela certa que haveria maneira de considerar a exceção para o dia da Feira dos Santos. Aliás só desde que o Mercado do Gado foi construído há meia dúzia de anos, é que a feira do Gado deixou de estar junta com o concurso, ou seja, a feira do gado sempre se fez no meio do povo, há pois a nosso favor a tradição, e a tradição tem muita força, basta saber defendê-la. Quanto ao Mercado do Gado, lá em cascos-de-rolha, esse fica com todas as quartas-feiras do ano.

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Quanto às diversões desde sempre me congratulei com a sua localização na Madalena e no local onde está, ou próximo, pois atualmente ocupa o arruamento e estacionamentos da alameda junto ao rio, quando mesmo ao lado existe um amplo espaço que a meu ver há muito deveria ser propriedade da Câmara Municipal, com algumas infraestruturas para receber as diversões e, porque não, as feiras semanais, pois está mais que confirmado que o espaço destinado à feira (em Stª Cruz) nem feirantes nem o povo flaviense o querem. Mais uma ideia a juntar às que deixei aqui ontem, sé que esta é a sério.

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Também, e uma vez que a feira das barracas agora se resume a dois dias, poderia ocupar outras praças e ruas da cidade, tudo dentro do centro histórico. Aliás nas grandes cidades, este tipo de feiras das barracas acontecem sempre nos centros das cidades, algumas até diariamente.

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Mas enfim, temos o que temos e já não é pouco, mas o que acontece, acontece por tradição e não por ser programado, exceção para os locais, mas também a discussão destes já é tradição, e depois há sempre o lóbi dos comerciantes que todos os anos protestam, ou porque têm as barracas à porta ou porque elas ficam longe, e assim, vamo-nos entretendo a discutir os locais, mas é engraçado esta dos comerciantes, pois sem o povinho, não há feira e que eu saiba o povinho, teoricamente, é que tem sempre razão, mas para isso, tinham de ser ouvidos.

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Mas vamos à feira das imagens de hoje, a Feira dos Santos de 2012 que também foi uma feira seca, se chuva, mas um pouco fria.

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Claro que o concurso do gado é um dos acontecimentos mais importantes e interessantes da Feira dos Santos e por isso é natural que as objetivas também se virem um pouco para ele. Da minha parte posso perder tudo mas não perco esta parte rica em acontecimentos, em ruralidade, em tradições, com o nosso mundo rural a descer à cidade, e quando me refiro ao nosso mundo rural, não é só ao flaviense, pois todo o Norte tem participado neste concurso com os seus melhores exemplares da raça Barrosã. Mirandesa e Maronesa. Este anos vêm também os porcos. Aqui, sim, penso ser uma mais valia para o concurso do gado. Os das outras espécies, também seriam interessantes, desde que façam parte do nosso mundo rural.

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E um pouco de tudo o resto, desde a roupa, ao artesanato, às bugigangas, às antiguidades e velharias, à festa de rua e à multiculturalidade que nela vai acontecendo, que este também sem ser programado, vai acontecendo todos os anos, e depois a festa de rua, aquela que acontece além dos bombos, das concertinas e cabeçudos.

 

Bom, tudo isto é a minha opinião da feira, que vale o que vale, mas de quem a conhece, sem perder uma única edição desde que nasci, e já lá vão mais de cinquenta anos, do tempo em que ainda havia a Feira da lã e as mantas de Soutelo.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 17:27
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Quem conta um ponto...

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212 - Pérolas e diamantes: falar explicado

 

A maior parte das vezes é preciso coragem para falar explicado.

 

Apesar da contundência da verbalização, da mímica agressiva e da alteração de voz, ao primeiro-ministro de Portugal já só lhe falta espumar pela boca.

 

Afinal Pedro Passos Coelho não é só desmemoriado – pois todos nos lembramos muito bem do que disse durante a campanha eleitoral –, é, também, incompetente e videirinho. Ele e quase todo o seu governo.

 

Então dos exemplos da ministra da Justiça e do seu colega da Educação nem é bom falar.

