Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Contrastes de Stº Amaro - Chaves - Portugal



.

Há dois dias atrás trouxe aqui o bairro de Casas dos Montes, ou um bocadinho do que ainda restava do antigo bairro. Pois hoje deixo por aqui um bocadinho do antigo Bairro do Stº Amaro e mesmo ao lado o novo.

 

Os novos bairros na periferia eram inevitáveis, a modernidade exigia-o. Sem regras e ao acaso, nasceram verdadeiros monstros aos lado de casas simples de um ou dois pisos como se em Chaves não houvessem mais terrenos para construção, mas tudo dentro da legalidade. A mesma que permitiu que se construíssem mamarrachos em cima de muralhas.

 

É assim a modernidade, toda ela feita de contrastes ou com trastes!

 

Até amanhã, de novo em Chaves, do romano à modernidade!

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Terça-feira, 29 de Abril de 2008

...

foto de Bridgqink – Bob

.

Como de costume às Terças-Feiras temos por aqui um olhar diferente do meu e de alguém que passou pela nossa cidade e a registou em imagem.

 

.

.


Em fotografia também cada fotógrafo tem a sua “nóia”. No Flickr que suponho deve ser o maior depósito de fotografias de fotógrafos de todo o mundo dá para ver algumas dessas “nóias”. Há dias vi um grupo de fotógrafos em que todas as fotografias eram de botas brancas. Já sabemos que há os amantes do preto e branco, os fotógrafos que privilegiam as paisagens naturais, muitos que só se dedicam a aves, outros só a arquitectura e por aí fora. Também eu e quem me conhece no flicker sabe que a minha nóia são as fotografias de Chaves, pois 95% das fotos que por lá deixo são de Chaves.


.


.

 

O nosso convidado de hoje também tem uma nóia. A nóia das pontes, pois na sua galeria que já conta com quase 1500 fotografias, todas elas são de pontes de todo o mundo e das quais 5 são de algumas das nossas pontes de Chaves.

 

As mais antigas são de 1996, as mais recentes de 2007 e claro que não falta o destaque para a nossa top model Ponte Romana.


.


.

 

O nosso convidado de hoje está resgistado no flickr como Bridgqink – Bob e nada mais sei a seu respeito, para além da tal “nóia” pelas ponte do mundo.

 

Vale a pena dar uma vista de olhos à sua galeria pois nela aparecem as mais variadas obras de arte de todo o mundo. Espreite aqui e vai ver que não se arrepende.

 

Até amanhã, de novo em Chaves cidade.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Casas dos Montes - Chaves - Portugal



.

Hoje falar-se dos antigos bairros da cidade já não tem muito significado, pois já estão diluídos na cidade, já não existe separação física e até as pessoas são outras e os bairros de hoje, deixaram de ter vida própria, como acontecia há uns vinte e tal ou trinta anos atrás, em que os bairros eram autênticas aldeias da periferia da cidade.

 

Casas dos Montes era um dos grandes bairros da cidade, a par de outros como o Stº Amaro, o bairro do Telhado, o bairro de S.João, do Campo da Fonte, Casa Azul, Caneiro, Campo da Roda, Marechal Carmona, Aregos, Bairro dos Fortes.

 

Todos eles eram pequenos núcleos habitacionais, já então dormitórios da cidade, mas que tinham a tal vida própria, com muita rapaziada, equipas de futebol (dos putos, dos juniores e seniores, solteiros e casados), torneios de sueca e chincalhão, matraquilhos e outros, tudo à volta do “centro social” que o era a taberna do bairro, que também era mercearia e local de convívio.

 

Os putos de então brincavam na rua ao que calhava. À bola, ao pião, ao apanha ou “jástás”, às escondidinhas. Alguns jogos mistos para raparigas e rapazes, outros eram mais próprios de rapazes como o pião, o espeto e o trinca-cevada, enquanto que as raparigas se entretinham com o jogo da macaca ou dos elásticos. Jogos separados, mas uns ao lados dos outros.


 .

.


Eram tempos que televisão não havia ou então era luxo de algumas casas e da taberna, computadores nem se falava deles porque nem sequer existiam. A ausência destes dois vícios obrigavam a uma vida mais social e de rua e até na cidade, se faziam os quase obrigatórios serões à mesa de café.

 

Claro que a cidade de hoje em nada se pode comparar à cidade de há 30 anos atrás. A cidade cresceu, os bairros antigos uniram-se à cidade, e surgiram os novos bairros onde de um momento para o outro se encheu de pessoas vindas dos mais diversos lugares e aldeias do concelho, pessoas que não se conheciam e que iniciavam uma nova vida na cidade. Mais fechadas, porque os próprios bairros de blocos habitacionais e ou mamarrachos com ruas na vertical a isso convidavam, Chaves foi-se tornando numa cidade grande em espírito, ou seja, com todos os defeitos de uma cidade grande, embora provinciana como sempre o foi, mesmo nas vivendas que se vão construindo nos arredores da cidade, agora, privilegia-se a privacidade de cada uma delas.


 .

.


Mas nos velhos bairros ainda vão restando algumas recordações do passado. As tabernas e os putos na rua, já são coisa do passado, mas ainda vai resistindo algum (pouco) casario do passado, também com alguma gente desse mesmo passado, que pela certa terão saudades do tempo em que o seu bairro tinha vida social.

 

Até amanhã, com olhares de outros sobre a cidade de Chaves.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:31
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 27 de Abril de 2008

Das Assureiras do Meio até às de Cima - Chaves - Portugal



.

Já por aqui passaram as Assureiras de Baixo. Faltavam as do meio e as de cima.

 

Pois hoje num dois em um vamos até as Assureiras do Meio e as Assureiras de Cima.

.


.

 

Quanto às Assureiras (as três) e à Portela das Três Vilas já disse tudo que tinha a dizer no post das Assureiras de Baixo, e para não ser repetitivo, deixo por aqui o link, que deverão consultar e ler os comentários, pois estes complementam o post e tiram algumas dúvidas que ficaram no ar. Link para as Assureiras de Baixo  aqui

 

.

.


 

Então vamos começar pelas Assureiras do Meio, que possui um pequeno núcleo de construções tradicionais em granito. Pequeno mesmo e desertificado, pois pareceu-me que dessas construções tradicionais em granito nenhuma está habitada ou quando muito, apenas uma o estará. Os habitantes das Assureiras do Meio, que também são poucos, ocupam as construções novas junto à estrada.

.


.

 

Esta é uma das aldeias que à primeira vista não se compreende que tenha tão pouca gente e poucas construções, pois a terra é fértil, fica apenas a cerca de 10 quilómetros de Chaves e com bons acessos. No entanto, olhado à história das três vilas que segundo entendi corresponderia também a três grandes quintas ou propriedades, já se compreende que estas Assureiras tenham pouca gente e poucas construções, pois a grande maioria do seu território teria apenas três proprietários.


 .

.


