Domingo, 30 de Novembro de 2008

Soutelinho da Raia - Chaves - Portugal

 

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Em dia de neve todos somos putos e como em Chaves (cidade) ainda não nevou, havia que ir à procura da neve onde de certeza a havia, e ontem, a oferta até era grande, bastava subir a uma das montanhas das redondezas e tudo estava vestido de branco.

 

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Para neve e nevões, nem há como o Barroso e Chaves, nesta sua condição de concelho de transição da terra fria para a terra quente, também tem um pouco de Barroso.

 

De facto o nosso concelho dilui-se bem nos concelhos vizinhos com as nossas aldeias de transição, principalmente com os concelhos de Vinhais onde as nossas aldeias do xisto (freguesia de S.Vicente da Raia) fazem a passagem, com o concelho de Valpaços onde desde Tronco até à Dorna se começa a descair para as suas terras, sendo Limãos um caso flagrante, pois para chegarmos até lá temos que entrar primeiro no concelho de Valpaços.

 

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Acontece o mesmo com os concelhos do Barroso, com Seara Velha a entrar por Boticas adentro ou Soutelinho da Raia, já instalado quase nas faldas do Deus Larouco. Por último temos as nossas aldeias da raia, que desde Soutelinho da Raia, passando por terras de Ervededo, Cambedo e toda a freguesia de Vilarelho também da Raia, passando pelas freguesias de Mairos e Travancas, para terminar de novo na freguesia de S.Vicente da Raia, onde Segirei fecha a promiscuidade que há entre o povo galego e o povo transmontano da raia, ou melhor, apenas um povo, o mesmo povo da raia de um e outro lado da fronteira, que pese embora tivesse existido oficialmente, nunca existiu entre estas aldeias.

 

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Claro que em tempo de nevão tínhamos que ir até uma das nossas aldeias barrosãs – Soutelinho da Raia.

 

Soutelinho da Raia é uma aldeia cheia de história e estórias, começando pela sua história da promiscuidade de ter sido, claro, um povo promíscuo, ou seja, uma aldeia que nos anos até finais do Século IXX era partilhada pelos reinos de Portugal e Espanha, com a fronteira a cortar uma das ruas principais da aldeia. Foi assim até a abolição do Couto Misto ou Mixto, aquele tal “estado” que pertencia a Portugal, mas também pertencia a Espanha e que quando convinha, nem pertencia a Espanha, nem a Portugal. Mas tudo isto já foi explicado aqui no blog e no blog Cambedo Maquis, onde se explica como as aldeias promíscuas de Soutelinho da Raia, Cambedo e Lamadarcos, passaram para o reino português em troca do Couto Misto que passou todo ele a ser pertença de Espanha.

 

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Para quem não seguiu o Cambedo Maquis, fica aqui o linck para a promiscuidade dos povos da raia e o Couto Misto  ou aqui no Cambedo-maquis .

 

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Escusado será dizer que Soutelinho da Raia foi desde obrigatoriamente terra de contrabando, Guardas-Fiscais e contrabandistas e, também, terra que sofreu bem de perto a guerra civil espanhola e no pós guerra civil, também as passagens da guerrilha espanhola e a passagem de muito contrabando para a II Guerra Mundial. Tempos difíceis, apenas mal recordados pelo mais idosos (porque preferem esquecer) e duplamente penosos pela sua circunstância de aldeia da raia.

 

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Em termos de contrabando e Guarda-fiscal, era quase aldeia de passagem obrigatória para todos os guardas que escolhiam como fim de carreira a sua aproximação ao posto da cidade de Chaves.

 

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Soutelinho da Raia está implantada num planalto, bem lá no alto da Serra da Panadeira onde esta faz a transição para a Serra do Larouco. É uma das aldeias que assume em tudo as características do clima do concelho de Montalegre, com Invernos rigorosos, frios e geralmente secos e onde, sempre, caem, as primeiras neves do Outono ou os grandes nevões de Inverno e se não caem, tem sempre o ar frio da neve do Larouco por companhia.

 

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Fora do contrabando que durante muitos anos ajudou a povoar a aldeia, tem a agricultura como uma das suas principais actividades, ou quase única, com as culturas características das terras altas e frias da montanha, ou seja a batata, o centeio e a castanha.

 

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Castanha aliada à raia com a Galiza, que se crê estar na origem do topónimo de Soutelinho da Raia, ou seja um pequeno souto na raia. Também e até melhor explicação, aceito perfeitamente esta origem para o seu topónimo.

 

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Em termos de arquitectura tradicional do granito, podemos sem qualquer dúvida apontá-la como uma das aldeias mais típicas e interessantes, pese embora agora esse mesmo casario esteja em grande parte degradado e abandonado, mas mesmo assim, não perdeu o seu interesse e tipicidade onde até se encontra algumas recuperações cuidadas.

 

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É uma das aldeias do nosso concelho que merecem uma visita demorada e cuidada para apreciar o seu casario típico, o forno comunitário ou do povo, as fontes de mergulo, os cruzeiros, uma capela de galilé aberta e de devoção ao Senhor dos Desamparados, uma outra capela devotada ao Senhor dos Aflitos e a Igreja barroca cuja construção é apontada para os Séculos XVII ou XVIII e que tem como padroeira a Santa Bárbara. Contudo e segundo apurei é o Senhor dos Desamparados que tem direito a festa, cuja tradição a festeja no mês de Junho.

 

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Em termos históricos e políticos, consta na história da aldeia o assassinato do Tenente Coronel António Victor Macedo, vítima dos seus adversários políticos no dia seguinte ao combate de Valpaços, em 1846, travado entre Sá da Bandeira e as tropas da rainha S.Maria II.

 

Soutelinho da Raia é a única aldeia da freguesia com o mesmo nome. Possui 5.97 km2

 

 Em termos de população e despovoamento (e hoje não vou falar das políticas do esquecimento a que as aldeias estão sujeitas), deixo-vos apenas os números que falam por sí. Soutelinho e segundo os Censos de 2001 tinha 192 habitantes residentes, que pode fazer inveja a muitas aldeias, mas nem tanto se compararmos os números com os Censos de 1960 em que havia 493 habitantes, ou mesmo com os Censos de 1981 em que ainda havia 342 habitantes. Penso que em termos de população está tudo dito, mesmo assim ainda vai mantendo alguma população, embora os restantes números não sejam promissores para a sua manutenção, pois segundo o mesmo Censos 2001 apenas havia uma (1) criança com menos de 10 anos e 5 habitantes com menos de 20 anos.