 

Agora tudo é clarinho como a água. O executivo do PSD/CDS teve, desde o início, um propósito deliberado: degradar a tal ponto o Estado e os principais serviços que presta para que cada português fique a pensar que o melhor é desistir da defesa da oferta pública de saúde, da educação e da proteção social. Que o melhor, mesmo, é privatizar os ativos saudáveis e deixar para o Estado apenas o lixo tóxico.

 

O governo de Portugal resolveu fazer ao país o que aconselhou para o BES: dividi-lo num Portugal bom e noutro Portugal mau, sendo que o bom é para privatizar e o mau para ficar sob a alçada do Estado.

 

PPC, atualmente, apenas consegue sorrir num registo cínico e macilento, de quem sabe mais do que anuncia e de quem patenteia mais do que diz.

 

Tudo fez para que a maior parte dos portugueses adotasse a estranha convicção de que a política é como uma corrida de cavalos. De quatro em quatro anos apostamos num vencedor. E seja o que Deus quiser.

 

Passos Coelho exerce o poder tirando-o às pessoas.

 

É dessa subtração que se alimenta.

 

Convenceu-se de que consegue persuadir os portugueses de que quando os castiga é porque a culpa é deles, devido a não seguirem as suas ordens e os seus conselhos.

 

No fundo acredita que a culpa é nossa porque somos assim: crédulos, apáticos e desobedientes.

 

Gonçalo M. Tavares conseguiu definir este tipo de pessoas muito bem. “O homem que só consegue ser forte é evidentemente mais frágil do que o homem que por vezes é fraco. O homem que só consegue ser forte tem aí, como é óbvio, a sua principal fraqueza.”

 

Relativamente à Tecnoforma, e à trapalhada do dinheiro lá ganho, um homem que não devesse e não temesse teria dito taxativamente que nunca na sua vida tinha recebido tal quantia. Assim todos perceberíamos. Mas não. Passos Coelho afirmou que não se lembrava se estava ou não em exclusividade como deputado e muito menos se tinha auferido os tais mil contos.

 

O comentador político Pedro Marques Guedes, um simpatizante confesso do PSD, disse em entrevista ao jornal Negócios que o neoliberalismo do governo de Passos e Portas “é de badana, de quem só leu metade do livro.” “Deste governo apenas vai ficar um terramoto social…” “É uma confusão sem nome.”

 

E a concluir: “Há um traço brutal neste governo: Incompetência.”

 

Já quase no fim da entrevista, refere que para voltar a rever-se no PSD gostaria “que se regenerasse na perspetiva de aparecerem menos pessoas que, se não fossem deputados, ou não fosse o partido, dificilmente arranjariam emprego nas obras”.

 João Madureira

 

PS – Porque todos sabemos que quando se quebra madeira saltam lascas, renovamos o apelo ao senhor presidente António Cabeleira, e aos seus distintos vereadores, João Neves incluído por inteiro, para que aprovem uma auditoria externa às contas da autarquia.

 

É que o buraco da dívida camarária é de tal dimensão que tememos que nos arraste a todos para dentro dele e nos devore.

 

Além disso quem não deve não teme e à mulher de César… o senhor presidente sabe, com toda a certeza, o resto do refrão.

 

Assim o saiba rematar, não apenas com as palavras, mas, sobretudo, com a ação.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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Domingo, 26 de Outubro de 2014

Pecados e picardias

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Dos amores sem sentimentos

 

Pela tempestade que vamos

Da paixão maiores tormentos

alma sofrida de enganos

dos amores sem sentimentos

 

Tropeçamos de incertezas

da esperança, a descoberto

Choro lágrimas e tristezas

Por nada fazer, de erro certo

 

Pela tempestade que vamos

Da paixão maiores tormentos

alma sofrida de enganos

dos amores sem sentimentos

 

vida sem sabor, papel de jornal

sem noticia de ti, escrito

com um lápis que escreveu mal,

procurei ler o que não foi dito

 

Pela tempestade que vamos

Da paixão maiores tormentos

alma sofrida de enganos

dos amores sem sentimentos

 

passei pro outro lado do tempo

por força da circunstância

com a névoa do desalento

e o medo por fragância

 

Pela tempestade que vamos

Da paixão maiores tormentos

alma sofrida de enganos

dos amores sem sentimentos

 

Dos amores sem sentimentos

Herdei os melhores momentos…

 

Isabel seixas in Espólio

publicado por Fer.Ribeiro às 23:10
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Outros Olhares - As Feiras dos Santos

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Feira dos Santos 2011

É, estamos a entrar na semana da Feira dos Santos, aliás o cheiro a farturas e castanhas assadas já povoam as ruas da cidade há coisa de duas semanas e as diversões fazem com que a estudantada ande mais excitada, e que saudades eu tenho dessas excitações, as das diversões, pois quanto às castanhas e farturas, como não poderia deixar de ser, já marcharam algumas.

