Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

Feira dos Santos - Um pequeno regresso no tempo IX

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Hoje regressamos à Feira dos Santos do ano de 2013, com um dos dias mais importantes da feira, o dia 31 de outubro em que acontece o “Fashion Day” com a moda e as melhores coleções do ano em várias vertentes e das melhores casas da região, onde as tendências a desfilar e premiar são as das casas “Barrosãs”, “Maronesas” e “Mirandesa”

 

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Nas semanas de moda de roupa mais famosas do mundo que acontecem em Nova Iorque, Milão, Paris e Londres. Porém, com a sua Fashion Week espalha-se por diversas regiões, como: Roma, Tóquio, Lisboa, Miami, Bangkok, Barcelona, Estocolmo, entre outras. No Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília sediam os desfiles.

 

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Ao contrário das “Fashion Week” da roupa que se distribuem por várias cidades do mundo , aqui faz-se um desfile de nus em que as espécies de todo o Reino Maravilhoso se reúnem na cidade de Chaves, no dia 31 de outubro de todos os anos.

 

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Quanto ao resto no “Fashion Day”, acontece o mesmo que na “Fashion Week”, ou sejam, muito preparativo… para as várias componentes do desfile na passerelle sobre o tapete verde, nomeadamente em individuais e parelhas.

 

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Com os habituais nervosismos de desfile de dar o seu melhor…

 

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Sempre debaixo do olhar atento dos vários estilitas que aqui trazem as suas obras

 

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Acrescido do nervosismo, também feito de esperas,  de se será a sua obra que irá impressionar o júri, mas também o público.

 

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Júri que atentamente verifica as regras de concurso e se decide pelos mais genuínos, interessantes e belos exemplares.

 

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Claro, sempre com o olhar atento do público e dos fotógrafos

 

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Para finalmente se chegar aos vencedores que saem sempre babados deste dia grande que é o “Fashion Day” da Feira dos Santos de Chaves, todos os anos no fosso do Forte de S.Neutel, na manhã de dia 31 de outubro.

 

Até amanhã!

 

 

 

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O Factor Humano

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10 contos de reis – sem notas - 10

 

Houve uma época em que os serviços de urgências eram escassos e concentrados no litoral. No interior, apenas numa ou noutra cidade, equipas rudimentares, um médico e um enfermeiro, asseguravam as necessidades das populações.

 

Eram geralmente os mais pobres que recorriam a estes serviços, vindos das aldeias e vilas mais próximas, por vezes aproveitando o dia da feira. Havia alguma desconfiança em relação à competência ou à simpatia dos profissionais que trabalhavam nessas urgências básicas. Às vezes diagnosticava-se uma apendicite aguda ou uma hérnia complicada e era então que o próprio médico fazia de cirurgião ou de anestesista e resolvia a situação, com o apoio de irmãs freiras enfermeiras.

 

Numa dessas pequenas cidades do interior, na região centro, trabalhava um médico, dotado de uma cabeça notável, onde por vezes os neurónios se entrelaçavam demasiado, produzindo alguns comportamentos bizarros, mas controlados, tolerados pelos demais, porque naquele tempo quase tudo se perdoava a um doutor.

 

Um dia que estava de serviço, esse médico, conhecido pelo Doutor Tó, pediu ao enfermeiro que espreitasse para a sala de espera, para saber quantos pacientes estavam para ser atendidos. Quando este lhe falou em dúzia e meia, o Doutor Tó franziu o sobrolho num sorriso malicioso, ao mesmo tempo que despia a bata. "Já vais ver" disse enigmático para o enfermeiro, dirigindo-se para a porta de saída da sala de observações.

 

Com este doutor já nada surpreendia, mas o enfermeiro verificou espantado ao voltar a espreitar pela porta entreaberta, que o Doutor Tó estava sentado na sala de espera como se fosse um qualquer aldeão.

 

O silêncio existente na sala foi rompido pelo falso aldeão com uma pergunta simples. " Ele quem é, o Doutor de serviço?" e logo uma mulher mais faladora respondeu " É um tal Doutor Tó". O falso aldeão disse, com um ar assustado, " Mas esse foi o que esteve anteontem e limpou o sebo a dois...". Os outros pacientes entreolharam-se preocupados e ele prosseguiu: " Parece que lhe bebe uns canecos e não é muito certo". Dito isto, levantou-se e abandonou a sala de espera. Quando reentrou na sala de observações, vindo directamente da rua, perguntou com ironia ao enfermeiro: " Então afinal quantos é que estão?". E este respondeu com um suspiro entre a admiração e a condenação: " Cinco Doutor Tó".

 

Manuel Cunha (Pité)

 

 

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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

Feira dos Santos - Um pequeno regresso no tempo VIII

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Como este ano a Feira dos Santos começa oficialmente no dia 29, faltam 10 dias para o seu início.

 

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Hoje deixo-vos, sem muitas palavras, três olhares sobre a Feira do ano 2012.

 

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Amanhã cá estaremos com alguns olhares à feira de 2013. Até amanhã!

 

 

 

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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017

Nós, os homens

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IV

 

Um dos maiores problemas das mulheres é a depilação. Nós, homens, lidamos bem com os pêlos. Eu, pelo menos, acho que os tenho todos no sítio certo. Mesmo aquelas pequenas aberrações de ter dois ou três a sair do mesmo folículo piloso, vulgo poro, acho que se trata de uma questão de cidadania que eu respeito. Se conviverem bem uns com os outros, que diferença me faz que saiam todos do mesmo sítio ou de locais diferentes?! Até porque numa superfície de 1,80 m de altura e 85 kg de peso, converta-se em área, só de lupa é que isto se notava e não é, apesar de tudo, esse o caso!

 

Acho que o Criador sabe o que faz, ou o que fez, partindo do princípio, errado ou não, de que Ele só fez o primeiro casal e depois nos entregou à sexualidade tradicional, tradicional agora, na altura isto havia de ser o futuro!

