12 anos
Domingo, 30 de Setembro de 2007

Chaves Rural - Curral de Vacas - Stº António de Monforte

 

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Curral de Vacas, Chaves 3 de Setembro de 1991 – À semelhança de tantas outras que me ocorrem penosamente à lembrança, também esta terra, infelizmente, perdeu a identidade. Mudou de nome, alinhou as moradias, secou-lhe no largo o negrilho centenário que a tutelava, deixou apagar o forno do povo, pôs fim às representações do Auto da Paixão, que a notabilizavam e aqui me trouxeram pela primeira vez. Com todas as raízes cortadas, ninguém se orgulha mais do tapete de bosta que lhe almofadava os passos logo ao nascer. Cada morador, com quem falo e comento a degradação, parece ter perdido a memória das antigas feições. Até o patriarca, que foi durante a vida inteira titular da figura de Cristo no drama sagrado, e era pelo ano adiante a figura carismática da povoação, no que diz e me diz é um estranho a si próprio, um Zé-ninguém indigno da majestade que Dante lhe nimbava a rude fisionomia de cavador. Nem o consigo ver, como vi, a morrer santamente na consternação de todos pregado na cruz do calvário, nem, depois, a festejar alegremente com os amigos, lascas de presunto e copos de vinho tinto, a sua ressurreição.
 
Miguel Torga – Diário XVI
 
Bem poderia terminar o post com as palavras de Miguel Torga e ficava completo, pois em meia dúzia de palavras resume bem a realidade de Curral de Vacas que hoje se quer como Stº António de Monforte.
 
Também eu, e suponho que muito gente, a primeira vez que fui a Curral de Vacas foi para assistir a um Auto da Paixão, decorriam então os finais dos anos 60, e era acontecimento sério que levava à aldeia gente de todo o concelho e até dos concelhos vizinhos e é também o tal negrilho que eu guardava como imagem de marca da aldeia. Mas também estaria a ser injusto se terminasse o post com as palavras de Miguel Torga e não deixasse aqui algumas palavras sobre a aldeia de Curral de Vacas e a freguesia de Stº António de Monforte.
 
Curral de Vacas fica a 12 quilómetros de Chaves, pertence à freguesia de Santo António de Monforte que tem uma área de 10,31 km2, uma população de 508 habitantes e 512 eleitores, da qual faz parte também a povoação das Nogueirinhas. Faz fronteira com as freguesias de Stº Estêvão, Vila Verde da Raia, Lamadarcos, Mairos, Paradela e Águas Frias. É simultaneamente uma aldeia rural e aldeia dormitório da cidade de Chaves. Como rural produz essencialmente batata e centeio, dedica-se também à pecuária e à exploração leiteira e é também conhecida a qualidade e beleza dos granitos existentes e explorados em pequenas pedreiras familiares tendo como fim inevitável a construção, principalmente em paredes de moradias. O topónimo deverá estar ligado à abundante criação de gado bovino, que desde sempre se verificou nesta aldeia, embora haja outras teorias mais elaboradas. Curral de Vacas situa-se na encosta da serra da Cota. Pela sua localização, é um autêntico miradouro sobre o vale de Chaves e terras de barroso.
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No Largo do Cruzeiro, onde antes estava o tal negrilho, é onde se desenvolve toda a vida da aldeia e onde está situada a sede da Junta de Freguesia, o lavadouro público, a velha fonte, o forno comunitário e dois cafés que de Verão têm sempre as suas esplanadas, sendo o largo atravessado pela estrada municipal que liga a Paradela e Mairos. Há ainda a destacar um interessante cruzeiro (na foto de hoje) e a capela da Senhora do Rosário. Bem perto, localiza se a bonita Igreja paroquial com um torre sineira galaico transmontana de dois sinos. No seu interior conserva se uma ara votiva ao Deus Larouco, curiosamente a Serra do Larouco é bem visível a partir da aldeia
O padroeiro da aldeia é Santo António cujos festejos em sua honra decorrem anualmente a 13 de Junho.
Entre esta aldeia e Paradela de Monforte, existe no lugar conhecido por Castro, a Fonte Santa cujas águas brotam entre fragas e nunca secam, mesmo no pino do Verão, por isso o povo lhe atribui virtudes curativas. Este lugar é rodeado pela Lama do Cachão, ribeiro de Arcossó, pela Corga e Quintas. A Pitorca, também designada de Fraga da Moura, possui a sua lenda. Conta-se que sobre essa fraga, diariamente, se penteava uma linda moura com um pente de ouro.
E sobre Stº António de Monforte para uns e, Curral de Vacas para outros naturais, que ainda sentem orgulho no nome e até fazem questão de o vincar, vai estando tudo dito e é de lá que me despeço e de novo o blog regressa à cidade…