 

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E só falta mesmo creditar aqui os créditos do post, pois ontem tinha prometido à minha criança levá-la até à neve, mas também tinha (a criança) compromissos inadiáveis para o meio da tarde, assim tinha apenas uma hora para a recolha fotográfica de ilustração deste post, tarefa que se apresentava quase impossível. Ainda bem que por aqui os amigos ainda são para as ocasiões e lacei o convite ao amigo Dinis Ponteira para uns bonecos na neve mas também para uma mãozinha na recolha fotográfica, que já sabemos, que saindo do seu olhar, são olhares de qualidade. Obrigado Dinis pela ajuda e para quem ainda não conhece o amigo e colega blogueiro ou companheiro de viagem na arte dos olhares sobre Chaves, fica aqui um linck para o seu blog, onde poderá encontrar outros lincks para as suas galerias de fotografia de olhares apurados sobre a cidade e outro locais: Dinis Ponteira

 

 

E por hoje é tudo. Amanhã cá estarei de novo com mais um ilustre flaviense.

 

Até amanhã!

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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Freguesia de Cimo de Vila da Castanheira - Mosaico

 

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Mosaico da Freguesia de Cimo de Vila da Castanheira

 

Localização:

Nordeste do concelho de Chaves.

 

Confrontações:

Freguesias de Travancas, Roriz, S.Vicente da Raia, Sanfins da Castanheira, Lebução (Valpaços), Tronco, Águas Frias, Paradela de Monforte.

 

Distância até Chaves:

20 km2

 

Área:

16 km2

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 103 (até à Bolideira)

 

Aldeias da freguesia:

            Cimo de Vila da Castanheira

            Dadim

 

População Residente:

            Em 1900 – 712 hab.

            Em 1920 – 634 hab.

            Em 1940 – 767 hab.

            Em 1960 – 1.159 hab.

            Em 1981 – 938 hab.

            Em 2001 – 605 hab.

 

Principal actividade:

            - Agricultura e pastorícia.

 

Particularidades:

Rica vestígios arqueológicos com castro e castelo (Mau Vizinho) com restos de muralhas pétreas relativamente bem conservadas, mas de difícil acesso, incluindo o pedonal.

 

Possui uma Igreja românica denominada de S.João Batista ou S.João da Castanheira, com uma torre de cariz senhorial anterior à igreja e posteriormente adaptada a torre sineira .

 

As aldeias da freguesia ainda possuem um importante núcleo de cosntruções tradicionais de granito, mas maioritariamente degradadas e/ou ruínas.

 

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Linck para os posts (neste blog) dedicados às aldeias da freguesia:

           

- Cimo de Vila (post alargado)

- Cimo de Vila

- Dadim

 

 

 

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Discursos Sobre a Cidade

 

 

Éramos jovens e a nossa paixão pela cidade dispersava-se muitas vezes pelos seus inúmeros pormenores.

 

Portões de ferro forjado, vidraças coloridas, caixilhos de janelas, clarabóias e até pátios interiores. Todos os detalhes, por mínimos que fossem, nos entusiasmavam e serviam para longas conversas, que de tão longas entravam pela madrugada dentro. Chegámos até a ter o iniciático hábito nocturno de percorrer as ruas de olhos quase fechados, olhando apenas para as nossas palavras e para as nossas ideias, porque toda a cidade parecia já estar dentro de nós.

 

Certa vez, contudo, ocorreu um episódio que nos trouxe particular preferência pelas varandas e sacadas da cidade.

 

Havia o nosso velho argumento consensual de as sacadas serem um espaço que pretendia consagrar um estatuto social diferenciado, e de distanciação, e as varandas um espaço comunitário por excelência, um espaço contíguo onde conversas e afectos se desenvolviam e nutriam. Argumento originado pelas características da minha casa, que tinha uma sacada na frente e uma varanda corrida nas traseiras, parecendo continuar todas as outras. Eu e o Nuno gostávamos  bem do aconchego da varanda, muito  mais discreta que a sacada, e em momentos de maior nostalgia romântica, frente ao pôr-do-sol, só lamentávamos que não houvesse nenhuma menina nas varandas mais próximas.

 

Foi a partir da sacada, no entanto, que conheci a Isaura. Uma vizinha que se mudara para o lado, para o prédio cuja varanda chegava aos limites do meu, deixando-nos a poucos metros um do outro, para conversas mais íntimas. Foi desta minha sacada que o Nuno viu a Isaura e a conversou para outros encontros.

 

A Isaura viera viver para um quarto alugado a uma velhota resmungona que não queria ouvir falar de visitas em casa e muito menos de namorados ou pretendentes das meninas que lá passaram a viver. Com três quartos nas traseiras do segundo andar, alugara-os estrategicamente, deixando o seu no meio, para melhor garantir a virtude e os bons costumes.

 

A verdade é que, ao fim de algumas semanas, o Nuno arranjara maneira de se esgueirar familiarmente para o quarto da Isaura quando a velhota saía. A porta da entrada ficava entreaberta e a vizinhança não desconfiava nem prestava muita atenção porque o vira sempre entrar para minha casa, na porta ao lado. Com o tempo, até começou a passar lá algumas noites. Quando a situação se complicava, refugiava-se no guarda-vestidos do quarto durante algumas horas.

 

Mas a velhota começara a andar desconfiada, olhando de soslaio para a Isaura, pois sabia que ela andava de conversa com o Nuno. E numa soalheira manhã de inverno, quando a roupa pendurada parecia ter sido engomada pela geada, fui encontrar o Nuno nas traseiras da minha casa, na varanda, tiritando e em trajos menores, a praguejar desbragadamente.

