Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Coleccionismo de Temática Flaviense * Autocolantes

 

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Tudo ou quase tudo é coleccionável e, na procura de um tema para hoje, esbarrei com a minha velha colecção de autocolantes, já há mais de 20 anos abandonada numa caixa. De entre eles rebusquei os de Chaves e eis que me deparo com alguns agradáveis regressos ao passado e também algumas saudades de outros e muitos bons momentos. Um deles, agradável e saudoso, é o evento que anunciava o autocolante de hoje, o Rallye Internacional do Alto Tâmega, que era organizado pela Estrela e Vigorosa Sport e que, entre treinos e prova, faziam a delicia durante uma semana das estradas do Alto Tâmega.

 

É um rallye que deixou saudades aos amantes da modalidade, uma belíssima prova que já trazia à região os melhores pilotos nacionais da modalidade e umas centenas largas de pessoas e que tanto movimento e entusiasmo geravam na cidade e na população.

 

Não sei porquê razão este rallye internacional terminou (finais dos anos 80) mas que deixou saudades, lá isso deixou.

 

Até amanhã com mais um discurso sobre a cidade.

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:56
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

O direito e o dever de vir aqui, outra vez, com o Festimage

 

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Para iniciar quero desde já agradecer ao Semanário Transmontano que, a pedido ou por iniciativa do seu proprietário JB César, disponibilizou no seu jornal uma página inteira à minha “contestação” sobre o Festimage. Sinto-me honrado com tal facto principalmente ao constatar que mereceu mais atenção que por exemplo a recente visita do Presidente da República a Chaves e as comemorações das Invasões francesas que só tiveram direito a umas míseras linhas no seu jornal. Obrigado ó pá, não era preciso tanto… Mas há que repor algumas verdades, pois o Sr. JB César conhecendo bem as manhas do jornalismo, deturpa aquilo que eu disse transcrevendo do meu texto apenas aquilo que lhe convinha, sem no entanto, diga-se a verdade, negar o que eu disse e até vai confirmando o que eu afirmei, esquivando-se a dar resposta ao que não lhe convinha.

 

Mas vamos então ó que o Sr. JB César disse no seu jornal, e que por entre muitos devaneios e misturas de borrifadores, deturpa intencionalmente aquilo que eu disse.

 

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é assim que Chaves é divugada mundo fora pelo Festimage...

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No que era essencial, que era criar um prémio para fotos sobre Chaves, diz ele:

 

“ não teria cabimento criar um escalão de paróquia que admitisse só “fotografias” cá do concelho (…) seria muito redutor criar um prémio cujo tema obrigatório fosse Chaves ou o seu concelho (…) é verdade que o evento poderia contemplar estas e outras medidas “proteccionistas” para os “nossos” fotógrafos. E se o restringíssemos aos residentes, então de certeza que todos os anos teríamos um dos “nossos” como vencedor do Festimage.

Depois, porque o valor do prémio teria de ser também de âmbito concelhio, não estou a ver que atraísse fotógrafos de muito longe. Para aqui vir gente de Ourense ou de Lamego já cá temos o bacalhau dos restaurantes e as roletas do casino…”

 

Afirmações que deturpam todas as minhas e que ficam muito mal a quem as escreveu, não só como flaviense, mas também como proprietário do Semanário Transmontano e realizador do Festimage, ao depreciar, reduzir e minimizar Chaves e a região a uma paróquia de bairro, como também deprecia e minimiza o eventual valor dos nossos fotógrafos e da região, bem como das suas gentes.

 

Pois meu caro J.B. César em todos os textos que escrevi sobre o Festimage nunca defendi que deveria ser um festival/concurso apenas para fotógrafos e fotografias de e sobre Chaves (ou da paróquia, como o Sr. diz). O que escrevi é bem diferente, pois sempre aceitei em linhas gerais o Festimage e o que eu disse é que ALÉM DOS PRÉMIOS PREVISTOS NO REGULAMENTO (onde entram os Indianos e outros tais que nunca puseram os pés em Chaves) se deveria criar mais um prémio cujo tema fosse Chaves.

 

Se leu com atenção o meu post, eu dizia:  mantenho os lamentos dos anos anteriores em relação a este festival” e nesses lamentos anteriores afirmava (em dois anos consecutivos) – passo a transcrever:

 

“Como amante de fotografia só me posso congratular com a iniciativa da Câmara Municipal na realização do FESTIMAGE – Festival Internacional de Fotografia. Do formato do festival,  também nada tenho a dizer. Aliás as fotos de grandes dimensões colocadas nas ruas da cidade, nalguns casos, até dão jeito para tapar algumas misérias. Pela minha parte, nesses casos, até podiam lá ficar durante todo o ano. Quanto ao valor monetário dos prémios, também nada há a dizer… no entanto, como flaviense e cidadão deste concelho, há um pequeno apontamento que eu gostaria de fazer a este festival. (…) Porque não aproveitar o festival e o site para divulgar Chaves, o concelho e o melhor que temos em imagem e, a par de recebermos fotos interessantes de todo o mundo, porque não darmos fotos de Chaves a conhecer a todo o mundo, alargando o regulamento do festival para ter além do tema livre, o tema Chaves, com valor monetário de prémio igual ou superior ao do 1º prémio do tema livre. Aí sim a cidade ficava realmente a ganhar, ao atrair a Chaves (estou certo disso) bons fotógrafos portugueses e até estrangeiros, pelo menos de Espanha. Ganhávamos em fotografia e ganhávamos em turismo ao trazermos cá bons fotógrafos e no divulgar das suas (pela certa) belas fotos da cidade e do concelho e aí sim fazermos a festa e imagem de Chaves.”

 

Como pode ver Sr. J.B. César, o que afirma no seu artigo é bem diferente daquilo que eu sempre defendi.

 

E se o Sr. JB César não leu aquilo que eu escrevi, eu deixo-lhe aqui os links onde poderá ler tudo na integra ou confirmar aquilo que atrás deixei escrito:

 

O que eu disse em 2007: http://chaves.blogs.sapo.pt/204504.html

O que eu disse em 2008: http://chaves.blogs.sapo.pt/289761.html

O que disse este ano: http://chaves.blogs.sapo.pt/379151.html

 

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é assim que Chaves é divugada mundo fora pelo Festimage...

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Também o Sr. J.B. César me julga mal ao pensar que todos temos comportamentos similares. Pelo conhecimento que temos de há muitos anos e pelo que tenho defendido no meu blog, saberia que eu nunca concorreria ao Festimage, pois sei onde é o meu lugar na fotografia e que apenas a uso para ilustrar o meu blog ou para partilhar com fotógrafos da minha condição.

 

Também, nunca quis, pedi ou defendi que o Festimage abrisse uma galeria para fotógrafos flavienses no seu portal. É certo (sim senhor) que me convidou para participar nessa galeria (que abriu após o meu texto do outro ano), mas não foi repetidamente como o diz, a não ser que duas vezes signifique repetidamente, pois apenas me enviou um mail e disse-mo uma vez pessoalmente e, se quer saber, senti-me ofendido com o convite, pois eu nunca pedi ou defendi nada para mim, mas antes para a cidade de Chaves. Tinha obrigação de saber que eu não sou da laia da classe dos oportunistas e tachistas que tudo chamam a si, como também não sou da laia dos que andam sempre a bajular e encostados ao poder para dele tirarem os seus dividendos.

