12 anos
Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Porta-chaves e Pin do Flavito

 

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1 - Porta-chaves em liga metálica e esmalte

 

Altura (mascote): 55mm

Gravação no verso: III Jogos do Eixo Atlântico, 6-10, Julho 99

Número de exemplares: 1.000

 

2 – Pin em liga metálica e esmalte

 

Altura: 20mm

Número de exemplares: 2.000

 

Hoje ficamos com o porta-chaves e o pin do “Flavito”.

 

E quem é/foi o Flavito?

 

Foi a mascote dos III Jogos do Eixo Atlântico que se realizaram na cidade de Chaves e que decorreram durante os dias 6 a 10 de Julho de 1999, onde participaram cerca de 1000 atletas em representação da maioria das cidade do Norte de Portugal e da Galiza, incluindo a cidade de Chaves, contando na cerimónia de abertura com o Primeiro Ministro de Portugal, António Guterres e com o Presidente da junta da Galiza,  Fraga Iribarne, além dos presidentes de Câmara das cidades participantes.

 

Desconhece-se o nome do autor da mascote, no entanto está associado aos criativos da empresa Marca-Artes Gráficas, do Porto, que deram apoio gráfico, em parceria como a Cooperativa Árvore, ao evento.

 

Associados aos jogos foram ainda cunhadas medalhas em bronze, prata e ouro  e uma escultura em bronze, reprodução de trinta exemplares do Padrão dos Povos, cuja redução e estojo foram concebidos pelo escultor Manuel Sousa Pereira. Oportunamente também passarão por aqui, nesta rubrica do coleccionismo, as medalhas e a reprodução do Padrão dos Povos.

 

Quanto ao Flavito, já perceberam pelo desenho, que alude e foi inspirado na nossa história milenar do povoamento romano e da criação de Chaves (Aquae Flaviae) como município.

 

Até amanhã, com mais um discurso sobre a cidade de autoria de Tupamaro.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:26
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Chaves - Centro Histórico - Portugal

 

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Mais tarde do que é habitual, mas a vida é assim mesmo e os dias nem sempre nos correm de feição. O que interessa mesmo é cumprir o contrato que nós temos com a vida e com as coisas.
 
Prometi vir aqui todos os dias, pois cá estou com mais uma imagem do nosso Centro Histórico, com o nº 4 da Rua da Ordem Terceira, por sinal uma das ruas mais pequenas, mas que nem por isso deixa de ser interessante.
 
Mais logo, cá estarei de novo com o coleccionismo de temática flaviense.
 
Até logo!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:39
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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

O olhar de Frederico Navarro/Paulo Ferreira sobre a cidade

Foto de Frederico Navarro/Paulo Ferreira

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Descobri esta foto no flickr com o título de “Chaves Ponte Romana” e com a seguinte legenda:

 

“When i arrived to this city - Chaves - i was very disappointed. It seems like any other city. But when i saw the old town;...see for yourself!”

 

As fotos e palavras são assinadas no flickr com o nick de Frederico Navarro e com o nome de Paulo Ferreira. É a única foto de Chaves que este autor (fotógrafo) tem na sua galeria e, digamos que entre todas as fotos que podem representar Chaves e a sua história milenar, esta é (sem dúvida alguma) a melhor imagem, não fosse ela a nossa Top Model, o nosso ex-libris e, tal como todas as fotos da nossa menina com olhar de fotógrafo que se preze, fotografa-a sem carros em cima dela, tal como a maioria da população flaviense anseia e deseja vê-la, sem carros, definitivamente.  Claro que nestes 34 anos de democracia, ano após ano, temos vindo a assistir que o anseio das maiorias e a decisão do seu voto, é apenas aparente e a vontade do povo, ou seja a vontade do voto, de pouco ou nada vale, principalmente quando os interesses (os económicos de quem tem plim) é que decidem, e de nada vale a palavra de político, pois já está instituído que promessa de político não é para cumprir, tal como estamos habituados ao esbanjar de dinheiro quando da obra não se tira qualquer proveito ou benefício. E, minhas senhoras e meus senhores, isto não é questão de cor da camisola, pois tenha ela a cor que tiver, todos são iguais (maioritariamente falando já que estamos em democracia) o que me leva, cada vez mais, a dar razão aos anarcas – “a merda é a mesma, as moscas é que mudam” e eu acrescentaria: e o povo é que paga… além de ser o eterno culpado de todos os males para justificar a incompetência dos políticos (além da eterna situação actual -claro).

 

Mas antes de continuar com os meus devaneios, fica como de costume, o linck para a galeria do nosso convidado de hoje (do qual nada sei, além de ser português e isto também é suposição, pelo nome)  em: http://www.flickr.com/photos/fredericonavarro/

 

 

Continuando com os devaneios…ou talvez não!

 

Tudo isto e toda esta revolta,  (porque é verdade, eu estou revoltado) vem a respeito da nossa Top Model Ponte Romana ter ou não ter trânsito automóvel, que é apenas um pequeno exemplo (insignificante até) no contexto geral, e que demonstra bem o respeito que há pela historia milenar da nossa cidade e também  como a vontade  popular (que nos diversos meios já foi mais que manifestada) de nada vale ou poderá valer e, seja qual for a decisão, vai estar apoiada por pareceres das entidades “responsáveis” que irão ser responsabilizadas mas que não terão qualquer responsabilidade (é assim que funciona o sistema) , apoiando e justificando a decisão a tomar (seja ela qual for) . Já estamos habituados, pois já assim aconteceu com os mamarrachos do antigo mercado municipal  e da Quinta dos Machados (entre outros), aquando do reinado e do poder da ACCIOP na cidade de Chaves.

 

A história, infelizmente, também é feita de acontecimentos que a lógica e a razão nunca conseguirão explicar, nem os melhores historiadores das Universidades Públicas… o conseguirão!

 

Até amanhã!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:21
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

5 minutos de EN 213, com música para disfarçar...

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O tema já não é novo e até já passou aqui pelo blog. Trata-se das obras de beneficiação que dizem estar a acontecer na EN 213 entre Chaves e Valpaços e no qual inicialmente estava previsto gastarem-se 8.155.338 Euros, ou seja perto de um milhão, seiscentos e trinta e cinco mil Contos em moeda antiga, valor que pela certa vai ser ultrapassado e que deixa no ar a pergunta fiz há meses atrás – Para beneficiar o quê!?

 

Depois de durante alguns meses assistir a um autêntico desperdiçar de dinheiro no troço entre o Raio X e Nantes, com o levantamento de todo o pavimento, levantamento de passeios, lancis e sarjetas, num troço que estava em bom estado de conservação para reporem tudo como estava, com a agravante de que nem sequer os lancis foram aproveitados, ou seja destruir tudo para refazer tal e qual como estava.

 

Ontem resolvi subir estrada acima para ver onde estão a ser aplicados o tal milhão e seiscentos mil contos, e facilmente se verifica que também a estupidez se repete em toda a estrada nacional 213 e,  as poucas beneficiações que se tem feito, algumas sem qualquer justificação lógica e outras que se resumem apenas a um aliviar de curvas mais apertadas (sem abolição de qualquer curva), dá para dizer que assim já se compreende que a desgovernar e desperdiçar assim os dinheiros públicos, não admira que as finanças públicas estejam como estão, pois a população de Valpaços e Chaves pouco ou nada beneficiam com esta suposta beneficiação. Mas estou certo que alguém beneficiará.

 

Dir-me-ão os alinhados que as coisas não são bem assim como as pinto. Quanto ao concelho de Chaves, são-no tal e qual como as pinto, quanto ao concelho de Valpaços, as alterações são mais notórias, mas as beneficiações não o são e chega-se até ao ridículo de em Vilarandelo serem construídas 3 rotundas e uma passagem desnivelada num troço de estrada que há poucos anos atrás foi construído como variante à aldeia, ou seja, um troço para resolver problemas de trânsito e não para os criar, como pelos vistos acontece, pois só assim se justificarão 3 rotundas e uma passagem desnivelada, ainda para mais, ao que consta (pois não tive acesso ao projecto), nem sequer estava previstas e apenas foram construídas graças às interferências e pressão do Presidente da Junta de Vilarandelo e do Presidente da Câmara de Valpaços.