Até amanhã

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:43
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Sábado, 29 de Setembro de 2007

Noval, Chaves, Portugal

 

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Já há algum tempo que não ia por Noval. Aliás acho que nunca lá fui com olhos de ver (de ver para blog), mas na última visita, levei esses tais olhinhos e fiquei espantado com tanta beleza e contraste.
 
Espantado por ser uma aldeia que a apenas tão poucos quilómetros de Chaves e veste tanta ruralidade, no mais puro e rural que uma aldeia tipicamente rural e transmontana pode vestir. Nem parece que a cidade é ali ao lado, mas felizmente tudo no bom sentido.
 
É uma aldeia que ainda tem gente, trata dos férteis campos e culturas, tem crianças, água pura, cristalina e corrente a correr livremente nas bicas, enfim, uma aldeia que ainda é aldeia, embora a nossa interlocutora de serviço, enquanto esperava à entrada do “pobo”pela “beternária” para lhe “bêr” a égua que já não comia há quatro dias, se lamentasse que os filhos se lhe casavam e iam para a terra das mulheres. Mas aqui o “mal”, até nem está na aldeia, pois “já se sabe que as molheres puxam sempre pra terra delas” . Claro que sim, todos nós homens já há muito que sabemos disso!. Pormenores de parte, vamos lá até Noval.
 
Sem ir contra o que aqui já disse, Noval também tem o seu casario do núcleo tradicional bastante envelhecido e algum em ruínas, mas também tem algumas recuperações bem conseguidas e agradou-me ver a construção mais nobre da aldeia em plenas obras de restauro e recuperação. Construção que merecerá pela sua beleza um post futuro. Fica prometido.
 
A aldeia encontra-se situada na encosta da serra, virada a nascente, recebendo todo o bom sol da manhã que os seus terrenos muito férteis agradecem e que produzem batata, centeio, fruta e vinho, entre outras culturas. A aldeia, embora pequena, possui um interessante casario tradicional possuindo uma bela casa senhorial (a tal que está em obras)  da Quinta da Família Pereira e que foi pertença da família do Padre Adolfo Magalhães, que pela sua erudição (professor primário e de liceu, sócio correspondente do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, era amante da Arqueologia e Poeta. Foi professor no seminário e abade da Sé Catedral de Vila Real e pároco de Fornelos, Arcossó e Vidago) dá nome a uma Rua de Chaves em pleno Centro Histórico. Tem uma capelinha de devoção ao Divino Espírito Santo. Dos romanos há uma epígrafe na rocha sita no lugar do Cavalo do Mouro.
 
Noval pertence à freguesia de Soutelo e fica a 8 quilómetros da cidade de Chaves, o acesso é feito a partir da cidade por Casas dos Montes, Valdanta e Soutelo, sempre pela Estrada Municipal 535. Vizinhos com ligações importantes, os da Pastoria onde “as raparigas casam todas com os rapazes da terra” segundo a nossa interlocutora de serviço. Mas nem todas, digo eu.
 
Um abraço para o amigo e colega Guerra, músico dos “Pardais” e que nos brinda com o seu famoso vinho nas “festas da companhia”. Pena não estar na adega na altura da minha visita. Fica para a próxima.
 
Até amanhã, noutra aldeia da nossa Chaves Rural.
 
 
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Chaves, Largo do Arrabalde, escavações arqueológicas.

 

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Ora aqui está a prova provada de que em Chaves quando se abre um buraco no chão damos logo com pedaços da história longínqua, e quando mais fundo é o buraco, mais longínqua e interessante o achado.
 
Já há tempos tínhamos abordado aqui as escavações arqueológicas que decorriam no Largo do Arrabalde. As mesmas que resultaram de um projecto para um parque de estacionamento subterrâneo. Já então dizia, que possivelmente perdíamos um parque de estacionamento mas ganhávamos um espaço museológico. Então estava-se ainda no início das escavações quando se tinham acabado de encontrar um troço da muralha seiscentista.
 
