Domingo, 26 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

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Feira dos Santos 2011

É, estamos a entrar na semana da Feira dos Santos, aliás o cheiro a farturas e castanhas assadas já povoam as ruas da cidade há coisa de duas semanas e as diversões fazem com que a estudantada ande mais excitada, e que saudades eu tenho dessas excitações, as das diversões, pois quanto às castanhas e farturas, como não poderia deixar de ser, já marcharam algumas.

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Farturas e castanhas, só falta mesmo chegar o dia 31 para irmos ao pulpo ou ao polvo galega, que já faz tradição na Feira dos Santos. E por falar em coisas boas de comer, e também como de vez em quando gosto de deixar por aqui umas ideias, porque não, Chaves, certificar o “Polvo à Galega”, coisa que não é descabida de todo, pois além do polvo já há anos fazer parte do programa da Feira dos Santos (veja-se o programa deste ano, às 12H00 do dia 31, onde diz: 12H00 – Festival gastronómico do polvo,  existe também a Eurocidade Chaves-Verin e o pulpo passa assim a estar também na nossa área geográfica, e mesmo que não estivesse, poderíamos seguir o exemplo de Montalegre ao incluírem na certificação do presunto do Barroso, o concelho de Chaves como uma das áreas da sua produção. Rapaziada, pensem nisso, e até podem dizer que a ideia é vossa, que eu não me importo.

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Mas enfim, ideias à parte, falemos do tempo, que nos Santos de 2011 foi porreiro, em que os mais corajosos ou acalorados andaram de manga curta. Este ano também promete, vamos lá ver para onde o S.Pedro vira. Sexta-feira logo se verá.

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 Pois hoje ficam por aqui algumas imagens de 2011. Um pouco de tudo onde nunca poderá faltar a feira e concurso do gado. E fica a novidade - este ano além dos bois e das “bacas” também vamos ter pela primeira vez o concurso de, com vossa licença, os recos da raça bisara, mas não se fica por aí em termos de animais, pois também vai haver chega de bois e corrida de cavalos. Já agora, que hoje estou com boas ideias, fica mais uma para o próximo ano: Um concurso do burro mirandês, ou se calhar, para se começar, iniciava-se mesmo com os burros de Chaves. Mais uma, e aproveitem-na que eu não me importo e, se necessário for, até cedo algumas fotografias para a publicidade, pois tenho muitos burros de cá fotografados.

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É, os Santos têm a sua magia, para crianças e adultos e todos nós temos boas recordações dos Santos. Eu por exemplo guardo como boas recordações as dos bailes dos Santos no salão dos bombeiros, das noitadas da noite do 31 ou se preferirem, da madrugada do dia 1 de novembro, do tempo em que novembro ainda se escrevia em bom português com N grande e era feriado, e os de Lisboa, embora também fizessem das deles, não mentiam descaradamente. Mas isso era no tempo em que ainda havia estadulhos nos carros de bois e carros de bois. Bois, felizmente ainda vão havendo, talvez não tantos como boys, mas ainda os há, e a nossa feira é uma prova que os há, maroneses, barrosões e mirandeses. Já agora fica mais uma ideia – Porque não promovermos também o boi brunheirês…

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Esta do brunheirês até tinha piada. Já sei que deste tipo de gado não percebo nada, mas tenho andado a estudar umas coisas e sei perfeitamente que a raça brunheirês não existe, mas poderia passar a existir, pois bastava cruzar a raça barrosã com a maronesa e por as crias a pastar no Brunheiro, depois era só pedir aos nossos eleitos pelo circulo, que estão em Lisboa, à nossa deputada por exemplo, que arranjasse por lá um amigo influente nessa coisa das certificações, et voilà, tínhamos o boi brunheirês, nem que para isso fosse preciso abrir-lhes o apetite com um presunto de Chaves, daqueles bons que se compram ali em feces.

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É pá, hoje estou mesmo com ideias brilhantes. O melhor é mesmo ficar-me por aqui, pois com tanta ideia boa ainda corro o risco de me convidarem para um desses lugares importantes em que se tem de usar fato e gravata, e depois era uma chatice, além de não gostar de andar com a coleira porque me aflige andar de pescoço apertado, o fato dos casamentos já não me serve…

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Fiquemo-nos então pelas imagens da Feira dos Santos de 2011. Amanhã venho com as de 2012, depois com as de 2013. A partir de aí, prometo-vos fotografias fresquinhas, deste ano.

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Até mais logo, pois hoje ainda vamos ter por aqui “Pecados e Picardias”.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
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Seara Velha, mais uma vez...

