12 anos
Terça-feira, 30 de Junho de 2009

PATRIMÓNIO URBANO, Hoje em Colóquio, às 21H29

Hoje, dia 30 de Junho, às 21H29 a Tamagani, Forum Galaico Transmontano e o BIC – Banco de Ideias de Chaves, no sentido de promover o debate público de ideias e numa atitude de indispensável cidadania, vai levar a efeito mais um colóquio dentro da série “Chaves: Que Futuro?”. O colóquio de hoje será subordinado ao tema “Património Urbano” e são convidados os Arquitectos Ana Isabel Augusto, Marcos Teixeira e Luís Geraldes e ainda o Geógrafo Júlio Alves.

 

O Colóquio de hoje, tal como os anteriores, terá início (pontualmente)  às 21H29, no Auditório Municipal (GAT) e terá como moderadores as três organizações envolvidas na organização do evento. As conclusões ficarão a cargo dos alunos das Escolas Fernão de Magalhães, António Granjo e Júlio Martins.

 

Estes colóquios têm o apoio do Semanário “ A Voz de Chaves”, “Alto Tâmega TV”, “Notícias de Chaves”, “Semanário Transmontano” e “Rádio Larouco”.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 20:09
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Bento da Cruz, hoje em Chaves, com o livro PROLEGÓNEMOS II

 

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Hoje, porque é hoje que acontece, às 18H30 na Biblioteca Municipal, não poderia deixar passar em claro o lançamento de mais um livro do Dr. Bento da Cruz, autor que tanto tem dedicado a sua escrita a estas terras e esta região, que no seu encanto de romancista, nos vai deliciando mas  também fazendo a história destas terras.

 

Autor de inúmeros livros, a este escritor Barrosão descobri-o com o “Lobo Guerrilheiro” e desde aí nunca deixou de me encantar. Pela certa que este será mais um dos seus encantos, de uma escrita que encanta.

 

Autor também onde fui beber muita da história dos guerrilheiros anti-franquistas e que ilustra muito do que está vertido no blog “Cambedo Maquis”.

 

Estão de parabéns a Câmara Municipal de Chaves, o Fórum Galaico-Transmontano – Círculo de Estudos e Divulgação e a Âncora Editora por darem luz à mais um dos nossos autores.

 

Hoje, dia 29 de Junho, Segunda-Feira, às 18H30 na Biblioteca Municipal de Chaves, um momento e um livro a não perder.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:10
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XI Encontro Convívio da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr - Conclusões

O Grupo de Caminhantes do Encontro (na festa e à mesa, eram mais)

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O prometido é devido e, embora atrasado, cá estou com a reportagem do XI Encontro da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr.

 

Tal como todos os eventos que se realizam em Chaves, também este Encontro foi um sucesso, não só na variedade e qualidade do seu programa como também em participação, com blogers e fotógrafos vindos de todo o nosso Portugal, desde o Minho ao Algarve, onde não faltaram até, os nossos amigos galegos.

 

Claro que tudo que se passou neste encontro foi importante, principalmente o convívio e o estreitar de amizades entre blogers, fotógrafos, mas também amigos da blogosfera flaviense que quiseram associar-se a este evento.

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O que seria que despertava o interesse dos fotógrafos!?

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De entre a variedade do programa, há que realçar alguns momentos grandes, começando pela visita a São Vicente da Raia, onde o seu Presidente da Junta nos mostrou alguns dos pontos de interesse da aldeia e onde também não faltou uma conversa e visita à adega de uma velha glória do Desportivo de Chaves, o Domingos. São Vicente da Raia que é uma das nossas poucas aldeias do xisto, conjuntamente com as restantes aldeias da freguesia (Orjais, Aveleda e Segirei.)

 

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Segundo momento importante foi a paragem para se apreciar o mar de montanhas, com a aldeia de Aveleda marcando um pequeno ponto de civilização no meio de tanta natureza. Aldeia de Aveleda que também teve no encontro o autor da sua página na net.

 

Da Aveleda para Cidadelha, já em terras galegas, onde o caminhante Pablo, de Vilardevos mais um amigo, galego andaluz que um dia quis ser português, com o seu casal de cães, esperavam pela comitiva para servirem de companheiros e guias pela Rota do Contrabando, onde todos fomos contrabandistas carregando o fardo dos nossos corpos, mas imaginando como difíceis e perigosos foram aqueles carreiros do contrabando, quando contrabandistas verdadeiros, de ambos os lados da fronteira, carregavam fardos a sério.

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Apenas conheço meia dúzia de rotas do contrabando, mas não andarei longe da verdade se disser que esta rota, é uma das mais belas rotas do contrabando do mundo, e diga-se a verdade, principalmente no trajecto do troço galego, não só pela intervenção cuidada que sofreu para adaptá-la a um trajecto de caminheiros, mas principalmente pelas belezas naturais onde as cascatas, dão um ar paradisíaco ao local, que de tão belo, nem apetecia abandoná-lo. Mas já se sabe, caminhantes que éramos, o caminho fazia-se a andar, que nem sempre foi fácil, diga-se (e eu sou uma fiel testemunha – o último a chegar), pois a descer, todos os santos ajudam, mas em montanha, tanto se desce como se sobe, e nas subidas, quando mais precisamos da ajuda dos santos, eles, estão sempre distraídos, mas também é uma boa forma para reforçar o apetite, a uma boa mesa que nos esperava na Praia de Segirei, mas antes, claro, paragem obrigatória na aldeia de Segirei.

 

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Curioso, e isto tem de ser dito, é que mal parou o autocarro em Segirei, a vizinha mais próxima da paragem, em vez de se assustar com aquela “cambada de estranhos” refugiando-se em casa, não se assustou e saiu à varanda convidando-nos a todos para beber um copo. Claro que não lhe invadimos a casa, embora insistisse, mas como a visita a Segirei era mesmo visita de médico, pois os assados da praia já cheiravam em Segirei, partimos quase de seguida para “fazer” a barriguinha.

