12 anos
Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

Um Adeus desde os Jardins do Castelo

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Pela obra que nos deixa, pelos estudos da nossa terra e pela dedicação a Chaves e às suas aldeias, já há muito que é um flaviense ilustre. Morreu ontem e vai hoje a enterrar Firmino Aires.

 

Apresento as minhas condolências à família e à cidade, pois também esta perde um filho que tanto tempo lhe dedicou e estudou.

 

O post de hoje é-lhe inteiramente dedicado, certo de que o Homem morreu, mas certo também que Firmino Aires continuará vivo em obra, a mesma a que este blog tantas vezes recorreu e pela certa recorrerá para levar Chaves a todos os flavienses.

 

FIRMINO AIRES

 

Nasceu na freguesia de Mairos, em Chaves, em 12 de Outubro de 1920.

 

Frequentou o 6º ano dos Seminários.

 

Em 1942 foi mobilizado para os Açores, acabando por seguir a carreira militar.

 

Em 1975 passou à situação de reserva. Liberto das obrigações militares, tomou parte de algumas escavações arqueológicas e iniciou a sua colaboração na imprensa local.

 

Nos finais de 1985 foi convidado para o exercício de Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Chaves, cargo que ocupou no quadriénio de 1986/1989.

 

A sua memória será para sempre perpetuada nas obras que deixou publicadas:

- Sant’Iago do Meiral;

- Toponímia Flaviense;

- Incursões Autárquicas.

 

Participou e colaborou ainda na Revista de Outeiro Seco, em grande parte dos números da Revista Aqaue Fláviae e nos Roteiros de Chaves, também publicados pelo grupo Aquae Fláviae.

 

E por hoje é tudo, dizemos um adeus a Firmino Aires, mas também um até já, pois pela certa que este blog continuará a beber alguma inspiração nos seus trabalhos publicados e pela certa que continuará a ser um companheiro nesta arte de navegar na cidade de Chaves.

 

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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

O Namoro do Tabolado com o Tâmega e a carta à prima

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Olá cara prima

 

Por aqui vai tudo bem, ou vamos indo, uns dias melhores outros piores, mas o que interessa é que vamos indo, é como o tempo, uns dias faz sol noutros chove, só o raio da neve é que ameaça cair lá de cima, mas não há raio que a faça cair e pintar esta cidade de branco.

 

Desculpa só hoje te responder e agradecer os presentes do Natal e por teres feito, mesmo ausente, a alegria do Natal dos putos. Gosto sempre de lhe ver a alegria estampada no rosto ao abrir um presente na companhia de todos, principalmente dos primos. Faz-me regressar à nossa meninice, do tempo em que os nossos Natais não eram feitos de tantos presentes, mas eram feitos de muita alegria e muito convívio e muitos jogos do rapa, deixa tira e põe, a pinhões, claro, que os tostões, esses, eram guardados para aqueles rebuçados pequeninos, acho que lhe chamavam “mata ratos”, lembras-te!?

 

Já soube que a tia não tem passado lá muito bem, os anos não perdoam e depois este tempo também não ajuda. Dá-lhe um beijinho meu e diz-lhe que tenho saudades daquele doce de cabaça com paus de canela e noz dos frascos que lhe roubava-mos da despensa, vais ver como ela se anima, pois animam-se sempre com as velhas recordações das traquinices do putos, vais ver que dá tema de conversa para todo o dia, se ainda tiveres paciência, claro. Mas o que interessa mesmo é que ela recupere rápido.

 

E por hoje é tudo, mando-te junto uma fotografia do namoro do Tabolado com o Tâmega, que mesmo com este tempo frio, mas mesmo muito frio, não deixa de ter povoado os seus passeios, com passeios da gente e, pela alegria das brincadeiras das crianças, alheias ao frio e a todo o mundo adulto, tal como nós, quando éramos putos.

 

Beijinhos para a tua pequena, um abraço ao teu pequeno e ao teu marido, diz-lhe que tenho na garrafeira aquele branquinho de Anelhe à espera dele, para saborear com as linguiças e o presunto que tenho guardadas da tia Quinhas e até pode ser que com sorte ainda chegue a tempo de uns pimentos do vinagre.

