Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Chaves, Rua Direita - O Feio que é bonito

Feio & Bonito Ldª

 

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Sem querer entrar em contradição, hoje deixo-vos com uma imagem feia que é bem bonita.
 
No contexto da Rua Direita, onde está inserida, é uma imagem feia e que em nada engrandece (antes pelo contrário) uma rua tão nobre e bonita como a Rua Direita. É um prédio que há muito está a pedir obras de restauro. Claro que falar, ou neste caso escrever, é fácil, mas estamos muito longe de saber as razões do porque haver assim construções degradadas no centros histórico e do complicado e caro que é restaurar no centro histórico de Chaves. Já várias vezes o disse aqui e repito, que neste tipo de reconstruções, deveria haver além de incentivos (monetários), algumas facilidades e até ajudas (logísticas), e as entidades envolvidas no licenciamento, que burocraticamente só complicam, deveriam ter outra filosofia e por à disposição, gratuitamente, os seus serviços na ajuda e na recuperação do Centro Histórico, porque se este e outros prédios têm um proprietário, a propriedade das vistas ou do olhar que recai sobre estas construções, e do património arquitectónico e histórico é de todos nós e até poderia ser da humanidade se as mentes que nos comandam fossem mais levezinhas. E fico-me por aqui…
 
Mas a degradação dos prédios deixa também à vista algumas preciosidades das construções centenárias, como são os tabiques, os estuques, e toda uma arte da construção antiga onde cimento e betão eram palavras proibidas e desconhecidas até, e onde a pedra, a madeira e o ferro, eram reis e rainhas, tudo trabalhado à mão, onde pormenores como os dos tabiques, devidamente emoldurados e enquadrados davam verdadeiras obras de arte, para não falar de verdadeiras obras de estruturas em madeira, “obras de arte” da engenharia, que hoje já não constam de nenhum manual. É aqui, que o feio é bonito.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:49
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Chaves - Rua da Ponte e Arrabalde

 

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Rua da Ponte e Arrabalde.
 
A respeito da Rua da Ponte, a título de curiosidade, é interessante deixar aqui o que é dito a seu respeito na Toponímia Flaviense, 1990, de Firmino Aires:
 
“Começa na Rua do Tabolado e Arrabalde e acaba na margem direita do Tâmega sobre a Ponte de Trajano.
 
Já há muitos anos que tomou este nome. A jusante da ponte muitas casas estão inseridas nela, o que é muito lamentável.
 
Através dos tempos, a cómoda complacência, a ignorância ou o suborno das várias autarquias tem permitido estas anomalias e outras quejandas, que para sempre se ficam a censurar.
 
Triste testemunho e incapacidade de visão deixam os responsáveis aos vindouros dos erros permitidos ou tolerados.”
 
Assino por baixo as palavras de Firmino Aires.
 
Até amanhã, em Chaves, claro.
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Maravilhas de Chaves - Rua de Santa Maria

Maravilhas de Chaves

 

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Pois volto de novo à minha recém eleita segunda rua da cidade, a Rua de Santa Maria e que tal como diz o título, é uma das maravilhas de Chaves. Claro que também aqui foi cometido um atentado e que é bem visível ao fundo da rua. Um edifício que nada tem a ver com as restantes preciosidades e que é um dos primeiros atentados ao centro histórico.
 
Se ate hoje esta rua já me surpreendia, hoje em mais um daqueles passeios de faz tempo, dei-me conta da luminosidade que a rua ganha nos fins de tarde de primavera. Claro que a foto fica muito aquém da realidade. Estes momentos há que vive-los no momento próprio e in situ.
 
Até amanhã, por aí e como sempre em Chaves.
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Chaves e as suas maravilhas

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Pois hoje decidi brincar um bocadinho com algumas imagens das nossas maravilhas para ilustrar um poema de Fe Alvarez que demonstra bem como esta cidade enamora, não só quem nela nasce mas também quem a adopta como sua.
 
Desde já obrigado à Fe pelo seu poema.
 
