12 anos
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Um poema ou devaneio de amor em Chaves cidade

 

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Eia! Um poema de amor em Chaves cidade

 

Pintar de ouro

A decadência dos dias

Não é paixão nem arte

 

A paixão é cega,

O amor não.

 

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A arte

Pode estar no tom dos dias

Na cor

Nos seus contrates e calor

Podemos pintá-los com paixão

Mas sentir

Sentem-se sempre

Com amor

Apenas amor

 

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E tudo pode ser ouro

Por amor

Ouro sem quilate

E falso até na cor

 

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Por amor desculpamos

As maleitas

Enviesamos o olhar

Descobrem-se geometrias

Ousadas

Rasgadas

Mas nunca às cegas

Nem apaixonadas

 

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Também por amor

Transportamos a dor dos dias

Aceitamo-la

Sem a aceitar

Convivemos com ela

Sem conviver

 

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Afinal é do amor

Com amor

Intensamente

Que dia após dia

Se vivem os dias

Se trocam de olhares

E gastamos as palavras

Até ao seu entardecer

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E é sempre

Na noite

Na admirável noite

Que se faz o amor dos dias

E é nele

Que adormecemos

E esquecemos esta paixão

De os amar assim…

 

                            Natal de 2008

 

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publicado por fernando ribeiro às 04:27
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“Semanas Temáticas” promovem “Cidadania activa”

 

“Todos são responsáveis”. Este conceito, que abre o projecto da Associação Nacional de Municípios Portugueses, está a ser adoptado pelo executivo camarário de Vila Pouca de Aguiar na realidade social concelhia, e dirige-se desta forma ao cidadão “faça a sua voz ouvir-se nas decisões do seu município”.

 

A autarquia vai avançar, essencialmente, com a realização de “Semanas Temáticas” que, durante o mês de Janeiro, visam estabelecer reuniões e visitas aos representantes sociais e económicos nos mais diversos sectores para “estreitar relações, identificar necessidades e criar soluções”. Em Vila Pouca de Aguiar, a primeira semana vai ser dedicada à Acção Social e Saúde, seguindo-se as de Ambiente e Urbanismo, Educação e Desporto culminando com Economia e Turismo.

 

À implementação de semanas temáticas, deve seguir-se a iniciativa “Presidente na Escola”. De referir que algumas das sugestões que integram este projecto da ANMP já são praticadas no município de Vila Pouca de Aguiar, casos de visitas às freguesias e conselhos municipais. Em todas as actividades em prática procura-se promover uma cidadania activa para que os cidadãos contribuam mais para o desenvolvimento local pelo que “ser um melhor cidadão está na sua mão”.

 

 

Detido por ter assaltado noivos enquanto casavam

 

O mais insólito dos assaltos que aconteceu na Venda-Nova no passado mês de Setembro, quando um jovem casal contraía matrimónio, concluiu com a detenção por parte do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves, de um dos supostos autores do furto que se tinha ausentado para o Brasil.

 

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Tudo aconteceu a 27 de Setembro. A casa da noiva foi o local de encontro para os convidados de um casamento que se celebrou na pacata localidade da Venda-Nova. Durante a recepção foram muitos os que foram deixando as suas prendas e entre as 11 horas e as 14, altura em que todos saíram para a cerimónia religiosa, a casa recebeu uma visita inesperada de alguém que não tinha sido convidado, que aproveitando a pacatez do local, furtou mais de 14 mil euros em dinheiro, um quilo de jóias e relógios em ouro, um televisor plasma, um portátil e uma espingarda.

 

O alerta foi de imediato dado para a GNR e o Núcleo de Investigação Criminal de Chaves, que de imediato se pôs em marcha, conseguiu recuperar o ouro, a arma, o televisor e o portátil, mas o dinheiro dos noivos, tal como os autores do furto, não deixaram rasto.

No seguimento das diligências, no âmbito do mesmo inquérito, o NIC da GNR de Chaves, acabou por deter um jovem com 30 anos de idade, na noite de segunda para terça-feira, em São Vicente, Braga, suspeito da autoria dos furtos, que se encontrava no Brasil desde o passado mês de Outubro.

 

O jovem pernoitou no calabouço da GNR de Chaves, e ontem foi presente no Tribunal de Montalegre.

 

 

 

Notícias a desenvolver na próxima edição do Semanário “A Voz de Chaves – O Jornal do Alto-Tâmega”

 

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publicado por fernando ribeiro às 00:38
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

O olhar de Orbellal sobre a cidade

Interior da Igreja da Misericórdia - Foto de Orbellal

 

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Às terças-feiras temos sempre por aqui um olhar diferente sobre a cidade e, se alguns, são os olhares das nossas maravilhas de sempre, como a Top Model, o Castelo, os Fortes, o rio, as poldras, etc. Aqueles olhares que todos registamos para levar e colar no nosso álbum de viagens para mais tarde recordar, outros há, que levam consigo os nossos tesouros mais ou menos escondidos, olhares verdadeiramente diferentes que não despertam o click em toda a gente. Olhares de pormenores, de arte e da arte que por cá temos.

 

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O Velhinho Studebaker - Foto de Orbellal

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O velhinho e reformado Studebaker, depois de cumprir a sua função numa vida agitada ao serviço da população, tem agora os seus dias de glória e só mesmo os mais distraídos é que não lhe dispensam uns olhares. Os mais atentos, não perdem a oportunidade de um registo e só não lhe pedem um autógrafo, porque não tem como escreve-lo. É sem dúvida alguma um tesouro, a par de mais alguns tesouros que pela cidade vai havendo mais ou menos visível.

 

E se a Igreja da Misericórdia já por si é uma das maravilhas de Chaves, todo o seu interior é um autêntico tesouro. Só nas paredes e tecto, temos arte e pormenores para horas de apreciação e espanto.

 

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Interior da Igreja da Misericórdia - Foto de Orbellal

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O registo dos tesouros que hoje vos deixo aqui, foram,  uma vez mais, descobertos no flickr. Sobre o seu autor quase nada sei. Conheço a sua galeria no flickr onde se apresenta com o nick de Orbellal e conheço-lhe o jeito do olhar em descobrir tesouros e pormenores, que aliás estão patentes em toda a sua galeria, que poderá visitar aqui:

 

http://www.flickr.com/photos/21572607@N03/

 

Até amanhã, de novo em Chaves cidade.

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publicado por fernando ribeiro às 01:46
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Ilustres Flavienses - Dr. Artur de Almeida Carvalho Júnior

Para bem e para mal, os Presidentes de Câmara deixam testemunhos da sua passagem pelos paços do poder. A uns há que elogiá-los pela obra que fizeram em prol da cidade, a outros, mais vale esquecê-los ou ignorá-los pelo bem que não fizeram, mas sobretudo pelos males que semearam ou permitiram.

 

Há no entanto outros, que também passaram pelos paços do poder e fizeram obra em prol de Chaves e que, com o passar dos anos, se foi esquecendo o seu nome, que hoje em dia é quase ignorado, mesmo que sejam nomes de um passado recente e mesmo com obras, até,  exemplares e que viriam a marcar o futuro da cidade. Entre esses nomes está o do Dr. Artur de Almeida Carvalho Júnior, que nasceu, viveu e morreu em Chaves.

 

Artur de Almeida Carvalho Júnior, era licenciado em Físico-químicas.

 

Foi professor no Liceu Fernão de Magalhães, lugar que exerceu com muita proficiência e esmero. “Professor exigente, mas óptimo mestre”, dizem dele aqueles que foram seus alunos. Pelas suas altas qualidades como docente, ascendeu ao cargo de Reitor daquele estabelecimento, lugar que ocupou durante vários anos.

 

Em 1944 foi designado para Presidente da Câmara Municipal de Chaves.