 

Beijinhos para ti e prometo que para a próxima sou mais breve a responder.

 

O sempre amigo e primo

 

(assinatura ilegível)

 

 

 

 Hoje vieram-me as saudades de escrever uma carta, fictícia é certo, mas que bem podia ser para a minha prima de Montalegre, da França, de Ovar, do Brasil ou da América, e pela certa que ficaria contente por recebe-la, com aquele contentamento que a magia de uma carta escrita à mão provocava em quem as recebia na descoberta de qualquer coisa que palavra em palavra iam descobrindo, para não falar do gosto que dava ao dedo e ao cheiro da tinta e do papel.

 

Pois cara prima, se estiveres aí desse lado, qualquer dia escrevo-te uma carta a sério, à mão e até lhe ponho um selo e tudo.

 

Espero que gostem da imagem de hoje e do namoro destes velhos namorados que são o Tâmega e o Tabolado.

 

Até amanhã, em Chaves, claro.

 

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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Chaves e o Liceu

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Então cá estou de novo de regresso à cidade.

 

Para já é tempo de mudar de música. Esta semana trago-vos um fado que deu em tango. O Autor é Osvaldo Tarantino, com “Abril en Portugal/ Lisboa Antigua do álbum – De Buenos Aires al Mundo em Tango.

 

Sei que prometi no post de ontem que fazia o relato dos acontecimentos do jantar/convívio dos blogs de Chaves. Pois bem, embora resumido, sinto-me obrigado a fazê-lo porque fui incumbido pelos presentes (palavra de dois sentidos) de agradecer a alguém que “gostaria de estar presente” mas que por “imperiosos imprevistos decretaram a sua ausência”. Obrigado Tupamaro pelo gesto e pela “brincadeira”  e em nome dos presentes (outras vez a palavra de dois sentidos) aqui fica o agradecimento público. As filhas das nossas sogras também agradecem as castanhas dos doces conventuais. Quanto ao encontro, decorreu como previsto e valeu pelo convívio e também por novas amizades. Estiveram presentes os autores de 14 blogues e pela mesa desfilaram – arroz de espigos com fumeiro, ossos da assuã, vinho tinto à caneca, e doces do Aprígio (rabanadas, aletria, compotas, leite creme …etc) e alguns digestivos. Claro que a assossega de tanta dieta só foi possível na fonte das digestões difíceis. Resta-me ainda pessoalmente agradecer a vinda dos flavienses ausentes do Blog do Beto, do Blog Valdanta e do Blog 5 de Maio.

 

E agora a foto de hoje.

 

Liceu Nacional de Chaves, hoje simplesmente liceu, que já foi Liceu Fernão de Magalhães e que dá pelo nome oficial de Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

E já que falamos em Liceu, que me desculpem o pessoal da Escola Industrial e Comercial e as restantes escolas, mas hoje foi para o Liceu que virei a objectiva, o mesmo Liceu que contribuiu em muito para a minha formação e do qual guardo as melhores recordações e os melhores amigos e, nem que seja só por isso, entra sempre no quadro de honra deste blog.

 

Mas hoje quero é deixar-vos com este olhar um pouco diferente sobre o Liceu, onde até o seu jardim interior é gente crescida. Fica assim como um brinde para os que estão longe da terrinha e que durante uns anos fizeram desta casa a sua casa.

 

Até amanhã, por essa Chaves adentro.

 

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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Chaves Rural

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Depois de um jantar-convívio dos  blogs de gente cá da terra, onde não faltaram surpresas e das melhores iguarias regionais, abafadas com bom tinto e sossegadas na fonte das digestões difíceis, vão-me perdoar mas não há “pachorra” para muita escrita. Pode ser que amanhã vos faça o relato dos acontecimentos.

 

Entretanto e como hoje é dia de Chaves rural, não poderia deixar de vir aqui com mais uma imagem, que além de rural, é assim uma espécie de brinde para quem gosta de brindar.