Com o evoluir das escavações, além de por a descoberto um importante troço da tal muralha seiscentista, chegou-se finalmente àquilo que os arqueólogos (por anterior sondagem) já suspeitavam que iriam encontrar, ou seja, o pavimento e a base daquilo que teria sido um importante complexo termal romano, com várias salas de banhos a diferentes temperaturas e com pormenores construtivos, da arte de bem construir, os quais já estamos habituados a observar e verificar em todas as construções romanas, alguns mesmo de fazer inveja aos actuais construtores, com uma complexa, mas simples e funcional rede de captação, distribuição, aproveitamento e saneamento das águas termais.
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As escavações ainda estão a decorrer, ao ritmo que muita gente não entende, é certo, mas ao ritmo moroso e natural de qualquer escavação (talvez um pouco de informação ajudasse), pois não se trata de abertura de caboucos para construção ou de plantação de árvores ou simples couves, neste caso trata-se de pôr a descoberto 2000 anos de história, com gente que sabe (arqueólogos) da arte e do ofício e cujo estudo dos vestígios que vão aparecendo irão contribuir e muito para a história da cidade de Chaves Pena é que o espaço em escavação esteja limitado apenas a parte do Largo do Arrabalde.
 
Só a título de curiosidade, o pavimento do complexo termal romano agora encontrado, está a cerca de 5 metros abaixo da cota actual do Largo do Arrabalde e a água que se vê numa das fotos, é água termal, que embora fora da captação (origem ainda não detectada) atinge entre os 30 a 40ºC de temperatura.
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E só resta mesmo agradecer a quem teve a feliz ideia de um dia pensar para este espaço um parque de estacionamento, sem a qual esta descoberta (embora mais ou menos previsível) não teria sido possível, e já agora lembrar a quem a teve, que já é tempo também de ter outra ideia, para outro parque (claro), é que este, já era!
 
E por hoje vai sendo tudo, mas prometo vir novamente com este assunto ao blog, se possível mais documentado e com a solução encontrada para o futuro deste espaço, que se espera ser um espaço museu, atractivo para fazer mais um pouco da história de Aquae Flaviae, romana, medieval e actual.
 
Até amanhã, em Chaves, mas rural.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:37
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Chaves, Relíquias, recordações e memória

 

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Não é todos os dias que num centro que é histórico se encontram duas relíquias juntas que também já começam a fazer parte da história. Gostei de as ver juntas e arrancaram-me da memória tempos passados em que estas duas relíquias, de diferentes maneiras, deram longos momentos de prazer a quem as utilizava, mas que os cigarros Kart.
 
A histórica Famel Zündapp, a par da Casal, ambas de fabrico português, fizeram as delícias da estrada em duas rodas nos anos 60, 70 e 80, começando a partir de aí a sua agonia, resultante de várias conjunturas adversas, começando pela também histórica Zündapp que “dava” os motores à Famel e à Casal. A Famel acabou por não resistir e em 2002 dá-se a sua falência, aliás fenómeno que não é estranho a grande maioria das fábricas portuguesas. O mesmo já tinha acontecido com a Zündapp alemã, cujo início da sua história remonta ao ano de 1921, ano em que  lança no Outono a 1ª motocicleta Zündapp, o modelo Z 22 com suspensão dianteira Druid com amortecimento, três canais na admissão 2 tempos, monocilíndrica e pistão com nariz para evitar saída de gases de admissão pelo escape. Nessas condições ela fornecia 2,25 hp. Tinha transmissão traseira de correia de cunhas (pequenos pedaços de correia entrelaçados elo a elo) em um aro com canal em "V" na roda traseira. Freio tipo de bicicleta na roda dianteira travando contra o pneu (Felgenbrense), e freio traseiro contra o aro (Klotzbrense). Não tinha caixa de marchas nem pedal de partida . O tanque tinha 2 reservatórios, um para óleo com 1,5 litros com bomba de lubrificação manual e outro para 6 litros de gasolina. Tinha um consumo (módico) de 40km/l. Enfim, pormenores para quem gosta de motores e mecânica.
 
