12 anos
Sábado, 31 de Maio de 2008

Santa Ovaia - Chaves - Portugal

 

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Hoje vamos até mais uma aldeia de montanha – Santa Ovaia.

 

Vamos começar precisamente pelo nome desta aldeia, pois uma questão se levanta. Será Santa Ovaia ou Obaia!?. Bom, toda a documentação consultada me leva a crer que seja Ovaia, inclusive é esse o nome da padroeira da aldeia e da capela, no entanto na placa que se encontra à entrada da aldeia, entre o ferrugem do costume, lê-se Obaia.

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Definitivamente é até Santa Ovaia que vamos e deixamos de parte o erro da placa, que embora não seja importante é lamentável e pela ferrugem, já há uns bons anos que engana que o lê.

 

Santa Ovaia pertence à freguesia de Santa Leocádia e fica a 17 quilómetros de Chaves, distância oficial, pois depende do caminho que se tome até chegarmos à aldeia. Quero com isto dizer que há mais que um caminho para se chegar à aldeia a partir de Chaves. Curiosamente e como é costume, todos eles passam pelo tão já conhecido Peto de Lagarelhos. Pois é a partir deste que se tem de tomar a grande decisão da escolha do caminho que poderá ser via Seixo/Matosinhos, via Loivos, via terras de Agrações, ou seguindo a (também famosa EN 314) via Adães ou então mesmo-mesmo no limite do concelho, já depois de Fornelos, via Vale do Galo.

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Com tanto acesso (só a partir de Chaves) podemos ser levados a pensar que se trata de uma populosa e importantes aldeia de montanha, mas é puro engano, pois a aldeia é pequena e tal como a grande maioria sofre do mal do despovoamento, sendo mesmo uma das sérias candidatas (se tudo continuar até aqui) a ser das primeiras onde se verifique o despovoamento total.

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Na minha visita à aldeia encontrei 4 resistentes, gente simpática de uma aldeia também simpática, aberta e luminosa, com uma pequena veiga fértil e protegida pelas encostas. Fora isso, muitas casas abandonadas a caminhar a passos largos para a ruína ou já em ruínas e onde não há as tradicionais casas novas de emigrantes. Não que não haja emigrantes, pois há-os como em todas as aldeias, mas adivinham-se as razões porque não investem na aldeia e que são as mesmas do costume e comuns a todas as aldeias de montanha, ou sejam, além do rigor dos Invernos, as aldeias, para além do valor sentimental, não têm nada que os possa prender a elas e onde possam ganhar (pelo menos) o pão de cada dia.

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Perguntei na aldeia quantos eram ao todo: - P’raí uns trinta, só já restam os velhos!, foi a resposta, que só vem confirmar os números dos Censos 2001, pois nessa altura existiam 43 habitantes, dos quais só 4 tinham menos de 20 e mais de 13 anos. Actualmente, segundo apurei também na aldeia, existe apenas uma criança que ainda não está em idade escolar e graças a um casal jovem e resistente, vamos ver também por quanto tempo.

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Sinceramente e é sentido, que me revolta ver morrer assim as aldeias e não critico, de maneira nenhuma, quem as abandona, pois a isso são ou foram obrigados. Critico sim e cada vez com mais revolta, as mentes iluminadas que nos governam, que há muito têm conhecimento destes acontecimentos e que nada fazem por estas populações e por contrariar o despovoamento das aldeias, antes pelo contrário, pois com as políticas de centralismo que tomam, ainda me admira como há resistentes nas nossas aldeias. Ou seja, os tais de Lisboa (os da politica e do dinheiro) estão-se, democraticamente, a borrifar para nós. Os grandes negócios de TGV’s e Aeroportos, para não falar também do grande negócio da água e associados à água entre outros, são bem mais interessantes que uns pacóvios provincianos que não existem para os grandes interesses económicos, que mandam e sempre mandaram, seja qual for o regímen instalado ou político e partido no poder. Apetecia-me dizer uma dúzia de asneiras seguidas e apelidar com uns tantos nomes feios toda essa gentalha de Lisboa…

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Um pequeno parênteses a respeito desta revolta e sobre essa gentalha de Lisboa, pois quando assim me refiro, não estou a meter os de Lisboa todos no mesmo saco, mas apenas os políticos e os que mandam neles, os homens do dinheiro, os banqueiros e também (associados a estes últimos) aqueles que dominam a opinião pública, ou seja, um outro poder (que o são) como as televisões e imprensa e também alguns falsos defensores do povo. O engraçado nisto tudo, é que a nível local (embora a outra escala) também se brinca a fazer de “senhores de Lisboa”. Ou seja, a meu ver que nada percebo destes assuntos, está instalada a social democracia dos interesses em que tudo que seja intere$$ante, tem intere$$e para políticos e para o dinheiro, e os papalvos como nós provincianos e todos que estão de fora deste esquema, vamos tendo a impressão que decidimos os desígnios do país com o nosso voto democrático. Pura ilusão, pois eles fazem o que querem e ainda lhes sobra tempo para gozarem connosco!

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Mil desculpas para Santa Ovaia que despertou em mim toda esta revolta ou raiva, mas dá pena  entrar por uma aldeia tão bonita e ver as ruas sem gente, sem a brincadeira das crianças e as casas abandonas ou em ruínas.

 

Mas vamos até mais um bocadinho desta aldeia, que já pertence à região agrícola da boa castanha, que ainda vai dando algum para a sobrevivência.

 

Em termos históricos não encontrei referência sobre a aldeia. Em termos religiosos, de tradição e festivos, há a realçar as festas que se faziam em honra de S.José, no dia 19 de Março, e disse bem – faziam – pois nos últimos anos, para além da missa, nada mais há.

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De realçar também e, é comum a todas as aldeias, que podem ter as ruas desertas, as casas a cair e sem gente, mas a capela ou a igreja da aldeia, continuam a manter a dignidade e beleza que sempre tiveram, por mais humilde que seja.

 

Mais uma vez desculpas a Santa Ovaia pelos meus desabafos, revoltas e até alguns devaneios.

 

Até amanhã, com mais uma aldeia de Chaves.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:16
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Discursos Sobre a Cidade

 

 

O "Jástou Servido"

 

Enfezado e de nariz adunco, o Anacleto passou a meninice sentado nos degraus do fontenário da Madalena. As mulherzinhas que iam encher os cântaros na torneira de pressão tinham que o enxotar quase sempre. Macambúzio, de joelhos ossudos e pernas esgalgadas, punha os braços sobre os joelhos que espreitavam dos calções, entrelaçava os pulsos  e ficava tempos infindos olhando para quem ia à água. Animava-se apenas quando os xailes negros ou os lenços sobre os cabelos grisalhos davam lugar a alguma moçoila espigadota, indiferente às suas graçolas de reguila ou, as mais das vezes, repontona.

 

Crescidote, era vê-lo a jogar ao sete-e-meio ou à lerpa, à sombra das arcadas, sempre de olho nas pernas das raparigas que iam à água.

 

Feito o serviço militar, em Braga, regressara a Chaves, lamentando que as representantes de um dos três "Pês" que a má-língua  atribuíra à cidade minhota não fossem assim tantas na sua terra. Foi-se contentando com as poucas que havia, ficando-se pelos hábitos da adolescência.

 

Continuando a viver na Madalena, aí trabalhava durante o dia, atravessando todas as noites a ponte para ir até aos reservados de jogo dos cafés da Rua Direita ou da Rua de Sto. António. Já de madrugada, passava depois pelas casas que consolavam a solidão dos milicianos de Cavalaria e Infantaria e dos noctívagos da cidade.

 

Mas não acamaradava com estranhos. Ia com o seu grupinho folgazão, o mesmo de sempre. Enfezado em criança e enfezado depois da tropa, um meia-leca como diziam os companheiros de pândega, deixava-se envolver pela animação das meninas, encostando-se aqui e ali, quase desaparecendo entre as ancas generosas e os seios opulentos.