 

Da comida não vos falo, caiu bem e no momento certo, regado com bons líquidos dos Deuses, onde, como da blogosfera flaviense se tratava, nem sequer faltaram os pastéis de Chaves.

 

Após o almoço, estava chegado o momento cultural do encontro, momento aliás de fazer inveja a qualquer momento cultural de sucesso, não só pelo ambiente, mas também pelos autores e livros que havia para apresentar. Autores da terra, com escrita da terra, com temas da terra ou à moda da terra, mas com livros presença universal e obrigatória em qualquer biblioteca.

 

Gil Santos e José Carlos Barros eram os dois autores presentes a apresentar livros neste encontro, e eu, no meio deles, todo babadinho por eles serem colaboradores e discursantes deste blog.

 

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Da esq. para a Dir. - Tânia Oliveira (Blog Segirei), Gil Santos (escritor), F.Ribeiro (Blog Chaves) e J.Carlos Barros (escritor)

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Gil Santos apresentou o seu livro de “Chaves a Copenhaga – A Saga de Um Combatente”, que já por duas vezes tivemos oportunidade de falar desse livro neste blog. Uma história da I Grande Guerra vivida na primeira pessoa  pelo avô/bisavô dos autores onde se enaltece a forma da escrita manuscrita do combatente reproduzida no livro. De Gil Santos também os “Ecos do Planalto”, fizeram presença no encontro e apresentação, onde os contos do planalto do Brunheiro e as suas estórias, fazem também história da vida no planalto do século passado.

 

O José Carlos Barros, geralmente conhecido como poeta já consagrado e premiado neste nosso Portugal, levou até nós o seu romance, curiosamente filho do seu blog. Um romance feito de mentiras, dizia o autor na sua apresentação, mas de mentiras que são verdades, aquelas que nunca se dizem nas nossas conversas e que ficam nas nossas reservas, mas que bem gostaríamos de as dizer. Mentiras que também tem a ver com a nossa terra e região, pois embora o José Carlos Barros habite e até seja autarca em terras algarvias, é a sua terra que tem no coração e, a sua terra não se resume a Boticas, onde nasceu, mas também a Chaves onde estudou e curiosamente a Segirei, onde o autor confessa ter passado (e quer continuar a passar) bons momentos da sua vida e onde escreveu partes deste livro, que faz questão de mencionar no final do romance, com a assinatura de “ Cacela. Gardunho, Segirei. 3 de Fevereiro de 2008, 3 de Janeiro de 2009”. “Uma história de amor que todos queríamos viver” com muitas mentiras todas elas verdadeiras, da terrinha e não só, que abrem o apetite a qualquer um para a sua leitura, pela certa uma boa leitura, pois o romance já começa a fazer sucesso a nível nacional e que sabe se a curto prazo não o será a nível internacional, como em Cuba, onde o José Carlos Barros já é bem conhecido e querido.

 

« O Prazer e o Tédio », é este o romance de José Carlos Barros, que está à venda numa livraria perto de si, incluindo em Chaves, onde além desta obra poderá também encontrar à venda a o livro de Gil Santos (Pai e filho). Dois livros que são obrigatórios em qualquer biblioteca, principalmente nas flavienses.

 

Da parte da organização deste encontro e pela certa da blogosfera flaviense, agradecemos a presença dos autores e desejamos-lhe o maior sucesso.

 

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Rafael, o galego, andaluz que um dia quis ser português, companheiro, guia e poeta cantante

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E já que estamos em maré de agradecimentos, vou terminar com os agradecimentos a quem devemos agradecer, começando pelo Paulo Bessa que se disponibilizou para nos ir confeccionar o “comer” na Praia de Segirei e que em Chaves abriu recentemente um Restaurante na Travessa Cândido Reis no espaço da antiga Pensão Flávia. Agradecer também ao «Prazeres na Loja», com loja no Largo do Anjo, que nos ofereceu os pastéis de Chaves, loja que aliás recomendamos, pois é uma loja que é um verdadeiro embaixador dos produtos regionais, onde poderá encontrar desde o genuíno presunto de Chaves, aos pastéis de Chaves, mas também ao bom vinho de qualidade, azeite, enchidos e fumados, compotas, etc. Isto é publicidade que faço gratuitamente e com gosto, pois é uma loja onde se pode encontrar do melhor que Chaves e a região tem e que, deveria servir de exemplo ao restante comércio tradicional cá da terrinha. Com bons produtos e a tradição, só se pode fazer comércio de sucesso.

 

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Agradecemos também a quem  bem nos recebeu, como o Presidente da Junta de São Vicente da Raia, o Sr. Antenor, mas também ao Domingos, velha glória do desportivo, como agradecemos ao Pablo por nos servir de guia e nos fazer companhia, mas também a Rafael, o galego andaluz que quis ser português, por ser guia, companheiro e também pelo recital e animação musical da tarde. Agradecemos também à população de Segirei pelo seu espaço e por se juntar a nós no período da tarde, como também agradecemos à Câmara Municipal de Chaves o apoio que deu a este encontro, mas também agradecemos a visita no período da tarde do Sr. Presidente da Câmara, Dr. João Batista e do Sr. Vereador , Arqº Castanheira Penas. Agradecimento também para o Sr. Guerra por nos aturar e transportar durante todo o dia.

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Pablo, o nosso guia, à conversa com os amigos de Segirei (Foto de Tânia Oliveira)

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Penso não ter esquecido ninguém nos agradecimentos, a não ser (claro) aos participantes, mas esses, fazem parte do sucesso deste encontro, com um agradecimento especial ao José Carlos Barros por ter vindo propositadamente do Algarve e ao Gil Santos por vir de Braga, ambos até Segirei para participar neste encontro mas também por nos brindarem com a apresentação dos seus livros, mas também ao pessoal que veio de Sintra e do Porto e aos de Chaves e das aldeias e amigos que se associaram ao evento, pois, todos fomos um sucesso, aliás, como todos os eventos que acontecem em Chaves, mas este, foi mesmo.