 

"Então o guarda-vestidos?", perguntei desconcertado. Depois de se aquecer e de se recompôr foi-me respondendo: "Já lá estava o namorado da Lúcia, que só tem a cama e uma cómoda no quarto... E a maldita da velha não larga a porta, dizendo que há-de apanhar o malandro à saída! Mas deixa estar que eu trato dela... Tens aí uma roupa que me emprestes?"

 

Vestiu-se e saíu sorridente, dizendo-me: "Vai até à sacada!" Daí a momentos lá estava ele, na rua, a bater à porta do lado. Quando a velha veio abrir, pôs o ar mais simpático e educado que conseguiu, perguntando-lhe: "Bom dia! A Isaura ainda está em casa ou já saíu?" Atónita, a velha deu uns passos para fora, sem saber que dizer. Eu aproveitei para ajudar à festa, lançando-lhe de cima um irónico: " Bom dia, Nuno! Hoje madrugaste..."

 

A velha, completamente atordoada, foi chamar a Isaura, coisa que nunca teria feito antes, e nós desatámos a rir à gargalhada.

 

A partir de então, durante alguns meses, divertimo-nos a observar a vizinhança que partilhava a proximidade das varandas corridas e a imaginar o que aconteceria em algumas delas, altas horas da noite...

 

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Pagelas dos CTT - Castelo

 

As pagelas emitidas pelos CTT para anunciarem a emissão de uma nova série de selos têm já várias décadas de existência, tendo-se transformado elas próprias em objectos de colecção.

 

Para além de apresentarem pequenos textos sobre a temática desenvolvida em cada selo - neste caso particular, o texto sobre o Castelo de Chaves é da autoria do consagrado historiador José Mattoso (n. 1933), estas pagelas fornecem diversos dados técnicos sobre a emissão, como sejam o nome dos autores, a tiragem, os tipos de envelopes oficiais emitidos, reproduzindo também as obliterações de primeiro dia e referindo os locais onde estas são apostas.  

 

O selo reproduzido integrava o nono grupo da edição Castelos e Brasões de Portugal, com desenho de José Luís Tinoco, apresentando uma tiragem de 1.000.000 de exemplares para os selos impressos em folhas de 5 x 10 e de 85.000 carteiras com quatro selos cada. J. Bènard Guedes foi o autor do desenho heráldico (alusivo à capital de distrito, Vila Real) que ilustrava o exterior das carteiras e o espaço interior entre os quatro selos.

 

Estes selos foram emitidos a 1 de Julho de 1988, tendo sido retirados de circulação a 31 de Agosto de 1995. No seu lançamento apuseram-se obliterações comemorativas e criaram-se FDCs (envelopes de 1.º dia de circulação), com dois formatos comerciais, em Coimbra, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada e Porto, locais habituais para a aposição, e Chaves.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 00:17
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Hoje foi notícia

 

 

Confraria de Chaves já está em marcha

 

 

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Carlos Botelho - O mentor da Confraria de Chaves

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Promover os produtos gastronómicos regionais é o principal objectivo da recentemente criada Confraria de Chaves, que foi constituída por escritura pública, tendo como constituintes António Cabeleira, Carlos Botelho e Carlos Guerra, na passada sexta-feira dia 24.

 

 

Bamba observado pelo Benfica

 

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Médio marfinense do Desportivo de Chaves entrou nas pretensões dos encarnados de Quique Flores.

 

 

Construção da residência autónoma para deficientes já arrancou

 

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Arrancaram no decorrer da semana passada as obras de construção da Residência Autónoma para Deficientes da Santa Casa da Misericórdia de Boticas, um projecto que foi alvo de uma candidatura apresentada à segunda fase do Programa PARES (Programa de Alargamento da Rede de equipamentos Sociais), cujo investimento global se aproxima dos 140 mil euros.

 

Orçamento e plano de actividades da Misericórdia de Boticas aprovados em assembleia-geral

 

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Os irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Boticas, reunidos em Assembleia-geral, realizada no passado dia 18 de Novembro, aprovaram por unanimidade o Plano de Actividades e Orçamento da instituição para o próximo ano.

 

 

Biblioteca Municipal foi palco do lançamento de mais um livro

 

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“Paragens de outros percursos” é o título do livro do transmontano Augusto Abreu Lopes Cepêda, apresentado na Biblioteca Municipal de Chaves.

 

 

Freguesia de Santo Estêvão “deu  vida” ao forno comunitário

 

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No passado domingo, a freguesia de Santo Estêvão esteve em festa. Além de duas ruas recentemente requalificadas (Rua do Bogo e Rua de Ribelas), a Junta de Freguesia ainda recuperou o antigo forno comunitário - com mais de um século de existência  - estando inicialmente prevista a sua demolição. Agora, aquele espaço vai voltar a servir a população local, funcionando também como zona de convívio e de exposições.

 

 

Município e Cooperativa de Chaves cooperam para debelar o surto de Língua Azul

 

A Cooperativa de Chaves e a Câmara Municipal de Chaves associam esforços para debelar o surto de Língua Azul em pequenos ruminantes.

 

Recorde-se que a movimentação de gado bovino, ovino e caprino foi sujeita a restrições no passado dia 3 de Novembro, por motivo de detecção de um foco a partir de um cadáver de ovino, numa aldeia de Chaves.

 

As acções que estão a ser desenvolvidas consistem na vacinação obrigatória de cerca de 350 rebanhos de ovelhas, num total de perto de 20 mil cabeças.

 

Até ao dia 21 de Janeiro, os Médicos Veterinários das duas instituições têm como missão realizar duas vacinações por animal, com o intervalo de 21 dias, após o que se espera a normalização do funcionamento da Feira Semanal de Chaves.

 

 

Projecto URBACT “EGTC” foi lançado, oficialmente, em Estrasburgo

 

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Com ele, 6 projectos de conurbações fronteiriças da Europa, entre elas a Eurocidade Chaves-Verin, iniciam um trabalho em rede para o intercâmbio de boas práticas e experiências e a procura de instrumentos de governança.

 

O lançamento do projecto teve lugar em Estrasburgo no dia 19 de Novembro, com uma conferência no Parlamento Europeu, presidida por Michel Delebarre, presidente da Missão Operacional Transfronteiriça (MOT), Roland Ries, vereador do Município de Estrasburgo e vice-presidente da Comunidade Urbana e  Alain Lamassoure, eurodeputado e vice-presidente da MOT.