 

E por cá, não haverá por aí um presidente da junta ou outro qualquer presidente que interfira, pressione e exija uma rotunda a sério para o cruzamento da EN 213 com a 314, o tal dos acidentes semanais. É só uma aparte, para um local onde aí sim se justificava uma rotunda a sério.

 

Toda a gente esperava que esta beneficiação da estrada fosse uma beneficiação a sério, tanto mais que é uma ligação entre duas cidades que ao longo dos tempos sempre tiveram entre elas uma ligação muito próxima e muitas afinidades, com muito movimento de população entre elas, o que só por si, já justificava uma ligação rodoviária privilegiada e digna, principalmente agora que também é a estrada que liga Valpaços à auto estrada mais próxima. Uma nova ligação com traçado de Itinerário Complementar (IC) entre as duas cidades, seria o ideal e o ansiado pelas populações que se servem desta ligação, mas pelo menos, a ser beneficiada a Nacional 213, dever-se-ia proceder ao corte de muitas curvas (e não simplesmente alivia-las como está a acontecer) e à construção de troços de ultrapassagem com terceira via (principalmente em todo o concelho de Chaves).

 

Criticamente o digo que nesta beneficiação a maior parte do dinheiro investido vai para obras inventadas e que só se justificam para gastar dinheiro, pois quanto a benefícios da beneficiação, poucos há ou nenhuns, antes pelo contrário, principalmente no troço que hoje vos deixo em imagem de vídeo entre Nantes e o Miradouro de S. Lourenço, precisamente o troço mais crítico e perigoso entre Chaves e Valpaços e no qual não há qualquer beneficiação, pois simplesmente no levantar e repor pavimento, e pavimentar valetas, não vejo qualquer beneficiação, antes pelo contrário, ou seja o transtorno que se prevê durar dois anos com obras neste troço. Mais valia terem iniciado a obra só a partir de S. Lourenço.

 

Fica a minha indignação para com esta obra e também um alerta para os responsáveis pelo nosso concelho, pois se um presidente de junta consegue 3 rotundas e uma passagem desnivelada, os nossos, com algum “barulho”, também alguma coisa conseguiriam, mas como eu nada percebo destas coisas, o melhor mesmo é calar-me.

 

Chaves sempre ansiou ser a capital do Alto-Tâmega mas (pessoalmente) penso que, cada vez mais, está longe de se afirmar como tal. Ligações rodoviárias dignas e a sério exigiam-se (já desde há muitos anos) entre Valpaços-Chaves, Montalegre-Chaves e Boticas-Chaves, e até de uma ligação que muitas vezes esquecemos, a de Chaves-Vinhais, mas nunca houve uma força conjunta entre estas autarquias, principalmente de parte de Chaves, que era a que mais beneficiaria ao ser a zona temperada entre a Terra Quente e a terra fria do Barroso, talvez quando se derem conta disso, já seja irremediavelmente tarde e, de tão entretidos que cada um anda a tentar juntar mais pontos para a sua caderneta, a região do Alto Tâmega, com Chaves como capital, não passe de um sonho de crianças ou de um campeonato que já acabou e, nos contentemos com meia dúzia de galegos que ao Domingo e nos seus feriados nacionais venham a Chaves comer um pouco de bacalau.

 

Até amanhã, com outros olhares de Chaves

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:58
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Domingo, 27 de Julho de 2008

Quadro de honra das aldeias na blogosfera flaviense

 

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Este mundo virtual da blogosfera flaviense tem gente de carne e osso por trás da feitura de cada blog. Gente que não é virtual e por isso, também gosta de conviver e de se reunir de vez em quando, por puro convívio, troca de impressões e experiências e, sobretudo, por amizade. Duas vezes por ano, num encontro de verão e outro de Inverno, a blogosfera flaviense, colaboradores e amigos tem vindo a reunir-se à mesa, que é onde melhor se convive.

 

Pois como hoje é dia das aldeias, quero deixar aqui um sinal de gratidão para com as aldeias que através dos seus blogues e dos seus feitores ou colaboradores, sempre têm marcado presença nesses encontros, tão bem como o marcam na blogosfera, transformando-se em verdadeiros embaixadores das suas terrinhas.

 

Sobem assim ao quadro de honra deste blogue, não só pelos seus blogues mas também pela sua presença nos encontros, as aldeias de Águas Frias, Eiras, Granjinha e Valdanta. Uma palavra de apreço também para as aldeias de Segirei e Castelões, que embora nunca nos tivessem brindado com a sua presença, têm justificado as suas faltas.

 

Claro que também há uma palavra de agradecimento para os blogues que desde o primeiro encontro têm marcado sempre presença, nomeadamente o blog do Beto (Blogoflavia), o Cancelas,  o Terçolho, o Cinco de Maio & companhia, o Blog da Lai e o fotografia do Dinis Ponteira (ontem com falta justificada) e também um agradecimento para os amigos do costume.

 

Mas hoje como é Domingo, dia que este blogue dedica às aldeias, ficamos com o quadro de honra das aldeias na blogosfera flaviense e nos encontros: Águas Frias, Eiras, Granjinha e Valdanta. Obrigado pela vossa presença e amizade.

 

Até amanhã, de volta à cidade de Chaves.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:14
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Sábado, 26 de Julho de 2008

Travancas - Chaves - Portugal

 

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Travancas, Chaves, Portugal, o planalto ecológico, a capital da batata. É esta a nossa aldeia convidada de hoje.

 

Pela apresentação já se entende que Travancas é uma das terras do grande planalto de Chaves, com as terras galegas como fronteira a Norte, terra de contrabandistas e guardas-fiscais, vizinha das freguesias de Mairos, Paradela de Monforte, Cimo de Vila da Castanheira, Roriz e S.Vicente da Raia e que seja num único ponto, toca ainda nas freguesias de Águas Frias e Tronco.

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Travancas é uma freguesia com características únicas, quer na sua paisagem de planalto, com os seus campos sempre verdes e amarelos, numa paisagem que se perde de vista na transição entre o grande vale de Chaves e o mar de montanhas da freguesia de S.Vicente da Raia, que ainda assume um pouco deste planalto.

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Travancas é sede de freguesia, à qual pertencem as aldeias de S.Cornélio e Argemil, fica a 20 quilómetros da cidade de Chaves e está colada à Galiza, tendo como aldeia mais próxima galega a aldeia de Arzádegos do concellho de Vilardevós, terra dos Guardas-Fiscais, dizem popularmente, porque também era terra de contrabandistas e terra com visibilidade, pois através do seu seio passava-se não só para as terras de S.Vicente da Raia mas também para Espanha, vivendo com (e da) salutar promiscuidade com a Galiza, tal como todas as aldeias da raia, promiscuidade de duas nacionalidades, promiscuidade de guardas, carabineiros e contrabandistas, promiscuidade com alinhados e desalinhados do sistema e do regime, que, como terra de pulo, recebia e hospedava com a cumplicidade e hospitalidade com que o nosso povo tão bem sabia e ainda sabe receber.

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Com certeza que em coisas de contrabando, das passagens a pulo das “peles”, e da hospedagem de “clandestinos” com pensamentos diferentes do instituído,  Travancas tem muita história e terá (ou teria) muito para contar,, e que seriam dignos de muitos romances ou filmes de encantar, tal como a “Balada da Praia dos Cães”, de Cardoso Pires, que também veio a Travancas buscar um pouco do enredo e personagens.

