Sábado, 30 de Junho de 2007

7 Maravilhas de Chaves

7 Maravilhas de Chaves

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Chegamos então ao dia zero e às 7 Maravilhas de Chaves.
 
No dia 8 de Março passado lancei aqui um desafio para a escolha das 7 maravilhas de Chaves. Um bocadinho cedo para o blog, mas mesmo assim teve adesão imediata e os votos nas sete maravilhas flavienses estão devidamente contabilizados e, só naqueles primeiros dias, chegam a uma centena.
 
Agora que faltam apenas 7 dias para ficarmos a conhecer as 7 Maravilhas do Mundo e as 7 Maravilhas de Portugal, vamos também às nossas 7 Maravilhas Flavienses.
 
Assim desde hoje e até às 22 horas de Sábado, dia 7 de Julho, estão de novo abertas as votações para as nossas 7 Maravilhas.
 
No dia 8 de Março deixei aqui no blog uma lista de 23 maravilhas flavienses das quais poderiam sair as 7 maravilhas. Durante os dias em que estiveram em votação a listagem cresceu para 33 que agora deixo aqui por ordem alfabética:
 
Caldas de Chaves
Capela da Lapa
Cemitério Velho
Centro Histórico
Edifício da Câmara Municipal
Edifício da Panificadora de Chaves
Edifício do Faustino
Edifício dos Duques de Bragança (Museu Municipal)
Forte de S.Francisco
Forte de S.Neutel
Hospital de Chaves
Igreja da Misericórdia
Igreja Matriz
Igreja de S.João de Deus – Madalena
Jardim das Freiras (a título Póstumo)
Jardim Público
Jardins da cidade
Jardins do Castelo
Largo do Arrabalde
Monumento aos Mortos da I Grande Guerra
Muralha Medieval
Muralha Seiscentista
Pelourinho
Poldras
Ponte Medieval do Ribelas (Caldas)
Ponte Nova (Engº Barbosa Carmona)
Ponte Romana
Praça da República
Praça de Camões
Praça do Município
Torre de Menagem – Castelo
Veiga de Chaves
Vestígios por descobrir de Aquae Fláviae
Como o regulamento não é rígido (ou nem sequer existe), esta listagem ainda poderá crescer até ao próximo dia 7-7-07, mas o que interessa mesmo é que cada um deixe nos comentários aos post’s desta semana as suas 7 preferências para no próximo Sábado a partir das 22 horas fazermos aqui a contagem final e ficarmos a saber quais as nossa 7 maravilhas flavienses.
 
Claro que esta votação não é oficial, mas como não há outra, passa a ser oficial para o blog e para todos os seus visitantes.
 
As votações estão abertas. Conto com a vossa colaboração para a eleição das nossas 7 Maravilhas Flavienses, não custa nada e todos ficaremos a saber quais são as 7 mais, pois já sei que todas são maravilhas flavienses.
 
Até amanhã, com mais uma aldeia e um post extra a relembrar a votação das Maravilhas Flavienses.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:47
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Chaves rural - Moure

Moure

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E hoje como é Sábado, vamos até mais uma aldeia de Chaves, mais concretamente até Moure.
 
Esta é uma das aldeias que quase todos os flavienses e muitos visitantes de Chaves lhe conhecem o nome – Moure, e tudo graças à placa indicativa na Estrada Nacional 2, entre Chaves e Vidago. Mas se a placa é conhecida, a aldeia já não o é tanto, e tudo porque para conhece-la é preciso ir lá e nem sequer serve de passagem ou itinerário para outra aldeia qualquer.
 
Desde sempre, a tal placa na estrada me despertou a curiosidade sobre a aldeia. Um dia (há coisa de 20 anos atrás) lá decidi ir conhecer Moure. Fiquei então surpreendido, porque ia a contar com uma grande aldeia, com muitas casas e muita gente e afinal a aldeia resumia-se quase a um largo, com méis dúzia de casas. Achei-a pequenina, mas também muito acolhedora e simpática, além das vistas lançadas sobre o Tâmega e as montanhas de Anelhe.
 
