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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

Flavienses por outras terras - Sandra Pereira

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Na primeira crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até Barcelona, a capital da Catalunha, uma cidade mediterrânica e cosmopolita que conserva vestígios do seu passado lado a lado com alguns dos mais belos exemplos do modernismo do século XX.

 

É lá que vamos encontrar Sandra Pereira, uma das colaboradoras deste blog.

 

Mapa Google + foto - Sandra Pereira.png

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola E.B. 2,3 Dr. Francisco Gonçalves Carneiro e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Primeiro, em 2003, para prosseguimento de estudos no Ensino Superior, em Coimbra, e depois, em 2013, por razões profissionais.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Coimbra, Macau (China), Lisboa e atualmente Barcelona.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

A liberdade que Chaves me permitiu ter na infância, pois tive a sorte de poder ir a pé para a escola todos os dias, brincar saudavelmente na rua com os colegas, e ter familiaridade com as gentes do meu bairro. Os Verões passados em casa dos meus avós, com os meus primos e família emigrante que sempre regressava com saudade e muita alegria. 

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Deliciar-se com toda a variedade gastronomia flaviense e conhecer as suas belas e autênticas aldeias que encerram a memória e simplicidade de um Portugal de outros tempos.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Sobretudo da família e dos avós no momento em que mais necessitam do carinho, da atenção e acompanhamento da neta. Saudades também de ver o tempo a passar lentamente, da fruta e dos legumes que a terra dá, dos pratos cozinhados pela avó, das festas da aldeia onde os afetos e bondades se manifestam...

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Sem data marcada, mas geralmente uma vez por ano.

 

Praia da Barceloneta, Barcelona.jpg

 Praia da Barceloneta, Barcelona

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:07
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Blog Chaves, uma nova crónica

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Sempre que este blog entra em data de aniversário costumo fazer um apanhado de quem o acompanha e visita, e invariavelmente depressa chego à conclusão, confirmado por algum feedback, que a grande maioria são flavienses ausentes, quer no restante do nosso Portugal quer no estrangeiro, principalmente os que mais distantes estão.

 

Quem acompanha este blog sabe que ele é feito com a colaboração de quase uma dúzia de amigos que tem como interesse comum a cidade de Chaves e/ou o ser flaviense, alguns deles naturais de Chaves, outros flavienses por adoção, alguns deles residentes em Chaves e outros também eles flavienses ausentes. Um desses flavienses, ausente e colaborador do blog é o Luís dos Anjos, autor das crónicas “Vivências” que acontecem aqui quinzenalmente às quintas-feiras e da crónica mensal “Fugas”. Há dias o Luís propunha uma nova crónica a intitular-se - “Flavienses por outras terras” – em que pretende ser um espaço feito por todos aqueles que um dia deixaram a cidade de Chaves ou a sua aldeia flaviense, para prosseguir vida noutras terras, levando a sua terra berço no coração sem nunca esqueceram as suas raízes.

 

Claro que aceitámos de imediato esta nova crónica, tanto mais que desde o início deste blog que ele é feito a pensar nos flavienses ausentes. Agora é a vez de eles passarem também por aqui, com o seu testemunho, as suas vivências, as suas saudades. Contamos convosco.

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A coordenação desta crónica será da responsabilidade de Luís dos Anjos e está aberta a todos os flavienses ausentes que estejam interessados em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história. Para tal basta que envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e de seguida será contactado.

 

A crónica acontecerá às quintas-feiras sempre que haja um testemunho de um flaviense ausente e, como nestas coisas o que custa é começar, vamos iniciar pelos flavienses ausentes que são colaboradores deste blog, iniciando-se hoje mesmo com a Sandra Pereira, autora das crónicas “Intermitências” e “Discursos Emigrantes Sobre a Cidade”.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:01
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

Ocasionais - Anjos... e anjinhos

ocasionais

 

“Anjos … e anjinhos!”

 

A proverbial preguiça mental dos Portugueses leva-os a uma avidez de aceitarem respostas superficiais para os seus problemas complexos.