 

Seja como for, as mulheres estão convencidas de que Deus se distraiu quando estava a fazer a primeira e lhe colocou pêlos em zonas erradas. Puro erro de cálculo! Não queria entrar em pormenores que estas coisas são delicadas, mas chegam a ponto de ficar carecas em zonas que supostamente foram bem pensadas para ter pêlos. Uma coisa é um gajo com a idade, ou por características genéticas, começar a perder o cabelo e vai daí disfarçar a coisa com um rapar da cabeça, pois sempre é melhor andar para aí armado em careca do que em calvo! Até porque isto tem uma lógica, é dos carecas que elas gostam mais, diz a canção. As figurinhas que nós fazemos para agradar ao sexo oposto! Sim, que nós somos assumidos, não andamos para aí a vender o argumento de que nos arranjamos para nós! Nós arranjamo-nos é para elas, nem fazia sentido outra coisa, somos parvos ou quê? Isto de andar às compras dá uma trabalheira do caraças, para além da perda de tempo e do gasto inútil de dinheiro. Se andássemos lavadinhos e com as partes pudibundas tapadinhas, era o suficiente. Só tínhamos que nos preocupar com o calor e com o frio.

 

Elas não, sujeitam-se a coisas hilariantes! Aquilo deve doer como tudo, o buço, as sobrancelhas, as axilas, as virilhas, as pernas, o rabo e do resto já falei. Tudo por nossa causa! Não é que não nos faça bem ao ego e à auto-estima, uma mulher sujeitar-se a maus-tratos para agradar a um homem! Fica por explicar a luta pelos direitos iguais e outras tretas com que nos enchem a cabeça nos dias em que estão com o período. E não é que aquela coisa lhes dá todos os meses! Nesta parte talvez concorde com elas, o Criador estava distraído, pois havia alguma necessidade?! Decidindo ter filhos bastava uma vez por ano, que a decisão é séria, não é coisa que se pense este mês quero ter, este mês já não! Valha-me Deus! Quero dizer, tudo menos isso!

 

E isto até podia não ter importância nenhuma se não tivesse consequências em nós, é que se calha de a esteticista ter um casamento e desmarcar a depilação da menina, nós é que estamos lixados, assim de forma subtil, para não dizer um palavrão! E se fosse isso, até não tinha importância nenhuma, mas isto sou eu a falar, porque a consequência é exactamente o contrário: não estamos. Agora só para a semana, a não ser que a menina esteja tão desesperada como nós e vá à farmácia ou ao supermercado comprar aquelas tiras de auto-mutilação que conseguem o mesmo efeito.

 

Mas isto é só um desabafo, para compensar o ridículo do que em que nos transformamos por causa delas!

 

Fazemos tudo, salvo o papel de otários e mesmo assim funcionamos como as companhias de seguros: em letras pequeninas temos as condições especiais, a que recorremos, não em regime de excepção, mas sempre que as condições normais não funcionam!

 

E as condições normais quase nunca funcionam, aquela coisa de que as mulheres são como os carros: têm todas os botões no mesmo sítio, só para quem nunca conduziu um Porsche, um Jaguar ou um Maserati! O que é que estes carros têm a ver com os outros veículos de quatro rodas?! Eu nunca tive nenhum, por razões unicamente económicas, que outras poderia haver, mas tive um amigo que tinha um stand de automóveis e quando eu lhe fazia favores e me perguntava como é que eu te hei-de compensar?, acto contínuo, lá íamos nós experimentar o último modelo da tecnologia alemã, inglesa ou italiana que ele tinha disponível. E agora estou mesmo a falar de carros, aquilo é que eram máquinas, um gajo até se assustava quando, em poucos segundos, os ditos atingiam o nível da descolagem! É pecado um homem matar-se a trabalhar uma vida inteira e nunca conseguir juntar dinheiro para ter um brinquedo destes!

 

Mas dizia eu que vamos fazendo cedências aos caprichos das mulheres, e o que elas inventam, meu Deus, para nos porem a trabalhar para elas! Até cenas de ciúmes com o colega de trabalho com quem almoçamos há quinze anos! Se há coisa que eu nunca admitiria a ninguém, a não ser, lá está, por uma mulher por quem estivesse perdidamente apaixonado, é que alguém desconfiasse que eu era gay! Maluco como sou e com os dois bem no sítio, em peso e dimensão, era bem capaz de combinar com o meu colega de trabalho fazer-lhe algumas festas durante o almoço enquanto estava a ser espiado. Punha até a hipótese de lhe dar um beijo na boca depois do café, desde que ele alinhasse, só para me divertir com aquela cena! Não me caía nada ao chão, não era menos homem por isso e divertia-me à brava.

 

Mas quando o assunto é mulheres, nós comportamo-nos como uns cordeirinhos! Se elas gostam de azul, a gente veste-se de azul, mesmo que seja a cor que a gente mais odeia. Que mais nos faz?! Quando nos dão uma prenda, preocupa-nos por acaso o papel da embalagem?! Elas ficam todas contentes e nós também! Então não é bom ver aquela felicidade estampada num rosto tão bonito, só porque escolhemos a sua cor de camisa preferida! Camisa, pólo ou t-shirt, elas é que mandam, afinal aquilo tudo é para despir ao fim de algumas horas, que diferença é que nos faz?

 

Mas o Porsche é uma coisa fora de série! Eu que até não sou um gajo nervoso, quando me sentei ao volante daquela coisa e ela se pôs a andar comigo fiquei com pele de galinha! É que a diferença é essa: há carros que nós conduzimos e carros que nos conduzem a nós! Continuo, verdade verdadinha, a falar de carros, e o Porsche é um dos carros que nos conduz a nós. Perdoem-me a comparação, mas eu acho aquilo um carro inteligente e não ficava nada chocado se criassem o Dia Internacional do Porsche, e acho que fazia todo o sentido falar em direitos iguais e outras coisas que as minorias defendem porque aquilo é uma minoria deliciosa!