No fim-de-semana passado dei lá outro pulo para a recolha fotográfica e desta vez já ia mais ou menos preparado para aquilo que iria encontrar. Corri a aldeia de lés a lés, desci quase até ao rio, dei a volta, fui até à antiga estação da CP (que curiosamente e sem perceber muito bem era a estação de Vilela do Tâmega que fica a uns bons quilómetros de distância, mas é freguesia, claro), voltei de novo ao tal largo da aldeia, fiz paragens em todos os sítios e nem uma única alma viva vi, apenas um cão ladrou, mas nem esse se mostrou.
 
Quase parecia uma aldeia deserta, mas não o é, pois suponho que ainda devem viver na aldeia uma meia dúzia de famílias em igual número de casas mais ou menos recentes mas dispersas. Já quanto ao largo da aldeia, o tal núcleo antigo, esse penso estar quase abandonado (à excepção de uma ou talvez duas casas mais recentes).
 
Continua com as vistas lançadas sobre o Tâmega e as montanhas de Anelhe. Na tal estação (um belo edifício) crescem silvas e mato, e embora a aldeia ainda seja simpática, fechou o seu já pequeno núcleo e deixou de ser acolhedora (porque não tem quem acolha), mantém o belíssimo pinhal que temos que atravessar até à estrada nacional e pouco mais, incompreensivelmente pouco mais, quando me parece ter de tudo para poder ser uma aldeia convidativa e simpática para viver, e até o Rio Tâmega a brinda com a sua passagem.
 
Moure fica a 10 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Vilela do Tâmega. Para ir até lá, basta sair da EN 2 (saída devidamente assinada) e descer estrada abaixo pelo tal pinhal, não há nada que enganar.
 
Até já com post extra!
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:38
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Chaves - Anjo(s) que me acodem!

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Quando os blogues apareceram, diziam os “entendidos” que era coisa que não ia vingar. Enganaram-se. Diziam depois e ainda dizem que os blogues em média não duram mais de 6 meses. Aqui, embora haja muita verdade, também há muitas excepções e este blogue é uma dessas excepções, pois já vamos com dois anos e meio e ainda teima em andar por aqui e, é a isso mesmo que se deve – À teimosia. A teimosia de trazer por aqui a cidade de Chaves todos os dias.
 
Às vezes mais feliz, outras, menos, às vezes incompreendido, outras vezes com muito custo, outras não custa nada e a maioria das vezes até dá gozo faze-lo, principalmente quando a nossa cidade é oferecida com um click .
 
Mas todas as noites me deparo com o mesmo problema – Qual a fotografia a escolher e o que escrever sobre….claro que esta rotina tem de ter alguma disciplina e alguma inspiração, mas sobretudo muita determinação e teimosia e, esta (a teimosia)  lá nos levará até alguma coisa. É assim uma espécie de “seja o que Deus quiser” e só custa mesmo começar e o truque,  está em arranjar um pretexto qualquer ou qualquer coisa que em nós desperte um click de umas palavras.
 
Vou dar-vos um exemplo. Estive, como todas as noites, a dar uma vista de olhos às fotografias em arquivo. Hoje deu-me para seleccionar esta. A partir de aí, é só escolher um tema que a fotografia sugira ou sirva de pretexto.
 
Sobre esta foto poder-vos-ia falar do gosto da D.Celeste que tem umas petúnias na varanda em vez das sardinheiras ou então do P(ê) da máquina para pagamento e da forma mal resolvida como as Câmaras tratam os problemas de estacionamento nas cidades, ou seja, em vez de criarem novos estacionamentos, inventam máquinas para os pagar, sem resolver o problema que interessa – o dos estacionamentos e aqui, poderia passar directamente para o cartaz do 25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais e, desde logo, concordar, sim senhor, mas também poderia alertar para como a democracia e os políticos têm andado distraídos connosco, o povo, ou melhor, se têm borrifado para nós e talvez seja por isso, que cartazes com o da foto ainda aparecem nas esquinas das cidades a relembrar o 25 de Abril e o Fascismo nunca mais, quando passados mais de 30 anos já deveria ser coisa assumida sem ser preciso lembrá-la. Mas se calha até é mesmo preciso, para que o fantasma de Salazar não ser levantado tantas vezes. Mas não é por aí que este blogue costuma ir.
 