 
 
MARAVILLAS DE CHAVES
 
He dejado a los flavienses
un valle, feraz, sencillo,
regando este verde valle
un rio, transfronterizo,
que antes de llegar aquí
bebió, arroyos, lluvia, limo.
 
Cruzando el rio,cambiante,
por romanos construido
un puente, armonioso, bello,
envidiado por vecinos,
con ojos grandes, muy grandes
que miran al infinito.
 
Cerca del puente romano
manantiales, de cariño
brotando, con tanto amor
calidas... casi han hervido,
para sanar las dolencias
para cuerpos doloridos.
 
Tambien una torre, altiva,
parte de aquel buen castillo,
dos fuertes, dos compañeros
dos colegas de destinos,
hermanados en la história,
mil abatares vividos.
 
Santa María la Mayor,
solemne, sóbria, lo digo,
Misericórdia, vecina,
un trozo de cielo, digno,
La Madalena, una perla,
que se refleja, en el río.
 
Y acompañando, murallas,
mansiones y edifícios,
preciosidades antíguas;
calles, para los domingos
con detalles, preciosistas
para  mirarlos, con tino.
 
Para el espíritu, tienen
leyendas viejas, de mimo:
La  madre María Mantela
que pariera siete hijos,
la mora que llora amores,
y el caballero perdido.
 
Fe
 
A todos los flavienses, que aman, preservan y respetan sus raices.
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Domingo, 27 de Maio de 2007

S.Pedro de Agostém - Nossa Senhora da Saúde

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Se a devoção e a fé num dia qualquer de semana e com a porta fechada é como na imagem, imaginem como ela não será nos dias em que se celebram as festas em honra da Nossa Senhora da Saúde.
 
Pois hoje e amanhã, curiosamente em terras de S.Pedro (de Agostém), celebra-se a festa da Nossa Senhora da Saúde,  no seu santuário. Uma festa cheia de tradição que leva até ela gentes de todo o concelho e também de outros concelhos vizinhos. È sem duvida alguma, a par do S.Caetano,  a festa com mais tradição no nosso concelho, quer religiosamente falando, quer pelas tradicionais merendas, que como a tradição também dita dia quente e “atrovoado”, deve ser apreciada numa boa sombra.
 
Também pessoalmente estou ligado por várias cerimónias a este santuário. Comecei por nele ser padrinho de casamento para depois anos mais tarde acabar por eu próprio ser noivo na cerimónia e outras duas cerimónias se repetiriam com os baptizados dos meus filhos. Tudo graças ao santuário em si e a verdade seja dita, ao Padre do Santuário, o Padre Ladislau que bem cedo se “atravessou” no meu caminho, quando nos meus 13 anos o “apanhei” como professor a ensinar-me os caminhos da vida e ainda muito longe de saber que mais tarde seria ele que me viria a casar e também a ser amigo. Um abraço para o “meu Padre de cerimónias” (como costumo dizer) e também para o amigo, claro.
 

Então até amanhã na festa, embora o blog, como sempre regresse à cidade, de Chaves, para não variar.

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Sábado, 26 de Maio de 2007

Vilar de Nantes em Festa

 

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Já sei que Vilar de Nantes é repetente neste blog enquanto há aldeias que ainda não passaram por aqui, eu sei-o e até me penitencio por isso, mas terão que compreender, Vilar de Nantes fica aqui ao lado e hoje até tenho uma desculpa – É dia de festa na aldeia e hoje além disso, trago aqui um três em um, ou seja – Anuncio a festa, faço uma homenagem às bandas de música que vão a caminho da festa, neste caso da foto “Os Pardais” e mostro um pedaço de Vilar, que pela certa não será estranha a alguns visitantes deste blog, pena estar abandonada.
 
Amanhã volto por aqui, com outra aldeia em festa e daquelas que se diz de festa rija, pelo menos em religião e tradição.
 