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Talvez por ter sido uma aldeia tão importante em termos de raia e contrabando, de Guardas-Fiscais e contrabandistas que tinham por lema estudar e formar os filhos, hoje, com a abolição da fronteira e a extinção da GF, Travancas esteja entregue a alguns, (poucos) resistentes e a muitos (a maioria) de uma população idosa, que embora não seja muito notório no cultivo dos campos, que continuam a ser cultivados com a boa batata e o centeio, Travancas não deixa de ser uma aldeia despovoada e com a sua população envelhecida.

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Despovoamento que é notório também no seu casario, com muitas casas “esborralhadas”, pouca construção nova e algumas recuperações, dos tais filhos da terra que se formaram e sentimentalmente preservam a casa dos pais, mas só para passagens ocasionais de um fim-de-semana de Inverno, ou-um-ou-outro fim-de-semana quando calha ou o sentimento dita. Claro que na sua gente (formada e não formada)  há filhos da terra que são excepções, tal como o actual  Presidente da Junta, o Gustavo (é assim que é conhecido, pelo nome próprio) um autêntico dinossáurio da política das freguesias que desde o 25 de Abril só não foi Presidente da Junta num mandato e, que tem sido ao longo destes 34 anos de democracia um fiel representante de freguesia, já desde os bem longínquos  tempos de há vinte e tal anos atrás em que o conheci, quando então eu era monitor da DGD, onde podiam falhar todas as aldeias do concelho, mas onde o Gustavo marcava sempre presença com uma equipa de futebol de Travancas com os “putos” da freguesia.  Outro nome que sempre esteve também ligado à freguesia (este formado e médico), é o Dr. Vaz (também é assim que é conhecido de todos, quer na freguesia quer na cidade), actualmente presidente da Assembleia de Freguesia e que sempre manteve uma ligação estreita à aldeia, quer como filho dela, quer como amigo, quer como médico, ao qual todos reconhecem as suas qualidades de homem e médico, com uma forte ligação a povo das aldeias, mas também da cidade.

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Não poderia passar por Travancas sem realçar estas duas figuras que tão bem a representam e das quais tenho a honra de conhecer, ser amigo e respeitar já há longos anos.

 

Mas mesmo a freguesia estando entregue em boas mãos, não deixa por isso de sofrer dos males das aldeias, o despovoamento. Segundo o Censos de 2001, Travancas possuía 168 habitantes residentes (dados só para a aldeia). Para a freguesia, nos mesmo Censos, Travancas reunia 520 habitantes, contra os 872 habitantes de 1981. Claro que já nem comparamos com dados mais antigos, como os dos anos 60 em que a diferença seriam bem mais acentuada. Mas na análise dos números, o despovoamento da freguesia deve-se principalmente a Travancas e pelo tal “fenómeno” de ter estudado e formado os seus filhos em tempos passados e os mesmos não encontrarem na aldeia qualquer modo de vida compatível com as suas profissões. Aliás a única profissão que ainda por lá prevalece, é a de agricultor e graças a uma agricultura mais extensiva daquilo que é costume no concelho e que está a cargo de meia dúzia de famílias, como por exemplo a família Maldonado, porque a não ser assim, também muitas das suas terras já estariam abandonadas, terras quase na totalidade agrícolas e que se estendem por 12.73 km2 de área, onde a batata é rainha e o centeio marca a sua importante presença e se perdem de vista no planalto e que dão a freguesia a tal paisagem singular.

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Alguns castanheiros, milho, e gado, além das culturas típicas e de proximidade das aldeias, as culturas das hortas, da cebola, alface, tomates, pimentos, feijão e de tudo quanto a casa precisa diariamente, também se fazem sentir no alinhamento das pequenas e bem tratadas hortas.

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Travancas é também uma aldeia que conhece o rigor dos Invernos e do frio, da neve (quando toca!) e tudo graças a sua altitude de 900 metros, num extenso planalto que de Inverno assume um aspecto agreste. É a aldeia, que se situa à maior altitude, na região.

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O Abade Baçal defendia mesmo que o seu topónimo derivava da palavra trabanca, termo espanhol que significa obstáculo ou coisa impeditiva de trânsito. É da mesma origem o termo atravancar. Possivelmente este povoado do alto da serra e do grande planalto impediria o avanço de invasores,  seria ponto estratégico da antiga arte militar e talvez local onde, em tempos passados, se travaram sangrentas batalhas entre mouros e cristãos (dizem os entendidos das universidades públicas ou não).

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A noroeste da povoação, até há poucos anos, era possível observar vestígios de fossos ou trincheiras, que teriam sido abertos por ocasião da guerra da independência.

 

 

O povoamento primitivo era no local de Palheiros, do qual há pouca documentação ou referências escritas.

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A sua Igreja paroquial, da devoção a S. Bartolomeu, de linhas muito simples, tem gravado no dintel a data de 1811, que poderá situar a época do último restauro e acrescento. A festa ao padroeiro celebra-se a 24 de Agosto, no entanto é a festa do Sr. dos Aflitos, a festa da freguesia, que reúne mais força e mais tradição, esta a realizar no último domingo de Agosto, junto à capela localizada nas redondezas da aldeia, no meio dos campos de centeio e batata, pacato, calmo e agradável, além da festa natural de Agosto que está associada às naturais férias dos emigrantes e da sua visita à terrinha.

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E para terminar, só me resta mesmo dizer que sempre que vou para estas bandas, Travancas é ponto de paragem obrigatório, para refazer forças ao caminho, com um café ou uma água que seja, pois nas redondezas não há outro café que seja ou esteja sempre aberto e, publicidade à parte, mesmo porque não tem concorrentes, é o Café Central, que, claro, tinha que ser do Gustavo, o Presidente da Junta.

 

E por hoje é tudo e amanhã cá estarei, com algumas aldeias e outras coisas que merecem destaque neste blog.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:50
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

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A Ponte a Pé

 

um poema de José Carlos Barros

http://casa-de-cacela.blogspot.com

 

 

Nunca Marco Ulpio Trajano atravessou a ponte

a pé vindo de namorar à sombra dum plátano do

Jardim Público para jogar matraquilhos

na outra margem ou ouvir o Satisfaction dos Rolling

Stones numa Jukebox Wurlitzer de mil

novecentos e setenta e um: e isto

a meu ver vale um império.

 

 

Nunca Marco Ulpio Trajano atravessou a ponte

a pé vindo da Romana (oh a ironia)

depois de beber uma girafa e olhar o Tâmega

como se nenhum outro rio corresse

em todo o perímetro da península onde

parece que nasceu e tanto amou: e isto

a meu ver vale um Império.

 

Nunca Marco Ulpio Trajano atravessou a ponte

a pé depois duma ameaça de bomba no liceu

em pleno horário lectivo

arregaçando as mangas duma camisa triple

marfel oferecida por alguém que morria

de ternura a dizer o nosso nome ao ouvido: e isto

a meu ver vale um Império.

 

Nunca Marco Ulpio Trajano atravessou a ponte

a pé na madrugada da feira dos Santos

a olhar os plásticos dos atoalhados

e as embalagens gordurosas das farturas

e as tampas das caixas de sapatos

como se o lixo e a poesia se misturassem

nas margens do rio e a juventude

 

ficasse para sempre do nosso lado: e isto

a meu ver vale um Império.

Por isso eu quero passar a ponte

a pé e ver como Trajano nunca viu

ao longe os automóveis e as suas nuvens

vagarosas de gasóleo: porque isso

a meu ver vale um Império.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense – Galhardetes, Medalhas e Bombeiros

 

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Não há associação que se preze que não tenha os seus símbolos e também os seus galhardetes. No caso da associação de hoje, vais muito além de símbolos, galhardetes, bandeiras e medalhas, pois trata-se de uma associação humanitária e voluntária que nos merece todo o respeito, pois é de Bombeiros Voluntários que se trata e que merecem aqui, embora breves, algumas palavras de apreço, que pode passar pelo seu historial, também (para já) resumido e breve.

 

Mas, e ainda antes de passarmos à sua história, fica o galhardete e a medalha comemorativa do I Centenário, medalha cunhada em Oura, Prata e Bronze.