Para ser mais solft, poderia falar-vos (ainda a respeito da fotografia) dos jardins suspensos nos candeeiros, ou de como o candeeiro da esquina fica lá a matar, das cores das velhas e antigas construções que agora começaram de novo a entrar na moda, do brasão da casa ou então, e para ser mauzinho e deprimente (mas com razão), falar-vos do mau gosto das persianas do Rés-do-Chão, dos cabos eléctricos e telefónicos que teimam em andar dependurados nas construções do Centro Histórico, ou da falta de gosto daquela foice e martelo pintada na parede e de outras pinturas de paredes que teimam também em emporcalhar o nosso Centro Histórico.
 
Poderia também virar ao sentimento e a foto servir apenas de pretexto para me fazer regressar às minhas origens de nascença a às amizades de puto que tinha com os irmãos da Dona Celeste (a habitante da casa) ou até para contar a história daquele malfadado jogo de futebol Vizela-Chaves da II divisão, ou campo de batalha, para o qual o habitante da casa nos levou…
 
Enfim, tudo serve de pretexto para umas palavras e só custa começar e, hoje de pretexto em pretexto, resolvi as palavras do meu post. Só me resta mesmo a despedida e lembrar-vos que falta apenas 1 dia! o de hoje, para entrar no dia 0 (zero), já a valer. Amanhã explico – fica contratado.
 
Então até ao dia zero em que além do acontecimento, também termos aqui uma aldeia do concelho. Portanto, amanhã há post extra.
 
Até amanhã!
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:08
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Chaves - Rua Bispo Idácio - Pormenor

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Às vezes andamos por aqui na blogosfera  armados em flavienses genuínos de pura raça e esquecemos os flavienses que embora nascidos noutras paragens e até fora de Portugal, são mais flavienses que muitos dos que por cá nasceram, os da pura raça. É o caso da Fe e, não sou suspeito quando o afirmo, pois nem sequer tenho o prazer de a conhecer, mas conheço-lhe o seu ser flaviense e a sua dedicação e amor à cidade de Chaves, mas mais que isso, conheço-lhe o seu olho clínico para descobrir pormenores no centro histórico de Chaves. É o caso apresentado na foto de hoje, de um pormenor de uma inscrição numa das casas da Rua Bispo Idácio, que eu flaviense me confesso, já tinha passado umas boas dezenas, senão centenas, de vezes pelo local e nunca me tinha apercebido de tal inscrição.
 
A inscrição está numa construção que fica na Rua Bispo Idácio, mesmo ao lado da Adega da Luz (antigo café Angola) e quanto ao que lá está escrito a Fe pensa (visto com olhos leigos como ela própria diz) que será: “ ESTAS ARMAS USOU FAZER A POVO DE CHAVES data”. Pois eu não tenho coragem para tanto, pois já dei voltas e mais voltas à inscrição e de lá só tiro mesmo “ ESTA …FAZER…CHAVES”. Parece haver uma quase certeza é quanto à data de construção do edifício e que penso ser um dos mais antigos da rua e que segundo a própria inscrição será de 1611 ou 1671 ou não!
 
Aqui fica um desafio para os mais entendidos na matéria e que vale uma dúzia de pastéis de Chaves para quem descobrir ou conseguir ler o que está escrito. A análise da “tradução” ficará a cargo de um conselho científico de gente idónea com idoneidade idónea. Vamos lá aos pastéis!
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Quanto à Fe, só tenho ou temos a agradecer pela descoberta e pela foto e,  fico à espera de outro pormenor que o seu olho clínico pela certa descobrirá.
 
Entretanto, até amanhã em Chaves!
 
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:18
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Chaves - Pormenores do Centro Histórico

Pormenores de Chaves

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Há dias em que me apetece mais contemplar e redesenhar do que falar e escrever.
 