 

Quando a bebida toldava os pensamentos dos folgazões e despertava os sentidos, o ambiente das casas animava-se ainda mais e começavam as romarias para os quartos. As meninas fugiam aos beliscões subindo os degraus, com gritinhos escandalizados, enquanto os mais atrevidos ensaiavam um levantar de saias ou o desapertar de um corpete.

 

Nessa altura havia sempre uma menina que olhava para trás e reparava que o Anacleto permanecia no sofá, com um aspecto seráfico, de sorriso nos lábios.

 

"Então o Sr. Anacleto não sobe?", perguntavam sempre. A resposta era invariavelmente a mesma — "Não, muito obrigado menina. Já estou servido..."

 

© Blog da Rua Nove

 

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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense – Pins

Dimensões reais: 19mm de altura, 15mm de largura

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Hoje entramos no mundo dos Pins, onde os há para todos os gostos, tamanhos, feitios e em diferentes materiais que podem ir desde o plástico, o PVC, lacados, latão, várias ligas até à prata e o ouro.

 

Para começar vamos até dois dos PINS oficiais do município, de entre mais de uma dezena deles, curiosamente todos diferentes e com variantes ao brasão oficial da cidade de Chaves. Quanto a materiais também todos são diferentes o mesmo acontecendo em termos de cor, pois em alguns apenas foram utilizadas três cores enquanto que outros têm mais cores ou até todas as cores do brasão, ou sejam sete cores.

 

De entre os pins editados pela Câmara Municipal o mais nobre é o PIN em prata.

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Dimensões reais: 19mm de altura, 15mm de largura

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Ficam também, para conhecimento, os símbolos oficias da cidade, ou sejam o brasão, a Bandeira para hastear em edifícios com dimensões na proporção 2x3 e o estandarte para cerimónias e cortejos com dimensões na proporção de 1x1, gironado de azul e branco, cordões e borlas de prata e azul, haste e lança em ouro. Deste último, embora exista a sua definição oficial e miniaturas do mesmo, penso não existir um estandarte para utilização em cerimónias e cortejos, se existe, nunca o vi, pois geralmente em cerimónias e cortejos é utilizada a bandeira (de hastear).

 

Ficam também os dados oficiais sobre o nosso brasão.

 

Elevação da sede do município a cidade em 18/03/1929
Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Aprovado em Assembleia Municipal a 7 de Outubro de 1987..

Publicada no Diário da República, III Série de 11/11/1987

 

 

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Armas Escudo de azul, ponte de três arcos de prata, movente dos flancos, lavrada de negro, saínte de um contra-chefe ondado de prata e azul; em chefe, escudo de prata carregado de cinco escudetes de azul postos em cruz, carregado cada um de cinco besantes de prata e com uma bordadura de vermelho carregada de sete castelos de ouro, acompanhada de duas chaves de ouro, estando a da dextra volvida em cortesia. Escudo cercado pelo colar da Ordem militar de Torre e Espada do valor, lealdade e mérito. Coroa mural de prata de cinco torres.  Listel branco com  os dizeres : " CIDADE DE CHAVES ", a negro.*

 


E para terminar só quero lembrar que na barra lateral continua a votação online sobre o futuro da ponte Romana com ou sem carros. Curiosamente a mesma Ponte Romana da qual constam três arcos no Brasão Oficial onde facilmente se observa que não tem carros.

 

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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Orvalhadas e outras terminações, de Chaves para os senhores de Lisboa

 

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José da Silva Lopes, natural de Seiça, economista, ex-governador do Banco de Portugal, ex-ministro das finanças, ex-não sei que e não sei que mais, presidente do conselho de administração do Montepio Geral…curriculum invejável sem qualquer dúvida e também alguma idade que lhe dá mais que tempo para ter juízo e sobretudo ajuizar as suas palavras antes de as dizer, mas que pelo que vi e ouvi ontem na televisão, por mero acaso num canal qualquer enquanto despertava de uma sesta merecida no sofá, este fulano ofendeu a minha dignidade de cidadão comum da província quando de cima da sua arrogância de quem está bem na vida lá para os lados de Lisboa, se referiu em questões de saúde e cuidados médicos, aos outros, necessitados desses cuidados  “duma vilória qualquer” (são palavras deste fulano) como “fregueses” e “clientes” dos médicos que “dormem nos serviços”. Como sou educado e tinha os meus filhos ao pé de mim, mandei-o  (muito baixinho) quase em pensamentos a um sítio que cá sei, mas sinceramente a minha vontade era de o temperar e mandar juntamente com esse tempero que o bom bacalhau cozido à portuguesa quer, de forma pimba, à moda do Quim Barreiros.

 

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Eis a nossa triste realidade de quem vive na província, dos resistentes que se amanharam à terra e que aos olhos dos de Lisboa, que mandam no país e no dinheiro, somos fregueses da saúde… claro que não ouvi mais besteiras desse senhor, que é igual  a todos os outros que mandam nos destinos políticos e financeiros deste país, para quem os provincianos do interior apenas têm deveres, principalmente os fiscais, mas não têm os mesmos direitos (fundamentais)  dos restantes senhores do poder de Lisboa. Já nem falo de cultura, lazer e oportunidades e, de como o dinheiro e o poder facilmente faz esquecer o engaço.

 

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Na realidade, infelizmente, cada vez mais têm razão os que dizem que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem e, sempre que digo isto, vem-me “à lembrança” as palavras de um ex-poeta flaviense quando dizia (adaptação livre e consentida pelo autor):

 

“Nascemos aqui

Onde o orvalho é só orvalho

Somos o resto que é paisagem

Quando com coisas assim nos põem à margem

Desculpem Senhores!

Mas um caralho daqueles que por cá se usam

Não ficaria mal na boca dos que de nós abusam (…)”

 

Na realidade é mesmo disso que se trata, somos abusados e sem direito a defesa. Raio de democracia esta que não é igual para todos.

 

Pois bem, os que têm o dinheiro e o poder que fiquem lá com ele(s) e que façam bom proveito, pois eu não troco a minha terrinha, por vinte Lisboas. Sou provinciano, eu sei, mas com todo o direito, pelo menos enquanto ainda nos for permitido o direito de viver e poder fazer a nossa vidinha na terra onde nascemos, com sacrifícios, mas dignamente.

 

Não nos tirem a dignidade de viver aqui.

 

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Como diria o outro, “Tou revoltado” e quando assim estou, dou uma voltinha por aquilo que de melhor temos e como a Ponte Romana sem carros. Não esqueça a votação online aqui ao lado na barra lateral. Vote, quer seja a favor, contra ou sem opinião. Se ainda não votou, vote agora, e não é condição necessária ser flaviense, pois a Ponte Romana (a nossa bela Top Model) é património da humanidade.

 

As imagens de hoje, são algumas das que fazem de mim um orgulhoso flaviense.

 

Até amanhã, com o coleccionismo de temática flaviense.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:21
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

O olhar de Adilson Faltz sobre a cidade

 

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Hoje é dia de outros olhares sobre a cidade de Chaves. Dia em que trago aqui um olhar diferente do meu sobre a cidade.

 

Na pesquisa que fiz para esta rubrica, nas galerias públicas de algumas dezenas de fotógrafos, há uma foto que é comum à grande maioria que, como será fácil adivinhar, é a foto da nossa Top Model Ponte Romana.