 

Para seu conhecimento (e tome isto também como “uma declaração de interesse”) o meu único objectivo e o do blog tem sido levar Chaves aos Flavienses e,  simultaneamente divulgar o que acontece nesta cidade e nesta região a qual para si, pelos vistos, não passa de uma paróquia cujos paroquianos não têm valor para concorrer ao seu festival. A mesma “paróquia” que o seu festival despreza em imagem, mas que recebe dinheiro dela para ser realizado e para divulgar Chaves.

 

Acusa-me o Sr. JB César de má fé e outros interesses, a mim que levo Chaves diariamente por esse mundo fora (no momento 7020 cidades e outros lugares espalhadas pelo mundo, em apenas dois anos e, a 675.000 visitantes em 4 anos – os mesmos anos do festival), sempre com um olhar atento sobre a cidade e as nossas aldeias, mostrando-as em imagem e criticando, sim, quando há lugar para a crítica mas também elogiando quando há razões para isso e, fique a saber também que para divulgar e levar Chaves todos os dias ao Flavienses, além de pagar (do meu bolso) vários serviços deste blog, o faço também com prejuízo do meu tempo livre e com recurso ao meu equipamento… ao contrário do Sr. JB César que recebe dinheiro de todos nós para nada divulgar da cidade… mas isso até nem interessa para o caso em questão, isto é só para responder à sua afirmação da minha má fé e das suas  insinuações.

 

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é assim que Chaves é divugada mundo fora pelo Festimage... Esta ganhou o 1º Prémio

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Pois saiba o Sr. JB César (e a quem mais interessar) que não ando a mando de partidos, nem me encosto a eles para resolver os meus problemas e, essa de meter política partidária nas suas defesas quando lhe escasseiam os argumentos, já é nóia velha em si que todos conhecemos. Se seguisse o blog e lesse os meus textos, saberia que há muito ultrapassei a fase da militância partidária, embora (claro), mantenha os meus ideais.

 

Por último, e para terminar este dispensar de atenção, fico feliz em saber que : “Em Portugal não há evento ligado à fotografia que possa ter a veleidade de se comparar com o Festimage”

 

Lá diz o ditado “presunção e água benta, cada um toma a que quer”. Lamento que tal como o Sr. JB César lamenta, este festival não chegue aos calcanhares dos outros festivais aos quais se quer comparar e que dos milhares de contos que se gastam neste festival não sobrem uns míseros cobres para realizar uma cerimónia de entrega de prémios em Chaves, assim os Indianos vencedores dos prémios sempre ficava a saber onde ficava esta terra. Mas não, o mundo virtual é o que está a dar, não é?

 

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é assim que Chaves é divugada mundo fora pelo Festimage...

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Pois é, um festival tão grande como o Festimage nem sequer deveria ser financiado pela Câmara Municipal desta “paróquia”, no mínimo (e dado a sua grandeza) deveria ser financiado pela Secretaria de Estado do Turismo, pelo Ministério da Cultura, sob o Alto Patrocínio do Gabinete do Senhor Primeiro Ministro, de Sua Excelência o Presidente da República e com a Bênção de Sua Santidade, tendo em conta, claro, que em Portugal não há outro igual.

 

Quanto ao borrifador, que raio, o que ele tem a ver com o assunto!? Pelo menos podia ter tomado exemplos mais recentes, fresquinhos até. Não faltam por aí. Desse borrifador, já ninguém se lembra. Mania de desenterrar os mortos…

 

Já agora, quanto à galeria que abriu para mim no portal do Festimage, pode-a fechar. Por razões que já atrás referi, não tenciono utilizá-la. De qualquer das formas, obrigado.

 

E para que não digam que eu também utilizo as manhas do jornalismo, fica aqui o link para o artigo do Sr. JB César, no último número do Semanário Transmontano:

 

http://www.semanariotransmontano.com/noticia.asp?idEdicao=186&id=8018&idSeccao=2633&Action=noticia

 

E vamos então ao post de hoje, que dado o direito e o dever de resposta ao artigo (uma página inteira, Eia!) do sr. JB César no seu jornal - o Semanário Transmontano, fica reduzido apenas a uma imagem daquilo que por cá temos de melhor, a nossa Top Model.

 

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Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:18
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

O olhar de Hotaskim Teufel sobre a cidade

 

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Hoje como é terça-feira o olhar que aqui vos deixo é de alguém que passou cá pela terrinha e a levou registada em imagem.

 

Quase em todas as pesquisas que faço na NET à procura de uma foto de Chaves, há sempre um fotógrafo que me surpreende com o seu olhar sobre a cidade, como no caso de hoje que encontrei a Hotaskim, que suponho ser este o seu nome, além de ser também o seu nick no flickr.

 

Apenas uma única foto sobre Chaves na sua galeria e é pena que Chaves não esteja mais representada, pois é uma belíssima galeria onde a qualidade marca presença em todas as fotos.

 

Obrigado Hotaskim Teufel pela sua visita a Chaves e por ter também uma foto desta cidade na sua galeria e, para fotos assim, nem que seja só por isso, volte sempre, mas claro que há mais coisas pelas quais vale a pena voltar a Chaves.

 

Como sempre fica o link para a sua galeria de fotos, à qual recomendo uma visita, aqui:

 

http://www.flickr.com/photos/hotaskim/page1/

 

 

E amanhã como de costume é dia dos meus devaneios ou quem sabe se, dia da prometida feijoada dos dias de feira ou,  peixeirada para quem não gostar de feijão. Logo se vê.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:09
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Chaves e o Condestável D. Nuno Álvares Pereira - São Nuno de Santa Maria

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Nuno Álvares Pereira ou simplesmente Nun´Álvares também conhecido por Santo Condestável e desde ontem (26 de Abril) São Nuno de Santa Maria.

 

D. Nuno Álvares Pereira nasceu em 24 de Junho de 1360 em Cernache do Bonjardim, Sertã, e faleceu em 1 de Novembro de 1431, era um dos 26 filhos do prior do Crato, D. Álvaro Gonçalves Pereira e de D.Iria Gonçalves Carvalhal.

 

Com a morte do Rei D. Fernando, sem herdeiros para além de D.Beatriz que estava casada com o Rei D.João I de Castela,  Nuno Álvares Pereira foi um dos primeiros nobres a apoiar D. João o Mestre de Avis à sucessão da coroa portuguesa e assim garantir a nossa independência em vez de ser perdida para os castelhanos. Castelhanos que D. Nuno Álvares Pereira vence na batalha dos Atoleiros em 1383, feito que lhe valeu ser nomeado Condestável de Portugal e Conde de Ourém por D.João de Avis que, em 6 de Abril de 1385 viria a ser reconhecido pelas cortes reunidas em Coimbra, como Rei de Portugal.

 

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Contudo a grandeza do homem e estratega militar D.Nuno Álvares Pereira só se viria a verificar em pleno com a vitória da batalha de Aljubarrota onde à frente de um pequeno exército de 6000 portugueses e aliados ingleses se impôs contra 30 000 tropas castelhanas, numa batalha que viria a ser decisiva para a consolidação da independência de Portugal. D.Nun`Álvares manter-se-á como condestável do Reino e torna-se conde de Arraiolos e Barcelos.

 

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E chegados aqui perguntar-se-ão: Porquê razão é que D. Nuno Álvares Pereira é chamado a este blog dedicado a Chaves e a esta segunda-feira dedicada a ilustres flavienses?

