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Sábado, 13 de Fevereiro de 2016

Vila Frade, vista lá de cima

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E quando penso que já tinha visto tudo, tomo um caminho diferente e eis de novo a descoberta, como se tivesse sido pela primeira vez. Tudo aconteceu há dias quando fui por Curral de Vacas à procura da Pitorca e a minha velha mania não regressar a casa pelo mesmo caminho de ida. Pois foi assim que conheci a outra face de Vila Frade, bem mais bonita e interessante do que se a aldeia for abordada a partir da veiga.

 

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Mas a história, breve, não termina aqui, pois quando lá do alto comecei a avistar a aldeia não sabia de que aldeia se tratava, não fosse o ter apurado o olhar e ter identificado a referência singular do castiço pombal, o mesmo que quando o descobri pela vez primeira fiquei pasmado a olhar “para aquilo” sem saber o que era, pois mais me parecia a coroa de um rei, quem sabe se perdida aquando os miguelistas e liberais andaram por lá à pancada, mas não, afinal era apenas um pombal, mas diferente.

 

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Claro que uma imagem da aldeia vista lá de cima merecia uma paragem para uma apreciação mais prolongada. Primeiro os olhares sobre a aldeia, depois a vista começa a caminhar por ali fora e logo a dois passos, para quem conhece, a fragilidade de uma linha antes chamada fronteira e que tão concorrida foi na passagem de peles [i] nos idos anos 60 do século passado e um pouco mais ao fundo, já em plena Galiza, a povoação de Mandín cuja curiosidade nos faz manter debaixo de olho pelas relações com Lamadarcos mas também de um vinho que se faz por lá com o curioso nome de Couto Mixto, feito por um galego que também temos curiosidade em conhecer.

 

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Mandín à qual não resistimos e tivemos de passar por lá, mesmo sem parar, mas o tempo suficiente para ficar a saber que, para além da língua, também no despovoamento rural os galegos são o nosso povo irmão. Mas um dia destes, quem sabe se numa nova descida da montanha mas em direção a Lamadarcos, iremos de novo por Mandín para retomar uma iniciativa há anos interrompida de recolha de imagens das aldeias galegas da raia.

 

[i] Emigrantes clandestinos

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:56
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Pedra de Toque - O Teu Sorriso

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O TEU SORRISO

 

O teu sorriso

Ruboresce a brancura

Acetinada do teu corpo.

 

E eu sacio-me,

Bebendo-o sofregamente

Até pacificar

O frenesim pungente

Dos meus sonhos.

 

Depois,

Adormeço…

 

Abençoado

 

António Roque

publicado por Fer.Ribeiro às 00:47
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

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Não se devia andar de carro em Chaves.

 

Circular nas vias da nossa cidade é mau para a durabilidade dos veículos. A maioria das ruas e avenidas possuem um piso degradado e sem sinalização horizontal.

 

As causas para o mau estado das estradas são múltiplas. A primeira é o desgaste natural que estas infraestruturas têm com a circulação automóvel quotidiana. Soma-se-lhe a abertura, efetuada por variadas empresas privadas de valas para a passagem dos tubos de gás, da fibra ótica para telefones, internet e televisão e de cabos de cobre para a eletricidade. Finalmente, temos a constante necessidade de reparar os tubos de água potável da Câmara Municipal que rebentam a torto e a direito nas vias de circulação (de velhos que estão), e o desentupimento de condutas de saneamento e águas pluviais, isto quando não ocorrem aluimentos, por terem já ultrapassado o período de vida útil.

 

É um verdadeiro martírio para os condutores, sempre a fintar buracos e crateras, e para o pessoal operacional da câmara, sempre a tapar buracos e a concertar rebentamentos.

 

A situação está no limite! Pois, além de ser injusta para os automobilistas, que pagam religiosamente o imposto de circulação, é ainda mais dispendioso pela necessidade de reparações a miúdo nos veículos, fazendo com que viver em Chaves seja mais caro.

 

É também um mau postal turístico. É uma má recordação para os turistas que nos visitam. Os turistas de que se fala! Os que vêm visitar a Fundação Nadir Afonso e os Museus das Termas Romanas.