 

Durante o seu mandato, destacam-se os principais melhoramen­tos de Chaves, obras que poderão parecer simples aos olhares e recursos de hoje, mas que marcaram na época e das quais temos pena que algumas, por força de outras decisões posteriores de outros presidentes dos mesmos paços do poder, viessem a ser desmanteladas.

 

Obras visíveis e justificadas para o bem da cidade e da população.

 

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Arrabalde antes de 1946

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Em 28-12-1945 em reunião de Câmara dirigia-se assim à Câmara:

 

 

“está o actual Mercado instalado desde longa data no centro da cidade, (Arrabalde) sem que possua a mais elementares condições de higiene e asseio; acresce, além disso, ser o referido local logradouro dos desocupados e mendigos da cidade e não é coisa rara verem-se estes últimos em descuidado trabalho de despiolhamento que enoja quem passa; o mesmo acontece com as chamadas «regateiras» do mercado. Ora, este estado de coisas é vergonhoso para uma terra que tem categoria de cidade e que além disso é frequentada no verão por centenas de aquistas que aqui vêm fazer uso das águas das Caldas. Por todas estas razões e porque o local se presta a uma urbanização fácil que a torne «Sala de visitas» da cidade, proponho, que seja transferido, ainda que provisoriamente, para os terrenos que são pertença da Câmara Municipal, conhecido vulgarmente pelo nome de «Horta das Longras».

 

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Antigo Mercado Municipal em funcionamento até 1986

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A proposta foi aprovada por unanimidade e seria durante o seu mandato que o novo mercado municipal viria a ser construído entre a Rua do Olival e a Ruas das Longras, com as tais condições higiénicas e de asseio que então se exigiam. Obras que deram lugar ao arranjo do Arrabalde onde mais tarde viria a surgir o Palácio da Justiça.

 

É também do seu mandato o calcetamento de algumas das principais artérias da cidade, como a Rua Direita, da Trindade e da Rua da Cadeia (actual Bispo Idácio), bem como a criação de um centro de assistência social materno-infantil, o complemento da rede de esgotos e a construção do parque infantil no Jardim Público, aquele que ainda hoje deixa saudades ao pessoal da minha geração.

 

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Antigo desaguar do Ribelas no Tâmega

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Mas não se ficou por aqui a obra deste Presidente de Câmara, pois a ele se deve a construção de um bairro económico - Bairro Marechal Carmona, bem como a mudança do leito do ribeiro de Ribelas (criando assim condições para as obras das Caldas de Chaves – Buvete, que se viriam a realizar, por túnel (no seu actual traçado por baixo da Praça do Brasil) e ainda a construção do açude do Rio mega, a construção do Estádio Municipal e a realização do Campo de Aviação, no Campo da Roda.

 

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Também é por mãos dele que a Câmara não perdeu então a concessão de exploração das águas das caldas e que propõe à Câmara em 4 de Maio de 1945 o seguinte:

 

 

”Havendo toda a vantagem em regulamentar, dentro do possível, o uso das águas das Caldas, não permitindo que se faça tratamento sem que previamente tenha feito inscrição médica, com excepção dos indivíduos que apenas desejam fazer uso delas como banhos de limpeza, mas para tal torna-se necessário, em primeiro ligar, propor ao Conselho Superior de Minas e Serviços Geológicos – Secção de Águas, a nomeação de um Médico habilitado com curso de Hidrologia” e foi assim e por mãos (proposta) também deste Presidente que outro ilustre flaviense entraria para a vida das Caldas de Chaves – o Dr. Mário Gonçalves Carneiro.

 

Para terminar, é ainda por mãos do Dr. Artur de Almeida Carvalho Júnior, que os dois edifícios da Escola Primária do Caneiro estão no local onde estão, pois foi no mandato dele que se adquiriram cerca de 5000m2 para implantação das actuais instalações.

 

Por tudo o que este Presidente de Câmara fez, penso ser merecedor de entrar na galeria de ilustres flavienses deste blog.

 

O Dr. Artur de Almeida Carvalho Júnior viria a cessar funções como presidente de Câmara em inícios de 1947.

 

Mais uma vez, também Firmino Aires, um homem atento à nossa história, na Toponímia Flaviense consagrou-lhe uma Rua e um Travessa na zona de Santa Cruz.

 

As fotos de hoje são do arquivo do blog Chaves Antiga, de autor desconhecido, mas que retratam a época e algumas os locais das obras mais importantes que foram levadas a efeito no mandato do Dr. Artur de Almeida Carvalho Júnior.

 

Até amanhã, com outros olhares

 

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publicado por fernando ribeiro às 04:15
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Foi Notícia

 

 

Forte nevão volta a isolar a região do Alto Tâmega

 

Automobilistas retidos nas estradas

 

A neve regressou à região de Trás-os-Montes, e juntamente com gelo que há vários dias permanece em várias localidades deixou as estradas intransitáveis e com o arrefecimento nocturno a tendência é para piorar.

 

As localidades de Roriz, Dadim, Travancas e Bolideira, voltaram a ficar isoladas, pois a estrada Nacional 103, que as liga a Chaves, voltou a ser cortada ao final do dia de ontem, quando a neve na estrada já atingia os 30 cm.

 

Na região de Chaves, para além da Nacional 103, que também deixou muitas das aldeias de Boticas isoladas, também a 213 que liga Chaves a Valpaços teve de ser encerrada, bem como a 314 entre Chaves e Carrazedo Montenegro.

 

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Entre Montalegre e Chaves, pela Municipal 507 a circulação, ao final do dia também ficou impossível e em alguns locais só mesmo de correntes a circulação é possível.

 

O muito frio que se fazia sentir e o cair da noite eram preocupações acrescidas para as autoridades e para a Protecção Civil pois teme-se que a água se transforme em gelo e possa deixar a situação ainda mais caótica.

 

IP4 e a A24, os dois principais itinerários da região transmontana, também foram cortadas ao trânsito por causa da queda de neve e foram muitos os automobilistas que ficaram bloqueados nestas estradas.

 

Segundo a Brigada de Transito a A24, na zona de Vila Pouca de Aguiar, foi cortada ao trânsito ainda a meio da tarde, por se ter atravessado na faixa de rodagem um camião.

Segundo a Protecção Civil, os limpa-neves estão no IP4 e na A24, procedendo acções de limpeza, para que a circulação automóvel se possa retomar. Quanto às Estradas Nacionais só com o nascer do Sol se vai conseguir saber se o trânsito pode ser ou não retomado.

 

 

Notícias a desenvolver na próxima edição do Semanário “A Voz de Chaves – O Jornal do Alto-Tâmega”

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publicado por fernando ribeiro às 23:06
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Valdanta - Chaves - Portugal

 

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Se havia aldeia que há muito já deveria ter passado por aqui era Valdanta, mas dia a dia ia sendo adiada, por uma ou outra razão, mas principalmente porque nunca tinha descoberto a verdadeira aldeia, o seu núcleo ou seja, o seu coração.

 

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Quis o destino que só há dias, por altura da matança do reco da Abobeleira, descobrisse o coração de Valdanta. Pois é para lá que vamos hoje, digamos que é a minha prenda de Natal para a aldeia e para a freguesia, mas também e, em especial, para aqueles que na blogosfera flaviense, directa ou indirectamente, trazem Valdanta quase diariamente até todos vós. Como não há feitos sem homens, ficam desde já os nomes desses obreiros de Valdanta, começando pelas senhoras:

 

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Lai Cruz – Com o Blog Lai,Lai,Lái,Lai Lai  às vezes dedicado a Valdanta

J.Pereira, com o blog Valdanta – O verdadeiro tesouro da freguesia

Jorge Romão, com o blog Vale-de-Anta – Também dedicado à freguesia

 

E indirectamente ligados à blogosfera mas verdadeiros embaixadores da freguesia, os amigos:

 

- Tupamaro;

- A.Cruz;

- Luís da Granjinha;

- Jorge Carvalho.