 

Estive a rever todas as fotos que tenho em arquivo dessas dezenas de fotógrafos que passaram por Chaves, mais propriamente as da Ponte Romana. Embora em todas a Top Model seja a mesma, todas são diferentes mas, curiosamente ou talvez não, há uma coisa comum a todas elas – Nenhuma dessas fotos apanha carros em cima do tabuleiro da ponte. Será coincidência!?, - Claro que não, pois quem gosta e faz fotografia tenta sempre obter uma foto perfeita e, os carros em cima da ponte, sempre foram a mancha negra que os fotógrafos tanto detestam e propositadamente ignoram nas sua tomas .

 

Há um comentário que foi deixado aqui no blog, já há uns bons meses atrás, em que o seu autor me chamava mentiroso, pois dizia ele que a maioria das imagens que passavam pelo blog não eram reais. Se inicialmente o comentário me chocou um pouco e pela simples razão de que todas as imagens eram reais e não tinham qualquer tratamento ou montagem, relendo-o, acabei por concordar com esse amigo, pois nos olhares selectivos que enquadrava na objectiva da minha máquina fotográfica, inconscientemente, eliminava todas as manchas negras que a sujavam. Só podia agradecer-lhe o comentário.

 

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Pois os fotógrafos são como os poetas, esses fingidores que fingem que é dor, a dor que deveras sentem (citando o(a) Pessoa, (d)esse maior Poeta português), que adaptado à fotografia se poderia dizer que, os fotógrafos extraem da beleza apenas aquilo que é belo. É por essa simples razão que, em todas as boas fotografias da Ponte Romana, nunca aparece um automóvel.

 

Quanto ao nosso convidado de hoje, Adilson Faltz, é mais um dos fotógrafos de excepção que trago a este blog. Só tenho pena que nas suas galerias públicas de fotos, onde constam belíssimas fotos das mais variadas  partes do mundo, apenas haja duas ou três de Chaves, como estas que hoje vos deixo, da Ponte Romana sem carros. Tenho pena, mas como flaviense sinto-me honrado por na sua galeria constar a nossa Top Model sem carros.

 

Adilson Faltz é Brasileiro de S.Paulo, Analista de Sistemas, fotógrafo amador e tem uma das suas galerias públicas de fotos no flickr em http://www.flickr.com/photos/adilson_faltz/ . Galeria à qual vale a pena dar uma vista de olhos, ou melhor, uma galeria que não pode perder. Outros sítios onde pode ver as suas fotos:

 

faltz.org
faltz.multiply.com
www.1000imagens.com/faltz

 

E para terminar, se ainda não o fez, mais uma vez apelo ao seu voto sobre a Ponte Romana com ou sem carros, mesmo aqui ao lado, no início da barra lateral.

 

Só me resta mesmo agradecer ao Adilson Faltz por mais duas belas fotos da nossa Top Model.

 

Até amanhã, de novo com mais um olhar sobre a cidade.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:05
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

1 minuto de entradas e saídas de Chaves

 

1 minuto de acesso a Chaves

 

Desde a última semana que, às Segundas-feiras, passamos a ter por aqui um filme. Pretende ser de apenas 1 minuto de imagem em movimento, mas mais uma vez, o minuto é ultrapassado.

 

O filme de hoje foi iniciado junto ao Casino de Chaves, ou seja, junto ao nó da A24 de acesso à cidade, actualmente o principal acesso a Chaves.

 

Para já fiquem com o filme.

 

 

Há dois dias atrás recebi um mail de um visitante do blog que se referia à velha questão do encerramento da linha do Corgo, o qual me levou ao post de hoje.

 

Dizia-me esse amigo: (…)

 

“Conheço relativamente bem a região de Chaves pois tenho familiares na bela região Tras-Montana do Alto-Tamega/Barroso, mais concretamente em Canedo, Ribeira de Pena. Durante imensos verões fiz as minhas ferias naquela aldeia, e viajei no comboio da linha do Corgo, essa bela e importante linha de via-estreita tras-montana que - na minha opinião (e na de muitos tb....) - foi criminosamente desactivada em grande parte do trajecto por governos em concluio com a CP e o silencio comprometido de autarcas da região que pouco ou nada defenderam. Virando a pagina....seria de todo importantissimo que Chaves conjuntamente com outras autarquias do distrito de Vila Real se começassem a interessar activamente pela recuperação da ferrovia no distrito. É importantissimo que a ferrovia volte a esta região tras-montana, na sua vertente de pasageiros, de mercadorias (VITAL !) e até de turismo. As  estradas e auto-estradas tem surgido quase como que cogumelos por este pequeno país de 700 por 250 Km muitas vezes aparecendo incorrectamente nos lugares onde se deveria ter desenvolvido - isso sim - projectos de FERROVIA.

 

Chaves tem uma plataforma logistica, todavia caricatamente, perdeu o comboio. Para acrescentar, vivemos claramente momentos em todo o mundo em que a ferrovia está a tornar-se a aposta do presente e futuro - e as razões são claramente entendiveis. parece-me a mim por isso que os autarcas e a população de Chaves e concelhos vizinhos deveriam começar a envolver-se cada vez mais e com força na discussão da recuperação de uma ferrovia actual para o distrito. As estradas serão apenas a componente complementar e é preciso que as pessoas entendam isso de uma vez por todas. Tivemos o nosso grande "TEXAS" que parece que quase nem sequer é citado pelos responsáveis regionais e até parte do seu povo - e povo que não tem memoria, provavelmente não terá futuro. Agora é preciso olhar para o presente e futuro, sem demasiada perca em considerações e conversa fiada que tanto caracterizam o nosso Portugal..

 (…)

 

Vai em anexo um link para um projecto de recuperação turística na vizinha galiza. Parece que por aquelas bandas existe mais convicção na aposta e concretização de projectos. E eles sabem porquê.”

 

Pois aqui fica o link para o anexo referido:

 

http://www.cehfe.es/prensa/D.L.26.04.08.pdf

 

Também eu nunca entendi o encerramento da linha do Corgo e a falta de visão de quem a mandou e de quem permitiu ou deixou encerrar. Numa simples decisão e assinatura de gabinete (em Lisboa, claro!), acabou-se com décadas de árduo trabalho para a sua construção e quase um século de circulação do comboio. Poder-se-ia ter optado na altura pela sua modernização ou, pelo menos, pela preservação da linha como um museu vivo de linha estreita, com locomotivas a vapor, ou seja, como linha turística, que tantos adeptos tem por esse mundo fora. Seria uma mais valia para Chaves e para a região,  mas foi muito mais fácil ordenar o seu encerramento e deixar a linha a saque.

 

Isto leva-me ao modo como as coisas são feitas e as decisões são tomadas no nosso país, pela nossa “tão digna” e “competente” classe política.

 

No mail que me foi enviado refere a Plataforma Logística de Chaves, a mesma que foi anunciada com pompa e circunstância pelo Primeiro Ministro José Sócrates e integrada num conjunto de plataformas logísticas distribuídas pelo país, como essenciais para o desenvolvimento de Portugal,  e bla-bla-bla…. Dizia ele.  A Plataforma Logística de Chaves está concluída há mais de 1 ano e inaugurada também, com pompa e circunstância, pelo mesmo Primeiro Ministro que as lançou e aprovou a sua localização. A Plataforma lá está, novinha em folha, às moscas e à espera de começar a funcionar, pois na Auto-Estrada que lhe passa ao lado, alguém se esqueceu de deixar um nó de acesso, que serviria também o Parque Empresarial e o Mercado Abastecedor.

 

E agora pergunto eu, então numa obra que é financiada por fundos comunitários e comparticipada por todos nós, superiormente aprovada e até lançada com direito a tempo de antena nas televiões,  não se prevê um nó de acesso a partir da auto-estrada, e do qual todo o complexo está dependente?

 

Das duas, uma. Ou não se aprovava e financiava o complexo naquele local, ou, a ter sido aprovado e financiado, obrigatoriamente teria que existir um nó na auto-estrada. Claro que nestas coisas o dinheiro que está em causa não é posto do bolso particular dos políticos que as promovem e mandam construir, senão pensavam duas vezes. Perguntem à Solverde se construía um casino em Chaves se o mesmo não fosse servido (quase directamente) pela Auto-Estrada!