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Farturas e castanhas, só falta mesmo chegar o dia 31 para irmos ao pulpo ou ao polvo galega, que já faz tradição na Feira dos Santos. E por falar em coisas boas de comer, e também como de vez em quando gosto de deixar por aqui umas ideias, porque não, Chaves, certificar o “Polvo à Galega”, coisa que não é descabida de todo, pois além do polvo já há anos fazer parte do programa da Feira dos Santos (veja-se o programa deste ano, às 12H00 do dia 31, onde diz: 12H00 – Festival gastronómico do polvo,  existe também a Eurocidade Chaves-Verin e o pulpo passa assim a estar também na nossa área geográfica, e mesmo que não estivesse, poderíamos seguir o exemplo de Montalegre ao incluírem na certificação do presunto do Barroso, o concelho de Chaves como uma das áreas da sua produção. Rapaziada, pensem nisso, e até podem dizer que a ideia é vossa, que eu não me importo.

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Mas enfim, ideias à parte, falemos do tempo, que nos Santos de 2011 foi porreiro, em que os mais corajosos ou acalorados andaram de manga curta. Este ano também promete, vamos lá ver para onde o S.Pedro vira. Sexta-feira logo se verá.

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 Pois hoje ficam por aqui algumas imagens de 2011. Um pouco de tudo onde nunca poderá faltar a feira e concurso do gado. E fica a novidade - este ano além dos bois e das “bacas” também vamos ter pela primeira vez o concurso de, com vossa licença, os recos da raça bisara, mas não se fica por aí em termos de animais, pois também vai haver chega de bois e corrida de cavalos. Já agora, que hoje estou com boas ideias, fica mais uma para o próximo ano: Um concurso do burro mirandês, ou se calhar, para se começar, iniciava-se mesmo com os burros de Chaves. Mais uma, e aproveitem-na que eu não me importo e, se necessário for, até cedo algumas fotografias para a publicidade, pois tenho muitos burros de cá fotografados.

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É, os Santos têm a sua magia, para crianças e adultos e todos nós temos boas recordações dos Santos. Eu por exemplo guardo como boas recordações as dos bailes dos Santos no salão dos bombeiros, das noitadas da noite do 31 ou se preferirem, da madrugada do dia 1 de novembro, do tempo em que novembro ainda se escrevia em bom português com N grande e era feriado, e os de Lisboa, embora também fizessem das deles, não mentiam descaradamente. Mas isso era no tempo em que ainda havia estadulhos nos carros de bois e carros de bois. Bois, felizmente ainda vão havendo, talvez não tantos como boys, mas ainda os há, e a nossa feira é uma prova que os há, maroneses, barrosões e mirandeses. Já agora fica mais uma ideia – Porque não promovermos também o boi brunheirês…

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Esta do brunheirês até tinha piada. Já sei que deste tipo de gado não percebo nada, mas tenho andado a estudar umas coisas e sei perfeitamente que a raça brunheirês não existe, mas poderia passar a existir, pois bastava cruzar a raça barrosã com a maronesa e por as crias a pastar no Brunheiro, depois era só pedir aos nossos eleitos pelo circulo, que estão em Lisboa, à nossa deputada por exemplo, que arranjasse por lá um amigo influente nessa coisa das certificações, et voilà, tínhamos o boi brunheirês, nem que para isso fosse preciso abrir-lhes o apetite com um presunto de Chaves, daqueles bons que se compram ali em feces.