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 Hoje vamos mais uma vez até Seara Velha, uma das aldeias onde sempre que vamos temos a certeza de que trazemos novidades em imagem, e tudo, porque Seara Velha é assim, em cada rua, esquina ou beco, há sempre motivos de interesse para registar em imagem.

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 Além disso dá um jeitão a este blog Seara Velha ser assim fotogénica, pois nos momentos de menos inspiração na procura de imagens para trazer aqui, ou nos momentos em que o tempo não abunda para fazer essas procuras, basta entrar no arquivo Seara Velha e quase posso ir a eito na seleção de imagens.

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 É por estas razões mas também pela simpatia de quem nos recebe, que gostamos de ir por lá amiúde. E por falar no assunto, já há um tempito que não vamos por lá. Um dia destes lá calhará mais uma ida, pois de certeza que haverá motivos que ainda aguardam o registo e a atenção de um olhar.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:10
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Sábado, 25 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

outros olhares

 

Feira dos Santos de 2010

 

Com chuva e frio, aliás manda uma tradição já antiga, que já vem de casa dos meus pais, que se ligue o aquecimento do lar pela primeira vez, embora pense que este ano vai ser exceção, e queira Deus que assim seja, pois o pilim cada vez escasseia mais.

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Frio que cá, em Trás-os-Montes, e em Chaves com a agravante de ser um frio com muita humidade, faz com que o aquecimento das casas não seja um luxo, mas antes uma necessidade, aliás temos essa agravante a juntar à nossa interioridade e também uma das razões que contribui para o despovoamento do interior. Penso mesmo que em termos de energia, de inverno, as terras altas do interior deveriam beneficiar de um subsídio, mas isso são sonhos meus, pois os de Lisboa pouco se interessam com o frio que por cá acontece, aliás dizem que já estamos habituados, e embora até nem seja mentira, o frio é o mesmo e dói na mesma.

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E se hoje neste espaço dedicado à Feira dos Santos falo por aqui do frio, é porque a partir dos Santos o frio chega sempre a sério, é questão de mais dia, menos dia, mas chega sempre, coisa que até alegra os feirantes da roupa quente, pois o frio também abre o apetite às compras de proteção, pena já não haver as mantas de Soutelo.

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 E hoje ficamos apenas com três imagens.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Chaves Rural - Santiago do Monte

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Como sempre, aos fins-de-semana, vamos até ao nosso mundo rural, hoje até à croa da Serra do Brunheiro, até Santiago do Monte.

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Apenas duas imagens, para já, pois hoje ainda voltamos com outros olhares, os da Feira dos Santos de 2010.

Até lá.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:26
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

outros olhares

A Feira dos Santos de 2009

Hoje vamos regressar à Feira dos Santos de 2009, com sol e calor. Iniciamos pelos homens da vara.

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Mas também as mulheres da vara que nem sequer precisam delas para dominar o boi. Há mulheres, mulheres e mulheres.

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 E homens de bigode.

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E cavaleiros a mostrarem a nobreza dos cavalos.

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 E magia para as crianças e não só, pois a magia é sempre magia.

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E por fim, por hoje, a arte nas suas mais variadas formas. Tudo isto são os Santos, a Feira dos Santos em Chaves, as Festas da cidade, as únicas que rivalizam com o Natal para trazer flavienses ausentes a Chaves.

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Até amanhã, com uma voltinha pela Feira de 2010.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

JCB

 

DISCURSOS SOBRE A CIDADE

por José Carlos Barros

 

A conversa do tempo

 

Vivo no Algarve. Sou de Boticas. E quando telefono à minha mãe, ou a um amigo, a conversa começa quase sempre do mesmo modo:

 

"Então como vai o tempo?"

 

A pergunta é retórica. Porque, em boa verdade, não é exactamente sobre as condições climatéricas que perguntamos: a pergunta é sobre o mundo. Queremos saber como vai o mundo, e então perguntamos pelo tempo. Porque falar do tempo é falar do mundo.

 

A meteorologia está quase sempre presente nas nossas conversas. Eu chego a Boticas, encontro um amigo que não vejo há seis meses, e não tarda, depois das duas perguntas sacramentais, e da consequente intimação não menos sacramental

 

(primeira pergunta: "então quando é que chegaste?"

 

Segunda pergunta: "E quando é que vais pra baixo?"

 

Intimação: "Vê lá não te esqueças, antes de ires, de passar em minha casa a beber um copo"),

 

que venha a conversa da meteorologia:

 

"Tu já me viste este calor?"