 

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Não poderia entrar em Valdanta sem primeiro deixar por aqui os nomes dos blogs e das pessoas que também fazem parte do coração de Valdanta e da freguesia.

 

Então vamos até Valdanta. Dizia no início que por uma ou outra razão ainda não tinha abordado Valdanta mas sobretudo porque não tinha descoberto o seu coração. É um facto que aquilo que mais me atrai nas aldeias são os seus centros históricos, os seus núcleos e o seu casario tradicional, pois é aí, também, que se encerra toda uma vida da aldeia e toda a sua história e estórias que o amigo J.Pereira tão bem nos dá a conhecer no seu blog. Estranhava eu que as suas estórias se passassem na aldeia de Valdanta que conhecia (até há dias). Uma aldeia que se estendeu ao longo das estradas e acessos e que a ligam já até Chaves cidade. Uma aldeia descaracterizada por tanta construção nova e recente, algumas até, suponho que por autênticos devaneios dos proprietários serão

 

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talvez excêntricas ou então, puras aberrações (para alguns). Gente de fora, que pela certa, nada terá a ver com o espírito de aldeia que conheço de Valdanta. Coisas da modernidade e de um crescimento desmedido mas sobretudo desinteressado em preservar a identidade de uma aldeia. Coisas da sua proximidade à cidade que tornam as terras das freguesia apetecíveis… mas felizmente que ainda tem o seu coração quase intacto e com algumas recuperações que podem pecar por um ou outro pormenor, mas que no seu todo são exemplares.

 

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É para a aldeia ainda com coração, com gente e vizinhos, de usos e costumes ainda comunitários que este blog hoje vai, e também a um pouco da sua história e dos seus tesouros. A modernidade, aquela que se vai vendo ao longo das estradas e acessos, ficarão para outros espaços e outras leituras.

 

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Vamos começar pela história que já é secular e milenar, sendo a freguesia uma autêntica estação pré-histórica de tantos que são os vestígios dessa época, ou  história de outras épocas com tudo tesouros do período romano em tudo quanto é sítio, desde a Granjinha cujo tesouro romano apenas se deu a conhecer e ainda está todo por descobrir, além  da belíssima Igreja Românica (a mais antiga da região), à barragem Romana da Abobeleira e possíveis minas de ouro a ela associada,  que de tão esquecida que está por parte das entidades, é como se nem existisse, mas continua ainda no Cando com o lagar e lagareta também de origens bem remotas para terminar, entre muitos outros vestígios históricos no Outeiro Machado e que faz da freguesia um autêntico museu vivo, mas morto por tão desprezado e esquecido que está.

 

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Tomemos como exemplo apenas o Outeiro Machado, que, pelo seu interesse e importância está referenciado em tudo quanto é livro e roteiros da especialidade, mas apenas e quase só isso, pois como o restante, está abandonado, mal tratado, desprezado além de, para se encontrar ou descobrir, seja necessário um guia. Sou eu quem o digo, eu que já lá fui várias vezes e sempre que me aventuro a ir lá de novo, nunca o encontro à primeira. Eu que o conheço e conheço o local e os caminhos. Agora imaginem o que será, para quem o viu descrito em livro ou roteiro e o quer visitar pela primeira vez…

 

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Outeiro Machado que é apenas uma estação rupestre onde num aglomerado de rochas se podem ver inúmeras insculturas, principalmente na rocha maior, onde abundam centenas de petroglifos com os mais variados e estranhos formatos, entre eles os que têm formato de cruz, em ascia e em machado, o mesmo que deu nome ao Outeiro.

 

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Também em termos de arquitectura religiosa a freguesia é rica, começando pela já mencionada Capela Românica da Granjinha, que segundo documentos, dizem ser a mais antiga da região, também referenciada pelo seu interesse e que se não fosse a carolice dos poucos habitantes da Granjinha nem sequer se poderia visitar. Capela que necessita algumas obras e urgentes, bem como o restauro do seu altar que se encontra a aprodrecer num dos cantos da capela.

 

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Passando à Capela da Senhora da Lapa, do Século XVII, no Cando, com um tecto em caixotões recamente pintados com cenas bíblicas.

 

Indo para a imponência da Igreja Paroquial de Valdanta, com um belo campanário lateral e uma pedra  epigrafada embutida na parede, sem esquecer o conjunto de cruzes que inicia nesta igreja e termina na Capelinha no Alto de uma pequena elevação adjacente ao cemitério da aldeia.

 

Claro que tudo isto e toda esta importância histórica e religiosa passa despercebida a quem pura e simplesmente passa pelas aldeias da freguesia e também a muitos dos seus novos habitantes e tudo porque além de alguns deles estarem abandonados, também não lhe é dada a devida protecção e divulgação, além de, em termos arqueológicos, haver muito trabalho para ser iniciado ou continuado, como é o caso da granjinha.

 

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Em termos de tradições esta aldeia e freguesia também tem uma palavra a dizer. A matança do porco (ou do reco se preferirem) ainda é tradição e agora até tem a sua festa na Abobeleira, e tudo graças à carolice de um dos filhos da terra.

 

Mas apontam-me o cantar dos Reis de S.Sebastião com origem numa promessa centenária e colectiva para que a peste cessasse de dizimar a população. Promessa que se tornou tradição e que ano após ano se repete em toda a freguesia, passando de casal em casal casado na freguesia  todos os anos a responsabilidade da sua realização. Mas a este respeito, dos Reis de S.Sebastião, faremos futuramente uma abordagem mais aprofundada, pois toda a sua tradição e importância merecem um post com direito a exclusividade neste blog.

 

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Há dias, por altura da matança do reco na Abobeleira encontrei por lá uma amigo da escola primária que por acaso passou a ser habitante da aldeia e que me ia dizendo o impressionado que estava com o espírito comunitário, de vizinhança e de inter-ajuda que ainda havia na aldeia. Espírito esse que já conheceço também de Valdanta e da Granjinha, que suponho repetir-se também no Cando, espírito de gente que é vizinha e  amiga, que gosta de fazer e partilhar amigos e que vive também em espírito de festa em tudo que é encontro comunitário, nunca faltado a música, as concertinas, os cantares, em suma, a festa.

 

Foi bom ter descoberto a freguesia de Valdanta na sua intimidade dos seus núcleos, mas também da amizade e da festa. Uma freguesia que também gosta de participar e onde há gente que gosta da sua terra e a defende e divulga com as armas que têm. Uma freguesia que necessitava bem mais atenção do que aquela que tem.

 

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Um dos naturais dessa freguesia é colaborador deste blog, do qual sempre tive a amizade, apoio e colaboração desde o início do blog. É responsável por um dos mensais “Discursos Sobre a Cidade” e ao qual (à meses atrás) fiz veto de gaveta a um dos seus “discursos”, precisamente porque dizia respeito à freguesia de Valdanta e o estava a guardar para o post dedicado à freguesia. A partir de hoje o veto já não tem razão de existir, e fica assim por aqui mais um “discurso” de Tupamaro:

 

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“Terras do governês”

 

 

Um Texto de Tupamaro

 

 

Aí por Chaves, os edis letrados falam e escrevem o «politiquês», praticam o «arranjês» e permitem o «governês».

 

Por algumas ALDEIAS, e pela Freguesia de VALDANTA vimos desaforos, disparates, aberrações, desleixos e graves prejuízos públicos, que assim já não podem ser chamados porque consentidos e legalizados pela lassidão e cumplicidade, pelo «arranjês» que os Serviços Municipais tudo legaliza.