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A Associação Flaviense dos Bombeiros Voluntários, (ou Bombeiros Voluntários Flavienses, como vulgarmente são conhecidos)  foi fundada em 3 Fevereiro

 

de 1889, pelo então tenente Augusto César Ribeiro de Carvalho (que terminaria a sua carreira militar como general e também como um ilustre flaviense a quem se deve muita da história escrita desta cidade)

 

 

Após a fundação da Associação, e ainda sem quartel, os bombeiros constituíram quatro secções, distribuídas pela então vila de Chaves todas elas dispostas a uma acção rápida e eficiente em caso de incêndio, que seria anunciado por toques de sinos das igrejas, variáveis em número de badaladas conforme a Zona.

 

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Instalados inicialmente em muito precárias condições, no próprio edifício da Câmara Municipal e depois num barracão da Rua do Olival, foi intenção de uma das direcções da corporação (Fevereiro de 1906), construir o seu quartel num dos fossos da muralha da Madalena. A Câmara Municipal porém, veio contrariar essa ideia, pois tinha intenções de construir ali o campo da feira do gado, em substituição do campo então existente Tabolado.

 

 

Aproveitando na altura encontrar-se desocupada a Escola Conde Ferreira, por incapacidade de receber todos os alunos do ensino primário, ali se instalaram os Bombeiros por largos anos, ao que consta, com muita contrariedade da Câmara Municipal que desejava retomar o edifício para outros fins.

 

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Finalmente, em 1930, começaram a construir um quartel amplo e digno nuns terrenos fronteiros ao Convento das Freiras (actual Escola Secundária Fernão de

 

Magalhães) cedidos pelo banqueiro Cândido Sotto Maior. Instalações onde actualmente funciona a Biblioteca Municipal, e que ocuparam até há poucos anos atrás, antes de ocuparem o actual espaço a funcionar em modernas instalações no Bairro do Campo da Fonte, na freguesia da Madalena.

 

Actualmente a corporação conta com 112 bombeiros no activo, 14 no quadro de reserva e 13 no quadro de honra. Entre os bombeiros no activo, 15 estão na secção avançada localizada na aldeia de Cimo de Vila da Castanheira. No seu activo, conta com 3 médicos, 1 psicólogo,  15 enfermeiros e 1 mecânico.

 

A corporação conta actualmente com 25 viaturas, das quais 15 se destinam ao combate a incêndios, 7 a ambulâncias e 3 são já relíquias de museu, sendo o seu perímetro ou raio de acção distribuído por toda a margem esquerda do Rio Tâmega, sendo a cidade (freguesias da Madalena, Stª Maria Maior e Stª Cruz Trindade) da responsabilidade das duas corporações de Bombeiros existentes na cidade, (BVF + BVSP). De realçar ainda a existência de uma terceira corporação de bombeiros no concelho, a corporação de Bombeiros de Vidago.

 

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Nas suas instalações possui um pequeno museu dividido em duas secções: o de viaturas e outro, anexo ao Salão Nobre, onde reúnem fotografias de todos os comandantes desde a fundação, fotografias das primeiras secções de bombeiros e viaturas, fardamento antigo, bandeiras, condecorações, medalhas e todo um espólio histórico da corporação, que embora guardado e reunido com carinho, mereceriam algum trabalho de especialista na organização e catalogação de documentos e de todo o seu espólio. É caso para dizer que voluntários precisam-se para fazer a merecida história desta secular associação de voluntários, que conta já com 118 anos de existência.

 

E este é um breve (brevíssimo mesmo) resumo da história da Associação Flaviense dos Bombeiros Voluntários ou dos Bombeiros Voluntários Flavienses, também comummente conhecidos pelos Bombeiros de Baixo, para os distinguir dos Bombeiros de Cima (os Bombeiros Voluntários de Salvação Pública), cuja formação mais recente, resultou da cisão de bombeiros no seio da Associação Flaviense dos Bombeiros Voluntários. Uma história também por apurar e que muitas vezes traz a debate a razão ou justificação da existência de duas corporações de bombeiros na cidade de Chaves e da rivalidade, quanto a mim salutar, entre as duas corporações. Uma “guerra” na qual não me quero meter, tanto mais que ambas me merecem todo o carinho e respeito, sendo inclusive, associado de ambas as associações. É o meu pequeno, simples e até insignificante contributo para com os soldados da paz da nossa cidade e daqueles dos quais muitas vezes só são lembrados em horas de aflição, quando voluntariamente e diariamente põem em risco as suas vidas em prol da população, como é o caso dos nossos bombeiros convidados de hoje que contam já na sua corporação com bombeiros que morreram em serviço.

 

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E por hoje fico-me por aqui, a pretexto do coleccionismo de temática flaviense, mas com a promessa de um dia fazer uma reportagem mais alargada e merecida dos seus 118 anos de história.

 

E quanto às duas restantes corporações de bombeiros do concelho, o BVSP e os Bombeiros Voluntários de Vidago, também um dia passarão por aqui, mas como compreenderão e como se costuma dizer – a velhice é um posto -  e tinha que começar pelos Bombeiros Voluntários Flavienses, os Bombeiro de baixo.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:45
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

As Castas - Chaves - Portugal

 

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Chaves, 19 de Setembro de 1974

 

Converso indiscriminadamente com conhecidos e desconhecidos das mais diversas categorias. Perco horas e horas a ouvir coisas e loisas que parecem banais e até insignificantes. Admirado, um companheiro faz-mo notar. E dou-lhe a explicação:

 

- É através de pequenas revelações quase involuntárias que vem à tona a originalidade irredutível do humano. Mas essas raras pepitas apenas se conseguem depois de joeirar muito cascalho. É preciso uma grande dose de disponibilidade e simpatia para dialogar infindavelmente com o próximo, atento a todas as vozes, sem de antemão privilegiar nenhuma. Uma atitude de curiosidade que nada tenha de bisbilhoteiro e abra naturalmente as portas à confiança. Regra geral, as pessoas só querem conhecer o modo de vida dos outros. Assim as estratificam socialmente. Eu, pelo contrário, esforço-me por surpreender a diferença específica que faz de cada indivíduo um ser radicalmente distinto. O meu semelhante.

 

Miguel Torga, Diário XII

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:30
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

O olhar de Javier R.Linera sobre a cidade

 

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Já sabem que às terças-feiras o olhar que por aqui passa é diferente do meu. São olhares que eu vou “roubar” ao flickr, nos grupos dedicados a Portugal, principalmente ao “Postais Ilustrados de Portugal” ( Linck ) e ao “Ilustrar Portugal”(  Linck ) , os dois grupos mais importantes onde se reúnem milhares de fotografias de Portugal, de fotógrafos de todo o mundo.

 

A cidade de Chaves e o concelho diariamente são “postadas” nesses dois grupos, quer pelos blogers flavienses, quer (amiúde) por outros fotógrafos portugueses e de todo o mundo que passaram por Chaves e deixam por lá as suas imagens tomadas aqui na terrinha. Este sim, é um verdadeiro festival de imagens de Chaves e, que têm levado Chaves a todo o mundo. Basta no flickr ou num destes grupos fazer uma pesquisa de imagens com a chave “chaves” e serão surpreendidos com uns milhares de fotos da nossa cidade.

 

Nesses grupos, existem vários patamares que se vão subindo conforme a votação ou prémios, que os elementos do grupo dão a cada foto. Também aqui, Chaves sobe aos patamares maiores de cada grupo. Foi num desses patamares maiores que “tropecei” com a foto de hoje , ( www.flickr.com/groups/portugalouro/discuss/72157605913287276/), na Série Ouro do Ilustrar Portugal com 12 distinções. Uma foto assinada com o nick Línea 68 de autoria de Javier R.Linera, que segundo a sua “ficha” no flickr reparte a sua naturalidade e vida por Xixón (Astúrias) e Toledo na vizinha Espanha.