São apenas conclusões às quais cheguei por observação e também conhecendo um bocadinho da sua história, mas se estou enganado, os amigos e companheiros de viagem dos blogues de Águas Frias pela certa que deixaram por aqui uma achega.


 .

.


Pois pouco mais há para dizer sobre as Assureiras do Meio, a não ser que é uma aldeia de estrada, por sinal uma das mais movimentadas, pois por aqui passam quase todos os habitantes que se dirigem às aldeias do planalto, de monforte, da raia e da castanheira, para não falar do pessoal do Concelho de Valpaços (entre as quais Lebução) e Concelho de Vinhais.

 .

.


Logo a seguir às Assureiras do Meio, temos as Assureiras de Cima, e se quanto às do meio pouco mais há a dizer, das de cima muito menos, embora tenha um basto território, que segundo creio, chega mesmo até ao Castelo de Monforte.

 

Além de duas ou três casas recentes, pouco mais existe, a não ser as ruínas de um casario que anos atrás enchia o olho de toda a gente que passava pela estrada. Não errarei muito se disser que era uma belíssima vila que entrou no imaginário dos sonhos de muita gente, pena é que em vez de realizar o sonho de alguém, tivesse caído por terra e hoje não passem de ruínas, aliás como muito do casario de sonho que se vai espalhando pelo nosso concelho.


 .

.


Mesmo com os senãos de terras com pouca gente e do casario tradicional abandonado ou em ruínas, entre as três Assureiras e até um pouco mais além de Águas Frias, assistimos a um belo espectáculo do melhor que temos em paisagens naturais, onde a floresta tradicional e autóctone Portuguesa dos carvalhos (por exemplo) se sobrepõe à dos pinheiros e resinosas e fazem a delícia dos fotógrafos quando podem fotografar 4 florestas por ano, para não falar de incêndios.

 

E se sobre estas duas Assureiras pouco há para dizer em palavras, muito mais haveria para dizer em imagem, mas penso que as que vos deixo por aqui, já dão uma pequena ideia do que por lá se pode encontrar.

 

Até amanhã de regresso à cidade.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 26 de Abril de 2008

Vila Rei, Rel, Rele, Real ou reles - Chaves - Portugal



.

Aos poucos vou cumprindo a minha promessa de trazer as aldeias e lugares do concelho de Chaves, mesmo aquelas ou aqueles lugares que já tiveram vida e hoje apenas são povoadas por silvas e mato.

 

Na minha relação de aldeias e freguesias, que até prova em contrário é oficial e a única que conheço do nosso concelho, existe na freguesia de Selhariz uma aldeia que até dias atrás eu conhecia apenas de nome como Vila Rei.

.


.

 

Das 140 aldeias do concelho apenas me faltava conhecer esta. Por várias vezes a tentei procurar por conta própria, mas sem sucesso, nas cartas do concelho também não a encontrava, na carta militar muito menos. Procurei a duas ou três pessoas em Selhariz e também não me souberam dizer até que finalmente, há uma semana atrás, lá dei com a aldeia tão procurada, quando em Vilas Boas procurei a um dos seus filhos:

 

.

.


- (…) e Vila Rei, sabe-me dizer onde fica? Perguntei-lhe.

 

- Vila Rei, não, agora Vila Reles (disse-me com ar divertido) fica ali para baixo, mas não há lá nada! E chama-se Vila Rel, mas hoje não passa de reles.

 

 

Começou a fazer-se luz à volta da Vila Rei que sempre procurei e que por este nome nunca existiu. Pois o consenso lá por Vilas Boas é de que a aldeia se chama Vila Rel. Pesquisando depois de ir ao local na carta militar (que traz sempre tudo) lá encontrei a tal vila escondidinha num cantinho da carta 61 (Esc.1:25.000) e mais uma achega às minhas dúvidas, pois na carta militar consta como Vila Rele. Encontrei ainda uma referência a Vila Real, como designação para a aldeia.

 .


 

.


Mas vamos ficar pelo que diz o povo, porque para mim o povo tem sempre razão. Seja então Vila Rel, que tal como me diziam, hoje não passa de reles.

 

O lugar é paradisíaco e perdido num pequeno vale, verde por todo o lado e apenas silêncio quebrado pela nossa respiração, pelo pouco vento que ia esbarrando com vegetação e, claro,  pela passarada. A Vila Rel, composta por três casas apenas, mal se distinguiam por entre o verde, camufladas que estão com as suas próprias ruínas e pelas silvas que as invadem. De gente humana, nada a assinalar pelas redondezas e segundo apurei, já há muitos anos que tudo está abandonado, ou seja, desde que os seus habitantes morreram.

 

.

.


Podemos então dizer que Vila Rel foi a primeira aldeia do concelho de Chaves a conhecer a desertificação total e de entre muitas das razões, uma delas pela certa que foi a dos acessos, pois ainda hoje, chegar lá, é difícil. De carro nem pensar, em todo o terreno talvez se consiga, pela parte que me tocou, dei corda aos sapatos umas boas centenas de metros, e mesmo assim, fiquei à distância. Pois de caminhos, temos por lá um bom exemplo daquilo a que se chama caminho de cabras.


 .

.


Cumpri com Vila Rel. Desta vez este post não irá de encontro a nenhum dos seus filhos, pois já não existem e do seu poiso, apenas ruínas. Mas mesmo assim fica aqui o testemunho de que já existiu, tal como outros testemunhos que vou deixando e a não se fazer nada, em breve farão companhia a Vila Rel, que passou a um reles sítio no meio dum paraíso, em terras que foram reguengas,  pois Vila Rel morreu e já não há quem lhe acuda.

 

Até amanhã, com mais uma ou mais aldeias, ainda vivas.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Discursos Sobre a Cidade




Texto de Blog da Rua Nove

 


   Lentamente, as nuvens rodearam a montanha. Ameaçadoras, juntaram-se, tornando-se numa só. Perdendo a claridade, toda a luz se tornou baça. Os contornos do horizonte esbateram-se. A serra do Brunheiro transformou-se num manto de escuridão. Um manto de escuridão entretecido num negro monte de nuvens.


   A chuva, pesada e sonora, começou a cair, cobrindo árvores e arbustos. Velhos carvalhos e olmos, dobrando os ramos, levavam a água a cair em movimentos graciosos. Por pouco tempo. As grossas gotas de água pareciam ondas de um mar tormentoso rebentando sobre a floresta. As copas largas dos castanheiros centenários criavam um santuário que parecia afastar a violência daquela torrente interminável.


   Sob a vasta copa de um velho castanheiro, pequenos blocos de granito resistiam a uma água que parecia querer diluir as rochas como se fossem frágeis pedras de sal. No tronco, viradas a norte, manchas aveludadas de musgo mostravam a irregularidade do seu recorte, por entre matizes de castanho e verde. No chão, folhas douradas, ainda ressequidas, tentando resistir, desfaziam-se ruidosamente sob o embate da água. Tudo parecia sucumbir àquela sombra imensa e aquosa.