 

Mas, para e por exemplo, lá está aquela casa de azul aberrante; o alinhamento do muro daquela moradia no Alto da Granginha para o Cando; na largura insuficiente desse caminho (futura estrada) a ligar as duas Aldeias e estrangulado por construções; na localização do Centro Social -“”Lar da 3ªidade e Centro de Dia””-;  no título atribuído a este: «CENTRO SOCIAL DE ABOBELEIRA E VALDANTA»; na não revelação/publicação do protocolo (se é que existe) de contrapartidas entre o «Casino» e a Freguesia e o Concelho; na ausência de instalações e estruturas de higiene e sanidade públicas; a ocupação «selvagem» de Baldios perante a passividade e indiferença ( e consentimento?) de Juntas de Freguesia e Câmara Municipal, etc., etc..

 

Valdanta tem tradição no Futebol.

 

O seu «Maracanã» continua numa miséria!

 

Os Limites da Freguesia são as outras Freguesias que os ditam.

 

Algumas placas, postas a medo (ou por secretas conveniências) estão a convidar a Freguesia vizinha a declarar-se dona de grandes áreas.

 

As ligações entre os lugares e Aldeias continuam ao deus-dará.

 

Não há Planeamento. Não há Controle.

 

Em Portugal, os assentos políticos, mesmo de «sumó-pau» (madeira), representam, e são, autênticos coxins e almofadões para uma maioria que na sua actividade profissional não mereceria mais do que o Salário Mínimo, e jamais passaria da cepa-torta.

 

Aí, nesse habitat da “chico-esperteza” do «arranjês», falam e escrevem em «politiquês», e administram com o «governês».

 

O Português que se lixe!

 

Talvez que o advento do ’Portugalês’ lhes dê, a essa referida maioria, uma toutiçada.

 

Mas será tarde!

 

Não há dúvida! Essa maioria política até tenta fazer o papel de «génio»!

 

Mas quanto lhes faz minga o Talento!

 

E o “Talante”!

 

Ah! Por aí, as ‘Geometrias Variáveis’ são Constantes!

 

Não há que ficar admirado!

 

Tupamaro

 

 

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Eu, meu caro Tupamaro,  já não me admiro com nada, e o “problema” e tão grande que até já ultrapassa os políticos, pois já é coisa do sistema, da Buraka que não é só coisa de Kuduro, mas antes de Kuassapdo e da importância de assapar, o resto, povo e aldeias, que se lixe.

 

E para terminar a visita a Valdanta vamos a um pouco das suas geografias físicas e humanas.

 

Valdanta cujo orago é S.Domingos fica a apenas 4 quilómetros de Chaves, mas apenas teoricamente, pois na realidade já está ligada fisicamente à cidade. Tem 9.84 km2 de área que distribui por terras já fora do vale de Chaves e por território já um pouco acidentado a confrontar com as freguesias de Santa Maria Maior (Chaves) Sanjurge, Soutelo, Curalha (que dá nome à barragem de Valdanta – pertençam as terras a quem pertencerem), S.Pedro de Agostém e Samaiões.

 

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Em termos de população e segundo os dados conhecidos dos Censos, atingiu o seu pico alto em 2001, com 1200 habitantes residentes, contra um dos seus picos mais baixos que se registou em 1970 com 742 habitantes. Despovoamento é coisa que Valdanta não sofre, antes pelo contrário, poderá quando muito é estar mal povoada, não em termos de população mas de planeamento.

 

Em termos de actividade, poderemos considerar Valdanta como um dormitório da cidade, mas onde ainda mantém a sua antiga actividade agrícola, pois os seus ricos campos, de um vale alto, o vale da anta, nunca foram de desprezar.

 

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E agora um aparte que nada tem a ver com Valdanta e com a freguesia. Um aparte e comunicado à navegação.

 

 

Nos últimos dias tive dificuldades em aceder à área de edição dos blogs e, se o blog não o sentiu nas suas publicações, foi graças ao blog da rua nove, que felizmente tinha o seu autor em merecidas mini-férias na terrinha e foi garantindo as publicações agendadas. Como o problema de acesso ainda não foi inteiramente resolvido é natural que em próximas publicações haja algum atraso ou até falhas, pelo qual pedimos desde já desculpas. O aviso fica assim para as ausências ou atrasos, que não serão de preguiça ou desleixo, mas antes de problemas técnicos ainda não resolvidos.

 

Até amanhã, dentro do possível.

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publicado por fernando ribeiro às 00:30
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Mosaico da Freguesia de Bobadela de Monforte

 

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Mosaico da Freguesia de Bobadela de Monforte

 

Localização:

A 18 km de Chaves, situa-se na faixa oriental do concelho de Chaves, ainda nas designadas terras de Monforte e no limite do concelho.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Oucidres, Águas Frias e Tronco, todas do concelho de Chaves e ainda com a freguesia de Nozelos do concelho de Valpaços.

 

Coordenadas:

41º 45’ 40.71”N

18’ 55.56”W

 

Altitude:

Variável – acima dos 820m

 

Orago da freguesia:

São Pedro

 

Área:

6,03 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 103 em direcção a Lebução/Vinhais.

 

 

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Aldeias da freguesia:

            - Bobadela;

            - Bolideira.

 

População Residente:

            Em 1900 – 291 hab.

            Em 1911 – 332 hab.

Em 1920 – 292 hab.

            Em 1950 – 374 hab.

            Em 1981 – 196 hab.

            Em 2001 – 124 hab.

 

Principal actividade:

- Agricultura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Sem dúvida alguma que a afamada Pedra da Bolideira é a princesa da freguesia ou a sua Top Model e se a aldeia da Bolideira apenas se resume quase à sua pedra e meia dúzia de armazéns, já a sede de freguesia, Bobadela, é constituída por um núcleo bem definido de construções rurais típicas de granito.

 

Em termos da história, salienta-se o Alto da Cidadonha, onde há vestígios de uma provável estância castreja da Idade do Ferro do Noroeste Peninsular.

 

A Freguesia não é excepção ao fenómeno do despovoamento.

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Bolideira

 

            - Bobadela

           

 

 

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publicado por fernando ribeiro às 01:33
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Discursos Sobre a Cidade, por Tupamaro

 

“A   DEGOLA   dos   INOCENTES”

 

 

Um texto de Tupamaro

 

No tempo em que o clímax das rivalidades bairristas era atingido no resultado de um mais que renhido desafio de futebol, os pombos - correio tiveram  a sua “Noite de S. Bartolomeu”.

 

O Sport Club de Vila Real veio a Chaves fazer um desafio de «football» com o Desportivo.

Apesar d’ “O CHAVES” ter grandes jogadores, os ares da “Meia-laranja” sopravam mais forte, e o “Vila Real” levava vantagem nos últimos “Gòlavarage” de vitórias.

Naquele Domingo de Verão, o Sport da “Bila” chegou à cidade com ares triunfais.

Das Aldeias do Brunheiro, da Raia, da Veiga e da Groiva arribaram os adeptos flavienses a engrossar os grupos formados no S. Roque, no Caneiro no Tabolado, nas Casas-dos-Montes, no Santo Amaro e nas Freiras.

O Campo da Bola estava apinhado.

Às três da tarde, mais ou menos em ponto, o homem vestido de negro a que chamavam árbitro olha para os «láineres» e apita.