 

Embora o imposto único de circulação automóvel (900.000,00€) pudesse eventualmente servir para melhorar a circulação, não é a única fonte de receitas que as vias geram. Atualmente a autarquia cobra às empresas de telecomunicações, gás, água e eletricidade pela utilização do subsolo das vias, direitos de passagem. Esses direitos somam milhões de euros!

 

Não seria justo que esses milhões servissem para recuperar a degradação das ruas e avenidas que as várias intervenções provocaram?

 

Mas dizem que não pode ser!

 

Dizem que o dinheiro faz falta para pagar as avultadas dívidas e os enormes juros que elas agora geram. Dizem que depois disso pouco ou nada fica que se veja. Dizem que já são dois milhões e meio todos os anos.

 

É caso para dizer: os automobilistas que se regalem a olhar para a Fundação Nadir Afonso. Foi lá que se gastou uma dezena de milhões de euros com recurso a empréstimos e ainda se gastam umas centenas de milhares todos os anos. Têm buracos agora? Os buracos que esse dinheiro evitaria?

 

Pois é!

 

Mas regalam a vista!

Francisco Chaves de Melo

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:56
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016

Arquiteturas - Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:34
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Vivências - O Tempo

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O tempo

“O tempo é aquilo que fica quando nada acontece”

 

Já não me recordo onde li esta citação, mas isso também não é relevante, pois o que interessa mesmo é a citação em si, e nada mais.

 

Os dias sempre tiveram vinte e quatro horas, mas nesta sociedade moderna em que vivemos elas parecem não chegar para tudo o que temos de fazer, pois andamos sempre a correr de um lado para o outro e sempre a queixar-nos que não temos tempo para nada. Mas, pensando de outra forma, bem vistas as coisas, o que muitas vezes nos sobra é precisamente tempo. Apesar de toda a agitação das nossas vidas, apesar de nos vermos envolvidos em variadíssimas atividades, quantas e quantas vezes chegamos a uma dada altura, olhamos para trás e parece-nos que não fizemos nada, que não construímos nada, que não temos nada para contar. Apenas temos o tempo que passou. Depois, olhamos para a frente, para o futuro, e também não vemos nada, nem sonhos, nem projetos, nem esperanças... Numa palavra, não vemos nada a não ser o tempo, atrás de nós e à nossa frente. Se temos esta sensação, então, é urgente mudar algo ou mudar tudo, porque na realidade não estamos a viver, apenas existimos, o que é bem diferente.

 

Porto, Estação de São Bento.JPG

 Fotografia de Luís dos Anjos

 

O tempo é um vazio que tem de ser preenchido! Para isso precisamos de um olhar atento e criador, precisamos de ser capazes de preencher cada minuto com sessenta segundos intensamente vividos, tornando cada dia que passa num dia especial, único e feliz. Só assim poderemos um dia olhar para trás e falar daquilo que fizemos - e não do tempo que passou.

 

Não vamos deixar que o tempo seja a única coisa que fica das nossas vidas!

 

Luís dos Anjos

 

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Chaves, uma ilha...

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:21
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Chá de Urze com Flores de Torga - 117

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Chaves, 6 de Setembro de 1991

 

EVASÃO

 

De luz são estas horas clandestinas

E vagabundas,

Roubadas à razão e à lógica dos outros.

O Sol ergue-se nelas num fulgor

Dobrado.

Não há sombras no largo descampado

Onde se esconda a alma envergonhada.

Pura, campeia, íntima e liberta,

Contente

Do ensejo gratuito da aventura.

Viver é ser no tempo intemporal.

É nunca, a ser o mesmo, ser igual.

É encontrar quando nada se procura

                                   Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

Chaves, 26 de Agosto de 1992

 

Cá cheguei e cá ando. Mas inseguro, aéreo, a ver tudo sonambulamente, com a sensação de ser um embrulho humano que veio despachado por aí acima com o rótulo de «muito frágil». Vamos a ver se me consolido, e a realidade se consolida dentro de mim.

Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:18
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2016

O Introido da Eurocidade Chaves-Verín

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Como hoje é terça-feira de Carnaval mal seria se não fizéssemos aqui referência a este dia de folia que vai sendo celebrado e festejado por esse Portugal fora mas também um pouco por todo o mundo. Mas em Portugal também é festa grande nalgumas cidades, vilas e aldeias, tanto que nesta terça-feira, salvo no regime neoliberal assanhado, sempre houve tolerância de ponto, um quase feriado que hoje em dia já se começa a falar em oficializá-lo.

 

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Chaves, não sei por que razão, nunca ligou muito a este dia. Antigamente ainda havia o queimar e rebentar de uma rabichas e bombas de carnaval, uns peiditos chocos e seringas de água na mão da canalhada, agora nem isso. Chaves é definitivamente uma cidade de costas viradas para as festas, sem festas da cidade, sem carnaval, sem grandes festivais de música, também ela parece governada por neoliberais assanhados em que o povo só serve para trabalhar e pagar taxas e impostos. Festa e cultura são coisas da intelectualisse de esquerda que só pensa na boa vida… Chaves é definitivamente a cidade triste da névoa… Assim, se queremos carnaval, ou nos vingamos à mesa de nossas casas com as iguarias do fumeiro e do reco que são tradicionais nesta quadra ou então vamos a Verin ver, aí sim, a festa do intróido e dos cigarróns, com vários pontos e dias altos de festa ao longo de mais de 15 dias de folia.

 

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Tive esperança que na tal Eurocidade de Chaves – Verín, com projeto reconhecido e premiado pela União Europeia, passasse a existir realmente uma eurocidade, que é muito bonitinha no papel, naquilo que se diz à imprensa e esta reproduz, mas que na realidade Chaves continua como era antes da Eurocidade e Verís, por sua vez, continua como era Verín antes da Eurocidade. Nas notícias (por exemplo em: http://www.rtp.pt/noticias/cultura/eurocidade-chaves-verin-sera-a-primeira-zona-franca-social-da-europa_n865641#sthash.QTNXK4za.dpuf ) diz-se (o sublinhado é meu):

Oito anos depois de Chaves e Verín terem iniciado o projeto, com apoio de fundos da política comunitária de coesão, os dois municípios veem reforçada a possibilidade de criarem, em conjunto, "a primeira zona franca social", com os cidadãos das duas margens do rio Tâmega "a circularem livremente e a utilizarem os serviços" públicos de saúde e educação de um ou de outro concelho, como mais lhes convier”.

Que maravilha, não fosse no meio ter as palavras “A possibilidade de criarem”, pois nada disto existe. Existe, isso sim aquilo onde se diz:

A eurocidade Chaves-Verín já partilha um cartão de cidadão que dá acesso a piscinas, bibliotecas, eventos, formações ou concursos, bem como uma sede, uma agenda cultural, instalações desportivas e recreativas e atividades conjuntas.

É verdade sim senhor, mas se não tiver o dito cartão tem na mesma acesso a esses locais. Para rematar, também é verdade onde se diz:

António Cabeleira sublinhou que os dois lados da eurocidade já partilham uma agenda cultural comum

Sou testemunha disso e até tenho uma agenda dessas em casa, mas este comum não quer dizer que sejam atividades conjuntas da Eurocidade, mas sim Chaves deixa na agenda as suas atividades e Verin deixa na agenda as atividades que Verin promove. Não há cá misturas, cada um com o seu, sem intercâmbios nem realizações conjuntas, cada um trata das suas coisinhas como sempre aconteceu e mais nada, a agenda apenas as anuncia – Já é qualquer coisa. E foi assim que fiquei a saber que hoje em Verín desde as 11h00 (não sei se de lá se de cá) vai haver o Martes de Entroido organizado pelo Concello de Verín. Agora bonito-bonito são…, ou aliás, era ver os Cigarróns a correr também as ruas de Chaves.

 

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Mas enfim, là teremos que ir a Verin para termos Carnaval, como todos os anos e do qual eu até sou freguês já há uns bons anos, mesmo antes da Eurocidade já o era, só que este ano não me dá jeito ir por lá, assim, ficam as fotos do Carnaval (Introido de Verin) do ano passado. Eu não posso ir, mas quem puder, que vá, pois vale a pena lá ir, com ou sem cartão da Eurocidade, pois a festa lá, é de todos e para todos.