   E de repente, num instante mágico, num instante eterno, um pequeno raio de sol perfurou aquele céu basáltico, reflectindo-se na mica e no granito, iluminando o  tronco virado a norte. Naquele instante, na brevidade daquele instante preciso e eterno, suavemente depositadas no musgo, as gotículas de humidade rebrilharam. Rebrilharam como jamais voltariam a rebrilhar.


   Sentindo a rugosidade do granito no umbral da porta do casebre, o velho aspirou a humidade do ar. Voltando as costas à chuva, fechou a porta atrás de si, tacteando o caminho até à lareira. À luz do fogo, os seus olhos, afundados nas órbitas e perdidos nas pálpebras, pareciam sorrir.


   Ainda lhe restava a imaginação.

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:36

editado por blogdaruanove às 14:57
link do post | comentar | favorito
|  O que é?

25 de Abril - Sempre



.

E hoje, ainda antes de entramos no discurso sobre a cidade, temos post extra, pois hoje é dia 25 de Abril e, eu ainda sou dos que comemora esta data.

 

Reli o que escrevi no ano passado e continua actual, por isso aqui fica outra vez, sem lhe retirar uma única linha:

 

A idade ensina-nos muitas coisas, uma delas é como se faz a história.

 

Confesso que nos meus tempos de estudante nunca fui amante de história, mas uma coisa aprendi – é a de que a história tem sempre duas ou mais versões, dependendo, claro, de quem a faz. Com o tempo comecei a aprender a gostar da história, principalmente daquela que directamente nos diz respeito. A história da família, a história dos amigos, a história da minha cidade, a história do meu país e por aí fora, numa descoberta que é afinal a descoberta de nós mesmos e do nosso passado, que tanto dita o presente.

 

Mas há aquela história em que nós próprios somos historiadores e em que podemos contribuir com a nossa versão para a verdade dos acontecimentos e para que se faça história, simplesmente porque a vivemos e somos parte ou intervenientes do acontecimento. É o que se passa com o 25 de Abril, que embora historicamente recente já é tão deturpado, principalmente pelas camadas mais jovens e nascidos após o acontecimento, é certo que inocentemente e sem culpa, por parte deles, mas já sem inocência e com culpa por parte de quem lha deturpa.

 

Da minha parte, e enquanto for vivo, farei o meu culto ao 25 de Abril, ao antes ao durante e ao depois, que embora com apenas 14 anos aquando da “revolução”, deu para perceber, a partir de aí, o verdadeiro significado da palavra LIBERDADE, como por exemplo a liberdade do poder estar aqui todos os dias, neste blog, a publicar as imagens que me der na gana e a escrever aquilo que me vai na alma, sem traços azuis da censura e sobretudo sem medo, mas sempre consciente que a minha Liberdade termina onde começa a Liberdade dos outros.

 

Com todos os defeitos que a democracia possa ter, para mim: 25 de Abril, Sempre!

 

E agora o regresso a nossa cidade, onde o verdadeiro 25 de Abril de 1974 só chegou às ruas no dia 1 de Maio. Para comemorar a data, saí ontem à procura de uma imagem e de um símbolo da liberdade e, se no ano passado o encontrei dependurado, de cabeça para baixo, numa varanda da Rua de Stº António, este ano optei pela Rua Direita, e também lá estava, já meio amassado e entre o lixo de um florista,  bem mais próximo da realidade dos nossos dias em que símbolos e ideologias para os nossos governantes já pouco valem, pois o que vale mesmo é o poder.


.
" class="ljvideo"> 
´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:33
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Olhares que espreito - Chaves - Portugal



.

Hoje apetece-me divagar um pouco por alguns pormenores da cidade, por aqueles que são breves momentos que um click apanhou distraídos e que, embora existam, são quase meras ilusões tiradas do seu contexto e algumas, também do seu pecado.

 

Cada vez mais ao caminhar as calçadas da cidade se esbarra com os seus escroques físicos, que (claro) não passam de um prolongamento do escroque humano, que infelizmente não são só de hoje, pois ao longo da história da cidade sempre os houve e estão bem visíveis aos olhos de todos. Só que não os quer ver é que não vê.

.


.

 

Claro que cada vez mais é preciso afinar o olhar para que a nossa alma de apaixonados por esta urbe fique regalada.

 

Minto diariamente com a verdade de um ou outro pormenor e só as palavras se vão revoltando. Graças a Deus que nem todos gostam de ler e se ficam pela ilusão das imagens e dos pormenores arrancados a ferros de uma cidade doente, com a sua velha alma em ruínas, enquanto a sua juventude cresce sem Deus nem Roque, atabalhoada e sem alma.

 .


.


Como diria Daniel Filipe – É urgente inventar o amor – da cidade e pela cidade e, por favor, não me venham com cantigas, pois já tenho o ouvido duro de mais para as ouvir!

 

Até amanhã, com os discursos sobre a cidade e post extra.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:21
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Verificação dos Marcos de Origem - Chaves - Portugal



.

Tal como o Miguel Torga que de vez em quando passava pela fronteira para ver se os marcos estavam no sítio, também eu durante esta semana andei a fazer alguns registos fotográficos dos marcos da minha infância, começando pelo Brunheiro.

 

Claro que ao Brunheiro, qualquer flaviense presente o tem debaixo de olho todos os dias, pois é impossível viver em Chaves e não ver a nossa serra maior, seja de onde for. Pode-se nunca ter entrado por ela adentro, mas entra ela em grande parte dos nossos olhares. Mas o meu relacionamento com o Brunheiro já não é de hoje, acho mesmo que é desde o tempo em que nasci e, que o tinha mesmo ali ao lado por companhia. Era nele que projectava também o cenário de grande parte das estórias de lareira, era a serra dos lobos e também das grandes aventuras de exploração, mesmo que em puto pouco mais fosse além do seu sopé, aliás, acho mesmo que a grande descoberta do Brunheiro só a fiz em adulto, quando comecei a percorrer os seus caminhos e a inverter os olhares, ou seja, em vez de olhar desde a cidade para o Brunheiro, passei a olhar a cidade desde a serra. Curiosamente uma das minhas fotos preferidas de sempre e que até serve de cabeçalho ao meu blog de fotografias, foi tomada num nascer do sol por entre carvalhos em plena intimidade da Serra.


 .

.


Um dos meus caminhos de infância que levava até à serra era o caminho da Casa Azul, até ao Sr. da Boa Morte, e por aí fora até à Quinta da Condeixa. Caminho que, penso eu, segue o mesmo traçado da antiga calçada romana, uma das Vias Augustas. Pois a meio deste traçado, e desde que tenho memória, existia a casota do pastor, estrategicamente colocada junto à boa sombra de uma oliveira. Passei por lá para ver se tinha ainda todas as tábuas no sítio. Espanto-me sempre, pois está sempre lá. Garanto-vos que esta casota habita este sítio há mais de 30 anos, mas parece sempre ter sido acabadinha de estacionar. As tábuas estão todas lá, como novas. Para o ano, passo por lá novamente para ver se tudo continua até aqui.