 


 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:43
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Domingo, 28 de Junho de 2009

Cidadelha/Segirei - XI Encontro da Blogosfera Flaviense - Breves Momentos

 

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Prometi vir por aqui e, cá estou, mas só para deixar duas imagens e marcar presença, a reportagem sobre o encontro, fica para mais logo.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:44
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Sábado, 27 de Junho de 2009

Das margens do Tâmega até Segirei - Chaves - Portugal

 

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Hoje deveria ser mais um dia dedicado às aldeias e a realidade é que, hoje, toda a blogosfera flaviense (aderente) vai dedicar o seu dia a uma das aldeias mais interessantes do nosso concelho – Segirei.

 

De facto hoje todos os caminhos vão dar a Segirei, mesmo os da rota do contrabando, com início em Espanha, é em Segirei que vão terminar.

 

Longe da internet e da rede móvel telefónica, que ainda não chega a Segirei, entre um mar de montanhas em convívio pleno com a natureza, quarenta e tal fazedores, colaboradores, acompanhantes e amigos da blogosfera flaviense vão viver um dia diferente, bem longe do pequeno ecrã de contactos virtuais.

 

Do Minho ao Algarve, da Galiza, de Lisboa, do Porto, cá da terrinha, de Segirei, da Aveleda e de terras de Bragança, todos vamos estar em Segirei, quer para vestir a pele de um contrabandista percorrendo os seus caminhos, quer saboreando a boa gastronomia transmontana e flaviense, quer assistindo a momentos únicos de cultura com o lançamento de dois livros de autores flavienses, bem entranhados também nas lides da blogosfera flaviense, com a presença dos seus autores (Gil Santos e José Carlos Barros), mas também o som gaiteiro galego tocado por gentes de Segirei. Tudo isto vai ser realidade, hoje, em Segirei.

 

Claro que sendo uma festa convívio da blogosfera flaviense, onde vão estar presentes umas dezenas de blogues e muitos autores, é também uma festa aberta à população da freguesia de São Vicente da Raia, em especial à aldeia de Segirei, mas também a quem se queira associar a ela, hoje, durante todo o dia, em Segirei.

 

Sobre este encontro, mais logo, já noite avançada, se houver ainda alguma disposição e forças, darei aqui conta do que foi este dia de convívio da blogosfera flaviense, curiosamente de um dia passado bem (,) longe destas lides das comunicações informáticas e globais.

 

Mas hoje não poderia deixar passar em claro uma notícia de ontem que tem a ver com o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2009 e onde, indirectamente, Chaves também foi premiada, pois o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista na categoria de Espaços Exteriores foi atribuído ao arquitecto Luís Guedes de Carvalho, do atelier do Beco da Bela Vista, com o trabalho de Requalificação Paisagística das Margens do Tâmega, entre a Ponte de S.Roque e a Estação de Tratamento de águas de Santa Cruz, em Chaves.

 

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Aparentemente o troço menos atraente da requalificação POLIS das margens do Tâmega, acaba (e bem ) de ser premiado. Afinal de contas a arquitectura paisagística é isto mesmo, ou seja, intervir na paisagem, disponibilizando-a à população sem a ferir ou alterar. Pessoalmente também acho que o trabalho ali realizado é merecedor de ser premiado, principalmente porque nos oferece o rio em todo o seu percurso, mas também deixa transparecer sem ofender, o lado rural de Chaves. Ouro sobre azul, onde temos o campo e o rio em plena cidade.

 

Da parte deste blog, deixo aqui também os parabéns por este prémio ao seu autor, o Arquitecto Luís Guedes de Carvalho.

 

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Pena que não possa dar os parabéns também a outros arquitectos e outras intervenções recentes em Chaves, nomeadamente às intervenções feitas no Jardim das freiras e no Jardim Público, além de lamentar que árvores centenárias continuem a ser abatidas em Chaves, como há dias foram mais meia-dúzia delas no início da E.N.2, em frente ao Jardim Público, aliás, foi o remate final no assassínio total daquela que era uma das mais belas entradas em cidades de Portugal. Em apenas duas dezenas de anos conseguiu-se abater cerca de dois quilómetro de árvores centenárias que adornavam a entrada da cidade, conhecida como recta do Raio X e que eram também um dos nossos ex-líbris.

 

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Curiosamente, actualmente um dos responsáveis máximos desta nossa autarquia, é Arquitecto Paisagista e até é cá da terrinha… olha se não fosse. Ainda bem que não vai a concurso! Concretamente falando, estamos na época do concreto, que traduzido para português de Portugal (como se diz na net) estamos na época do b€tão e subjugados ao seu poder.

 

Até amanhã, se houver disposição e forças…mas pela certa qualquer coisa se há-de arranjar.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:42
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Discursos Sobre a Cidade - Na Rota do Contrabando, por José Carlos Barros

 

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Na Rota do Contrabando

 

texto de José Carlos Barros

 

 

Em vez dos delitos que o Poder enunciava, do que se tratava era de juntar as margens de ambos os lados, rasurar fronteiras, misturar pronúncias, acentos, nomes de toponímia. Nada nunca distinguiu de uma e outra banda o azul do céu ou a nuvem suspensa a espalhar uma sombra na tão difusa e abstracta linha da raia dos livros de autoridade. Tudo

 

era objecto de contrabando: tudo o que era e não era possível medir-se, tudo quanto não calhava com a letra da lei ou a polícia dos costumes, tudo quanto revertia do negócio, da possibilidade de troca, da exaltação. Por isso

 

nada chegava a distinguir o amor clandestino e os sapatos de revenda, o desejo numa outra língua e o açúcar concreto ou o azeite. Hoje

 

regresso a estas veredas com os troncos muito esguios dos álamos jovens a erguer-se das margens dos remansos e os muros de pedra dos lameiros e as encostas declivosas e as levadas onde mergulho na água as mãos de memória. Memória

 

do contrabandista de Segirei que nunca tive a felicidade de ter sido.