 

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 05:29
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Intermitências

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O Caminho

 

O que seria de mim se não fosse eu?

 

Caminho e vejo luz ao fundo. Geralmente calculo a distância que falta para chegar ao fim do caminho, mas hoje não. Apenas reparo na beleza do caminho.

 

O que seria de mim se não fosse eu?

 

Caminho e vejo a luz ao fundo. Geralmente calculo o tempo que falta para chegar ao fim do caminho, mas hoje não. Apenas reparo no cheiro a terra molhada e o pinheiro do caminho.

 

O Caminho.jpgIlha Terceira, Açores, Janeiro 2016 - Fotografia de Sandra Pereira

 

O que seria de mim se não fosse eu?

 

Caminho e vejo a luz ao fundo. Geralmente calculo os perigos que podem aparecer até chegar ao fim do caminho, mas hoje não. Apenas reparo no silêncio imaculado do caminho.

 

O que seria de mim se não fosse eu?

 

Caminho e vejo a luz ao fundo. Não calculo. Apenas sinto. E sinto-me em paz.

 

Sandra Pereira

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 05:25
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016

Quem conta um ponto...

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276 - Pérolas e diamantes: a agulha e o buraco

 

O sofrimento transforma-se em conhecimento. Por isso é que os laicos são uma espécie de cínicos peripatéticos. Aleksandr Soljenitsin pôs na boca de uma sua personagem as palavras da sua avó: “As agulhas prestam enquanto têm buraco, e as pessoas, enquanto têm alma”.

 

Mas a vida é assim mesmo, geralmente o sentido das coisas surge-nos finalmente claro quando o seu conhecimento já não nos serve para nada.

 

Por isso me rio daqueles que imaginam ser oximoros vivos e andantes, quais primatas vaidosos. Atrevo-me por vezes a pensar se são mesmo aquilo que parecem. E chego à conclusão que não senhor. Ninguém é aquilo que parece.

 

Passam a vida disfarçados. Mas, como escreveu Martino, o narrador de N., de Ernesto Ferraro, qualquer máscara acaba por revelar precisamente o que pretende ocultar.

 

Um dos entrevistados de Svetlana Aleksievitch (O Fim do Homem Soviético) resume tudo numa frase: Os merdocratas destruíram tudo… estamos enterrados na bosta.

 

Não são as grandes vitórias que tornam um país grande. Portugal é disso exemplo paradigmático.

 

Só quem é nada é que pode ser aquilo que os outros imaginam que ele seja. Têm a sua própria legitimidade: estão isentos de passado. Os mais corajosos chegam a autarcas ou mesmo a ajudantes de ministros. Escrever policiais, biografias políticas ou livros de receitas dá uma grande ajuda.

 

Paulo Portas, nos bons tempos do Independente, bem avisou: “O que se diz, e parece certo, é que há medíocres a mais. (…) Regra geral, o chefe de gabinete subiu a secretário de Estado, o diretor-geral ascendeu a ministro e o cacique paroquial chegou a deputado. Uma vez promovidos calaram-se. O sistema foi posto em silêncio…” e não há declarações de voto que disfarcem a subserviência.

 

Claro que já os oiço a dizer: Uma vez mais o mal está no olhar crítico que só descobre desgraças em tudo o que nos rodeia. A esses eu respondo: pois sim senhor, mas o que nos rodeia é a própria realidade.

 

Slavoj Zizek lembra que a esquerda europeia até já morreu. E duas vezes. A primeira sob a forma de esquerda comunista totalitária e a segunda sob o formato de esquerda democrática moderada, que, nos últimos tempos, tem perdido, de forma gradual, terreno em Itália, França e mesmo na Alemanha. No seu ponto de vista, este processo pode ser explicado pelo facto de os partidos centristas, e mesmo conservadores, terem adotado numerosos pontos programáticos tradicionalmente de esquerda (Estado Social, direito das minorias, etc.), “a tal ponto que, se por exemplo, uma Angela Merkel apresentasse o seu programa nos Estados Unidos, seria acusada de esquerdismo radical”.

 

A verdade é que temos de modificar a nossa maneira de pensar. Atualmente vivemos, como diz o filósofo New Age, “num estado de denegação fetichista: sabemos muito bem o que terá de acontecer mais cedo ou mais tarde, mas, apesar de o sabermos, não somos capazes de acreditar que será assim”.