 

O filme de hoje mostra precisamente a entrada na cidade a partir do nó do Casino e que, desde que foi aberta a auto-estrada, passou a ser a entrada principal da cidade. Como não sou político, nada percebo de planeamento e de prioridades, mas se fosse eu o xerife da cidade, já há muito que tinha feito um acesso digno a Chaves, em vez do mesmo ser feito por uma estradeca “terceiromundista”. Como nada percebo destas coisas, pelo sim pelo não e, para não me envergonhar perante quem me pergunta qual o melhor acesso a Chaves a partir da Auto-estrada, eu digo-lhes sempre que o melhor é saírem em Vidago e assim, apreciam um bocadinho da nossa paisagem, que graças a Deus, ainda vai sendo algo de bom que temos por cá.

 

E fico-me por aqui, porque senão tinha que falar no dinheiro que vergonhosamente está a ser gasto na estrada de Chaves a Valpaços ou nos projectos megalómanos dos nossos políticos de Lisboa, como o Aeroporto que já não é da OTA ou o TGV onde todos os estudos dizem que vai dar prejuízo e que “se calha” só servirá para transportar ministros e euro-deputados com dinheiros de todos nós, e onde um quilómetro desse luxo desnecessário dava, talvez (não fiz as contas), para por toda a linha do corgo de novo em funcionamento. Prioridades que pela certa não passam por Chaves, pela região nem por Trás-os-Montes.

 

Razão, têm os que dizem que o senhores de Lisboa, que mandam ( e não são só políticos, mas também através deles) querem fazer de Trás-os-Montes uma grande coutada de caça, e aí, quem sabe, talvez metam os resistentes que teimam ficar por cá,  numa reserva como população indígena ou autóctone como fizeram com os Índios nos states.

 

E para terminar, não esqueçam a votação online aqui ao lado na barra lateral sobre o futuro da nossa Ponte Romana. Pois enquanto vamos andando entretidos com a polémica, vamos esquecendo outros males, porque nós indígenas, até nos contentamos com pouca coisa, só não gostamos é que gozem connosco.

 

Até amanhã com um outro olhar.

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Domingo, 25 de Maio de 2008

Abobeleira - Chaves - Portugal

 

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Então hoje vamos até mais uma aldeia, vamos até a Abobeleira.

 

Se não conhecer ou não conhecesse a Abobeleira e por uma razão qualquer acordasse no Largo do Cruzeiro, diria que estava numa daquelas aldeias rurais típicas do nosso concelho, lá para o meio de uma montanha qualquer, pois ainda é assim (felizmente) que ainda se vive e sente o seu núcleo. Mas tudo não passa de uma ilusão.

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Na realidade a Abobeleira fica a apenas três quilómetros de Chaves e, entre a aldeia e a cidade de Chaves já não há separação física, o mesmo acontece entre a aldeia e a sede de freguesia, Valdanta. A proximidade da cidade e a sua boa localização geográfica, tornaram-na apetecível para novas construções. Ainda bem que o apetite só deu para moradias e não para mamarrachos, para já, pois aos poucos a cidade vai crescendo e é para os lados da Abobeleira que a cidade do betão tem tendência a crescer. Posso estar enganado, mas pela certa que daqui a umas boas dezenas de anos, a continuar tudo como até aqui, a Abobeleira estará irreconhecível.

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Todos sabemos, ou melhor, alguns sabem, que toda a freguesia de Valdanta, histórica e arqueologicamente falando é rica em vestígios e mesmo ruínas de antigas construções romanas e não só. Começando pelos importantes vestígios romanos encontrados na Granjinha, para além da sua Igreja Românica, a mais antiga da região, passando para o Outeiro Machado, as antigas minas de ouro nas redondezas do Outeiro Machado, à barragem Romana da Abobeleira, entre outros, tudo indica que a freguesia se desenvolveu em cima de um autêntico tesouro arqueológico, algum já descoberto e muito dele (estou em crer) ainda por descobrir.

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Sei que alguns destes tesouros, pelo menos os que mencionei, são do conhecimento das entidades e de alguns flavienses, pelo menos dos habitantes naturais da freguesia. Apenas isso. Os habitantes da freguesia nada podem fazer por todo esse tesouro para além de o respeitarem e acarinharem como podem, mas as entidades interessadas (ou que deveriam ser) e as que tutelam todo este tipo de património têm responsabilidades e medidas (algumas urgentes) a tomar sobre todo o património histórico, cultural e arqueológico da freguesia de Valdanta, antes (como de costume) que seja tarde.

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A Câmara Municipal, a Região de Turismo e o IGESPAR ou seja lá quem for que tutela esta coisas, são algumas das entidades que pura e simplesmente (sem o ignorar) desprezam todo este património. Só a título de curiosidade, quando tomei estas fotos da Abobeleira lembrei-me de, mais uma vez, ir ao Outeiro Machado, e mais uma vez, andei aos papeis para o encontrar e chegado lá, para além de não haver qualquer tipo de referência ao seu valor histórico e patrimonial, encontrei-o envolto de vegetação selvagem algum lixo e até restos de uma barraca e fogueiras feitas em cima de tão valioso património. Garanto-vos que quem nunca lá foi e tome a iniciativa de ir até lá por conta própria, não encontra o Outeiro Machado e, até é bom que nem o encontre, pois é uma triste imagem daquilo a que se chama preservar, o que por lá se encontra. Admira-me até que ainda lá esteja e nunca nenhum empreiteiro se tivesse lembrado de o desfazer para fazer perpianho, cubos de calçada ou rachão para uma estrada qualquer. Já não seria a primeira vez, pois quando este blog for por Mairos, conto-vos de onde são algumas das “pedras” que ajudaram a fazer a barragem de Mairos ou o que aconteceu aos fornos romanos de Outeiro Seco. 

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Mas hoje é sobre a Abobeleira que se fala, e um dos tesouros que têm nas suas terras é a antiga Barragem Romana, onde camuflados por entre vegetação selvagem, ainda existem importantes vestígios da sua estrutura, e que tal como o Outeiro Machado, pouca gente conhece a sua localização ou até existência e, apenas se trata, da barragem que fazia o abastecimento de água à antiga cidade romana de Aquae Flaviae. Eu, embora nada perceba do assunto, penso que, o que ainda existe por lá, é importante demais para estar esquecido e desprezado.

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Tive esperanças, porque ouvi dizer que constava do projecto, que o Casino de Chaves iria tratar, revitalizar e honrar toda aquela zona da antiga barragem romana. Mas penso que apenas sonhei com isso, pois há dias quando passei pelo caminho que liga a Abobeleira à Fonte do Leite, reparei que toda a zona do casino está vedada e não há qualquer ligação ou tratamento dessa zona. Ou seja, continua ignorada e dotada ao desprezo natural dos dias, e esta, nem sequer tem uma plaquinha que seja nas redondezas a assinalar que por ali existiu ou ainda existem importantes vestígios romanos onde são ainda visíveis alguns dos muros. Os historiadores e arqueólogos (ao que parece serem os únicos interessados) dizem ser uma construção muito invulgar e que originariamente os muros da barragem teriam na base 5 metros de largura, atingindo cerca de 20 metros de altura e a sua albufeira definida ser consideravelmente grande, podendo ter-se estendido até à povoação de Sanjurge e a Outeiro Machado. Há quem defenda também que esta barragem serviu para fornecer água para lavagens nas  minas romanas que teriam existido em Outeiro Machado.

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Pois antes do grande betão ($) avançar por terras da Abobeleira seria bom delimitar estes tesouros e outros tesouros como ainda o é o núcleo histórico da própria aldeia que ainda matem a sua traça e as suas construções tradicionais quase invioláveis onde notei também algumas reconstruções que não destoam muito do conjunto.