 

Mais ainda, se eu me sentar num Porsche vestido de azul ou de branco, ele anda da mesma maneira! Tem características próprias, sei que se trata apenas de um carro, mas tem sensibilidade e personalidade! Reage de imediato ao toque do pedal, não pergunta porquê, onde estiveste, com quem, não faz de conta, não amua, pura e simplesmente interage!

 

Vou-me esfolar a vida toda, mas ainda não perdi a esperança de ter uma coisa destas dentro de casa, perdão, à porta de casa!

 

Cristina Pizarro

 

 

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Feira dos Santos - Um pequeno regresso no tempo VII

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Cada vez mais próximos da Feira dos Santos de 2017, regressamos em imagem à feira do ano 2011, ano em que mais uma novidade foi introduzida e então registada por nós com algum agrado.

 

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A novidade foi a passagem dos divertimentos da feira (carrocéis) para a margem esquerda do Rio Tâmega, para a Madalena. Pessoalmente gostei do espaço e com potencialidades para melhorar, principalmente se o espaço se alargasse ao terreno livre continuo ao atual estacionamento. Mas também agradado por finalmente a Madalena fazer parte da feira, dando-lhe outra vitalidade, com a esperança de que pudesse receber também parte da feira nos três dias principais.

 

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Esta nova versão da feira acabou também por dar mais vida ao Centro Histórico, principalmente na zona do Arrabalde e Rua de Stº António, mas também, a ser aproveitado e infraestruturado o tal terreno disponível, poderia passar a ser o poiso da feira semanal, isto tendo em conta que o Parque Multiusos de Santa Cruz foi um fracasso total.

 

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Até prova em contrário continuo a pensar que a Madalena tem potencialidades para dar resposta a parte da Feira dos Santos (divertimentos) e a ser um bom poiso para a feira semanal. Mas claro que isto vale o que vale e é apenas a minha opinião, o que é certo é que a organização da feira, atualmente com responsabilidades repartidas pela ACISAT e pela Câmara Municipal, vão repartindo também  e cada coorganizador reivindicando os louros daquilo que corre bem, e empurrando para o parceiro as responsabilidades por aquilo que não corre tão bem.    

 

 

 

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Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

Feira dos Santos - Um pequeno regresso no tempo VI

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Em contagem decrescente para a Feira dos Santos de 2017, vamos regressar um pouco no tempo, até ao ano de 2010, em que os Santos aconteceram com frio e chuva.

 

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Frio e Chuva que não foi suficiente para que as pessoas não povoassem as ruas e a festa se fizesse com o habitual vai e vem de pessoas ao longo da feira, mas também com concertinas, cabeçudos e demais animação popular.

 

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Também com coisas boas feita com produtos da terra e não só, quentes e boas, as castanhas assadas marcam sempre presença, para além das tradicionais farturas que agora as há em todas as esquinas e largos, sem esquecer o pulpo galego ou à galega do dia da feira do gado.

 

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Chaves D'Aurora

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  1. ALCOVITEIRO.

 

Uma tarde, perto da feira do Ver-o-Peso, João apeou do bonde e, ao se desviar dos burros, encontrou um parente distante, o primo Eulálio. A convite deste, foram até à beira do rio apreciar as vigilengas, que pareciam naufragar nas águas verde-musgo do rio Pará, na verdade um braço do Amazonas. As embarcações iam ou vinham, carregadas de balaios de cipó com frutas tropicais, as quais, como o estranho e arroxeado açaí, tinham nomes e sabores difíceis de explicar aos patrícios e forasteiros, tais como uxi, umari, pupunha, araçá...

 

Reis ouviu então do parente que, por mais idade, às vezes lhe dava conselhos de pai, a fatal pergunta – E então, Joãozinho, quando te vais decidir a casar? Por certo que ainda estás bem moço, mas não fica bem continuares assim, sempre às voltas com essas mulheres de certa rua da Campina ou dos becos que vão dar ao Largo das Mercês. Ô rapaz, cuida bem que, qualquer dia, ainda vais te ver com os cupins da tísica a te roer os pulmões! Ou bem pior: com a sífilis a transtornar a tua cabeça e... o resto, se me percebes.

 

Acontece que Bernardes, como trabalhasse demais durante a semana, suas noites de sextas e sábados eram consumidas em pândegas, na alegre companhia de outros rapazes da mesma idade, aos quais não faltavam o bom vinho e a cerveja fresca, de fabricação local. Tudo isso era compartilhado com as belas caboclas que faziam a vida fácil (pelo menos a deles, dos fregueses) em casas de porta e janela ou em sobrados decadentes, que ficavam nas ruas próximas ao cais ou às cercanias do comércio.

 

Era um homem discreto, de boa educação, mas pouco afeito aos modos elegantes da elite económica local, embora esta fosse, em sua maior parte, constituída pelos novos-ricos da borracha, a nata (ou malta) da qual ele fazia parte. Começava, porém, a se ressentir de uma vida social, onde pudesse conhecer as boas raparigas da terra. Decidiu então que já era tempo de frequentar os bailes da sociedade, os saraus familiares, assistir às revistas musicais como “O Seringueiro”, no Theatro Politeama e, de modo especial, às apresentações de óperas e operetas no palco do monumental Theatro da Paz.

 

Disso tudo, muito se encarregou Eulálio, com dedicado empenho. Pouco a pouco, introduziu o primo nas residências das melhores famílias da região, constituídas dos inevitáveis bacharéis, juízes, políticos, funcionários públicos e, especialmente, daqueles comerciantes que viviam à custa dos seringais, nas mais diversas formas.