 

 

http://casa-de-cacela.blogspot.com

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:45
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Heróis, Santos e Outras Figuras de Chaves hoje em Colóquio

Hoje , às 21H29 a Tamagani, Forum Galaico Transmontano e o BIC – Banco de Ideias de Chaves, no sentido de promover o debate público de ideias e numa atitude de indispensável cidadania, vai levar a efeito mais um colóquio dentro da série “Chaves: Que Futuro?”. O colóquio de hoje será subordinado ao tema “Heróis, Santos e Outras Figuras de Chaves” e são convidados o Pároco Delmino Fontoura, o Prof. Reformado António Sampaio, o Médico e Historiador Júlio Montalvão Machado e o autor deste blog, Fernando Ribeiro.

 

O Colóquio de hoje, tal como o anterior, terá início  às 21H29, no Auditório Municipal (GAT) e terá como moderadores as três organizações envolvidas na organização do envento. As conclusões ficarão a cargo dos alunos das Escolas Fernão de Magalhães, António Granjo e Júlio Martins.

 

Estes colóquios têm o apoio do Semanário “ A Voz de Chaves”, “Alto Tâmega TV”, “Notícias de Chaves”, “Semanário Transmontano” e “Rádio Larouco”.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 13:54
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Coleccionismo de Temática Flaviense - G. D. Chaves

 

Características:

Material: bronze (desconhece-se a cunhagem noutros metais ou ligas metálicas).

Dimensões (módulo): 8 cm.

Autor: não identificado.

Medalha número 170 de uma tiragem não especificada.

Ano: 1985.

Cunhagem realizada pela empresa Gravarte, Lisboa.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 00:21
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O Último Tanoeiro - Chaves - Portugal

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A modernidade e as novas tecnologias aliadas também a agressividade de novas indústrias e às exigências de novas Leis,  têm vindo a contribuir para o desaparecimento de muitas profissões que no século passado eram rainhas e serviam de ganha pão a milhares de famílias portuguesas.

 

Os da minha geração (colheita de 60) ainda se lembram das lavadeiras de São Lourenço, das leiteiras de Outeiro Seco (e quantos deles não foram criados com esse leite), dos carvoeiros ou  dos carquejeiros que desciam à cidade e porta a porta vendiam os seus produtos. Mas também ainda se lembrarão das oficinas de latoeiros, de ferreiros, dos peliqueiros, e dos albardeiros, ferradores e um sem número de profissões que os poucos foram acabando e desaparecendo.

 

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Se algumas dessas profissões e oficinas estavam condenadas a morrer por não se adaptarem aos novos tempos e às novas exigências, outras há que foram sendo obrigadas a fechar pelo aparecimento de produtos alternativos e mais baratos, mas também pelo desfavorecimento da Lei, pela alteração de actividades a elas associadas mas também por falta de nova gente que aprenda a profissão, é o caso dos Tanoeiros, que têm uma rica e interessante história em Portugal.

 

Em Chaves ainda existem um tanoeiro, o último tanoeiro, e continuará a existir enquanto for vivo, mas só até lá, pois não há ninguém que lhe herde a sua arte. Mas ainda antes de passarmos ao nosso último tanoeiro, vamos deixar por aqui um pouco da história da tanoaria do Séc. XX até hoje,  em Portugal, da qual o nosso tanoeiro também é parte integrante.

 

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Nas primeiras décadas do século passado, o grande centro tanoeiro de Portugal era em Vila Nova de Gaia, onde os números do início de século apontam para os 5000 trabalhadores, distribuídos por 150 pequenas oficinas e 20 unidades industriais,  associado que estava à comercialização e transporte de Vinho do Porto, mas também ao envelhecimento do vinho em bons cascos.  Contudo, um grande número de trabalhadores dessas tanoarias eram gente das redondezas e que chegavam a percorrer 20 ou mais quilómetros para ali trabalharem diariamente. Muitos desses trabalhadores eram de Esmoriz, que durante muitos anos trabalharam em Vila Nova de Gaia e que aos poucos, aprendida a arte, foram ficando por Esmoriz em acanhados alpendres e cobertos. De Gaia, traziam a força do trabalho e arte, como ferramentas adoptaram as que os velhos tanoeiros já usavam há muitas dezenas e até centenas de anos. Um trabalho e uma arte que pegou em Esmoriz, tanto, que Esmoriz logo se tornou no grande centro da tanoaria em Portugal, inicialmente manual e depois gradualmente mecanizado nas operações mais morosas, sendo em meados do século obrigados também a ampliar as suas instalações, não só pelo aumento de trabalho mas também por força da Lei nº 42808 de 1960, que obrigava as industrias viradas à exportação a remodelarem as suas instalações.

 

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De facto os anos 60 foram anos doirados para a tanoaria de Esmoriz tendo como principal cliente a manutenção militar que comprava enormes quantidades de vasilhame para transporte de vinho para os militares no ultramar e assim continuou a ser até 1967 em que a polémica Portaria nº224, proibiu a exportação de vinho em barril, portaria que daria início à crise da tanoaria de Esmoriz, pois as empresas que com o D.L. de 1960 foram obrigadas a remodelar e modernizar as suas instalações, onde foi investido muito dinheiro, passados 7 anos uma nova Lei roubava-lhe o seu principal cliente. Crise que abalou para sempre a actividade da tanoaria em Esmoriz, tanto, que a maior parte dos tanoeiros se viram obrigados a abandonar Esmoriz e de trouxas às costas partir pelo nosso Portugal à procura de novos mercados.