 

- Pois é simples, na sua ascensão no Reino de Portugal, D. Nuno Álvares Pereira tornou-se no homem mais rico do Reino e proprietário de grande parte do seu território, entre as quais as terras de Chaves e da região, mas a sua ligação a esta cidade não terminaria aí, pois do seu casamento com D.Leonor de Alvim, Nun’Álvares teria três filhos, entre os quais D.Beatriz Pereira de Alvim, que por influências do pai se viria a casar com D. Afonso, que se tornaria o I Duque de Bragança, da recém criada Casa de Bragança e que como dote de casamento, D.Beatriz e D. Afonso, recebiam das mãos de D. Nuno Álvares Pereira, as terras e a vila de Chaves, onde o jovem casal viria a fixar residência e sede e, onde teve os seus três filhos. Foi em Chaves que este casal viveu  até à morte de D. Beatriz. Mas para saber mais sobre D. Afonso e a sua ligação a Chaves, nem há como ir até ao post que lhe dediquei em Dezembro passado aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/342269.html

 

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D. Afonso, I Duque de Bragança e genro de D.Nuno Ávares Pereira, São Nuno de Stª Maria

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Explicada que está a ligação de D. Nuno Álvares Pereira a Chaves, vamos terminar esta pequena homenagem que o blog Chaves também lhe presta trazendo aqui a sua vida religiosa e desde ontem Santo, o São Nuno de Santa Maria, canonizado (26 de Abril de 2009) no Vaticano pelo Papa Bento XVI,  depois de ter sido em 23 de Janeiro de 1918 beatificado pelo papa Bento XV.

 

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Depois da morte de sua mulher e cansado das honras deste mundo, distribuiu os seus numerosos bens (note-se que era na altura o nobre mais rico de Portugal) por cavaleiros, escudeiros e criadas da sua casa e pelos pobres de Lisboa. Deu tudo. Ouro, prata, armas, jóias, roupas, pão, azeite, dinheiro e rendas. As terras repartiu-as pelos seus três netos (todos flavienses) D. Isabel, D.Afonso e D.Fernando, para após, despido de todos os bens, Nun’Álvares (em 1423) tornar-se carmelita, no Convento do Carmo, que ele próprio fundara, agora como pobre e penitente. Tomou o nome de Irmão Nuno de Santa Maria e aí permaneceu até à morte. São-lhe atribuídos inúmeros milagres pelos quais viria a ser beatificado e ontem canonizado como santo, um dos mais queridos da história de Portugal e já há muito considerado pela população como um santo.

 

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Também “Chaves” que tanto gosta de erguer monumentos e muros a gente cujos feitos por Chaves são duvidosos e em rotundas erguer “túmulos” ou Cruzes de gosto e significado também  contestável, talvez numa próxima rotunda ou homenagem se lembre do Condestável  D. Nuno Álvares Pereira, São Nuno de Santa Maria e assim fazer e contribuir mais um pouco para a história de Chaves.

 

 

 

 

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Domingo, 26 de Abril de 2009

A preto e branco - 4

 

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Sábado, 25 de Abril de 2009

25 de Abril - Sempre!

Hoje é dia 25 de Abril e eu, não deixo passar esta data em claro. Para iniciar fica um pequeno vídeo dos muitos que abundam no YouTube e que não vou comentar, cada um que tire dele as ilações que quiser:

 

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O 25 de Abril valeu nem que fosse e só pela liberdade, principalmente a de expressão, a mesma que também permite que este blog seja publicado todos os dias e sem censura. Mas, todos sabemos que nem tudo vai bem nesta adolescente democracia e ainda há muitas arestas para limar e a democracia ainda tem muito para crescer, principalmente do lado dos partidos e da classe política que se queria já bem mais madura, mais responsável, mais bem formada e mais transparente, de ambas as partes – governantes e oposições. Mas ainda acredito em Abril e numa liberdade verdadeiramente livre, sem medos e retaliações ou consequências indirectas às nossas liberdades, pensares e opiniões.

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25 de Abril sempre!

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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Discursos Sobre a Cidade - O Morro da Fràgatânia - Por Tupamaro

 

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O   MORRO   da   FRÀGATÂNIA”

 

Texto de Tupamaro

 

SEGIREI fica mesmo lá naquela preguinha plissada gaélica da fronteira que as lutas mourisco-leonesas alinhavaram, para mais tarde, a Espanha concertar com Portugal.

Da corola dos seus encantos, a ribeira do seu rio Mente convida-nos a um poiso, qual mariposa a gulosar-se com o néctar da sua flor preferida.

Sentados num dos bancos da sua ribeira, agora Praia Fluvial, esquecemo-nos do mundo.

E sonhávamos.

Lá, à nossa frente, do lado de lá do rio, na outra margem, apareceu uma perdiz perdida dos caçadores, a esgravatar, sossegada e distraída, o chão daquele carreiro que sobe o rio pela margem esquerda.

Não demos conta de mais nada, mas, pelas nossas costas, algo, ou alguém, veio tapar-nos os olhos com aquele jeito suave do «adivinha quem é».

E só nos disse, numa estranha eufonia:

-“Não te mexas. Vou contar-te a Lenda da Fraga Negra”.

Acudiu-nos ao pensamento a imagem de Legiões romanas, disciplinadas e ameaçadoras, mas assustadas com a travessia do Rio Sil, e, do outro lado, pintadas com a “woad” (ou tinta vegetal azul), as hordas aguerridas, barulhentas, desafiadoras, dos clãs Celtas, afoitadas pelo ímpeto e bravura das suas mulheres.

Outros Povos se atreveram e reinaram por estas paragens.

Nem os Muçulmanos, que nos deixaram por herança, entre outras, A NORA, nos «fazem andar mais à nora» do que os CELTAS.

Por mais literatura ou informação que deles nos cheguem, sabe-nos sempre a pouco. Sentimos que falta sempre mais uma página, um conto, um relato, um enigma, um segredo,

Adivinhando o mistério em que mergulhava o nosso pensamento, a deusa Nai, que os olhos suavemente nos tapara, sussurrou:

- Vou contar-te a Lenda:

- “Por este Planalto ondulado, entre o Sil, o Tâmega e o Tuela, Tribos e Clãs de mestiçagem céltico-romana se fixaram.

Além de território estratégico era sedutor pelos seus recursos naturais, que garantiam farto sustento.

Assim, também os Bárbaros o cobiçaram. Vândalos, Suevos e Visigodos por aqui andaram às turras.

E até a Moirama nele se estabeleceu.

Com a Reconquista, Monges e Frades os Vândalos suplantaram na destruição das memórias desses Povos, que de bárbaro tinham apenas a sua independência do Jugo Romano!

Constantino em 313 - Édito de Milão  -  e Teodósio, 391, decretaram o cristianismo em todo o Império.

Pois, por estas paragens, ali por volta de 435 um príncipe suevo, afilhado do Bispo de Ourense, Sinfósio, fez uma incursão guerreira a estes domínios.

O Bispo de Chaves, Idácio, tinha por aqui uma afilhada linda como uma flor.

Andava a pastorear o seu rebanho quando, numa cavalgada de reconhecimento táctico, o príncipe suevo, ao voltear um morro, com ela se deparou.

Fitaram-se.

O dia anoiteceu num repente.

O céu encheu-se de milhões de estrelinhas.

Dos bosques chegavam derretidas melodias saídas das flautas de faunos enternecidos.

Quando o sol se levantou no amanhecer a pastora e o guerreiro ainda continuavam abraçadinhos.

A Ourense e a Chaves demoravam as notícias acerca do paradeiro dos afilhados.

Idácio, Bispo de Chaves e Sinfósio, Bispo de Ourense (aquele, mais cristão-romano; este, mais cristão - suevo) acordaram num conciliábulo em SIGIREDI.