 

Passou a ser recebido, também, por donos de terras do interior da província, que viviam em cidades nomeadas como as coirmãs lusitanas (Alenquer, Bragança, Breves, Chaves, Faro, Óbidos, Santarém, Viseu e mais que tais) e mantinham na capital suas mansões, a fim de nelas se instalarem, sempre que necessário. Nessas também refestelavam-se, no mor das vezes, os filhos varões a gozar a vida de estudantes no Colégio do Carmo, no Pré-Jurídico do Liceu ou na Faculdade de Direito ao Largo da Trindade, uma das primeiras criadas no país.

 

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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

De regresso à cidade com Portugal a arder

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O regresso à cidade de hoje faz-se com Portugal a arder. Perto de seiscentos incêndios, de Norte a Sul de Portugal, mais que lamentar tal calamidade, devemos pensar, devemos meditar, refletir… A imagem é de ontem ao fim da tarde, às 17H30, que num dia normal ainda teríamos o sol a uma altura considerável, mas pelo cheiro a fumo adivinhava-se o que estava para além da escuridão.

 

 

 

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O Barroso aqui tão perto - Friães

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No Barroso aqui tão perto, hoje vamos até à aldeia de Friães. Como é um topónimo muito vulgar em Portugal, convém desde já dizer que este Friães é o do concelho de Montalegre, no Barroso.

 

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Como sempre o nosso ponto de partida é na cidade de Chaves. Das três opções possíveis para irmos até ao Barroso, hoje a nossa opção é a estrada de Braga, a Nacional 103 que, embora não seja o itinerário mais curto, é o mais rápido e melhor estrada. Por este itinerário, ao quilómetro 62.7 estaremos em Friães.

 

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Mas também optamos pela E.N.103 porque Friães fica quase à beira desta estrada, mais precisamente a 1 km, à mesma distância que fica a aldeia vizinha dos Pisões e a Barragem do Alto Rabagão ou Pisões, se preferirem, e neste caso quando digo barragem é mesmo o paredão da barragem.

 

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Assim, se quiser ir ou passar por Friães, basta ter os Pisões, aldeia e paredão da Barragem,  como referência, mas olho nas placas da estrada, isto para tomar o caminho mais direto, no entanto, se for através da aldeias dos Pisões, também vai lá ter. Mas para maior exatidão da localização, ficam as coordenadas da aldeia e de seguida também o nosso habitual mapa:

41º 44’ 25.65” N e 7º 52’ 53.80” O, a uma altitude de 895m.

 

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Em termos das características da aldeia e da sua envolvente, não sei se ainda está ou não integrada em terras da chã, mas se não estiver comunga do mesmo chão e das mesmas características, quase no limite, pois a partir de aí, começa-se a descer para o Barroso “minhoto”.

 

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Tal como dissemos logo no início, Friães é um topónimo muito comum em Portugal. Não sei quantas localidades existem com este topónimo, mas só na zona Norte existem pelo menos meia-dúzia de localidades com este topónimo.

 

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Mas vamos ver o que nos diz a “ Toponímia de Barroso” a respeito deste topónimo:

 

FRIÃES

"A existência de diferentes antropónimos germânicos acrescenta dificuldades na análise de Friães. Mas julgo tratar-se de Froila documentado já em:

- 1054 no Dipl. Et.Chart. 392: por Froilanes. Na realidade a nossa povoação era conhecida, em:

- 1258 por Froyaes INQ 1514! No que acompanha outros Friães nacionais.

Portanto, Froilanes > Froyaes > Froiaes ou Fruiaes, fácil se chega a Friães. Perguntar-se-á porque não “villa” Froilani? Porque, neste caso, teria de dar terminação em ão, portanto, Frião, que também existe.”

 

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Esta “Toponímia de Barroso”, logo a seguir à descrição dos topónimos de cada freguesia, apresenta a “Toponímia Alegre” respeitante a cada uma das aldeias. Quase sempre são dizeres populares e algumas picardias entre aldeias vizinhas, às vezes pouco abonatórias para as visadas nesses dizeres, mas sempre divertidas para quem está de fora.

 

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Pois a “Toponímia de Barroso” no capítulo da “Toponímia Alegre”, sobre Friães também há algumas referência. Pelo caminho dessas referências, vamos metendo algumas fotos de Friães, que nada terão a ver com aquilo que se vai dizendo, mas como temos muitas fotos para hoje, temos mesmo que ir deixando aqui algumas: Pois a “Toponímia Alegre”, sobre Friães diz o seguinte (depois da foto):

 

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Uma mulher de Viade:

Mandei fazer uma capa

Ao pisoeiro d’Ablenda

Ninguém se finte nos homes

Que os  homes são má fazenda

 

As Meninas de Friães

Não sabem ficar no linho

Mas sabem ir ao louceiro

Ver se a caneca tem vinho

 

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E continua a “Toponímia Alegre”:

 

Esta noite, à meia-noite,

Ouvi dar um assobio:

Eram moças de Friães

Que foram lavar-se ao rio!

 

Que foram lavar-se ao rio

Tirar esterco do carrolo:

Terra de pouco brio

Terra de muito parolo!

 

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Ainda na a “Toponímia Alegre”:

 

Diziam as moças de Friães

 

(que não usavam cuecas e

Ao passarem nas pondras)

 

Antes de terem o ponderado:

 

Ò rio, como vais tão turvo,

Como vais de despenhado…

Irias mais a modinho

Se te tivesses casado!

 

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Continua a “Toponímia Alegre):

 

As moças de Friães

Para irritarem as suas vizinhas:

 

Vai junguir o teu pai

Que anda além rio

Lanhado com a mosca!

 

Vamos lá para o Pisão,

Vamos ver o que lá vai,

As casas são de terrão,

A telha abaixo não cai!

 

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E ainda antes de continuar com Friães vou fazer aqui um aparte e dentro ainda da “Toponímia Alegre” vamos fazer uma passagem por uma aldeia que fica em frente a Friães, na outra margem do Rabagão, o Telhado, tudo porque esta também faz referência à nossa veiga de Chaves, então diz assim (já a seguir à foto):

 

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Um que casou no Telhado:

 

Eu fui casar ao Telhado

É boa vida ser casado

E matar um bom cevado.