Até amanhã!
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Chaves - "Rigueiro" do Caneiro

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Tenho sido injusto com os meus sítios de origem, os sítios da minha meninice e da minha infância, os sítios da veiga, os tais sítios do campo na cidade, que tão poucas vezes trago por aqui.
 
Ainda ontem falava da nossa qualidade de vida, e hoje reafirmo-o, mas também temos falta de tempo e também andamos de carro e até há quem se irrite e ernerve quando vê à sua frente uma bicha lenta de 3 ou 4 carros. Isto para dizer que também temos as nossas vidas e às vezes, também nos esquecemos de dedicar um pouco do nosso tempo àquilo de que gostamos.
 
Pois ontem, tive mais um bocadinho de tempo extra e, fui andando para casa e parando aqui e ali em alguns sítios dos meus domínios de infância.
 
O Rigueiro do Caneiro (era assim que lhe chamávamos) era um dos meus encantos, que conhecia palmo a palmo desde a Quinta da Condeixa,  até à sua entrada triunfal no Tâmega, com as poldras por companhia. Pois aqui, onde hoje está este pontão, no meu tempo de escola primária, existiam umas pedras manhosas que serviam de poldras. Era por elas que muitas vezes eu passava para ir para a minha escola do Caneiro e pela simples razão de que mesmo junto ao “rigueiro” vivia o meu parceiro de carteira, que espera ali por mim e a que eu chamava “ o meu pasteiro”, porque a partir da sua casa, era ele que me levava a pasta. Era assim como um contrato entre ambos, para ser meu parceiro tinha de ser meu pasteiro e além disso, era também o inventor da escola e redondezas que lhe valeu a alcunha que o acompanhou até adulto. Há muitos anos que não vejo o meu pasteiro inventor, mas basta deitar um olho para estes lados do “rigueiro” para regressar (invariavelmente) aos tempos da escola primária e recordar todos os amigos de infância.
 
Até amanhã, e porque é Sábado, vamos até mais uma aldeia do nosso concelho.
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Chaves, uma cidade no campo

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Sou um confesso apaixonado desta minha terra que dá pelo nome de Chaves e, esta foto vai de encontro a uma das razões principais da minha paixão, o de Chaves ser uma cidade do campo, que é como quem diz, viver na cidade mas ter o campo sempre por perto.
 
Este estar entalado entre montanhas e este estar atrás-dos-montes, tem os seus senãos, principalmente no que diz respeito a oportunidades de…, a acessos a… mas também temos esta cidade no campo que nos brinda ainda com a qualidade do ar, da água, do verde e do azul, das pessoas e dos vizinhos, da carne e do pão, das couves e do tempo do relógio…assim como quem diz – qualidade de vida.
 
Ainda é bom viver em Chaves, por isso, amanhã cá estarei de novo, com mais cidade, de Chaves, claro!
 
Até amanhã!
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Chaves, Rua Verde, nº 35

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Rua Verde, nº 35, aqui, além do conjunto,  tudo são pormenores.
 
Jardins e orquestras suspensas, protecções contra intempéries e protecções contra atrevidos, e o banco-sofá, para dois porque são dois, está estrategicamente arrumado, quer para receber o sol de Inverno ou o fresco das noites de verão, onde as “bases” são tratadas devidamente com almofadas devidamente arrumadas à espera do assento dos seus donos e do gozo das suas reformas e até a parabólica está devidamente orientada para “futebóis” e outros que tais.
 
Esta Rua sempre me encantou por ser assim uma espécie de rua-ilha e que tem o pormenor de terminar ou começar em escadas (um dos três ou quatro exemplares da cidade de rua com escadas), mas também entristece, porque à excepção da vida desta velha casa e/ou lar, tudo o resto na rua está abandonado ou quase. O Casal, é assim, o dono da rua, casal simpático em que a Rua é mais um compartimento da sua casa e conhecidos pelo gosto de arrumar tudo arrumadinho à sua porta e passear, hoje, sobretudo memórias de tantas memórias terem guardado e sempre presentes nos ideais do povo.
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Chaves, Top Model, mais uma vez!