 

Se se lhes apresenta uma explicação simples sobre o funcionamento de um aspirador ou de uma sonda espacial ficam desconfiados. Dizem que essas coisas são muito complicadas.

 

No entanto, engolem explicações simples dos mistérios da mente ou do coração.

 

Este Governo “fanfarrónico-massamânico”, ao serviço de, ora secretos, ora descarados e atrevidos interesses financeiro-financistas, tudo faz para obrigar o Povo Português a ser um Povo fatalmente resignado, conformado!

 

Tanto seduzidos e encantados pelos cantos de sereia do Laranjina P, os Tugas confundem conformidade com cortesia.

 

E levados pelas ondas do entretenimento e distracção dos «empresários de sucesso», embarcam no “titanic” do Consumismo com os ares balofos de rebeldes.

 

Engodado pelas campanhas eleitorais, que não são mais do que ”bailes de máscaras onde as «ideias» valores, iniciativas, propostas e programas» não são mais do que lista para adular, alegrar, satisfazer ou adoçar a sensibilidade e os sentimentos dos eleitores (votantes)”.

 

Desgraçadamente, o Povo Português continua a votar e eleger gente depravada, medíocre, incompetente, corrupta, e ignorante e mal-intencionada no campo das Relações Humanas, quer quanto ao princípio da Liberdade quer quanto ao princípio da Necessidade do Povo que jura defender e honrar!

 

Esta gentalha ©Anibalista parece mesmo determinada na perdição de Portugal e dos Portugueses!

 

A obsessão do «Fanfarrão de Massamá», e da sua «selecção», em colaborar com o humilhante acordo com a «TROIKA» condenou os Portugueses à pobreza!

 

O processo, o truque, que os novos (e nossos) neo – estafadores estão a usar para reverter o 25 de Abril é submeter-nos, a nós, Portugueses, à Miséria (na Pobreza já estamos quase todos!), e, assim, roubar-nos a Liberdade!

 

O Povo Português, infelizmente, continua mais interessado e atento, e, por isso, crente, nos parlapatões desonestos, vigaristas e ingratos que lhe diz «o que quer ouvir» em vez de se interessar mais, estar mais atento, e até exigir, o que esses candidatos ao mando e ao poder «têm a dizer”!

 

O bipartidismo, o compasso binário da dança do poder em S. Bento, com o toque de castanholas do PP, anda a tropeçar. E a dança da alternância ameaça acabar descambada.

 

Às escondidas (e às espreitadelas por trás da cortina) os dois Partidos do alterne já vão falando em pactos de regime, em consenso, mas cada qual procurando engatar o Partido que não passa de um rebento saído de uma híbrida enxertia feita com PS e PSD.

 

“A vida política é necessária porque os homens não são anjos” - mas muitos são «anjinhos»!...

 

Mozelos, 07 de Janeiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:51
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Chaves - Jardim do Castelo

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:48
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Chá de Urze com Flores de Torga - 81

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Chaves, 25 de Agosto de 1989

 

Férias antecipadas, todo o ano apetecidas, nesta cidade caseira, onde a minha ruralidade tem conforto em todos os horizontes. Aqui, civilizado mas desgravatado, com os pés como raízes mergulhados no húmus de cada rua, sinto-me sempre urbano sem me sentir postiço.

Miguel Torga, in Diário XV

 

 

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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

Intermitências

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A Suspensão

 

Olhou para a frente.

Temeu.

Olhou à sua volta.

Maravilhou-se.

Fechou os olhos.

Sentiu a cabeça rodopiar, o coração bater mais forte e a barriga às voltas.

Desejou.

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 Saint-Paul-de-Vence, Côte d’Azur, France, Maio 2015 - Fotografia de Sandra Pereira

Desejou muito.

Imaginou esse desejo.

Visualizou-o como se o vivesse naquele mesmo instante.

Desejou a suspensão do mundo.

Sentiu-se capaz.

E aconteceu.