Há três anos que casei

E nunca sem matar fiquei:

A não ser este ano

E também no ano passado

E no ano que me casei.

 

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Continuamos com a “Toponímia Alegre”:

 

Quem quiser conhecer

Caminho mal passado

Vá das Alturas ao Telhado!

 

Adeus lugar do Telhado

As costas te vou virar:

Vou para as Veigas de Chaves,

Onde me eu vou desterrar!

 

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Se vão rezar à capela

As mocinhas do Tellhado,

Dizem umas para as outras:

Quem me dera um namorado!

 

(…)

 

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E continua, mas nós em relação a esta (Um que casou no Telhado), vamos ficar por aqui, pois hoje o post é dedicado a Friães. Ficamos por aqui em relação ao Telhado mas vamos continuar na “Toponímia Alegre” para mais uma referência a Friães, numa que se intitula “Cávado – Regavão”.

 

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Suponho que este “Regavão” será o mesmo que Rabagão, o nome rio que dá origem à Barragem dos Pisões ou Alto Rabagão, enquanto que o Cávado, dá origem à Barragem de Paradela. Curiosamente Friães fica entre estes dois rios e barragens, embora mais próxima da Barragem dos Pisões , a de Paradela (em linha reta) fica apenas a 6 km.

 

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Cávado - Regavão

 

Leirões de Lamas,

Lagartos de Fervidelas,

Conhadeiros de Bustelo,

Boleteiros de Friães,

Ladrugães, esfola-gatos mata-cães.

Mata-moura de Reigoso,

Chinos de Currais,

(…)

E continua, mas como a referência a Friães já foi feita, ficamos por aqui, mas um deste dias voltamos para outra qualquer aldeia aqui abordada.

 

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Vejamos o que mais há por aí a respeito desta aldeia. Por exemplo no livro “Montalegre” encontrámos estas referências (o sublinhado e negrito são meus):

“ “Sinais dos tempos” Vários outros monumentos da romanização se descobriram e permanecem cá testemunhando a sua origem e finalidade: marcos miliários em (Padrões, Currais, Travaços e Arcos) aras romanas em (Vilar de Perdizes, Pitões e São Vicente da Chã) estelas funerárias (Vila da Ponte/ Friães), o célebre Penedo de Rameseiros (Vilar de Perdizes) e outros.”

 

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E quando já estávamos para entrar nos finalmente deste post, com o habitual lamento de nada mais podermos acrescentar por nos faltarem outras referências à aldeia, eis que numa última pesquisa que sempre faço na Internet encontro um site dedicado à aldeia, bem compostinho e com muita informação e algumas fotos antigas, bem interessantes. Deixo de seguida uma que lá "roubei" para abrir o apetite a uma visita que deve ser obrigatória, pois tem muita informação sobre a aldeia, que me vai ser impossível reproduzir aqui. Pois fica a foto e o link (também reproduzido no final deste post), que é de visita obrigatória:

http://friaes.weebly.com/historia.html

  

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Pois mesmo antes de encontrar este site ia iniciar a conclusão do post com dois apontamentos que não poderia deixar de referir. Visitei esta aldeia por duas vezes, a primeira em maio de 2016 para fazer o levantamento fotográfico da aldeia, já a meio da tarde, num dia bem quente de maio. Esperávamos ser uma visita mais ou menos rápida, pois na agenda ainda tínhamos outras aldeias por onde passar, mas acabámos por ficar por lá muito mais tempo do que o previsto, tudo porque à entrada da aldeia fomos simpaticamente recebidos por um dos seus habitantes com quem ficámos durante um bom bocado à conversa. Além de gostarmos de conversar com os habitantes locais, gostamos também de conversar com os mais velhos, que era o caso, pois com eles temos sempre alguma coisa, mas sobretudo também gostamos de ser bem recebidos, como fomos, pois embora em geral o sejamos na maioria das aldeias do Barroso, há uma ou outra aldeia em que tal não acontece, onde as pessoas mostram uma certa desconfiança sobre o que andaremos por lá a fazer, o que faz com que as nossas visitas sejam sentidas como uma autêntica incursão. Pois quando ficamos agradados com as pessoas, agradecemos, sem que seja com o nosso respeito e simpatia dos nossos agradecidos gestos e palavras.

 

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O segundo apontamento é sobre o segundo momento em que sem querer, vindos da Venda Nova, entrámos por uma estrada secundária sem sabermos onde ela ia dar. Mas sabíamos que iria para algum lado, e ao dobrar da montanha damos de caras com uma aldeia lindíssima, que ainda não tínhamos visitado, pensávamos nós, pois embora fosse Friães, fizemos a abordagem à aldeia por outro ângulo de visão, e só ao penetrar na intimidade da aldeia, no seu miolo, é que nos apercebemos que a aldeia já não nos era estranha. Desta vez ainda pela manhã, no mês de junho deste ano de 2017, e mais uma vez pensávamos estar por lá apenas uns minutos, principalmente depois de descobrirmos onde estávamos, pois já tínhamos feito a recolha fotográfica e as fotos começavam a ser repetidas.  Mas, mais uma vez acabámos por ficar por lá muito mais tempo , pela mesma razão da primeira visita - a simpatia da receção e a agradável conversa com os mais velhos, à boa maneira transmontana e barrosã, com a hospitalidade  da arte de bem receber. Visita que só interrompemos porque as nossas barriguinhas já pediam almoço. Tinha de deixar aqui estes dois momentos, pois a beleza das nossas aldeias não está só na beleza do seu casario, nos seus pontos de interesse e na sua paisagem envolvente, mas sobretudo esta nas suas gentes. Na sua humildade, na sua arte de bem receber, de bem conversar e partilhar os seus saberes. Quando tal acontece, é ouro sobre azul. Friães, é uma dessas aldeias

 

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E agora sim podemos despedir-nos com o espírito de missão cumprida de dar a conhecer mais uma aldeia barrosã, que recomendamos uma visita, porque a aldeia merce mesmo uma visita. Penso que as fotos que deixamos falam por nós, quanto às pessoas, terão mesmo de lá ir, mas não se esqueçam da recomendação que costumo deixar por aqui, apoiando-me como sempre nas palavras de Torga para descobrir estes reinos maravilhosos, em dois dos seus momentos:  “ O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite.” Mas lembre-se de entrar nelas a tremer de vergonha “ Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhes dá a simples protecção de as respeitar.” As citações de torga são de “Um Reino Maravilhoso” e do “Diário VIII”.