 

Uma dúzia de pastéis de Chaves para quem descobrir qual é a aldeia reproduzida na fotografia.

 

Como compreenderão, até amanhã!

 

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Sábado, 27 de Janeiro de 2007

Chaves Rural - S.Vicente da Raia

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Devia este post há muito tempo, mas estava à espera que algo de especial acontecesse na freguesia e aconteceu.

 

São Vicente da Raia já tem um lugar nesta aldeia global da Internet, está em http://saovicente.no.sapo.pt, vá até lá e desfrute de mais uma freguesia do nosso concelho de Chaves.

 

De salientar o empenho das gentes desta freguesia em “meter” a freguesia na NET. Segirei, Aveleda e agora S.Vicente da Raia já têm todos sítios na NET. Só falta Orjais para a freguesia estar completa.

 

Quanto a São Vicente da Raia nada mais digo, pois o que teria a dizer ficaria muito aquém daquilo que está dito na sua página.

 

Resta-me dar os parabéns ao seu autor e agradecer à página de Segirei e à sua autora (Tânia Oliveira) o ter-me dado a conhecer esta nova página de S.Vicente da Raia.

 

Claro que a partir de hoje terá link neste blog, tal como já acontece com as restantes páginas da freguesia.

 

Só mais um apontamento. Visite as páginas da freguesia, mas não deixe de visitar a freguesia (toda) pessoalmente, pois é uma visita que vale a pena.

 

Até amanhã em mais uma aldeia do concelho.

P.S. - Se é visitante do blog Chaves Antiga, passe por lá e, durante o dia de hoje deixe a sua opinião, pois está em obras todo o dia e todas as opiniões ajudarão com certeza a melhorar o Chaves Antiga, para sí.

 

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sinto-me: Feliz, por mais uma página
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Chaves - Praça de Camões e Capela de Stª Cabeça

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Vamos hoje até este cantinho da praça mais monumental que a cidade de Chaves tem – a Praça de Camões.

 

Segundo documentam fotografias antigas desta praça, já foi bem mais interessante que hoje, mas, a esta já me habituei a vê-la assim, e mesmo como é, é uma bela praça.

 

Mas hoje quero mesmo é este cantinho e salientar a Capela que se vê na foto.

 

Parte Técnica

 

Vamos lá então à parte técnica da Capela, tal como consta na documentação do IPA.

 

Capela do Loreto, Monumento com o NºPT011703500055, Gauss: M-255.025, P-530.3; Fl.34, época de construção Séc.17/20 – 1696, com a seguinte descrição: Capela de planta longitudinal, rectangular, massa simples com cobertura em telhados de duas águas. Fachada principal sobrelevada, virada a SO, em cantaria, em fiadas pseudo-isódomas, com pilastras coríntias, molduradas, nos cunhais que suportam entablamento com cornija saliente que serve de base a frontão curvo interrompido por cruz e ladeado por pináculos. Portal de verga recta enquadrado por pilastras coríntias, molduradas, suportando entablamento com remates laterais decorados por motivo floral, onde assenta moldura recta que serve de base a frontão curvo, sobrepujado por óculo com moldura oitavada, ladeado por pináculos. Fachada NE, em aparelho de granito irregular, com porta de vão rectangular, com acesso por três degraus, sobreposta por porta idêntica, entaipada, apresentando, sobre a cornija, sineira de arco pleno, enquadrado por pilastras dóricas, sendo rematada por cornija saliente. Interior rebocado e caiado, tendo coro-alto, assente em trave de madeira, com parapeito da base pintadas a ouro, prumos, balaústres e crivaria, pintados a vermelho e a ouro, de madeira. Tecto sub-coro em caixotões entalhados e pintados, com florões relevados nos vértices. Colateralmente, portas-confessionário articuladas, confrontantes, em madeira, e pia de água benta, oitavada, à direita. Altar, sobrelevado e com acesso por um degrau, com retábulo em talha dourada centrado por sacrário a que se sobrepõe edícula albergando a imagem do orago. Pavimento em lajes de granito e tecto de perfil curvo, com caixotões pintados, com florões relevados nos vértices.