 

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Dois desses tanoeiros vieram para a Chaves e por cá ficaram. Um deles, instalou-se junto à Escola Industrial e Comercial de Chaves, no local onde hoje está a rotunda de acesso à ponte de S.Roque e que há muito fechou as suas portas, o outro, ainda resiste, no Campo da Roda. É o último tanoeiro de Chaves e é ele o nosso convidado de hoje.

 

Salvador de Jesus Gomes, nasceu em 1933 em Maceda, Ovar, começou a trabalhar com 14 anos nas tanoarias de Esmoriz onde testemunha que a força do trabalho eram os pipos de 100 litros com destino à ex-colónias, trabalho que de repente acabou e que ainda solteiro, rumou com destino a Chaves, ele e o Serafim, o outro tanoeiro de Esmoriz.

 

Também Chaves de então se apresentava como terra de oportunidades e por aqui ficaram e desta fizeram a sua casa, com a pronúncia de Maceda.

 

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Foi-me dizendo o Sr. Salvador que veio para cá com 22 anos ou menos. Lembra-se que foi daqui que partiu para a inspecção militar, ainda solteiro. Depois foi buscar a “rapariga à terra”, a Maceda, casou-se e para Chaves veio também. Ainda se lhes nota na pronúncia das palavras que não são de cá, mas esta já é a sua terra. Aqui tiveram os seus filhos, ia-me contando a D. Rosa de Almeida Mendes, a mulher do Sr. Salvador, e entre sentidas lágrimas pela perda recente de um filho, ia-me dizendo, “Que isto agora já não dá nada, mas felizmente ainda foi dando para criar, estudar e formar os filhos, que hoje estão todos bem” – maior conforto não pode ter uma mãe, não fosse a perda do seu filho e hoje era uma mulher feliz. Aliás conheci-lhe essa felicidade quando há meses atrás estive lá a conversar com ela, já a propósito desta pequena reportagem. O Sr. Salvador, aparentemente  mais forte, mas só na aparência, vai disfarçando a dor com mais umas marteladas que vai dando nos aros de um pipo. Pipos com os quais quase fala e brinca, movimenta-os com a agilidade de um dedo, põe-nos a bailar girando sobre si mesmos, dá-lhes voltas e mais voltas com uma precisão milimétrica da mestria de andar naquilo já há muitos anos, tantos, que nem consegue contabilizar quantos pipos, pipas, dornas, baldes ou pipinhos fez em toda a sua vida, pois outra coisa não fez, nem gosta de fazer (confessou-me ele)  aquela oficina é o seu mundo.

 

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Mas se em Esmoriz a Lei traiu os tanoeiros, em Chaves foram as cubas de inox, mas também o abandono das vinhas e das aldeias, o abandono das dornas no transporte de uvas, e uma série acontecimentos ditam a morte desta tanoaria com a morte do seu dono.

 

Lamenta-se o Sr. Salvador e a D. Rosa também, que o vinho “feito” nas cubas de inox não é a mesma coisa, não “encorpa” como nos pipos de carvalho ou castanho, não ganha o gosto da natureza da madeira.  Para eles já pouca diferença lhes faz, o Sr. Salvador da está reformado e os filhos criados e formados sem ninguém que lhe siga os passos e aprendizes, em toda a vida de laboração em Chaves, passaram por lá dois, mas pouco tempo. Claro que nos tempos apertados de trabalho, todos trabalhavam, filhos e até a D. Rosa se “botava” aos pipos, os pedidos exigiam-no e os filhos tinham que se criar e “graças a Deus”, ia-me dizendo a D. Rosa, se não deu para enriquecer, deu para criar e formar os filhos, que hoje, humildemente, agradece uma mísera reforma do trabalho de toda uma vida. Mas claro, que mesmo reformado, ao Sr. Salvador a tanoaria ferve-lhe nas veias, e não pode estar parado na oficina de toda uma vida. Ainda vai fazendo uns pipos, concertando outros, naquele que foi o trabalho e a arte de toda uma vida. A vida do sr. Salvador que com a D. Rosa, naturais de Maceda fizeram de Chaves a sua terra, aqui tiveram os seus filhos, para Chaves trouxeram a tanoaria e com eles vai morrer. Mantêm a pronúncia de Maceda, mas fica-lhes bem.

 

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Tentei saber como se faz um pipo, que voltas dão e, embora nas mãos do Sr. Salvador eles até bailem, para um leigo, é complicado compreender , pois há muitos termos da arte que desconheço e os pipos dão muitas voltas antes de receber o líquido dos Deuses (Baco ou Dionisios se preferirem), entre nós pode ser branco ou tinto, desde que seja do “bô”, mas entre a rara literatura sobre a arte da tanoaria, lá consegui reunir os 15 passos para se fazer um pipo, e também consgui reunir algum do vocabulário utilizado na arte, que aqui fica em termos de curiosidade.

 

De Joaquim Leitão Couto, Médico e curioso por esta arte, recolhemos:

 

“Estes artífices e seus antepassados merecem que o seu passado tenha futuro e que as actuais e futuras gerações saibam o que é, na madeira (para fazer as aduelas), e depois nas vasilhas e nos arcos, as operações a que a seguir nos referimos, com vista a um breve glossário de tanoaria.

 

LAVRAR, TORNEAR, VAZAR, ESQUIVIR, JUNTAR, PAREAR, BASTIR, CORTAR, CHANFRAR, PERFURAR, CRAVAR, DESCRAVAR, REPUXAR, ENCAVILHAR, RISCAR, RODEAR, EMPALHAR, ARRUNHAR, PAREJAR, RABOTAR, GEBRAR.