 

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Sobre a aldeia de Friães haveria muito mais a dizer, mas pela certa que encontrará muito mais no site para o qual a seguir deixamos link, logo a seguir a bibliografia e antes dos links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Um Sítio de visita obrigatória

http://friaes.weebly.com/historia.html

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

 

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Quem conta um ponto...

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363 - Pérolas e diamantes: Divagações

 

Hawthorne mostrou ao mundo que os escritores americanos podiam ser shakespearianos. Até Melville fez a sua tentativa. Segundo Daniel J. Boorstin, antes e durante a escrita de Moby Dick, o escritor norte-americano esteve “hipnotizado”, lendo e relendo Shakespeare, nomeadamente Rei Lear, Hamlet e Tímon de Atenas.

 

Melville venerava Shakespeare, considerando-o “o mais profundo dos pensadores”, mestre da “grande arte de dizer a verdade, mesmo que velada e fragmentariamente”. O que mais apreciava não era “o grande homem da comédia e da tragédia […] Mas as coisas sonhadoras que há nele; aqueles seus ocasionais lampejos da verdade intuitiva; aquelas explorações rápidas, breves, do próprio eixo da realidade”, pois eram essas coisas que faziam de Shakespeare Shakespeare.

 

De facto, os americanos sempre foram idealistas e um pouco excêntricos. Major Douglas, um economista autodidata, resolveu avisar o mundo de que tinha um remédio para todos os males sociais. O seu plano de “crédito social” fundamentava-se na ideia de que as depressões podiam ser evitadas e a justiça social alcançada pela manipulação do sistema monetário.

 

Melville era contrário à fama. Chegou mesmo a justificar a sua obscuridade. Escreveu que “toda a fama é patrocínio”, por isso pedia: “Deixem-me ser infame. Quanto mais a nossa civilização avança nas suas linhas presentes, tanto mais a ‘fama’ se torna desprezível, especialmente a dos escritores.”

 

Está visto e provado que até os génios têm momentos de desatino. Por exemplo, Dostoievski era um jogador inveterado e chegou mesmo a ser arrastado por Belinski para um círculo de reformadores atraídos por modelos ocidentais, que conspiravam secretamente contra a autoridade czarista. De facto, viveu numa era que, como observou o arguto viajante francês marquês de Custine, “em Petesburgo mentir continua a ser desempenhar o papel de um bom cidadão; dizer a verdade, mesmo tratando-se de assuntos aparentemente sem importância, é conspirar.”

 

Já Joyce dedicou o seu génio a tornar a escrita uma linguagem supremamente ininteligível.

 

Quando lhe perguntaram porque escreveu Finnegans Wake, respondeu de forma maliciosa, não para pedir desculpa mas para se vangloriar: “Para manter os críticos ocupados durante trezentos anos.” Possivelmente partilhava a estupefação de Einstein que achava que o mistério eterno do mundo era a sua compreensibilidade.

 

Também existe a possibilidade de partilhar a ideia do enigmático elogio de Henri Rousseau a Picasso, nomeadamente a Les demoiselles: “Picasso, você e eu somos os maiores pintores do nosso tempo, você no estilo egípcio, eu no estilo moderno!”

 

Já Picasso, nos seus últimos anos de vida, teve este lamento: “As pessoas não compram os meus quadros, compram a minha assinatura.”

 

De facto, o mundo ainda vive preso do mito da Arca de Noé que, por incrível que pareça, é uma história partilhada em todas as partes do mundo. Mesmo o Corão (surata XI, versículos 27 a 51) segue com grande fidelidade o Génesis e faz um relato pormenorizado do Dilúvio e de como Deus salva Noé: “A Arca poisou sobre o monte al-Judi” (versículo 46), um maciço montanhoso de quase quatro mil metros de altitude, situado na região de Mossul, no Curdistão iraquinano.

 

O Poema Gilgamesh, possivelmente a fonte que inspirou o relato bíblico, encontrado numa tábua cuneiforme em Nínive, capital da Assíria, conta na primeira pessoa o desembarque de uma arca no monte Nisir, a nordeste da Babilónia.

 

O mito hindu do Dilúvio, contido na Satapatha Brahmana, refere-se a uma “montanha no Norte”, onde Manu ata o seu barco a uma árvore, a conselho do seu amigo peixe gigante.

 

Os gregos mencionam o monte Parnaso ou as montanhas da Tessália, onde o navio de Deucalião chegou e Pirra após o dilúvio da mitologia helénica.

 

Lendas idênticas são narradas desde o Alasca até ao Peru.

 

Basicamente, todas as civilizações antigas possuem histórias similares sobre a destruição do mundo através de uma enorme inundação e sobre uma nau salvadora, o que nos leva a pensar que se trata de um mito funcional para a maioria dos povos antigos e que, muito provavelmente, foi adotado pelo cristianismo.

João Madureira

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:01
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Sábado, 14 de Outubro de 2017

Curral de Vacas - Chaves - Portugal

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Na nossa habitual ronda dos sábados pelas nossas aldeias, hoje toca a vez a Curral de Vacas, uma das aldeias vizinhas do vale de Chaves embora já em plena montanha.