 

Parte facilitada

 

Também eu quando olho para esta capela, nunca pensei que estava a olhar para tanta coisa, mas de qualquer das formas a parte técnica fica para quem interessar.

 

Na parte facilitada saliento-lhe o nome, Capela de Nossa Senhora do Loreto, que é popularmente conhecida por Capela da Stª Cabeça. É património municipal.

 

A capela foi mandada construir em 1696, junto à casa senhorial pelo Abade de Monforte. Segundo a tradição estão depositados nesta capela os restos mortais de São Bonifácio Mártir, que é milagreiro, fazendo bem a pessoas e animais mordidos por cães raivosos.

 

Por isso, quando passar por lá, se tiver tempo, aprecie os pormenores descritos na parte técnica, se for sem tempo, aprecie-a na mesma e lembre-se de S. Bonifácio Mártir, milagreiro.

 

Agradecer, temos mesmo que agradecer ao Abade de Monforte por ter construído esta bela capela que tão bem fica e enriquece esta praça monumental.

 

Até amanhã, numa aldeia e/ou no Aprígio no convívio de blogs.

 

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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Chaves - Rua de Stª Maria

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O tempo, tal como o vento, nem sempre corre de feição, mas arranja-se sempre um bocadinho para dedicar àquilo que gostamos.

 

Hoje na brevidade das palavras ainda há tempo para dizer que de vez enquanto vou criticando e desdenhando naquilo que não gosto ou acho mal feito, mas também é com gosto que venho aqui mostrar e elogiar aquilo que considero que está bem feito e que a todos fica bem. É o caso da imagem de hoje, de uma recente recuperação de um prédio da Rua de Stª Maria que durante largos anos, após um incêndio, se manteve em ruínas. Saliente-se que eu disse RECUPERAÇÃO, em que quase roda a sua traça original foi mantida.

 

Até amanhã, espero que com mais um bocadinho de tempo e com uma nova imagem de Chaves para mostrar. Entretanto, já há ossinhos da assuã a salgar e outras iguarias do porco preparadas, e adega cheia para o jantar convívio de blogs e amigos do próximo sábado no Aprígio. (sem tempo mas mauzinho para os que não vão estar presentes).

 

Até amanhã!

 

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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Fonte das Digestões Difíceis

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Último aviso à navegação – Termina hoje o prazo para a inscrição do Encontro Jantar-Convívio de blogs de Chaves ou made in Chaves, amigos, comentadores e de todos que se queiram juntar ao convívio, que se irá realizar no Restaurante Aprígio no próximo Sábado dia 27.

 

E a foto de hoje vem a propósito desse mesmo convívio, pois será aqui pela certa, como sempre, que o encontro-convívio irá terminar – na fonte das digestões difíceis.

 

E a propósito da fonte e das águas quentes que nela brotam, fica aqui (para quem não sabe) um bocadinho de informação ao seu respeito.

Composição

Águas alcalinas, com valor de PH 6,63, bicarbonatadas-sódicas e fluoretadas, gaso-carbónicas e hipertermais. A temperatura das águas constante durante todo o ano à saída das nascentes, é de 73 graus, durante todo ano, o que faz delas as mais quentes da Península Ibérica e as águas bicarbonatadas-sódicas mais quentes da Europa.

Terapêutica

Indicadas desde tempos imemoriais para o tratamento de afecções reumatismais e músculo-esqueléticas devido à acção anti-inflamatória. Afecções do aparelho digestivo e doenças crónicas e alérgicas das vias respiratórias. Para tratamento Dermatológico por serem Sílicas. Tão antigas como a própria cidade, são uma das mais belas e conceituadas estâncias termais portuguesas beneficiando com subvenções, os tratamentos terapeuticos.

História

Quando da ocupação romana  pelo Imperador romano Titus Flavius Vaspasianus e o seu exército a Sétima Legião Gémina, deu o seu nome ao município de Aquae-Fláviae (águas de Flávio)   à cidade de Chaves, devido ás propriedades das suas águas, já que os romanos eram grandes apreciadores dos banhos termais, construíram balneários  e utilizaram-nas.