De Sandini (hoje Sandim), de Rodorici (Roriz), de Argimiri (Argemil) e de Potamii (Pedome) , pontos de apoio à cintura de busca dos afilhados, as notícias eram nenhumas.

Uma e outro haviam-se sumido.

Era noite de Lua Cheia. Os lobos uivavam nos bosques; as corujas piavam nos palheiros.

Uma chuva de estrelas caiu do céu.

Os dois acampamentos, embora em oração, arrepiaram-se de medo.

Olharam para o sítio onde pareceu cair a chuva de estrelas.

Lá no cimo daquele monte uma fita de cetim prateado pareceu rodear o cabeço.

E de uma fenda guardada por estevas floridas saíam luzes a moldar a figura dos dois afilhados.

Sinfósio e Idácio benzeram-se, atónitos e incrédulos.

Compreenderam o mistério do amor.

Ainda hoje, no “Morro da FràgaTânia”, aquela Fraga Negra se ouve a emitir brilhos e suspiros, em noites de Lua Cheia.

Não lhe toques. A fenda abrir-se-á para te arrebatar para o mundo do excelso”.

 

Estremunhámos.

 

Do lado de lá, na margem esquerda do rio Mente, já não vimos a perdiz perdida dos caçadores.

 

Uma placa prateada indicava um trilho:

M O R R O   da   F RÀGATÂNIA!

 

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Coleccionismo de Temática Flaviense - 6 gravuras em baixo-relevo de estanho

 

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Colecção de 6 gravuras do Centro Histórico de Chaves, reproduzidas em baixo-relevo de estanho, com caixilho em madeira de castanho, etiqueta/legenda em estanho e estojo com interior revestido em cartão-veludo vermelho e caixa exterior em cartão, imitação pele de cobra em tons vermelhos.

 

Características:

 

Material: Estanho a 98%

 

Dimensões do baixo-relevo em estanho: 16x12 cm e espessura variável;

 

Dimensões do caixilho em madeira de castanho: 21x18cm e  espessura de 2,2cm;

 

Dimensões do estojo: 34x30cm e  espessura de 5cm;

 

Autor do desenho original: Fernando Ribeiro

 

Autor do baixo-relevo em estanho – Pereira Ribeiro

 

Estiqueta/Legenda  – Em estanho 98%, com a designação do local reproduzido e nome do autor do desenho original.

 

Estiqueta/Garantia  – Colocada no verso, com designação da fábrica (Grão-Mestre) e percentagem de estanho (98%).

 

Assinada: Pereira Ribeiro/Estanhos Grão Mestre

 

Ano:  1994/1995

 

Número de edições: 3 (três)

 

1ª Edição: 1994, com 30 exemplares de cada gravura, numeradas de 1 a 30, executada para a Câmara Municipal de Chaves, para ofertas de cortesia e entidades.

 

2ª Edição: 1994, com 30 exemplares de cada gravura, numeradas de A-1 a A-30, executada para comercialização e venda ao público.

 

3ª Edição: 1995, com 30 exemplares de cada gravura, numeradas de B-1 a B-30, executada para a Câmara Municipal de Chaves, para ofertas de cortesia e entidades.

 

Execução/fábrica: Estanhos Grão Mestre, Porto.

 

A imagem reproduzida neste post, corresponde ao baixo-relevo da da Igreja S.João de Deus-Madalena e é da 1ª Série, numerada com o nº 1.

 

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Mais um regresso às origens e à Casa Azul

 

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De vez em quando gosto de fazer um regresso às origens, ao passado, ao tempo de infância, aos meus percursos de liberdade pela veiga fora, a pé, de bicicleta, sozinho ou acompanhado, tanto fazia, toda a veiga, ou quase toda, era o meu (nosso) território de liberdade onde como único relógio, só havia aquele que a barriguinha ditava e que despertava com o despertar das aves e só encerrava ao anoitecer.

 

Caminhos e carreiros que todos eles conduziam à liberdade e a grandes aventuras de criança que dia-a-dia se faziam de fértil imaginário e no conhecer de cada esquina e canto ou cantinho, como também se conheciam as melhores árvores de fruto, as melhores águas, sempre frescas, que davam energia para mais uma caminhada ou mais uma aventura, sempre veiga fora com apenas a serra por limite, ou terras de outras aventuras e outras liberdades, que nisto das liberdades, também havia territórios.

 

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A casota do pastor que ainda hoje passados mais de 40 anos, se encontra no mesmo local

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O nosso, porque não era só meu, começava na Casa Azul, ponto de encontro e reunião, de programar aventuras e de cumplicidades também e prolongava-se veiga fora até à Serra do Brunheiro, que só no natal explorávamos, a Ribeira do Caneiro marcava outro limite, pois além dele era terra de ninguém onde também fazíamos as nossas incursões, na quinta da Condeixa voltava-se para trás pois pró Campo de Cima, só para ir buscar e devolver os livros da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian cujos livros a liberdade dos dias não nos deixava quase tempo para folhear, excepto nos dias de chuva, desses enfadonhos cinzentões, escuros e horríveis dias de chuva, e às vezes chovia tanto…

 

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Da minha rua e da minha varanda o Castelo dizia-me onde ficava a cidade

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Também havia por lá a vida de campo, não fossemos nós os rurais da cidade, e não era campo por opção, mas antes a obrigação de ir atrás da água que falhava nas regas, a obrigação das plantações e das colheitas, principalmente estas, pois o trabalho dava para todos e muitas vezes até sobrava para os amigos. Claro que não eram dias que tinham a liberdade que de manhã idealizávamos, mas não se contestavam porque eram obrigatórios e na altura a palavra contestar, nem sequer existia. Claro que andávamos como se as pulgas nos picassem e o sentido e ouvido, estava na rua, à espera de um assobio de código ou de outra combinação qualquer, mas trabalho era trabalho e estava proibido interrompe-lo, quando muito, uma aproximação do local de trabalho significava estarmo-nos a oferecer como voluntários para uma tarefa qualquer.

 

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Os Braguinhas e a Capela de S.Bento, mesmo ao lado da grande catedral do vinho

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Pensava eu então que esses dias de lides do campo, com plantações e colheitas eram piores que os dias de chuva e não me dava conta, então, que aquilo também era uma escola, onde se aprendiam as coisas mais primárias e simples, mas cheias de valor e valores. Deveria ter andando e aprendido mais nessa escola, mesmo assim, dava-me gozo ver os betinhos da cidade a conhecer só o nome das árvores quando tinham os frutos pendurados.

 

Claro que nas lides do campo, também havia tarefas que se faziam com gosto e até dias de festa, como na matança do porco depois (claro), só depois, de termos carregado a primeira pedra de afiar do matador. Mas era dia de festa pelos petiscos e iguarias próprias do dia e principalmente pela bexiga do porco que dava para uma pequena temporada de jogo da boca, mas o que mais apreciava mesmo (à distância) era ver os rojões do banco a saírem disparados e projectados para bem distantes do ambiente de trabalho.