 

É sem dúvida um olhar diferente sobre a Praça do Duque de Bragança, com as pombas em primeiro plano e o poder dos Paços do Concelho de fundo. Uma belíssima foto que faz parte de uma galeria pessoal que também é digna de uma visita e onde (infelizmente) Chaves só é contemplada com uma foto, mas que mesmo assim nos honra com a sua presença. Visitar a galeria de Javier R.Linera aqui .

 

E correndo o risco de me tornar repetitivo e chato, volto ao Festimage para o qual também deixo linck e onde a minha revolta para com este festival da imagem não vai para a sua forma ou conceito/concepção, mas para um pormenor regulamentar,  de ser um festival promovido por Chaves e pago por Chaves,  onde não existe uma promoção de imagem de Chaves, ao não existir qualquer  prémio ou exigência para que Chaves seja um dos temas a fotografar/premiar e aquilo que aparece como imagem e história da nossa cidade no sítio oficial do evento na NET, é muito pouco comparado com aquilo que Chaves tem para oferecer ao mundo. Já agora fica uma sugestão para o designer do Sítio oficial na NET do Festimage, mais precisamente para o  Press-Release que consta no mesmo, onde estão 8 fotos de Chaves (extra festimage e concurso) e 6 do nosso Presidente da Câmara, onde depois de ler o texto, os menos atentos, ainda vão pensar que o nosso Presidente é o indiano vencedor do Festimage. Claro que os mais atentos, vêem logo pelo bigode que só pode ser o Presidente da Câmara de Chaves, pois esta é uma característica particular dos últimos presidentes de Câmara e também dos candidatos derrotados, além de ser um símbolo de Portugal (dizem-me que também dos Turcos). E quanto aos do costume, que não encontrem no bigode um pretexto para qualquer coisinha, pois o autor deste blog também o ostenta, com muita honra, desde que tem barba na cara. A minha revolta para com o festimage é só, e unicamente, por Chaves não ser contemplado em imagem nele, nem com uma imagenzinha, e (já agora) nem sequer consegue trazer a Chaves os premiados, pois nem sequer existe uma entrega de prémios oficial.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:59
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Um minuto de vídeo de Domingo à tarde

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O que Chaves precisa, é de poesia

E também olhos de poeta

Palavras não

olhares

Andorinhas no ar

São adoráveis as andorinhas

Mas chatas, e fazem muito barulho

Não param quietas e como hoje é Domingo

O que eu preciso é de paz e poesia

O sofá é um paraíso

Dos pobres e remediados, claro está

Mas também como as andorinhas

É chato

Não faz barulho e está muito quieto

 

Vou dar uma volta

Podia girar sobre mim próprio

E era o mesmo

Mas não

Somo teimosos

Engrandecemos as voltas

Vamos lá baixo…

 

As andorinhas são chatas…

O sofá já chateou o suficiente…

Ah!

Sempre temos o rio e a Madalena

Ai a Madalena, conheci uma que…

 

Voltemos ao rio

Sem patos

Mas com pescadores

Pescar é muito poético

Eu já pesquei uma vez

Gostei muito de pescar

Mas nunca pesquei nada

Pensando bem, acho que pescar

Também era uma chatice

 

Bem, vamos embora

Isto é letra de canção

A música também é poesia

Não se olha nem se apalpa

Mas é poesia…

 

Estava no ir

Que por cá até se diz – bou-me (embora)

Embora antes

De partir…

inocentar os inocentes

Com poesia

Não vão as posturas

Por força da lei

Apreender, capturar, confiscar, deter,

Segurar, tomar, pegar…

Um minuto que seja de olhares clandestinos

Com todos os significados

Que a língua portuguesa é muito traiçoeira

Pois!

Nem houve caravana a passar

Nem cães a ladrar

Apenas

Pecadores a desmontar

Perdão!

Pescadores.

E nada mais vi…

 

E venha daí alguém, dizer que isto não é poesia de Domingo à tarde!

 

Até amanhã, com o olhar poético e escorreito de outros artistas.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:49
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Domingo, 20 de Julho de 2008

Oura - Chaves - Portugal

 

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E se a nossa aldeia de ontem foi Mairos, hoje vamos até Oura, ou seja, precisamente

até ao lado oposto do concelho, pois Oura e a sua freguesia faz fronteira com o concelho de Vila Pouca de Aguiar e com as freguesias flavienses de Arcossó,  Vidago, Selhariz e Loivos.

 

Oura é sede de freguesia à qual pertence também a aldeia de Vila Verde de Oura, fica a 22 Km de Chaves e a 4 de Vidago. A freguesia desenvolve-se ao longo da Ribeira de Oura e da Estrada Nacional 2 e  pelos 11.93 km2 que possui de área entre o Monte Meão, o início do Monte Reigaz

 

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Em termos de população, dados dos Censos 2001 para a freguesia, Oura tinha 652 habitantes, contra os 892 habitantes que possuía em 1981. Embora se note uma perda de população na freguesia, penso que a mesma se deve a Vila Verde de Oura e não a Oura, pois esta é uma das freguesias (rurais) que em termos mobiliários mais tem crescido nos últimos anos, existindo mesmo quase duas aldeias dentro da aldeia, ou seja a aldeia antiga a nascente da estrada nacional e a aldeia nova, com moradias recentes e que se desenvolve desde o antigo apeadeiro da CP, até Salus, onde existem umas boas dezenas de moradias unifamiliares. Crescimento este que não é de estranhar, dada a sua proximidade a Vidago e os bons acessos automóveis garantidos quer pela EN 2, quer pela proximidade do nó de Vidago da Auto-estrada. Pena é que não tenha o velho comboio também a passar-lhe pelo meio e do qual resta, para recordação, apenas o velho apeadeiro, o único que eu conhecia na linha do corgo construído na totalidade em madeira. Hoje em vez de recolher  pessoas, recolhe roupa e protege-a destes sol dos verões de inferno e dos 9 meses de Inverno.

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Ainda bem que temos uma aldeia no concelho que contraria a tendência do despovoamento. Claro que dessa tendência também se excluem quase todas as aldeias que vivem à volta da cidade, e em Oura temos agora metade de aldeia dormitório e metade de aldeia rural.

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Oura hoje é mais uma das freguesias de Chaves, mas nem sempre foi assim, pois no seu passado a freguesia pertenceu à  Reitoria de Moreiras e constituía uma Vigairaria. Passou a Freguesia independente com o título Reitoria, tendo sido anexada ao Concelho de Vila Pouca de Aguiar em 31 de Dezembro de 1853, regressando ao domínio do Concelho de Chaves, dois anos depois, em 24.10.1855.

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É também na freguesia de Oura que existem as nascentes de águas minerais de Areal, Fonte Maria e Salus, águas ricas com propriedades mineromedicinais, amplamente conhecidas, às quais se juntam as de Vidago e Campilho. Mas hoje em dia são apenas conhecidas, e já não são comercializadas com o rótulo de Vidago, não fosse o negócio da água um dos negócios mais rentáveis do século e onde o que interessa mesmo é que seja negócio e rentável, pouco importando a sua origem, o nome das terras que a produzem e as suas características medicinais, que agora até são alteradas com sabores da fruta que estiver na moda. Lá se vai a cura das más disposições ou digestões difíceis com um quarto de águas de Vidago, por exemplo. Pois todas estas águas estão concessionadas a um grupo, que agora optou por engarrafá-las nas Pedras Salgadas, desistindo do rótulo Vidago. Pelo menos não as há no mercado ou no circuito comercial.

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Mas voltemos a Oura e à sua ribeira, com terrenos muito férteis, produzindo bom e afamado vinho, batata, milho, fruta, feijão e todos os tipos de hortaliças.