 

Ou:

 

"Eu já não me lembro assim de um frio destes..."

 

Este

 

"Eu já não me lembro",

 

ou o mais corrente

 

"Eu estou que",

 

também tem que se lhe diga. O caso seria digno de estudo. Porque a contradição não é fácil de compreender. Ninguém como os transmontanos, e maxime os barrosões, tem a ideia de clima incorporada nos seus comandos automáticos: falam do tempo a toda a hora, fazem previsões a uma semana ou a um mês, arrasam os sites de meteorologia por incompetência -- mas têm, no que respeita ao estado do tempo, uma memória de peixe vermelho de aquário. Todos os anos é o ano mais-qualquer-coisa:

 

"Nunca choveu tanto como este ano",

 

"Estou que nunca houve um Inverno com tanta geadinha",

 

"Não me lembro de um Agosto tão frio como este."

 

Se fôssemos aos registos (que existem há mais de 140 anos) víamos (isto é um supor) que, afinal, há uns três ou quatro anos havia chovido mais do que neste, que no ano passado houve mais dias de geada do que este ano e que as temperaturas médias (bem como as máximas diárias) deste mês de Agosto só em três anos, nos últimos dez, haviam sido suplantadas. Mas isso a gente esquece depressa. Porque não temos memória meteorológica: apenas o sentimento de que a chuva que chove, se chove, é a mais abundante, ou a menos abundante, de sempre. Pelo menos desde que nascemos.

 

Porque as nossas referências ao clima não vêm apenas do tempo curto da nossa mais curta ou mais longa existência. Um transmontano que se preze (e maxime um barrosão), em sendo o caso a discussão do clima -- e a discussão do clima é quase sempre o caso -- arrecua pelo menos ao tempo dos avós. E se alguém diz

 

"Eu estou que nunca se viu tanta nevezinha como neste Inverno",

 

ou

 

"Parece-me que tanto nevoeiro assim seguido só o carai",

 

logo alguém contraporá:

 

"Quer não que o meu avô dizia que quando era pequeno houve um ano em que a Serra da Seixa esteve três meses e meio coberta de neve",

 

ou

 

"A minha mãe disse-me que o avô dela lhe dissera que em Chaves uma vez o nevoeirozinho não levantou durante quarenta e seis dias seguidos."

 

Também esta redução a diminutivos tem que se lhe diga. A gente, em falando do tempo, começa logo com diminutivos: ele é a geadinha, ele é o ventinho, ele é o calorzinho, ele é o solzinho, ele é a chuvinha, ele é o verãozinho, ele é a temperaturazinha...

 

Do género:

 

"Já me viste esta aragenzinha?..." "Ui, nem me lo digas: isto vai um dezembrinho..."

 

Claro que os diminutivos só podem vir da ternura que temos pelas coisas do tempo. Uma geada transforma-se em geadinha pela razão simples de que o tempo de geada nos leva com mais agrado a compartilhar em redor da lareira um salpicão enrolado numa couve acabado de assar nas brasas de carvalho. E, digam lá o que disserem, não há mata-bicho que saiba tão bem como quando a gente olha da janela e o que vê lá fora é a nevezinha poisada nos caminhos e nos muros... E os dias tórridos são de uma felicidade imensa: puxam melhor à cerveja. Procuramos sempre, em cada contrariedade climática, ver o que de melhor podemos tirar dela -- e não nos queixamos.

 

E depois, além da ternura, há essa espécie de misteriosa admiração que temos pelos fenómenos meteorológicos. Um citadino, em estando a chover, dirá:

 

"Raio de tempo..."

 

Um barrosão, por sua vez, o mais certo é que, protegido pela cobertura de um alpendre, olhe o dilúvio e, quase emocionado, não se tenha que não comente algo do género:

 

"Olha como cai certinha, a puta, que até dá gosto..."

 

E di-lo-á, repete-se, com a mesma ternura e admiração com que outros ouvem uma oratória de Bach ou vêem uma pintura de Jacopo Tintoretto. Porque a chuva a cair certinha, ou a neve a encher os montes de um branco tão branco que é quase azul, ou o sol a brilhar a pique sobre os campos -- são coisas que, em gente assim nem sempre muito apegada às artes, lhe remetem para a bossa da sensibilidade estética.