 

Sandra Pereira

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 12:00
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Nossa Senhora da Saúde - S.Pedro de Agostém

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Depois de três dias intensos dedicados às coisas da animação sociocultural, reservei a segunda-feira para um dia de descanso. Como a tarde estava agradável decidi dar uma voltinha à caça de imagens para alimentar este blog. Tinha duas aldeias na mira – Redial e Vilela do Tâmega – e como sempre privilegio as estradas mais interiores, mais calmas e onde o contacto com a natureza é mais próximo e, se no itinerário posso meter o alto de Stª Bárbara, então é certo que faço por lá uma passagem, mesmo que seja por breves instantes.

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Pois posta de parte que estava a Nacional 2, resolvi fazer o mesmo com a Nacional 314 e meti pela estrada municipal mais interior em direção a Ventuzelos, com passagem por S.Pedro de Agostém. Estranhei inicialmente o movimento da estrada que geralmente costuma ser mais calmo mas logo de seguida dei-me conta de que algo se passava e fez-se luz. Despiste meu, mas não só, tanto movimento numa segunda –feira de maio para aquelas bandas só poderia ser a Festa da Nª SRª da Saúde, e era.

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Despiste meu por não me ter lembrado antes, mas não só, pois a par do S.Caetano, a Nª Srª da Saúde é das festas religiosas mais importantes do concelho, a que atrai mais peregrinos, mas parece-me que esta coisa das festas e romarias já não são o que eram e se há uns anos atrás uma passagem pela Srª da Saúde era obrigatória para a maioria dos flavienses, e a visita até era facilitada com autocarros a transportar pessoal e dispensa de trabalho para quem lá ia em peregrinação, mas os tempos mudaram-se e estas tradições que fazem parte do nosso património cultural imaterial, por muito que se apregoe que é preciso salvaguardá-lo e valorizá-lo, tudo se tem feito para acabar com ele, não de forma intencional, mas por outras formas indiretas e por outros interesses.

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Mas pode ser que seja só impressão minha, despiste meu, embora não acredite em nada disto que afirmo, pois além daquilo que dizia no parágrafo anterior, o despovoamento rural contribui diretamente para a perda destas tradições, por mais que se fale e digam que se promovem os sabores e saberes do nosso mundo rural…mas claro que sem mundo rural não podem haver sabores e saberes rurais.

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Mas mesmo assim o ambiente da N.Srª da Saúde ainda é de festa, com bandas nos coretos ao despique, ontem a de Rebordondo e Loivos), as barracas dos comes e bebes, as farturas, pipocas, balões… isto no que respeita à festa que se faz a par da religião e da devoção à Nª Srª da Saúde.

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E assim lá acabei por fazer uma pequena reportagem à festa da Nª Srª da Saúde que era obrigatório vir aqui ao blog. Falta também a do S.Caetano que vamos tentar ir por lá este ano.

 

E como hoje é dia das Intermitências da Sandra Pereira, elas também cá estarão, mas mais tarde. Ficam prometidas para o meio-dia em ponto.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:48
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

Quem conta um ponto...

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241 - Pérolas e diamantes: o paladino da liberdade (de imprensa) ou o lobo com pele de cordeiro

 

João Vieira Pereira, diretor-adjunto do “Expresso”, na habitual coluna semanal que assina no suplemento de economia, acusou o PS de “falta de coragem”, após a leitura do relatório “Uma Década para Portugal”.

 

Perplexo pelo que leu, escreveu que “nada como pedir a uns independentes que façam umas contas que não comprometem ninguém. Se correr bem, o partido tinha razão. Se correr mal, eram apenas umas ideias loucas de uns economistas bem-intencionados”.

 

Essa “falta de coragem”, na perspetiva de JVP, “é a mesma que levou Sampaio da Nóvoa a avançar sozinho. Uma espécie de «vai andando que eu já lá vou ter». A política do tubo de ensaio. Cheia de falta de coragem e reveladora da ausência de pensamento político consistente.”

 

Na noite do 25 de Abril, entre vivas à liberdade (e entre elas à liberdade de imprensa, estamos em crer) e outras “boutades” pronunciadas religiosamente nesta data, o líder do PS (que se diz um dos paladinos da dita) resolveu escrever, e enviar, um SMS a JVP dando-lhe conta do seu espírito democrático e, sobretudo, republicano, laico e socialista.