 

Existiu no local um balneário Romano.

 

No século V os Suevos invadiram a cidade e destruíram o balneário.

Durante os séculos seguintes foram utilizadas e citadas em várias publicações.

 

Em 1899 é concedido o alvará de abertura e exploração do balneário

Em 1922 foi concedida por portaria uma área reservada de 50 ha.

Em 1934 manda construir  sobre o poço do gradeamento um buvette com colunas de pedra, donde a água  já era tirada para beber por uma pequena bomba manual. Não havendo médico tomavam-se banhos sem controle. 

Em 1945 as caldas voltaram a ser usadas e exploradas sobe a orientação do médico flaviense Dr. Mário Gonçalves Carneiro.

 

Em 1947 o Banqueiro Dr. Cândido Sotto Mayor funda a sociedade das águas das Caldas de Chaves. Sendo construído o actual buvette e um balneário já desaparecido.

 

As termas são actualmente propriedade da Câmara Municipal de Chaves.

 

O actual  balneário que foi inaugurado em 1972, tendo sido ampliado e modernizado nos anos 90 e remodelado no passado ano de 2006.

Um aparte (pessoal)

Já todos lhes conhecemos as suas características medicinais, mas penso (opinião pessoal) e tal como acontece em estâncias do género em Espanha, a oferta poderia ser também turística, aberta ao lazer, para “tratamentos” curtos ou ocasionais, sem a actual e necessária consulta médica e sem ser preciso inventar, se funciona noutros locais, em Chaves também funcionaria, com certeza, não basta mudar-lhe o nome para SPA do Imperador.

E o post já vai longo, mas antes de terminar deixem-me registar que o blog atingiu hoje as 150 000 visitas o que faz aumentar a minha gratidão para com todos que desse lado vão tendo a paciência de me aturar nos meus devaneios flavienses. Obrigado a todos.

Até amanhã, em Chaves!

 

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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

É tempo da dieta do porco

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Somos Transmontanos, quer isso dizer que somos de Trás-os-Montes que tal como as palavras sugerem e bem, estamos para aqui atrás dos montes, ou por entre os montes ou entalados entre montanhas, longe do mar e longe de tudo.

 

Hoje, graças à recente auto-estrada  e ao automóvel, já não é bem assim, eu sei, mas a gente por cá continua em por detrás dos montes. Se por um lado sofremos deste provincianismo, por outro, não invejamos quem vive no litoral e na “civilização”.

 

Cada vez mais a gastronomia, a boa gastronomia, está na moda. Cada vez mais também se vão buscar os pratos tradicionais que fazem a delícia dos melhores restaurantes. Pratos que foram o sustento de muitos tempos de crise e o “matar de muita fome”, são hoje delícia de muita boa boca “comente”. Mas para que a iguaria seja perfeita e o prato abra o apetite para comer que nem um abade, os ingredientes terão de ser de primeira qualidade, que é como quem diz, caseiros ou como agora está na moda, biológicos.

 

Pois estamos em plena época do porco. Até ao Carnaval ou a Páscoa, poderia deixar-vos aqui dezenas de receitas gastronómicas que andam todas à volta do porco, do seu fumeiro, das batatas, do feijão, das couves, dos grelos, dos espigos que poderão ser com arroz, do pão, do azeite e do vinho. Palavras como linguiças, alheiras, salpicões, sangueiras, bexiga, bucho, orelheira, focinho, rabo, palaio, chouriços de cabaça ou de snague, ossos da assuã, etc. fazem a delícia de qualquer cozinheira(o) e crescer água na boca a quem os conhece. Claro que tudo terá de ser caseiro e biológico, e de preferência até com denominação de origem.