 

Quanto ao seu topónimo é considerado como proveniente do nome de uma senhora com este nome, D. Oura,  natural desta povoação. À falta de melhor explicação para o seu topónimo, aceito este, e aliás só vem reforçar aquele que inventei para Pereira de Veiga, em que esta aldeia teria adoptado o nome do Sr. Pereira… curiosidades. O que é facto é que em toda a literatura que encontrei dispersa sobre a aldeia, é mencionada a tal Senhora D. Oura a dar nome à aldeia e freguesia.

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Quanto ao casario, já atrás referi que a aldeia se divide no casario novo, pouco interessante para esta crónicas, pois já se adivinha como todo diferente, mas todo igual, tal como as casas dos meados do século passado, de risca à meio, com cozinha na entrada, sala do outro lado, depois os quartos e casa de banho ao fundo do corredor.

 

O casario interessante da aldeia, está mesmo do lado antigo, aquele que se situa ao longo das ruas estreitas, junto à belíssima capela, ou à igreja e que seguindo a rua em direcção à veiga, se encontra um dos solares mais bonitos da região. Um solar que foi recuperado e reconstruído recentemente, actualmente propriedade de Ricardo Sá Fernandes, com ligações familiares à aldeia e ao concelho de Chaves, Advogado bem conhecido por todos, pois é um dos ilustres cuja figura passa regularmente pela televisão, pelos jornais e que já passou até por um governo como ministro.

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Mas e embora o actual proprietário já há muito tenha nome conhecido na praça, o seu solar é conhecido como o Solar dos Azeredos, antigos e abastados morgados da ilustre família Antas Morais Puga e Magalhães, representada em 1950 pelo Dr. António Firmo Azeredo Antas, senador da República. Esta família, originária do Minho, estendeu-se a Montalegre e depois a Santiago de Oura. O solar estende-se desde a casa dos caseiros à imponente casa solarenga com a capela anexa. Na fachada destaca-se a pedra de armas, que datará da segunda metade do século XVIII, a capela com a imagem de Cristo crucificado,  interiormente, no tecto subsiste uma pintura de Santo António e na parede um altar de bela talha dourada e,  por toda uma estrutura característica de um solar, com varandas, salões, alpendres, antigos jardins, bem como por uma outra capela encimada por uma torre sineira, que em muito enriquece a fachada deste magnífico solar.

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Claro que só podemos dar os parabéns ao actual proprietário, pois além de o recuperar da ruína quase certa em que se encontrava há poucos anos atrás, respeitou toda a dignidade e beleza da sua traça original.

 

 

 

Também é no conjunto do antigo casario que encontramos a Igreja Matriz de Oura, de linhas barrocas, com uma torre sineira galaico portuguesa de dois sinos (embora só tenha um), tem por orago São Tiago.

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É de referenciar ainda e percorrendo as tais ruas do antigo casario,  o ancestral pelourinho em granito, artisticamente trabalhado e encimado por uma imagem de Cristo. Está situado junto à antiga capela da aldeia, a capela da Srª da Piedade ou do Cruzeiro,  datada do Séc. XXVIII (1759) por sinal bem mais bonita que a Igreja Matriz, e localizada no denominado Largo do Cruzeiro. De realçar o conjunto escultórico em granito, representando a “pietá”, inserido em nicho na respectiva frontaria.

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Se seguirmos a rua do cruzeiro, em direcção a Vila Verde de Oura teremos umas centenas de metros mais à frente um belo exemplar de ponte sobre a Ribeira de Oura em cujos escritos a que tive acesso, tanto se defende ser medieval como romana, e quem sou eu para desempatar, e pelos vistos para alguns historiadores cá da terra, entre outros, também pouca diferença deve fazer, pelo menos para aqueles que até defendem a introdução de materiais modernos nas pontes romanas e que pensam, que a melhor homenagem que se lhes pode prestar, é mantendo-as com trânsito automóvel.

 

Assim sendo, ficamos com a bela ponte da Ribeira de Oura , uma interessante ponte de um arco e tabuleiro com corcova, toda de granito.

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E só falta mesmo referir o orago da aldeia, que é São Tiago devido, talvez, (dizem os entendidos) ao facto de a Ribeira de Oura ter sido sempre uma região vinhateira de bom e reconhecido vinho. Poderei não ser entendido em santos, mas quanto aos bons e reconhecidos vinhos da Ribeira de Oura, posso garantir-vos que quase todos são bons. Aliás.

 

E por hoje é tudo. Amanhã estamos de regresso à cidade.

 

Fica só, e mais uma vez, a nota de que hoje é publicada uma reportagem sobre o Cambedo da Raia e os acontecimento de 1946 daquela aldeia, na Revista Pública, do Jornal Público e de autoria do Jornalista Carlos Pessoa.

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:04
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Sábado, 19 de Julho de 2008

Cambedo Maquis - Notícias

 

 

Para quem seguiu o Cambedo Maquis neste blog e para todos em geral, fica a notícia de que amanhã, domingo, dia 20 de Julho, a aldeia do Cambedo e os acontecimentos de 1946 são notícia no Jornal Público, mais propriamente na revista Pública, que integra a edição de domingo.

 

Trata-se de uma grande reportagem de autoria do jornalista Carlos Pessoa que promete ser mais um contributo para esclarecer mais um pouco sobre a verdade dos acontecimentos, a verdade de uma batalha e as vivências, sofrimentos e “castigos” dos envolvidos.

 

Será também mais um contributo para o enriquecimento do blog Cambedo Maquis, um blog aberto, onde se pretende reunir todas as informações sobre os acontecimentos de 1946.

 

Assim, já sabe, se é um interessado pelos acontecimentos do Cambedo e da história das nossas aldeias, amanhã (domingo) o Cambedo também está nas bancas, com o Jornal Público, numa reportagem do jornalista Carlos Pessoa.

 

Mais logo, ficará por aqui o prometido, ou seja, mais uma aldeia do concelho.

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:53
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Mairos - Chaves - Portugal

 

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Mais vale tarde que nunca, diz o ditado e muito bem, mas para compensar o atraso e para refrescar um pouco (pelo menos em imagem) mais um dos dias de inferno que Chaves vive, com as temperaturas a caminhar apressadamente para a casa dos 40ºC, deixo-vos com uma imagem de Inverno, do tempo frio, precisamente da aldeia que hoje vamos visitar - Mairos.

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Mairos, tem 13,77 Km2 de área, fica a 18 quilómetros de Chaves e é mais uma das nossas aldeias da raia. É a única aldeia da freguesia. Confronta a Norte com a Galiza e com as freguesias de Stº António de Monforte, Lamadarcos, Travancas e Paradela de Monforte.

 

Em termos de população (Censos 2001) Mairos possuía 354 habitantes de população residente, dos quais 74 tinham menos de 20 anos e 27 menos de 10 anos, ou seja, é uma aldeia que ainda tem muita gente jovem e que nos pode levar a crer que é uma aldeia que não sofre de despovoamento. Aparentemente não o sofre, mas se compararmos os dados mais recentes com os dados dos Censos de 1981, em que a freguesia tinha 680 habitantes de população residente, facilmente observamos que Mairos em 20 anos perdeu quase metade da sua população. Mas se compararmos os dados desta freguesia com os das freguesias da montanha, Mairos ainda se recomenda.

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Aliás Mairos deve mesmo recomendar-se e pelas mais variadas razões que iremos descobrindo ao longo deste post, mas, claro, também tem as suas amarguras.

 

Claro que é também uma aldeia difícil de abordar, principalmente pela sua riqueza histórica, arqueológica, associativa e onde houve gente importante e, há  também gente interessada e estudiosa da freguesia, além de alguns amigos que nunca me perdoariam um mau post,  mal documentado e ilustrado. Mas como sempre, faço o possível.