É de recordar ainda, que até meados dos anos 70 a “motorizada” era um meio de transporte popular e até familiar que não estava ao alcance de todos. De salientar também, que estes “brinquedos” (para quem gosta de velocidades), já em anos 70 e 80 chegavam a ultrapassar os 100km/h.
 
Ainda vão existindo por aí alguns exemplares destas autênticas relíquias às quais só as vespas, lhe fizeram alguma sombra quando estiveram na moda.
 
Modas, relíquias e passado que inevitavelmente provocam em nós sempre alguma saudade, como saudades há também do tempo em que por estes marcos de correio, passavam as cartas com selo “lambido” no tempo em que eram o principal meio de comunicação entre pessoas distantes e não só. Através delas se davam noticias, se participavam casamentos, nascimentos, baptizados e a inevitável morte dos entes queridos. Namorava-se por carta, trocavam-se ideias e poesia (ficaram famosas as cartas trocadas entre Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro – um exemplo) e esperava-se por elas todos os dias, no tempo em que os carteiros ainda eram como os de Pablo Neruda em que faziam parte das vidas da pessoas como mais um familiar ou um amigo.
 
Ao ver a imagem de hoje, deu-me para a saudade de anos passados, mesmo sendo uma imagem ainda real e possível, como possível foi tomar esta foto há dois dias atrás, em pleno Largo do Anjo, em Chaves, Portugal.
 
E por hoje já chega de saudades (coisas da PDI pela certa) que certamente vocês desculparão ou então, recordarão comigo.
 
Até amanhã, de novo na nossa cidade, de Chaves, claro!
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:16
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Chaves, Contra a violência doméstica

 

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Ontem chegou-me às mãos um panfleto com a nossa Top Model onde está inscrito « Chaves contra a violência doméstica».
 
Pensei para com os meus botões “olha que bom, sempre há alguém que defende e se preocupara com a nossa tão violentada Top Model, ou serão os mamarrachos que lá ao fundo lhe desfiguram e violentam tão bela imagem”. Havia que ler o panfleto, e afinal a violência doméstica é outra, bem mais séria, é mesmo violência doméstica, que infelizmente é prato de muitos dias de algumas casas.
 
Pela seriedade do assunto, este blog também quer colaborar com a divulgação deste projecto, reproduzindo aqui o panfleto e o nº de telefone (linha gratuita).
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E pela minha parte, cumprida que está a boa acção do dia, só me resta despedir com um até amanhã, na cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Rua da Misericórdia, Chaves, Portugal

 

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Dá gosto descer ou subir esta pequena rua, Rua da Misericórdia é o seu nome, e cada vez mais entra para o Top das minhas preferências das ruas do Centro Histórico.
 
Além de ser uma rua quase na totalidade recuperada e restaurada, gosto da sua luz e cor, mas sobretudo da sua intimidade e frescura. Para estar completa, embora habitada, falta alguma alegria, a alegria que só as crianças lhes sabem dar, mas mesmo assim, uma rua que faz parte do roteiro obrigatório para turista ver, apreciar e fotografar. Quanto à sua luz, a da manhã de preferência. Frescura, nas tardes de verão sabe sempre bem, à noite, os passos quebram o silêncio, mas,  o alaranjado da luz, dá-lhe o tom certo de romantismo e também serenidade.
 
Até amanhã, de novo nesta cidade linda pelo Tâmega beijada.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:32
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Chaves, Tâmega, Ponte, Castelo, Tabolado, Passeio...

 

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Agora que finalmente chegou o Verão, entra o Outono. Realmente não há quem entenda o tempo de hoje. Coisas do aquecimento global, dizem, e eu acredito, como acredito também que sou um dos responsáveis, mas sem culpa, pois como cidadão comum, sou obrigado a tal… e o melhor é ficar por aqui, pois para explicar isto estaria por aqui toda a noite ou todo o dia. Sei que eu não tenho culpa, mas que há muitos culpados, lá isso há, e não são cidadãos comuns.
 