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É pá, hoje estou mesmo com ideias brilhantes. O melhor é mesmo ficar-me por aqui, pois com tanta ideia boa ainda corro o risco de me convidarem para um desses lugares importantes em que se tem de usar fato e gravata, e depois era uma chatice, além de não gostar de andar com a coleira porque me aflige andar de pescoço apertado, o fato dos casamentos já não me serve…

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Fiquemo-nos então pelas imagens da Feira dos Santos de 2011. Amanhã venho com as de 2012, depois com as de 2013. A partir de aí, prometo-vos fotografias fresquinhas, deste ano.

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Até mais logo, pois hoje ainda vamos ter por aqui “Pecados e Picardias”.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
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Seara Velha, mais uma vez...

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 Hoje vamos mais uma vez até Seara Velha, uma das aldeias onde sempre que vamos temos a certeza de que trazemos novidades em imagem, e tudo, porque Seara Velha é assim, em cada rua, esquina ou beco, há sempre motivos de interesse para registar em imagem.

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 Além disso dá um jeitão a este blog Seara Velha ser assim fotogénica, pois nos momentos de menos inspiração na procura de imagens para trazer aqui, ou nos momentos em que o tempo não abunda para fazer essas procuras, basta entrar no arquivo Seara Velha e quase posso ir a eito na seleção de imagens.

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 É por estas razões mas também pela simpatia de quem nos recebe, que gostamos de ir por lá amiúde. E por falar no assunto, já há um tempito que não vamos por lá. Um dia destes lá calhará mais uma ida, pois de certeza que haverá motivos que ainda aguardam o registo e a atenção de um olhar.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:10
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Sábado, 25 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

outros olhares

 

Feira dos Santos de 2010

 

Com chuva e frio, aliás manda uma tradição já antiga, que já vem de casa dos meus pais, que se ligue o aquecimento do lar pela primeira vez, embora pense que este ano vai ser exceção, e queira Deus que assim seja, pois o pilim cada vez escasseia mais.

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Frio que cá, em Trás-os-Montes, e em Chaves com a agravante de ser um frio com muita humidade, faz com que o aquecimento das casas não seja um luxo, mas antes uma necessidade, aliás temos essa agravante a juntar à nossa interioridade e também uma das razões que contribui para o despovoamento do interior. Penso mesmo que em termos de energia, de inverno, as terras altas do interior deveriam beneficiar de um subsídio, mas isso são sonhos meus, pois os de Lisboa pouco se interessam com o frio que por cá acontece, aliás dizem que já estamos habituados, e embora até nem seja mentira, o frio é o mesmo e dói na mesma.

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E se hoje neste espaço dedicado à Feira dos Santos falo por aqui do frio, é porque a partir dos Santos o frio chega sempre a sério, é questão de mais dia, menos dia, mas chega sempre, coisa que até alegra os feirantes da roupa quente, pois o frio também abre o apetite às compras de proteção, pena já não haver as mantas de Soutelo.

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 E hoje ficamos apenas com três imagens.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Chaves Rural - Santiago do Monte

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Como sempre, aos fins-de-semana, vamos até ao nosso mundo rural, hoje até à croa da Serra do Brunheiro, até Santiago do Monte.

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Apenas duas imagens, para já, pois hoje ainda voltamos com outros olhares, os da Feira dos Santos de 2010.

Até lá.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:26
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

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A Feira dos Santos de 2009

Hoje vamos regressar à Feira dos Santos de 2009, com sol e calor. Iniciamos pelos homens da vara.

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Mas também as mulheres da vara que nem sequer precisam delas para dominar o boi. Há mulheres, mulheres e mulheres.

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 E homens de bigode.

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E cavaleiros a mostrarem a nobreza dos cavalos.

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 E magia para as crianças e não só, pois a magia é sempre magia.

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E por fim, por hoje, a arte nas suas mais variadas formas. Tudo isto são os Santos, a Feira dos Santos em Chaves, as Festas da cidade, as únicas que rivalizam com o Natal para trazer flavienses ausentes a Chaves.

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Até amanhã, com uma voltinha pela Feira de 2010.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

JCB

 

DISCURSOS SOBRE A CIDADE

por José Carlos Barros

 

A conversa do tempo

 

Vivo no Algarve. Sou de Boticas. E quando telefono à minha mãe, ou a um amigo, a conversa começa quase sempre do mesmo modo:

 

"Então como vai o tempo?"