 

Como a quase totalidade das aldeias do concelho, também Mairos é uma freguesia rural, onde a agro-pecuária sempre foi uma componente importante, tendo em tempos  (há cerca de 10 a 15 anos atrás) existido mais de100 criadores de gado bovino, com cerca de 500 cabeças de gado (vacas leiteiras) e que faziam de Mairos o maior produtor de leite de todo o concelho. Hoje penso que em termos de criação de gado e produção de leite (não tenho dados, apenas por observação), em termos de criadores e produção de leite, é apenas uma amostra com esses ricos anos de produção, e tudo graças às tais políticas que nos ditam de Lisboa e que em vez de apoiar, impõem quotas e culturas, políticas que tanto têm contribuído para o despovoamento das nossas aldeias, e (claro) para o enriquecimento de alguns que se movem bem nos corredores das políticas agrícolas e das suas instituções, bem como do poder.

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Para além da pecuária, Mairos tem também o “fabrico”das terras um dos seus meios de vida, terras que se desenvolvem desde os pequenos vales, ou planaltos junto à aldeia e sobem pela Serra de Mairos fora, onde o centeio e a batata são as principais culturas, mas também um pouco de vinha e de milho, sendo o seu restante território revestido de verdejantes pastagens, que (também por observação) nos últimos anos, tem perdido terreno em benefício das culturas de estufa.

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Toda esta cultura da terra é “apoiada” por bons recursos hídricos, possuindo mesmo e desde há uma dezena de anos atrás, uma barragem para rega e que, segundo me constou na aldeia, alguma da pedra que ajudou a construí-la, foi recolhida nas redondezas da aldeia, a eito, entrado mesmo por algumas estações arqueológicas adentro. Aliás já é conhecida a boa relação que os empreiteiros costumam ter com a arqueologia e também a boa pontaria que as suas máquinas têm para iniciarem obras precisamente nos locais onde há interesses arqueológicos, sem fiscalização ou arqueólogos por perto, onde, sempre e sem querer, destroem milhares de anos de história. Pena é que neste país em que há ou se inventam leis para tudo, não as haja ou não sejam aplicadas nestes casos, em que todos saem impunes e por isso, estes casos se repetem. Fico-me por aqui, pois todos estes casos são conhecidos por quem tem responsabilidades na matéria e todos sabem que escavações arqueológicas, ou atrasam obras ou até as inviabilizam e claro está que situações dessas não agradam a quem executa as obras, nem a quem as manda fazer.

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E entramos assim na história de Mairos, e nos importantes achados arqueológicos da freguesia e que confirmam arcaicos povoamentos de finais da Pré-História ou inícios da Proto-História e que tantos estudiosos já levou até à aldeia a explorar os diversos locais de interesse, como a famosa estação de arte rupestre ao ar livre do tripé, onde em vários penedos graníticos se inscrevem enigmáticos petróglifos à mistura com figurações cruciformes de cronologia discutível, com datações propostas dos inícios da metalurgia – Calcolítico e Broze Inicial.

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Dois arqueo-sítios, conhecidos peo “Muro de tróia” e “ Soutilha” foram já arrolados como povoados fortificados castrejos, tendo também estes locais sido objecto de vários estudos, prospecções e referências bibliográficas.

 

Um autêntico tesouro e museu ao ar livre ao qual alguns dos seus filhos, como Firmino Aires (infelizmente já falecido) dedicaram muito do seu tempo, tal como uma Associação, o Centro Social e Cultural de Mairos se dedicou ao estudo e interesses da aldeia, tendo criado mesmo um sítio na net que desde já recomendo e que é de visita obrigatória para se conhecer Mairos: http://cscmairos.home.sapo.pt/

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Sítio na NET e Centro Social que parou ou diminuiu infelizmente a sua actividade, pois segundo apurei na aldeia esta associação era feita de muita gente jovem e estudantes, que agora está fora da aldeia e já se sabe que associações sem gente não “andam”. Não por falta de interesse, porque interesse há-o de sobra na aldeia em preservar aquilo que têm de bom, falta-lhe é a tal juventude e também alguns apoios, principalmente para Museu Etnográfico de Mairos ou Museu do Abade de Baçal, instalado no antigo quartel da Guarda Fiscal, onde estão reunidas algumas peças da vida quotidiana e religiosa do passado da aldeia. Aliás é o único museu do género que existe no concelho e penso que na região e que bem poderia ser um grande museu etnográfico do concelho Chaves, onde fosse recolhido todo um espólio etnográfico ainda existente  no concelho,  e que aos poucos,  se vai perdendo ou vendendo para fora do concelho. Penso que essa recolha  esse espaço seria uma mais valia para a região, antes de se perder definitivamente todo esse património da história das nossas aldeias, onde nem sequer um carro de bois, um estadulho ou até mesmo uma candeia ou um engaço restem para podermos mostra às gerações futuras. O Museu Etnográfico de Mairos bem poderia ser o início desse grande espaço, entretanto apenas reúne nele algumas peças interessantes, mais ou menos cuidadas e guardadas ou fechadas no antigo quartel da guarda, pois para além disso não me consta que faça parte de algum roteiro turístico nem sequer tem as portas abertas ao público. Para se visitar tem que se encontrar primeiro a pessoa que tem a chave do museu e esta estar disponível para nos acompanhar numa visita, que o fazem com gosto, mas que as lides do campo ou da casa, nem sempre permitem a sua disponibilidade.

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É também terra de emigrantes, aliás uma constante em todo o nosso concelho. Com emigrantes na Europa mas que também tem (ou já teve) uma parte importante da sua população nos Estados Unidos da América, ou simplesmente na América, como por aqui era costume dizer-se.

 

De gente importante ou que de uma forma  ou de outra dignificou as suas gentes e as suas terras, temos o Abade de Baçal, Sacerdote secular, arqueólogo e historiador, de seu nome Francisco Manuel Alves (Braçal, Bragança, 9.4.1865 - ib., 13.11.1947), filho de Francisco Alves Barnabé e Francisca Vicente.  Cursou preparatórios no Liceu, e Teologia no Seminário de Bragança, sendo ordenado presbítero (13.6.1889) e logo nomeado pároco, ou abade da sua terra natal, por isso que ficou vulgarmente conhecido por Abade de Baçal, embora por vezes assine também Reitor de Baçal.  Dedicou parte da sua vida à investigação arqueológica e histórica, para a qual teve um singularíssimo instinto, sem necessidade de estudos científicos prévios, por isso há quem lhe aponte alguma assistematicidade nos estudos. Foi precisamente em Mairos que o Abade de Baçal iniciou a sua actividade como arqueólogo e historiador, onde ainda existe a casa onde se alojava na qual a população fez colocar uma placa alusiva. Casa que por sinal merecia estar em melhor estado de conservação e também ela, porque não, ser uma casa museu.

 

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O Abada de Baçal, independente, modesto e sóbrio, misturado com o povo, foi nomeado (1925) director-conservador do Museu Regional de Bragança que hoje em dia ostenta o seu nome.  Absorvido na arqueologia, não descurou os interesses da Igreja, participando nas polémicas que perturbaram a diocese no princípio do século XX, em defesa do seu bispo (O caso de Bragança e resposta aos Críticos,1905, e Notas biográficas do Ex."' Senhor D. José Alves Mariz, bispo de Bragança, Porto, 1906). Deu vasta colaboração à imprensa, havendo artigos seus nos mais inusitados periódicos: Alerta, Anuário de Viana do Castelo, A Palavra, A Torre de D. Chama, A voz, O Comércio do Porto, Distrito de Bragança, Gazeta de Bragança, Leste Transmontano, Notícias de Bragança, O Comércio de Chaves, O Bragançano, Diário de Noticias, O Século, O Pirilampo, O Primeiro de Janeiro, etc. e em revistas.  Em 1935 foi alvo de grande homenagem: atribuição do seu nome ao Museu de Bragança, condecoração com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago.  Sócio da Academia das Ciências, da Associação dos Arqueólogos Portugueses, do Instituto Etnológico, vogal da comissão de História Militar e membro de vários intitutos académicos estrangeiros.  A sua obra principal é constituída pelos 11 volumes das Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, começados em 1909 e terminadas em 1947, fonte incontornável para o estudo da vida, história e valores do nordeste transmontano.