 

Para os mais curiosos, e no sentido de melhor interpretar as funções das diversas ferramentas, damos a seguir o significado de algumas destas expressões: Lavrar, aparelhar ou desbastar (tornear ou tornar roliço, por fora, com raspilha ou com o supilho ou plaina pequena; depois vazar ou cavar com a volta por dentro, no .colete., isto é, na parte de aduela, correspondente ao seu comprimento, menos 5/10 cm, em cada ponta, chamando-se talha ao comprimento total de aduela e aba, à distância do Javre à ponta da aduela; a seguir esquivir na parte lateral, também com raspilha, tornando a aduela mais estreita a partir do centro para as pontas e, por fim, juntar com a plaina de três pernas, para que os juntos fiquem completamente desempenados e polidos, para que as aduelas se justaponham perfeitamente, constituindo a operação principal de construção para que a vasilha se não deforme e tenha duração).

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Parear ou medir o número de aduelas ou o perímetro máximo do bojo.

 

Bastir ou vergar a fogo, proveniente do fogareiro no interior da futura vasilha, obrigando as aduelas a vergar, através do cabo do macaco.

 

A seguir o artesão vai batendo nos arcos, de modo a que estes façam mais pressão sobre as aduelas e apertem mais a vasilha, utilizando a marreta de bastir (que pesa cerca de 5 Kg ) nos cascos de grande capacidade (superior a 800 l .), e a marreta de pena (com cerca de 2Kg de peso) nas vasilhas mais pequenas. Interpõe entre a marreta e o arco, o chaço.

 

Na bigorna, cortar ou talhar, chanfrar ou cortar em semi-círculo os arcos, perfurar com ponção, cravar ou fazer entrar os cravos, batendo, descravar, repuxar os arcos.

Encavilhar, riscar e rodear os tampos.

 

Empalhar os juntos.

 

Arrunhar as extremidades das aduelas, através do: Cortar, isto é, com a enxó, fazendo em cunha; depois parejar ou alisar; depois com o rabote, plaina de médias dimensões, rabotar, isto é, acertar, operação fundamental para que a aba seja igual em toda a circunferência, para que os tampos se mantenham desempenados; e por fim gebrar, isto é, abrir o roço com a gebradeira. Armar o casco é colocar em pé todas as aduelas, dentro do primeiro arco de bastição.”

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15 passos para obter um barril

 

Fase de serração

 

A madeira (de castanho ou carvalho), que chega em toros é cortada em abas e, depois, em aduelas. Durante cerca de meio ano, as aduelas vão permanecer em grades ou castelos para secar. Quando as aduelas "são chamadas" ao destino, procede-se à destrinca: as melhores, depois de aperfeiçoadas, são destinadas ao corpo dos barris; as outras servirão para os tampos; e um terceiro grupo das que têm nós ou estão rachadas ficam de lado.

 

Fase de tanoaria

 

Os tampos

Os tampos são feitos, unindo-se as aduelas de madeira fraca por intermédio de pregos de duas pontas. Em cada junção é colocada "palha de tábua", para vedar bem.

 

Seguem-se duas fases de aperfeiçoamento: a de arredondamento do tampo, um trabalho a que um compasso de ferro dá as coordenadas; e a da fundagem (alisamento da madeira).

 

Os arcos

São feitos em ferro importado da Alemanha. Cortam-se na medida exacta e unem-se as extremidades com cravos.

O corpo do barril

As aduelas utilizadas para este efeito - as mais perfeitas - são cortadas nas medidas exactas e "isquidas" e enlombadas (dá-se-lhe o bojo).

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A montagem

O barril é montado, não com os arcos definitivos, mas sim com os chamados "arcos de bastição", que se caracterizam por uma maior resistência, necessária para aguentar as pancadas com a malho.

 

Num desses cucos, encaixa-se o "moço" ( faz o lugar de um homem) e a ele se irão encostar as aduelas.

 

É com a "pareia" que se calcula o n.º de aduelas suficientes para um barril de dada dimensão.

 

Fechado o círculo, prendem-se as aduelas com outro arco de bastição.

Segue-se o espargimento ( os barris vão ao fogareiro para apertar os arcos).

Trocam-se os arcos de bastição pelos definitivos, mas antes da colocação dos últimos, aplicam-se os tampos, com a ajuda de um "alheta".

Veda-se o barril com parafina e barro.

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Fácil não é!?, - mas melhor mesmo é ter uma boa adega e um ou mais destes pipos ou pipas  cheios de bom vinho e bem longe das cubas de inox ou cimento, pois a madeira dá-lhe o corpo e no corpo está s sua alma.

 

Só me resta agradecer ao Sr. Salvador e à D. Rosa a sua simpatia e o seu tempo sem o qual não seria possível esta pequena reportagem daquele que é o “Ultimo Tanoeiro de Chaves” e à arte da tanoaria em Chaves, à qual, pelos seguidores que tem, já nem os Deuses Baco e Dionísio juntos lhe valem.

 

Até amanhã!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:19
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Diferentes Olhares Sobre a Top Model - Ponte Romana de Chaves

 

Segundo o olhar de Frederico Navarro

 

 

 

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Segundo o Olhar de GSergiom (Nick do Lickr)

 

 

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Segundo o Olhar de " L " (Nick do Flickr)

 

 

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Segundo o Olhar de Margarida Antunes

 

               

 

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Segundo o Olhar de Adilson Faltz

 

 

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Segundo o Olhar de Sereamar

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 13:39
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Chaves - Portugal

 

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Chaves, 28 de Setembro de 1967

 

Desabafos. Mas nunca se pode dizer tudo. Ficam sempre no fundo da consciência as borras da angústia. O pudor, a covardia, o orgulho e a vergonha, até, impedem a draga de trazer à tona certas lamas. E dá como resultado que no fim das confidências fica na alma uma dor mais cruciante ainda, e na boca um travo a traição. Traição aos nossos próprios sentimentos.