 

Notícias a desenvolver na próxima edição do Semanário “A Voz de Chaves – O Jornal do Alto-Tâmega”

 

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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Evasão

 

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Chaves, 6 de Setembro de 1991

 

EVASÃO

 

De luz são estas horas clandestinas

E vagabundas,

Roubadas à razão e à lógica dos outros.

O sol ergue-se nelas com fulgor

Dobrado.

Não há sombras no largo descampado

Onde se esconda a alma envergonhada.

Pura, campeia, íntima e liberta,

Contente

Do ensejo gratuito da aventura.

Viver é ser no tempo intemporal.

É nunca, a ser o mesmo, ser igual.

É encontrar quando nada se procura

 

Miguel Torga, in Diário XVI

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:45
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Hoje foi notícia

 

Chaves

 

ADRAT oferece consultoria e formação às PME do Alto Tâmega

 

A Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega inicia em Dezembro o programa “Formação PME”, sem custos, para as pequenas e médias empresas de toda a região. A ADRAT trata “caso a caso” e é tudo feito na empresa interessada. Já aderiram mais de 100 firmas, de todos os sectores.

 

50 mil euros em ferro foram recuperados

 

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Chaves apreendeu 25 toneladas de chapas de ferro, ao final da tarde de segunda-feira, que estão avaliadas em 50 mil euros.

 

 

Enfermeiros reuniram em plenário

 

Sindicato promete outras formas de luta e para além de estarem a organizar-se para agendarem uma vigília à porta da instituição, vão confrontar a autarquia e os restantes partidos políticos da Assembleia Municipal com toda a situação.

 

Carteiros acusados de abuso de confiança

 

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O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves, com base numa investigação e colaboração dos CTT de Chaves, deteve e constituiu arguidos dois antigos carteiros que supostamente desviavam correspondência.

 

 

Incêndio em habitação deixa casal de idosos desalojados

 

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Um incêndio consumiu parte de uma habitação na localidade de Vila Verde de Oura, que se situa a dois quilómetros de Vidago, Chaves. As chamas destruíram parte da habitação e deixaram a casa, onde vivia um casal, sem condições de habitabilidade.

 

 

900 mil euros para remodelar o edifício

 

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O Ministério da Justiça, na pessoa do secretário de Estado adjunto e da Justiça, José Conde Rodrigues, realizou na passada sexta-feira, ao meio-dia, e já sem os funcionários judiciais a terem de conviver com os barulhos das máquinas e as constantes quebras de energia eléctrica, uma visita às obras que estão a decorrer no tribunal de Chaves.

 

 

Notícias a desenvolver na próxima edição do Semanário “A Voz de Chaves – O Jornal do Alto-Tâmega”

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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

O olhar de Dario Alvarez sobre a cidade

 

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Mais uma terça-feira e mais um dia de um olhar diferente sobre a cidade. Hoje com o olhar de Dario Alvarez, que em apenas um dia, “espiolhou a nossa cidade de lés-a-lés, reunido na sua galeria de fotos no flickr nada-mais-nada-menos que 270 olhares sobre a cidade.

 

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Visitou-nos num dia que por excelência está aberto a quem nos visita, o dia 1 de Novembro, dia de todos os Santos e da sua tradicional feira por estas bandas, em que milhares de pessoas vindos de todos os pontos cardeais caem em Chaves, dias das nossas festas maiores.

 

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Dario Alvarez aproveitou como ninguém para levar um registo quase completo da nossa cidade, desde a nossa Top Model Ponte Romana, o nosso centro histórico, alguma da nossa modernidade dos novos edifícios, a monumentalidade dos nossos fortes de S.Neutel e S.Francisco, um dia de feira e até a catedral do Faustino couberam nos seus olhares. Sem dúvida que foi para o fotógrafo convidado de hoje um dia em cheio de e sobre Chaves, daqueles em que de tanto se andar se chega mais que morto a casa, que, embora terras galegas, não sendo longe, também não é perto – Celanova.

 

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1 de Novembro, em plena feira dos Santos. Dias de feira que por excelência são os dias das verdadeiras festas da cidade que poderiam ser também entendidos como tal pelas entidades responsáveis pela feira, fazendo dela umas festas exemplares para além da feira (que se faz por si própria) com actividades culturais, turísticas e de promoção do concelho, com um rico programa digno da cidade e da região, bem além da pimbalhada do costume dos bombos e cabeçudos, que embora também fiquem bem na feira, em pouco a enriquecem. Mas isto são contas de um rosário antigo, que embora pudessem ser interessantes para quem nos visita, em nada interessam, porque não existem.

 

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Das fotos de Dario Alvarez, apenas vos deixo aqui uma amostra que tão pouco foi em jeito de selecção, pois entre tanta oferta, é difícil a escolha. Mas poderão ver tudo, e todos os seus 270 olhares sobre a cidade na sua galeria de fotos do flickr, em: http://www.flickr.com/photos/darioalvarez/

 

Sobre o Dario Alvarez, apenas sabemos e conhecemos o que deixa disponível na sua galeria, que já não é pouco, pois sabemos que reside em na vizinha Galiza, em Celanova, mas é Argentino de Buenos Aires. E são concerteza os bons ares que o trouxeram até aos nossos e aos da Galiza.

 

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Além de fotógrafo, é Arquitecto, Consultor, Master Innovacion Tecnológica e Investigador – Docente FAU-UCV. Mas tudo que há a descobrir sobre ele está nos sítios da Net em: darioalvarez.es e em  www.darioalvarez.net onde poderá descobrir muito mais sobre o nosso convidado e os seus interesses.

 

Pela minha parte foi uma honra tê-lo como convidado neste blog, que com tantos olhares que tomou da cidade, pela certa que mais tarde tornará a passar por aqui. Olhares que espero sejam acrescentados em próximas visitas, mais calmas, que as visitas dos dias de Feira dos Santos.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:21
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Flavienses Ilustres - Comendador Brenha da Fontoura

 

COMENDADOR BRENHA DA FONTOURA

 

Abílio Brenha da Fontoura nasceu em Chaves em 11 de Agosto de 1894 e faleceu na cidade de S.Paulo, Brasil, em 28 de Outubro de 1975.