 

Claro que tudo isto não passa de uma regra muito geral. Cheia de excepções. É claro que nem sempre andamos a falar do tempo. Ainda há bocado telefonei à minha mãe e ela veio-me logo com a preocupação das matanças do porco. Não me começou pela meteorologia... Os porcos, portanto, e não o clima. O que disse, ipsis verbis, foi:

 

"E este ano as matanças? Quando é que estes desgraçados vão matar os porcos? Com o verãozinho que aí vai, que parece Agosto, não estou a ver que as matanças comecem antes de Janeiro..."

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:01
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

 

Hoje chegamos aos Santos de 2008, com chuva e com sol, dependendo dos dias, mas por aqui desfilarão mais cinco imagens, com o concurso do gado, castanhas assadas, polvo à galega, palhaços e diversões. Só faltam mesmo as barracas do costume para uma breve viagem pela Feira dos Santos ficar completa.

 

Até amanhã com o ano de 2009. Fica as imagens de 2008.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Vivências - O que sabemos da história da nossa família?

 

O que sabemos da história da nossa família?

 

A ideia já me tinha ocorrido por mais que uma vez, mas por falta de tempo ou de oportunidade nunca me tinha dedicado a ela. No outro dia, por um mero acaso, encontrei na Internet vários programas específicos para o efeito. Detive-me um pouco mais, fiz o download de um deles e iniciei a construção da árvore genealógica da minha família. Comecei pelos elementos mais novos e fui recuando gerações, completando a ficha de cada membro com a informação de que dispunha. Entusiasmado, continuei a inserir pessoas e a estabelecer as respectivas ligações. A falta de informações foi, naturalmente, aumentando à medida que fui recuando no tempo, mas consegui, ainda assim, registar cinco gerações, o que, embora parecendo muito, não me permitiu recuar muito mais do que cem anos.

 

Reflito um pouco sobre isto e assaltam-me várias perguntas. Afinal, o que sabemos da história da nossa família? Em que terras nasceram e em que condições viveram os nossos antepassados? Como era a sociedade no seu tempo? Que opções tiveram de tomar e de que forma essas opções influenciaram as suas vidas, e até a nossa? Infelizmente, parece-me que a grande maioria de nós não sabe responder a estas questões e não sabe porque simplesmente nunca conversou com os seus pais, avós ou bisavós sobre eles próprios e sobre a vida que tiveram…

 

Conhecer verdadeiramente a história da família é muito mais do que saber os nomes dos nossos antepassados. É esforçarmo-nos por preservar todo um património familiar riquíssimo e diversificado: fotografias de pessoas, lugares e acontecimentos, livros, objetos pessoais, usos e costumes, crenças e segredos de outros tempos.

 

Um dia as minhas filhas, e depois delas os meus netos, poderão (se assim o quiserem) continuar este trabalho e conhecer um pouco melhor quem foram, como viveram e por onde andaram os seus antepassados. E com tudo isto, certamente que também se conhecerão um pouco melhor a eles próprios.

Luís dos Anjos

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:47
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

 

 Feira dos Santos 2007

 

Hoje ficam cinco olhares sobre a Feira dos Santos 2007, com sol.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:55
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Chá de Urze com Flores de Torga - 57

 

Castelões, Chaves, 9 de Setembro de 1982

 

Visita à Senhora do Engaranho, pobremente recolhida numa ermidinha tosca da serra, com lindas vistas e muita solidão. É um consolo verificar como o nosso povo teve artes de arranjar em todas as horas advogados para todas as aflições. A desgraça é que os arranjou sempre no céu.

Miguel Torga, In Diário XIV

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:52
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

Feira dos Santos de 2006

Hoje para compensar a ausência de palavras, ficam 4 olhares sobre os Santos de 2006.

 

Até amanhã, com os Santos de 2007

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Estratos

O guarda da rua (II)

 

À minha rua, onde morava um homem que a guardava, chegaram pastéis de Chaves. Ali mesmo, à padaria das senhoras dos sorrisos parcos.

 

Os pastéis de Chaves são ajudantes na matança da saudade que não morre. Podia até fotografá-los, fazer deles fotografia e até postal. Ilustrar a cozinha, acordar de manhã e olhar aquele elixir.

 

Sete anos. Bem mais de sete pecados. E a saudade.

 

Na minha rua morava um homem que não mais vi. Encontrou uma outra morada. A última, talvez.

 

Chegou-me uma saudade. No jardim do Celestino, há espaço a mais. Lugares vazios demais. E não há postais.

 

Não fiz dele fotografia. Não há fotograma que ajude, nesta saudade.

 

Sento-me no jardim do Celestino, guardo o lugar dele. Trinco o meu pastel, pouso outro no seu lugar. Chove. Fará Sol. O guarda da rua voltará na boleia. (Espero eu.)