 

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Ficam cinco olhares de cinco momentos que escaparam ou sobraram das últimas seleções em que fomos até esta aldeia, não só para o seu devido post, mas também para o post da freguesia, pois acontece que Curral de Vacas aldeia é também freguesia, mas aqui adota outro topónimo, o de S. António de Monforte.

 

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Mas também Miguel Torga foi pretexto para termos ido até esta aldeia, pois nos seus diários faz algumas referências a Curral de Vacas, quer pela Pedra da Pitorga quer pelo Auto da Paixão.

 

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Pedra da Pitorga que ainda continua por lá no meio do monte, a caminho de Vila Frade. Quanto ao Auto da Paixão, ao qual ainda fui em finais do anos 60, deixam saudades por tudo que o envolvia. Uma representação popular feita pelo povo de Curral de Vacas para quem quisesse juntar-se à celebração, pois embora “teatro” popular,  tinha um forte cariz religioso. Pena que já não se realize e que vá ficando esquecido no tempo.

 

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Quanto à aldeia, é interessante, com interessantes motivos para fotografar. Aldeia ainda com vida, não é das que mais sofre com o despovoamento, talvez pela proximidade da cidade, dos bons acessos,  mas não só, pois outras aldeias há bem mais próximas que estão mais despovoadas. É uma das aldeias pela qual gostamos de passar e “roubar” alguns olhares para memória futura e para deixar por aqui alguns.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:27
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Feira dos Santos - Um pequeno regresso no tempo V

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Nestes regressos às Feiras dos Santos de outros anos, daqueles que tenho registos digitais, hoje vamos até ao ano de 2009 e inicio propositadamente com uma foto do nosso centro histórico (sem feira). A Feira de 2009 pouco diferente foi da dos anos anteriores e dos anos seguintes, até ao de hoje. Mas nem sempre foi assim, aliás, nos anos 60 e 70, as mais antigas que eu conheço e de que tenho memória, eram bem diferentes daquilo que hoje são.

 

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A Feira dos Santos é secular e não me refiro à de Chaves, pois não é exclusiva da nossa cidade, mas a nossa, desde que há memória desta feira, sempre foi das mais importantes de Portugal, senão a mais importante, isto, entre outras razões,  graças a localização geográfica da nossa cidade e à importância comercial que a nossa cidade tinha na região, e aqui a região ia muito além do Alto Tâmega e sempre atravessou a fronteira. Afinal a Feira dos Santos assim como a última feira do ano antes de se entrar no Inverno, e se hoje o Inverno é apenas mais uma estação do ano, nem sempre foi assim, principalmente em termos de facilidade de comunicações.

 

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Mas graças não sei bem a quem e a hoje em dia ser a única “festa” que Chaves tem, a tradição da Feira dos Santos de Chaves tem-se mantido, para os flavienses mas também e ainda para muitos que das terras vizinhas não deixam de vir a Chaves, principalmente por manter ainda a sua ruralidade com a feira do gado mas também pelo comércio de todos os artigos que se juntam à feira. Certo que bem longe dos tempos em que se fazia a feira da lã, talvez a mais importante para a economia flaviense e das aldeias flavienses e da região, pois não era só com dinheiro que se transacionava, mas com trocas de produtos, em que se trocava azeite por mantas, lã e linho por mantas e atoalhados, entre outros produtos. Era o tempo das industrias familiares dos teares, do cultivo do linho e da produção de lã, era o tempo das famosas mantas de Soutelo, mas não só.

 

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Pois nesses tempos menos recentes e ainda um pouco nos asnos 60 e 70 os forasteiros que vinham à feira da lã, ficavam para a feira do gado e para dia 1 de novembro e só depois regressavam a casa. Pernoitavam na cidade pelo menos duas noites, alguns nas pensões, em casa de amigos em quartos alugados mas também na rua, geralmente em grupos, bem animados por sinal, com muita música popular e alguns copos pelo caminho,  e que faziam também a animação das noites da cidade que não dormia…        

 

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Com a vulgarização dos popós e o melhoramento das vias de comunicação, hoje regressa-se a casa no próprio dia. As noites perderam a animação de outrora e apenas os bares e discotecas do costume fazem a animação da noite. Hoje nem sequer existem os famosos bailes de Santos do “meu tempo” em que ainda, pelo meio,  se dançavam uns slows…mas também em que tínhamos oportunidade de ter a atuar em Chaves alguns dos melhores grupos nacionais de então.

 

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Pois ao longo destes anos tenho dito por aqui que a Feira dos Santos de Chaves ainda existe e tem tradição, já não é feita com a mesma gente do mundo rural, o mesmo que hoje quase não existe e que com ele morreram outros valores e produtos, como as mantas de Soutelo que já aqui mencionámos ou o Presunto de Chaves que dele, hoje, só existe a fama. A Feira dos Santos resistiu, tem sido a única festa de Chaves, mas por quanto tempo continuará assim? Afinal hoje é igual às outras feiras de outros locais. Talvez seja tempo de olhar para ela com outros olhos, com um olhar de oportunidade para promover Chaves mas também para dela se fazer a verdadeira festa de Chaves e premiar quem nos tem sido fiel, principalmente os flavienses ausentes que também vão mantendo a tradição, mas também a pensar noutro público, principalmente o mais jovem, que podemos atrair e fidelizar, mas para isso temos que lhes dar o que eles querem, pois esses não vão lá só com barracas e carrocéis.

 

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Tenho vindo a dizer que a Feira dos Santos é a Festa de Chaves, e assim tem sido e assim se deve manter, independentemente de, atrevo-me a dizer, que todos os flavienses continuam a sonhar com uma festa de Verão, aquela que até hoje nunca tivemos, uma festa em agosto como todas as grandes festas mas não só, pois é nessa altura, nesse mês, que mais flavienses se encontram em Chaves, contando claro com os nossos emigrantes e estudantes universitários. Uma festa como Chaves há muito anseia e merece, e uma vez que não temos tradição de festa religiosa nesse mês, porque não uma grande feira, com espaço para barracas e carrocéis, feiras temáticas dos nossos produtos e muita música, com a cidade a abarrotar de gente todos os dias.