 

Ei-lo, o SMS: “Senhor João Vieira Pereira. Saberá que, em tempos, o jornalismo foi uma profissão de gente séria, informada, que informava, culta, que comentava. Hoje, a coberto da confusão entre liberdade de opinar e a imunidade de insultar, essa profissão respeitável é degradada por desqualificados, incapazes de terem uma opinião e discutirem as dos outros, que têm de recorrer ao insulto reles e cobarde para preencherem as colunas que lhes estão reservadas. Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem não conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de caráter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito.”

 

Nem José Sócrates escreveria tão bem uma resposta a estes jornalistas “incultos” e “irresponsáveis”, que “têm a ousadia” de escrever sobre as “maravilhosas propostas” do PS que nos farão sair do atoleiro da crise. (O que está entre aspas neste parágrafo é da nossa inteira responsabilidade).

 

Na crónica seguinte, JVP publicou a crónica intitulada “É a liberdade, António Costa”, da qual aqui reproduzimos alguns excertos, com a devida vénia e com a correspondente solidariedade.

 

Convém realçar que JVP apenas publicou o SMS que recebeu de António Costa, após consultar os seus camaradas de direção do “Expresso”, cujo diretor é Ricardo Costa, o irmão do líder do PS.

 

Ei-la, a resposta: “Nunca fui atacado ou me senti tão condicionado por alguém com responsabilidades políticas ou públicas. Nem à esquerda nem à direita. Nunca um secretário de Estado, um ministro ou um primeiro-ministro me dirigiu tais palavras.”

 

“Denunciar esta situação é a forma mais transparente que encontro para que todos possam julgar e criticar as ideias que defendo, que sempre defendi e continuarei a defender.”

 

“Peço desculpa pelo incómodo de ser jornalista.”

 

O bom humor, a descontração e o apego à liberdade por parte de António Costa é (era?) um dos trunfos (medalhas?) do PS. Outra era (é?) a solidariedade e o respeito pelos camaradas do partido, como o demonstra “a facada nas costas” a António José Seguro.

 

Depois deste episódio começou a fazer sentido no meu espírito a tal legislação que queria impor a “lei da rolha” na cobertura das campanhas eleitorais, da autoria do PSD, do CDS e do PS. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és?

 

Termino por hoje citando as palavras de Michelle Obama: “Não baseie o seu voto no medo, mas nas possibilidades. Oiça. O jogo da política passa por fazê-lo sentir medo para que deixe de pensar. Aquilo de que precisamos não é de retórica política, não é de jogos. Precisamos de liderança.”

 João Madureira

 

PS – Porque pensamos que existe uma situação paradoxal entre o declínio da nossa cidade (o seu empobrecimento e a desgraça crescente do comércio local e da classe média) e a enorme dívida contraída pela CMC, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente e aos seus distintos vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Tchékhov dizia que “a arrogância é uma qualidade que fica bem aos perus” (ou talvez aos pavões que são aves de cauda mais vistosa). Quem não deve não teme.

 

PS 2 – Em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior.

 

PS 3 – Era um ato de coragem redentora, o senhor presidente deixar-se de desculpas de mau pagador e pôr fim ao deplorável espetáculo dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro – Outeiro Seco.

publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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De regresso à cidade

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Por um minuto apenas que não fazemos o regresso à cidade ressacados da festa. Azar o nosso, falta de sorte, ou, como diria Cervantes “ A diligência é a mãe da boa sorte”.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:49
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Domingo, 24 de Maio de 2015

Parada - Chaves - Portugal

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E hoje vamos mais uma vez até Parada, onde vamos sempre com gosto, não só pelos pormenores mas, e nem que fosse só por isso, para podermos espreitar o mar de montanhas.

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Mar de montanhas que dão sempre imagens preciosas como a que vos deixo, mas que vistas in loco têm sempre outro sabor.

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Sábado, 23 de Maio de 2015

Fernandinho, aldeia flaviense

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Hoje fazemos uma passagem breve por Fernandinho mas desde já com a promessa de voltar por lá, ou melhor, voltar aqui ao blog muito em breve.