 

Num primeiro instante, qual reflexo pavloviano correspondendo ao vibrante e sonoro apito do «BATATEIRO» que, ao sinal de Partida, avisava, às onze velhas    -    “mei-dia novo”, o apressar do Jantar, às atarefadas mulheres que tinham de varrer a casa com uma vassoura de giesta; segar couves e dar milho às galinhas; cuidar dos recos, dos chinos e dos coelhos; ir buscar água à fonte; pôr as alcovitices em dia enquanto faziam a rodilha para pôr o cântaro à cabeça; acrescentar mais um trocho ou uma racha ao lume para que os potes fervessem mais depressa; dar a teta e catar os piolhos aos filhos; fazer a trança à filha que ia para a escola; deitar uma cuada nas calças do filho mais velho; arrumar a seira com os tachos da comida, e não esquecer a garrafa de tinto nem o macito de “Três Vintes” (se a jeira fora recebida) ou do “Provisórios” (se a semana ia a meio); e chegar na horinha certa em que o homem, despegado do trabalho, tão ansioso estava de se pegar com a rolha da garrafa; num primeiro instante, a multidão de adeptos confunde o apito do homem vestido de negro com o apito do comboio pintado de preto!

 

R  A  S  T  E  I  R  A!

 

O grito, imediato ao apito do árbitro, chamou à realidade toda aquela multidão de adeptos.

 

Os «láineres» até pareciam marcar só “ofeçaides”  «aos nossos»!

 

Antes do «Mudar de Campo» o “Bila” já “ganhaBa” por 3-0 –Três-Zero!

 

A meia centena de vila-realenses que acompanhou o “Sport” aproveitou ««o Descanso»» e foi lá trás, onde tinham «a Carreira do Cabanelas» e os táxis do Dionísio. Escreveram duzentos (200) bilhetes, que puseram nas patas de cem Pombos - Correio, a dizer:

 

- “Descanso: Estamos a dar Três-Zero”!

 

Naquele tempo, a táctica era o MW”.

 

A perder por “Três”, ‘inda por cima “a Zero”, o treinador do Desportivo altera a táctica para o WM”.

 

Aos 12 minutos da segunda parte: 3-1: aos 24, 3-2: aos 36, 3-3.

O comboio das cinco menos cinco da tarde fazia a última paragem na FONTE NOVA, antes de chegar à Estação final – de - linha, em Chaves. Ao arrancar soltava aquele famoso, quão estrondoso, apito que até atravessava a fronteira. Nesse domingo de Agosto, esse estrondosamente famoso apito bem soou, mas ninguém o ouviu!

 

O ««Béque - Central»» do Desportivo tirou a bola ao avançado - centro do Vila Real.

Arranca com a bola colada à biqueira da bota; finta e deixa sentado o  ponta-esquerda que, veloz como era, tentara o desarme.

O «Alfe do Bila» vem ao seu encontro. O “Béque-Central do Chaves” dá-lhe um encontrão (legal) com o ombro e «“põe-o”   de cangalhas».

Aproxima-se da Grande Área.

O Barreira, possante «Béque-central» do “Sport” faz barreira ao «Béque-Central» do Desportivo.

O Barreira ficou atrapalhado e confuso porque diante dele não estava o avançado-centro que lhe pertencia marcar.

O Béque-Central do Desportivo pára. Faz que chuta. E chuta mesmo!

O Barreira viu-se transfigurado numa Passagem de Nível sem guarda   ---  o «quíper» do Vila Real atirou-se para a direita. O petardo do béque-central do “Chaves” entrou pelo lado esquerdo, e mais parecia um foguete.

 

O Desportivo atingiu o nível     -    4!!!!

O    GUALTER  - o Grande Béque Central –do Desportivo

 D  E  S  M  A  I  O  U!

 

E os pescoços de Cem (100) pombos - correio foram a enterrar no Cemitério Velho da Vila Velha!

 
 

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editado por fernando ribeiro às 18:39
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Agenda

Sábado, dia 27 de Dezembro

 

21H30

 

O Coral de Chaves vai levar a efeito o seu Concerto de Natal, com entrada livre, na Igreja de Santa Maria Maior de Chaves (Matriz).

 

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publicado por blogdaruanove às 23:40
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Foi Notícia

 

Choque em cadeia na A24 condicionou o trânsito

 

Oito viaturas ligeiras e um TIR foram embatendo de forma sucessiva uns nos outros, ao final da manhã (dia 23/12) e condicionaram o transito na A24, no sentido Norte Sul.

 

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O Sol e um piso molhado e escorregadio podem ter estado na origem de um aparatoso acidente que ocorreu ontem (dia 22712), ao quilómetro 37 da A24, no sentido Chaves – Vila Pouca de Aguiar.

 

O alerta foi de imediato accionado e para alem da Brigada de Transito de Chaves e da Oper Scut, que orientaram o trânsito e sinalizaram o local, foram chamados os bombeiros de Vidago e de Vila Pouca de Aguiar, bem como o INEM de Chaves, para socorrerem as vitimas, mas apesar do aparato, só mesmo três pessoas necessitaram de tratamento e tiveram de ser evacuadas para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real.

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Entre o amontoado de “latas”, estava um bebé de apenas três meses, que saiu ileso da colisão.

 

Quanto aos feridos, depois de tratados das escoriações, tiveram todos alta hospitalar.

 

 

 

Solveira – Montalegre

 

Homem cai de mais de oito metros a colocar lâmpadas de Natal

 

António Tiago dos Santos, de 68 anos, deu entrada na urgência do Hospital de Chaves em estado grave, devido a uma queda de mais de oito metros de altura.

 

António caiu da marquise quando estava a colocar lâmpadas de Natal e a queda foi de tal ordem violenta que chegou a suspeitar-se do pior.

 

O alerta foi de imediato dado para o 112 e estes accionaram para o local uma ambulância do INEM e a Viatura Medica de Imergência e Reanimação (VMER), que depois de algum tempo no local com António, para o estabilizarem, o transportaram para o serviço de urgências do hospital de Chaves.

 

 

Sabroso brilha com Presépio ao Vivo 

 

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Perto de meia centena de figurantes representaram o “Presépio ao Vivo de Sabroso de Aguiar” em que foram relatados episódios bíblicos envolvendo o nascimento de Jesus Cristo. Durante a noite de sábado, e a tarde e noite de domingo, pessoas de todas as idades da freguesia participaram nesta terceira edição que, face a edições anteriores, melhorou na representação e nos cenários que deram profundidade ao evento sócio-cultural promovido pelos elementos do rancho local.

 

O presépio começa, sob a voz da narradora, com a “Aparição do Anjo Gabriel” que anuncia a Maria a escolha de Deus para o Nascimento de Jesus, seguindo-se a visitação entre dois casais representados.

 

O momento crucial é naturalmente o “Nascimento do Menino Jesus”, representado por uma criança que mostrou boa disposição aos visitantes deste presépio vivo.

 

A aparição do anjo aos pastores e oferendas ao menino Jesus, sublinhadas pela chegada dos Reis Magos, a fuga para o Egipto, a ordenação da morte das crianças, e o Menino Jesus no templo entre os doutores são episódios que integraram o presépio ao vivo, que culminou com um poema de Miguel Torga sobre o Natal e o desejo de boas festas por parte da organização deste evento cultural.

 

 

Notícias a desenvolver na próxima edição do Semanário “A Voz de Chaves – O Jornal do Alto-Tâmega”

 

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publicado por blogdaruanove às 23:32
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Coleccionismo de Temática Flaviense - Marcofilia

 

Envelope comemorativo da 1.ª Mostra Filatélica do Aero Clube de Chaves, com carimbo comemorativo aposto no dia de abertura do certame.

 

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publicado por blogdaruanove às 00:11
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Feliz Natal

 

 

 

Hoje temos a noite grande do Natal, a noite de consoada.

 

Desde o tempo em que o pai Natal ainda estava para ser inventado e era o Menino Jesus que trazia os presentes à pequenada, deixando-os cuidadosamente dentro ou junto do sapatinho, que guardo boas recordações desta quadra. Claro que, lamentámos todos, que com a passagem dos anos, à mesa da consoada, faltem alguns dos nossos entes mais queridos, mas a vida, compensa-nos com novas presenças. É assim a vida e é assim que a devemos entender.