 

A Abobeleira poderá fazer parte de um “Santuário” histórico, arqueológico e turístico, com turismo da especialidade e de qualidade.

 

Quanto a santuários religiosos e à margem da belíssima capela (embora humilde) e da igreja moderna e nobremente localizada Abobeleira tem também um pequeno santuário, fruto de uma promessa de um particular, com vistas privilegiadas para a tal barragem romana e porta aberta para o “pecado do jogo”, onde não falta um curioso jardim, muitas obras de arte de cantaria e até mesa de merendas, ao que apurei, tudo obra de um só habitante e construído às suas custas e que para ser um importante santuário, só lhe falta mesmo a dimensão e talvez um milagre. Mas bem poderia partir desde ali o caminho para a antiga barragem, tratada, com um pouco da sua história e até quem sabe para um futuro museu da barragem e da romanização. Talvez seja esse o milagre que falta a tão curioso santuário.

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E que mais há para dizer da Abobeleira!? Talvez que embora a proximidade da cidade, o atractivo tem sido apenas os seus terrenos circundantes que foram sendo invadidos por forasteiros, enquanto o seu núcleo sofre o mal das restantes aldeias, com o seu envelhecimento, degradação e abandono de algumas das suas casas tradicionais, ou seja, o despovoamento do seu núcleo histórico (embora pouco) também é visível.

 

Quanto ao Casino, implantado em terras da Abobeleira e paredes-meias com a aldeia, apenas tem vistas para ela e vice-versa. Parece mesmo que a ribeira de Sanjurge ou o nosso Ribelas (talvez alguém da freguesia ajude quanto ao nome da ribeira na sua passagem pela Abobeleira) divide fisicamente o poder, o dinheiro e as altas tecnologias de uma aldeia simples, rural e pobre que segundo sei e alguns se queixam, não tira qualquer dividendo por tão importante casa de fazer ou jogar dinheiro, enquanto que as rãs, nessa mesma divisória, no seu coaxar no pequeno lago de águas puras, vai debitando os sons de verão para delicia de todos, ou seja da aldeia rural da Abobeleira e do Hotel urbano de um casino com sons do campo.

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Ainda a respeito do casino. Nada tenho contra a sua existência, penso que é até uma mais valia para a cidade e para a região que atrai muita gente de fora (e também de dentro) que poderá (assim o saibam aproveitar) contribuir para a riqueza turística da região, mas penso também, que a freguesia que o acolhe, deveria beneficiar directamente com a sua implantação, como, não o sei, mas poderia muito bem passar por financiar, tratar e promover os tais tesouros históricos que a freguesia tem e que lhe ficam mesmo ao lado. É apenas uma ideia, e se, tanto quanto sei os concelhos vizinhos recebem dividendos pela implantação do casino em Chaves, porque é que a freguesia não os recebe. Se por acaso os recebe, peço desculpas pela minha distracção e ignorância.

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E penso que sobre a Abobeleira é tudo. Gosto do seu interessante núcleo histórico e de toda a paisagem campestre entre a aldeia e Sanjurge, mesmo tendo a modernidade de uma auto-estrada pelo meio. Do que é novo e se foi construindo entre a aldeia e a cidade ou Valdanta, é o banal, das novas moradias com muros altos e com pessoas lá dentro, uns sentados no sofá em frente à televisão enquanto os putos se vão entretendo no computador a teclar nos chats, a viajar pela Internet ou nos jogos online.

 

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Por falar em online, a votação sobre a ponta romana, continua à espera do seu voto, aqui ao lado, na barra lateral.

 

Até amanhã, com mais Chaves em movimento.

 

Sensatez irá prevalecer

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:01
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Sábado, 24 de Maio de 2008

Algures entre Vilas Boas e Ventuzelos - Chaves - Portugal

 

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As horas não esticam e o tempo não chega para tudo.

 

O contrato é de trazer aqui todos os fins-de-semana uma aldeia, mas há vezes que causas mais nobres ocupam o nosso tempo. O de hoje foi todo ocupado pela nossa Top Model Ponte Romana e não tive tempo de me ocupar a sério e dignamente por uma aldeia.

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Ainda antes de entrar propriamente no post de hoje, deixo mais um alerta para o post anterior e para a votação online que se encontra aqui ao lado na barra lateral. O seu voto é importante.

 

Então vamos lá a nosso post de hoje.

 

Quebro a promessa de uma aldeia, pois hoje ficamos entre duas aldeias, com imagens de vistas iguais, mas com diferentes olhares e afinações.

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Olhares que foram tomados entre Vilas Boas e Ventuzelos, todos do mesmo local, mas com vistas que vão desde Santa Bárbara de Ventuzelos, até Loivos e Agrações.

 

É um daqueles lugares dos quais ainda há dias falava e que ficam perdidos no meio das montanhas, no tal triângulo da grande zona de Vidago. Um lugar que encanta pelas vistas, pela serenidade e pela beleza sem igual. É do melhor que vamos tendo pelas nossas terras e que até parece estarmos perdidos no paraíso. Claro que tudo depende da afinação do olhar, do gosto pela terra, pela natureza e pelas montanhas, ou sejam de alguns dos gostos que eu gosto e que pela certa são partilhados por muitos.

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E por hoje ficamos por aqui. Amanhã vamos até uma aldeia a sério.

 

Não esqueça a votação online aqui ao lado. Seja qual for a sua opinião, é importante para o futuro da nossa Ponte Romana.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:20
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Votação online - Ponte Romana

 

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Já sei que o dia de hoje é para as aldeias, mas ainda antes disso, vamos mais uma vez até à Ponte Romana.

 

Nos últimos dias tem-se abordado um bocadinho a quente a questão de a Ponte Romana ter trânsito automóvel ou passar a exclusivamente pedonal. A minha opinião é conhecida e continuarei a defender o que acho de melhor para nossa dama. Independentemente da minha opinião, estou em crer, que todos gostaríamos de saber qual a opinião da maioria dos flavienses e não só, porque afinal a ponte não é património exclusivo flaviense, mas um património histórico pertença de todos.

 

Assim, deixo na barra lateral um inquérito que estará online até dia 8 de Julho, dia da cidade, onde anonimamente poderá deixar a sua opinião a respeito do futuro da Ponte Romana, a nossa Top Model.

 

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A questão é simples:

 

 

Concorda que a Ponte Romana passe a ter utilização exclusivamente pedonal?

 

Sim, não ou sem opinião, é importante que vote, ainda para mais que a decisão por parte da Câmara Municipal foi adiada e estará dependente de todas a opiniões. Não custa nada, é só um click.

 

Poderá a qualquer momento acompanhar a votação online e se quiser até deixar por lá a sua opinião. Basta seguir o link na caixa ao lado da barra lateral.

 

 

Esta votação estará online  na  restante blogosfera flaviense aderente,  no entanto,  a totalidade dos votos são contabilizados em conjunto numa única "urna", ou seja, o sistema só contabilizará um voto por utilizador, seja neste ou noutro blog aderente e a contabilização de votos é feita em todos os blogues em simultâneo.

 

 

Para os blogues que não receberam  o código html  por mail, por favor contactem  este ou outro blog  aderente para que o mesmo lhe seja disponibilizado ou, em alternativa, poderá ser copiado directamente no servidor da votação online (basta clickar na caixa da votação em "see results" para aceder ao servidor.

 

Até já, com mais uma aldeia.

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:37
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Discursos Sobre a Cidade

 

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“BLOGUETORES x PRETORES”

 

Texto de Tupamaro

 

Dificilmente será encontrada uma Região – Município, com tantos e tão entusiastas “BLOGUETORES”!

 

E a nota mais saliente que exibem é um «sol» longo, vibrante, fluorescente, com sentida expressão do carinho, do apego e da saudade por toda a NORMANDIA  TAMEGANA.

 

Todos, e cada um per si, os “BLOGUETORES” Tameganos têm feito, e continuam a fazer, com que os Normandos do Tâmega sintam, alimentem e manifestem o maior gosto no buraquinho, na gruta, em que nasceram   -   ou que adoptaram.

 

Viajemos por qualquer canto do mundo.

 

Lugares encontraremos mais especiais do que outros, com um «quê» especial, etéreo, transcendente.

 

É o sentir, o tocar, o adivinhar o mistério.

 

E a nossa TAMEGÂNIA, aos seus filhos e aos seus amigos, atinge-os com um fascínio irresistível e incomparável.

 

Uma Igreja, uma Capela; um Cruzeiro, um Nicho; uma muralha, um Castro, uma Torre, um Castelo; uma ponte, um caminho, uma rua, uma canelha; uma fonte; uma tradição; um costume; uma história, uma lenda; uma figura, ou um figurão; uma «lama», uma carvalheira, uma sorreira ou um monte; um dia de inverno, ou um dia de inferno; uma conversa de taberna, de barbeiro ou de Café; um encontro de Feira, ou de Festa; de amor, ou de desengano; tantos pedacinhos de vida e de Natureza que nos dão outra dimensão do nosso mundo e nos dizem que, afinal, a eternidade começa e acaba no nosso cantinho natal.

 

A Cidade e a Região têm um desígnio extraordinário, fantástico.

 

Também estas foram um território prometido aos mais remotos antepassados da Humanidade.

 

Falamos, com toda a justiça, de Lusitanos, Romanos, Suevos, Visigodos e Mouros.

 

Com muita injustiça e só raramente, lembramos os Iberos e os Celtas.

 

Todavia, vincados traços destes avós permanecem e se evidenciam em rituais de religiosidade onde os matizes possuem mais brilho pagão que panteísta.

 

Mas atentemos que todos esses Povos nos legaram o seu melhor, e que é a nós que nos coube (e cabe) usufruir, venerar e honrar a sua herança.

 

Os “BLOGUETORES” de C H A V E S têm feito por isso.

 

Os Pretores Municipais, em pouco mais de trina anos, assistem, com uma governação quaternária indecorosamente semelhante aos planos quinquenais de um «determinado país».

 

Porca miséria quando, em nome não se sabe de quê, mas em gestos, decisões e tratados às três pancadas, se faz com que todo um Território nobre, histórico, com enormes recursos para um presente e um futuro próximo e distante, se descaracterize, e consente que a estúpida soberba nombrilista local   - e a centralista    -    o considere com soberania e desdém, até!

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Envelope de 1.º Dia - Castelo

 

O acrónimo FDC (First Day Cover) é um anglicismo que, em filatelia, designa um envelope comemorativo do primeiro dia de lançamento de um selo, exibindo uma obliteração especial, ilustrada, alusiva à temática do selo. O envelope é impresso e comercializado, no caso de Portugal, pelos CTT, única entidade responsável pela aposição do carimbo.

 

O envelope reproduzido ilustra o selo de 27$00 emitido pelos CTT no âmbito da série Castelos e Brasões de Portugal. A circulação do selo iniciou-se a 1 de Julho de 1988, conforme se pode verificar na obliteração. Para esta série, os CTT emitiram FDC's correspondentes aos formatos comerciais C-5 e C-6.

 

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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

"Ponte Romana!" - "a pedonal já!" ou "politiquices" - escolha o título...

 

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Nem sei por onde começar. A página em branco à minha frente, já por si, aterroriza, mas quando o assunto sobre o qual queremos falar tem tanto de delicado como de estupidez, a coisa complica-se, ainda para mais quando é da nossa donzela e Top Model Ponte Romana que se trata.

 

A questão da ordem dos últimos dias em Chaves é se a Ponte Romana vai ou não abrir ao trânsito automóvel após as obras em curso. Pelo que oiço, à excepção de três ou quatro comerciantes da Madalena (apenas isso), do Presidente da Junta e, por motivos particulares de um ou outro cidadão, toda a população vê com bons olhos o fecho definitivo e permanente do trânsito na Ponte, que aliás é ou seria uma decisão de bom senso, pelas mais e variadas razões. Mas quando a política (partidária) e a contabilização dos dividendos que se pode tirar da polémica são postos em cima da mesa, o caldo entorna-se e o bom senso é pura e simplesmente esquecido ou posto de lado.

 

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Se por um lado até posso tentar compreender as situações particulares (embora comodistas) de alguns cidadãos e a situação de alguns comerciantes da Madalena (embora sinceramente pense que estão errados, pois lucram mais com os peões do que com os carros), o que não entendo é a posição do Presidente da Junta da Madalena, dos representantes do PSD na Câmara Municipal e do Partido Socialista, pois quanto aos outros partidos não conheço a sua posição oficial.

 

Então é assim: O Presidente da Junta da Madalena defendeu há tempos numa entrevista a um jornal local, que resumindo, dizia (mais ou menos)  que por várias razões válidas e importantes como tratar-se de um monumento nacional,  até estava de acordo que a ponte fechasse ao trânsito, mas que por não existir uma ligação directa e aceitável entre a rotunda da Av. Dr. Mário Soares (localizada entre a Adega Cooperativa e a Ponte de S.Roque) e o núcleo da Madalena, não poderia estar de acordo com o fecho do trânsito na Madalena. Embora discutíveis as suas razões, ganharia muito mais poder reivindicativo para as suas pretensões com a ponte sem carros, do que com carros, pois com estes, a tal ligação (com a qual concordo plenamente) deixa de ser prioritária, embora considere que para quem tem carro, tanto faz andar mais 100 metros como menos 100, já que a Madalena é servida pelas duas outras pontes. Já o mesmo não acontece com quem anda a pé. Além disso, a Madalena (freguesia), não se resume ao núcleo do Bairro da Madalena, pois estende-se até ao Seixal, Ribeira das Avelãs, Caneiro, Campo da Fonte, Casa Azul, Sr. da Boa Morte, etc.

 

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Quanto à posição do Partido Socialista, soube ontem pelo Jornal de Notícias que na próxima reunião de Câmara (que penso será hoje) vai propor um referendo local para decidir se a Ponte Romana deve ou não ficar encerrada ao trânsito. Sinceramente nem sei se chore ou se ria com tal proposta que (na minha opinião) tem tanto de absurda como de ridícula e leviana, que só demonstra inexperiência política dos seus proponentes, e por variadíssimas razões. Todos sabemos que a Constituição da República prevê no artigo nº 240 o Referendo local, que a meu ver, deverá ser um instrumento a utilizar (tal como o referendo nacional) em questões relevantes, neste caso, do interesse do concelho. Embora a questão do trânsito na Ponte Romana seja importante para a sua preservação e vida, ou qualidade de vida da cidade, para a mobilidade dos peões, para o turismo, respeito por 2000 anos de história, para o comércio tradicional (embora alguns comerciantes não o entendam assim) e ainda como abertura a uma série de eventos que poderão ser desenvolvidos no seu tabuleiro, daí e embora todas estas razões e mais algumas, não é uma questão relevante para o concelho e se o é, então muitos referendos ficaram por fazer e, se terão de fazer nesta cidade. Eu proponho e avanço já com um, e este é bem sério, que é o de saber se a população flaviense concorda ou não que sejam demolidos todos os mamarrachos construídos no centro histórico.

 

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O referendo é uma coisa séria que deve ser encarada com seriedade e não banalizada ao jeito de cair no risco de anedota do gato fedorento (é a minha opinião e leitura que faço do referendo).