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Hoje é mesmo e apenas pelas imagens, uma da capela, outro do galo e mais uma de uma galinha careca.

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Mas em breve voltaremos lá, com algumas estórias ou história, e para fazer o ponto da situação depois da passagem que fizemos por lá há alguns anos atrás, como a do burro que ficou esquecido na escola, que afinal era doutor, mas como todos os viventes chegou um dia e morreu… isto são estórias que só em conversa com as pessoas da aldeia se podem saber. Ficam para breve.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2015

Discursos Sobre a Cidade - Por Gil Santos

GIL

 

A tasca do Bordoadas

 

Pelos anos quarenta, não faltavam em Chaves casas de pasto. Os feirantes, vendedores e compradores que rumavam à ribeira tinham muito onde pastar. Podiam ser pensões que aliavam serviços de quartos a mesas de repasto, podiam ser restaurantes de ares mais snobes, onde ricos e novos-ricos volatilizavam os odores da naftalina dos vestidos das damas, ou simples tascas, algumas manhosas onde se enchia o bornal de feijoada, bacalhau e vinho. Uma das mais famosas e concorridas, quiçá por ser contígua ao toural do Tabolado, era a tasca que dava pela nomeada do seu proprietário, a Bordoada. Ali aportavam as gentes que vinham comprar e vender gado das aldeias em redor, bem como outros produtos da terra. O quintal da dita cuja servia de estacionamento para as montadas. E o taberneiro, tanto cuidava da barriga dos cavaleiros como da das bestas. Aos primeiros disponibilizada lautas refeições a preços módicos: feijoada à transmontana, tripas à moda do Porto, cozido à portuguesa, alheiras com grelos, baijes de palheiro, etc. Certo era que quem se sentasse a umas das suas mesas corridas enchia as bentas! Mas havia um prato ex libris da casa e que muitos procuravam afanosamente: bacalhau assado na brasa, com pimentos e batatas cozida com a casca, tosnadas no brasume. Para beber sempre do melhor néctar que as terras quentes de Água Revés produzissem. Aí tinha fornecedor exclusivo de um tinto que chegava aos dezasseis. O vinho não tinha arganas e no final das feiras, quando o relógio batesse as quatro, era vê-los sair do Bordoadas com respeitosas cardielas!... Às montadas, suadas pela jornada, cobria-as com uma manta de trapos e pendurava-lhes no cachaço um coleiro de aveia para que roessem durante a manhã. Meia hora antes da partida e enquanto os donos emborcavam o último caneco para o caminho, escarolava meia broa de centeio, de tresontonte, para uma gamela, juntava-lhe dois litros do tal vinho e um quilo de açúcar do amarelo.

 

Ah cavalo de mil diabos, com esta bomba até fazia lume com os cascos no macadame das estradas das encostas do Brunheiro!

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Os dias de feira eram sempre dias de grande agitação na tasca do Bordoadas. Nessas ocasiões, o homem ao balcão e a mulher na cozinha, não davam vazão a tanto trabalho. Então os dois filhos ajudavam nas tarefas de servir os clientes. Porém, a azáfama da preparação do dia de feira começava dias antes. Era necessário pôr o bacalhau de molho com tempo, bem como curar os tremoços que os clientes comiam, salgados, enquanto a comida se preparava.

 

O bacalhau, que se queria puxadinho ao sal para chamar ao vinho, punha-se bom em dois dias se fosse a demolhar em água corrente, mais ou menos o tempo que demorava a tirar o amargoso do marisco do planalto que eram os tremoços! Ora, para que tudo desse certo era necessário que o bacalhau e o marisco fossem para a água na manhã de segunda para que estivessem bons na quarta. O bacalhau, partido em postas de lés-a-lés, metia-se numa saca de serapilheira e espetava-se, preso a um amieiro da berma, na corrente do rio junto às poldras. Aos tremoços fazia-se a mesma operação.