 

A “verdadeira realidade” é, por exemplo, sustentada pelos grandes “humanitaristas” como Brad Pitt, que faz maciços investimentos no Dubai.

 

Aos lusitanos aconteceu-lhes o mesmo que à fruta normalizada pela Europa. Agora não há bons nem maus portugueses, há simplesmente portugueses indiferentes, cidadãos anódinos, gente cinzenta e medíocre. Dá pena. E, além do mais, é mentira.

 

A patetice pegou moda. Do CDS ao PCP é tudo tão provinciano que aflige. Chegamos ao cúmulo de já não nos sentirmos portugueses e de não sermos sequer ibéricos, quanto mais europeus. Eu, por causa das coisas, pego no meu transmontanismo e vou à vida. Não me atrevo a mais. Sou como sou e disso não peço desculpa a ninguém.

 

Por isso é que votar vai sendo cada vez menos uma satisfação para se transformar num grande sacrifício.

 

A razão da desilusão está na génese e na militância dos partidos. Sei que dentro deles há muito quem rosne, mas ninguém tem a coragem de morder a mão que lhe dá de comer.

João Madureira

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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De regresso à cidade...

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:54
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2016

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Sexo … um livro de Receitas.

Nutrir as emoções requer uma dieta equilibrada, onde equilíbrio pode ser desequilíbrio, racional e por vezes irracional numa esfera de imaginários, com um travo a proibidos e a sabores com especiarias sensoriais inimagináveis.

 

 

Pequeno almoço frugal

 

Ingredientes preliminares

Um sorriso matinal

Uma inspiração a roçar o baixo ventre

Um rosnar de 5 decibéis, hummmmmmmmmmm

Um toque de perna contra perna

A caricia

Espreguiça-se a língua em cócegas nos lábios

Sentidos mornos bocejam de prazer

cobertores de pele nua madrugam memórias futuras

roupagens doces e ásperas de amanheceres

impotentes

ergue-se de novo a entrega da estafeta

clímax do levantar

sol sem ereção, esboça um sorriso trocista pelos frios de domingo

promete sem dar,

raio que o parta em fio dental,

vem-se o odor a café,

torradas acabadas de fazer na cozinha

manteiga derretida , ultimo tango…

vale,

de anta

 

vestir a sensualidade

conforto,

homem de inverno

sexo

dos anjos da nossa vida,

o robe …

hum adorável posição da colher

 

Isabel seixas, in Provocar é preciso

Sexo, o livro de receitas

Hoje no feminino

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:00
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Os domingos de Vidago - Uma imagem

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:20
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2016

Outeiro Seco - Solar dos Montalvões nos Monumentos.pt

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Em março de 2006, ou seja quase há 10 anos, publicava a fotografia que atrás vos deixo com o seguinte comentário:

 

“ (…) Quanto à foto, trata-se do Solar dos Montalvões, propriedade da Câmara Municipal e que foi adquirido para instalação da tal universidade que ainda nunca passou do projecto, prevendo-se que nesta bela mas também degradada construção, seja instalada a Reitoria da tal (universidade). (…)”

 

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Pois passados 10 anos deixo-vos a foto atual e atualizo o texto que então deixei: “Quanto à foto, trata-se dos restos do Solar dos Montalvões, hoje em ruinas onde só as paredes exteriores e paredes mestras de pedra teimam em manter-se de pé. O edifício é propriedade da Câmara Municipal tendo sido adquirido há mais de 20 anos com a intensão de lá instalar a Reitoria de uma universidade que seria construída no terreno anexo ao solar. Passados 20 anos, nem universidade nem solar…”, Fica então as fotos atuais do Solar e de seguida vamos ao que hoje interessa:

 

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Há poucos dias atrás fui alertado pelo autor do blog http://velhariasdoluis.blogspot.pt/ que o Solar dos Montalvões, em Outeiro Seco, passou a fazer parte do inventário nacional do património cultural, informação que se encontra on-line no site http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser, onde se faz toda a história e descrição do solar, num trabalho assinado por Paula Noé, 2015. Vale a pena passar pelo sítio dos monumentos.pt (link que vos deixo atrás) para ficar a conhecer (em palavras) o Solar.