 

.

.


O meu ponto de origem só tinha dois lados – o da serra e o da cidade. No meu tempo de puto, quando íamos “lá baixo” à cidade, havia quatro passagens para a outra margem. A Ponte Romana, a mais utilizada, a Ponte Nova, as poldras do Caneiro e a Barca. Curiosamente na altura, as poldras tinham muito trânsito pedonal, principalmente do pessoal do Caneiro, pois era o caminho mais directo para o bairro. Também eu muitas vezes trocava a Ponte Romana pelas Poldras, mesmo que para isso tivesse de fazer um desvio da minha rota ou do meu traçado oficialmente aceite lá por casa. Mas era um gosto passar o rio pelas poldras. Gosto que era partilhado por muitos dos meus colegas e amigos de escola primária, principalmente naquele ano de 68/69 em que por motivo de obras na escola do Caneiro íamos receber aulas à escola do Stº Amaro. Ainda por cima as poldras tinham o encanto de desaguar num Jardim do Tabolado, novinho em folha, bancos branquinhos, candeeiros em forma de cogumelo … sem dúvida alguma os melhores tempos daquele jardim.

 

Claro que para chegar até às poldras havia um caminho, que ainda existe, mas que tem os seus dias contados, pois as obras POLIS em curso do arranjo da margem esquerda não

.


.


contemplam esse caminho, e é pena, pois é um caminho com muita história e muitas estórias para contar e até poderia ser perfeitamente integrado nos actuais arranjos, nem que fosse como um troço de caminho romântico a lembrar caminhos de outros tempos. Mas ao que parece as novas tendências da arquitectura não contemplam romantismos nem passados e muito menos as suas estórias. Tenho pena de não entender muito bem as novas tendências.

 

Claro que tinha que deixar por aqui uma foto do caminho das poldras e mesmo demolido, ficará para todo o sempre em registo fotográfico, para além do imaginário de criança, muitas crianças pela certa.

 

Até amanhã de novo em Chaves cidade.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:50
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Terça-feira, 22 de Abril de 2008

O Olhar de Aníbal Gonçalves sobre a cidade

Foto de Aníbal Gonçalves

.

 

PARTE UMO  Olhar de Aníbal Gonçalves

 

Uma vez lembrei-me de no flickr fazer uma pesquisa de fotos com a chave “Chaves”. Fiquei surpreendido, pois apareceram mais de doze mil ocorrências. Está certo que algumas das fotos estavam relacionadas com chaves de fechadura, outras com a região de Chaves nos Estados Unidos, algumas com a cidade (suponho) de Chaves no Brasil, mas muitas eram da nossa cidade e dos mais variados autores. Foi precisamente essa pesquisa que deu origem a esta rubrica no blog dos olhares de outros sobre a cidade.

 

A pequena introdução leva-nos à foto de hoje, pois foi esta a primeira foto que então vi na pesquisa e,  sem dúvida que os resultados da pesquisa  foram gratificantes, pois logo à primeira apanhava uma belíssima foto da nossa Top Model, que nunca ninguém se cansa de a fotografar e ela, como sempre, está dá sempre o seu melhor para ser fotografada

 

 “Por uma razão inesperada tive que ir a Chaves. A câmara estava lá e luz doce do entardecer também.


Chaves - Portugal “

 

É esta a legenda que acompanha a foto de hoje, da nossa Top Model, no Flickr. São palavras de Aníbal Gonçalves e pelo que pude apurar pelo seu DNA do flickr, é natural ou residente em Vila Flor, professor de matemática e amante de fotografia. De boa fotografia, digo eu, pois tenho acompanhado as suas publicações na sua galeria do flickr e, todas as fotografias são excepcionais. Só tenho pena que não haja outras razões inesperadas que tragam o Aníbal Gonçalves a Chaves com a sua câmara, para assim podermos ter mais registos, como o de hoje, da nossa milenar Ponte Romana e do nosso convidativo (fotograficamente falando) Centro Histórico. Pois pelo que conheço da sua arte fotográfica, tem olhar afinado e pela certa que Chaves seria honrado com as suas fotos.

 

Fica aqui um link para a galeria de Aníbal Gonçalves, a não perder, pois se não o fizerem, vão perder a oportunidade de ver boas fotos que, muitas delas, até nos são bem próximas, não fossem elas olhares sobre terras transmontanas. Link aqui .

 

 

PARTE DOISA fotografa Top Model

 

Claro que não há fotógrafo que passe ou veja a nossa Top Model e fique indiferente. Aliás na tal pesquisa no flickr, a foto que mais se repete é a da Top Model. São bem merecidas as fotos e os olhares que caem sobre ela e sobre a sua história e os seus dois mil anos de existência, por isso, e desde o início deste blog, que tenho manifestado a minha opinião de que a ponte Romana deve ser preservada e acarinhada se quisermos que belas fotos e outros tantos olhares como os que já foram lançados sobre ela o continuem a ser, para além do tal respeito pela história e pelos tais 2000 anos de existência. Desde sempre o tenho defendido aqui que há muito a Ponte Romana deveria estar sem trânsito automóvel e ser simplesmente pedonal.

 

Um dos pretextos para construir a Ponte de S.Roque foi precisamente o de retirar o trânsito da Ponte Romana. A nova ponte foi construída e o trânsito na Top Model continuou. Não houve coragem (ou “fruta” como dizem outros) suficiente para retirar de lá o trânsito, ou mais que isso, virem ao de cima os defeitos da democracia quando as cidades são pensadas e planeadas a prazos de quatro anos. Há, infelizmente “valores” que falaram mais alto.

 

Pois agora a história pode vir a repetir-se e, se por um lado as obras a que a Top Model está a ser sujeita são bem vindas e, estão a ser criadas todas as condições para uma agradável ponte pedonal (aliás é esse o pretexto das obras) e a única justificação para que tais obras se levem a efeito, por outro lado as vozes do costume tudo fazem para que o trânsito seja mantido na ponte. Pois, a ser mantido o trânsito na ponte, as actuais obras não têm qualquer justificação para além de, a curto prazo, todo o novo pavimento se tornar inestético e sujo pela borracha dos pneus e óleos derramados dos automóveis, além de partido, para não falar da abolição dos passeios e da promiscuidade e perigosidade do convívio dos peões com os automóveis. Esta é a minha opinião e não é de agora, pois sempre a defendi aqui neste blog desde que ele existe.