 

Assim, os grelos, as couves e os espigos, deverão ser da horta, de uma qualquer horta da veiga de Chaves ou outra horta qualquer da região. As batatas, de preferência que sejam da montanha, da freguesia de Nogueira da Montanha ou então da zona de Travancas ou freguesias vizinhas. O Pão, que seja centeio ou mistura, mas caseiro. Quanto às carnes e fumeiros de porco, desde que sejam caseiros, tanto faz. Mas caseiros quer dizer com porco criado e cevado na corte, com batata, castanha, cabaças e “gerimuns” e outros mimos da arte de bem “cebar”. Quanto ao azeite, se for da região de Valpaços, é uma boa companhia. Quanto ao vinho, que seja tinto e cheio. Poderá ser de Valpaços, da Ribeira de Oura, de Anelhe ou Souto Velho, da Cova do Ladrão,  de Vilarinho das Paranheira, de Vilela, de Bustelo, de Stº Estevão ou se quiserem, até pode ser do Douro ou Alentejano. O que interesse é que tenha algum corpo e abafe bem.

 

Quanto a pratos combinados e tradicionais, além de cada casa ter o seu, há aqueles que são comuns. Os ossos da assuã, o cozido à transmontana, os milhos, a palhada, ou uma simples alheira, com grelos, batata cozida, bom azeite e bom vinho, fazem a delícia de qualquer mesa. Quanto ao presunto, está a salgar na salgadeira. Lá mais para o verão, a gente fala…

 

Com tanta iguaria, já me abriu o apetite. Acho que vou assar uma linguiça na brasa, um pedaço de pão de Vilar e um copo de vinho de Stª Valha e estou feitinho para um merecido sono.

 

Hoje sei que fui mauzinho para os que estão fora da terrinha, mas prometo que cada vez que tiver um destes pratos à minha frente, eu penso em vós.

 

Até amanhã, por aí, como sempre em Chaves, em tempo de dieta.

 

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Chaves, R. Cor. Bento Roma e um sonho chamado Chaves

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Hoje apetece-me ser mauzinho, ou melhor – realista. Retiro o mauzinho.

 

Sempre tive um sonho, que de certeza é partilhado com muitos flavienses, os puros, aqueles que às vezes até somos acusados de saudosistas, mas dizia eu, sempre tive o sonho de ver a cidade milenar de Chaves transformada em património da humanidade.

 

Sempre tive esse sonho, e digo bem quando digo sonho, pois não passa disso.

 

Tenhamos como exemplo a rua que hoje reproduzo em fotografia. A Rua Coronel Bento Roma que está integrada em pleno Centro Histórico da cidade de Chaves. Se de um lado da rua, que se prolonga por quase todo o lado interior da Rua do Olival, temos construções dignas de registo pelo seu interesse arquitectónico, que de uma ou outra maneira marcam a arquitectura uma época da cidade, do outro lado da rua temos mamarrachos de betão, sem qualquer interesse arquitectónico e mais grave ainda, mamarrachos que afogaram e taparam (no caso da Rua do Olival) parte importante das muralhas seiscentistas.

 

Fico deveras revoltado quando conheço cidades e vilas, interessantes sem dúvida e merecedoras do título, que são património da humanidade, mas que historicamente são de longe bem menos importantes que a nossa cidade.

 

Chaves, tem um património valiosíssimo e ainda visível desde a época romana (para não recuar mais atrás), com legados importantes como a Ponte Romana que diariamente é maltratada. Mas a partir de aí temos todo um legado medieval, seiscentista e no mínimo centenário que deveríamos preservar, para não dizer adorar no património que um dia esteve dentro e próximo de muralhas. Mas não, quem manda, geralmente não manda ou então rende-se a outros poderes que mandam mais e sempre mandaram – o betão rápido e fácil de ganhar dinheiro, seja a pretexto do que for.

 

Dizia a canção e o poeta “ o sonho é que comanda a vida”  e realmente é-o, mas para quem ama, seja lá aquilo que for, porque para os restantes, não é o sonho que comanda a vida, mas o plinm,  a cheta, o betão, aquilo com que se compram os melões - o dinheiro, que faz com que esta cidade cada vez seja menos histórica e milenar e que deixou para sempre comprometido o sonho de um dia vir a ser património da humanidade.

 

E por hoje tenho dito, até amanhã em Chaves, numa esquina, rua ou pormenor, que eu ainda vou vendo aquilo que quero, ou me deixam.

 

Até amanhã!