 

Era filho do farmacêutico Francisco Marcelino da Fontoura e Arminda Camargo Fontoura Brenha, de S. Sebastião de Tijuca-Brasil. Foi baptizado na Igreja Paroquial de Santa Eulália, de Anelhe, em 29-8-1894.  

 

Muito novo emigrou para o Brasil. Foi empregado da importante Casa Sotto Mayor, vindo a ocupar os primeiros lugares. Reconhecida e apreciada a sua inteligência e actividade, foi-lhe confiada a gerência da importante Sucursal de São Paulo.

 

Ali, na cidade dos Bandeirantes, cedo se tornou uma figura de alto relevo, não só entre a Colónia Portuguesa, como ainda em todos os meios comerciais e industriais, políticos e religiosos.

 

Dado o grande prestígio e consideração do seu nome, S. Santidade  o Papa Pio XII, tendo conhecimento das suas acções de benemerência e querendo, de forma iniludível testemunhar-lhe a sua admiração, houve por bem nomeá-lo COMENDADOR DA ORDEM DE S. SILVESTRE - PAPA, outorgando-lhe todos os privilégios inerentes a esta alta dignidade. Tal graça pontifícia foi concedida na Cidade do Vaticano em 28 de Janeiro de 1949, sendo o Breve executado pelo Cardeal-Arcebispo de São Paulo, D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, sendo-lhe entregue na sua própria residência, estando presentes altas individualidades.

 

Em homenagem à sua terra, ao seu solar na entrada de São Paulo - Rio de Janeiro, deu-lhe o nome de VILA ANELHE DE ITAIM.

 

Embora tivesse passado grande parte da sua vida no Brasil, manteve sempre forte ligação a Chaves e a Anelhe onde tinha residência.

 

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Imagem de arquivo - post de Anelhe

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Graças aos seus capitais e a influência dos seus amigos, foi aberto o troço de estrada de Anelhe à Praia de Vidago, mandou restaurar a Igreja Paroquial e construiu o edifício escolar, com as dependências exigidas pela higiene.

 

Em Chaves mandou construir a Cantina Escolar com o nome do grande pedagogo e seu tio Padre Joaquim Marcelino da Fontoura, sendo entregue à Câmara Municipal de Chaves.

 

Foi também o grande patrocinador para a construção do Jardim Escola João de Deus, situado no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, em Chaves, o primeiro Jardim Escola de Chaves, como referiu o seu dedicado amigo Dr. Mário G. Carneiro, em 30- 10-1962, no acto de inauguração: se não fosse o Sr. Comendador A. Brenha da Fontoura, não haveria neste momento um J. Escola em Chaves.

 

A toponímia flaviense dedica-lhe uma das principais avenidas de entrada na cidade, mais propriamente a avenida que começa na Praça do Brasil e termina na Av. Bracara Augusta.

 

 

Também a toponímia da cidade de S.Paulo no Brasil lhe dedica o nome de uma rua. Brasil onde estava também ligado a obras de beneficência como por exemplo o Hospital de São Joaquim da Reala e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo, da qual foi presidente durante 10 anos (1963-1973), sendo considerado o maior e mais completo Hospital do Brasil.

 

Em livro, edição brasileira de autor, Salomão Jorge publica « Abílio Brenha da Fontoura/Um Transmontano no Brasil.

 

Em testamento, deixou a maioria dos seus bens em Portugal aos Lares de 3ª Idade então existentes em Chaves.

 

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Repórter de Serviço

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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Nogueira da Montanha - Chaves - Portugal

 

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Mais uma vez vamos até lá acima, bem no alto da montanha, mais propriamente para as terras altas da Serra do Brunheiro, onde esta termina em altura num grande planalto por onde se estende toda a freguesia de Nogueira da Montanha e a própria aldeia de Nogueira, também da Montanha.

 

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E voltamos ao despovoamento, assim e já de entrada, pois se há aldeias que o conhecem bem, Nogueira da Montanha, é uma delas, mesmo sendo a sede de freguesia.

 

O que deixo por este blog é a minha opinião pessoal e tenho consciência que não sou detentor de toda a verdade e conhecimento, mas enquanto não me provarem o contrário, sou o teimoso bastante para continuar por aqui a defender as minhas ideias. Tudo isto a respeito do despovoamento das aldeias, pois sei que há quem defenda o seu abandono total e a concentração de todos em grandes centros, onde as pessoas possam ter acesso a “tudo” em qualidade e quantidade a um custo mínimo, pois todas as infra-estruturas necessárias estariam concentradas num único local, onde em princípio já existem.

 

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Como costumo dizer, calhou nascer em Chaves e tenho muito orgulho em ser flaviense e trasmontano, por isso optei por viver na terra que me viu nascer. Precisamente (e embora todos sejamos iguais) ganhamos esse orgulho pela nossa terra, pela nossa identidade de flavienses, e pela nossa diferença em relação a minhotos, algarvios, alentejanos ou beirões. Somos iguais mas também naturalmente diferentes. Diferença que se vai fazendo desde o berço em todas as nossas vivências, quer em gastronomia, usos, costumes e por tudo que nos é comum e nos une. Até o frio dos Invernos rigorosos ou os verões de inferno se entranha em nós e faz de nós sermos diferentes do pessoal do sul.

 

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Mas sou flaviense em toda a plenitude por opção, mas também porque tive oportunidade de aqui poder viver, trabalhar, constituir família e de poder viver com dignidade. Esta opção e direito que tenho de viver na minha terra dignamente deveria ser para todos e, se há gente das nossas aldeias que gostam da sua aldeia como eu gosto da minha (porque afinal Chaves não passa de uma aldeia grande), porquê não poderem também nela viverem dignamente, por opção.

