Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Chaves - Feira dos Santos

 

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Chaves está em festa.
 
Não sei desde quando esta feira se realiza. Centenária, é-o com certeza e, desde sempre, que a feira é apreciada e contestada. Apreciada pelos milhares de pessoas que anualmente brindam a feira com as suas visitas. Gentes do concelho, dos concelhos vizinhos, de concelhos mais distantes e da vizinha Galiza. Todos os anos é assim e também todos os anos se repetem os mesmos lamentos. Por um lado os feirantes que se queixam que cada vez vendem menos, por outro, os comerciantes que nunca estão satisfeitos com a localização da feira e por último, os residentes que se vão queixando sempre de alguma coisa. Diria mesmo que esta feira é uma feira de queixinhas, mas um facto, é que todos os anos se realiza igual ao que sempre foi. É uma feira que já se faz por tradição e até nem precisava de qualquer organização ou publicidade.
 
Eu também sou queixinhas. Não quanto à feira em si, pois embora todos os lamentos, ela continua boa e até se recomenda. Mas sou queixinhas por não se fazer dela a verdadeira festa de Inverno da cidade de Chaves. Comercialmente falando, temos todos os anos a festa da feira, da verdadeira feira tradicional. Festivamente falando, pouco ou nada se tem. Meia dúzia de foguetes, gaiteiros, concertinas e ranchos folclóricos, iluminação na rua principal, que ora acende ora se apaga e, musica pimba. Para festa pimba e parola até estamos bem servidos, mas para um tempo em que se apregoa a modernidade a torto e direito, ainda falta muito que fazer por esta festa, que poderia ser uma grande festa, atractiva, moderna e de promoção de Chaves e do melhor que temos na região. Claro que falo de cultura, história, turismo, termas, gastronomia e por aí fora, de actividades paralelas à feira, de outras feiras dentro da feira que poderíamos oferecer para mais tarde receber. E já que se fala de modernidade, tomemos como exemplo simples este fenómeno da Internet, onde se partilha tudo que se tem para podermos ter tudo que queremos. Não há que inventar nada.
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Para ser mais duro (continuo com as queixinhas, mas agora sérias), vamos descer até ao âmago e filosofia da feira. Seria de supor que na feira (nesta de Inverno) teríamos toda a gama de produtos que a região precisa para o Inverno e como troca, toda a gama de produtos que a região tem para oferecer a quem nos visita. Vamos então supor que com esta facilidade de deslocação até Chaves que a A24 nos trouxe, alguém no Porto (por exemplo) sabe (por tradição) que é Feira dos Santos em Chaves e começa a pensar para com os seus botões: - “Uhhhh! Chaves…é aqui ao lado… presunto de Chaves… (água na boca), um presuntinho até vinha a calhar…” e bota até Chaves, até à feira, à procura de um presunto de Chaves… e mais não digo. Como gastronomia da região, temos hoje às 12h00 o Festival Gastronómico do Polvo (à galega).
 
E já que abordei o programa da feira, aqui fica o programa completo para hoje e amanhã (as notas a azul são minhas):
 
Dia 31 - quarta-feira
Feira do Gado
 
08H30 – Feira do Gado (Forte S.Neutel – Recentemente requalificado)
10H00 – 5º Concurso Nacional Pecuário (Forte de S.Neutel – Recentemente requalificado)
 
10H30 – Concertinas da Venda a Nova (artérias da cidade). - 1º momento cultural do Dia
12H00 – Festival Gastronómico do Polvo à Galega (Estádio Municipal de Chaves) – sem futebol e sem ASAE.
15H00 – Concertinas das Venda Nova (artéria da cidade) – outra vez, repetição do reportório da manhã – 2º momento cultural do dia.
16H00 – Ranchos Folclóricos (Largo General Silveira) – Antigo Jardim das Freiras.
21H30 – Festa da Música Portuguesa – Luís Manuel e Elas, Fernando Correia Marques, Quinzinho de Portugal, Sol Brilhante, António Albernáz, Daniel, Renovação 3. Graciano Saga, Fátima Caldeira, Xana, Martinha, Belito Campos, entre outros… (será que também vem o Zé Cabra!?)…
 
Dia 1 de Novembro
Dias de Todos os Santos
 
10H30 – Arruada de Gaiteiros – (Artérias da cidade) - 1º momento cultural do Dia
15H00 - Arruada de Gaiteiros – (Artérias da cidade) - outra vez, repetição do reportório da manhã – 2º momento cultural do dia.
16H00 – Ranchos Folclóricos – (Largo General Silveira) - – Antigo Jardim das Freiras, repetição do reportório do dia anterior.
21H30 – Conjunto António Mafra (Largo General Silveira) - Antigo Jardim das Freiras, - Fogo de Artifício.
 