 

 

 

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Notícias * 22-01-07

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E enquanto não chega o post de hoje, é tempo de mudar de música no blog.

 

Esta semana ficamos com um dos expoentes máximos e de sempre da música portuguesa – Os Madredeus e alguns temas do “O Espírito da Paz”.

 

Entretanto relembro o Jantar Convívio de Blogs de Chaves, aberto a todos os flavienses que nele queiram participar e que se irá realizar no próximo dia 27, Sábado, no Restaurante Aprígio. A única condição que se põe para quem queira participar neste convívio é ter um blog sobre Chaves ou made in Chaves, ou então, ser flaviense ou amigo de Chaves. Em suma, é um convívio aberto a todos os flavienses.

 

Agradecemos no entanto a confirmação até dia 24, Quarta-Feira, para o mail proart@net.sapo.pt ou ribeiro.dc@gmail.com.

 

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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Chaves Rural - Agrela

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Então “Viva a Torre que eu sou da Agrela”. Desde que ouvi esta num jogo de futebol, não resisto a citá-la cada vez que se fala na Agrela…

 

Então vamos lá à estória desta foto.

 

Ando a prometer à minha filhota, desde há quatro anos para cá, que vai nevar em Chaves (cidade). Como o S.Pedro não me tem ajudado a cumprir a minha promessa, cada vez que neva nas redondezas, lá tenho que fazer excursão até à neve, o que faço com gosto, diga-se desde já, pois as “redondezas” mais próximas com neve, são sempre Montalegre e, ir a Montalegre, é sempre um regresso à minha costela barrosã.

 

Mas ia eu dizendo, a caminho da neve de Montalegre, fiz uma pequena paragem no “Alto das Campinas” (suponho que é assim que se chama) para apreciar a paisagem sobre terras de Ervededo. Desde o alto, o Couto, a Agrela e a Torre são-nos servidas de bandeja. Mas apurando a observação e alargando as vistas, entramos logo ali pela Galiza adentro, pelo vale de Monterrei,  que não é mais que o prolongamento e continuação do Vale de Chaves, com as montanhas Galegas a misturarem-se com as de Barroso (mesmo ali ao lado) ou a entrarem pelas montanhas de Chaves adentro, onde tudo se mistura e tudo é tão igual… e parei uns minutos a observar e a pensar ou até (talvez) a filosofar -  Três povos uma terra ou melhor,  três terras e um povo. Tudo baralhado e dado de novo dá afinal uma terra e um povo ou um povo numa terra tão igual. Misturando melhor, dá um povo igual numa terra igual.

 

Bem, o melhor é mesmo parar por aqui antes de baralhar mais as coisas e as identidades ficarem tal como são - iguais.

 

Até amanhã, de regresso a Chaves cidade.

 

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Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Chaves Rural - Casas Novas

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Gostaria de vos trazer aqui, além das fotografias dos sítios, também um pouco de informação e história dos mesmos, mas não é fácil.

 

Lamento não vos trazer toda a informação possível, como lamento ainda mais não haver documentação fácil para a descoberta do património rural do nosso concelho. Geralmente descubro por mero acaso o nosso património rural, ou então com a ajuda de um amigo, ou porque ouvi falar ou alguém que me contou sobre um ou outro ponto de interesse, aqui ou ali, mas falta sempre a preciosa documentação e a história das coisas.

 

Não quero com isto dizer que não haja documentação, porque a vai havendo, mas está tão dispersa e é tão pouco atraente ou tão maçuda, que não há pachorra nem tempo para a consultar, é mais coisa para eruditos e estudiosos e outros ratos de biblioteca, que não é o meu caso. Por isso e, na ausência de um folheto ou caderno turístico que fosse, onde os principais pontos de interesse fossem assinalados, alguns roteiros, e sintéticos resumos históricos, alguma gastronomia, etc., vou-me ficando mais pelas estórias das gentes do povo e pelo dizem que, ou pelo que conta.