 

A pergunta é retórica. Porque, em boa verdade, não é exactamente sobre as condições climatéricas que perguntamos: a pergunta é sobre o mundo. Queremos saber como vai o mundo, e então perguntamos pelo tempo. Porque falar do tempo é falar do mundo.

 

A meteorologia está quase sempre presente nas nossas conversas. Eu chego a Boticas, encontro um amigo que não vejo há seis meses, e não tarda, depois das duas perguntas sacramentais, e da consequente intimação não menos sacramental

 

(primeira pergunta: "então quando é que chegaste?"

 

Segunda pergunta: "E quando é que vais pra baixo?"

 

Intimação: "Vê lá não te esqueças, antes de ires, de passar em minha casa a beber um copo"),

 

que venha a conversa da meteorologia:

 

"Tu já me viste este calor?"

 

Ou:

 

"Eu já não me lembro assim de um frio destes..."

 

Este

 

"Eu já não me lembro",

 

ou o mais corrente

 

"Eu estou que",

 

também tem que se lhe diga. O caso seria digno de estudo. Porque a contradição não é fácil de compreender. Ninguém como os transmontanos, e maxime os barrosões, tem a ideia de clima incorporada nos seus comandos automáticos: falam do tempo a toda a hora, fazem previsões a uma semana ou a um mês, arrasam os sites de meteorologia por incompetência -- mas têm, no que respeita ao estado do tempo, uma memória de peixe vermelho de aquário. Todos os anos é o ano mais-qualquer-coisa:

 

"Nunca choveu tanto como este ano",

 

"Estou que nunca houve um Inverno com tanta geadinha",

 

"Não me lembro de um Agosto tão frio como este."

 

Se fôssemos aos registos (que existem há mais de 140 anos) víamos (isto é um supor) que, afinal, há uns três ou quatro anos havia chovido mais do que neste, que no ano passado houve mais dias de geada do que este ano e que as temperaturas médias (bem como as máximas diárias) deste mês de Agosto só em três anos, nos últimos dez, haviam sido suplantadas. Mas isso a gente esquece depressa. Porque não temos memória meteorológica: apenas o sentimento de que a chuva que chove, se chove, é a mais abundante, ou a menos abundante, de sempre. Pelo menos desde que nascemos.

 

Porque as nossas referências ao clima não vêm apenas do tempo curto da nossa mais curta ou mais longa existência. Um transmontano que se preze (e maxime um barrosão), em sendo o caso a discussão do clima -- e a discussão do clima é quase sempre o caso -- arrecua pelo menos ao tempo dos avós. E se alguém diz

 

"Eu estou que nunca se viu tanta nevezinha como neste Inverno",

 

ou

 

"Parece-me que tanto nevoeiro assim seguido só o carai",

 

logo alguém contraporá:

 

"Quer não que o meu avô dizia que quando era pequeno houve um ano em que a Serra da Seixa esteve três meses e meio coberta de neve",

 

ou

 

"A minha mãe disse-me que o avô dela lhe dissera que em Chaves uma vez o nevoeirozinho não levantou durante quarenta e seis dias seguidos."

 

Também esta redução a diminutivos tem que se lhe diga. A gente, em falando do tempo, começa logo com diminutivos: ele é a geadinha, ele é o ventinho, ele é o calorzinho, ele é o solzinho, ele é a chuvinha, ele é o verãozinho, ele é a temperaturazinha...

 

Do género:

 

"Já me viste esta aragenzinha?..." "Ui, nem me lo digas: isto vai um dezembrinho..."

 

Claro que os diminutivos só podem vir da ternura que temos pelas coisas do tempo. Uma geada transforma-se em geadinha pela razão simples de que o tempo de geada nos leva com mais agrado a compartilhar em redor da lareira um salpicão enrolado numa couve acabado de assar nas brasas de carvalho. E, digam lá o que disserem, não há mata-bicho que saiba tão bem como quando a gente olha da janela e o que vê lá fora é a nevezinha poisada nos caminhos e nos muros... E os dias tórridos são de uma felicidade imensa: puxam melhor à cerveja. Procuramos sempre, em cada contrariedade climática, ver o que de melhor podemos tirar dela -- e não nos queixamos.