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Top Model que se preze, nunca aparece vestida da mesma maneira e maneirinha é ela, não fosse o nosso orgulho flaviense.
 
De cima dos seus dois mil anos, apresente-se como se apresente e vista-se como se vista (ou é vestida), tem de ser orgulho de qualquer um!
 
Claro que, como Top Model,  também tem o seu   lado vaidoso, claro que tem, basta vê-la  a posar diariamente para a delícia dos fotógrafos. É sem dúvida alguma a Top Model mais fotografada das redondezas.
 
Até amanhã, por aí, na cidade.
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Chaves - Um pormenor da Igreja Matriz

 

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A Igreja Matriz sempre me encantou, por si mesma e por ser mais um dos elementos das praças mais monumentais da cidade de Chaves (Praça da República e Praça de Camões). Mas se ela encanta por si mesma, então se nos demorar-mos nos pormenores ficámos muito mais encantados. A imagem da Santa e as inscrições no seu alçado posterior, a torre sineira e imagens, o órgão do seu interior, os vitrais, as capelas, e por aí fora. Mas uma das coisas desde sempre me encantou é este pormenor da clarabóia da capela lateral.
 
Um encanto que hoje quero partilhar convosco.
 
Até amanhã em Chaves com ou sem pormenores.
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Domingo, 20 de Maio de 2007

Chaves Rural - Samaiões em Festa

 

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Não há aldeia que se preze que não tenha a sua festa e, festa é festa. Por mais que custe manter a tradição, há que mantê-la e honrá-la e há que “botar” foguetes para o ar e a banda a tocar no coreto e claro, ir à missa, e seguir a procissão ao som da banda, entretanto o cabrito e a batata e o arroz na caçarola vão apurando no forno…depois entre dois dedos de conversa, cumprimentar amigos vindos de propósito para a festa, entre os quais os filhos da terra ausentes, distribuem-se os músicos da banda pelas casas e deliciam-se as iguarias, que no dia da festa, é sempre regado com bom vinho e terminado com variadas e fartas sobremesas – É dia de festa, é uma vez por ano e festa é festa.
 
Samaiões está em plena festa. Desde dia 18 e até dia 21 decorre a festa em honra do Senhor dos Aflitos, a tradição para os lados de Samaiões ainda vai sendo o que era e da minha parte, faço-lhe a devida homenagem, com o verde do Brunheiro de fundo e o coreto, vazio eu sei, mas que nestes quatro dias vai ter a honra de receber a banda, mas essa, só in situ é que pode ser apreciada.
 
Até amanhã, de volta à cidade.
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Sábado, 19 de Maio de 2007

Chaves rural - Amoinha Velha

 

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Ainda há dias dizia aqui que a vida nas aldeias já não é aquilo que era. Continuo a pensar o mesmo. Todas as nossas aldeias têm estradas pavimentadas com ligação a Chaves, electricidade, água canalizada e, a grande maioria, também tem saneamento básico. A televisão e o frigorífico também já chegaram a todas as casas e, rara é a aldeia, que num telhado qualquer, não existe uma antena parabólica, mas a tradição, hábitos e costumes, principalmente na camada dos mais idosos e que são a grande maioria das nossas aldeias, ainda continua a ser o que era.
 
A arte de bem receber, o presunto e o vinho na pipa da adega, a porta aberta para o arejo, pintada a vermelho sangue de boi que fica sempre bem e cancela contra cães e galinhas ainda vão sendo o que sempre foi e, pela certa, que em casa há pão centeio do caseiro e azeitonas da talha.
 
Mas nas nossas aldeias de hoje há um novo elemento à porta de cada um – é a caixa do correio e o número da porta ou da casa, é que sem número e caixa de correio, não há cartas para ninguém. Aqui a tradição já não é o que era e o “velho” carteiro, o amigo e velho conhecido que trazia notícias frescas de entes queridos e familiares emigrados, que era conhecido e bem recebido por todos, desde que se “reformou” e foi trocado por putos apressados que não ligam nenhum e nem conhecem ninguém, até as cartas passaram a ser outras, agora em vez das notícias de longe escritas à mão, há contas, da “luz”, da água, do telefone e folhetos do “lerque-lerque”, do “lido” ou doutro vendedor qualquer, que às vezes nem se percebem e têm que se dar a ler aos mais letrados para ver se a coisa é importante ou mais um papel para acender a lareira.
 
