Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Chaves e a nova cidade do betão.

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Chaves e a nova cidade do betão. É assim o título do post de hoje e é assim também que inicio o texto de hoje e a razão é simples, ou melhor, não há qualquer razão, há antes uma realidade, a realidade do betão.

Este blog tem andado sempre (e continuará a andar) à volta do centro histórico de Chaves. A ponte romana, o castelo, as muralhas, os fortes militares, as igrejas, as praças, as ruas e ruelas dentro das antigas muralhas e, o que de fora se lhe aproximava. Tem andado à volta daquilo que é o nosso mais valioso património histórico e monumental, aquele património que além de flaviense é um património de todos, um património que, se devidamente cuidado e programado, poderia ser património da humanidade. Poderia, e disse muito bem, mas para isso haveria que haver o empenho de todos. O empenho dos políticos, dos comerciantes, dos intelectuais puros, dos intelectuais do Sport, de todas as forças vivas e actores desta cidade, em suma, de todos os flavienses naturais (presentes, residentes e ausentes com responsabilidades), principalmente dos flavienses, que se dizem e se sentem flavienses, quer sejam ou não naturais.

Só com um interesse mútuo é que os patrimónios são da humanidade. Pensar em nós pensando nos outros e, aí, o vice-versa até caía na perfeição – pensar nos outros a pensar em nós. Mas infelizmente as coisas (parece-me, ou melhor, tenho a certeza) têm sido só pensar em “nós”, no mais puro dos nós, os nós individual, o Eu & o Mim Ldª, ou Unipessoal Ldª.

Mas como ia dizendo e “utopias” à parte, este blog tem-se dedicado ao centro histórico de Chaves, às suas estórias e suas gentes, a um pouco que sabe da sua história e também à ruralidade do nosso concelho e, continuará assim. Mas (claro!) não podemos esquecer a realidade e, a realidade é a do betão, da expansão, do crescimento e, de tudo o que o crescimento traz agarrado a ele, que tal como na composição do betão - o cimento, os inertes e a água, se unem para fazer a força de um património, não da humanidade, mas financeiro, porque “eles” já há muito sabem (eles!) que não é o sonho que comanda a vida…

Entretanto hoje fica a imagem de onde a cidade do betão começa ou pelo menos deveria ter havido o bom senso de ter começado a nascer, não fossem os “pecados mortais” do consentimento de mamarrachos em pleno centro histórico e que o comprometeram para todo o sempre, e no entanto, tudo poderia ser perfeito, porque tudo tem o seu lugar, e em Chaves também (o poderia ter sido). Não apontem o dedo a ninguém, porque todos nós somos culpados. Claro que há uns mais culpados que outros, mas o silêncio, a indiferença, o deixa andar e o “isso-não-é-comigo”, também é uma forma de culpa…

Numa próxima reencarnação quero ser outra coisa qualquer e não esta de viver e sofrer uma cidade na qual nasci!

E por hoje tenho dito, o que vale é que amanhã vamos até ao nosso concelho rural, à descoberta, quem sabe, de mais uma aldeia.

Até amanhã.
´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:36
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3 comentários:
De manuel bandeirinha a 24 de Novembro de 2006 às 14:00
O desespero e/ou impotência que o Fernando Ribeiro deixa patente neste "post", é a continuação de muitos desabafos que se têm registado no seu importante e (já) imprescindível Blog. Quem me diz que não sairá daqui algo que se diferencie (até pela ausência de qualquer interesse de Poder)desse Bloco Central da Apatia que tem governado o concelho? É necessário continuar a crítica, até porque o que me parece é que os políticos locais precisam duma crítica visível para poderem negociar (espero que ainda não se tenham esquecido do que isso é) com as respectivas cúpulas.
No oportuno "post" de 14 de Novembro (data em que estava previsto o fecho do Palace de Vidago), só não deixei um comentário para não lhe estragar a poesia. Mas haverá mais oportunidades para o fazer e, espero, para demonstrar como ali funcionou o Bloco Central da Apatia (local). Por agora digo apenas que, em minha opinião, a Vidago turística e cosmopolita que vem do princípio do século passado levou uma machadada de (quase)morte.


De f a 24 de Novembro de 2006 às 02:07
Bem-vindo ao convívio de quem vê Chaves com o nosso olhar…


De t a 24 de Novembro de 2006 às 01:52
Prezado Fernando Ribeiro: Chaves foi, é e será, sempre, património da humanidade...


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