Só falta mesmo localizar o pormenor. Facilmente o encontra no encontro da Rua com a Canelha das Longras, mas pela certa que já o viu, pois a sua beleza não o deixa passar despercebido.
 
Quanto ao resto, faltam apenas três dias e,  estou a contar consigo.
 
Entretanto, amanhã “tou” por aqui de novo com mais uma foto e mais um bocadinho da cidade de Chaves.
 
Até amanhã!
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:53
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Chaves e as tentações

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Atravessar o rio e desfrutar da Top Model é sempre uma tentação.
 
Quando era estudante do Liceu era também obrigatório ir todos os dias ao Jardim das Freiras, em tempo de aulas porque era o nosso recreio e em tempo de féria porque era lá que tudo acontecia.
 
Com o dispersar da vida na cidade e a morte do Jardim das Freiras, fui arranjando outros pontos obrigatórios de passagem. Deixei de estar apaixonado pelas freiras e reparti a minha paixão por toda a cidade do centro histórico, pelas ruas e ruelas, pelas subidas e descidas das ladeiras e escadinhas, pela ponte (Top Model – claro), pelos largos e jardins, castelo e outras fortalezas, largos, praças e até o rio ganhou novo significado. Em suma, perdi as freiras, mas ganhei a cidade.
 
E tudo terminaria bem se não tivesse o outro amor, que são as terras do lado de lá do rio, terras da veiga e da Madalena, mas para tudo há solução. Trabalha-se de um lado do rio e vive-se da outra margem e assim, temos a cidade por inteiro, o gosto e o gozo de todos os dias atravessar o rio e a honra de saborear a Top Model e os seus 2000 anos de história.
 
Acreditem que é sempre com orgulho, admiração e espanto que escrevo neste blog os 2000 anos de existência da ponte e não é caso para menos, pois muitas construções há na cidade que com apenas umas dezenas ou centenas de anos estão a cair de “podres” e só 1400 anos após a sua construção é que a Américas foram descobertas e ela, a nossa Top Model, ali está, impávida e serena como se o anos não passassem por ela e a fazer inveja a muita garota nova, como as suas vizinhas bem próximas e que se alegre, pois brevemente ira ter uma miúda mesmo ao seu lado.
 
E para terminar só lhes quero lembrar que faltam apenas 4 dias.
 
Entretanto, até amanhã, em Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:21
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Chaves a Ponte nova e o Rio

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Ainda há dias vos falava das pontes de granito de um só arco. Pois esta além de um só arco sobre o rio, brinda-nos com pequenos e belos arcos sobre o arco principal. Já sei que esta “garota” bem a jusante da nossa Top-Model, quer em idade quer em beleza, não lhe chega aos calcanhares, mas nem por isso deixa de ser uma pequena beldade digna de ser apreciada, pena que não tenha a visibilidade nem a pose da Romana Top-Model, mas pode ser que um dia, com o arranjo das margens do Tâmega, se possa caminhar sob os arcos em terra e que ganhe a visibilidade e luz da sua face mais favorável.
 
Quanto ao rio, ainda se vai mantendo transparente e um destes dias, tenho que lhe dedicar uma semana.
 
Até amanhã, como sempre em Chaves cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:40
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Domingo, 24 de Junho de 2007

Um S.Caetano para o S.João

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Viva o Stº António, viva o S.João, viva o 10 de Junho e a Restauração – é assim que reza a canção de Rui Veloso, mas hoje os vivas vão inteirinhos para o S.João.
 
Como anfitrião das sardinhas deste ano, só agora pude vir cumprir a promessa de estar aqui e, dado o adiantado da hora, a digestão das sardinhas e dos pimentos, além da respectiva rega com líquidos de Stª Valha, minhotos e outros à mistura, o mais apropriado que encontrei para o post de hoje é mesmo um pormenor do S.Caetano, que não é tão popular como os outros santos, mas é um santo que aqui pela terra se venera e tem tradição.
 
Como ainda é S.João e a noite não acabou, despeço-me cordialmente com um até amanhã, num regresso à cidade de Chaves.
 
Um bom S.João para todos!  
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:27
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Sábado, 23 de Junho de 2007

Chaves - Aldeias e Tresmundes

Tresmundes

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Nasci em Chaves. Calhou! Pois poderia ter nascido em Montalegre ou em Parada de Aguiar (ou do Corgo) ou noutro sítio qualquer, mas, nasci na cidade porque a minha mãe vivia na cidade quando me pariu, porque se estivesse na terra dela, teria nascido em Montalegre, numa vila e se tivesse calhado na terra do meu pai, era aldeão de origem.  Calhou ser cidadão em vez de vilão ou aldeão, mas nem por isso sou diferente, pois tenho orgulho e honram-me as minhas origens, da minha mãe vilã e do meu pai aldeão,  porque sei que sou filho de gente honrada que são filhos de terras de honra do mais puro trasmontanismo que há e por isso, além de ser e viver na cidade, conheço muito bem as aldeias e os seus modos de vida, a sua identidade, a de hoje e de ontem (do passado recente), porque também os vivi directamente e indirectamente, e também tenho conhecimento de tempos mais longínquos através das vivências transmitidas pelos meus pais e avós, vivências de tempos difíceis, muito difíceis mesmo, que fazem dos dias de hoje um paraíso à luz dos tempos passados e, por isso, tenho honra e respeito por ser filho de quem sou e das suas origens vilãs e aldeãs.
 
Tudo isto para chegar a um comentário de há uns dias atrás, num post antigo, em que alguém, anónimo e da aldeia (suponho) se sentia ofendido no modo em como eu trato as aldeias e as pessoas das aldeias… talvez de alguém que não sente orgulho ou tem vergonha das suas origens, talvez, pois não o sei…mas uma coisa eu sei, é a de que todos os fins de semana trago a este blog uma aldeia do concelho onde nasci, uma aldeia (seja ela qual for) pela qual eu tenho carinho, respeito e apreço, tal como respeito as suas gentes e a sua humildade, dignidade e honra que cada um tem na sua terra, mas não é por isso, que deixo de mostrar os males que as tolhem e as desertificam, nem deixo de contar a sua história e estórias de tempos difíceis em que não tinham água canalizada, nem electricidade, nem estradas e muitas vezes nem pão para comer. Tempos em que as pessoas viviam mal, analfabetas e sem condições, no limiar da pobreza senão na própria pobreza e que, desculpem-me o termo, eram uns coitadinhos. Coitadinhos e analfabetos, que com muito trabalho, muitas necessidades e carências quiseram melhores dias para os seus filhos, e mandaram-nos para a escola em vez de os mandar para os campos ou com as ovelhas,  educaram-nos e deram tudo que tinham para que os seus filhos hoje possam ser doutores e engenheiros na(s) cidade(s) e ter uma vida de sonho que eles nunca tiveram.
 
E para terminar, agora digo eu, coitadinhos não são os naturais das aldeias, que sempre nelas viveram e que delas e do seu modo de vida, têm honra e orgulho e, são a gente boa, pura e honrada do nosso povo transmontano e flaviense. Coitadinhos, tristes e mal formados, são os filhos das aldeias que hoje nas cidades são doutores e engenheiros e passam uma esponja sobre o seu passado e as suas origens como se não existissem. Tristes coitados, sem ofensa para os doutores e engenheiros aldeões que têm orgulho de serem filhos dos seus pais e das suas aldeias e não esqueceram as origens, que também os há.
 
E que tem Tresmundes a ver com tudo isto!?
 
- Nada! Pois apenas foi apanhada neste desabafo de raiva para com os que não amam, esquecem ou escondem as suas origens aldeãs. Aqui fica um testemunho (para o tal anónimo do comentário que me faz hoje sair dos carris)  em como os das aldeias já não são coitadinhos e até já têm parabólicas nos telhados, além dos que têm filhos doutores nas cidades,  pois eu que sou nascido e criado na cidade, nunca “abesei” uma parabólica, nem sou doutor, mas ainda sei o que é um engaço e para que serve.
 
