Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Chaves hospitaleira

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Se antigamente a Páscoa era uma quadra religiosa para passar em família, com os anos e, cada vez mais, a quadra é aproveitada para umas mini-férias. A nossa cidade, se não é um destino dessas mesmas mini-férias, é ponto de passagem e de visita para muita gente, principalmente Galegos e, este ano com a auto-estrada, também de muita gente do grande Porto.
 
Eu, com a família, também costumo fazer umas escapadinhas na Páscoa, geralmente para locais próximos da Galiza ou quando muito das Astúrias. Aproveitamos para conhecer vilas, cidades, provar um pouco da gastronomia local, visitar museus, monumentos, exposições, feiras, etc. Pois em Espanha, na Páscoa, há toda uma máquina turística montada para turista ver e se deliciar.
 
Este ano, infelizmente, não pude fazer uma escapadinha. Agarrei em mim, na família, e sexta-feira Santa fizemos de turistas na nossa própria cidade. O ambiente prometia, muitos galegos e espanhóis, muita gentinha de fora, muita gente nas ruas. Se, como flaviense, me senti orgulhoso com a escolha de toda esta gente, também por outro lado fiquei entristecido com a nossa hospitalidade, não por não sermos hospitaleiros, mas por não haver hospitalidade quando fechamos as portas das nossas casas a quem nos visita.
 
Dava pena ver tanto turista entregue a si próprio numa aventura de descobrir Chaves, com uma cidade fechada, que até fazia lembrar a anedota sobre alentejanos em que os restaurantes fecham ao público nas horas de almoço e jantar para as refeições dos empregados (com as devidas desculpas para o amigo deste blog e alentejano Salvador Silva).
 
Pois as Termas de Chaves e a sua buvete não fugiram à regra. Eu sei que a fonte das digestões difíceis está aberta 24 hora por dia, mas só por si, não vale de nada, com a buvete, simpática, atraente e convidativa mesmo ali ao lado. Pois estanhou-me que sexta-feira Santa a buvete estivesse fechada, quando tanto turista a procurou e, quando era um bom dia para fazer publicidade à nossa água milagrosa e às nossas termas. Enfim… sei que há uma desculpa para o facto, uma Lei qualquer, ou direitos, ou seja lá o que for, pela certa que será uma desculpa aceitável, mas que, para que nos visitou nesse dia, não passa de uma desculpa esfarrapada que os privou de visitar as nossas “cálidas águas” como diria um seu amante - Miguel Torga.
 
Como diria o “outro” também: “em terra de cegos quem tem um olho é rei”. Infelizmente por aqui, os olhos descansam e adormecem aos fins-de-semana e feriados.
 
Prometo que amanhã estarei de novo em Chaves cidade e, quem sabe, talvez politicamente mais correcto.
 
Até amanhã!
 
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:37
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3 comentários:
De FL a 10 de Abril de 2007 às 15:10
Fernando Ribeiro, após a nossa conversa não posso deixar de informar que a Buvete e o Balneário estiveram abertos durante toda a sexta-feira, durante o horário normal de funcionamento.
O banquinho da fotografia só ficou indisponivel entre a hora de almoço e ao fim do dia!!!!


De Jose Goncalves a 10 de Abril de 2007 às 15:12
O Sr Fernando acaba de por o dedo na ferida. Eh verdade que Chaves tem um leque de monumentos, jardins, musues, termas, miradouros que fazem qualquer outra cidade ou vila Portuguesa roer de inveja. O Fernando vai-nos dando o prazer de podermos ver um pouco disso tudo aqui pelo blog.

Mas tambem nao he menos verdade que infelizmente esta sub-aproveitada para o turismo. Chaves devido a sua localizacao geografica goza por excelencia de um local preveligiado para acolher Portugal (especialmente a grande regiao do Porto, Braga, guiamraes) e cativar os Espanhois.

O principal de uma cidade eh a infrestutura Hoteleira, ja que sem ela nao se pode esperar que turistas fiquem pela cidade, e por ai acho que ate nao estamos mal servidos ja que existem hoteis em Chaves em numero suficiente e em qualidade.

Em segundo lugar a gastronomia, sem uma gastronomia deversificada para todos os gostos eh impossivel assentar raizes e trazer gente a Chaves. Por este lado estamos muitissimo bem servidos, nao so existem mutios restaurantes com varias apetidoes para o apetite mais exigente como eles tambem servem bem (grandes porcoes) e barato se comparar-mos relativamente ao resto do Pais.

O mais frustante e gritane e ate se passou comigo, eh o facto de nao existirem guias nos monumentos que possam explicar um pouco da historia do monumento, dou um exemplo entre muitos que poderia citar "O Castelo"

Entrei dentro para mostar ha esposa o museu militar, mas o guia ficou la em baixo ha porta e dali nao sai, nem lhe apetece sair. Se por ventura existi-se um guia a sair em determinados horarios previamente establecidos com grupos de pessoas a explicar um pouco do que se ve pelos andares do castelo assim como um pouco da historia do proprio o turista sairia nao so mais educado como tambem com uma boa impressao de organizacao. E todos sabemos que quando alguma coisa ganha fama todos a queremos ver.

Eu fico algo surprendido como a camara nao tenta construir um ambiente turistico que catapulte pessoas a vir visitar Chaves, ja que as potencialidades sao enormes tal o numero de monumentos que temos e a sua historia nao so da cidade mas como a mesma foi um ponto marcante no pais. Eh preciso ter ideias frescas e copiar o que de bom se faz por outros lados porque Chaves tem muito mais do que "presunto" para oferecer e todos nos sabemos disso.

Ter um comboio que passeia pela zona historica eh um bom principio, mas pode e deve-se fazer muito mais com disse anteriormente o potencial esta la eh so saber explora-lo e uma vez que o turista tenha uma boa experiencia nao so concerteza voltara a Chaves como vai contar aos seus amigos.

Outra experiencia negativa que tive foi com o museu da CP, foram varias as vezes que me desloquei ao local para poder ver as locomotivas, finalmente consegui mas ninguem pode explicar por ex, de que ano eram, quantos anos andaram na linha, tipo de fabrico etc, etc, etc.

Cumprimentos a todos


De Salvador Silva a 10 de Abril de 2007 às 16:07
Os Alentejanos têm as costas largas. Mas enfim, como Flavienses estais desculpados. Um abraço amigo, Salvador Silva


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