Ontem, por exemplo, foi o dia sem carros ou da mobilidade. Simbólico e apenas isso, pois os carros lá circularam normalmente como todos os dias, ou até mais, pois alguns houve que em vez de desfrutarem sossegadamente do fim-de-semana em casa, agarraram no carrinho e deslocaram-se até à cidade para ver o evento de uma rua sem carros. Mas lá diz o ditado que “o que vale é a intenção”, embora nesta caso não valha de nada, mas enfim…eu também aderi, mas em vez de ir até à rua sem trânsito, resolvi ir até ao rio dar ao pedal de uma gaivota e até gostei, claro que sem o romantismo dos barcos de madeira a remos do Lombudo ou do Redes, em que o cavalheiro remava para a donzela desfrutar da paisagem e da musculatura do homem (aqui já não é cavalheiro), mas enfim, confesso que embora menos romântico,  até é mais confortável dar ao pé que ao braço e,  que é muito mais agradável passar por baixo da ponte (nova) que por cima dela.
 
Quanto à paisagem, também é diferente e agradável e até deu para tomar umas fotos, também diferentes das do costume.
 
Até amanhã, neste gozo de Verão tardio que chega no Outono, em Chaves, claro!  
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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Domingo, 23 de Setembro de 2007

Chaves rural - Redial - Portugal

 

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Na volta pelas nossas aldeias hoje passamos por Redial.
 
Redial fica a 10 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Vilela do Tâmega, localizada entre Chaves e Vidago o acesso é feito a partir da EN 2.
 
Aldeia agrícola e fértil com produção de bom vinho, batata, frutas, milho e centeio, mas, como a grande maioria das nossas aldeias, é uma aldeia também envelhecida com falta da gente jovem para tratar dos campos.
 
Quanto ao casario, também é o costume, ou seja,  o tradicional está degradado ou em ruínas e as habituais casas novas (poucas) na periferia da aldeia. Mas entre o degradado ou em ruínas. sobressai o solar dos herdeiros de Agostinho Pizarro, onde o belo, mete dó, mas mesmo assim pode-se apreciar o seu belo brasão e o relógio de sol, este é sem dúvida o exemplar mais bonito que conheço na região, mas também (como de costume) falta-lhe o ponteiro para sabermos as horas.
 
Pelo que apuramos, em tempos a aldeia terá integrado os Caminhos de Santiago.
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Nas fotos, o “outrora” solar, o brasão, o relógio de sol e a D.Laura que lá do alto dos seus não sei quantos anos (pois já não se lembra da idade) simpaticamente nos recebeu e é uma das resistentes da aldeia.
 
Até amanhã de volta à cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:17
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Sábado, 22 de Setembro de 2007

Chaves Rural - Roriz

 

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Claro que Roriz não é só isto e, até tem algum casario nobre de fazer inveja e também casario novo com todas as comodidades de hoje (parabólicas e micro-ondas incluídos), mas tem também muito deste casario tradicional de pedra, madeira e telha (quase só isto) e, é este o casario que me atrai nas aldeias. Farto de ver betão e antenas, estou eu a semana inteira.
 
Geralmente, os das aldeias, menosprezam e não dão qualquer tipo de valor e importância a este tipo de casario tradicional. São geralmente construções destinadas a cortes, palheiros,  arrumos, e adegas. Com interior de chão térreo ou,  no caso das cortes, com chão em palha e tojos para fazer ou curtir fertilizante (estrume) para as terras de cultivo. Claro que nos tempos de hoje com a mecanização das alfaias agrícolas a maioria deste casario está dotado ao abandono ou em ruínas, mas mesmo assim é ele que ainda vai fazendo a tipicidade das nossas aldeias rurais e que atrai o olhar interessado e diferente dos apreciadores daquilo que é genuíno nas nossas aldeias. Eu sou um deles.
 
Mas vamos até Roriz.
 
Roriz é aldeia e freguesia (única aldeia da freguesia) com 7,23 Km2, dista 23 quilómetros da cidade de Chaves e fica em plena montanha (terras da castanheira) e faz fronteira com as freguesias de Travancas, S.Vicente da Raia e Cimo de Vila da Castanheira. Segundo o censos de 2001, possui como população residente 211 individuos, 85 famílias e 159 alojamentos. Lendo os números, temos 2,5 pessoas por família e metade dos alojamentos não são habitados, ou seja também sofre do envelhecimento da população, mas mesmo assim, é uma aldeia que ainda está longe da desertificação e muito graças à riqueza das terras de cultivo, (desde os legumes, à batata, cereais, castanha, e outra fruta, entre outros e em abundância) e claro que também com alguma pecuária.
 
Quanto ao topónimo Roriz, dizem os entendidos que provirá de Rodericus, ou de uma Vila Roderici, existente em 968. Sabe-se que em 1258 já a designação da aldeia era Roriz.
 