 

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Quanto às imagens de hoje, todas da Feira dos Santos do ano de 2009, é um pouco do que ainda hoje temos por cá, arte e artistas que oferecer a sua arte de rua, o colorido e variedade dos expositores das barracas. Finais de dia com gente cansada de tanto cirandar de um lado para o outro da feira, com noites animadas junto aos bares da cidade e as restantes ruas do centro histórico mergulhadas no silêncio do seu despovoamento.

 

Até mais logo, com o habitual post de passar por aqui uma aldeia de Chaves, que pela minhas contas tocará a vez à aldeia de Curral de Vacas.    

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:06
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Sexta-feira, 13 de Outubro de 2017

Feira dos Santos - Um pequeno regresso no tempo IV

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Hoje regressamos à Feira dos Santos de 2008 em que, mesmo ainda antes de estar completamente pronto, se utilizava pela primeira vez o Parque Multiusos de Santa Cruz. 2008 foi há 9 anos atrás e este Parque Multiusos, embora com este pomposo nome, foi construído essencialmente para nele se realizarem as feiras semanais e albergar os divertimentos da Feira dos Santos. Mas foi um fracasso, e porquê? – Eu tenho algumas respostas, mas deixo-as para o leitor pensar um bocadinho sobre o assunto. Este parque atualmente completamente transformado para outros fins. Pergunta-se também quanto se gastou neste espaço e qual o benefício que se tirou dele?

 

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Quanto ao resto da feira tudo como dantes, ou quase, pois como neste espaço “Multiusos” se realizava a feira semanal do gado (antes de ser parque multiusos), esta teve de ter outro poiso, o atual desde então, na Alto da Cocanha num pavilhão construído para o efeito.

 

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Ficam então quatro olhares sobre a Feira dos Santos do ano de 2008, onde o tal “Parque Multiusos” foi “inaugurado” e pouco ou quase nada utilizado. Amanhã, cá estaremos com os olhares sobre a feira de 2009, mas também com mais uma aldeia do concelho de Chaves.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:58
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Vivências

vivenvias

 

O Clube dos Poetas Mortos

 

 

Na nossa memória todos temos um filme que nos marcou. Ou melhor, um filme, um livro, uma canção... Ou, provavelmente, melhor ainda, vários filmes, vários livros, várias canções…

 

Voltando aos filmes, “O Clube dos Poetas Mortos” foi um desses filmes. Recordo-me que o vi no Porto, por ocasião de uma visita de estudo de dois dias àquela cidade, andava eu, então, no secundário, na Escola Dr. Júlio Martins.

 

O filme relata a história de um professor de literatura num colégio profundamente elitista e disciplinador. As suas aulas são dadas de forma pouco ortodoxa e quem viu o filme recorda certamente a aula em que o professor incentiva os alunos a arrancarem as folhas de um livro de poesia, pois, segundo ele, a poesia não se pode medir, mas sim sentir e viver. Entusiasmados com o lema “Carpe diem” (aproveita o dia) proclamado pelo professor, os alunos ganham coragem para experimentar desafios e experiências que nunca antes ousariam enfrentar. A dada altura do ano um grupo de alunos descobre um velho “Livro de Turma” do tempo do professor Keating e ficam a saber que ele pertenceu a um denominado “Clube dos Poetas Mortos”. Após uma interpelação ao professor sobre essa vivência do passado, resolvem eles próprios retomar a ideia do Clube e nessa mesma noite iniciam reuniões furtivas numa gruta, nas imediações do colégio, para ler poesia e “sugar o tutano da vida”.

 

Entretanto, um dos jovens, com grande vocação para o teatro mas fortemente reprimido pelo pai, não aguenta a pressão e acaba por suicidar-se. Este acontecimento faz despoletar uma situação de confronto e a direção do colégio acaba por afastar o professor Keating, a quem acusam de incentivar os alunos à desobediência.

 

A cena final é certamente a mais recordada por todos os que viram o filme. Na primeira aula com o novo professor, Keating vai à sala para recolher as suas coisas e, então, os alunos, um a um, põem-se em pé em cima da secretária e dirigem-se a ele com as palavras “Oh, Captain, my Captain!”. “Obrigado, rapazes”, são as últimas palavras do professor aos seus alunos.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2017

Feira dos Santos - Um pequeno regresso no tempo III

1600-santos-07 (91)

 

O regresso de hoje é até alguns momentos da feira dos santos de 2007, de há 10 anos atrás, não muito diferente de hoje, mas com algumas diferenças.

 

1600-santos-07 (83)

 

A diferença em relação aos anos anteriores, no ano de 2007, foi a localização dos divertimentos, os eternos saltitantes, sem poiso certo, mas nesse ano fizeram um regresso quase ao mesmo local que foi ocupando até aos anos 60, então sempre concentrados na rotunda do Monumento e terrenos anexos, ainda sem o edifício Nova York construído.

 

1600-santos-07 (78)

 

Pois em 2017 fizeram um regresso quase às origens, ao ocuparem o terreno entre o Monumento e o Forte de S.Francisco, mas também foi sol de pouca dura, alguns anos apenas.

 

1600-santos-07 (92)

 

Quando ao resto, já vai sendo o habitual, com algumas variantes, mas quase tudo na mesma, e não está mal de todo. Alguns pormenores que poderiam melhorar a feira, exigem-se, pois a Feira dos Santos de Chaves não é apenas uma feira, mas tem sido também a única “festa” que Chaves tem, e também a única que, para além do Natal,  traz até si os flavienses ausentes.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:37
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