 

Mas o apontamento de hoje até nem passa por aqui. Pois também eu sou cliente da pequena zona comercial da Madalena. Desde puto que sou cliente, pois além de ter nascido na freguesia, sou cliente por herança dos meus pais e pelo comércio tradicional da Madalena e como sempre, também desde que a ponte fechou ao trânsito por causa das obras, não deixei de ir à Madalena e, das vezes que lá fui, tenho-vos a dizer que é muito mais agradável andar por lá às compras agora, com pouco trânsito, do que com muitos carros a passar. Haja coragem e faça-se um estudo sério sobre os benefícios ou prejuízos para a (pequena) zona comercial da Madalena com ou sem trânsito na ponte e verão que os males do comércio tradicional não está no trânsito da ponte, pois para tem carro, tanto lhe faz ir pela Ponte Romana como pela de S.Roque ou Ponte Nova. Talvez o problema do comércio tradicional comece pelos próprios comerciantes em não saberem competir com os desafios do comércio actual e em assistirem impávidos e serenos à abertura exagerada de novas grandes superfícies comerciais. Onde é que está a vossa associação comercial para vos proteger, defender os vossos direitos e modernizar-vos!? A defender trânsito na Ponte Romana, só é uma maneira de adiar e prolongar o vosso problema, pois se (infelizmente) o transito abrir de novo na ponte e contarem os carros que param na Madalena para compras e os que apenas a usam para passagem ou para ir de compras ao “Lerque-lerque”, talvez fiquem surpreendidos, ou talvez não, pois quando vejo comerciantes a ocuparem metade de um belíssimo largo com os seus produtos, pouco se devem importar com o bem receber os seus clientes.

 

Para terminar, só quero mesmo é ver na nova ponte pedonal (em vias de começarem as obras)  o pessoal a passar, vindo do lado do “lerque”, carregados de sacos brancos com letras azuis.

 

E só me resta pedir desculpas ao Aníbal Gonçalves o ter-me aproveitado da sua foto para mais um dos meus desabafos, mas é por uma razão nobre, pois quero que o Aníbal e outros bons fotógrafos, continuem a fotografar a menina dos nossos olhos, a nossa Top Model Ponte Romana no seu melhor e sem carros a maltrata-la.

 

E pela minha parte vai sendo tudo e desculpem lá mais uma vez trazer aqui a Top Model, pois é um assunto actual. Outros haverá, com certeza que sim, como o do Jardim Público fechado há mais de um ano para obras e diga-se de passagem, fui espreitar as obras e não gostei nada, mas mesmo nada daquilo que vi. Aguardo pelo final das obras para poder dizer qualquer coisinha, sempre vistas com o meu olhar, claro.

 

Até amanhã, com mais cidade de Chaves.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:47
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Chaves - Portugal



.


Chaves, 17 de Setembro de 1961

 

É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, como, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.

 

Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados.

 

In Diário IX, Miguel Torga, 1961

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:49
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 20 de Abril de 2008

Dadim - Chaves - Portugal



.

Então vamos até uma daquelas 5 grandes zonas do concelho que é a de Monforte, da Raia e também da Castanheira. Vamos até Dadim.

.

 

.

 

Pois há dias num dos Sábados das minhas recolhas fotográficas pelas aldeias, levava em mente as Assureiras, depois Sobreira, Avelelas, Vila Nova, Oucidres, Vilar de Izeu, Bobadela e Bolideira. Já sabia que o tempo seria pouco para fazer todas as aldeias, por isso, chegado às Assureiras, resolvi primeiro ir à Bolideira, mas como passei por Águas Frias, resolvi tomar aí umas fotos, e depois lá fui à Bolideira. Depois da Bolideira, e já que ali estava, pensei que me faltavam ainda tomar umas fotos de Cimo de Vila da Castanheira. Então resolvi ir até lá. Claro que passei por Dadim. No regresso, na

 

.

 

.

 

aproximação a Dadim, pensei para comigo: “engraçado como há mais de 20 anos que vou passando por Dadim, sem nunca lá ter tomado uma foto. O problema penso mesmo que é da estrada nova passar ligeiramente ao lado do seu núcleo antigo, e as novas construções ou mais recentes, nas despertarem muito para fotografia. Mas bem, já que ali estava, resolvi entrar em Dadim e só quando a noite se aproximava, já depois do sol posto, é que saí de Dadim.

 

.

 

.

 

Mais uma vez o meu itinerário fotográfico tinha saído furado, aliás como acontece sempre. Estranhar seria que o seguisse com rigor e tudo porque há uma ou outra coisa que nos prende mais do que aquilo que prevíamos, tal como me aconteceu em Dadim.

.

 

.

 

Fiquei preso a Dadim pelo seu casario antigo, o tipicamente tradicional das nossas aldeias de granito, mas mais que o casario, quem me prendeu, foram mesmo as conversas com o pessoal de Dadim, sobretudo as mulheres, que além da conversa, dos lamentos e dos recados para o Sr. Presidente, me iam mostrando a Igreja velha da qual muito se honram e as casas, que antes estavam cheias de gente e que agora caem aos bocados. “Os novos partem para fora e os velhos morrem, depois é isto, caem, porque ninguém toma conta delas” vão-me dizendo, enquanto pedem uma foto aqui ou ali.

.

 

.

 

Mais que servirem de cicerones, as mulheres de Dadim tinham era necessidade de falar dos filhos que partiram, mas que graças a Deus estão bem, pois por lá nada tinham para ganhar o pão de cada dia, e foram para o Porto, para Lisboa, para à Guarda ou Polícia, estudaram e têm os seus empregos na cidade ou emigraram para a França, Suiça ou ode calhou melhor. Fui ouvindo também os seus lamentos, que não eram por elas,  mas por uma aldeia que as viu nascer e que vêem aos poucos, casa a casa, morrer. Falo-vos do casco de Dadim, pois tal como nas outras aldeias, é mais fácil e barato construir de novo junto à estrada do que reconstruir e recuperar as antigas casas, mesmo porque as antigas (pelas suas dimensões) não lhes oferecem o conforto que hoje se exige.


.

 

.


Quanto a recados para a cidade, anseiam por um Lar e Centro de Dia, para os quais até já têm umas pequenas instalações que há anos foram executadas para o efeito, mas que estão fechadas. Penso mesmo que (embora não seja a única) é coisa que a gente mais velhota da aldeia anseia e necessita, ou seja, algum apoio e alguém que os oiça.

.

 


.

 

Quanto os que por lá fazem novas casas junto à estrada, claro que não os critico, antes pelo contrário, pois geralmente são os (poucos) casais mais novos que as constroem, o que significa que optaram pela sua aldeia e não pela partida e, enquanto houver gente nova a construir, há vida nas aldeias e algumas crianças. Também há as construções novas dos emigrantes, que embora não estejam na aldeia, demonstram a sua vontade de um dia regressar a ela.

.

 


.

 

Mais que desertificada, Dadim é uma aldeia envelhecida, quer nas casas do seu casco, que nas pessoas. Vimos ruas com gente, muita gente até, mas durante quase duas horas que estive por lá, não vi uma única criança na rua. Não digo que não as haja, pois deve haver, poucas como de costume, mas também as ruas já há muito que não são o palco das suas brincadeiras.