 

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A velha fonte do Campo da Fonte, paragem obrigatória para refrescar

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Mas para além das grandes aventuras de verão havia a grande aventura da escola, das aventuradas caminhadas para a escola e do regresso também, isto no tempo em que a escola era um martírio onde aprender a ler, escrever e contar era obrigatório, quer fosse naturalmente por inteligência e raciocínio ou com a ajuda de uma cana-da-índia ou um naco de madeira redonda com cinco furinhos que às vezes o professor “acariciava” as nossas mãos e que eram um petisco nos dias frios de inverno com mãos cobertas de frieiras.  Ainda era o tempo em que uma gripe das fortes eram uma alegria para a criançada e onde felizes trocávamos o carinho e aconchego de uma mãe por dois ou três dias de escola. Um bem haja para os professores de hoje que trocaram as canas e os “nacos de pau com furinhos” por e pelos interesses das crianças em que ir à escola é um dia de diversão.

 

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A velha estatueta continua virada para Portugal ditando o seu início...

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Mas era nos trajectos para a escola que íamos saído do nosso rincão e que até estávamos autorizados a passar (sem abusar) pelos territórios de outras liberdades. Claro que pelo sim, pelo não, preferencialmente fazíamos o trajecto acompanhados ou (quando as coisas ficavam sérias) até em grupo, mas qualquer dedo molhado resolvia o assunto e no recreio da escola, o território era neutro, ou quase.

 

Foram também tempos das grandes descobertas, de apreciação de locais de paragem obrigatória, de minutos roubados ao percurso ou até de terror, quando sozinho, tinha de enfrentar o ardina que eu conhecia pelo “ós contra sai macho”, quando me barrava o caminho e tinha de fugir por valetas e por baixo de pontões… regressos ao passado que hoje vou recordando e imaginando o gozo e rizadas de consolo que não deviam dar aquele ardina quando nos atormentava. Ardina que terminava a sua missão nos Braguinhas, mais ou menos onde nós recolhíamos os “malucos” dos irmãos Caios, aos quais todos guardavam algum respeito e que eram óptimas companhias para as confusões.

 

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O palacete das freiras ou de Sotto Maior, tinha bons diospiros...

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Também ao longo dos percurso íamos tendo contacto com as mais variadas profissões e actividades que hoje (algumas) só já existem na memória. Não raras vezes acompanhávamos as lavadeiras de S.Lourenço que com os seus burros, desciam à cidade com a roupa lavada, depois de termos deixado para trás o sapateiro remendeiro cada ponto cada…  e lá vinha bota do sapato pelo ar… a sorte é que nunca acertava. Depois dos braguinas, o peliqueiro, mesmo em frente ao “papa couves” e ainda antes do bacatela, onde o alfaiate, sempre com o rádio em som bem elevado, ia ouvindo os parodiantes de Lisboa (era essa a hora da minha passagem).

 

No Campo da Fonte juntavam-se-nos outros dois gémeos, o velhote, o Gaspar, o Marco e o periscas, raparigas à parte, pois não sabiam jogar à bola, mesmo na escola, elas lá tinham a sua e nós a nossa.

 

Depois era tempo de apreciação, pois começávamos a chegar ao movimento da cidade. O Palacete da Freiras que só mais tarde soube que era do Sotto Maior, a Volkswagen e os seus carochas, que era um carro – carro, o Posto da Polícia de Viação, com as suas brutas motos, com continência obrigatória ao Sr. Ribeiro ou ao Sr. Andrade e a outro mais gordinho cujo nome não recordo e a seguir o mundo do Jardim Público, com parque infantil à entrada, com guarda porteiro a cobrar entradas e a qual nós pensávamos passar a perna com as nossa entradas clandestinas que tinham sempre mais sabor. É esse o jardim que guardo na memória e não o de hoje, mais que desvirtuado. Depois só restava mesmo a Ribeira do Caneiro, a taberna do Sr. Armandino e a escola, o martírio, mas que valia pelos intervalos e compra de cromos do futebol para jogarmos (mesmo na taberna em frente) ou pelos jogos do espeto, do pião, do já-estás com os sempre momentos grandes das trocas de dedos molhados, umas bofetadas e uns murros que com tanta emoção, raramente acertavam ou faziam moça, mas valiam para dizer que é que mandava.

 

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Prefiro recordá-lo assim...

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Um regresso à infância que eu dedico a toda a rapaziada de então, do tempo em que gozávamos da liberdade da veiga ou das brincadeiras e jogos à volta da taberna ou, de verão, à volta da nossa praia do fundão que se improvisava no canal de rega, mesmo ali onde ele passava por baixo da Ribeira do Caneiro.

 

Hoje um post de regresso à infância onde a maioria dos acompanhantes deste blog não se revêem, mas que fazia os dias da rapaziada da Casa Azul, aos quais dedico este post, mas também aos outros bairros (alguns até rivais) da cidade dos “betinhos da cidade”, como o do Stº Amaro, o Bairro Lopes bairro vermelho, o Aliança, o Campo da Fonte, os Aregos, a Canelha, o Bairro Operário e outros que já se misturam no tempo e nas recordações.

 

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A minha ficava ao lado, esta era a das raparigas.

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É bom, de vez em quando, descermos às origens e ao bairro onde nascemos,  porque então ainda se nascia em casa e em Chaves, o que hoje, infelizmente, já não é possível, salvo raras excepções a quem o tempo não deu para ir nascer em Vila Real. Já não é tão bom, passar pelo velho bairro e não ver uma única (que seja) criança na rua, quando nos meus tempos, a rua, era das crianças. Outros tempos os de hoje, que lá terão os seus prós, mas também muitos contras. Pelo menos, hoje, vamos tendo a liberdade de poder dizer coisas, desde que…claro que o post já vai longo e termino por aqui, com os meus devaneios com mais um dia sem a prometida feijoada das quartas-feiras e, pela primeira vez, aproveito também para pedir desculpas pelos erros dos textos que por aqui vou deixando, mas continuo com o velho e mau habito de não reler o que escrevo com a espontaneidade com que me vai saído dos dedos. Está escrito, está escrito… e “prontos”.

 

Até amanhã, com coleccionismo de temática flaviense.

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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

O Olhar de Eiras - António, Sobre a cidade

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Mais uma terça-feira mais um olhar diferente sobre Chaves.

 

O pitoresco, a história, a paisagem, a cidade do centro histórico, a ruralidade, a gastronomia e a proximidade aliada a boas ligações rodoviárias cada vez mais atraem os nossos vizinhos e amigos galegos a este rincão entalado entre montanhas que dá pelo nome de Chaves.

 

Se uns vêm pelo nosso “bacalau” regado com um bom vinho, outros vêm simplesmente por conhecer ou em passeio fotográfico, este, cada vez mais na moda desde que entramos na era do digital. Às vezes é isto tudo junto, mas é em imagem que com eles vão os registos daquilo que mais lhes despertou da cidade ou conforme o gosto de cada um.

 

Todas as terças-feiras faço a minha pesquisa na net, geralmente no flickr por ser uma comunidade que gosta de partilhar olhares e, rara é a vez que não encontro por lá novos olhares de novos autores, como no caso de hoje que encontrei o Eiras 1 (ou Age) de Nick, mas Antonio de nome, que embora não seja português, também no nome tem a mesma origem da Galaécia,  pois o António é galego, de Vigo.

 

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Na troca de mails que tive com o António, sobre Chaves apenas me dizia “Decirte que me gustou muito Chaves, pasei uns dias muito bons” e como amante de pedestrianismo diz já ter feito várias caminhadas por terras da raia portuguesa e que “espero facer alguna por Chaves en outra ocasion.”

