Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Chaves - Rua de Stº António

 

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Muitas vezes tenho falado neste blog da vida da cidade dos anos 60, 70 e até 80 e não falo das décadas anteriores porque ainda não era nascido. Vida da cidade que nesses anos se resumia praticamente ao seu centro histórico onde a Rua de Stº António se assumia como o centro de toda a vida citadina. Rua comercial por excelência, mas também social, principalmente de verão e à noite, quando a rua e o Jardim da Freiras reunia centenas de pessoas, tantas, que o jardim tornava-se pequeno e arranjar mesa num dos cafés, era obra.
 
Muitas vezes dou comigo a pensar o que se passou com a Rua e o antigo Jardim das Freiras que em finais de 80 começou a perder a sua vida e a reparti-la por vários novos locais de pouso na cidade nova e, sinceramente, penso que foram os “actores” da rua (comerciantes e outros) que a deixaram morrer ao se acomodarem e não saberem acompanhar os tempos modernos e as exigências de uma nova geração. O Cine-Teatro, os cafés Ibéria e Comercial morreram porque ficaram parados no tempo, o Aurora descaracterizou-se e novos espaços atractivos não apareceram (excepção para as lojas de roupa e de marca).
 
Não sei se deram conta, mas ainda não falei no café Sport, pois como em tudo, há os resistentes e, mais que um fenómeno de resistência, penso ser uma questão de fidelidade aos hábitos, pois o Sport continua igual ao Sport de há trinta anos atrás. Lavou a cara, mudou de donos, de empregados, mas continua a ter o mesmo serviço e os mesmos clientes e, sempre os mesmos, embora (claro) não sejam os mesmos de sempre. Quero eu dizer que ainda é um local de tertúlia, de discussão política e boleira, também de bem e mal dizer, de espera, de encontro e de fazer mesa ou sala, tal e qual antigamente, um local de velhos do Restelo e “entendidos”, intelectuais de esquerda, homens de negócios à moda antiga, alguns de direita tipo opus dei e onde param principalmente os “puros flavienses” ou os que não o sendo têm pretensões a serem puros flavienses…
 
Bem, acho que o melhor mesmo é despedir-me. Até amanhã! Em Chaves, claro.
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:28
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

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Top Model

 

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1º - Intróito
 
Ontem Chaves foi palco de vários eventos importantes ou com a sua importância quer terrestre quer aérea. Centenas de motares invadiram a cidade neste fim-de-semana naquela que já vem sendo habitual concentração de motares. Não bastasse isso, o nosso aeródromo registou a concentração de umas dezenas de avionetas integradas numa volta ibérica. Houve meia-dúzia de casamentos que contribuíram para a festa e Nantes esteve em grande com uma festa que já concentra uns milhares de pessoas. Tive oportunidade de assistir a tudo e até deliciar-me com as iguarias (dietas difíceis) de um casamento, um baptizado e a festa de Nantes, mas mesmo assim ainda tive tempo de passar e descansar a vista na nossa Top Model.
 
2º - Outro  Intróito
Uma vez, há coisa de 15 anos atrás, pediram-me para ir tirar uma foto a um espectáculo que se estava a realizar no Forte de S.Neutel. Não sou muito dado a fotos por encomenda, mas como aquela até era dentro dos meus âmbitos profissionais e, gastar cinco minutos para uma foto nem era coisa do outro mundo. Acedi ao frete. Chegado ao local do espectáculo deparei-me com uma artista (cantora nacional da música portuguesa) que  pulou para o palco e bota lá a tal foto, e bota outra, e outra e outra e a seguir outra, e depois outra e outra e outra ainda… no final a tal foto resumiu-se a 4 rolos de 36 fotos cada (ainda no tempo da fotografia analógica) e os cinco minutos duraram duas horas. Feitas as contas, foram 144 fotos. A artista mereceu todas as fotos e não tirei mais, porque fiquei sem rolos…mas mesmo assim assisti até ao último minuto do espectáculo…porque tudo foi um espectáculo, a juventude da artista, o biquini amarelo, a sua beleza…enfim…da música não me lembro, mas a rapariga era uma autêntica Top Model e eu tinha o exclusivo da fotografia – não podia fazer um mau papel, afinal era o fotografo oficial do evento (costumo justificar assim aquela minha leviandade fotográfica).
 