.

 


.

 

Mas vamos aos números de Dadim.

 

Em termos de população residente (dados do Censos 2001) existam 126 pessoas residentes (59 homens e 67 mulheres), dos quais 34 tinham mais de 65 anos, 63 pessoas entre os 25 e os 64 anos, 32 jovens entre os 10 e 15 anos e 5 crianças até 9 anos. São dados de 2001 que não precisam de legendas, pois dizem tudo.

 

Dadim fica a 23 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Cimo de Vila da Castanheira.

.

 

.

 

Li algures que a capela é de devoção a Santa Bárbara. Na aldeia disseram-me que era de devoção ao Anjo da Guarda cuja festa realizam todos os anos no 2º Domingo de Agosto, pelo menos desde que a festa em honra de S. João Baptista acabou. Esta última tinha a particularidade de ser uma festa da freguesia que se realizava quase alternadamente em Cimo de Vila e em Dadim, pois durante dois anos realizava-se em Como de Vila e um ano em Dadim. Mas já há muitos anos que não a fazem, e agora cada aldeia faz a sua.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:28
link do post | comentar | ver comentários (38) | favorito
|  O que é?
Sábado, 19 de Abril de 2008

Valverde - Chaves - Portugal



.

Se tivesse de dividir o concelho por partes, onde cada uma tivesse características idênticas, talvez o dividisse em 5 partes, a saber:

 

-  A zona do Grande Vale de Chaves ou do Tâmega, onde está incluída a cidade de Chaves e todas as aldeias que vivem à volta e ao longo do vale, onde está instalada a maioria da pouca industria existente, quase todo o comércio do concelho, e com terrenos agricolamente férteis, servido quase todas as aldeias de dormitórios e onde reside a maioria da população do concelho.  

 .

.


Depois do Grande Vale e começando de Norte para Sul e de Oeste para Este, teríamos:

 

- A Zona Barrosã que seria constituída por todas as freguesias que fazem fronteira com parte da Galiza,  concelho de Montalegre e parte de Boticas, com limite em Seara Velha.

 

- A Zona do Planalto de Monforte e da Raia onde incluiria todas as aldeias a partir das freguesias de Stº António de Monforte e Águas Frias até à raia Galega, concelho de vinhas e parte de Valpaços.

 

.

.


- A Zona da Montanha que englobaria todas as freguesias e aldeias do alto da Serra do Brunheiro e da Serra da Padrela.

 

- A 5ª e última zona à qual eu chamaria Zona de Vidago e englobaria grande parte do concelho a Sul de Chaves e a Oeste das montanhas, com vertentes para o Tâmega.

 

Claro que esta divisão não passa da minha divisão pessoal do concelho, onde dentro destas, há pequenas zonas com características muito próprias e que,  claro, é discutível. Mas são as regiões ou zonas do meu imaginário.

.


.

 

Pois para a aldeia que hoje é convidada neste blog – Valverde -  não hesitaria nada em engloba-la na Zona de Vidago, não só pela sua proximidade (2 a 3 quilómetros), mas pelas suas características perfeitamente identificáveis com as restantes desta zona, com terras de pequenos vales verdes e também férteis, região de bom vinho, floresta (talvez a mancha verde mais importante do concelho), e uma forte ligação à Vila de Vidago.


 .

.


Mas vamos até Valverde.

 

Valverde pertence à freguesia de Selhariz e fica a 15 quilómetros de Chaves e a aproximadamente 3 quilómetro de Vidago.

 

Tal como o seu nome indica, é verde e tem dos tais pequenos vales, férteis. Aliás a principal actividade da aldeia é a agricultura e nada me espanta que nos bons tempos do termalismo de Vidago, Valverde funcionasse como uma das suas hortas, entre outros abastecimentos.

 

.

.


Em termos de população, infelizmente é o costume das nossas aldeias mais distantes do Grande Vale de Chaves, ou seja, uma população mais ou menos envelhecida, poucas crianças e alguns emigrantes. Segundo os Censos de 2001 Valverde tinha 36 homens e 38 mulheres, num total de 74 pessoas, das quais 29 tinham mais de 65 anos e apenas havia 2 crianças com idade inferior a 10 anos, e 11 jovens entre os 10 e os 20 anos. Acho que os números (embora de há 7 anos atrás) dizem tudo e não serão necessários mais comentários, mesmo assim e, comparando com algumas das aldeias da Zona de Montanha, Valverde ainda é uma aldeia com vida.

 .


 

.


Para concluir e sintetizando a aldeia de Valverde poderei dizer que se encontra entre verdejantes campos. Do aglomerado urbano, com muita construção já do tempo do betão e do tijolo,  destaca-se ainda uma grandiosa casa rural de granito, infelizmente e como é costume,  em ruínas, com uma interessante e imponente chaminé, acompanhada de uma outra muito minúscula, mas igualmente bela e ambas artisticamente elaboradas. Como terra rica em oliveiras, existiu em tempos um lagar de azeite, Mas foi também terra rica em “pão” pelo que ainda existem por lá as ruínas de um antigo e bucólico moinho em granito.


Segundo consegui apurar, nesta aldeia nasceu o Tenente Coronel António Vítor Macedo, o primeiro militar que em terras transmontanas, proclamou e defendeu a liberdade constitucional.

.


.


A capelinha é dedicada a Santo Amaro, advogado dos ossos, que é festejado a 15 de Janeiro de cada ano, hoje capela mortuária, pois a uma escassa dezena de metros foi construída uma nova capela, também em granito e maior.


E sobre Valverde, além de ser uma aldeia que se cruza no itinerário de algumas estradas e caminhos municipais de interessantes destinos, nada mais há a dizer.


Amanhã cá estarei de novo com mais uma aldeia do nosso concelho.


Até amanhã!

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:37
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Discursos Sobre a Cidade



.

TEXTO DE TUPAMARO

 


B I M I L É N I O

 

 

 

A falha tectónica vertical Tamegana deu de si.

A crista central atlântica levantou-se.

Uma onda solitária  de altura das Alturas de Barroso correu em direcção à Afurada. Furou vertiginosamente pelo «cañon» do Douro. Na Livração embateu no sinal de trânsito obrigatório à esquerda para Boticas. Passado Cavês, a Cabreira encostou-se ao Minhéu, empurrada pela de Barroso com o solavanco do Larouco; o Alvão fechou com a Padrela, expandindo-se o Brunheiro até Mairos.

Nesse arco de volta perfeita se afundou a Normandia Tamegana.

As elevações montanhosas ficaram todas com igual altitude. E, nelas, todos os povoados submersos foram recriados em quarteirões ajardinados.

Em Vilarelho instalou-se  um complexo industrial onde se preparam os melhores cosméticos de embelezamento, rejuvenescimento jamais vistos tirando partido das milagrosas águas aí nascentes.

Em Vidago, o maior Centro de Congressos e de Tratamento do Reumático do Continente Euro-Asiático.