 

O Natal vai para além da festa e do bacalhau, das couves, do polvo, do cordeiro ou do peru, pois sobretudo é uma quadra da família, mas é também uma quadra de amor, por isso não nos podemos esquecer daqueles que por uma ou outra razão não têm a felicidade de poder passar a noite de consoada e o dia de Natal como os que lhe são mais queridos. Uma palavra de apreço também para todos os flavienses ausentes com família aqui na terrinha e que não podem vir cá comungar a consoada com os seus.

 

Um feliz Natal também para todos os visitantes deste blog aos quais mais uma vez agradeço as suas visitas e peço desculpas por qualquer coisinha, mas é por amor a Chaves e aos flavienses, sobretudo os ausentes que este blog se faz, às vezes, com alguns devaneios de amor.

 

Um Feliz Natal para todos!

 

 

A imagem do início deste post, do presépio,  é da Casa de Santa Marta de Chaves e uma homenagem também a essa instituição que ao longo de mais de 50 anos (em Chaves) tem dedicado a sua vida aos nossos velhinhos.

 

Até amanhã!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:00

editado por blogdaruanove em 25/12/2008 às 23:31
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

O olhar de Monica di Carlo sobre a cidade

Chaves - Rua dos Gatos - Foto de Monica di Carlo

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Como acontece todas as terças-feiras temos aqui no blog olhares sobre a cidade diferentes daqueles que habitualmente vos deixo por cá. Olhares que descubro sempre no flickr, apaixonados, interessantes e atentos de alguém que passou pela nossa cidade e a levou para sempre registada em imagem.

 

 

A nossa convidada de hoje tem galeria no flickr debaixo do nick de dcrrld, mas chama-se Mónica di Carlo e é natural de Génova, Itália.

 

Nada mais sei da nossa convidada do que aquilo que deixa no seu perfil do flickr ou da sua página pessoal, mas, dá para entender que é alguém apaixonado por Portugal que pela sua galeria se entende já ter corrido de lés a lés.

 

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Chaves, nº 35 da Rua do Correio Velho - Foto de Monica di Carlo

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Na apresentação do seu perfil começa com um excerto do “O Livro do Desassossego” de Bernardo Soares

 

“Os Deuses, se são justos em sua injustiça, nos conservem os sonhos ainda quando sejam impossíveis, e nos dêem bons sonhos, ainda que sejam baixos. Hoje, que não sou velho ainda, posso sonhar com ilhas do Sul e com Índias impossíveis; amanhã talvez me seja dado, pelos mesmos Deuses, o sonho de ser dono de uma tabacaria pequena, ou reformado numa casa dos arredores. Qualquer dos sonhos é o mesmo sonho, porque são todos sonhos. Mudem-me os deuses os sonhos, mas não o dom de sonhar.”


Amante de Portugal, mas também daquilo que temos de melhor na literatura portuguesa e que, pegando no texto de Bernardo Soares, também a Mónica di Carlo nos leva nas suas imagens até ao sonho quando desfrutamos as suas belas imagens.

 

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Chaves - Castelo - Foto de Mónica di Carlo

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Para se entender um pouco daquilo que por aqui deixo escrito, nem há como visitar a sua galeria do flickr em:

 

http://www.flickr.com/photos/dcrrld/

 

Ou então passar pela sua página pessoal de fotografia em:

 

http://dcrrld.redbubble.com/

 

Os amantes de fotografia não se arrependerão da visita.

 

Da minha parte só resta mesmo agradecer à Mónica di Carlo ter passado por Chaves e partilhar com o mundo os olhares que daqui levou registados.

 

Até amanhã

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:04
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Ilustres Flavienses - Dom Afonso, I Duque de Bragança, 8º Conde de Barcelos

 

 

 


 

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Acho que já o disse aqui que ao longo da minha vida estudantil nunca fui grande amante de história, mas aos poucos e com a idade, lá me fui interessando pela nossa história, principalmente por aquela que directa ou indirectamente estava e está ligada a Chaves.

Ainda me lembro de em 1970 ser “convocado oficialmente”, tal como todos os estudantes de Chaves, para assistir à inauguração da Estátua do Duque, que ainda hoje se encontra em frente ao edifício da Câmara Municipal. Na altura a inauguração foi feita com pompa e circunstância pelo Sr. Presidente da República, dai a razão da “convocatória oficial”.  Tal como o Presidente da República, também eu vi então a estátua pela primeira vez, sem saber ainda de quem se tratava. Reparei depois que se Tratava do I Duque de Bragança, 8º Conde de Barcelos.

Confesso que não entendi muito bem e também ninguém me explicou porquê é que na praça principal de Chaves erguiam uma estátua de um Duque de Bragança, que também era Conde de Barcelos e não tinha nenhum título de Chaves.

Na altura não entendi, mas hoje trago-o a este blog como um Ilustre Flaviense, mesmo sendo Duque de Bragança, Conde de Barcelos e tendo ele nascido em Veiros no Alentejo, porque de facto assim é, podemos mesmo considerá-lo um dos mais ilustres flavienses de sempre e, até tem sido por isso mesmo, que à praça onde está a sua estátua, este blog passou há meses atrás a chamar-lhe Praça do I Duque de Bragança, em vez do nome que por lá consta.

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Nos meus tempos de estudante de história aprendi que um facto histórico tem sempre mais que uma versão. Ao longo dos últimos anos tenho andado à procura das versões ao respeito do nosso Duque, que com a Internet, aumentaram. De entre todas as versões que encontrei, mesmo por entre alguns fóruns em que se discute o seu nome e que só baralham, além de muitas estupidezes à mistura, encontrei duas que fazem jus ao Dom Afonso, I Duque de Bragança. Uma de autoria de Firmino Aires e que a seguir vos deixo na integra, que está publicada no Livro Toponímia Flaviense, 1980. E outra de autoria de Francisco Vítor Magalhães, publicada no Jornal Trissemanal Regionalista Ecos de Basto, para o qual deixarei link no final deste post.
 
Retrata assim Firmino Aires a vida de Dom Afonso:


Era D. João filho natural de D. Pedro I e Teresa Lourenço. Cedo deu entrada no Mosteiro de Aviz, onde viveu durante alguns anos.  Nas frequentes visitas às terras da Ordem de Avis, em Veiros (Estremoz) apaixonou-se por uma bela rapariga, chamada Inês Pires, da qual teve dois filhos ilegítimos: D. Afonso que viria a ser o 8.º Conde de Barcelos e fundador da Casa de Bragança, e D. Brites que viria a casar em Inglaterra.

Aos onze anos (1382) D. Afonso foi mandado para o Castelo de Leiria, onde viveu em situação anónima. Viria mais tarde evidenciar-se nas batalhas de Trancoso, Aljubarrota e Valverde.

Em 1398, por ocasião do Cerco de Tuy, foi armado cavaleiro por seu pai.

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Certo dia, D. João I, seu pai, volta-se para D. Nuno Álvares Pereira, propondo que a sua filha D.Brites, casasse com seu filho D. Duarte, então, com oito anos apenas. Contrapõe D. Nuno que a sua filha era mais razoável casar com o seu filho mais velho, D. Afonso, então com 29 anos, com a condição de que este fosse perfilhado. Consentiu El Rey, tendo assinado a carta de perfilhação em 20-10-1401, constando:  e legitimamos o dito D. Affonço meu filho o mais compridamente que nos podemos fazer ... (1)

Por seu lado D. Nuno doou a sua filha todas as terras a Norte do rio Douro. O casamento efectuou-se em Lisboa em 8-11-1401, tendo assistido El-Rei e o condestável, rezando assim:

... E houve umas vodas mu homrradas, a que vierom todollos Senhores e pessoas notaveis do Regno, em que houve justas e torneios e muito prazer de matinadas e outros juogos ... (2)

Terminados os festejos do casamento, o jovem casal escolheu para a sua residência a velha vila de Chaves. Assim residiu o Duque todo o tempo que pôde na Vila de Chaves, onde teve pomposa Casa, nela edificou hum Palácio ... (1)

Quando se sediou em Chaves, começou a pedir e a obter vários benefícios, como sejam: criação de um couto de homizíados (3), a formação da Colegiada (4) e o estabelecimento de uma feira anual (3 e 5).