 

Pode ser que sim, que o grupo “Caminhadas” de fotógrafos do flickr um dia destes também agende para Chaves uma das suas caminhadas e que abra o apetite a que em Chaves se tracem rotas organizadas de pedestrianismo, onde pela certa motivos por cá não faltam, como a rota dos moinhos, a rota dos castelos, as rotas das ribeiras, a rota do Tâmega, a rota do românico, a rota do presunto, a rota do romano, e mais algumas que por aqui se poderão arranjar, para um turismo e desporto que cada vez tem mais adeptos. Caminhadas e fotografia – ouro sobre azul para quem gosta de ambas as modalidades.

 

Ponte de Traxano-Chaves

 

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Inicialmente poseía 18 arcos de los cuales 12 aún pueden apreciarse. Chaves era chamada polos romanos Aquae Flaviae, coidase que mesmo foi elevada á categoría municipal en época de Vespasiano, no ano 79 d.C.

 

É assim que o António intitula a nossa “Top Model” à galega e anexa a devida legenda. É esta a força da fotografia, além da imagem, também se faz e aprende história. Obrigado Antonio pela tua visita a Chaves e para fotos assim, volta sempre e prometo que quando souber de uma caminhada por estas terras, eu aviso.

 

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Mas claro que o roteiro de amantes de fotografia não se fica por um local ou uma cidade e é por isso também que portais como o Flickr existem, precisamente para podermos alojar as nossas fotografias e partilhá-las com que gosta destas coisas.

 

A galeria do Eiras 1, ou Age ou do Galego Antonio está no seguinte endereço que merece uma visita:

 

http://www.flickr.com/photos/eiras1/

 

E por hoje é tudo, prometo continuar à procura de outros olhares sobre Chaves, mas hoje, tenho que agradecer ao Antonio, pelos seus olhares e por tê-los disponibilizado para partilhar aqui no blog.

 

Obrigado Antonio e volta sempre.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:13
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Nossa Senhora das Brotas - Chaves - Portugal

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Não seria um verdadeiro flaviense se deixasse passar em claro o dia de hoje no que respeita à festa da Nossa Senhora das Brotas.

 

Tudo que tinha a dizer a respeito desta festa, já o fui dizendo aqui no blog nos anos anteriores e nada há a acrescentar, pois tudo continua na mesma e esta festa, que nos meus tempos de estudante ainda ia tendo a sua grandeza e sendo a festa dos estudantes (com dispensa de aulas),e que, dizem os mais velhos, chegou a ser a festa de Chaves, lá se vai continuando a realizar graças à carolice de meia dúzia de saudosistas… enfim, em termos de festas, Chaves vale o que vale, mais parece um povo triste que não gosta da borga…mas todos sabemos que não é assim e esta festa tenta demonstrar isso mesmo.  

 

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Não quero no entanto deixar por aqui a ideia de que esta festa não é uma festa, pois ainda o é e, de ano para ano, até tem vindo a melhorar o seu programa, que aliás até faz inveja, aos programas de muitos eventos de “sucesso” que esta cidade vai realizando, ultrapassando-os. O que eu quero dizer é que esta festa merecia ser uma grande festa da cidade e sair da festa de bairro, tal como se apresenta.

 

Mas vamos à festa, que embora hoje seja o seu dia de tradição (espero que com merendas) já começo no Sábado às 15 horas com música ambiente e rematou à noite com um arraial com conjunto musical.  Continuou no ontem, Domingo, que agora parece ser o dia grande da festa, com procissão acompanhada pela Banda dos Pardais, Militares do RI19 e Escuteiros, seguida de missa celebrada pelo nosso Bispo D. Amândio José Tomás auxiliado pelo Arcipreste Helder de Sá e pelo Capelão do RI19, António Pinto Dias. Na tarde de ontem houve ainda as actuações do Grupo Recreativo e Cultural da Cela (sempre presente em todos os eventos flavienses), o Grupo de Cantares da Casa do Povo de Vilarelho e do Grupo de Danças e Cantares Regionais de Stº Estêvão. À noite, actuou o Grupo Função Públika, rematando com fogo-de-artifício (e aqui ainda se segue a tradição dos pirotécnicos flavienses – os Pereiras).

 

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Para o dia de hoje está prevista às 10H30 a celebração da Eucaristia, às 14H30 a actuação do Grupo de Concertinas Ricardo e os seus amigos e para as 17H00 a actuação do Grupo tradicional de Ventuzelos.

 

A organização da festa é da Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora das Brotas.

 

Esqueci dizer, embora por cá toda a gente saiba, que esta festa está associada também ao Forte de S.Neutel, pois é no seu interior que está na capela a Nossa Senhora das Brotas. Uma festa que até o pelo próprio forte merecia uma grande festa da cidade, mas enfim, o povinho de Chaves também tem aquilo que merece…

 

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Quantos às fotos de hoje e, como este ano não tive oportunidade de ir à festa, são de arquivo.

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Domingo, 19 de Abril de 2009

Lamadarcos - Chaves - Portugal

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Ainda há dias quando por aqui passou o post da Pastoria eu dizia como dava gosto deixar a cidade para trás quando as aldeias nos recebiam com o seu verde a contrastar com o céu azul, onde os únicos sons que se ouvem, às vezes, é o do vento a passar pelas folhas das árvores, como quem acompanha toda uma sinfonia do cantar das aves, onde nesta visita, até o cuco nos brindou com o seu canto. Também é assim a entrada e estrada que nos leva até Lamadacos e que se repete na própria aldeia nos caminhos e carreiros do contrabando.

 

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Hoje vamos até Lamadarcos, com o seu post alargado, mas não é a primeira vez, pois já por diversas vezes aqui mencionamos a aldeia, pois é de referencia obrigatória quando se fala em terras da raia, quando se fala na sua promiscuidade e quando se fala no couto misto ou mixto, esse “reino maravilhoso” que existiu até ao ano de 1864 e só terminou no Tratado de Lisboa desse mesmo ano.

 

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Mas afinal o que foi o Couto Misto!? Para não me estar a repetir deixo por aqui o que disse sobre o assunto no post de 14 de Dezembro de 2007, onde a respeito do Cambedo abordava o Couto Misto:

 

 “Imaginem que três aldeias da raia entre Portugal e Espanha se constituíam numa pequena república, com regras e privilégios muito próprios e independentes dos dois estados, em que os naturais dessas aldeias poderiam optar pela nacionalidade portuguesa, pela espanhola ou por nenhuma delas, que não pagavam tributos ou impostos nem a Portugal nem a Espanha, que não usavam documentos de identificação pessoal e que juridicamente não estavam sujeitos a nenhum dos estados, que podiam usar armas sem qualquer licença e que não cumpriam o serviço militar nem em Espanha nem em Portugal. Uma república onde não existiam impressos, papeis selados, modelos ou normas, etc, e que em qualquer papel comum podiam fazer todo o tipo de acordos, contratos ou documentos. Uma república que se auto governava e discutia os seus assuntos ou firmava acordos em assembleia com todos os seus habitantes e que elegia entre os seus, um Juiz que exercia as funções governativas, administrativas e judicias, auxiliado por homens-bons das três aldeias, também eleitos entre si e, que guardavam o seu arquivo e selos numa arca de madeira fechada a três chaves (uma por cada aldeia), que para abri-la, além das três chaves, tinham de reunir a presença de pelo menos 12 homens-bons das suas aldeias.

 

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Imaginem uma república que podia comprar e vender, quer em Portugal quer em Espanha, todo o tipo de produtos e mercadorias, sem com isso ter obrigação de pagar direitos, apresentar guias ou qualquer documento aduaneiro. Uma República que não permitia a entrada das autoridades espanholas ou portuguesas em perseguição de qualquer indivíduo de um desses estados, excepto os perseguidos por delitos graves, como o homicídio, mas que além de não permitirem a entrada das autoridades, ainda acolhiam os fugidos e lhes davam asilo. Imaginem ainda que nas terras desta república podiam cultivar todos os géneros, sem quotas ou objecto de estanco como o tabaco.

 

Pois não é necessário imaginarem mais, porque essa república existiu mesmo e dava pelo nome de Couto Misto ou Couto Mixto e, era composta pelas aldeias de Rubiás, Meaus e Santiago. Aldeias de montanha, localizadas entre o Concelho de Montalegre (Portugal) e os concelhos de Baltar, Calvos e Randim (Galiza), tinha cerca de 27 hectares de território e menos de 1000 habitantes. Foi assim desde o início da nacionalidade portuguesa até ao de 1864”

 

Para saber mais sobre o Couto Misto seguir este link: http://chaves.blogs.sapo.pt/231841.html

 

Ou então consultar o blog cambedo-maquis

 

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E o que tem a ver Lamadarcos com o Couto Misto!?

 

Pois no mencionado tratado de 1864, Portugal e Espanha, fizeram  uma rectificação de fronteiras em que o Couto Misto passava para o reino espanhol e em troca Portugal ficava com a totalidade das aldeias de Soutelinho da Raia, Cambedo e Lamadarcos, pois até aí eram aldeias promíscuas, ou seja, aldeias que eram divididas ao meio pela fronteira.

 

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Então poderemos dizer que até 1864 havia a aldeia de Lamadarcos espanhola e a aldeia de Lamadarcos portuguesa.

 

Ainda hoje existem por lá se distingue a Igreja Portuguesa e a Igreja Espanhola e os seus habitantes ainda sabem traçar a fronteira que então existia e que atravessava pátios, casas e a rua principal e até se contam estórias da casa que tinha a cozinha em Espanha e a sala e os quartos em Portugal.

 

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Mas em termos de vida, usos e costumes, tudo continuou igual como igual é o povo da raia de um lado e do outro da fronteira, com a única diferença que as trocas, tornas e comércio que até aí se faziam no íntimo de uma aldeia, se passou a fazer clandestinamente pelos caminhos e carreiros do contrabando que ligam Lamadarcos às aldeias mais próximas galegas. Também como sempre ainda hoje não se estranha que também pelas ruas de Lamadarcos às vezes a língua que se ouve seja a galega.

 

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Muitas estórias há pela certa para contar na história de Lamadarcos. Estórias dos seus tempos promíscuos e estórias de clandestinidade com contrabandistas e guardas-fiscais como principais protagonistas, mas também no grande pulo e passagem de “peles” (os nossos emigrantes dos anos 50 a 70) que também por Lamadarcos tinha uma das suas rotas e também de políticos a caminho do esílio, Algumas estórias que pela certa a população mais idosa ainda conhecerá e muitas que se perderam para todo o sempre.

 

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Mas vamos lá saber mais um pouco de Lamadarcos, que é sede de freguesia, à qual pertence também a aldeia de Vila Frade.

 

Lamadarcos é assim terra da raia, que fica a 15 quilómetros de Chaves e que tem como companheiras de raia as aldeias de Vila Verde da Raia e de Mairos.

 

Aldeia situada a nordeste do vale de Chaves, na margem esquerda do rio Tâmega, já nas faldas da serra da Cota, a uma altitude compreendida entre os 390 e os 530 metros de altitude, confrontando com as terras da Galiza. Possui abundantes águas e daí todo o seu verde que tão agradáveis faz as suas entradas e também, por isso,  belos prados e veigas que produzem cereais, legumes, frutas, vinho e batata.

 

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O topónimo Lamadarcos que às vezes também aparece como Lama de Arcos, tem sido objecto de estudo dos nossos historiadores, mas todos parecem encaminhar a origem do topónimo precisamente para Lama de Arcos, que teria origem ou faziam referência aos arcos pertencentes a uma ponte que existiria sobre o ribeiro do Rosmaninho. A ponte ou pontilhão de arcos desapareceu com as possíveis intempéries, mas o topónimo permaneceu. Até prova em contrário, também eu aceito esta hipótese, embora, como tudo na história, fique sempre em aberto outras hipóteses e origens.

 

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Mas Lamadarcos não é só na simples promiscuidade  de uma aldeia dividida a meio que tem história, pois durante as demoradas guerras da Restauração, a parte desta aldeia, pertencente a Espanha, foi destruída e incendiada em 1641, pelas tropas portuguesas comandadas por Luiz Gomes de Figueiredo.

 

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Dissemos atrás que a aldeia ainda hoje tinha a Igreja Portuguesa e a Espanhola, embora em uso actualmente só esteja a portuguesa, no entanto a Igreja espanhola tem uma traça bem interessante, com o seu campanário lanceolado, a rosácea aberta sobre a portada principal e a capela mor, com um altar de pedra bem lavrado e de interessantes colunas serpeantes e outros motivos ornamentais. A imagem da padroeira, diz a voz do povo, que na data da sua inclusão em território português foi transferida pelos espanhóis para a aldeia de Feces. A igreja esteve dotada ao abandono quase durante um século. Foi restaurada em 1930 e decorada com estatuária, embora ainda hoje apresente o seu interior amplo, sem bancos, mas que deixam à vista todo o seu chão em pedra que não são mais que o fecho das sepulturas que existem no seu interior.

 

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A Igreja Matriz portuguesa, como é designada, possui uma arquitectura muito simples.

 

A padroeira é a Nossa Senhora da Conceição, que está representada numa bela imagem neo barroca que ostenta a seus pés o escudo de Portugal, no entanto o Santo que se festeja é o Stº António, no 2º Domingo de Agosto  e até há uns anos atrás, festejava-se também o Stº Amaro em 15 de Janeiro.

 

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E sobre Lamadarcos por hoje é tudo, pois ainda vamos de novo à freguesia para o post em falta de Vila Frade e depois disso ainda terá por aqui o seu mosaico. Assim para já ficamos por aqui mas ainda a tempo de agradecer a quem nos acompanhou e deu a conhecer a aldeia na nossa visita, com um grato obrigado ao sr. Orlando Serra e à sua filha Fernanda.

 

Até amanhã.

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Sábado, 18 de Abril de 2009

Mosaico da Freguesia de Oura

 

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Localização:

A 22 km da cidade de Chaves e confrontante com Vidago, a Sul do concelho e no seu limite, precisamente onde a Estrada Nacional 2 abandona o nosso concelho para entrar no concelho de Vila Pouca de Aguiar. A freguesia de Oura  situa-se numa faixa de território que é conhecido pelo vale da Ribeira de Oura, conhecido também pelas suas férteis terras.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Arcossó, Vidago, Selhariz, Loivos e ainda com as freguesias de Capeludos, Bragado, Vreia de Bornes e Valouras, estas últimas do concelho de Vila Pouca de Aguiar.

 

Coordenadas:

            De Oura ( Adro da Igreja)

41º 36’ 59.41”N

7º 33’ 57.62”W

 

            De Vila Verde de Oura ( Adro da Igreja)

41º 37’ 56.39”N

7º 33’ 56.39”W

 

 

Altitude:

Variável – acima dos 350m e os 400m.

 

Orago da freguesia:

São Tiago.

 

Área:

11,93 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 2 ou A24 até ao Nó de Vidago.

 

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Aldeias da freguesia:

            - Oura

            - Vila Verde de Oura

 

População Residente:

            Em 1900 – 715 hab.

            Em 1920 – 953 hab.