 

Miguel Torga, in Diário X

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:42
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Domingo, 21 de Junho de 2009

Agostém - Chaves - Portugal

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E hoje vamos até mais uma aldeia das proximidades da cidade. Agrações a apenas 9 quilómetros da cidade, mas nem por isso deixa de ter a sua identidade de aldeia. Aliás uma identidade idêntica às identidades de todas as aldeias, sejam elas de proximidade da cidade ou sejam elas das mais distantes e de plena montanha.

 

Todas as nossas aldeias, hoje em dia, têm características comuns e que passam todas pelo envelhecimento da sua população, o despovoamento e a ausência de crianças e de novos nascimentos.

 

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À excepção das freguesias do vale de Chaves ou de proximidade, como Vilar de Nantes que neste momento é a segunda freguesia, em termos de população residente, e que é mais urbana que rural, ou ainda as freguesias de Valdanta, de Outeiro Seco, de Vila Verde da Raia, Stº Estêvão, Faiões e Eiras, que embora mantenham a sua componente rural não são mais que dormitórios da cidade, tudo o resto está longe dos doirados anos 50 do século passado. Doirados, mas só em termos de população residente, pois em tudo o resto, o “ouro” pouco brilhava, principalmente nas condições de, na aldeia, poder ter uma vida tão digna como na cidade, quer em termos de infra-estruturas básicas, quer em termos de trabalho como um modo de ganhar a vida, aliada uma deficiente rede de transportes e de estradas de ligação, acessos à saúde e educação.

 

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Infelizmente desde o início do grande êxodo das aldeias (anos 50/60) não houve visão nem políticas para manter a população nas aldeias e no interior. Todas as políticas nacionais têm sido centralistas e hoje em dia, mais que nunca e nem quero falar nas políticas agrícolas das PAC, que em vez de desenvolver a agricultura no interior, arruinou-a, pois se alguém lucrou com essas políticas, pela certa que não foram os agricultores das aldeias. Mas também por cá as políticas em relação às aldeias têm sido centralistas e apensar na cidade, misturada com más políticas de ordenamento e muitos interesses aliadas a essas mesmas, começando pela ausência de um PDM durante longos anos e com um PDM proibitivo para as aldeias, que infelizmente ainda se mantém.

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Não se compreende que numa altura em que ainda havia  interesse em voltar às aldeias, pelo menos por parte dos nossos emigrantes de primeira geração, se lhe tivesse proibido a construção de moradias nas suas aldeias, pois maioritariamente e erradamente o PDM limitou a construção praticamente aos núcleos existentes, quando o que deveria ter feito, era expandir as zonas de construção e preservar os núcleos existentes.  Como não o fez (e ainda não o faz), perderam-se os núcleos típicos das construções tradicionais das aldeias com a introdução de novos materiais e mau gosto no interior das aldeias e naquilo que tínhamos de melhor e, com as proibições construtivas à volta dos núcleos, fez-se um convite a que as suas populações deslocassem também os seus interesses para a cidade, onde aí os interesses, eram e continuam a ser outros:  os imobiliários, onde a ausência de um Plano de Urbanização aprovado e de planos de pormenor, continuam a engaiolar as populações na cidade.

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(embora na legenda da foto esteja Agrações, a foto é mesmo de Agostém. Esta é uma da nóias do meu subconsciente em confundir os termos Agrações com Agostém, tal como confunde Stº António de Monforte com Nogueira da Montanha, va-se lá saber porquê...)

 

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Pois é, mas hoje é a Agostém que este blog dedica o espaço e se toda esta conversa veio à baila, é porque Agostém, dada a sua proximidade da cidade, bem poderia ser um dormitório dela, com qualidade de vida e poupar meia dúzia de mamarrachos na cidade.

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Agostém é uma pequena aldeia com apenas 97 habitantes residentes, com 8 crianças com menos de 10 anos, com 15 residentes entre os 10 e os 20 anos e com 26 habitantes com mais de 65 anos, tudo dados do Censos 2001. Dados temporalmente  ultrapassados, mas que não andarão longe da realidade.

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Quando me referi à sede de freguesia, S.Pedro de Agostém,  e à Nossa Senhora da Saúde, em cujo santuário se festejam uma das cerimónias religiosas com mais tradição no concelho de Chaves, referi-me também a esta aldeia de Agostém, que é ela quem dá nome à freguesia, e referi também , que era nesta aldeia que se festejava (no Domingo da Srª da Saúde) a festa do Espírito Santo, que com o tempo foi perdendo a sua importância e festejos também para a Srª da Saúde, pois segundo apurei na aldeia, ainda se venera o Espírito Santo, mas apenas religiosamente com uma missa, sem qualquer tipo de festejo.

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Embora seja uma pequena aldeia, pela vida que sempre tem, não o parece, pois se há aldeias onde entro e saio sem ver alma viva, nesta, que me lembre, nunca a vi sem gente na rua e já passei por ela, nos últimos vinte e tal anos, umas boas dezenas de vezes, pois á estrada que a liga à cidade de Chaves, também a liga à 314 e a Ventuzelos, por onde faço as minhas ligações preferenciais ao interior do grande triangulo da zona de Vidago (freguesia de Selhariz e Vilas Boas).

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Quanto ao topónimo de Agostém, não encontrei nenhuma referência quanto à sua origem, no entanto tudo indica que tenha algo a ver com o mês de Agosto, aliás tal como todos os termos iniciados por “agos”, como agostado, agostadoiro ou agostadouro, e agostino(a). Algo de Agosto tem e, como a nossa língua, embora antiga, está sujeita a constantes mudanças e acordos, vão-se perdendo os termos e significados de alguns termos arcaicos, que (como sempre) intelectuais e outros senhores de Lisboa, ditam por Lei, que já não estão correctos, deixam de existir, ou são simplesmente ignorados. Imaginem só, que no meu dicionário onde até constam todos os palavrões (para os senhores de Lisboa) que por cá se usam comummente, não consta a palavra carabunha, e nós é que somos os parolos. Assim, e para concluir, Agostém, algo de Agosto tem, até melhor opinião.