Já agora o seu a seu dono. A organização da feira é da responsabilidade da ACISAT, do Município de Chaves e da Associação Chaves Viva, pelo menos é assim que consta no boletim oficial da feira.
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À margem da feira, fora do programa, temos uma exposição fotobiográfica de Nadir Afonso (a não perder) e, sempre se poderá dar uma volta pelo centro histórico, comer uns pasteis de Chaves e um passeio à beira-rio do qual deixo uma foto de ontem.
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Até amanhã, dias de todos os santos, em Chaves cidade.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:22
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Chaves - Feira da Lã/Feira dos Santos - Portugal

 

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Na semana passada este blog iniciou uma nova modalidade – a de trazer aqui uma vez por semana um olhar diferente de alguém, não flaviense, sobre a cidade. Esse dia, fica instituído, passará a ser todas as terças-feiras. Mas a Terça-Feira de hoje em Chaves é especial, pois é dia de Feira da Lã, a feira por excelência para os flavienses residentes comprarem fora da confusão do dia 31 (feira do gado) e dia 1 (feira dos espanhóis). Pois como o dia é especial, entrei pelo flickr adentro (para quem não sabe o flickr é um servidor onde são alojadas fotografias de todo o mundo e onde muitos de nós “blogueiros” alojamos as nossas fotos), como ia dizendo, entrei pelo flickr adentro à procura de uma foto de um não flaviense sobre a Feira dos Santos e, lá estava ela, mais que uma até, à minha espera.
 
Pois hoje o olhar diferente sobre a cidade é, sobre a Feira dos Santos e de autoria de Alice Peeters. Não me perguntem mais sobre a autora, porque não sei nada além do seu nome, nem sequer sei qual a sua nacionalidade. Sei que passou por Chaves, num ano não muito longínquo e registou através da sua objectiva a feira do gado da Feira dos Santos. Mas sei, isso sim, onde ela aloja as suas fotos, e para curiosos e amantes de fotografia, deixo aqui o link para os seus registos.
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Mas claro como hoje é dia de feira da lã, além dos registos de Alice Peeters, ficam também dois registos meus, um, da feira da lã, é do arquivo da edição passada. O outro, o da iluminação, é de há dois dias atrás, numa daquelas horas em que a cidade já está fechada ou quase fechada. Claro que em tempo de Feira dos Santos as ruas da cidade ganham mais alguma animação.
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Quanto ao tempo e às recomendações para quem de fora queira passar pela feira, parece que vamos ter feira seca, com temperaturas diárias assim-assim, com sol ou talvez não e, noites bem frescas mas ainda suportáveis, 5 a 7ºC. Nada de anormal para flaviense residente.
 
Até amanhã, dia da feira do gado e de passagem obrigatória pelo polvo à Galega. Claro que a reportagem virá aqui com um dia de atraso. Assim no dia 1 Novembro teremos as imagens de 31 e dia dois de Novembro logo se verá, dos Santos de dia 1, não é de certeza, pois nesse dia já vai sendo tradição os flavienses residentes ficarem no aconchego da família e da casinha.
 
Até amanhã então, eu pelo polvo, aqui, pela Feira da Lã.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Chaves - uma no cravo outra na ferradura

 

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Em 17 de Julho deste ano deixava aqui no blog uma fotografia e um lamento por causa de um poste de alta tensão que tinha ficado no meio do jardim do Tabolado, recentemente recuperado. Às vezes trago aqui alguns lamentos, mas também há que elogiar e louvar aquilo que é bem feito e de bom se vai fazendo pela cidade. Trouxe aqui a aberração do poste no meio do jardim e hoje trago-vos o jardim sem o dito poste. Digam lá se o jardim não ficou a ganhar!? O Jardim e todos nós e também quem nos visita. O meu bem-haja para quem finalmente tomou a decisão de o mandar retirar. Agora só falta pavimentar o espaço que a base do poste ocupava, pois por tão pouco, não vale a pena ficar este “rabo-de-fora”.
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Mas tal como o título de hoje indica, é uma no cravo e outra na ferradura. Assim vamos permanecer no Tabolado, que é cheio de contrastes. Um belo e agradável espaço, sem dúvida, mas também a precisar de policiamento (principalmente nocturno) e pequenas correcções em pormenores que destoam, começando pelos placares publicitários que além de inestéticos, já nada anunciam, como é o caso do placar do POLIS (fora de prazo há muito tempo) e o do óleo fula. Bom, seria retirá-los, mas já que reciclar está na moda, e para não se perder dinheiro investido, sempre poderiam ser aproveitados para passar informação útil ou mesmo publicidade turística de promoção da cidade e do concelho.
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Todos os dias somos bombardeados com imagens publicitárias em todos e por todos os meios de comunicação. As grandes empresas conhecem bem o valor da imagem e como ela vende ou promove. Chaves é uma cidade com potencial turístico que tem muito para oferecer. Tem as termas, um centro histórico, monumentos centenários e milenários, gastronomia de fazer inveja, montanhas e natureza, aldeias interessantes… e por aí fora. Temos de tudo, mas falta-nos a tal imagem publicitária que vende e promove e essa imagem começa logo pela cidade em si. Há que ter sempre a casa asseada, arrumada e limpa, é assim que mandam as regras da sedução, porque hospitaleiros, já há muito que o somos.  Mas isto é um tema a ser aprofundado e que merece um futuro post, porque hoje de postes, só mesmo o de alta tensão que já não existe.
 
Até amanhã, já em plena Feira dos Santos, dia da feira da lã.
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:23
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Domingo, 28 de Outubro de 2007

Lagarelhos - Chaves - Portugal

 

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E porque hoje é Domingo, vamos até mais uma aldeia – Lagarelhos.
 
Na nova versão, com mais fotografias (as possíveis) e também uma pequena abordagem da aldeia em palavras, também as possíveis.
 
Lagarelhos dista 10 quilómetros de Chaves, situa-se em plena Serra do Brunheiro, implantada ao longo da E.N.314, pertence à freguesia de S.Pedro de Agostém.
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É mais uma das aldeias de montanha e como tal segue as características das actuais aldeias de montanha, ou seja, pouca população e envelhecida, tal como o casario, embora recentemente se tivesse procedido à reconstrução de meia dúzia de construções (mesmo e apenas isso).
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Embora aldeia de montanha, é também aldeia com estrada e disposta ao longo da estrada, por isso, está habituada a ver passar e a ser vista de passagem e quase apenas isso, porque os olhares até se perdem mais facilmente para o lado oposto da aldeia, para o encontro e profundidade das montanhas que vão descendo até Loivos. Em tempos ainda conseguiu ser ponto de paragem quando na aldeia existia um café junto à estrada. Nas minhas viagens por aquelas bandas, fazia lá sempre uma paragem para um cafezinho, mas isso já foi há mais de 15 anos, agora, só mesmo o trânsito da passagem na EN 314, e não é pouco, pois esta estrada serve quase todas as aldeias do Brunheiro, além de ser uma das ligações ao concelho de Valpaços e a Carrazedo de Montenegro.
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É pena que Lagarelhos seja vista de passagem, pois embora seja uma pequena aldeia, oferece-nos um pouco do casario tradicional e soluções construtivas interessantes, como janelas de pedra ou simplesmente abertas para o mundo transmontano. Uma pequena capela, bonitinha, compõe o pequeno núcleo. Se passar por lá. Não esqueça e faça uma pequena entrada no núcleo da aldeia. Se não encontrar ninguém com quem conversar, bastam 5 minutos de visita para ser tudo visto, mas vale a pena.
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Quanto às poucas gentes que habitam a aldeia, vão-se dedicando à agricultura. Batata, coisas da horta, alguns castanheiros, alguma vinha e as tradicionais macieiras e uma ou outra árvore de fruto perto de casa. Além desta gente, alguns emigrantes (poucos, aliás tudo nesta aldeia, porque é pequena, é pouco) e dois professores, que embora não sejam flavienses, vieram de malas aviadas para Chaves e resolveram comprar uma casa em ruínas para recuperar e aí fazerem o seu lar. Aliás não é caso único nas nossas aldeias e penso que com o tempo cada vez vai ser mais frequente, ou seja, os filhos da terra abandonam as aldeias para construírem e fazerem a sua vida nas cidades. Os das cidades, procuram recantos sossegados comos estes para aí terem uma vida calma e pacata, nem que seja só ao fim de semana. Não deixa de ser uma solução interessante para as nossas aldeias, embora (claro)  percam a genuinidade e tradição das famílias locais e dos apelidos ligados às aldeias, como os Cabeleiras de Castelões, os Chaves de Águas Frias e Casas ou os Brancos de Vila Verde da Raia, só para dar alguns exemplos.
Quanto a Lagarelhos, ao que dizem os entendidos, tira o seu nome dos pequenos lagares, cavados em blocos de granito referindo os arqueólogos que são monumentos pré históricos, característicos de campos sagrados. Até poderá ser que sim, mas hoje em dia, os lagares que por lá existem (poucos) são para vinho (ou eram).
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Até amanhã, de regresso à cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:15
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Sábado, 27 de Outubro de 2007

Chaves Rural - Torre de Moreiras - Portugal

 

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Hoje vamos até Torre de Moreiras.
 
Das primeiras vezes que fui por estas bandas pensava que Torre de Moreiras ainda era Moreiras, ou seja, um bairro da aldeia de Moreiras. Mas não, Moreiras é uma aldeia e Torre de Moreiras é outra aldeia, embora próximas, tão próximas que quase se tocam e abraçam, pois convivem a uma escassa dezena de metros uma da outra. Mas o seu a seu dono e tal como nós temos direito à nossa identidade própria e diferente de todas as outras, também as aldeias têm direito às suas diferenças e suas identidades.
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Torre de Moreiras fica a 19 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Moreiras. A freguesia com a área de 11,61 km2 e uma população de 309 habitantes, é constituída ainda pelas povoações de Almorfe e France, além de Moreiras. Daqui se poderá depreender facilmente que a freguesia e Torre de Moreiras, possui uma população envelhecida, com apenas 7 crianças (toda a freguesia) em idade escolar no 1º ciclo e muito longe de ter a população de há 30 a 40 anos atrás, em que “as ruas andavam sempre cheias de gentes, era uma alegria e, então aos Domingos, havia sempre festa”  tal como me disse uma senhora já de idade e que vive sozinha com o irmão, quase da mesma idade.
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É assim a realidade das aldeias de montanha, pouca gente, envelhecida e que se amparam uns aos outros, embora a realidade da Torre de Moreiras e da freguesia, comparada com outras aldeias de montanha, até nem é assim tão má, pois ainda vai havendo alguma juventude. (parece haver contradição, mas não a há se tivermos em conta Torre de Moreiras e Moreiras de hoje e as de há 40 anos atrás). Segundo informações do Presidente da Junta, Torre de Moreiras, deverá ter à volta de 30 residentes. Claro que no verão, Agosto, a realidade é outra.
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Como terra de montanha (serra do Brunheiro), à altitude que, em média ronda os 800 metros, é terra de rigorosos Invernos que recebem sempre as primeiras neves, gelos e também muita névoa, principalmente quando há chuva no vale. Produz essencialmente centeio, batata (da boa ou melhor, daquela que costuma sorrir para nós, como é costume dizer-se) e castanha (também da boa).
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Segundo reza a história em Torre de Moreiras ergueu-se outrora o Castelo de Gouveia ou Torre de Gouveia, monumento muito referido em documentos históricos relativos ao julgado de Montenegro e que, conjuntamente com os Municípios de Lampaça e Bragança, constituíam as três circunscrições administrativas e militares em que se encontrava dividido todo o noroeste da província transmontana. Foi essa torre ou casa forte que deu o nome a esta pequena aldeia. Na envolvente da aldeia é possível encontrar memórias da civilização castreja, descendo até às Crastas, também designadas por Outeiro ou Fraga dos Mouros. Na aldeia ergue-se ainda uma bonita capela (que já foi igreja, dizem-me os residentes) a Capela da Senhora do Rosário onde é de destacar a beleza do tecto revestido de caixotões, as duas arquitraves do retábulo renascentista, as colunas fasciculadas, e a interessante configuração do sacrário. As paredes mostram dois rudimentares frescos.
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A festa anual à padroeira ocorre dia 7 de Outubro de cada ano.
E a partir de hoje, em vez de uma fotografia a ilustrar o post da aldeia, iremos ter várias fotos de modo a ficarmos a conhecer melhor (pelo menos em imagem) as nossas aldeias.
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E não poderia terminar sem mencionar que toda a freguesia é terra de gente hospitaleira, faladora e amiga, que depois de lhe granjearmos a amizade, passam e passamos a ser como da família.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Nevoeiros e Portões da Madalena - Chaves - Portugal

 

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Hoje vai ser dia de portões, mas antes, tinha que vos anunciar a chegada do frio e o nascer dos dias cinzentos de nevoeiro, do mesmo que faz parte do nosso ser flaviense.
 
Para os ausentes, fica aqui também a “lembrança” dos Santos, pois além das diversões, e das farturas, também já há castanha assada e a montagem das barracas começou ontem Rua de Stº António abaixo. Lembrar também os distraídos, que a partir de segunda-feira as ruas destinadas às barracas vão estar fechadas ao trânsito. Para os residentes vai ser o transtorno do costume, mas (pela minha parte) é um transtorno que até sabe bem.
 
Soube também hoje pelos jornais da terra que, a partir do próximo ano, as diversões dos Santos vão ter paradeiro certo (vamos acreditar que sim) e que quanto ao resto da feira (a das barracas) vai ser a população a decidir. Só falta saber mesmo quem vai ser a população! Se for toda, a ideia é de aplaudir. Também vamos esperar para ver.
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Mas hoje, e na continuação dos últimos post’s, vamos até aos poucos portões sobreviventes, os tais que estão em vias de extinção. Hoje deixo-vos com os portões que encontrei na Madalena, apenas quatro e, um deles, com as iniciais do proprietário do prédio, uma característica que era comum a alguns portões e, embora não seja muito perceptível, nota-se esta característica nos portões da foto da direita, no prédio centenário que foi mandado construir pela família Guimarães, e que ainda hoje é pertença da mesma família e,  onde viveu também o saudoso Dr. Fillol Guimarães, professor e político a quem a cidade (na minha opinião) também deve uma justa homenagem.
 
Até amanhã, de partida para as nossas aldeias e, com a garantia de que na volta, estarei aqui com a Feira dos Santos, com barracas pela cidade fora.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:03
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Praça da República, Chaves, Portugal

 

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Hoje apeteceu-me brincar um bocadinho com a Praça da República e com o pelourinho.
 
 Uma brincadeira inocente que não vai para além da fotografia, pois a realidade continua lá. Mas nem todas as brincadeiras à volta desta praça foram inocentes, pois conheço quatro ou cinco versões desta praça. Com casas na praça, sem pelourinho, com pelourinho e jardins, com pelourinho e jardim com bancos, sem bancos, com pelourinho e canteiros de jardim, e finalmente só com pelourinho. Nesta última versão (desde 1970) conheço-a com carros e sem carros. Actualmente sem carros, mas só teoricamente, pois rara é a hora do dia em que não há carros na praça e às vezes, até está a praça cheia deles. A verdade é que também não há muitos sítios disponíveis para os estacionar, mas isso, já são outras conversas.
 
A conversa de hoje é mesmo sobre a Praça da República, que sem dúvida alguma é uma das praças mais belas da cidade de Chaves. E já que falo em belas, claro que não as há sem um senão, e os senãos da praça actual são apenas dois: - um estaleiro que está lá implantado (pouco grave porque até é temporário, embora pudesse ter uma localização menos visível); e o outro é o casario da casa da palmeira (ou da D.Aparício), que ano após ano se vem degradando cada vez mais e está já em estado de meter dó. Faltam os tais incentivos para a recuperação do nosso património, ou então, alguém com dinheiro que compre e recupere aquele quarteirão que sem dúvida alguma é também um conjunto dos mais belos que temos na cidade. Vamos ver até quando, pois não tarda e começa a cair aos poucos.
 
Até amanhã, por aí na nossa cidade de Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:10
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Cancelas Urbanas - Chaves - Portugal

                        

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Tal como prometi há dois dias atrás, vamos até aos poucos portões que ainda existem na cidade, nem que seja para memória futura e para se poder testemunhar que em Outubro de 2007, ainda existiam portões como estes em Chaves.
 
Os dois exemplares de hoje são da mesma rua, ou seja da Rua Dr. Júlio Martins, por sinal os únicos na rua.
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E antes de terminar só mais um apontamento, porque nunca é demais insistir, e falar nos tais cabos eléctricos e telefónicos que insistem em andar dependurados nas fachadas dos prédios. Lembro que em Óbidos já há coisa de 30 anos atrás não se via um único cabo dependurado nas fachadas nem antenas nos telhados. É por essas e por outras, que uns são património da humanidade e outros não
E para não vos maçar com portões todos os dias (que não serão muitos), amanhã cá estarei de novo com mais uma imagem de Chaves.
 
Até amanhã!
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:39
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

O Olhar de Look to See/Rik Janssen sobre Chaves

Foto de Look to See/Rik Janssen

 

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Com a foto de hoje inauguro uma nova modalidade no blog: “O olhar de … sobre Chaves”
 
Se possível, uma vez por semana, trarei aqui uma foto e um olhar diferente sobre a cidade, de alguém não flaviense, que passou por Chaves e a registou para a posteridade no seu álbum de recordações. Fotografias partilhadas pelo seu autor com o mundo e os amantes de fotografia.
 
Pela certa que irão passar por aqui fotos interessantes e, com um olhar diferente daquele que estamos habituados a ver.
 
O convidado de hoje está alojado no Flickr.com, e é conhecido como Look to See. Desconheço a sua origem e nacionalidade, apenas conheço o seu Nick no Flickr e o seu nome: Rik Janssen. No entanto (para amantes de fotografia) aqui fica o link para a sua galeria fotográfica no Flicker:  Look to See
 
Espero que apreciem a nova modalidade.
 
Amanhã cá estarei de novo em Chaves, com outro olhar.
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sinto-me:
publicado por Fer.Ribeiro às 01:00
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Chaves, nº 71 da Rua Direita - Portugal

 

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Ao jeito do companheiro de viagem do blog cancelas, durante as próximas semanas, também vou trazer aqui (alternadamente) as nossas cancelas urbanas de Chaves e que dão pelo nome de portões.
 
Pois tal como algumas espécies animais da região estão em vias de extinção, também estes exemplares de portões parecem sofrer dos males do progresso e da modernidade, pois, penso não me enganar, exemplares destes contam-se pelos dedos das mãos.
 
Claro que estes pequenos portões já não têm a utilidade para a qual foram criados, mas, para além de marcarem uma época de portas abertas e portões fechados,  continuam a embelezar as entradas das casas do centro histórico, onde existem, claro!. São autênticos exemplares de arte, da arte de trabalhar o ferro, da arte do ferreiro e da serralharia que se tem vindo a perder com a introdução de novos materiais na construção.
 
Lembro-me de há poucos anos atrás se ter levantado uma pequena polémica quanto a autorização para retirar os gradeamentos do antigo Banco Nacional Ultramarino, que acabaram por ser retirados, por não ser considerado o interesse da sua preservação (assim o ditou o IPAR). Já várias vezes falei aqui da actuação do IPAR e da Câmara Municipal sobre o assunto da preservação e, quanto às vezes se complica o que não é complicado e se “descomplica” aquilo que se deveria complicar. Penso mesmo que o ferro e as obras de arte em ferro que existem na cidade, não têm qualquer valor nas considerações das entidades. Ferro é ferro e “prontos” até enferruja! E é a enferrujar que se vão perdendo alguns pormenores de verdadeira arte. Veja-se o pormenor da cobertura e da escadaria de entrada da antiga pensão comércio, que pouco falta para cair por sí de tanto estar comida pela ferrugem.
 
Mas nestas coisas do ferro às vezes há contradições. Todos sabemos que a Ponte Romana vai entrar em obras de restauro, revitalização ou uma coisa do género. Vai ser levantado o pavimento actual, para substituir por lajes em pedra e pouco mais. Todos sabemos que o gradeamento da ponte (note-se que nada tenho contra ele) tem apenas, pouco mais que 100 anos. Há dias levantei em conversa (com alguém envolvido no assunto) a hipótese de se retomarem as antigas guardas em pedra (anteriores ao gradeamento em ferro) e foi-me respondido que, não havia qualquer interesse. São coisas destas que me deixam confuso quanto aos interesses que os entendidos vêem  nas coisas. Tomemos como exemplo dois troços de muralha,  a do baluarte do cavaleiro em que houve todo o interesse em retirar as pequenas construções a ela adossadas (tal como nos anos 60 houve interesse em retirar as construções adossadas ao Forte de S. Francisco) e nos anos 80 se permitiram as maiores barbaridades ao construírem-se mamarrachos em cima das muralhas do antigo mercado. Penso que o IPAR já então existia (ou outra entidade que o substituía), a única coisa que tem mudado são as políticas, ou seja, posso partir do princípio e concluir que as entidades responsáveis pela preservação do nosso património andam ao sabor do vento das políticas e dos políticos e a ser assim, então não fazem falta nenhuma. É o sistema! Dirão alguns. Como eu não percebo nada do assunto, o melhor mesmo é ficar por aqui e entretanto, vou trazendo por aqui algumas coisas que podem não ter interesse para ninguém, mas sobre o qual caiu o meu olhar, romântico, dirão alguns. Pois que seja! Talvez seja por falta de algum romantismo que as coisas vão como vão.
 
Até amanhã, em Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:25
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Domingo, 21 de Outubro de 2007

Chaves Rural, Almorfe - Portugal

 

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Comecei a conhecer o nosso concelho rural há coisa de 25 anos para cá. Ainda me lembro da aventura que era ir até Segirei, de como me perdia cada vez que queria ir à Dorna, do espantado que fiquei quando conheci a Granjinha, das más recordações que tenho da primeira vez que fui a Nogueira da Montanha, da curiosidade de conhecer Fernandinho e por aí fora. Umas vezes em passeio outras por motivos profissionais fui percorrendo o nosso concelho, mas havia uma aldeia, que cada vez que via a placa indicativa na estrada, eu dizia para mim próprio: - nunca fui a esta aldeia! E esse nunca foi-se prolongando no tempo até há umas semanas atrás em que decidi propositadamente deixar a estrada para lhe dar uma vista de olhos. Essa aldeia dá pelo nome de Almorfe e, digo-vos que valeu a pena conhece-la, principalmente pela beleza e intimidade da sua entrada e também pelo pequeno núcleo (muito pequeno) de construções tradicionais.
 
Pois então hoje vamos até Almorfe, uma pequena aldeia de montanha (Brunheiro), que fica a 15 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Moreiras. Pessoas, à volta de 30 (contas rápidas de um dos seus habitantes) no verão, há mais uns quantos. Tem como padroeira a Santa luzia e os festejos são a 13 de Dezembro.
 
Segundo os entendidos, o topónimo Almorfe é de origem árabe, inicialmente "Almofre" nome de uma peça da armadura dos cavaleiros.
 
Segundo consegui apurar, os poucos habitantes da aldeia, uns trabalham em Chaves e outros dedicam-se à agricultura. Terra de castanha, com muitos castanheiros centenários que vão alternado com manchas de carvalhos, muito apreciados na região pela boa lenha que dá para as lareiras.
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Como aldeia de montanha, com uma altitude próxima dos 900 m, é uma aldeia com Invernos rigorosos, frios e húmidos, que recebem sempre as primeiras neves e grande parte dos seus dias a névoa, ou em dias limpos, o gelo. Por sua vez os verões são quentes e secos, mas em Almorfe, com muita sombra e o arzinho de montanha que sempre se agradece.
 
E aqui temos mais um bonito itinerário para uma tarde de domingo, a freguesia de Moreiras. Com partida de Chaves, Raio X, estrada de Valpaços (100m) logo a seguir a EN 314, em direcção a Carrazedo de Montenegro. Chegados ao Peto de Lagarelhos, há que optar pela estrada principal (a da esquerda) e logo a seguir temos Lagarelhos. No alto de Lagarelhos pode-se fazer uma pequena paragem para apreciar todo um conjunto e encontro de montanhas a descer para o pequeno vale de Loivos. Continua-se a viagem e logo a seguir às bombas de gasolina, à direita temos então Almorfe. Antes há que apreciar um cafezinho na loja de conveniência das bombas. Em Almorfe a visita pode ser rápida ou mais ou menos demorada. As pessoas das aldeias gostam sempre de saber ao que vamos e, se tivermos a sorte de apanhar quem conheça a arte de conversar, podemos tirar dessa conversa muitos conhecimentos das suas gentes e da própria povoação. Visitada Almorfe, há que regressar de novo à EN 314, mas só por uns segundos, pois logo a seguir temos France (post reservado para as próximas semanas). Visitado France, há que seguir mais uns segundos pela EN 314 e logo a seguir virar à direita e aí podemos concluir a nossa visita, com Moreiras e Torre de Moreiras (quase juntas fisicamente). Aqui é obrigatório apreciar todo o casario e principalmente o conjunto do Largo da Igreja de Moreiras, com a Igreja, a casa paroquial, um antigo solar, a fonte, o cruzeiro e muitos etc. Dependendo do tempo que se gaste em conversas, uma manhã ou uma tarde é tempo mais que suficiente para esta pequena excursão.
 
E amanhã cá estou de novo de regresso à urbe milenária que dá pelo nome de Chaves.
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Sábado, 20 de Outubro de 2007

Chaves quase rural - Outeiro Jusão

 

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Quem é habitual por aqui, já sabe que os fins-de-semana são dedicados às aldeias ou seja a Chaves rural. Há no entanto aldeias, que pela sua proximidade à cidade, não são propriamente rurais, mas antes bairros distantes da cidade. Contudo têm a sua ruralidade, a mesma que todo o nosso concelho tem, porque quer queiramos ou não, Chaves é em tudo rural e, hoje, com a desertificação do centro histórico, essa ruralidade cada vez mais se acentua, pois cada vez mais os flavienses têm a cidade para trabalhar e as aldeias da periferia, e até mais distantes, para habitar.
 
Mas a aldeia convidada de hoje é Outeiro Jusão. Quem é que não conhece Outeiro Jusão!?
 
Suponho que não haverá flaviense que não conheça esta aldeia, pois sempre foi uma aldeia de passagem para a principal saída e entrada na cidade, no entanto é um conhecimento de passagem, pois a aldeia em si, o seu núcleo, já não é assim tão conhecido, pois é preciso abandonar a Estrada Nacional para conhecer o seu coração e aqui sim, encontramos a intimidade rural da aldeia.
 
Outeiro Jusão situa-se a 3 quilómetros de Chaves, ali mesmo onde o vale de Chaves termina, precisamente no quilómetro 3 da estrada mais longa de Portugal, que o atravessa de Norte a Sul, a Estrada Nacional 2 (Chaves-Faro), na margem esquerda e a escassa dezena de metros do Rio Tâmega. Segundo apurei, termo Jusão, significava antigamente "de baixo", por isso poder-se-á dizer que Outeiro Jusão seria o mesmo que dizer se Outeiro de Baixo. Quanto à sua origem deverá remontar, pelo menos, à ocupação romana da região, pois é conhecido que nessa zona apareceram vestígios abundantes e ricas construções romanas, prova disso foi o achado de uma pedra que perpetua o nome de Claudios Flavios.
 
Segundo consegui apurar o padroeiro da aldeia é o S.Cristovão que até vem a propósito, dada a sua localização numa estrada onde se iniciavam grandes viagens, embora na própria aldeia o Santo não ter sido muito protector, pois era sobejamente conhecida a perigosidade da curva de entrada na aldeia onde alguns flavienses e amigos perderam a vida em acidentes de viação. Graças a Deus que esse troço de estrada foi desactivado. Quanto a santos, há a tradição de se festejar também o S.Martinho, que não tarda muito e está aí. Venham as castanhas e o vinho novo, que este ano estou curioso para saber como será.
 
Quanto à foto de hoje, já devem ter dado conta que as novas construções não me atraem, por isso deixo-vos uma que recolhi numa passagem rápida pelo interior da aldeia, com um pouco daquilo que mais pitoresco vai havendo nas nossas aldeias.
 
Até amanhã, por aí na nossa ruralidade.  
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

300.000 olhares sobre Chaves

 

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Às 17 horas e 31 minutos de ontem este blog atingiu as 300.000 visitas.
 
Claro que não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para agradecer a todos quantos contribuíram para que este número de visitas fosse possível, verdadeiros amigos que me têm acompanhado, aí desse lado, desde o início da feitura deste blog, agradecer também a todos os flavienses ausentes que de todo o nosso Portugal vão passando por aqui. Agradecer também aos nossos flavienses emigrados ou amigos de Chaves, que desde 91 países espalhados pelos quatro cantos do mundo têm brindado o blog com uma bandeirinha, e que, hoje deixo aqui em jeito de homenagem o Top 10 por ordem descrescente: Brasil, França, EUA, Suíça, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Luxemburgo, Canadá e Andorra.
 
Agradecer também a todos que directa ou indirectamente fazem que este blog seja possível, como o SAPO (onde se aloja o blog), o Flickr (onde alojo as fotografias), o Statcounter (que oferece o contador), a Cotonete que oferece a rádio e a música, o NeoCounter que nos dá a origem das visitas, ao Slide.com, ao blogutils.net e ao Accuweather.com que nos vai permitindo como vai o tempo aqui pela terrinha. Agradecer a todos os blogues, páginas e portais com link e informação deste blog, principalmente para os blogues das nossas aldeias e blogues dos companheiros de viagem. Agradecer também em especial a quem além da visita, vai deixando por aqui o seu comentário.
 
Agradecer ainda à cidade de Chaves pelas fotos que nos vai proporcionando e pela literatura que vai inspirando e sobretudo agradecer às nossas maravilhas flavienses com realce para a nossa Top Model, Ponte Romana, sempre pronta para posar para mais uma foto e para enriquecer este blog, como o caso de hoje, que em jeito de comemoração, só podia ser mesmo a Top Model.
 
Tenho também que pedir desculpas por alguns lapsos que às vezes por aqui acontecem, por uma ou outra emoção ou revolta que às vezes é mais realçada e pelas promessas não cumpridas, principalmente para as aldeias que prometi que por aqui passariam e ainda não passaram e, como prova que ainda não estão esquecidas, deixo aqui o seu nome e mais uma vez a promessa que num destes fins de semana irão estar por aqui: (por ordem alfabética da freguesia) – Assureiras, Cela, Ribeira de Sampaio, Seixal, Dadim, Castelo, Seixo, Almorfe, France, Torre, Gundar, Santiago, Vila Verde de Oura, Póvoa, Agrações, Pereiro, São Domingos, Izei, Outeiro Jusão, Polide, Seara, Carregal, Fornelos, Stª Ovaia, Vale do Galo, Lagarelhos, Paradela, Peto, Vila Nova de Veiga, Seara Velha, Fornos, Valverde, Vila Rei, Travancas, Argemil, São Cornélio, Vilarinho da Raia e Vilas Boas. Ou seja, das 150 aldeias só faltam 38.
 
Mais uma vez obrigado a todos!
 
Amanhã cá estarei de novo, com uma aldeia, talvez das que ainda por aqui não passaram.
 
Até amanhã e obrigado!
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:52
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Pormenor da Rua do Correio Velho - Chaves - Portugal

 

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Ainda à dois dias atrás falava das maleitas da Rua do Correio Velho, mas também lá,  há excepções. É certo que a grande maioria do casario está fechado e degradado, é uma rua sem vida, sem cor e sem alegria, mas também há que tivesse reconstruído com a preocupação de recuperar e preservar a identidade do prédio centenário. É o caso do prédio do qual hoje reproduzo em imagem um pormenor, que há mais de 20 anos foi recuperado, mantendo quase na íntegra a construção original, quer exteriormente, quer interiormente. É, posso-o dizer, uma reconstrução exemplar, cujo proprietário teve a sensibilidade, também graças à sua formação (arquitecto), de recuperar preservando. Um exemplo de recuperação que é reconhecido nacional e internacionalmente pelas revistas da especialidade.
 
Claro que a nível de reconstruções no centro histórico, não é caso único. Graças a Deus que há alguns, poucos, mas bons exemplos de recuperação e preservação do nosso casario tradicional, e quem o faz, deveria ser premiado e reconhecido por isso, porque afinal, quem ganha com estas recuperações, é a cidade.
 
Já que se gasta tanto dinheiro em promover a cultura e a arte, porque não gastar também algum dinheiro em premiar as reconstruções exemplares do Centro Histórico de Chaves, instituindo por exemplo um prémio anual para a melhor reconstrução no Centro Histórico. Mas atenção, não estou a falar de um prémio simbólico, de toma lá um diploma e uma medalha e põe-te a andar, mas de um prémio a sério, que reconheça o Arquitecto autor do projecto, o construtor e o dono da obra, para este último um prémio monetário e relativamente significativo em função do valor da obra. Era uma boa maneira salutar de incentivar a reconstrução do nosso casario, e não seria dinheiro mal gasto, antes pelo contrário, seria um investimento num futuro risonho do nosso Centro Histórico.
 
Claro que mandar palpites não custa e depois até são palpites que caem em saco roto, pois o que por aqui é dito não passa do ecrã do seu computador e do ecrã de meia dúzia de amigos que me fazem o favor de vir aqui espreitar todos os dias e matar saudades da terrinha, apenas isso. Tal como dizia o poeta que vivia dentro do Rómulo – “ o sonho é uma constante da vida” e eu sonho diariamente.
 
Até amanhã, por aqui, como sempre na cidade de Chaves.  
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:08
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Maravilhas de Chaves - Forte de S.Francisco

 

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A nossa casa, por muito humilde e pobrezinha que seja, é a nossa casa e, é sempre nela que encontramos o conforto e o amor para os maus dias e, é também nela que se festejam também os bons momentos. Depois há o amor e a paixão. No amor, ama-se e somos compreensivos, desculpamos defeitos, elogiamos virtudes, damos e recebemos conforto. Na paixão exorbitamos todos os sentimentos ao ponto doentio de só vermos o que queremos ver e, quando se sente traída, cai-se logo em estado de revolta ou pior que isso, em estado oprimido e deprimido.
 
Todo este blá-blá (que não o é), que se sente e nunca se confessa, para vos dizer que a cidade de Chaves é a minha humilde casa, o meu amor e a minha paixão. Claro que com esta mistura de sentimentos, também eu vou dando uma no cravo e outra na ferradura, ou seja, tanto sou compreensivo e a amo, como me apaixono por ela e fico cego ao ver só aquilo que quero ver, ou revoltado, com tanto mal que lhe fazem.
 
Tudo isto vem a respeito da foto de hoje (de apaixonado) e de um comentário deixado no post de ontem, pelo nosso amigo Tupamaro e, como sempre cheio de razão, com toda a razão de quem como ele vive a cidade e o ser das nossas aldeias, a nossa realidade. Como eu o compreendo!
 
Somos aldrabões sim senhor e além disso, temos vergonha. Vergonha de ver ao pé de monumentos e belezas destas (como a foto de hoje) os mamarrachos de betão, caixotes de gente, que lhes tapam as vistas ou de, ao lado de uma simpática casa centenária, de um pormenor de uma janela, se ocultar toda uma rua em ruínas. Mais que aldrabões temos vergonha, não só daquilo que ocultamos mas também de quem nada faz por esta cidade. É por vergonha que me nego a mete-la nas fotografias que por aqui publico e,
prefiro mentir-vos a trazer aqui as nossas desgraças. (leia-se como a fase de revolta de uma paixão).
 
A poesia tem sempre a vantagem de ser vivida por quem a sente e adaptar a si aquilo que nela quer sentir. Assim e para rematar o post de hoje, deixo-vos com uma quadra de António Aleixo:
 
                    Digo sempre que estou bem
                    - Quanto mais sofro mais canto –
                    P’ra quê chorar?...se ninguém
                    Me quer enxugar o Pranto!
.
Até amanhã, de novo em Chaves.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:32
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