A padroeira da freguesia é a Nossa Senhora da Conceição que, suponho por distracção, nada pode fazer nas lutas da restauração quando (segundo reza a história local) a aldeia foi arrasada pelos espanhóis, ficando de pé apenas duas casas. Em retaliação (ainda segundo a história) os homens de Roriz juntaram-se a outros homens de outras localidades vizinhas e foram combater duramente, os espanhóis, na Cota de Mairos, onde os venceram. A partir desse momento o alto onde ocorreram os acontecimentos passou a designar-se por Alto da Escocha (suponho que de escochar ou seja: limpar, espatifar, matar, limpar o sebo, neste caso ao espanhóis).
 
No lugar da aldeia denominado de Castelim, há vestígios da civilização castreja e diz o povo que aí viveram os mouros. A cerca de três quilómetros existe o denominado Castelo do Mau Vizinho (referenciado pelos monumentos nacionais), que também poderá ter sido um castro romanizado, situado já na freguesia da Castanheira, na margem do rio Mouce, afluente do rio Rabaçal.
 
E para quem não conhece mas quer conhecer e visitar a aldeia, recomendo este trajecto: Chaves, Lameirão, Faiões, Assureiras, Águas Frias, Bolideira (abandonar a E.N.103), seguir em direcção a Dadim, Cimo de Vila e no largo principal virar à esquerda, que logo a seguir é Roriz. De regresso, bota pela estrada nova em direcção a S.Cornélio, desce-se a Mairos, Curral de Vacas, Vila Verde da Raia e novamente Chaves (via Outeiro Seco ou Stº Estêvão – tanto faz). Um passeio interessante para o dia de hoje ou amanhã (para residentes) ou a ter em conta para quem pensa visitar-nos.
 
E por hoje é tudo, mas amanhã há mais uma aldeia do nosso concelho.
 
Até amanhã!
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:24
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Chaves, Largo do Arrabalde em fim de dia.

 

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Moyo!
 
É assim que se diz olá em Tshiluba, pelo menos foi assim que hoje o flickr me cumprimentou. Na Internet aprende-se cada coisa, que nem sei como é que antigamente se conseguia viver sem computadores e esta globalização da NET.
 
Mas deixemos para trás o mundo virtual (cada vez mais real)  e vamos até à realidade da nossa cidade e das nossas vidas flavienses (cada vez mais virtual).
 
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Fim de verão, fim de Setembro, fim de tarde em Chaves, algum calor ainda, também tardio e, a cidade está prestes a fechar.
 
Últimas arrumações, verifica-se por última vez o fecho das portas, passa um ou outro que se atrasou ou distraiu e até amanhã! ou quase…pois há sempre um ou outro resistente ou “vigilante” que não se contenta com este encerrar dos dias do centro histórico em Chaves…e em fugir apressado para casa, para o refúgio e, dizem que o mal não é só nosso, nas outras cidades (portuguesas) parece acontecer o mesmo, está-nos no sangue este arrumar dos dias, temos saudades e até gostamos de ouvir chorar as guitarras a acompanhar um fado, o nosso! Somos pobres, é tudo e, às vezes, poetas!
 
Há dias assim, uns mais reais que outros!
 
Até amanhã, noutra realidade, que o são, as nossas aldeias.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:36
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

As traseiras de Chaves

 

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A vida é um palco onde nós somos actores e cada um representa o seu papel, bem ou mal, mais ou menos conseguido e, conscientes de que o papel que representamos não é bem o nosso, por isso vamos lutando por um papel melhor e por cada vez mais nos aproximarmos de um papel principal, entretanto lá se vai representando dentro das normas e regras estipuladas para o nosso papel, seguindo sempre o ponto… é assim a vida!
 
Quando saímos do palco e finalmente estamos sós, vivemos o outro lado da vida e somos verdadeiros, com uma verdade nossa do estarmos à vontade e cómodos até ao próximo espectáculo.
 
Como cenário neste palco da vida, temos as cidades, aldeias e vilas, a sua física e a sua química,  as suas ruas, o sol, a chuva e o vento, a noite e os cheiros e, também nestas, a dualidade da representação e do estar só, existem. Por um lado mostram o seu melhor, a vaidade até, o enfeite, o agradável para encher o olho . Pelo outro, mostram a sua verdadeira realidade, a sua utilidade, o seu conforto à medida pouco se importando com aquilo que vestem. São as traseiras da realidade e as traseiras das cidades e das ruas, a simplicidade e a quase verdade verdadeira. É o lado das cidades e das ruas em que elas estão a sós.
 
Até amanhã, em Chaves cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:35
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Varandas de Chaves

 

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Aqui pela blogosfera flaviense somos amantes da nossa Top Model Ponte Romana. Pessoalmente,  a Top Model, o Tâmega e o conjunto do casario da Madalena (todos juntos) são o motivo mais interessante para fotografar da cidade. Mas isso é para mim e uns tantos como eu, apaixonados pela Top Model.
 
Mas, a par do castelo, a imagem mais fotografada da cidade é sem dúvida este pequeno conjunto de varandas e casario da Praça do Município e diga-se, que pela luz que este conjunto sempre tem e pelo seu colorido, é uma imagem que transmite aquilo que mais bonito e típico temos da cidade e do centro histórico. Não hesito em nada em considerar esta imagem como uma imagem de marca da nossa cidade.
 
Até amanhã, em Chaves cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:04
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Chaves, Rua Direita, Comércio Tradicional e Centenário

 

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Agora que estão na moda os grandes centros comerciais e, então em Chaves, crescem mais que as couves na veiga, trago-vos aqui o comércio tradicional, um em especial, único do género na cidade,  mais que centenário, na Rua Direita, em pleno centro histórico.
 
Couros, carneiras, solas e meias solas à medida ou a olho, taxas e taxinhas a granel, protectores, brochas, atacadores, graxas pretas, castanhas, azuis ou incolores, palmilhas, cintos e carteiras, algodão preto, fio do norte, tintas (de cor), colas de madeira ou de contacto, furos e furinhos…e,
 
até um banco de tertúlias por onde, ao longo dos tempos,  os do reviralho mandavam os políticos da situação pró caralho (1) em acesas discussões sobre a monarquia, o fim da monarquia, o início da  república, a implantação da república, a república, a 2ª república, discussões e reuniões vermelhas em tempos de Salazar que ao espreitar de um bufo ou pide era tempo de calar e contar taxas que até eram  a granel.
 
Sem dúvida alguma que este é o comércio mais tradicional de Chaves e da região, com cento e alguns tantos anos de existência, que começou como a Casa Cipriano, do Sr. Cipriano e que admitiu ao seu serviço como empregado o Sr. António Dias, nascido em 1910, quando este já tinha a adulta idade de 12 anos (1922) já em plena República, ao qual deixou o comércio e lhe deu continuação (até nas tertúlias do reviralho) e dedicou toda a sua vida e que após a morte deixa o comércio às filhas, que lhe deram continuação, até nas tertúlias do reviralho, agora democráticas, abertas e discutidas se preciso for à porta ou ao balcão enquanto se vende umas meias solas ou umas taxas a granel e até têm graxa de todas as cores e gostos.
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Também os clientes lhes são fieis, principalmente os que gostam de andar a pé, gastam solas e, gostam de trazer os sapatos ou botas engraxadas.
 
É um comércio simpático do qual sou cliente, por herança de família, desde que me lembro de existir, principalmente quando no meu tempo de liceu estavam na moda as botas de couro (cano alto) em que solas, colas e protectores faziam de cada um de nós um sapateiro. Aliás penso mesmo que todos os flavienses são ou já foram clientes desta casa.
 
Um agradecimento especial à D. Ermelinda Chaves Dias e ao seu irmão mais velho, por mais uma vez tão bem nos ter recebido na reportagem fotográfica.
 
Até amanhã, em Chaves ou por Chaves.
 

(1) – Caralho – Para quem não sabe, caralho é um termo popular usado em Chaves e em toda a região Norte para compor todo o tipo de frases. Há quem considereo termo de má educação e o transforme em carago.  No Dicionário consta como: pénis, indicativa de espanto, admiração, impaciência ou indignação.

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Chaves em festa

 

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Ainda há dias dizia aqui no blog que não valia a pena inventarem festas quando elas não têm tradição. Ontem mesmo dizia também aqui que as festas se mediam pela música e neste caso de procissões, pelo número de bandas a acompanhar.
 
Pois vamos lá à festa da Nossa Senhora das Graças, que a julgar pelas bandas de música (quatro) e gente,  é uma boa festa. O mesmo não acontece com a tradição, pois esta nova versão apenas tem 3 ou 4 anos (se não me engano). Parece contradição, mas no caso, não o é, mas há truque.
 
Claro que uma festa com apenas 3 ou 4 anos, não seria de ter tanta gente como tem e, o truque, está em chamar a participar na festa, com os seus padroeiros, todas as freguesias do concelho de Chaves.
 
O que o nosso povo quer é procissão na rua (fé), foguete no ar e arraial abrilhantado por umas boas bandas de música e, se é isso que o nosso povo quer, porque não dar-lho. A festa tem que ser popular e é com o povo que a festa se faz e que se cala qualquer crítica dos intelectuais de cidade (da esquerda ou direita, tanto faz).
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A par da Feira dos Santos (festa de Inverno), bem se poderia verdadeiramente pensar e fazer desta festa, as verdadeiras festas (de verão) da cidade e das freguesias que a cidade não tem e, abandonar de vez o 8 de Julho, que lá terá o seu valor histórico, mas não tem qualquer valor festivo.
 
Em tudo posso estar enganado, mas é a minha opinião e, até prova em contrário, continuarei a defende-la.
 
Entretanto vamos ficando com as imagens que faz descer o povo flaviense das montanhas até à cidade e, sempre bem acompanhados pelos seus padroeiros.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:54
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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Valdanta, Músicos e Amigos

 

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Nas nossas aldeias, festa sem música e foguetes, não é festa.
 
Claro que a grandeza da festa da aldeia é medida directamente pela música. Se a festa é grande, começa logo com a música dos altifalantes, colocados estrategicamente ao longo da rua principal uns dias antes do dia principal e, no dia de festa, tem duas bandas durante todo o dia e à noite ajunta-se um conjunto. E conforme a grandeza da festa vai decrescendo, também se vai prescindindo da música. Uma banda em vez de duas e às vezes opta-se pela banda ou conjunto, mas se há procissão, a banda é obrigatória.
 
Mas isto é nas festas religiosas das aldeias dedicadas à padroeira ou ao padroeiro.
 
Nas outras festas, como casamentos, baptizados, inaugurações e homenagens, a festa dá preferência à mesa, aos assados, cabritos e leitões, cordeiros e perus, batata assada e arroz do forno,  tudo bem regadinho com brancos e tintos da região ou não. Aqui, uma boa mesa é sempre uma boa festa e só depois dos estômagos bem acomodadinhos é que a música aparece, para a assossega de alguns e bailarico de muitos até cansar. Quem geralmente nunca cansa são os músicos, que, com público ou sem público, baile ou não, continuam a tocar tarde fora e noite dentro feitos autênticos músicos de Titanic.
 
Mania esta, a minha, de divagar nos intróitos para chegar à essência das coisas e, a de hoje, é de novo a aldeia de Valdanta e uma homenagem tardia aos músicos que abrilhantaram a festa do amigo Zé Pereira do Blog Valdanta em 7/7/07. Mas tudo isto trás também água no bico e, nessa festa, à qual se associaram alguns dos blogs de Chaves, conhecemos também algumas personagens já então conhecidas dos comentários da blogosfera flaviense, entre os quais o misterioso Tupamaro e uma valdantina, também organizadora de festas e que dava pelo nome de Lai Cruz.
 
E Já que hoje falamos de música, há poucos dias atrás, descobri nos links do Blog Valdanta um blog com nome de canção:  LAI, LAI, LÁI, LAI, LAI   de Lai Cruz (claro) que divide o seu tempo entre Braga e Chaves e promete revelar alguns tesouros escondidos, entre os quais alguns de Valdanta. Nem que fosse só por isso, o blog desta valdantina fica a partir de hoje também com link nos Blogs que espreito. Agora só falta mesmo o Blog do Tupamaro. Um desafio, pois pela certa histórias e amor pela Granjinha e terras de Valdanta não lhe faltarão.
 
Um abraço para todo o pessoal de Valdanta (freguesia) em especial para os da blogosfera  (blogueiros, comentadores e visitantes).
 
Entretanto, amanhã cá estarei de novo com notícias de Chaves e mais uma foto.
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