 

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Pois só me podia congratular com a notícia e com a inclusão do Solar dos Montalvões no Inventário Nacional do Património Cultural, pois de facto é(ra) merecida esta inclusão, só lamento que o Solar já não esteja a altura de merecer tal honra, pois hoje já não nos podemos referir ao Solar dos Montalvões, mas antes às ruinas do Solar dos Montalvões. Contudo satisfaz-me saber que consta nos monumentos.pt nem que seja para fazer corar de vergonha os responsáveis de hoje termos ruinas em vez de um solar do qual todos nos poderíamos orgulhar de ter. E este parágrafo ficaria politicamente correto se o tivesse terminado no ponto final anterior, mas os culpados, embora sem nomes personalizados, têm nomes, e a ordem dos culpados não interessa, pois todos têm a sua quota parte de culpa:

 

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Então são eles a Junta de Freguesia de Outeiro Seco por nada fazer (NADA) ao ver o evoluir da sua degradação, das pilhagens e os atentados que contra ele se praticaram durante mais de 20 anos. À Junta de Freguesia temos de acrescentar a população de Outeiro Seco, por tal como a Junta de Freguesia nada (NADA) fazer quanto à proteção do seu solar, denunciando e exigindo pelo menos a sua manutenção, para além de saírem do seu seio os atentados e pilhagens ao solar, incluindo á capela. Igualmente culpada a Câmara Municipal porque além de ser a proprietária do Solar, nada (NADA) fez quanto à sua conservação e por último, uma vez que se trata de um edifício municipal, responsabiliza igualmente a população em geral, todos nós, porque o património municipal é de todos os munícipes, pelos menos responsabilizava todos aqueles que tinham conhecimento do evoluir da degradação do Solar.

 

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E o mal do Solar e de hoje ele estar em ruínas está mesmo em ser um edifício municipal, que é de todos, ou seja, que infelizmente não é de ninguém em particular, o que na mente da grande maioria, se é de todos e está abandonado, está perdido e daí se poder fazer dele o que cada um quer, abusar dele, pilhá-lo e destrui-lo ou deixar que se destrua sem nada fazer. Para além de ser um problema de formação penso mesmo que também é um problema cultural dos tempos de hoje em que o antigo comunitarismo e respeito pela coisa pública se transformou no exagero do individualismo com amor apenas por aquilo que é apenas nosso, pessoal.

 

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Claro que há exceções e seria injusto senão as referisse aqui, pois há pelo menos três pessoas que através dos seus blogues têm denunciado o evoluir da degradação do solar, além de contribuir para a história e memória do mesmo. São eles o Blog “Velharias” de Luís Montalvão, o Blogue “Outeiro Seco AQI” de Humberto Ferreira e eu próprio com este blog, pelo menos desde 2006, em:

 

18-3-2006 - http://chaves.blogs.sapo.pt/75874.html

1-5-2010 - http://chaves.blogs.sapo.pt/496213.html

30-10-2010 (1ª parte) - http://chaves.blogs.sapo.pt/552520.html

30-10-2010 (2ª Parte) - http://chaves.blogs.sapo.pt/552941.html

30-10-2010 (3ª parte) - http://chaves.blogs.sapo.pt/553035.html

23-10-2011 - http://chaves.blogs.sapo.pt/701105.html

29-8-2014 - http://chaves.blogs.sapo.pt/solar-da-familia-montalvao-outeiro-1110812

16.5.2015 - http://chaves.blogs.sapo.pt/outeiro-seco-rural-e-urbana-1227760

 

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Mas também, e por coincidência, ontem mesmo ficava aqui um “ Discurso sobre a cidade” de autoria de A.Souza e Silva em que na última parte do “discurso”, ilustrada com uma foto do Solar dos Montalvões, alertava para este mesmo mal (em geral) que vem castigando o nosso património e não será demais repetir as suas palavras, mesmo que ainda ontem aqui tivessem ficado:

“ (…) património construído, rural e urbano (do Alto Tâmega e Barroso e, especialmente, o do concelho de Chaves). Grande parte dele é hoje já, manifestamente, ruínas. Em pouco tempo, se nada fizermos, nada restará senão pó e cinza.”