 

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Outro dos grandes nomes ligado a Mairos é o de Domingos Rodrigues Sá, um benemérito da aldeia pois a ele se lhe atribui (há coisa de 100 anos atrás) a construção da primeira escola, a pavimentação da aldeia a calçada de seixo, a construção de um calvário (entretanto desmantelado) e deixou um fundo de maneio para a aldeia de 1 Conto de Reis.

 

E que mais se poderá dizer de Mairos!?. Que dizer não falta sobre esta aldeia e concerteza terá um futuro post dedicado à sua riqueza histórica e arqueológica, mas para já acrescento ainda a origem do seu topónimo, por exemplo.

 

Pois o seu topónimo tem sido motivo de investigação e aceita-se que poderá provir do nome de um encarregado geral romano chamado Marius, que teria sido o prospector, explorador e controlador de uma vasta área metalífera. Depois, por hipertese, isto é transposição de sons entre sílabas do mesmo termo, Marius transformou se em Mairos. Por este apontamento, já se pode inferir que também esta aldeia é muito antiga e rica de testemunhos dessa condição.

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Por sua vez, além desta origem para o topónimo,  o Centro Social e Cultural de Mairos, na sua página defende ainda que Mairos possa advir da palavra céltico-romana Matres, as Mães, as deusas mães, sofrendo as várias alterações, de acordo com o linguajar do povo, durante séculos e consagradas posteriormente.

 

Constituída a nacionalidade portuguesa, Mairos e outras aldeias vizinhas, nem sempre estiveram dentro dos limites de Portugal. Os habitantes umas vezes foram vassalos dos alcaides do Castelo de Santo Estêvão e outras vezes súbditos dos monarcas de Leão, até que, por fim no reinado de D. Dinis, ficaram na dependência do Castelo de Monforte. Só mais tarde consegue a sua autonomia como freguesia independente escolhendo para padroeira a Senhora da Expectação.

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Considerada a posição fronteiriça desta povoação raiana, facilmente se reconhece que ela devia ter desempenhado, também, papel importante na defesa da independência nacional. E, de facto em 1641, os dados históricos revelam como soube, heroicamente, repelir as porfiadas investidas dos espanhóis.

 

Dentro do povoado, é importante referir a existência de dois invulgares cruzeiro de Santa Apolónia que estiveram inicialmente colocados nas entradas da aldeia. Possui também belo Peto.

 

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A igreja paroquial é de arquitectura muito simples, de uma só nave, com dois altares laterais e capela mor. De destacar é a artística tribuna, em estilo barroco, com as suas bonitas e antigas imagens. Possui ainda a capela da Senhora do Rosário onde está também o Sr. da Misericórdia. Curioso que entre a padroeira e alguns santos e santas das suas capelas, igrejas e cruzeiros, a festa seja em honra de Santiago, no 3º Domingo de Agosto.

 

E por hoje sobre Mairos é mesmo tudo. Mais logo, Domingo, teremos por aqui outra aldeia do nosso concelho.

 

Até mais logo e desculpem pelo atraso deste post.

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:18
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Discursos Sobre a Cidade

 

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Texto de Fe Alvarez

 

 

 

 

 

En este mundo traidor

nada es verdad, ni mentira.

Todo es según el color

del cristal con que se mira.       

               (D. Ramón de Campoamor)

 

 

 

Había llegado la Primavera, después de un frío invierno, las horas de claridad incrementadas, la atmósfera diáfana, el anochecer plácido, todo parecía conjugarse para un agradable paseo, pero se veían grupos, que no puede decirse que paseasen, más bien se dirijian a un destino, día tras día, animadas y  conversando divertidas, se emcaminaban hacia la parte alta de Chaves; primero se pensó que sería alguna novena, pero la cantidad, lo variopinto de los grupos, no afianzaba ese pensamiento y el casco antiguo pareció tomar nueva vida, día a día crecian los adeptos a esta romería, un tanto inusual, sin duda toda una peregrinación nocturna, la gente se animaba, poco a poco y con la propaganda del boca a boca, esta situación amenazaba con adquirir proporciones de inesperadas consecuencias.

 

Finalmente se supo el motivo, de tanto movimiento, en la Torre del Homenaje, se oían susurros, voces, lamentos, suspiros. Ah la mente humana! Con semejantes señales se enardeció, entró en ebullición y surgieron preguntas y  afirmaciones.

 

-Deve ser un alma en pena...

 

-O varios espíritus...

 

-Son ángeles, con algún mensaje.

 

-Quizás una promesa incumplida?

 

-Serán señales del maligno?

 

-Jesús, Ave Maria!!!

 

Cada uno sacaba sus conclusiones, acaso peregrinas, pero al fin y al cabo  humanas. Los más incrédulos, se mofaban abiertamente del circo montado, aseverando que eran cuentos de viejas, esto no impedía que fuesen allí cerciorarse, los demás, creyentes del fenómeno, se sentian atenazados por las dudas.

 

-Qué podríamos hacer?

 

-Lo mejor es rezar... quizás el Santo Rosario.

 

-Si es una promesa no cumplida, no servirá de nada.

 

Se barajaron varias hipótesis, se discutian métodos idóneos y algunos pensamientos, apenas esbozados, empezaron a tomar vida dentro de los seguidores del fenómeno sonoro. Guardándose muy  mucho de hacer participes a los demás de sus más íntimas zozobras.

 

"Dios Mío, si es mi hijo! se fué tan joven y era algo alocado, será su alma, que no encuentra sosiego?" Tendré que encargar unas Misas."

 

"Era lo que me faltaba... que fuese el espíritu de mi marido, en vida me hizo la vida negra y ahora que pensé hallar una paz merecida, no quiere dejarme tranquila". No encontraré la paz ni el sosiego, en este ingrato mundo?"

 

"Amor mío, si eres tú, ya sabes que te sigo amando".....Ando tan triste, qué dura es la vida sin compañía."

 

"Será mi padre? la verdad es que no creo mucho en esas cosas, pero...quien sabe."

 

"No me fio mucho, para mí es algún extraterrestre que se perdió... qué lio! Si es bueno no me importa, pero, si viene con malas intenciones?"

 

"Creo que esto no es para tomárselo a la ligera, deven ser cosas del diablo, mañana no vengo. No me voy a engañar, tengo miedo."

 

Por fin alguien más decidido, se nombró portavoz del pueblo y con algún recelo, la cosa no era para menos, puso muy buenos modos y maneras, carraspeó nerviosa, tragó saliva, juntó las manos, levantó la cabeza y endulzando la voz  al máximo, preguntó casi con un candor angelical:

 

-Eres un alma en pena? manifiestate. Me oyes? responde.

 

-Huuuuu....iiiii......uiiiiii....

 

-No temas, estamos aquí para ayudarte a encontrar el camino, necesitas unas Misas?

 

-Huuuu...ieeee....uiiii.....

 

-Si prometiste algo y no pudiste cumplir, nosotros podremos cumplir la promesa en tu nombre.

 

-Huugggg...guuuu...uiiii...

 

Qué desespero! así no podía haber diálogo, las respuestas eran ininteligibles. No  cabía  ni la más remota posibilidad de entendimiento; ya se hablaba que la Iglesia tendría que tomar cartas en el asunto, que no había seriedad en las autoridades, que nadie se molestaba...etc.etc. Inopinadamente el Ayuntamiento, toma una decisión drástica y así  terminar con la fiesta nocturna, da órdenes precisas de inspeccionar la Torre minuciosamente. El descubrimiento del misterio llega, allí en una saliencia estaban, un tanto asustados, acurrucados unos contra otros, con los ojos redondos como platos,  unos hermosos mochuelos, en su nido, como es  natural.

 

Oh, amargura! para  algo entretenido, que había, en esta esquinita perdida del Noreste de Portugal, lo perdimos, se diluyó, se volvió nada, le llegó el olvido y la cosa prometía...vaya si  prometía!....

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:54
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