Há dias vi de novo a artista na televisão…estava irreconhecível, não podia ser a mesma que me fez gastar 4 rolos de fotografia e de 36 fotos cada rolo. Não, embora fosse a mesma, não era a mesma do biquini amarelo, com todas as medidas certas, beleza e simpatia que eu tinha fotografado…não podia ser a mesma Top Model, aquela “gaja boa” dos tais 4 rolos de há 15 anos atrás – mas era.
 
3º - Desenvolvimento
Tanto intróito só para chegar à nossa Top Model Flaviense, esta sim, uma “gaja boa”, mesmo boa, que depois de 2000 anos continua a atrair a objectiva de todos os fotógrafos e eu, até tenho vergonha de o dizer, mas já gastei muitos rolos (dezenas largas) e muitos mega pixeis (milhões) com esta “gaja”, tantos que até nem sei se esta paixão de a fotografar não será já “taradice” obscena, ou doença,  pois tanto me faz que esteja despida como vestida, de noite ou de dia, de verão ou de Inverno… de vez em quando lá dou comigo a gastar milhões de mega pixeis com a nossa Top Model flaviense, mas o mais grave, é que não me quero curar desta doença de a fotografar e amanhã mesmo, se tiver oportunidade, passo por lá outra vez, para registar mais meia dúzia de milhões de pixeis e registar mais uma ou outra das suas particularidades, que embora igual, é todos os dias diferente, e nem sequer precisa de biquini amarelo.
 
Não digam a ninguém, mas estou verdadeiramente apaixonado pela nossa Top Model… e por isso mesmo, hoje ficamos com mais uma imagem sua.
 
Até amanhã, que hoje já chega de taradices com gajas boas!
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sinto-me: Apaixonado por gajas boas
publicado por Fer.Ribeiro às 02:46
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Domingo, 29 de Julho de 2007

Chaves Rural - Castelões

Castelões

 

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Como Castelões já é repetente neste blog, não me vou alongar muito em palavras, pois muito do que tinha a dizer já o disse nos post’s que lhe foram dedicados, mas quanto a imagens, Castelões ainda tem muitas e interessantes que são inéditas no blog, por isso aqui fica mais uma e pela certa que não será a última.
 
Até amanhã de regresso à cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:46
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Sábado, 28 de Julho de 2007

Chaves, Nantes, Stª Ana

 

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Ainda jovem, até jovem demais (talvez) comecei a trabalhar quando ainda deveria andar a estudar e, de certa maneira, rendi-me à sedução do trabalho, à sedução de fazer um trabalho do qual se gosta e onde se concilia toda uma aprendizagem adquirida durante anos, que às vezes até se julgava inútil. O meu trajecto profissional, embora polivalente, sempre andou à beira do desenho, do geométrico e, não sei se por aptidão própria, inata, ou não, ou por simples gosto, devo-o muito a um mestre da “geometria no espaço”, o Dr. Costa do Liceu (também conhecido por Vice-Reitor) que fazia a geometria tão rigorosa como transparente tal e qual a água a nascer nas fontes. Só era preciso compreender os seus ensinamentos e, tudo era fácil.
 
Tudo bem, mas o que tem isto a ver com Nantes e com a foto de hoje? – Pois nada tem a ver, embora recuando no espaço (geométrico e não geométrico) até talvez tenha tudo a ver, não estivesse o nosso destino a liberdade de estar condicionada a rectas, metas, linhas e curvas que nos vão aparecendo pela frente a guiar ou não o nosso caminho.
 
Ando por Nantes diariamente, quase sempre de passagem, e pela certa não há um único dia em que a construção da foto, desde este ângulo, não me chame a atenção, primeiro pela diferença nas características em relação às outras construções existentes em seu redor, depois pela tal geometria que me atrai. Digamos que não é uma construção rica e abastada, mas é uma rica construção em pormenores que capta por breves segundos o meu olhar quase diário e isso para mim é suficiente para ser importante. Mas à parte esta visão quase diária, nada mais sei desta construção, nem sequer quem é o proprietário, se é ou não habitada ou se tem ou não história ou estórias, e isso até pouco importa, pois o que importa mesmo é que faça a delícia do meu olhar quase diário, e só isso.
 
Mas mais uma vez o que é que isto tudo tem a ver com Nantes, além desta construção (por acaso) existir lá!?
 
– Quase nada, mas hoje resolvi deixar aqui Nantes porque é dia de festa na Aldeia, a festa em honra de Stª Ana, uma daquelas festas, das tais, que tem procissão com banda de música a acompanhar e (claro) foguetes no ar e, que embora não seja uma das festas de referência do concelho, é a festa da aldeia de Nantes pela qual passo quase diariamente e que nunca cheguei a saber se habito ou não.
 