Peço assim desculpas a Tresmundes e a todo o pessoal das aldeias que não se revê nos maus aldeãos. Com Tresmundes fico em dívida e prometo um futuro post digno da sua dignidade de aldeia de montanha e da Serra do Brunheiro.
 
Até amanhã, noutra aldeia do concelho, sem revoltas, prometo.
 
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:40
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Chaves - Rua Direita

Rua Direita

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Já falei tantas vezes da Rua Direita que já nem sei que mais hei-de dizer. É sem dúvida alguma a principal rua da cidade, uma das mais bonitas senão a mais bonita, interessante, com pessoas descontraídas (dentro do horário de serviço), sem carros (tirando alguns abusos) e que tem de tudo, até jardins à beira rua plantados, pena que sejam de plástico.
 
Até amanhã, numa aldeia de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 00:26
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Chaves - Orquestra do Largo do Cavaleiro

Largo do Cavaleiro

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Ainda há dias vos falava dos meus passeios pelo centro histórico e da música que havia no Largo do Cavaleiro. Como os elementos da orquestra estão espalhados pelas “quatro paredes” do largo, só me é possível apresentar parcialmente a orquestra. Hoje ficamos com a parede da ilha e com dois instrumentistas, o Sr. Canário amarelo e o Sr. Melro preto (claro). Claro mas não é na cor, porque a cor é mesmo preta, claro no sentido de que só poderia ser mesmo preto, mas de bico amarelo-torrado. Mas não estranhem se vos falarem também de melros brancos, pois para sempre ficou registado na minha memória um pensamento de um filósofo, não sei se Sócrates ou Aristóteles!? Acho que me fico pelo Aristóteles e ponho definitivamente o Sócrates de lado. Então Aristóteles a respeito da amizade dizia (ou pensava): - Encontrastes um amigo, pois alegra-te porque encontrastes um melro branco!
 
Então agora que já sabemos que também há melros brancos!, pergunto eu – Afinal o que é que os melros e os filósofos têm a ver com Chaves!?
 
- Tudo!
 
Pois filósofos é o que mais há cá pela terrinha, basta ir ali prós lados do Sport e outras esquinas que se encontram logo meia-dúzia deles e quase ao nível do Náná Bicha na sua subtracção das borboletas , e melros (dos pretos de bico amarelo) também abundam por cá, principalmente em relvados, jardins e onde haja terra à vista.
 
Há dias assim, deve ser pela música da orquestra do Largo do Cavaleiro. Prometo que amanhã apareço por aqui de novo e devidamente curado, sem melros e sem filósofos.
 
Então, até amanhã em Chaves.    
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:10
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Chaves - Ruas 25 de Abril e do Tabolado

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Com o fim das obras na muralha, mais precisamente do Baluarte do Cavaleiro, finalizaram-se também as obras e ligações da Rua 25 de Abril à zona termal e à Rua do Tabolado. Ligações essas que eram e são importantes quer para entrada como para saída da zona termal, como importante (penso eu)  era  rever agora a sinalização, principalmente o sentido proibido no troço que liga o Tabolado à Rua do Tabolado (que sempre funcionou bem), evitando-se assim um passeio forçado pelo parque de estacionamento junto ao rio e o conflito que é criado no cruzamento da Rua do Sol com a Rua do Tabolado, mais precisamente para quem sai da zona do Rio. Não percebo muito de organização de trânsito, mas basta passar por lá para ver que aquilo não funciona nada bem.
 
Mas hoje até nem é por aí que quero ir, pois há boas notícias em relação às hortas do Baluarte do Cavaleiro e ilha do Cavaleiro (actualmente abandonada), pois o espaço foi adquirido pela Câmara Municipal e vai também entrar em obras de requalificação para dar lugar a um espaço público de lazer e visitável de modo a que as vistas que hoje reproduzo em fotografia possa ser vista por qualquer um sem ter de pedir licença ao habitantes do espaço. Recupera-se finalmente parte de um espaço que desde sempre deveria ser público.
 
E para o ouro cair sobre o azul, só falta mesmo que o antigo Hotel e todo o quarteirão entalado entre as Ruas 25 de Abril e do Tabolado, alargado às construções das escadinhas das Manas fossem também reconstruídos, e o Hotel recuperasse a vida que lhe é devida (como hotel ou não) e já agora poderia também recuperar o reboco das fachadas para realçar as belíssimas molduras dos vãos e por último, podiam reformar os 5 guardas à paisana.
 
E por hoje tenho dito, amanhã há mais cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:17
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Chaves, mais um regresso à Madalena e aos pormenores

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Já sabem que um regresso à Madalena é sempre feito com gosto e, se além do gosto lhe juntar a arte da pedra esculpida e dos pormenores da pedra na construção, o regresso é feito com espanto e admiração. Gosto de me perder nestes regressos e pormenores!
 
Até amanhã, de novo em Chaves cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:24
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Chaves, "vou alí à serra e já venho" ou Downhill

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Prometi que havia post extra e ele aqui está, mas como não estamos em tempo de desperdícios, o post extra é também post do dia e assim, com um tiro, mato dois coelhos, ou seja, dou a volta à questão e cumpro o que prometi mesmo sem o cumprir – alguma coisa vamos aprendendo com nossos políticos…
 
O Downhill neste fim-de-semana invadiu o Brunheiro e Vilar de Nantes. Como nos fins-de-semana cá na terrinha nada acontece, geralmente dedicamo-los às dietas dos almoços em família, mais ou menos prolongados, mais ou menos bem regados e seguidos de um merecido repouso de sofá. Mas quando há acontecimentos estranhos a esta pacatez dos fins-de-semana, ainda por cima aqui à porta e com nome estrangeiro, há que dar uma espreitadela ao acontecimento e (a custo) prescindimos do repouso no sofá. Foi o que me aconteceu ontem, Domingo, e fui dar uma espreitadela ao tal Downhill.
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Para quem não sabe o que é dawnhill eu explico, por palavras minhas, pois não sou especialista na matéria e apenas testemunho aquilo que vi.
 
Pois para melhor ilustrar as minhas palavras, vou regressar um bocadinho no tempo, aos finais dos anos 60, inícios dos anos 70 em que eu era puto adolescente e também tinha a minha quota parte de “destravamento” ou “maluqueira” e muita adrenalina a correr nas veias, embora até fosse um puto certinho.
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Por finais dos tais anos 60, vivia eu no Bairro da Casa Azul, mesmo ali nas faldas do Brunheiro e o meu divertimento era desviar ou tomar emprestada a bicicleta da família e partir a pedalar em direcção ao Brunheiro, por caminhos, “caminhitos” e carreiros, tudo em terra (claro) até onde as pernas ou os caminhos e carreiros mo permitiam. Chegado a esse ponto, o ponto do retorno, era só virar para trás e aproveitar a descida a toda a velocidade, ignorando buracos e pedras, ou seja “à maluca”, até casa. Se tudo corria bem, arruma a bicicleta no seu sítio habitual e nada acontecia. Se alguma coisa corria mal, como um tombo com feridas e sangue à vista, uns raios partidos ou uns aros empenados, já sabia que me esperava um aconchego de orelhas ou umas “lostras” que eu até achava bem merecidas.
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Sem saber, já então praticava Downhill, o meu Downhill,  que traduzido para o meu português corrente era: - vou ali à serra e já venho.
 
Claro que o Downhill de hoje é completamente diferente. Começa pelas bicicletas que se chamam Bikes, construídas em fibras de não sei que, com amortecedores, suspensões e outras características que reduz o seu custo a uns milhares de euros. O equipamento é rigoroso, com capacetes, fato de competição colorido ou não e todo um conjunto de elementos que além de proporcionarem alguma segurança, garantem uma vistosa fatiota toda colorida (ou não) mas que fica sempre bem na fotografia. Em tudo o resto, é o mesmo de há 30 anos atrás – descer a montanha a toda a velocidade e à maluca, com uma diferença, a dos pais. Enquanto que o meu “desporto” se chamava vou ali à serra e já venho e era clandestino aos olhos dos meus pais e às vezes com direito a aconchego de orelhas, agora é legal, está enquadrado dentro dos desportos oficiais chamados radicais e dá pelo nome de Downhill e, os pais estão à espera dos filhos, com beijinhos e abraços, parabéns e outras coisas mais e tais.
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Como eu invejo os putos de hoje!
 