 

Outra das razões pela qual o Partido Socialista deveria ficar caladinho, é porque quando foi maioria na Câmara Municipal, teve muitas oportunidades para ter fechado a Ponte Romana ao trânsito e, com esse pretexto até foi construída a Ponte de S.Roque, mas nunca o fez, talvez por causa das mesmas pressões e argumentos que o actual executivo sofre e utiliza para não a fechar definitivamente ao trânsito. Como disse há dias, é aqui que entram as questões da fruta que cada um tem….

 

E quanto ao Partido Socialista estamos conversados.

 

Quanto à maioria PSD, que é que decide, digamos que fiquei feliz quando se propuseram efectuar as obras em curso com a intenção (segundo consta em todas as notícias que têm vindo a lume) de fechar o trânsito na ponte. Claro que só poderia ser uma opção com a qual nos congratulávamos e que há muito era ansiada, estou em crer, pela maioria da população flaviense. Mas mal começaram as obras começaram também os zunzuns e as movimentações por parte de meia-dúzia de comerciante (ao que consta) e logo todas as boas intenções em relação à ponte caem por terra e ao que apurei pela tal publicação de ontem no Jornal de Notícia, que passo a citar: «"Aquilo que está previsto, quando a ponte reabrir, é mantê-la encerrada ao trânsito das 20 às 8 horas, durante os dias da semana, e todo o dia aos sábados, domingos e feriados",  revelou, ao JN, o presidente da Câmara, João Batista, lembrando que esta solução tem em conta o facto de estar já em obra a construção de outra travessia pedonal sobre o Tâmega».

 

Pessoalmente até concordaria se o horário de abertura ao trânsito automóvel fosse ao contrário, ou seja, o trânsito automóvel estar aberto entre as 20 e as 8 horas, pois já todos sabemos que durante esse período (com a desertificação habitacional do centro histórico) o centro histórico não tem movimento.

 

Ou seja, se era para manter aberto ao trânsito automóvel a ponte romana, as actuais obras não tem qualquer justificação, antes pelo contrário, pois com a abolição dos passeios, fica posta em causa a segurança dos peões, além de, todo aquele novo pavimento de granito branco, em dois tempos ir à vida, pois não é preciso ser engenheiro (basta ser pedreiro) para perceber que este tipo de granito é macio, poroso ou seja, pouco resistente a cargas, além de, no melhor pano cair a nódoa, pois naquele branquinho, os óleos e borrachas dos pneus dos carros, vai cair a matar.

 

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E aos que me acusam de só falar mal das coisas que se fazem na cidade, fica o recado: Eu bem queria falar bem, mas assim, lamento, mas não posso.

 

Resta-me a consolação de durante uns largos meses gozar e ver a ponte romana fechada ao trânsito, pois parto do principio que enquanto a nova ponte pedonal não estiver pronta , a romana não abrirá ao trânsito automóvel.

 

 

Só lamento mesmo é que o fecho ao trânsito automóvel da ponte romana, que não passa de uma questão de bom senso e respeito, seja mais uma vez transformada numa questão e luta política e partidária, e mais grave que isso, de favorecimento de meia-dúzia de comerciantes, em detrimento da maioria da população, que diga-se também a verdade, tem aquilo que merece, pois assiste impávida e serena à decisão que lhes cair em sorte.

 

Da minha parte e para os devidos efeitos como cidadão português em uso de todas as suas faculdade e direitos e,  já que a coisa cai para o referendo e tal… também uso o direito que a constituição da república me dá no seu artigo 37º (Liberdade de expressão e informação), ponto 1 e 2, em que todos têm o direito de exprimir e divulgar o seu pensamento pela palavra, pela imagem, ou por qualquer outro meio……. Onde está pela certa incluído o da indignação, pois é assim que me sinto – Indignado!

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:34
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Os olhares sobre a cidade de Luísa Cortesão

 

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Como é habitual às terças-feiras trago aqui um convidado ao acaso e um olhar diferente do meu sobre a cidade de Chaves, no caso de hoje, uma convidada que dá pelo nome de Luísa Cortesão.

 

Tento sempre saber um pouco dos meus convidados e com esta coisa das novas tecnologias, da Internet e das pesquisas, principalmente no Google (a verdades têm de ser ditas), qualquer pessoa que exista, tenha nome e feito qualquer coisa na vida, tem quase a sua vida e identidade escarrapachada na net, ou seja, por esse mundo inteiro.

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Pois como habitualmente às terças-feiras faço uma pesquisa no flickr à procura de uma imagem de Chaves. Na última pesquisa apareceram 13.721 fotografias relacionadas com a palavra «chaves». Claro que no meio de tanta fotografia aparecem fotos de porta-chaves, de chaves de fechaduras, do Juca Chaves cómico brasileiro e até do Chaves, que até é Chavez, o presidente. Mas a maioria das fotos são mesmo da cidade de Chaves.

 

Nas minhas pesquisas vou parando sempre naquelas fotos que me vão chamando a atenção, pela sua qualidade, pela curiosidade do olhar, por ambas as coisas ou até pela oportunidade da(s) foto(s).

 

Hoje esbarrei com as fotos de Luísa Cortesão e parei. A diferença no olhar e qualidade do olhar, denunciavam o olhar de um artista na arte da fotografia e na arte de captar momentos. Depois de visitar a sua galeria, rendi-me à sua arte de fotografar.

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Conta na sua galeria com 5042 das quais 111 estão no explore, ou seja uma espécie de um quadro de honra no flikcr. Para quem gosta de fotografia, não pode perder esta galeria de fotos e que pode ver aqui em:  http://www.flickr.com/photos/luisa/

 

Na tal abertura das nossas vidas à comunidade da Internet, encontrei ainda a nossa convidada de hoje num blog (http://luisacortesao.blogspot.com/) e num fotolog (http://www.fotolog.com/luisacortesao/), nos quais também vale a pena passar.

 

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Embora a Internet nos espiolhe as vidas, há coisas que não nos diz e, uma delas, é a razão pela qual a Luísa Cortesão passou por Chaves, mas fosse qual fosse, sei que levou uns belos, interessantes e diferentes registos da nossa cidade, onde não poderia faltar (claro) a nossa Top Model Ponte Romana, que como qualquer Top Model que se preze, ultimamente tem sido notícia na imprensa da terrinha e no diz-que-diz do dia-a-dia flaviense.

 

E para terminar, de Luísa Cortesão apurei ainda que é ou vive em Lisboa, passou por Chaves em Maio de 2007 (segundo o exif das fotos) e suponho ser Médica endocrinologista (segundo cruzamento de dados na net).

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Espero que apreciem as fotos de hoje e não percam uma visita à sua galeria no flickr, pois há muitas e boas fotos para apreciar.

 

Da minha parte obrigado à Luísa Cortesão por este momento e as minhas desculpas pelo “roubo” das fotos para ilustrar o post de hoje.

 

Até amanhã com mais cidade de Chaves e mais uma vez, porque é oportuno – PONTE ROMANA SEM AUTOMÓVEIS!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:10
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Um minuto de Ponte Romana Sem Carros

Ontem anunciei que hoje se inaugurava por aqui uma nova rubrica, pois ela aqui está.

 

Embora eu seja um apaixonado da fotografia, de vez em quando também me rendo ao vídeo e, se tivermos por aqui um vídeo uma vez por semana, não fará mal a ninguém.

 

Esta nova rubrica terá o nome de “Um minuto de…” pois serão filmes muitos breves de aproximadamente um minuto sobre uma rua, uma praça ou um acontecimento de Chaves.

 

Hoje para inaugurar, o filme terá excepcionalmente cerca de 5 minutos, mas é por uma boa causa, pois é pela nossa Top Model Ponte Romana.

 

E depois deste vídeo, cada um que se questione como quiser, pela minha parte, e pondo de parte muitas e boas razões, a ponte é muito mais agradável com pessoas em toda a sua largura de com os carros da discórdia.