 

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Temos direito à nossa diferença, contrariamente àquilo que nos querem impingir e obrigar de há umas dezenas de anos para cá, em concentrar tudo em grandes centros, todos iguais, sem identidade, sem usos e costumes, sem o que é típico e de bom tem cada “raça”, tudo concentrado em ruas na vertical de caixotes de betão onde não existem vizinhos e a vida e alegrias das pessoas se desenvolve no trabalho alimentados por comida empacotada, em comunidades fechadas em que quase nem se tem direito à família. Em suma, onde não se tem direito à qualidade de vida e as poucas raças e vidas que teimam em resistir à concentração são remetidos para guetos e problemas.

 

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A meu ver todas as políticas de concentração têm demonstrado que estão erradas e descambam em desemprego, crimes, droga, racismo, e cada vez mais na diferença entre ricos e pobres. Em suma a concentração e as suas políticas têm tudo de mau que uma sociedade pode ter e incrivelmente é para esses grandes centros e sociedade que os governos orientam as suas políticas e governam, orientados (claro está) pelo grande capital que às vezes por tão agressivo que é, esquecem que há gente, pessoas de carne e osso que vive e tem direito a viver dignamente…mas pouco se interessam com isso, pois a modernidade do grandioso é que conta. A história ditará o grande boom que foi o século XX e XXI se houver futuro para se fazer história, e isto tudo graças às grandes concentrações e aos grandes centros, metrópoles e modernismos e grandiosidades de um egoísmo que se alimenta num viver dia a dia sem qualquer preocupação de futuro para os nossos filhos e netos.

 

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As aldeias estão mortas, apenas os resistentes lhe resistem e, até estes (maioritariamente) não o fazem por opção, mas porque idosos, são obrigados a isso e contudo, nas aldeias e pequenos centros existe de tudo para se viver com dignidade e com qualidade de vida, desde que as políticas também lhes dêem  iguais oportunidade de poderem trabalhar e sacar da terra o sustento para uma vida digna e com qualidade.

 

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Já sabemos do que as aldeias vivem e podem viver, ou seja,  vivem da terra e do que a terra dá. Agricultura, pecuária e florestas, com tudo que lhe está associado e que lhe tem estado associado ao longo dos séculos, com as pequenas indústrias caseiras e familiares de produtos de qualidade indiscutível. Mas também aqui as políticas agrícolas têm sido de concentração e de interesses do grande capital, onde os pequenos e até médios agricultores não cabem nem têm direitos. Os nossos ministros da agricultura têm ao longo dos anos negociado com a Europa quotas e subsídios, principalmente estes últimos, pouco se interessando com a agricultura e com o país real do interior, onde a o que se produzia era de qualidade e quando muito precisava era de ser apoiado e orientado tecnicamente no terreno e arranjar-lhes mercado sem muitos intermediários de modo a todos beneficiarmos de que se produz de bom nas nossas terras.

 

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Chaves é terra de batata e de qualidade. Todas as terras de planalto produzem batata de qualidade. As freguesias de Travancas e Nogueira da Montanha (por serem terras de planalto)  são duas  das freguesias flavienses que produzem da melhor batata que há e que faz a delícia de qualquer mesa. Pessoalmente costumo comprar batata directamente ao agricultor e/ou aos nossos armazenistas. Pois nestes últimos, quando por lá vou comprar batata para o dia-a-dia, a pergunta é sempre a mesma – Da nossa ou da francesa?. Nem sabem como esta pergunta me irrita, pois pertencemos à terra da melhor batata e abanam-me com as francesas! Mas pior ainda, é que, por todo o lado onde se vende batata em Chaves, principalmente nas grandes superfícies implantadas em Chaves, a batata não é de Chaves. E o que acontece com a batata, acontecem com todos os produtos da terra, e porquê!? Políticas agrícolas erradas, desde sempre erradas, que se discutem nos corredores de Lisboa ou num avião a caminho da Europa, enquanto que aqui pelo interior rural, o que a terra tem de melhor, não tem apoio sustentado nem escoamento, porque não há um mecanismo concertado para o escoamento daquilo que se produz.

 

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O mal das políticas agrícolas para as nossas aldeias está precisamente nos subsídios para isto e aquilo, no dinheiro fácil e rápido que enriquece alguns e cala outros sem haver uma preocupação com a agricultura propriamente dita. Dinheiro que só é para alguns, principalmente para quem pouco ou nada tem a ver directamente com a agricultura, mas para os espertos de sempre que plantam e arrancam conforme o subsídio é para isto ou para aquilo, tal como o subsídio dos tractores, que na maioria são utilizados para outros fins, até para ir à missa ou descer à cidade, mas poucos para lavrar os campos. E toda a gente sabe isto, mas os nossos ministros em vez de se preocuparem com a agricultura propriamente dita, continuam entretidos em negociar subsídios e quotas enquanto os nossos campos cada vez mais estão entregues ao abandono, porque a realidade é, que cultivar os campos cada vez é mais caro e não conseguem concorrer com os produtos “plastificados” do exterior. Mas para os responsáveis pelas políticas agrícolas, isso pouco interessa, e as pessoas, o povo do interior que está envolvido com a agricultura como um modo de vida, ainda interessa menos,  pois a sua passagem dos políticos pelas pastas da agricultura é efémera e não faz carreira, pois apenas serve para enriquecer mais alguns amigos e marcar pontos para um tacho após a passagem política. Enquanto isto, as nossa aldeias ficam despovoadas porque lhe roubam o único modo de vida que têm: a agricultura.

 

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Tudo que se tem feito nos últimos anos em relação às aldeias está errado (é a minha opinião) e tudo tem sido um convite para o seu abandono e para a tal concentração em grandes centros, onde também há a concentração das tais infra-estruturas, mas também muita concentração de interesses de quem tem dinheiro, principalmente os interesses do b€tão e daqueles que politicamente mandam em tudo e em todos porque têm muito dinheiro. Políticas nacionais e locais, pouco lhes interessam as aldeias, pois é opinião geral que o que é preciso é concentrar. Entretanto contradizem-se com outras políticas, principalmente as que estão ligadas a obras, pois não se compreende como tendo políticas que em tudo convidam ao abandono das aldeias, ao longo das últimas dezenas de anos se tenha investido tanto dinheiro em infra-estruturas para as mesmas. Parece-me haver aqui uma contradição qualquer e que só se justifica para garantir meia-dúzia de votos e trabalho para os amigos empreiteiros, aos quais, afinal, todos devem obediência. Dizem os entendidos que são ele(a)s que fazem mover a economia…

 

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Mas vamos a até Nogueira da Montanha, onde aqui há dias o seu presidente da junta me dizia que conhecia toda a gente da freguesia e até os contava de cabeça, se fosse preciso. E estamos a falar de uma das freguesias que mais aldeias tem, 11 no total, mas sem gente.