E que me desculpe a Amoinha Velha por servir de “retrato” das nossas aldeias.
 
Vamos então à Amoinha Velha. É velha, porque mesmo ao lado existe a nova, mas essa é pertença de Valpaços. A Velha, Amoinha, é de Chaves e pertence à freguesia de Nogueira da Montanha, que é aquela freguesia que domina todo o planalto por cima do da Serra do Brunheiro. Amoinha Velha fica a 18 quilómetros de Chaves e o acesso (desde Chaves) é feito a partir da Estrada Nacional 314 e que chegados a France (antes ou depois – tanto faz) é só virar à esquerda e todos os caminhos vão dar à Amoinha. Quanto às suas características, é uma daquelas aldeias típicas de montanha, ou seja com Invernos bem rigorosos, verões de inferno, pouca população e envelhecida. Terra de boa batata e castanha e, há também quem lhe reconheça outras virtudes, mas sobretudo, e como todas as aldeias de montanha, uma terra de vida difícil, mas que para quem nela nasceu e sempre viveu, dificilmente a trocará por outra terra, seja ela qual for…
 
Até amanhã, noutra aldeia do nosso concelho.
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Chaves - Rua da Muralha - Mais uma memória futura

 

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Para memória futura, estamos na Rua da Muralha.
 
As heras, como sempre, vão crescendo onde as deixam crescer. Nas cidades antigas são sinal de abandono das propriedades, como quem diz que as heras se dão bem com a velhice e a ausência dos donos. Pois é o caso, também aqui as heras se vão apropriando do abandono e descendo muro abaixo para (já) fazer as delícias de quem as vê ou até do fotografo e escondendo a realidade que vai por trás delas.
 
Mas este muro até nem é um muro qualquer, pois este muro até faz parte de alguns restos de muralha que em tempos por aqui existiu. Mas hoje para memória futura o que interessa mesmo é o que vai para lá deste muro, um bom pedaço de “terra” mesmo no centro da cidade e que pela certa é cobiçado por muitos. Admira-me até como ainda (esses muitos) permitem que as heras continuem a crescer…
 
Pelo sim e pelo não, aqui fica um testemunho para memória futura em como era “romântico” este pedaço de rua no dia de hoje – 18 de Maio de 2007. Um ano destes, se a vida mo permitir, voltaremos por aqui para ver como estão as heras.
 
Mas não podia terminar sem deixar aqui um “pensamento”, ilógico, absurdo, incoerente, irracional (e demais sinónimos) e sobretudo contraditório em relação à imagem de hoje:
 
O feio é bonito!
ou à nossa moda:
O feio é monito!
 
Que fique também para memória futura o pensamento.
 
Até amanhã em mais uma aldeia do nosso concelho.
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Chaves - Jardim Público para memória futura

Jardim Público - Inverno de 2006

 

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Na semana que este blog dedica à memória futura, não poderia ficar sem passar por aqui o Jardim Público.
 
A imagem é recente, mais propriamente do último Inverno, em dias de chuva com um bocadinho de sol.
 
Pois aqui fica para a tal memória futura o jardim na última sua última fase, antes das as obras em curso e, enquanto a população flaviense e não só, esperam pela sua reabertura.
 
Vamos esperar e acreditar que o actual jardim esventrado pelas obras, nos venha a surpreender e a continuar a deliciar-nos com as suas agradáveis sombras de verão, e já agora alguma animação. Há que “botar” música pró coreto.
 
Embora com fé e neste querer e crer acreditar, aqui fica uma imagem para memória futura.
 
Até amanhã em Chaves, com mais memórias pró futuro.
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