Em Nogueira da Montanha, até  Cimo de Vila da Castanheira, o maior batatal do mundo para produção de energia «humânica», depois de cozidas as batatas e a acompanhar um polbo galego e umas couves pencas, bem regadinhas com azeite da “Terra Quente” daí ao lado, e com um Tinto de Balcerdeira ou um Branco de Arcossó ou de Anelhe, ao Almoço.

De Curalha, Samaiões,  Faiões, Stº Estêvão e Vila Verde a Horta mais deliciosa da Comunidade Europeia, com os seus melões e melancias, à sobremesa.

De Póvoa de Agrações, Moreiras, S.Julião de Montenegro, Oucidres e S. Vicente o mais frondoso Souto do Hemisfério Norte, com uma réplica formosa, em Seara-Velha, Calvão, Bustelo e Castelões, e cujo fruto tem o condão de tornar os Invernos quentes com Magustos concorridos mundialmente.

Da Cela, Eiras, Águas Frias, Curral de Vacas e Paradela, exporta-se para a Região, para a Província e para a “Sê-é” uma secreta Bagaceira de Merogos a competir, em paladar, com a pomada secretíssima e aloirada dos Petins da Granginha. Desta, diz a Lenda ter sido inventada pelos Druidas fundadores do Povoado, no ano 777 aC, e com a qual culminavam as celebrações aos seus deuses, muito especialmente na IMBOLOC - Festa de exaltação do Fogo e da Água Purificadora (pudera!- com aquela graduação e paladar!). (Lá pela Granginha, ainda restam amostras raras, tão raras como os cedros do Líbano, dos Olmos, dos Negrilhos, das Carvalhas e Carvalheiras e dos Carvalhos que por lá abundavam, e os Celtas veneravam. Uma Tribo, que se tornou célebre também pela curiosidade de habitar uma clareira (chamavam-lhe L A I LEIRA) no centro de frondosa e protectora floresta de Negrilhos, ficou conhecida pelo sobrenome de « Murilhos», dos quais ainda por lá vagueia nobre descendência).

As Barcas com que outrora os camponeses e jeireiros atravessavam na Fonte do Leite ou na «Freciana» para cuidar dos campos da margem de cá ou da margem de lá, foram recuperadas e modernizadas em ultra-modernas gôndolas, tão bem aproveitadas para um saltar de terra em terra pelos magotes de Turistas que inundam todos os Povoados na busca de todas as balsâmicas, energéticas, afrodisíacas, regaladoras comidas, bebidas, paisagens, monumentos, rituais, trocadilhos de conversas, modos de falar, de olhar, de vestir, de pentear e … até de ouvir um CAR…HO dito como deve ser!   - Não fosse o Carvalho a árvore de excelência para os Celtas!

 

 

2074!

 

No dia 1 de Janeiro, através dos microfones da Rádio Larouco e da Monterrey, das Câmaras da TêVê Gaélica, das Câmaras de Vigilância, das Câmaras Ocultas, Escuras e Claras, (das de Gás, não!) e desde os Estúdios da Emissora Territorial sediada na Câmara Municipal situada na Praça do Camões de Nantes com estátua de homenagem a um Afonso de Bragança, no edifício dos Paços do Concelho, o Princeps Senatus da NORMANDIA TAMEGANA anuncia o Programa de Comemorações do Bimilénio da eleição de AQUAE  FLAVIAE A MUNICÍPIO.

O Lustro que então se inicia ilustrará o trajecto histórico e ilustre da «Nobre Cidade» de CHAVES  - hoje EUROCIDADE CHAVERINÉIA.

As matrizes Celtas, Romanas e Mouriscas perpetuam-se em toda a Região.

Luxemburgo, Paris, Valladolid, Burgos, Toronto, Ludlow e Newark, S. Paulo. Malange, ou Honolulu, lembram e celebram a Transmontana.

Lisboa, Bruxelas e Estrasburgo dela se fazem esquecidas e não lembradas.

Má consciência.

O Noroeste Peninsular foi o último Território a ser conquistado pelos poderosos exércitos Romanos.

Não pela distância, mas, antes, pela surpreendente resistência dos seus Povos  -  transportavam na sua identidade «a força do Javali e a sabedoria do Unicórnio»!

 

Os Romanos admiravam os inimigos mais valentes e usavam o “”Gloria Victis”!

Cipião, em sinal de respeito e admiração pelo Cartaginês   - crescido e educado na Hispânia   - adoptou o apelido de «O Africano». Mais tarde, perante a bravura dos resistentes de Numância, acrescentou-se «o Numantino».

Já então deram conta, os Romanos, da importância “”Estratégica” dessa Veiga amparada pelo Abrunheiro, vigiada pelos contrafortes do Cambedo, do Facho e de Ardãos. Aí assentaram arraiais!

Seduzidos, encantados, bem instalados, “mais-que-bem” recuperados das batalhas com os “comes-e-bebes” locais; com a garantia de as suas quadrigas não ultrapassarem o limite de velocidade após as noitadas em honra de Baco (os romanos eram uns «bacanos», e, por tudo e por nada, faziam uns bacanais!), tão subtilmente disfarçadas com umas taças finais das águas das Caldas, pudera se por aí não se arrimassem!

E conceberam uma “civitas” em miniatura à semelhança da «sua Cidade», da sua Capital.

E não demoraram a elevar o Povoado à categoria de Município.

 

Foi no Ano 79 dC.!!!

 

2079!

Neste Lustro Comemorativo   -2074-2079-  serão postos a descoberto os 18 Arcos da TOP Model; os Balneários Romanos; os Aquedutos; o que resta das Muralhas e do Teatro. E a calçada da Ponte colocada em lájea romana;

As construções legalmente clandestinas, espalhadas pela Veiga e por tudo quanto é sítio, serão destruídas; os “Castros” serão limpos e recuperados; os Locais com interesse arqueológico serão respeitados, preservados e estatuídos como Centro de Estudo e Investigação; os Nichos, os Cruzeiros, os menires, as antas, as vias romanas, serão limpos, assinalados e ajardinados; os «mamarrachos» feitos em pó.

Os “Fortes” e as Muralhas ficarão à vista de toda a gente!

O Miradouro de S. Lourenço será lindamente ajardinado e oferecerá condições de repouso e de cómodas vistas desse deslumbrante território que nunca cansa olhar!

Em Nantes será construída uma Praça em cujo centro se erguerá uma estátua a Luís Vaz e da qual irradiarão DEZ avenidas, cada qual, em cada esquina, com nome apelativo a cada “Canto” da «Rambóia Lusitana».

Serão inventariadas as «CEGONHAS ou BALDÕES», e os Poços Mouriscos, bem tratadas e preservadas.

As Fontes, os Lavadouros, os Moinhos, todos limpos, recuperados e alindados.

Em todas as Aldeias construída será uma Casa de Convívio e de Cultura; em todas as Freguesias um Multimeios, um Pavilhão Polidesportivo.