Mas aqui fica hoje a minha homenagem a Nantes e à Stª Ana, só espero é que os foguetes não comecem a estoirar muito cedo.
 
Até amanhã, por aí no nosso concelho de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:43
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

Chaves, Pormenor da Alameda

 

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Pois hoje estou em maré de publicidade mas também de contradições.
 
Vou às contradições uma vez que a publicidade está implícita na própria foto e post.
 
1ª parte – a simpática
 
Sempre achei estes pormenores simpáticos e que fazem a delícia de qualquer fotógrafo. Na era da novas tecnologias em que a principal publicidade se faz via televisão ou Internet, ainda há muita publicidade e informação tradicional. O papelzinho na porta com o “Volto Já” mesmo que o já seja de horas, ainda resulta. Deixar um número de telefone ou telemóvel, também vai resultando desde que atendam do outro lado, mas também a publicidade e informações daquilo que se faz, também resulta:
 
“CALEIRAS, CHAPA, COBRE, INOX – TODO O TIPO DE INSTALAÇÕES SANITÁRIAS”
 
A mensagem é simples e precisa. Nem sequer foi preciso recorrer a nenhum publicitário ou designer, está lá tudo, principalmente o telefone para um biscate ou uma rotura, dá sempre jeito (suponho, porque nem sequer sei se a informação ainda é válida).
 
Digamos que é tudo uma espécie de arte underground provinciana com boné e tudo, onde tudo é undergroud -  a arte, a publicidade e até a actividade e, já agora, a porta que não sei se por coincidência, sempre a vi fechada, tal como fecho aqui a simpatia para com a dita porta.
 
2ª parte – o outro lado da questão (menos simpática)
 
Numa das zonas mais nobres da cidade, em plena Alameda de Trajano, nome que tanto orgulha flaviense, onde todos os visitantes da cidade ou turistas param ou passam, assiste-se também a estes espectáculos que começam mesmo no dobrar da esquina com esta construção, e que se repete por quase todo o quarteirão. Pois logo a seguir a esta construção, para um dos lados (Trav. da Alameda) há um terreno abandonado cheio de ervas e lixo que termina em barracos e ruínas. Para o outro lado, além da má imagem constante do estacionamento (embora necessário, muito até) desorganizado e inestético para margem do rio e com o Tabolado e Ponte Romana mesmo ao lado, (mas isso até é o menos), temos as restantes construções do quarteirão, ou melhor os barracos ou armazém daquilo que em tempos foi uma oficina de serrelharia.
 
Esquecendo os atentados e mamarrachos de betão implantados em pleno centro histórico, às vezes também se vão fazendo coisas boas. Uma delas ( e seria injusto se o não referisse) foi a recuperação que se fez deste mesmo quarteirão na parte com frente virada para a Rua do Tabolado (iniciativa privada) e das muitas obras que também se têm feito no centro histórico, principalmente ao nível das ruas. Está previsto agora para esta alameda o arranque da ponte pedonal (que já está em concurso) e que ligará as duas margens do Tâmega. O projecto da ponte, de autoria de um flaviense, é interessante, moderno e ousado, principalmente para conviver ao lado da Ponte Romana.  E quanto à ponte por hoje estamos conversados, pois será tema de um próximo post, mas e as margens de um e outro lado da futura ponte pedonal!? É que não vai dar muito jeito de um lado “desaguar” num estacionamento e do outro em hortas particulares (Já sei que há ideias e se calha até projectos, mas para executar quando!?), no entanto até pode dar jeito para ir às couves!
 
Eis no que dá o raio de uma porta, fechada, maltratada e undergroud (gosto deste termo, nem que seja só para dar um ar de entendido e intelectual ao post).
 
Penso que o melhor será mesmo abordar as despedidas e amanhã vir por aqui com uma aldeia, pois por lá tudo é mais simples e barato!
 
Até amanhã!
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:53
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Chaves - 2ª edição de postais desenhados

 

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Não é costume este blog fazer publicidade, ou melhor, publicidade é o que este blog faz todos os dias, mas, publicidade gratuita à cidade de Chaves e àquilo que ela tem de bom e às vezes até de mau.
 
Mas hoje vou fazer publicidade, porque esta até é caseira, e mais que publicidade é informar.
 
Pois passados que são 13 anos da 1ª edição dos postais desenhados sobre a Cidade de Chaves – Centro Histórico, esgotada já há alguns anos, e a pedido de várias famílias, aí está a 2ª edição, que já começou a ser distribuída pelos quiosques da cidade ou nos locais habituais de venda de postais.
 
Só a título de informação para quem adquiriu a 1ª edição, a 2ª edição tem algumas alterações, mas só e apenas, na cor do traço que passou a ser sépia e no desenho da caixa e do postal extra, mantendo-se os 15 postais iniciais sem qualquer alteração (excepto a cor do traço já referida).
 
E como este post é publicitário, vamos até um segundo post extra.
 
Até já!
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:50
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Chaves e os Pardais

Os Pardais

 

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Hoje ficam estes 5 pardais em representação da Banda Flaviense “ Os Pardais”.
 
Esta Banda Flaviense foi fundada em 18 de Janeiro de 1925, por um grupo de amigos de onde se destacou João Gonçalves, conhecido por “João das Pombas”, que segundo consta, hipotecou a sua própria habitação a um banco para financiar a Banda e,  pelo que se vê, valeu a pena, pois esta Banda já anda há 82 anos a dar música aos flavienses (e não só).
 
Curioso é como a passarada está ligada à música em Chaves. O João das Pombas, Os Pardais e claro que não podemos ignorar aquela que durante muitos anos foi rival dos Pardais e que infelizmente já não existe – a banda “Os Canários”.
 
Pois a banda hoje vem a propósito da vida que dão às nossas festas religiosas e populares do nosso concelho. Já se sabe que festa sem procissão acompanhada pela banda, sem foguetes ou arraial, não é festa, muito menos festa que se preze, e se for mesmo das “boas”, então o arraial tem que ter duas bandas para o despique, claro que agora também tem “conjunto”, mas “conjunto” por muito electrónico e muita tecnologia que tenha, ainda não consegue acompanhar procissões.
 
Pois hoje fica aqui a minha homenagem à Banda dos Pardais e também às restantes bandas do concelho, as bandas de Ervededo, Loivos, Outeiro Seco, Rebordondo e Vila Verde da Raia (penso que desta vez não esqueci nenhuma).
 
Até amanhã, de novo nesta cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:05
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Chaves - Rua Bispo Idácio

Rua Bispo Idácio

 

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Esta é a parte nobre da Rua Bispo Idácio. Dá gosto passar por este troço da rua, principalmente nos dias quentes de verão na hora em que o calor mais aperta, pois para além da rua mater a sua luminosidade, oferece quase durante todo o dia boas sombras. Mas o mais agradável da Bispo Idácio, deste troço de rua, é a sua imagem, pois quase todas as construções (excepção talvez para duas) estão em muito bom estado de conservação ou foram reconstruídas e remodeladas recentemente, mantendo em tudo a sua traça original. Quanto a habitantes, de dia muitos, à noite também, mas só de passagem e graças à Adega da Luz que vai iluminando alguns estômagos mais esfomeados. Residentes, esses, devem-se contar pelos dedos das mãos.
 
Curiosidade desta rua, é as construções que ficam no lado direito da foto estarem todas assentes na antiga muralha medieval (ainda visível em algumas fachadas das traseiras) , aliás acontece o mesmo em toda a rua, construções originais que serão do Séc. XVII ou anteriores pelo menos a julgar pela inscrição numa das suas casas onde se regista o ano de 1671, curiosamente uma das duas ou três que necessitam de obras urgentes.
 
Até amanhã, como sempre em Chaves.
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Terça-feira, 24 de Julho de 2007

Chaves, As ruas de Torga

Trav. das Caldas

 

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Chaves, 25 de Agosto de 1989
 
Férias antecipadas, todo o ano apetecidas, nesta cidade caseira, onde a minha ruralidade tem conforto em todos os horizontes. Aqui, civilizado mas desgravatado, com os pés como raízes mergulhados no húmus de cada rua, sinto-me sempre urbano sem me sentir postiço.
 
Miguel Torga in Diário XV
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Chaves - Forte de S.Neutel

 

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Eis mais uma das maravilhas de Chaves – O Forte de S.Neutel. Tardou a foto que deveria ter acontecido aquando da votação das 7 maravilhas e só não aconteceu porque dadas as obras em curso, esta maravilha de Chaves, não estava assim muito bem vestida ou apresentável. Agora, embora as obras ainda não estejam concluídas, já dá para ver a sua nova cara e ao que parece, até fica bem na fotografia.
 
Mas, vamos aos mas, pois todas as belas têm os seus senãos.
 
Desde que tenho memória, este forte sempre teve as suas portas fechadas e só para esclarecer,  as minhas memórias mais antigas remontam aos meados dos anos 60. Primeiro este forte tinha acesso condicionado uma vez que fazia parte do perímetro militar e era pertença do Regimento de Infantaria, mesmo assim, nos finais dos anos 70 houve uma tentativa de se proceder aos arranjos exteriores do forte com a plantação de arvores na sua envolvente. Porque as árvores não se deram com a terra, ou porque não foram regadas ou simplesmente abandonadas após a plantação, só três ou quatro árvores vingaram. Depois houve a feliz ideia de iluminar exteriormente o forte. Enquanto a iluminação durou, era lindo de se ver, mas aos pouco os projectores, ou porque fundiram ou porque foram fruto de vandalismo, foram-se apagando até que o forte ficou às escuras. Depois, já nos anos 90, houve outra feliz ideia, a de fazer os arranjos interiores do forte e projectar no seu interior um auditório ao ar livre. As obras foram executadas e vieram concertos de Rock, de Jazz, música pimba, os maiores do fado debitaram as suas vozes para flaviense ouvir e até os Madredeus fizeram fazer silêncio para serem ouvidos e apreciados e foram-no, mas fora dos concertos ou à sua margem, havia também o vandalismo e tudo que era candeeiro ou projector foi partido, as ervas e silvas foram crescendo e os esporádicos de concertos não lhe valiam à sua vida que se queria saudável. Eis que surge nova ideia, a de revitalizar e requalificar como quem diz arranjar todo o forte, interiormente e exteriormente e como sempre em todas as obras aí realizadas, melhora-se o seu aspecto e nós vulgares cidadãos até apreciamos o que por lá vai sendo feito, o problema surge sempre depois, é assim como uma casa que se constrói de novo, muito bonita, tudo arrumadinho e pintadinha, mas que depois não é habitada e em poucos anos, passa a meter dó de se ver.
 
As recentes obras que ainda não foram concluídas são merecedoras de um aplauso e dignas daquela que é uma das nossas maravilhas flavienses. Mas recuperar, embelezar e fazer obras não é o suficiente, pois vai também ser preciso manter e dar vida ao forte, se possível, uma vida diária ou regular para que não acabe como as casinhas, muito bonitinhas e arranjadinhas mas que a ausência de inquilinos as faz meter dó e ficar deprimidas.
 
Quanto ao que lá se poderá fazer, no meu imaginário são possíveis muitos sonhos, mas não me cabe a mim decidir ou mandar palpites, pois o meu contrato, é só o de vir aqui e trazer a cidade de Chaves ou uma das suas aldeias todos os dias. Por isso…
 
Até amanhã, de novo na cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:15
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Domingo, 22 de Julho de 2007

Chaves Rural - Redondelo

 

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Toda a gente conhece o termo aldeia, que não é mais que uma pequena localidade ou povoação rural, com nome, de organização muito simples, sem autonomia administrativa e geralmente com poucos habitantes. Tem contudo o seu nome associado a uma afirmação comum nas gentes das cidades e vilas, empresas e governantes, a de “repartir o mal pelas aldeias” e cujo significado não é mais que o de partilhar tarefas difíceis ou responsabilidades com outras pessoas. Pois as aldeias são ou eram assim mesmo e o mal foi mesmo repartido pelas aldeias.
 
Dentro da sua organização simples e dados “os males que por elas repartiram”, as aldeias e suas gentes foram obrigadas a viver em comunidade, geralmente muito fechada, mas com um verdadeiro espírito comunitário. Tinham geralmente as suas leis, que não estava escrita mas que era ensinada e passava de geração em geração e, que tal como a simplicidade das aldeias, também era muito simples. Era a lei do “parece bem” e do “parece mal” ou seja, tudo que parecia bem era permitido e tudo que parecia mal era proibido. Simples mas eficaz.
 
Todos nós sabemos também que as famílias mais antigas das aldeias eram famílias numerosas de pelo menos 7 ou 8 filhos e até havia exageros que chegavam aos 15, 18 ou vinte e tal filhos. Se por um lado a igreja católica era a culpada, pois o prazer do sexo tinha de ser a “ bênção da procriação” muitos dos aldeãos estavam-se (na cama) a marimbar para a igreja e o que queriam mesmo era o prazer do sexo e mais duas mãos que dele haviam de nascer para o amanho das terras ou uma ajuda na casa.
 
Claro que as muitas mãos de trabalho davam jeito para o amanho diário das terras, mas no tempo das colheitas todas as mãos eram poucas. Assim, nas sua simples organização criaram as “tornas” e que não era mais que uma inter-ajuda entre famílias ou vizinhos e que consistia em uma família ou vizinho (ou vários) disponibilizar as suas gentes para ajudar nas colheitas de outro, sabendo que este iria retribuir a “torna” nas suas colheitas, disponibilizando os seus. Mas o espírito comunitário não terminava aqui, pois havia coisas e bens que eram feitas por toda a povoação e em prol de toda a povoação. Os caminhos, a capela ou igreja, o cemitério, os fornos do povo, os tanques, fontes e lavadouros públicos ou do povo, era um bem de todos, que todos tratavam e todos respeitavam.
 
E assim chegamos à nossa imagem de hoje, que não é mais que um retrato desse espírito comunitário – A mina de água e o tanque público de Redondelo que hoje para além do retrato é apenas um símbolo desse espírito comunitário, pois a ausência de lavadeiras, de roupa para lavar e do sabão fazem com que a água do tanque seja transparente, cristalina e onde as algas se dão bem com a pureza da água e embora não se possam apreciar as jovens lavadeiras ou ao assistir ao diz-que-diz de pôr a conversa em dia, podemos apreciar estas verdadeiras obras de arte comunitária de tanques, fontes e minas que ainda chegaram até aos nossos dias e que são autênticos “monumentos” a preservar e que fazem também parte da história das nossas aldeias.
 
E como a prosa já vai longa para o post de um blog, só resta dizer-vos até amanhã, de regresso à cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:43
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Sábado, 21 de Julho de 2007

Chaves - United Colors of Casas de Monforte

 

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Chaves Rural – Casas de Monforte (1)
 
United Colors of Benetton e o mais provável é que o United Colors não seja da Benetton,  mas da feira de Chaves, pois as gentes das aldeias não vão assim muito atrás das etiquetas, preferem antes aquilo que é bom, confortável e sobretudo barato. A vida não está para brincadeiras.
 
Mas sejam da Benetton ou não, o que interessa mesmo é que haja roupa a secar nas varandas e janelas, ou seja lá onde for. É sinal de vida e de que ainda há gente para a lavar e para a vestir, coisa que já vai escasseando nas nossas aldeias, principalmente nas aldeias “difíceis” de montanha, onde tudo é um convite para partir. Casas de Monforte não é diferente das restantes aldeias de montanha, basta passar por lá para se observar que é uma aldeia envelhecida em que grande parte das casas do seu núcleo está abandonada e as poucas pessoas que por lá vivem, maioritariamente, vivem em meia dúzia de novas casas que construíram na entrada da aldeia.  
 
Casas de Monforte é um bom exemplo da aldeia típica de montanha em que os seus filhos partiram, uns para o estrangeiro e que quando regressam preferem a comodidade da cidade à da aldeia e outros porque estudaram e é nas cidades que têm os seus empregos. Filhos da terra que voltam sempre à terra quando podem, mas só de passagem, num ou outro fim-de-semana, nas férias ou no dia de festa ou de festas.
 
Casas de Monforte, como o nome indica, é uma aldeia de terras de Monforte, onde ainda uns “tantinhos” resistem e vão vivendo do amanho das terras ou da exploração de granitos da indústria lá existente, pertence à freguesia de Águas Frias e fica a 15 quilómetros de Chaves, com vistas que chegam até ao vale, terras de Barroso, terras Galegas,  e planalto de Paradela (dos fidalgos) até Mairos, com a pedra da Bolideira alí ao lado, um bocadinho acima.
 
Só a título de curiosidade é a terra de onde saiu um dos Presidentes da Câmara de Chaves do pós 25 de Abril.  
 
Até amanhã, e porque é Domingo, vamos por aí no nosso concelho de Chaves.

(1) - Em tempo: Vêr segundo post dedicado a Casas de Monforte aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/307041.html
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:21
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Chaves - Praça de Camões - a principal.

Praça de Camões

 

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Houve um tempo em que eu dizia que era obrigatório passar todos os dias pelo Jardim das Freiras e durante longos anos, assim foi, não só pela questão de ser ou não jardim, mas pelo Liceu (durante o período de aulas) e também porque as Freiras eram o ponto de encontro e de convívio de todos os flavienses (anos 60,70 e ainda 80), para além dos Bombeiros (de baixo) e da GNR terem sede no local.  
 
Tive assim o meu tempo de juventude ligado às Freiras, precisamente o tempo que mais marca e que é sempre recordado com (pelo menos) o esboço de um sorriso nos lábios, por isso custou tanto assistir à sua morte. Tempo de juventude também que pouco mais me permitia ver para além das Freiras e em que as restantes ruas e praças apenas serviam de passagem ou para nos levar até… e ignorava tanta preciosidade, pormenores e autênticas maravilhas que o nosso Centro Histórico nos oferecia e tem para oferecer.
 
Há dias andei para aqui às voltas com as 7 maravilhas de Chaves e de entre as maravilhas mais votadas, eleitas e não eleitas, quase todas elas se concentravam à volta das nossas monumentais praças de Camões e da República. O pelourinho, a Igreja da Misericórdia, a Igreja Matriz, o Antigo Hospital, o Edifício da Câmara, o Edifício do Duque de Bragança (museu Municipal), a Capela da Stª Cabeça e todo o casario que pode também estar personalizado no Centro Histórico. A par das nossas 7 maravilhas (que até são 8), este conjunto das duas praças são sem dúvida mais uma das maravilhas de Chaves que fazem a delícia de qualquer visitante e turista.
 
A Praça de Camões, pelas mais variadas razões políticas e históricas, é assim a praça principal da cidade, aliás era este mesmo o nome que teve (Praça Principal) até ao ano de 1880 em que sob proposta do então Vice-Presidente da Câmara (Luís Paulino Teixeira) por ocasião do tricentenário de Luís de Camões, propôs à Câmara da então Vila de Chaves a mudança de nome. Não contesto o actual nome da Praça, até porque feitas as contas já tem este nome há 126 anos (respeito), mas bem que podia continuar a ser a “Praça Principal”, porque o é de facto.
 
Só a título de curiosidade, antes de se chamar Praça Principal teve ou era conhecida pelo nome de Toural  ou Toural das Ollas, pelo menos é essa a referência feita por Tomé de Távora e Abreu, em 1722/23, nas Notícias Geográficas e Históricas da Província de Trás-os-Montes. Como segunda curiosidade, popularmente (hoje em dia) é também conhecida por Largo da Câmara ou do Município, embora este último seja o topónimo do Largo das traseiras da Câmara.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:37
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Chaves e a Via Augusta XVII

 

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E da Top Model para as Vias Augustas.
 
Desde há uns tempos para cá que andava intrigado com uns cilindros metálicos (três), com cerca de um metro de altura e 20 cm de diâmetro, simpáticos e que foram colocados no Largo do Anjo/Rua Direita, Arrabalde e Madalena. No topo está escrito: VIAS AUGUSTAS – BRACARA AUGUSTA, AQUAE FLAVIAE, ASTURICA AUGUSTA – XVII
 
Confesso que o meu interesse pela história, alguma história, é recente e como tal confesso-me ignorante neste campo. Mas pela inscrição deduzi que estes pequenos e simpáticos cilindros  teriam qualquer coisa a ver com as vias romanas, Com Braga, Chaves e uma tal Astúrica. Quanto ao XVII, século não podia ser. Mistério que fiquei até ontem sem perceber e desvendar.
 
Ao longo do tempo tenho vindo a perguntar a várias pessoas, mais ou menos entendidas (mas ao que parece erradas), afinal o que era aquilo(?) e a resposta foi sempre, mais ou menos, a mesma:
 
- “ É qualquer coisa que aí puseram para comemorar não sei bem o que!”
 
 pois está claro que quem responde assim não é gago, mas fiquei sempre a saber o mesmo.
 
Ontem, farto da minha ignorância e decididamente, resolvi abordar uma das pessoas certas e fez-se luz sobre o que estava por descobrir em relação ao misterioso cilindro.
 
Além da devida explicação, foi-me facultada alguma documentação existente em desdobrável muito completo, arrumadinho e simpático e até links para páginas da NET onde há informação sobre o assunto.
 
Do desdobrável, sob o título “Vias Augustas” retiro alguma informação para se fazer luz:
 
“ Vias Augustas, Caminhando pela história – Propomos-lhe percorrer caminhos com dois mil anos: as vias XVII e VXIII do itinerário de Antonino que uniam Asturica Augusta (Astorga) a Bracara Augusta (Braga). (…) Estas são duas das mais importantes rotas romanas de comunicação da antiga Hispânia:
VIA XVII Iniciada na época do mperador Augusto, desde Astorga, em León, procura pelo Sul a província de Zamora para entrar em Portugal pelo Parque de Montesinho e, depois percorrer o Norte de Trás-os-Montes, chega a Braga, por entre os vinhedos do Minho”
.
.
 
O referido desdobrável além da história das vias augustas, traz também um mapa com o traçado das vias XVII e XVIII, e um pequeno resumo sobre todas as localidades portuguesas e espanholas por onde passam as duas vias augustas. Além disso, traz uma lista de sites das localidades por onde as vias augustas passam, desde Braga, Boticas, Montalegre, Chaves e Valpaços, para só falar das portuguesas e espante-se, pois em nenhuma destas páginas há uma única referência à Via Augusta XVII. Resolvi partir então para as páginas espanholas e aí sim, além da referência há link para a página das Vias Augustas, ás quais recomendo uma visita em (por exemplo) www.cacabelos.org ou mais directamente em viasaugustas.
.
É por estas e por outras que eu historicamente falando sou ignorante, pois se não for à procura das informações sobre as coisas e não acertar nas pessoas ou sítios certos, elas também não vêm ter comigo.
 
Pergunto só – Alguém conhece o desdobrável a que me refiro!?
 
E para finalizar deixo uma imagem de um pequeno troço da tal Via Augusta XVII que ainda pode ser vista no nosso concelho mesmo nas faldas do Miradouro de S.Lourenço, e que até ao dia de ontem eu só conhecia por calçada romana. Via Augusta da qual a nossa Top Model (Ponte Romana) também fazia parte e que foi sem dúvida alguma a obra de arte mais importante construída na Via Augusta XVII.
.
.
 
Penso que já compreenderam também o que fazem e significam os tais cilindros plantados pela cidade e ao longo de toda a Via Augusta, desde Braga até Astorga
 
São 2000 anos de história que muitos se orgulhariam de ter e que “nós” quase que ignoramos e desprezamos. Lá diz o ditado: Dá Deus nozes a quem não tem dentes.
 
Até amanhã, ainda em Chaves. 
´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:06
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Chaves - Top Model Flaviense

 

.

 

Segundo as minhas previsões ainda não estava para ser hoje, mas o SAPO fez o favor de por este blog mais uma vez em destaque e o CHAVES blog atingiu as 250.000 visitas.
 
Um número inimaginável de atingir quando comecei este blog e sinceramente nunca pensei que este blog além das visitas chegasse geograficamente tão longe e a tantos flavienses e amigos de Chaves, o que demonstra bem a raça flaviense e transmontana de partir, mas de também levar no coração a terrinha e sempre a esperança de um dia voltar.
 
Pois aquilo que começou (o blog Chaves) como quase uma brincadeira de publicar por aqui umas fotografiazitas e o desenhar de umas palavras de acompanhamento, veio a tornar-se em coisa séria ao saber que muitos flavienses aguardam diariamente que este blog lhe mate as saudades da terrinha. Tem servido também para reencontros de velhas e distantes amizades quase a perderem-se na memória e, como pessoal que é, tem servido também para alguns dos meus e nossos desabafos, sempre sobre a cidade de Chaves e as nossas aldeias, as suas maravilhas, mas também aquilo que dói.
 
E hoje não me quero alongar muito, mas também não quero terminar sem agradecer a todos quantos diariamente brindam este blog com a sua visita, principalmente (e que me desculpem os residentes) aos que sendo flavienses ou amigos de Chaves o fazem de terras distantes do nosso Portugal ou do estrangeiro, dos mais de 60 países dos 4 cantos do mundo que por aqui já passaram com a sua visita, que mais que uma visita ao blog, estou certo que é uma visita às origens e à terrinha, a Chaves e às suas aldeias. Como flavienses e transmontanos, sofremos também desse fado e triste sina de ter saudades. Pela minha parte vou continuar a fazer os possíveis por vos matar essas saudades e, como dizia há dias a um velho amigo flaviense ausente de visita à terra e que antes de partir já estava com saudades: “ Parte descansado que os que ficamos cá tomamos conta da terrinha” – como podemos, claro, mas sempre a pensar no regresso dos amigos, familiares e conterrâneos que nos são queridos.
 
Pela minha parte já sabem que sou flaviense, transmontano e teimoso suficiente para vir por aqui todos os dias com a cidade de Chaves e aos Sábados e Domingos com uma das nossas aldeias.
 
Obrigado a todos pelas 250.000 visitas, obrigado também ao SAPO pelos destaques e por nos disponibilizar este espaço onde diariamente, mesmo que virtualmente, podemos conviver. Um bem haja a todos.
 
Como nota final e para comemorar este dia, a imagem só podia ser da nossa Top Model Ponte Romana que já nos atura há 2000 anos e conhece bem as nossas gentes.
 
Obrigado e até amanhã, novamente em Chaves, claro!
´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
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