 

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E continuava:

“Não está apenas na nossa mão inverter esta tendência global que crassa pelo país fora em termos da delapidação daquilo que nos verdadeiramente identifica - a nossa memória histórica e coletiva.”

 

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“Mas, certamente, está nas mãos de todos os flavienses refletirmos sobre o nosso meio urbano e, principalmente, o meio rural. Para decidirmos o que nele perspetivamos em termos de futuro. Cuidando do património que estamos a deixar cair em ruínas. Respeitando a memória do seu tempo. Inventando novas valências, pondo-as ao serviço do tempo presente e do futuro.”

 

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Para terminar assim: “Deixarmo-nos cair na apatia e na indiferença é desinteressarmo-nos pela nossa própria identidade. É apressarmos a nossa «morte» como flavienses orgulhosos que devemos ser da nossa terra e da grandeza da nossa história.”

 

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Subscrevo na íntegra estas palavras do discurso de ontem e, se valer de alguma coisa, nem que seja para refletir, ficam também as imagens que há dois dias atrás tomei nas, hoje, ruínas do Solar dos Montalvões.

publicado por Fer.Ribeiro às 04:09
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2016

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

SOUZA

 

ENTRE PÓ E CINZAS

DA GRANDEZA À MISÉRIA DE UM PORTUGAL EM RUÍNAS

 

I

 

Do conceito que temos cidadania, consideramos que cada português (e, consequentemente, cada flaviense), de acordo com as suas competências e apetências, tem o dever, a estrita obrigação cívica, de refletir e alertar, como ser social que é - e de tudo fazer -, para avivar e aprofundar, o mais democraticamente possível, o nosso viver coletivo. Em ordem não só a uma maior igualdade e equidade social, mas também para que essa igualdade e equidade se faça tendo em vista o desenvolvimento integral e harmonioso do território em que nos é dado viver. No respeito pela História e pela nossa memória coletiva. Pondo-a ao serviço das diferentes comunidades, das mulheres e homens que delas fazem parte.

 

II

 

Aqui há dias, numa sala de espera de um hospital privado, observo, no écran de um televisor, a seguinte frase: “Estamos no Norte, no Centro e no Sul do país”. Atentos ao mapa que nos era apresentado, víamos, positivamente, três pequenas manchas: a da área metropolitana do Porto; a da área metropolitana de Lisboa e o Algarve. Era uma infinidade de especialidades médicas e cirúrgicas ao dispor do utente. De uma instituição que apenas conhece simplesmente três pequenas franjas do país, apenas e tão só, situadas no litoral do pequeno retângulo que é o nosso Portugal. Tudo o resto é espaço vazio, desértico, não-lugar.

 

Naturalmente não culpamos estas instituições pela escolha dos lugares onde prestam os seus serviços especializados. Elas, tão-somente, na prossecução da maximização dos seus lucros, seguem a cega lei do dito mercado, instalando-se onde a procura é maior e onde os recursos especializados lhes estão mais acessíveis, à mão.

 

O que, a propósito deste caso - como, de resto, muitos outros que poderíamos elencar -, pretendermos, é questionar e dar ênfase quanto ao modelo de desenvolvimento que, principalmente, desde o Liberalismo e a Revolução Industrial, reiteradamente temos vindo a implementar.

 

De um país que desde o medievo nasceu, cresceu e se fez grande até à era de 500; que viveu do fausto das suas conquistas; que se embriagou pelos seus feitos, de lá para cá, o que fez em capital acumulado (e não esbanjado) em prole de uma maior riqueza e desenvolvimento do seu povo e das suas gentes?

 

Pelo contrário, de lá para cá, outra coisa não temos vindo a assistir, sistematicamente, senão ao cotejo (precisemos mais, cortejo) das nossas misérias, quando deixamos partir a fina seiva dos nossos melhores ativos à procura de uma pátria outra que melhor cuide deles!...