Em Chaves lhe nasceram os seus três filhos: D. Isabel, D.Afonso e D. Fernando. A escolha da sua morada em Chaves, foi ter muitos bens ao Norte e não possuir então casa acastelada, como convinha aos nobres. Ali os Condes sentiram-se bem naquela fortaleza que havia sido construída pelo seu antepassado D. Afonso III, Rei de Leão, em 888, e reedificada mais tarde por D. Dinis, 3º avô do Conde.

Após o falecimento de D. Brites, sua mulher, em 1412, D. Afonso retirou-se para Barcelos, depois de já ter começado a construção dos seus Paços.

Passaram-se vários anos após a morte da Condessa de Barcelos, D. Beatriz Pereira, sem que D. Afonso tivesse interesse em se casar novamente.

Seu pai acabou por convencê-lo, vindo a casar-se com a jovem asturiana, D. Constança de Noronha, moça com 16 anos, casamento que se efectuaria em 23-7-1420, em Sintra.
Apesar de o Conde já ter 51 anos, tudo correu da melhor forma. Casada durante 41 anos, ela foi a companheira dilecta do Conde de Barcelos, seguindo-o em todos os triunfos e vicissitudes. Foi considerada a mãe dos pobres. Faleceu em Guimarães em 26-1-1480, com cheiro de santidade.

A construção dos Paços, em Chaves, deveria ter começado por 1410, quando ainda era viva D. Brites, devendo ter sido concluída em 1446. Os Paços deveriam ser construídos a Norte e a Nascente da Torre de Menagem, e o seu Albergue, onde está o Hospital da Misericórdia.

D. Afonso tinha um espírito esclarecido pelas muitas viagens que fazia, relações contraídas e muitos bons livros que lia.
Foy inclinado às boas letras, ocupando-se na lição dos livros ainda na maior idade. Fez estimação dos Eruditos, e grande apreço nas memórias e cousas antigas. Teve livraria que adornou de várias antiguidades, e muitas trouxe quando andou fora do Reyno, formando assim huma casa de cousas raras que, hoje chamão Museo. (1)


Entre outras acções, é de lembrar por exemplo que D. João I, receando uma invasão castelhana em 1419, já depois do tratado de paz com Castela, encarregou seu filho, o Conde D. Afonso, de ir para Bragança, a fim de impedir os invasores e defender o Reino. (6)

Todavia, é preciso acrescentar, só alguns anos mais tarde e alguns dias após a Batalha de Alfarrobeira, é que o Rei D. Afonso V fez passar uma carta concedendo ao seu tio D. Afonso, Duque de Bragança, as vilas de Bragança e Outeiro, com seus castelos.

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Nestas condições, ficava fundada, desde 1442, a Casa de Bragança, cujo primeiro representante era D. Afonso, filho legitimado do Rei D. João I, 8.º Conde de Barcelos e, a partir deste momento, 1.º Duque de Bragança. (5)

S. Teria sido por esta época, após 1442, que D. Afonso quis educar e disciplinar o povo, fundando a Confraria da Nobre Cavalaria de Santiago, em Bragança e Confraria da Nobre Cavalaria de S. João Baptista, em Chaves,
à qual fez eftatutos, que por tempo fe perdêrão; e eftando a dita Confraria algum tanto atenuada, fe tornou a renovar no anno de 1625 ... e fe fizerão novos eftatutos pelo que fe fabia dos antigos. (4)


Viveu D. Afonso as suas últimas décadas na vila de Chaves. Sua vida teve seu termo, em dia desconhecido do mês de Dezembro de 1461. Certamente que todas as igrejas do velho burgo, doridamente, tocaram a finados pelo desaparecimento daquele flaviense adoptivo e protector da Vila. Viveo noventa e hum annos, foi fepultado em fepultura raza na Capella maior da Igreja Matriz da dita Villa, e dalli foi transladado para o noffo Convento da Veiga, fendo ainda de Clauftraes, e colocado em nobre maufoleo na Capella maior da Igreja á parte do Evangelho; e quando viemos para o fítio, onde hoje eftamos, trouxemos os feus offos com o mefmo maufoleo para o Convento novo (de N.ª S.ª do Rosário ou S. Francisco) (4)

Porém, os restos mortais de D. Afonso não ficaram por aqui. Passados que foram quase cinco séculos, no dia 26-9-1942, com um modesto acompanhamento eclesiástico, saiu de Chaves a veneranda relíquia histórica, sem outra homenagem que não fosse uma simples formatura em alas, realizada por soldados do Regimento de Cavalaria n.º 6, às ordens do Capitão Manuel da Assunção Figueiredo, e uma marcha de continência, em que os clarins sentidamente evocaram a memória dos cavaleiros da Idade Média. Desde então repousa o velho túmulo no Panteão dos Primeiros Duques de Bragança, na Igreja de Santo Agostinho, em Vila Viçosa (5).

(1) – Sousa, A.C. de – Hist, Geneal
(2) – Lopes, F. – Crónica de D.João I
(3) – Chaceleria de D.João I
(4) – Santiago, Dr. Francisco de – Chr sa Santa Prov. Nª Sª da Soledade
(5) – Machado, J.T.Montalvão – Do artigo quando se criou a feira da Madalena, na Voz de Chaves de 18-7-1963
(6) – Azurara, G.E. de – Chr do Conde D.Pedro de Meneses


Já em Março deste ano eu trazia aqui ao Blog o tema do Duque, na mesma altura em que reclamava o seu nome para a praça onde tem a sua estátua e palácio, mas também pela questão do “roubo” do seu túmulo e restos mortais, onde por entre outros divagares, dizia:


“(…) No divagar e procura das janelas entretive-me com as da Praça de Camões, a tal que de Camões só tem o nome, pois tudo que por lá existe cheira a D.Afonso, I Duque de Bragança e, a verdade se diga, historicamente falando o Duque, embora não fosse flaviense de nascença, foi a cidade de Chaves que escolheu para viver grande parte da sua vida e também a cidade onde morreu e foi sepultado. Assim e sem qualquer pudor o digo que o Duque e tão flaviense ou mais que os flavienses que por cá nascem e tem mais direito à Praça que outro qualquer, seja ele Camões ou não.


Enfim, e já que quem manda nada faz pela Praça do Duque de Bragança, neste blog que é meu e sou eu quem mando, a partir de hoje fica decretado que a Praça de Camões passa a chamar-se Praça de D.Afonso – 1º Duque de Bragança.
 (…)
Mas ia dizendo que por aqui viveu a sua vida e viveu-a quase durante 60 anos, até 1461 quando morreu com 91 anos.


D.Afonso, I Duque de Bragança foi sepultado em Chaves e em Chaves se manteve sepultado durante 481 anos, ou seja desde 1461 até 1942,   ano em que nos roubaram o seu túmulo para o levar para Vila Viçosa, no Alentejo.