 

Nogueira da Montanha, freguesia, tinha em 2001 (Censos) 693 habitantes residentes. Só para termos uma ordem do significado destes números, em 1960 tinha 1520 habitantes residentes. Isto são números da freguesia, pois a Nogueira da Montanha, aldeia, em 2001 apenas tinha 35 habitantes dos quais só apenas 2 tinham menos de 20 anos. Os números não enganam e tirem deles as conclusões que quiserem.

 

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Nogueira da Montanha, é uma freguesia com a área de 16,43 km2, 693 habitantes e 944 eleitores, constituída pelas povoações de Nogueira da Montanha, Alanhosa, Amoínha Velha, Capeludos, Carvela, Gondar, Maços, Sandamil, Santa Marinha, Santiago e Sobrado. O Presidente da Junta de Freguesia é José Chaves, também ele um residente e resistente que se mostra cansado por lutar da freguesia.

 

A Aldeia está situada na serra do Brunheiro, a 800 metros de altitude, produzindo as culturas próprias da montanha: batata, centeio e castanha, como principais culturas, mas também um pouco de tudo e que é típico das hortas e da agricultura de proximidade das aldeias.

 

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Logo à entrada situa-se a grandiosa igreja paroquial de devoção a S. Miguel Arcanjo. Em 1848 este belo templo foi ampliado o que lhe terá retirado as sua primitivas características românicas, mas ainda bem visíveis o que lhe confere também e ainda  a classificação como imóvel de interesse público. O interior é decorado extensamente com pinturas a fresco, representando sete estações da via sacra. O altar mor de matriz renascentista suporta também uma decoração barroca, na configuração da sua talha.

 

No centro, da aldeia concentram se estrategicamente o coreto, o chafariz, o tanque e o bebedouro, rodeados por um conjunto habitacional bastante degradado mas onde um castanheiro centenário (algumas centenas de anos) marca presença e continua a desempenhar a sua função e funciona quase como um ex-libris da aldeia .

 

Perto deste local situa se a capela de Santo António com uma decoração exterior em alto relevo, muito interessante.

 

É festejado, pelo menos na alma dos resistentes, o Santo no seu dia 13 de Junho. Festeja-se o arcanjo S. Miguel em 29 de Setembro e a Santa Bárbara em Agosto.

 

Além dos templos possui ainda um outro cruzeiro de fuste alongado e cilíndrico, encimado por uma pequena cruz, apoiada sobre uma esfera granítica.

 

 

 

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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Freguesia de S.Vicente da Raia - Mosaico

 

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Mosaico da Freguesia de São Vicente da Raia

 

Localização:

Extremidade nordeste do concelho de Chaves.

 

Confrontações:

Galiza, Concelho de Vinhais e freguesias de Travancas, Roriz, Cimo de vila da Castanheira e Sanfins da Castanheira.

 

Área:

36 km2 (a maior freguesia do concelho).

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 103 (até à Bolideira)

- Estrada Nacional 103-5 (até Vila Verde da Raia)

 

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Aldeias da freguesia:

            São Vicente da Raia

            Aveleda

            Orjais

            Segirei

 

População Residente:

            Em 1900 – 715 hab.

            Em 1920 – 661 hab.

            Em 1940 – 792 hab.

            Em 1960 – 990 hab.

            Em 1981 – 605 hab.

            Em 2001 – 313 hab.

 

Principal actividade:

            - Agricultura

 

Particularidades:

Freguesia com características únicas em paisagens (mar de montanhas), confronta com a Parque Natural de Montesinhos e é a única freguesia do concelho onde as construções tradicionais têm o xisto como elemento principal. É a freguesia mais distante da sede do concelho, com S.Vicente da Raia a 26 Km de Chaves e Segirei a 35 Km.

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - São Vicente da Raia

            - Aveleda

            - Orjais

            - Segirei

 

Sítios na Net da freguesia:

 

            http://saovicente.no.sapo.pt/

            http://aveleda.paginas.sapo.pt/

            http://segirei.blogs.sapo.pt/

            http://segirei.no.sapo.pt/

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:01
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Mosaicos das Freguesias

Ainda antes de entrar no post de hoje (e porque é fim-de-semana) dedicado às aldeias, a partir da presente data, aos Sábados,  vamos ter por aqui o mosaico de uma freguesia cujas aldeias já tiveram por aqui post alargado. Digamos que é o resumo fotográfico e o essencial de cada freguesia.

 

Aos Domingos, tudo como até aqui ou seja, mais uma aldeia em post alargado.

 

Para inicial esta nova versão dos mosaicos, aquela que é a maior freguesia em território: S.Vicente da Raia.

 

A partir de hoje, a passagem em mosaico das freguesias será aleatório, mas fica a garantia de que todas passarão pelo blog.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:53
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Discursos sobre a cidade - Conversas com Zeus - O Cancro da Mama, por Tupamaro.

 

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Texto de Tupamaro

 

 

 

CONVERSAS   COM   ZEUS 

- IV-

 

="O   CANCRO   da   MAMA"=

 

 

Estávamos a assar umas castanhitas de Carrazedo de Montenegro quando sentimos tocarem-nos no ombro.

 

Pela subtileza do toque logo desconfiámos de quem se tratava.

 

Era Zeus.

 

Ougadito como nós pelas coisas boas da Normandia Tamegana não resistiu ao cheirinho no momento em que seguia da Atlântida para a Egeia.

 

Falámos da "FEIRA dos SANTOS", a que não vamos há já tantos anos; das almôndegas no Mondariz e da malguita de tripas no Central, à saída do cinema; do coelhito do monte ou da perdiz que se jantava (que grande petisco!) no Jorge; e do copo que, quentinho, regava as longas conversas, lá nas Caldas; e do grande Magusto de ARGEMIL, perdido, este ano.

 

Este Zeus dá-me cabo da alma afrontando-me com tantas saudosas lembranças!

 

Falou na modernidade, e sussurou-me:

 

- “Sabes, meu rapaz, CHAVES é uma Cidade-Município que, dentre muitas coisas boas, também tem uns modernos espaços onde a sua vitalidade se exercita e exibe  -  os BLOGUES!

 

Cabe àquele Blog “CHAVES” a maior área de assento e visibilidade.

 

Apesar da franqueza e da sinceridade com que aquelas portas são abertas, ainda há por aí uma gentinha, ou gentalha, que olha para ali com olhar enviezado ……     .porque é vesga!

 

Alguns «esquerdalhos» ou «direitalhos» comentários – como alguns dos mais recentes -  são a triste figura de algumas ovelhas ranhosas normando - tameganas que se doem mais, muito mais, com despertares da sua má consciência “politicanha” (se ao menos a tivessem num furco de Política!) do que com os reais e justos direitos de TODA A GENTE da NOSSA TERRA!

 

Só escrevem ali para se fazerem de ofendidos e melindrados por não se bajular nem tecer loas ao «seu Partido», ou por se denunciar  disparates, tropelias, desleixos, judiarias “partidariotas”, injustiças, provocações indecentes ao Património, à Cultura, e à História da NOSSA CIDADE, VILAS e ALDEIAS,  cumplicidades menos decentes de quem administra o Município   - sejam «esquerdalhos», sejam «direitalhos».

 

Já tiveram mais que tempo para entender -  e entenderam, claro!   - que aquele Blogue tem o maior empenho e a maior preocupação com CHAVES a as SUAS GENTES.

 

Mas, infelizmente, só sabem dar-se ar de ofendidos na qualidade (má) de “partidariófilos”.

 

Com tristeza te digo: - a maioria dos que se inscrevem nos Partidos passam à condição de magarefes; confundem, e/ou aproveitam, o exercício da militância partidária e/ou de um cargo político como desígnio único de compadrios indecentes e/ou o negócio das suas vidas!

 

Esses “atentos à dor de cotovelo partidário” não foram lá, àquele Blogue, manifestar-se quando, p.ex., do encerramento das portas da “Exposição de Fotografia”, em Outubro passado, nas horas de visita.

 

Não se insurgiram perante o silêncio da maioria dos «órgãos de informação» locais quanto à realização desse evento.

 

Não manifestaram nunca apreço pela Página («Post») que o autor do Blogue eventualmente tenha dedicado à sua Aldeia.

 

Estes (esses) comentadores «esquerdalhos» e «direitalhos» estão demasiado condicionados pela “marijuana da heroína partidarite”.

 

Perturba-os a abertura de uma portinhola para outra realidade, ou para outro sonho, que lhes faculte a possibilidade de outras grandezas interiores e exteriores.

 

As tricazitas «esquerdilhas» e «direitilhas» são entretenimentos de distracção para vos (nos) distanciar das convergências, dos conluios e das Grandes Decisões acertadas e consertadas pela «Alta» Esquerda e pela «Alta» Direita.

 

Esse Blog - “CHAVES” - só incomoda os de má consciência.

 

E os mais incomodados dispõem de uns lambe-botas que, para lhes dar mais lustro, com alguma ignorância, certa imbecilidade servil, e muita graxa, vão para ali com comentários de «armar ao pingarelho».

 

Se todos os edis (Juntas, Câmara, Assembleias) passados e presentes tivessem consigo mais um naco do ideal, do empenho e dos cuidados do autor daquele Blogue na defesa e no progresso da NOSSA TERRA, hoje CHAVES (a Normandia Tamegana, até!) estaria diferente para Bem Melhor.

 

«Neste país», o «Cancro  da  Mama», maioritariamente masculino, passou a epidemia com os primeiros «pós de Maio» arribados nos finais de um Abril que se desejava de «Primavera Florida e fecunda».

 

Felizmente que o Cancro da Mama maioritariamente feminino tem sido combatido com outra eficácia”.

 

-Retorquimos-lhe:

 

-Bem, Zeus, esperamos, fazemos votos, que os futuros    «esquerdalhos», «direitalhos», ou de qualquer outro ponto cardeal Político (não “politicalho”! Destes já BASTA!)      -    tenham alguma competência e  empenho.

 

E Zéfiro transportou o nosso recado:

 

 -ATEUS OU BEATOS, RENEGADOS OU CONVERTIDOS, PECADORES OU ARREPENDIDOS, «DE DENTRO» OU «DE FORA», ESTÁ NA HORA DE MOSTRAREM ALGUM AMOR PELA NOSSA TERRA!

 

Pelo menos, um sinal de RESPEITO!

 

“””….A  QUEM  NOS  QUEREMOS  TANTO…!”””

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense * Guarda-jóias Vista Alegre

 

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O coleccionismo é um tema que não toca a toda a gente, mas àqueles que toca, torna-se numa perdição.

 

Carlos Caria é um desses coleccionadores de paixão e que pela segunda vez colabora com esta rubrica do coleccionismo de temática flaviense enviando-nos as foto de uma peça – guarda jóias –  em porcelana da vista alegre e que tal como ele me dizia no mail que acompanhava as fotos: - “ hoje não resisti em comprar este bonito guarda-jóias em porcelana da Vista Alegre, com cerca de 11cm de comprimento, por 7 cm de alto e 8 cm de largo”. É assim o coleccionismo, não se lhe resiste.

 

Sem dúvida uma bela peça que pelo carimbo da fábrica, corresponde à administração dos anos de 1947 a 1968, pois (e a título de curiosidade) o carimbo Vista Alegre nas suas porcelanas tem vindo a mudar ao longo dos tempos com as mudanças de administração da fábrica, ou seja, cada administração adopta um carimbo.

 

É sem dúvida uma peça que também enriquece a história das termas da Chaves.

 

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E por hoje é tudo. Resta agradecer ao Carlos Caria a gentileza oportuna da sua colaboração, partilhando connosco estas pequenas jóias e claro que continuamos a contar com a sua colaboração. Obrigado.

 

Até amanhã com mais um discurso sobre a cidade.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:00
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