 

Rita

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:06
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Quem conta um ponto...

 

211 - Pérolas e diamantes: Sair ou não sair? Eis a questão…

 

Todos sabemos que os partidos políticos já não são organizações que formam a opinião pública e lhe dão corpo. São, nos tempos que correm, sobretudo agências de promoção social dos seus principais membros.

 

Mas existe especialmente um que apenas tem espaço, e alma, para o pensamento económico. O seu líder, em campanha eleitoral, afirmou desejar um novo tempo, protagonizado por pessoas capazes de criar valor porque possuíam valores.

 

É agora evidente que nem ele nem os que o rodeiam são capazes de evoluir e, muito menos, de cumprir com a palavra dada. É o triste fado dos políticos portugueses, nunca acompanham os movimentos das ideias, vão sempre atrás dos outros. E mentem descaradamente.

 

Ângelo Correia tem razão quando afirma que os partidos se comportam como comunidades numa sala cerrada, pois não dialogam, preferindo antes jogar em círculo fechado.

 

A Visão, com o título “A face oculta do PSD”, noticiou que a Procuradoria, a Judiciária e as Finanças andam a investigar uma agência que trabalhou em dezenas de campanhas eleitorais do PSD. Pela tal agência terão passado milhões de euros em faturas falsas, financiamento eleitoral proibido, concursos forjados e comissões para intermediários.

 

Esses dinheiros terão circulado por câmaras municipais e estruturas partidárias.

 

No universo dessa agência desfilaram governantes, deputados, autarcas e dirigentes partidários.

 

Ainda segundo a revista Visão, a agência de publicidade WeBrand fez dezenas de campanhas do PSD e por “ela terão passado milhões subtraídos ao erário público em negócios polémicos e ilícitos”. As ordens internas eram para “triplicar” os valores dos trabalhos efetuados, que os partidos pagariam depois do ato eleitoral.

 

A mentora da agência terá escrito a um amigo: “Estes trabalhos em Portugal não precisam de concurso… precisam de amigos para serem ganhos.”

 

Por isso é que a cada dia que passa todos nos sentimos um pouco como Silva Peneda. Já não são as pessoas que saem dos partidos. São antes os partidos que vão saindo das pessoas.

 João Madureira 

 

PS – Qualquer estudante do Secundário sabe que a teoria geral da relatividade explica as coisas maiores do universo, nesse sítio onde a matéria faz curvar o espaço e o tempo.

 

A teoria mais elaborada dos quanta aclara o muito pequeno, onde a matéria e a energia se dividem em ínfimos pedaços.

 

Mas, se tentamos usá-las juntas, as duas revelam-se absolutamente antagónicas.

 

Para que ao exercício do poder democrático e à respetiva transparência das contas públicas não lhes suceda o mesmo que às duas teorias citadas, mais uma vez renovamos o nosso apelo para que o senhor presidente da câmara, mais os seus distintos vereadores, aprovem uma auditoria às contas do nosso município, pois à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo e quem não deve não teme.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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Outros Olhares - As Feiras dos Santos

 

FEIRA DOS SANTOS DE 2005

 A dez dias das festas da cidade de Chaves ou da Feira dos Santos, que vem a ser a mesma coisa, pois outra festa em Chaves não há, vou nos próximos dias fazer uma pequena retrospetiva em imagem das Feiras dos Santos, desde que tenho registos digitais, ou seja, desde 2005.

 

 Feira dos Santos que nesse ano de 2005 se mostrou bem chuvosa, mas nem por isso deixou de ser feira, festa e ter enchente de gente.

 

 Ainda do tempo em que no dia 31 de outubro, o concurso do gado se fazia ao lado da respetiva feira.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:17
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Domingo, 19 de Outubro de 2014

Pecados e picardias

Pecados vários

Restos de adeus

 

Restos de ternura escondem-se no disfarce,

do tempo e na cabeça grisalha meu amor,

Luares lambem lábios, noite, amor tece…

Beijos destilam juras sem futuro em licor …

 

Sem pudor, restos de desejo correm nas veias,

Concebidos em pecado, suspiros em coro

Murmúrios num refrão de canto de sereias

Batismo e despedida num lascivo choro

 

Balbucio só o teu nome nos teus lábios,

lava num crepitar até à foz da rendição

Apagamo-nos no mais doce dos calvários

Sós, como dois náufragos afogados na paixão

 

Restos de adeus num último beijo no rosto

Ébrios meu amor, até ao fim do sol posto…

 

 

Isabel Seixas in entre a espada e a parede

 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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