Mas ainda bem que as coisas hoje são assim e os pais têm dinheiro e compreendem que os desportos radicais são mesmo para praticar nas devidas idades, e já que assim é, que o façam com segurança e com todo o apoio e aconchego (sem ser de orelhas). Um desporto que tem o seu perigo, mas que também é salutar para o desenvolvimento dos jovens e para o contacto com a natureza que estes desportos sempre proporcionam, principalmente quando acontecem no nosso Deus Brunheiro.
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Pois e após a devida resenha histórica desde o “vou ali à serra e já venho” até ao “Downhill”, vamos a reportagem em si.
 
Tal como ontem imaginei, subi até à quinta do Quim e tomei lá as primeiras fotos na zona dos “pulos”. Devido às chuvas dos últimos dias a pista estava enlameada e bem escorregadia o que proporcionava uns bons tombos para espectador ver o que aumentava a adrenalina. Pela montanha fora e a contrastar com o verde dominante do Brunheiro havia muitas cores, com mais realce para os vermelhos, amarelos, azuis e também alguns brancos. Ouviam-se apitos e alguns gritos e aplausos, principalmente quando algum concorrente malhava na lama. Os que desciam nas bikes tinha capacetes e números na parte da frente e nas costas…. já perceberam que quando ao desporto em si não percebo nada, por isso o meu realce vai para o acontecimento que “esventrou” as terras do Brunheiro, para o acontecimento que foi para Vilar de Nantes e para a cidade de Chaves, onde até não faltaram os barros pretos de Vilar.
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Quanto a prova, segundo foi anunciado no som do acontecimento, a descida mais rápida da segunda manga, a manga da tarde, foi feita em 4 minutos e tal (desde terras de Carvela até terras de Vilar) e foi ganha por Emanuel Pombo, da equipa Run Bike de Chaves. Repito a última parte – de CHAVES. Ou seja, mesmo com os craques nacionais em prova, os nossos putos são bons no “vou ali à serra e já venho” . Grandes malucos!
 
Valeu pelo espectáculo e por mais uma vez poder desfrutar do Brunheiro.
 
Até amanhã na cidade de Chaves, mesmo na cidade!
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publicado por Fer.Ribeiro às 00:56
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Sábado, 16 de Junho de 2007

Chaves e a Ponte do Comboio sobre o Tâmega

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Nos tempos em que havia comboio, era pela ponte que se vê ao fundo da foto que ele passava o Rio Tâmega, ou seja, passava da freguesia de Curalha para a freguesia de S.Pedro de Agostém e vice-versa
 
E para não falar mais do comboio, das saudades do Texas, de como traiçoeiramente a linha foi fechada e a falta de visão municipal para fazer o aproveitamento turístico entre (pelo menos) as áreas termais de Chaves, Vidago e Pedras Salgadas, como ia dizendo e para não “bater mais no ceguinho” vamos falar de pontes.
 
Pois esta é a única ponte ferroviária existente sobre o Rio Tâmega (dentro do concelho de Chaves) e uma das 8 pontes que atravessam o Tâmega dentro do concelho, uma das 4 pontes totalmente construídas em granito, uma das 2 pontes que liga as duas margens com apenas um arco em granito sobre o leito do rio e a única ponte que agora está inactiva. Feita a contabilidade só falta mesmo referir que além de obra de arte que já o é por natureza, é uma autêntica obra de arte dos inícios do século XX digna de ser apreciada.
 
Quanto ao prometido Downill do Brunheiro, mesmo com intensa chuva decorreram os treinos durante todo o dia de ontem e hoje durante o dia serão realizadas as provas com ou sem chuva. Quanto às fotos, logo se verá se a chuva as vão permitir, caso afirmativo teremos post extra, caso contrário, lamento-o, mas fico-me pela intenção.
 
Então até mais logo com post extra ou então até amanhã de regresso à cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 23:59
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