 

E depois, além da ternura, há essa espécie de misteriosa admiração que temos pelos fenómenos meteorológicos. Um citadino, em estando a chover, dirá:

 

"Raio de tempo..."

 

Um barrosão, por sua vez, o mais certo é que, protegido pela cobertura de um alpendre, olhe o dilúvio e, quase emocionado, não se tenha que não comente algo do género:

 

"Olha como cai certinha, a puta, que até dá gosto..."

 

E di-lo-á, repete-se, com a mesma ternura e admiração com que outros ouvem uma oratória de Bach ou vêem uma pintura de Jacopo Tintoretto. Porque a chuva a cair certinha, ou a neve a encher os montes de um branco tão branco que é quase azul, ou o sol a brilhar a pique sobre os campos -- são coisas que, em gente assim nem sempre muito apegada às artes, lhe remetem para a bossa da sensibilidade estética.

 

Claro que tudo isto não passa de uma regra muito geral. Cheia de excepções. É claro que nem sempre andamos a falar do tempo. Ainda há bocado telefonei à minha mãe e ela veio-me logo com a preocupação das matanças do porco. Não me começou pela meteorologia... Os porcos, portanto, e não o clima. O que disse, ipsis verbis, foi:

 

"E este ano as matanças? Quando é que estes desgraçados vão matar os porcos? Com o verãozinho que aí vai, que parece Agosto, não estou a ver que as matanças comecem antes de Janeiro..."

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:01
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

 

Hoje chegamos aos Santos de 2008, com chuva e com sol, dependendo dos dias, mas por aqui desfilarão mais cinco imagens, com o concurso do gado, castanhas assadas, polvo à galega, palhaços e diversões. Só faltam mesmo as barracas do costume para uma breve viagem pela Feira dos Santos ficar completa.

 

Até amanhã com o ano de 2009. Fica as imagens de 2008.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Vivências - O que sabemos da história da nossa família?

 

O que sabemos da história da nossa família?

 

A ideia já me tinha ocorrido por mais que uma vez, mas por falta de tempo ou de oportunidade nunca me tinha dedicado a ela. No outro dia, por um mero acaso, encontrei na Internet vários programas específicos para o efeito. Detive-me um pouco mais, fiz o download de um deles e iniciei a construção da árvore genealógica da minha família. Comecei pelos elementos mais novos e fui recuando gerações, completando a ficha de cada membro com a informação de que dispunha. Entusiasmado, continuei a inserir pessoas e a estabelecer as respectivas ligações. A falta de informações foi, naturalmente, aumentando à medida que fui recuando no tempo, mas consegui, ainda assim, registar cinco gerações, o que, embora parecendo muito, não me permitiu recuar muito mais do que cem anos.

 

Reflito um pouco sobre isto e assaltam-me várias perguntas. Afinal, o que sabemos da história da nossa família? Em que terras nasceram e em que condições viveram os nossos antepassados? Como era a sociedade no seu tempo? Que opções tiveram de tomar e de que forma essas opções influenciaram as suas vidas, e até a nossa? Infelizmente, parece-me que a grande maioria de nós não sabe responder a estas questões e não sabe porque simplesmente nunca conversou com os seus pais, avós ou bisavós sobre eles próprios e sobre a vida que tiveram…

 

Conhecer verdadeiramente a história da família é muito mais do que saber os nomes dos nossos antepassados. É esforçarmo-nos por preservar todo um património familiar riquíssimo e diversificado: fotografias de pessoas, lugares e acontecimentos, livros, objetos pessoais, usos e costumes, crenças e segredos de outros tempos.

 

Um dia as minhas filhas, e depois delas os meus netos, poderão (se assim o quiserem) continuar este trabalho e conhecer um pouco melhor quem foram, como viveram e por onde andaram os seus antepassados. E com tudo isto, certamente que também se conhecerão um pouco melhor a eles próprios.

Luís dos Anjos

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:47
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

 

 Feira dos Santos 2007

 

Hoje ficam cinco olhares sobre a Feira dos Santos 2007, com sol.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:55
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