 

A elite que gere este náufrago, que somos todos nós que por cá ficamos, vivendo das prebendas das instituições que controlam, e que criaram, com o nosso suor e as nossas lágrimas, transformadas em impostos, e vivendo opiparamente à beira mar plantada, esqueceu-se, de norte a sul, do Portugal interior, que também somos todos nós, não se importando que esta (s) ruína (s) - pessoas e património - que entretanto vão perecendo, se transformem em pó e cinzas.

 

III

 

Vítor Serrão, no prefácio do pequeno livro Portugal em ruínas, de Gastão de Brito e Silva, a certa altura, refere: “O conceito de «ruína» assume aqui uma linguagem pesada e culposa [...] na constatação de que pouco ou nada se fez para evitar a desonra e a indignidade. Estes destroços de casas rústicas e solares, igrejas, fábricas, hospitais ou fortalezas, que se multiplicam na paisagem construtiva do país de norte a sul, formatam uma parte da nossa História recente, como se, apesar das boas leis da salvaguarda que existem, apesar da competência dos técnicos e dos profissionais do setor, apesar da riqueza das doutrinas e - mais do que tudo - apesar da extraordinária riqueza patrimonial de um país que, a esse nível, parece inesgotável de recursos, andássemos divorciados do que à nossa volta se passa, distraídos perante o abandono escandaloso que grassa nos nossos sítios de memória e cúmplices silenciosos dos atos especulativos que são crime de lesa-majestade.

 

As ruínas, com o acúmulo do tempo de abandono, deixam de ser recuperáveis e passam a ser «não-lugares sem memórias». Para muitos, tais não-lugares passam a não ter sentido e a ser desnecessários, o que legitima o ato destruidor como condenação inevitável [...] Quando o sociólogo (e fotógrafo) António Barreto avisa sobre a possibilidade de Portugal deixar de existir como país, tal como o conhecemos, justamente porque se perdeu este olhar de consciência estética (e ética) através da qual nos relacionamos como o nosso quotidiano de referências, o alerta está dado para os múltiplos perigos que decorrem deste depauperamento auto suicidário sem sentido - que urge saber enfrentar.

 

Será imperioso não esquecermos, portanto, que é no âmbito do «saber ver em globalidade» que tudo se inicia e que a consciência da salvaguarda dos patrimónios se reforça sem preconceitos excludentes - vistos não mais como a «parcela morta» no campo da Cultura [...] mas como algo que importa preservar, nem que seja pelo registo cripto-artístico, quando a recuperação se torna já impossível.

 

Trata-se, em suma, de parcelas de um «corpo único, coerente e vivo», tão importantes quanto os grandes monumentos do tecido patrimonial reconhecível, e que por isso impõem respeito, desvelo de olhares, estudo integrado, inventariação rigorosa e cuidados preventivos inadiáveis” (Janeiro de 2014).

 

IV

 

Somos pouco dado a elogios pessoais. É, contudo, justo que abramos aqui uma exceção.

 

Temos verificado e constatado, ao longo destes 11 anos de existência do blogue CHAVES, do nosso amigo Fernando DC Ribeiro, todo o carinho e empenho que o autor põe no registo do acervo fotográfico, como arte, transformado em documentário-memória, do nosso património construído, rural e urbano (do Alto Tâmega e Barroso e, especialmente, o do concelho de Chaves). Grande parte dele é hoje já, manifestamente, ruínas. Em pouco tempo, se nada fizermos, nada restará senão pó e cinza.

 

Não está apenas na nossa mão inverter esta tendência global que crassa pelo país fora em termos da delapidação daquilo que nos verdadeiramente identifica - a nossa memória histórica e coletiva.

 

Mas, certamente, está nas mãos de todos os flavienses refletirmos sobre o nosso meio urbano e, principalmente, o meio rural. Para decidirmos o que nele perspetivamos em termos de futuro. Cuidando do património que estamos a deixar cair em ruínas. Respeitando a memória do seu tempo. Inventando novas valências, pondo-as ao serviço do tempo presente e do futuro.

 

Deixarmo-nos cair na apatia e na indiferença é desinteressarmo-nos pela nossa própria identidade. É apressarmos a nossa «morte» como flavienses orgulhosos que devemos ser da nossa terra e da grandeza da nossa história.

 

AZS_7904.jpg

 (Outeiro Seco - Solar dos Montalvões)

 

António de Souza e Silva

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:32
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