 

O Solar que hoje vos deixo em imagem, que descobri com a ajuda de um amigo, era digna de ter aqui ou pouco da sua história. Ainda tentei descobrir por entre a tal pouco apetecível documentação alguma coisa ao seu respeito, mas depois de andar a pular de livro para livro, desisti. Apenas vos posso dizer que é uma solar que fica em Casas Novas, freguesia de Redondelo, e fica a 12 quilómetros de Chaves, aldeia onde por sinal há muito mais para ver e apreciar, é uma aldeia à qual recomendo uma visita, com ou sem documentação.

 

Já agora fica a aqui a recomendação de um pequeno roteiro para um passeio de fim-de-semana e façam como eu, partam à aventura da descoberta e vão perguntado pelo caminho.

 

Então aqui fica a minha recomendação de um roteiro de um pequeno passeio de uma tarde de Domingo.

 

Chaves, EN 103  em direcção a Curalha (ver moinhos, antiga Estação, castro, ponte sobre o Tâmega e dar uma volta pelo interior da aldeia), sair da E.N.103 - Casas Novas (ver os solares, as fontes, as capelas a escola e dar uma volta pelo interior da aldeia), Redondelo (idem Casas Novas, ver casas de turismo rural), Rebordondo (dar uma volta pelo interior da aldeia, ver solar, as capelas, as fontes). Estrada Florestal entre Redondelo e Anelhe (apreciar a natureza), Anelhe (dar uma volta pelo interior da aldeia), Souto Velho (dar uma volta pelo interior da aldeia, Praia de Vidago (ver ponte sobre o Tâmega, a construção junto ao Rio - que às vezes é bar, às vezes restaurante e às vezes nada), Ponte Seca, E.N. 2, e regresso a Chaves. Deve chegar para uma tarde bem passada e pelo caminho, vá perguntando aos residentes e naturais dos sítios o que são as “coisas”, que eles pela certa terão todo o gosto em contar-vos tudo o que sabem. Na ausência de melhor, há que aproveitar a sabedoria das nossas gentes.

 

Já agora e para terminar, se alguém souber qualquer coisa sobre o solar que vos deixo em fotografia, os comentários estão abertos.

 

Até amanhã, noutra aldeia do concelho.

 

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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Mais uma varanda, de Chaves, claro!

.

Passo por esta varanda quase 365 dias por ano. Já a fotografei umas boas dezenas de vezes, mas nunca achei a fotografia perfeita para a perfeição que uma varanda destas merece.

 

Há uns tempos atrás, algo fez a diferença, e deixei de parte a o ângulo da fotografia, a luz, as sombras, a profundidade, a cor, a matriz, o ruído e todas essas “cenas” da arte de bem fotografar. Afinal era a primeira vez que via as janelas daquela varanda abertas e com o pormenor de roupa dependurada. Havia vida naquela varanda.

 

Valeu a diferença e por essa razão trago-vos aqui hoje esta varanda, aquela de que há anos ando à procura da fotografia perfeita, que tal como a Ponte Romana, pela certa nunca conseguirei, porque a perfeição e beleza da realidade ficará sempre a perder na fotografia.

 

Para quem não sabe, se é que há flaviense que não saiba, esta varanda está patente ao público, todos os dias, na Praça do Município.

 

Até amanhã, numa aldeia de Chaves.

 

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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Chaves - Largo das Freiras

.

Há umas dezenas de anos atrás, falar em Jardim das Freiras, era falar na nossa sala de visitas, falar do centro da cidade e do seu coração. Lugar de encontros, lugar de tertúlias ou simples lugar de estar ou passear.

 

Hoje em dia tudo mudou. O Jardim deu lugar a Largo, a sala de visitas mudou-se lá para os lados do Tabolado e quanto ao centro da cidade e coração, digamos que é uma cidade dividida, com pequenos centros e pequenos corações, mais próprios de uma cidade grande. Então quanto às tertúlias ou às simples conversas das Freiras, “népia”, apenas lhes resistem os “Velhos do Restelo”, que é como quem diz o grupinho do Café Sport e o grupinho da porta do Café Sport, nem o Aurora resistiu a tanta “modernidade”.

 

Fica no entanto o registo do que são, hoje, as Freiras à noite.

 

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