 

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Não admira que o Duque até vire as costas ao poder, pois pelos vistos os roubos à cidade já não são de hoje e sinceramente não compreendo como é que os flavienses dos anos 40 deixaram trasladar o túmulo e os restos mortais do nosso duque, porque o duque é nosso, pois foi esta a terra que ele escolheu para viver, para ter os seus filhos, para morrer e ser sepultado. Acho mesmo ser uma ofensa à história e à vontade do Duque, pois foi sua vontade ser sepultado em Chaves e tal como dizia o poeta “ a um morto nada se recusa”.
(…)
O engraçado da questão é que durante a Monarquia que durou até 1910 nunca houve nenhum Rei, duque, conde ou nobre que pusesse em questão a sua sepultura em Chaves e tiveram de ser os Republicanos a deixar e permitir que tal acontecesse. Não é com este desrespeito pela história que as famílias republicanas de Chaves entrarão nela, pois cá se fazem, cá se pagam, diz o povo e o povo tem sempre razão. Republicanos com o Rei na barriga e entretanto os de Vila Viçosa, republicanos também, chamaram a eles um Duque da Monarquia, e,  ainda contam anedotas dos alentejanos…


Penso que o túmulo do Duque é nosso e nunca deveria ter de cá saído, mas quem sou eu para exigir seja o que for. Só quase me resta lamentar e acrescentar este a muitos outros lamentos.

Fica o link prometido para o artigo de Francisco Vítor Magalhães, publicado no Jornal Trissemanal Regionalista Ecos de Basto, que deverão ler, pois acrescenta e dá mais um pouco a conhecer do Dom Afonso, I Duque de Bragança e a partir de hoje, que nenhum flaviense que frequenta este blog diga que não sabe o que é que aquele duque da estátua tem a ver com Chaves. Link para o artigo:  aqui

 

Créditos: Blog da Rua 9  e Ilustração de abertura do post, da Biblioteca Nacional de Portugal de autoria de Carolus Ant. Leoni Florentinus Deli (1745-1774) e M.Auberte Sculp, publicada em 1755 com as dimensões (sem letra) de 29,5x20cm.

 

À excepção da gravura, todas as fotos publicadas no post de hoje são de arquivo e já foram publicadas em anteriores posts.


Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:09
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Vilela do Tâmega - Chaves - Portugal

 

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Hoje vamos até Vilela do Tâmega, uma das nossas aldeias de passagem, ou seja, que fica no itinerário das nossas viagens e deslocações não estivesse ela implantada à beira da Estrada Nacional 2. É uma daquelas aldeias que todos os flavienses conhecem ou melhor, pensam conhecer, pois não basta passar na estrada, ver a placa e uma vista de fugida para se conhecer. Para conhece-la é preciso entrar na aldeia, no seu coração nas suas ruas, conhecer o seu casario e sobretudo as suas gentes.

 

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Vista desde a estrada Vilela do Tâmega não mostra o seu encanto de um interessante casario típico rural que se desenvolve ao longo das suas várias ruas, quase todas estreitas e que mais volta menos volta vão dar todas ao largo da Igreja, por sinal  uma belíssima igreja, a Igreja Paroquial de devoção à Senhora da Assunção (1), em estilo barroco, com dupla torre sineira galaico transmontana. Do adro da igreja as vistas alargam-se até aos picos do Larouco, que nesta altura do ano é habitual vê-los vestidos de branco. Umas ricas vistas tendo a aldeia em primeiro plano, logo seguido por um mar de montanhas.

 

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Ainda na aldeia, num outro largo onde também se encontra a escola que ainda funciona encontramos outra interessante capelinha, esta de devoção a Nossa Senhora das Dores.

 

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Quase todo o casario das suas ruas estreitas do núcleo é casario típico de construções em granito ou um misto de granito e madeira, com paredes em tabiques, estas nos primeiros andares ou andares superiores. No entanto e como quase todas as aldeias com núcleos importantes neste tipo de construções, a maioria encontra-se degradada e/ou abandonada, existindo algumas recuperações enquanto que as habitadas, ainda se vão mantendo mais ou menos conservadas. O problema neste tipo de construções tradicionais costuma ser o abandono que é meio caminho para a ruína.

 

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Esta aldeia é também um bom exemplo da aldeia que foi crescendo ao longo da estrada e na periferia do núcleo, sobretudo  a partir dos anos 70 até à presente data e em parte graças aos bons acessos para Chaves ou Vidago, pois encontra-se sensivelmente a meio caminho destes dois pontos mais importantes do concelho.

 

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Vilela do Tâmega é sede de freguesia à qual pertencem as aldeias de Redial e Moure. Fica a 10 quilómetros de Chaves.

 

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Em termos de população e segundo o Censos de 2001, a freguesia possuía nessa data 451 habitantes residentes, quase metade da população que possuía há 50 anos atrás (em 1950) quando tinha 802 habitantes. Mas isto são dados da freguesia, pois quanto à aldeia em si, possuía no ano de 2001,  328 habitante residentes, dos quais 26 tinham menos de 10 anos, ou seja, uma aldeia que sai fora do despovoamento acentuado que se verifica na maioria das aldeias do concelho.

 

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A principal actividade da aldeia é a agricultura, com terras ricas e onde se produz com abundância o vinho, a batata, o centeio, milho e frutas. Claro que neste campo também já conheceu melhores dias.

 

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Tal como o topónimo indica tem o Rio Tâmega por próximo que serve mesmo como um dos limites da freguesia. Tâmega que em tempos também fazia fortemente  parte da vida da aldeia como os seus moinhos onde se moíam os cerais da aldeia mas também de grande parte das aldeias vizinhas. Hoje em dia penso que já não existe nenhum moinho a funcionar, mesmo porque muitos deles estão em ruínas ou foram “engolidos” pelas águas do Tâmega com a construção da barragem da Peneda.

 

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Vilela do Tâmega tem 8.57 km2 e desenvolve-se na encosta de uma das colinas da Serra de Stª Bárbara e  confronta com as freguesias de Anelhe, Redondelo e Curalha, as três do outro lado do rio e com as freguesias de S.Pedro de Agostém, Vilas Boas e Vilarinho das Paranheiras.

 

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A sua localização em plena Serra de Santa Bárbara fez com que em 1809 fosse uma das aldeias martirizadas pelas Invasões Francesas e uns anos mais tarde, em 1823 com as lutas civis, e tudo porque conforme relatam os dados históricos foi precisamente na Serra de Santa Bárbara que se deram os maiores confrontos das tropas e populações envolvidas.

 

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E sobre Vilela do Tâmega também vai sendo tudo. Falta-nos uma abordagem mais aprofundada a Moure e Redial, embora já por aqui tivessem passado.

 

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Amanhã cá estaremos de novo com mais um ilustre flaviense.

 

Até amanhã.

 

(1) em tempo

 

É sempre bom saber que temos visitantes e leitores atentos deste blog e também é sempre tempo de corrigir aquilo que de errado por aqui deixamos. Pois inicialmente referia no post  que a Igreja Paroquial era de devoção à Nossa Senhora da Conceição, quando na realidade é de devoção à  Senhora da Assunção, mas acrescentamos que na Igreja existem duas imagens da Senhora da Assunção, uma mais antiga à qual chamam a Senhora Velha e que aparece na foto de baixo, no andor com rosas e flores brancas sem anjos.

 

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Fotos gentilmente cedidadas por Célia Gomes

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Para compensar a nossa falha, acrescento ainda mais uma foto do dia da última festa (15-08-08)  com a procissão a sair da igreja.

 

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Foto gentilmente cedida por Célia Gomes

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Só me resta mesmo agradecer à Célia Gomes que gentilmente me disponibilizou as fotos da Senhora da Assunção e da procissão, bem como agradecer-lhe o alerta para a troca de nomes da Santa e a informação extra a respeito da mesma. Claro que também agradeço as suas visitas ao blog e os sempre oportunos comentários que por aqui nos deixa.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:13
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