 

Toda a gente conhecia o eido do bacalhau e dos tremoços do Bordoadas! E quem atravessava as poldras desde o Caneiro bem via as cordas presas aos amieiros. Contudo, ninguém ousava tocar no que fosse, pois o Bordoadas, um planáltico de berço, tinha fama de ser um homem que por bem dava se preciso fosse a própria camisa, por mal era mau como a fome. Quem lhas fizesse era certo que lhas pagava e com língua de palmo como soi dizer-se.

 

Chaves sempre foi, desde que me lembro, uma cidade atreita a cromos. Alguns deles, vindos de terras distantes ficavam-se pela cidade talvez por aí findar a linha de caminho-de-ferro. Foi isso que aconteceu ao Aniceto Cara Feia.

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O Aniceto, dizia que nasceu na vila da Régua. Órfão de pai e mãe e pouco certo nas puxadas, pelos 15 anos fez-se à vida. Trabalhava onde podia pelo Douro. Mas as ladeiras ingremes das vinhas moíam-lhe o corpo e como era pouco dado ao trabalho, procurou novas e mais favoráveis paragens. Encafuou-se no Texas, sem bilhete, num vagão do gado e rumou ao norte. Saiu quando terminou o ferro que o levasse mais longe. Chaves foi o seu destino.

 

Vivia de pequenos expedientes: recados; cântaros de água das caldas que levava a casa dos clientes, e pequenos furtos do que lhe podia servir. De verão dormia sob os olhais da Romana. De inverno numa carrufa junto das Caldas por ser mais ameno o clima.

 

Ainda não fazia um mês que estava em Chaves, quando ouviu falar das manobras do Bordoadas para curar os tremoços e demolhar o bacalhau. Quem lhas contou não teve o cuidado de o informar dos fígados do proprietário da tasca, e o Cara Feia viu aí uma oportunidade de ganhar algum. Pôs-se à coca e logo que pressentiu os movimentos do tasqueiro, atravessou as poldras para o lado do Caneiro e pôs-se à espreita entre as ramagens. Marcou o sítio e deixou que anoitecesse. Fez-se ao isco. Os candeeiros públicos do Tabolado mal iluminavam o rio. O Aniceto, colado às sombras da margem desatou o nó do baraço. Quando botava o saco, molhado, às costas sentiu o silvo meio surdo de uma vergasta, seguido de uma bordoada dolorosa pelas costas. Caiu de cangalhas! Gemeu quando uma bota cardada o empurrou para a corrente do Tâmega. A água estava gelada naquele mês de maio ainda fresco. Não sabia nadar. Pela sobrevivência e quase instintivamente deixou-se arrastar pela corrente na esperança de que o afastasse de outras vergastadas que adivinhava. Encheu o bandulho de água. Conseguiu sair do rio no exato sítio onde desaguavam os esgotos da cidade e a água quente das caldas. Numa lástima como se pode imaginar!

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Mal saiu do rio, uma mão forte pegou-lhe pelo braço enquanto uma voz assarroncada o interpelava:

 

― Ai querias bacalhau e intremoços? Atão anda daí que não te vão faltar!..

 

Era o Bordoadas que pelo braço o arrastou até à tasca. Ensopado, enregelado e em pânico esperava-o uma barrela numa bacia de folha para lhe tirar aquele cheiro nauseabundo dos esgotos. No final roupa lavada, um prato de caldo de baijes chicharras, um naco de pão, um copo de vinho e um sermão!

 

Mou amigo, atão tu querias roubar-me o bacalhau e os intremoços? Pois olha, já chamei o guarda Chicharro para fazer queixa. Vais bater com os odres no forte de S. Neutel para aprenderes que não se bole no que não é nosso. Agora mama o caldo que já falemos.

 

O rapaz, ainda mal refeito do cagaço, acabou a malga do caldo, roeu o último cibo do pão e escorropichou o copo. Entrementes chegou o Chicharro, um polícia anafado e bexigoso, seu velho conhecido, que lhe tinha uma osga mortal. O Bordoadas botou-lhe um caneco e ele faladura:

 

Atão mou menino, desta vez não te safas, vou-te meter o cu drento do forte que é um mimo! Ai querias bacalhauzinho? Pois agora baizio comer em pataniscas na ponta deste cabalo meirinho! ― E enquanto falava e os perdigotos avinhados se disparavam pela boca, rodopiava o cassetete ameaçador por cima das costas do desgraçado…

 

Estava tudo feito!

 

Quando se preparava para a primeira labrestada, o patrão chegou e amparou-lhe a pancada.

 

― Espera lá ó Chicharro, eu bou perdoar ao rapaz. Se ele quiser ficar aqui a servir, pelo penso, eu perdoo-lhe a ousadia. Ó rapaz queres ficar a servir aqui na tasca pela comida, roupa e mesa?

 

― Se vossemecê me perdoar fico!..

 

― Pronto Chicharro, obrigado por teres vindo, bota lá mais um copo e podes ir fazer o resto da ronda.

 

Este incidente foi a sorte do tasqueiro e do Cara Feia.

 

Deu-se tão bem naquele trabalho e com aquele patrão que anos mais tarde era quase o dono daquela tasca!

 

Estou que o Aniceto, com outro nome, bem entendido, ainda hoje andará pelas ruas da cidade de Trajano!

Procurem-no!

 

Gil Santos

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

O Factor Humano

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Anuncia-se a construção de novas barragens.

Faço parte do grupo dos que estão frontalmente contra.

Aproxima-se um novo acampamento no rio Mente.

Estou completamente a favor.

 

Há muitos anos, falou-se de uma barragem no rio Mente, numa zona que afectaria o sítio onde costumávamos acampar e pescar.

Nessa altura, escrevi um texto com a ambição, até hoje não concretizada, de ser transformado em livro. Reencontrei-o recentemente e achei que fazia sentido a publicação neste blogue.

 

Prólogo (ou epílogo)

Pela primeira vez sentia-se impotente para aguentar toda a tensão acumulada. Ao fim de horas de voltas e revoltas no travesseiro, levantou-se, desceu a escada e entrou na cozinha. Encheu um copo de água fresca e tomou o primeiro indutor de sono da sua vida. Aliás, por mor das dúvidas, tomou dois.

 

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Capitulo I

As águas subiam lentamente e tinham já começado a engolir as ruinas da casa do João Moleiro. Primeiro cada degrau, de baixo para cima, talvez ainda mais lentamente do que o fazia a tia Marquinhas, quando os pés, pesados como o vinho, insistiam em desajudar na subida. (vistas à distância, pareciam gaguejar numa ironia triste)

 

Finalmente entraram pela grossa frincha debaixo da porta e foram céleres apagar as cinzas geladas da lareira. Mas quando tentaram sair pela varanda, aquela de onde quase se podia pescar, encontraram-se com outras águas que, chegando atrasadas, tinham atalhado por esta entrada. Na casa, de tão pobre e há tanto abandonada, nada havia para ficar a flutuar. Só as cinzas que rapidamente se dissolveram.

 

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Capitulo II

Mas não foi a conquista da casa de João Moleiro que deteve a ambição das águas. Antes disso ainda, tinham-se dividido em dois grupos que julgavam que jamais se voltariam a encontrar, dado conhecerem mal a orografia do terreno. O primeiro, menos ambicioso, atacou o leito do Mousse e dois dias depois invadia a capela do São Gonçalo. A apatia de todos era tanta, que o Santo de madeira foi boiando até ao tecto da capela por cima da porta, sem nunca se aproximar do Cristo, igualmente de madeira, que também ficou comprimido contra as telhas, boca abaixo e sentindo como nunca o peso da cruz. O outro movimento das águas, de mais fôlego, foi desmentindo o nosso rio, sem piedade. Calculámos que demoraria um mês a chegar à cabana. Era o tempo que tínhamos para as despedidas; seria como um lento suicídio, à medida que as águas iam engolindo o seu rio, que era a nossa vida. O retorno das águas na busca das nascentes pode ser também uma coisa muito triste.

1600-s-goncalo (91)

 

Capitulo III

 

Faltavam poucos dias para o fim das férias da Páscoa. Na altura eramos só quatro e ainda hoje nos parece impossível como coubemos todos no Volkswagen cinzento: nós, as tendas e as roupas, o pote, as comidas, as bebidas, as botas, as canas e os cacifos. Estávamos em oitenta e sete, éramos todos estudantes e solteiros e ainda coube um baralho de cartas.

 

Dizem que a primeira vez é sempre a melhor; de qualquer maneira aquele primeiro acampamento para pescar foi muito bom. Fazíamos equipas de dois, uns pescavam menos tempo e cozinhavam, os outros pescavam mais tempo e depois lavavam a loiça. O vinho acabou depressa, porque só cabia um “petroleiro” no carro do povo, como nós então lhe chamávamos. Na pesca houve uma vitória tangencial do pescador mais combativo. Nas cartas a conversa foi outra, até porque a sueca é jogo de dois. Foi o único acampamento em que apareceu uma mulher. Vinha em missão de paz, trazia um pão centeio, um salpicão real e outro “petroleiro”. A Dona A. nunca soube que foi a única mulher a ir a um dos nossos acampamentos. Na altura salvou-nos da sede e não sei se alguma vez lhe agradecemos devidamente.

 

Julgo que ficámos duas noites. Nessa época, a vinha de Pejas ainda era trabalhada e não me recordo se foi nesse acampamento, ou melhor no fim dele, que visitámos o velho M.A.. Também não tenho a certeza se o vinho que nos deu, tinha origem nessa vinha. Aliás, na altura já era vinagre e mesmo assim conseguimos tragá-lo com um sorriso.

 

Com um estranho efeito dominó, todos casámos em poucos meses e durante quatro ou cinco anos não houve mais acampamentos. O Volkswagen desapareceu, a vinha de Pejas começou a morrer e todos tivemos filhos.

1600-s-goncalo (154)

 

Capitulo IV

 

Os anos sem acampamentos serão por nós recordados por isso mesmo. Para o resto do mundo, foi o tempo da Perestroika, da queda do muro de Berlim, do fim da História. Não sei se foi só por isso que nos voltou uma imperiosa necessidade de nos juntarmos novamente; nem ninguém está certo de quem partiu a ideia de voltar a Pejas. O que recordo é que o Luís foi eleito presidente e mais tarde quando foi bom ampliar o grupo, ficou bem estabelecido que havia um núcleo duro inicial.

 

1600-s-goncalo (107)

 

Capitulo V

 

Estava terminado o trabalho de equipa, os outros dois afastaram-se e ele ficou sozinho a empurrar a pequena esfera na direcção da toca, para guarda-la junto com todas as outras. Todos lhe chamavam o escaravelho da caca e ninguém sabia o seu verdadeiro nome.

 

Concentrado no esforço, não se apercebeu da chegada das águas. Uma primeira onda separou-o do seu troféu e ficaram os dois a flutuar naquela zona de transição que se movia lenta e implacavelmente à medida que a as águas iam sepultando tudo. Depois misturaram-se com o pó, as palhinhas do restolho e até com um grupo de processionárias. A pequena esfera dissolveu-se pouco a pouco, mas o cadáver do escaravelho resistiu muitos dias, sempre em movimento na orla da barragem em expansão.

 

Manuel Cunha

 

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2015

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Chá de Urze com Flores de Torga - 80

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Chaves, 31 de Agosto de 1988

Cá estou novamente. A minha vida visível é um ritual ortodoxo.

Miguel Torga, in Diário XV

 

Chaves, 1 de Setembro 1988

O que me salva nesta existência repetitiva é a minha capacidade de renovar incessantemente a visão das coisas. Nunca esgoto a realidade. Tanto a perscruto, que, como no amor, que nenhuma aparência satisfaz e vai sempre além do que vislumbra, acabo por descobrir nela um pormenor que a torna inédita ao olhar e à imaginação. Estou sempre pela primeira vez em todos os lugares.

Miguel Torga, in Diário XV

 

Chaves, 4 de Setembro 1988

Dava tudo para que me compreendessem. Mas já me contento quando me respeitam.

Miguel Torga, in Diário XV

 

 

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