            Em 1940 – 1186 hab.

            Em 1950 – 1439 hab.

            Em 1960 – 1132 hab.

            Em 1981 – 876 hab.

            Em 2001 – 652 hab.

 

Os dados da população da freguesia não deixam de ser curiosos, pelo menos tendo em conta a sede de freguesia – Oura, pois foi uma aldeia que fisicamente cresceu, com a construção de novas casas, mas que desde 1950 tem verificado uma perda acentuada da população. Vamos aguardar pelos Censos de 2011 para ver se aumento de construções também significa aumento de população.

 

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Principal actividade:

- A agricultura que se desenvolve ao longo da fértil veiga da Ribeira de Oura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

A freguesia desenvolve-se ao longo da Ribeira de Oura, estando Vila Verde de Oura implantada em plena veiga, ao contrário de Oura, que ocupa as terras mais elevadas da freguesia.

 

 Ligada que está a uma veiga fértil, a sua principal actividade provém dessa mesma veiga, com toda a sua ruralidade ligada à agricultura, mas também à exploração de madeiras e também pecuária e ainda às águas minerais, pois a nascente de Salus que estava associada às águas de Vidago, também nascem em terras da freguesia, bem como águas nunca exploradas, com idênticas características que também existem na proximidade de Vila Verde de Oura. Nascentes que pouco significam (ou nada) em termos económicos e de divulgação para freguesia, pois as mesmas são exploradas por empresas de fora do concelho e neste momento, infelizmente, nem sequer são engarrafadas ou comercializadas com a marca de origem.

 

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Duas aldeias com interessante casario rural e algum senhorial dos Séculos XVIII e XIX em ambas as aldeias, o que demonstra o poderio de algumas famílias dessas aldeias nos séculos passados.

 

A igreja paroquial embora simples é interessante e segundo se mostra no seu lintel principal, data de 1779.

 

Bem mais interessante que a Igreja Paroquial é a Capela da Srª da Piedade ou do Cruzeiro, este mesmo em frente à capela (também muito interessante). Capela com data de 1759 onde se realça o conjunto escultórico representando a “Pietá”, inserido num nicho da respectiva frontaria.

 

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Digna de realce é também a casa senhorial conhecida como a Casa dos Azeredos, solar armoriado, com capela particular e templete anexo segue a traça arquitectónica setecentista.

 

E de realce em realce vamos para a ponte medieval que alguns também dizem ser romana (a eterna dúvida) de um só arco redonda e tabuleiro do tipo cavalete, a qual ainda conserva as originais guardas em granito e que por estar implantada em pleno caminho rural, tem sido poupada ao trânsito automóvel (embora algum se faça por lá) e ainda se mantém em bom estado de conservação.

 

Nem que fosse só pelo que atrás foi dito, pois há mais, as duas aldeias da freguesia são merecedoras de visitas de apreciação, que recomendo a quem gosta do nosso mundo rural e do seu casario tradicional rural com alguns belos exemplares senhoriais.

 

De realçar também que a aldeia de Oura, a tal que cresceu fisicamente, cresceu e cresceu bem, pois cresceu em espaço próprio (a margem do núcleo tradicional) em terrenos que foram devidamente loteados e infra-estruturados tendo a Estrada Nacional a separa as “duas aldeias”, ou seja a Oura antiga, com o seu núcleo ti+iço e tradicional e a Oura nova, completamente nova, já no vale de exploração das afamadas águas e na continuação do Parque de Vidago.

 

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

 

Para saber mais sobre as duas aldeias da freguesia, nem há como rever os posts dedicados a cada uma delas:

 

            - Oura:  http://chaves.blogs.sapo.pt/292743.html

 

            - Vila Verde de Oura: http://chaves.blogs.sapo.pt/285274.html

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:43
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Discursos Sobre a Cidade - Louvor de Nadir Afonso - Por JCB

 

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Louvor de Nadir Afonso

 

poema de José Carlos Barros

 

http://casa-de-cacela.blogspot.com

 

 

Nunca haveremos de esquecer o fascínio

das contas de madeira do ábaco da escola

furadas para correr em prumos metálicos horizontais:

era um pequeno ábaco e provavelmente

uma parte do mundo seria decifrada

movendo-as com recurso

às técnicas de análise combinatória.

 

 

Todos os mistérios do universo se escondem

por detrás da matemática. Jorge Luis Borges

há muito nos ensinou que é possível  escrever o D. Quixote

recorrendo a uma parte insignificante das

combinações possíveis das letras do alfabeto:

o Deus dos evangelhos não O é senão

de conhecer o segredo de mover de uma só vez

as contas todas do infinito ábaco da orbe.

 

 

Assim uma árvore existe além dos ramos e das folhas

crescendo nas tardes quentes de Julho

por ter na geometria inscritas as suas pretéritas formas.

Há uma regra anterior ao crescimento do tronco

das alvíssimas bétulas de Segirei

ou dos freixos das margens do Tâmega:

apenas a essa regra e ao seu domínio subtil

responde o erguer desses cilindros perfeitos

contra o olhar e a cultura e os coincidentes erros de percepção.

 

 

Era no tempo do Liceu de Chaves e pela primeira vez

nos perturbava a ideia de que a Arte

revertia da compreensão de fórmulas

intemporais. Sabemos hoje que a natureza e a paisagem

procuram ainda na geometria as suas próprias leis

e que o fascínio da raiz do codesso

vem de compreendermos que antes da luz e dos sais minerais

que antes do colo e da coifa

um quadrado ou um círculo se inscrevem por dentro dos seus nomes

pelo lado mais intangível e íntimo e profundo.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:05
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Coleccionismo de Temática Flaviense * Madalhas de ouro, prata e bronze

 

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Pela certa que os coleccionistas agradecem os eventos que se vão realizando e vão produzindo objectos, medalhas, pins, moedas, selos, e um sem ror de coisas coleccionáveis. Um dos eventos que aconteceu em Chaves foi rico em coisas coleccionáveis, das quais algumas já passaram põe esta rubrica, como os pins, os porta-chaves e até uma réplica em bronze do Padrão dos Povos, tudo coisas que saíram dos III Jogos do Eixo Atlântico que se realizaram na cidade de Chaves e que decorreram durante os dias 6 a 10 de Julho de 1999, onde participaram cerca de 1000 atletas em representação da maioria das cidade do Norte de Portugal e da Galiza, incluindo a cidade de Chaves, contando na cerimónia de abertura com o Primeiro-ministro de Portugal de então - António Guterres e com o Presidente da junta da Galiza, também de então - Fraga Iribarne, além dos presidentes de Câmara das cidades participantes.

 

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Prova desportiva que se preze, que neste caso até foram um tipo de mini olimpíadas, tem que ter medalhas para os vencedores, e neste caso foram cunhadas medalhas em ouro, prata e bronze, respectivamente para os 1ºs, 2ºs e 3ºs classificados de cada uma das provas ou modalidades, mas além das medalhas classificativas, as mesmas foram também cunhadas para fazerem parte de um estojo de oferta às entidades e Câmaras Municipais e organizadores do evento. São essas medalhas as que ilustram o post de hoje.

 

As medalhas têm 4,8 cm de diâmetro e 3 mm de espessura e na frente fazem alusão ao evento e à data, tendo como motivo principal o logótipo do Eixo Atlântico, no verso, a reprodução do logótipo da cidade de Chaves, de autoria de Nadir Afonso.

 

Até amanhã com mais um “Discurso Sobre a Cidade” de autoria de José Carlos Barros.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:19
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