 

Pensem nisso, pela minha parte já sabem que a ponte, é SEM CARROS.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:47
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Domingo, 18 de Maio de 2008

Pereira de Selão - Chaves - Portugal

 

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Na minha primeira actividade laboral muitas vezes me cruzei com o termo “solos seleccionados das minas de Pereira de Selão”. Os técnicos diziam que eram bons para os fins a que se destinavam. Da minha parte apenas lhe conhecia o nome, até que um dia resolvi perguntar onde se localizavam estas minas de solos tão apreciados e, responderam-me: Ficam ali para os lados de Vidago!. Espanto meu e ignorância minha, pois pensei que solos tão apreciados pela classe técnica das engenharias, nunca poderiam ser cá da terrinha, mas eram. Ignorância porque só nesse dia soube que Pereira de Selão pertencia ao concelho de Chaves. Mas isso, foi há quase 30 anos atrás, depois disso, a aldeia de Pereira de Selão já fez e faz parte de muitos dos meus itinerários e visitas.

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Já entenderam que a nossa aldeia de hoje é Pereira de Selão.

 

Pois vamos então até mais uma daquelas aldeias que encanta pelo seu casario tradicional e que é testemunha de Pereira de Selão já ter sido uma aldeia cheia de vida.

 

Pereira de Selão fica a 13 quilómetros de Chaves e a cerca de 4 de Vidago, pertence  à freguesia de Vilas Boas e faz parte daquele grande grupo da região de Vidago. Em termos de população e segundo o Censos 2001, tinha nessa data 89 habitantes, dos quais 52 tinham mais de 65 anos e apenas 7 com menos de 10 anos. Os números dizem tudo, pois de 1981 a 2001 perderam metade da população e na presente data, pelo que apurei,  apenas uma criança é transportada para a escola de Vidago, pois em Pereira de Selão a escola fechou por falta de alunos.

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Penso que nunca é demais referir por aqui esta constante da perda de população nas nossas aldeias e que é do conhecimento de todos nós, infelizmente. Tenho pena que Pereira de Selão não tenha a vida e alegria que imagino que teria há 40 ou 50 anos atrás, ou até talvez menos. Perdas que jamais serão recuperadas, pelo menos no que respeita a tradições associadas à vida rural, aos trabalhos do campo, às festas das colheitas, aos Domingos, às crianças na rua e por aí fora.

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Antigamente, quando se entrava numa aldeia, as ruas estavam cheias de vida, principalmente crianças, muitos adultos e, (claro) cães, galinhas, gatos, burros e cavalos, bois, rebanhos de ovelhas ou cabras. As aldeias eram agitadas com toda uma vida de campo. Pois parece incrível, mas é verdade, na minha última deslocação a Pereira de Selão para tomar as fotos que hoje vos deixo, estive por lá cerca de 45 minutos em plena tarde de Sábado e nesse período apenas vi duas pessoas e um cão.

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Não quero com tudo isto dizer que Pereira de Selão não tenha gente, pois já vimos pelos números que a há e a nível de casario até há muitas construções recuperadas e até com gosto, mas não passa de uma aldeia dormitório e com grande parte da sua população envelhecida.

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Mais uma vez o digo aqui que dá pena ver uma aldeia como Pereira de Selão, com tanta intimidade de casario interessante, mas sem vida de rua. Um bom exemplo de como a vida das nossas aldeias e a população rural foi e é esquecida nas políticas centralistas praticadas pelos senhores de Lisboa e consentidas ou até imitadas pelos senhores da política local.

 

Tal como os problemas da poluição mundial, do buraco de ozono e do aquecimento global já entraram num período de não retorno, também as nossas aldeias entraram nesse período.

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As aldeias que antigamente eram uma fonte abastecedora de produtos agrícolas de qualidade, carnes e outros bem necessários dos quais a cidade dependia, hoje são em tudo dependentes da cidade. No trabalho, nos embalados das grandes superfícies vindos sabe-se lá de onde e até da carne, das verduras e outros produtos de aviário, da educação e formação e até de valores, morais e monetários.

 

Desculpem-me estes desabafos, mas sempre o disse aqui que na minha infância e embora tivesse nascido na cidade e sempre vivido nela, sempre tive uma forte ligação ao mundo rural e às aldeias, e custa-me ver como as aldeias de hoje se despem de gente, de valores e de qualidade de vida. O curioso disto tudo é que as aldeias de hoje (digo-o sempre) têm tudo pelo que sempre ansiaram há muitos anos atrás, ou seja a electricidade, a água canalizada, o saneamento, telefones e bons, ou pelos menos dignos acessos rodoviários, mas hoje falta-lhes o principal e que é um meio de poderem também subsistir dignamente com o trabalho que poderiam ter nas suas aldeias.

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Peço desculpas a Pereira de Selão por este lamento, mas é um lamento sentido, que dia-a-dia, cada vez mais, revolta.

 

Mas vamos então até um pouco da aldeia e da sua história.

 

Ao que dizem os entendidos, Pereira de Selão, é um topónimo derivado de Sillus, um nome pessoal de origem germânica e daí teria surgido villa Sillani. A aldeia mostra no seu casario e nas suas casas senhoriais, a imponência que outrora a caracterizou; apresentam ainda traços estilísticos e ornatos que merecem admiração e embora alguns mantenho a sua dignidade, outros há que mereciam uma atenção urgente.

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Diz a tradição que num local perto duma das casas da aldeia estiveram acampadas, em 1809, as tropas do Marechal Soult e que aí mataram e comeram uma junta de bois. Para roubarem os animais fizeram tochas de pano embebidas em azeite que, acesas, lhes iluminaram o caminho e lhes ajudaram a atingir o objectivo. As suas três fontes de mergulho que marcam usos e costumes de ainda poucos anos atrás, evidenciam a abundância de nascentes de água. No Largo de S. Martinho, ao que parece ter sido o centro da aldeia,  está situada a capela da Senhora das Neves, com a sua torre sineira galaico transmontana.

 

Embora não a tivesse visto, pois perdi o meu tempo pelas ruas da aldeia, a documentação existente sobre a aldeia diz que perto do seu termo pode observar-se uma interessante estação de arte rupestre, ligada ao culto da fecundidade, no lugar designado por Bubane. junto do ribeiro do mesmo nome.

 

Pereira de Selão é terra natal do célebre capitão Ruivo, brioso militar da famosa Legião Portuguesa, que combateu em Wagran e Moscovo.

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E para terminar regresso de novo às minas de Pereira de Selão e ao modo como as leis são elaboradas, postas em prática e cumpridas. Pois toda a gente sabe que as leis existem para as explorações mineiras e pedreiras, que as obrigam a repor os solos, ou seja, a tapar os buracos que abrem. Pois as minas de Pereira de Selão já há alguns anos que fecharam e foram abandonadas e o buraco continua por lá, pois não foi tapado. Hoje está cheio de água que imagino será um perigo físico além de ambiental, pois duvido da qualidade daquelas águas estagnadas. Não vale a pena perguntar porque é que a lei não foi cumprida, pois possivelmente foi porque a empresa que a explorava faliu e “prontos”, como se costuma dizer, o assunto está arrumado. O Estado só existe para fazer leis e cobrar impostos para os seus devaneios. Quanto ao cumprimento da lei ou a substituir-se a quem a devia cumprir (quando não é cumprida), aí a coisa já é diferente, e quanto ao cumprimento dela, depende de quem a tem de cumprir. Faz-me lembrar um primeiro-ministro que proibiu fumar em espaços públicos e dias depois “botou” umas cigarradas num avião dizendo que desconhecia a lei, é como a crise que só é para ser paga por alguns.

 

Até amanhã de volta às polémicas da cidade, com abertura de uma nova rubrica neste blog.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:56
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