Todos os Regatos e Ribeiras ficarão limpos, despoluídos, com águas cristalinas, povoados por Trutas, Escalos, Bogas, Enguias e Lontras, vigiados por inúmera passarada, e com as margens arranjadas, convidativas ao recreio e ao lazer.

Será elaborado um Calendário no qual «caibam» todas as manifestações Tradicionais das nossas Aldeias; onde todas as Associações Recreativas e Culturais tenham data para a sua Manifestação.

As Vias Rápidas a Unir Aquae Flaviae a Montalegre, Boticas, Vila Pouca, Valpaços, Vinhais e Verin serão mais Avenidas ajardinadas, de passeio  - para lá e para cá  -   ou de passo rápido para um abraço de amizade e de negócio com os nossos vizinhos-amigos. Levarão o nome de Notáveis Alto-Tameganos: Chaves-Montalegre, Artur Maria Afonso; Chaves-Boticas, Nadir Afonso; Chaves Vila Pouca Bento Roma; Chaves Valpaços, Edgar Carneiro; Chaves-Vinhais, capitão Castro; Chaves-Verin, Ribeiro de Carvalho,(p.ex.).

Aos autarcas concelhios (municipais e paroquiais) será distribuído transporte individual trifíbio, a fim de não terem desculpa de falta de tempo e de transporte para irem aonde já deviam ter ido … e resolverem.

Uma Universidade será instalada. As Faculdades ficarão equidistantes e, assim, situadas com justiça nas Freguesias.

Um Hospital Central, amplo, ultra-moderno, tão dotado que até Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Saúde e tanto outro Pessoal se engaliarão para ver quais deles merece a honra de aqui trabalhar. Até a juniores, seniores e jubilados vai dar vontade de ter uma dorzita aqui ou uma impressão ali, só para ganharem mais um pretexto para o seu orgulho e gabanço de Normando-Tameganos!

Os nossos Comerciantes, Industriais e outros Empresários criarão uma Fundação com propósitos de apoiar os nossos Artesãos, os nossos Inventores, os nossos Investigadores, os nossos Atletas, os nossos Artistas.

O Novo MUSEU terá a área de um Campo de Futebol e o Campo de Futebol será o melhor Polidesportivo do mundo.

O nosso ministério do Turismo estará permanentemente disponível, com Guias e roteiros que deixarão derretidos de encantamento os Visitantes.

O Centro de Patinagem e de treino de Skate será arrasado! Nesse lugar (res)surgirá um JARDIM do Éden, e em cujo centro erguida será uma estátua tamanha como a da Liberdade, lá das terras do Tio Sam, em homenagem às Mulheres Normando-Tameganas!

Nesta época, nas nossas pós-modernas Salas de Espectáculos, realizar-se-ão os mais famosos e prestigiados Festivais Mundiais de Teatro e Cinema  -  e os nossos Artistas subirão ao cume da fama.

A Fundação Nadir Afonso terá Exposições permanentes dos Artistas Normando – Tameganos e concederá acolhimento a Exposições de outros génios, nacionais ou estrangeiros.

As Nações e as Cidades (comunidades) onde mais se concentraram os que daqui partiram «a salto», com «carta de chamada» ou Passaporte de Turista - faz-de-conta terão um monumento em agradecimento e honra pelo acolhimento que lhes deram.

A vitela da Pastoria, a carqueja de Seara-Velha, o cordeiro de Castelões, os pimentos do Cambedo, as malaguetas de Valdanta, a batata da Castanheira, a castanha de Montenegro, as nozes de Vidago, a cebola de Loivos, os Pastéis de Chaves, a Couve Penca de todas as nossas Hortas, as melancias e os melões das nossas Lamas e Ribeiras, os nossos sacramentados CHÍCHARROS, o Pão de Faiões, o Barro preto de Nantes, o Folar, o Fumeiro, o Presunto e a Pinga de qualquer ALDEIA, a Jeropiga de qualquer adega, estarão Certificadas e com patente registada.

E até o Polbo Galego melhor sabor terá comido em CHAVES, combinado com as nossas Batatas, as nossas Couves, o nosso azeite, o nosso pão centeio. a nossa pinga e a companhia dos nossos amigos.

As comemorações deste bimilénio serão tão brilhantes e consoladoras que, quer residentes, quer visitantes, todos farão votos para que o próximo milénio comece a ser comemorado com igual inspiração já no ano bissexto seguinte!

 

Nesse Ano de 2079 será criada e reconhecida a

 

REGIÃO   AUTÓNOMA   DA   NORMANDIA   TAMEGANA!

 

E toda a ALTA-TAMEGÂNIA proclamada será Património Mundial da Humanidade!

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Post Extra por uma jovem Maravilha Flaviense - Sofia Silva



.

E hoje, antes de entramos no discurso sobre a cidade de Tupamaro,  temos post extra (que já é tardio) para dar conta de mais uma maravilha flaviense.

 

Sofia Silva, aluna do 8º Ano da Escola Secundária Fernão de Magalhães (antigo Liceu) alcançou o 1º Lugar no seu escalão (menores de 15 anos) no Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, promovido pelo semanário Expresso, Jornal de Letras, SIC e SIC Noticias.

 

De entre cerca de 40.000 participantes, Sofia Silva chegou à finalíssima que foi transmitida pela SIC no fim-de-semana passado. Só por isso, merece ser destacada aqui neste blog como uma jovem maravilha flaviense. Parabéns Sofia.

 

De destacar ainda, que a Sofia foi acompanhada até à final por mais duas jovens flavienses da mesma escola, a Joana Vieira e a Nádia Ferreira, que embora não tivesse atingido a finalíssima atingiram também com mérito a final e,  chegaram ao Centro Cultural de Belém, entre os 290 seleccionados dos 40.000 participantes iniciais. Parabéns também para ambas.

 

Não podia deixar de prestar a minha humilde homenagem a estas três jovens, principalmente à Sofia por ser vencedora com o 1º lugar.

 

Na foto, está o pai, a irmã mais velha e a Sofia. A foto foi roubada ao blog Valdanta a quem este blog dá também os parabéns ao seu autor por mais um aniversário. Parabéns J.Pereira.

 

Parabéns a todos!

 

Até aos Discursos Sobre a Cidade, já a seguir.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 22:46
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|  O que é?

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.pesquisar

 
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Dadim - Chaves - Portugal

. Feira dos Santos - Um peq...

. O Factor Humano

. Feira dos Santos - Um peq...

. Nós, os homens

. Feira dos Santos - Um peq...

. Feira dos Santos - Um peq...

. Chaves D'Aurora

. De regresso à cidade com ...

. O Barroso aqui tão perto ...

. Quem conta um ponto...

. Curral de Vacas - Chaves ...

. Feira dos Santos - Um peq...

. Feira dos Santos - Um peq...

. Vivências

blogs SAPO

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites