Quarta-feira, 31 de Agosto de 2005

Hoje vi o mestre Nadir Afonso num passeio de fim de tarde, precisamente no Largo do Arrabalde a apreciar a nova obra de arquitectura e plantação de clips. Pela certa que fez a sua apreciação das recentes obras e até gostava de saber a sua opinião, mas isso para o post de hoje até pouco interessa. Aproveito a visita deste filho da terra para dar a conhecer (a quem não conhece) uma das suas obras de arquitectura, que eu pessoalmente mais aprecio. Trata-se da panificadora de Chaves, uma das poucas obras e projectos de arquitectura de Nadir Afonso. Não sei se me engano, mas de Nadir Afonso apenas conheço em Chaves 5 projectos. O da foto, um pequeno edifício de habitação e comércio na Madalena, a Casa de Habitação da família Chaves (perto da Escola Dr. Júlio Martins) e o projecto inicial do Cine-Teatro de Chaves (do qual Nadir retirou a responsabilidade, embora o cine-teatro executado siga as principais linhas do projecto por ele executado) e por último um outro projecto de planeamento e alargamento da cidade, que nunca vi.
E sobre Nadir Afonso e a sua obra pouco ou nada disse. Espero e aguardo ansioso que a sua vida e obra (pintura) fique disponível para todos os flavienses na prometida Fundação Nadir Afonso a levar a efeito na antigas hortas das longras, com projecto (ao que foi prometido) de Álvaro Siza Vieira.
Terça-feira, 30 de Agosto de 2005

Ainda há pouco tempo atrás publicava um post a respeito desta oficina e das profissões artesanais. Pois esta oficina, a única que existia em Chaves, a oficina de correeiro do Gualter, desde ontem que já não "expõe" os seus produtos na rua. O Sr. Gualter foi ontem a enterrar e com ele desaparece também a sua profissão em Chaves. O blog Chaves solidariariza-se com a dor desta família flaviense, a família do Sr. Guarter e de todos os seus amigos.
Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005

Para rematar o post anterior, aqui fica a antiga estação do Texas. Hoje pertença da Câmara Municipal, foi remodelada e funcionam lá os serviços culturais e sociais da Câmara. É um belo edifício, aliás como o são a grande maioria das estações da CP, que hoje embora não esteja ao serviço do comboio, pelo menos está ao serviço da população. O mesmo acontece com a estação de Vidago. Já não podemos dizer o mesmo das outras estações. A estação de Curalha foi vendida a um particular. A de Vilela do Tâmega e de Loivos desconheço se foram vendidas a particulares ou estão simplesmente abandonadas, tal como todos os apeadeiros. Quanto aos carris, espantem-se, desapareceram, a grande maioria roubados.

Os restos mortais do comboio (texas). Um pedaço de linha, dois vagões de carga e lá ao fundo (dentro) acho que há uma locomotiva a carvão (o velho Texas). Neste jardim poderia também estar uma lápide Aqui jaz o velho Texas Nascido * 1921-1989
O velho Texas, já com locomotiva a diesel, fez as suas últimas viagens até Chaves em Dezembro de 1989. Percorria em linha estreita a Linha do Corgo, sendo a construção desta linha faseada por vários anos. Em 15 de Maio de 1905 era inaugurado o primeiro troço entre Régua e Vila Real. Em 1907 chegou às Pedras Salgadas. Em 20 de Março de 1910 fez a sua primeira chegada a Vidago. Em 20 de Junho de 1919 chegava a Vilela do Tâmega e só em 21 de Agosto de 1921 é que fez a viagem completa da Régua a Chaves.
Entre Vila Real e Chaves existiam 8 estações e 14 apeadeiros. Entre as duas cidades percorria 41 km e demorava 2H20, ou seja fazia o percurso a uma média de 17km/h.
É por tudo isto que o velho Texas deixou saudades, principalmente o Texas a carvão. Pena é que os nossos políticos e Comissão Regional de Turismo não tivessem tido a vontade e força para manter a linha, nem que fosse como uma linha turística com locomotiva a carvão, entre Chaves e Vidago. Pena é. Mas hoje já nada há a fazer. A linha desapareceu na sua totalidade e o seu espaço, estações e apeadeiros vendidos a particulares
e era uma vez um comboio!
Sábado, 27 de Agosto de 2005

A foto não é de hoje, nem sequer recente, é do último verão. Mas podia ser. Porque no verão, principalmente em Agosto, as ruas estão cheias de gente, nomeadamente as ruas comerciais como a da foto (Rua de Stº António), a Rua Direita e a Rua do Olival, entre outras. As pessoas compram, passeiam, visitam, esperam, reencontram amigos, alheias ao calor. O Trânsito automóvel triplica e acompanha a enchente, tornando-se até enervante conduzir ou arranjar um lugar de estacionamento. Á noite o fenómeno repete-se, mas com gente mais jovem e em outros locais. As ruas comerciais à noite fecham e o movimento é transferido para a zona dos bares, lá para os lados do Tabolado, até que os mesmos fecham portas. Mas a noite ainda não fechou, continua, agora nas discotecas, até ao nascer do sol.
Nas aldeias o fenómeno repete-se, embora a outra escala.
É Agosto, mês que recebe os filhos emigrados. São a alegria das famílias, das aldeias e dos comerciantes da cidade.
Setembro quase volta à normalidade da cidade pacata, embora cada vez menos
Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

Agora já pode vir até Chaves de barco. Eis o novo cais.
Ao fundo a "ponte nova", embora não a mais recente. Era assim que ma apresentaram e sempre foi tratada. Talvez porque na altura só existia a Ponte Romana. Hoje Chaves tem 3 pontes! Mas existe uma pedonal em projecto.
Quinta-feira, 25 de Agosto de 2005

São sem dúvida um dos pontos de atracção que em Chaves mais turistas chama. É que o castelo, embora tapado por muitas torres de betão, ainda se vai deixando ver ao longe e ainda consegue chamar pessoas para uma visita. E merece ser visitado, como aliás todo o centro histórico, a Ponte Romana, os Fortes e as Capelas e Igrejas da cidade.
Pena é que ser turista em Chaves seja uma aventura e um partir à descoberta, pois que eu saiba não existe qualquer roteiro turístico onde seja definido um ou mais itinerários, monumentos e locais de interesse a visitar, onde se dê a conhecer um bocadinho da nossa história, das estórias do locais, a nossa gastronomia, as termas, etc, etc, etc. Nem que fosse só durante estes 3 meses de verão (Julho a Setembro), Chaves merecia pontos de informação turística, roteiros, guias (devidamente formados), desdobráveis com a história dos monumentos mais importantes, etc. O pouco que existe é privado e é pago, feito a correr no comboio turístico, mas que demonstra bem o interesse que os turistas têm pela cidade, pois geralmente passa cheio, mas mesmo esse, é uma aventura para descobrir de onde parte.
Deixando de lado as lamentações, fica a fotografia de um jardim que sem dúvida é ponto obrigatório de visita.
Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

Este é o quiosque do Sr. Borges, comentador matutino de desporto portista, tanto que acho que ainda não deu conta que o quiosque é verde e branco, senão já tinha mudado de cor. Mas isto são pormenores. É aqui que logo pela manhã se comem os pasteis da Maria. É aqui, que quem trabalha para estes lados, toma o 1º café da manhã e o 1º da tarde. Costuma ter sempre uma empregada simpática. E é aqui que se espera enquanto os serviços da Câmara não abrem. Ponto de encontro, de reunião, de espera, e de algumas anedotas do enquanto se espera. Curiosamente é um quiosque que não vende jornais, revistas nem outras coisas que os quiosques vendem. Este vende café, água, cerveja, sumos e um ou outro postal ilustrado aos turistas de visita ao castelo. Curiosamente fecha para almoço e para jantar.
Na foto o quiosque do Sr. Borges, alguns turistas, o 1º café da tarde e alguns que esperam pelo funcionamento dos serviços.
Terça-feira, 23 de Agosto de 2005

Eis o novo visual do Largo do Arrabalde. Não comento. A imagem ainda vale mais que mil palavras.
Agora em termos de toponímia acho que vai haver necessidade de se proceder a algumas alterações. O Jardim das Freiras já não existe, por isso agora já é tratado por Largo das Freiras, entre outros nomes. Agora quanto ao Largo do Arrabalde, a meu ver também já não é largo é mais um jardim, com algumas árvores e muitos mecos, tantos que me apetece chamar-lhe "Jardim dos Mecos". É só a minha opinião!
Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005

Esta é a imagem do por do sol de hoje, que a custo se vai deixando ver por trás de tanto fumo.
Domingo, 21 de Agosto de 2005

É sem dúvida um dos mais belos monumentos que temos em Chaves. A Igreja da Misericórdia, localizada entre o antigo hospital (actual Santa Casa da Misericórdia) e o edifício do Museu Municipal, mesmo a um passo da Igreja Matriz e incorporada, na ainda, belissima praça de Camões. O seu interior é quase na totalidade revestido com uma das maiores e mais belas colecções de azulejos existentes em Portugal. É por estas e por outras que eu digo que Chaves já merecia ser Património da Humanidade.
Sábado, 20 de Agosto de 2005

Agora que os bombeiros ainda não regressaram a casa, pois os fogos ainda por aí andam, fica a minha pequena homenagem com a publicação desta foto e de uma das suas mais antigas viaturas, hoje uma relíquia utilizada em cerimónias, desfiles e funerais.

Como se não bastassem já os incêndios que nas últimas semanas têm assolado a nossa região, há três dias que a cidade está rodeada de vários incêndios. O fogo é tanto, que partir das qautro da tarde de ontem, a cidade mergulhou na escuridão do fumo, das cinzas que caíam como chuva e do ar irrespirável que ainda agora se fazem sentir. A foto retrata o momento que se vivia às 17h40 de ontem. A escuridão era tanta que a iluminação pública começou a acender.
São os incêndios que teimam em queimar o pouco que ainda está por queimar. É o calor? a seca? o descuido? o crime? o negócio e a política(s)? Não sei! Sei é que Chaves está debaixo de um manto de fumo e cinzas e o temor está instalado, aldeias ameaçadas ou já queimadas (com o fumo nem conseguimos saber onde os incêndios são), mas há homens que dão pelo nome de BOMBEIROS que estão lá e que arriscam vidas nesta terra queimada.
Resta-nos esperar que a manhã nos traga boas notícias.
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005

Eis a Rua do Sal. Ao que parece tomou este nome porque era onde em tempos o Sal era vendido.
Ao fundo a Capela da Stª Cabeça.
Quarta-feira, 17 de Agosto de 2005

É verão, está muito calor, tal como por aqui se vai dizendo estamos a travessar os 3 meses de inferno após o 9 de inverno. Vão-nos valendo as sombras, onde ainda as há. Tal como esta do Jardim do Tabolado. Um regalo para estar, para a vista, para descansar, para namorar e merendeiro (bem à moda portuguesa, de toalha no chão e garrafão à mão)de quem aos Domingos nos visita.