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Até amanhã, de volta à cidade, talvez com ilustres ou não, numa semana em que eles, os heróis e os santos flavienses, até vão estar em debate. Mais uma semana que se avizinha e que prometem acontecerem coisas em Chaves, nem que sejam mais um encontro da Blogosfera Flaviense.

 

Um pedido de desculpas também para Agostém que,  por falta de referências e documentação escrita sobre  a aldeia, me vi forçado mais uma vez a referir-me às aldeias em geral e a alguns devaneios. Espero (pelo menos), que a reportagem fotográfica seja do agrado de todos, onde ainda há pormenores dignos de um registo.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:02
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Sábado, 20 de Junho de 2009

Aldeias de Chaves - Portugal

PEREIRO DE AGRAÇÕES

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ESCARIZ

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ORJAIS

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:31
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Domingo, há encontro de Coros em Chaves.

Como já vem sendo habitual, o grupo  Coral de Chaves vai levar a efeito mais um encontro de coros em Chaves. É um espectáculo a não perder no próximo Domingo, dia 21, às 18 horas no Auditório do Centro Cultural de Chaves.

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:27
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Discursos Sobre a Cidade - Tú, También vas!, por Fe Alvarez

 

 

Texto de Fe Alvarez

 

 

Ya había amanecido, aunque ella parecía no haberse acostado, sus pasos dubitativos se dirigieron, con un arrastrar de pies, al baño, maquinalmente hizo una higiene superficial, por un momento se miró la imagen que le devolvía el espejo y pensó con tristeza, quién será esa que me mira, parece un cuervo, desgarbado y feo, qué mirada perdida, no debe estar en sí! la comisura de los labios de la desconocida se elevaron levemente como iniciando una macabra sonrisa, por un segundo se reconoció en el gesto y tuvo un leve sobresalto, muy leve, el dolor atroz que aguijoneaba sus entrañas se hizo mas presente, algo mas punzante, expandiéndose en ondas concéntricas, como cuando se tira una piedra al agua y  esto la distrajo de la realidad recobrada por ese mínimo periodo de tiempo, también ayudaba aquella sensación en el pecho, oprimido, medroso, temblando como un pajarillo herido, una garra de hierro frío le apretaba el corazón sin piedad y en esa frialdad o contrastando con ella, el fuego, un fuego que la obligaba a seguir, contra su voluntad, pero lo peor era el laberinto que sentía en su cabeza, no lo reconocía de tiempo atrás, era nuevo, ya estuviera investigando algunas divisiones, que se parecían con un pasado que sabía conocer de antes, de antes de qué? Todo era tan confuso... tan doloroso... era el caos, un caos que por veces,  notaba girando como en un torbellino de sensaciones, inquietantes, reconocidas o absurdas, qué locura!  Decidió ir a la división del puente, se paseó por ella, el agua seguía corriendo, cantarina, o quizás era risueña, sí el agua se reía de ella, no quería oirla!  qué le importaba al agua su vida? después pasó a la contigua, en la otra división del laberinto estaba algo que se parecía con una calle, la rua Direita?  tan verdadera le parecía, que el olfato se activó, el aire le trajo algunos aromas conocidos,los pasteles de la casa Sissi. Hasta tenía sus gentes yendo y viniendo, no obstante estas no eran personas, eran marionetas que alguna mano invisible, quizás cruel, las gobernaba, también me gobernará a mí?  pensó; algunos le hablaban, solo decian bobadas, palabras huecas, nimiedades sin sentido, unos llevaban las caretas de la risa, otros las de la tristeza, aunque en realidad, no eran ni risas ni tristezas, eran una especie de muecas asquerosas, ofensivas, seguro que no son conscientes del papel que representan, también tendré yo un papel? no, no lo creo, de ser así no habría dolor, sería una farsa, y esas no duelen, meditó. Llegó a lo que representaba la iglesia, esta división estaba muy bien conseguida, casi perfecta, rezó a la Señora que comprendía su dolor y la paz se instaló por breves instantes, la Señora era un bálsamo, el tiempo se agotó y volvió sin desearlo a esa calle y a esas gentes, extrañas, dos mujeres la miraron de una forma que no le agradó nada, cuchichearon alguna estupidez, hueca y fría  y ella como en una triste venganza sentenció

 

-TÚ, TAMBIÉN VAS.

 

Las muy tontas se pusieron la máscara de la risa, de qué se reirán?  se dijo para sus adentros, pobres seres insensibles... muñecas de trapo viejo y sucio. Siguió, caminó lentamente hacia lo que era su casa, o lo parecía, allí la intensidad de algo horrible la invadía, casi la ahogaba, era un malestar enfermizo, malsano, si pudiese comprender el meollo de todo esto, pero la cabeza ahora tenía muchas divisiones, quizás al ir recorriéndolas llegase a encontrar la paz, pues le irían contando los secretos que guardaban. La naturaleza reclamaba alimentos, encontró algo en la cocina, comió como una autómata, nada de saborear, solo tenía que tapar el hueco, ni comiendo desaparecía el dolor.

Verdaderamente este laberinto también tenía esta parte que era igual que su casa, o sería la casa de algún sueño pasado? que me importa! masculló con un encoger de hombros, algo impalpable le susurraba que no, que no era igual a nada, era un espejismo; los ruidos de la calle se fueron apagando lentamente, la cabeza cansada le palpitaba, estaría ahora el corazón en la cabeza? tenía entendido que su lugar era en el pecho, tengo que descansar, pensó, abrió la primera puerta que encontró, la que estaba del lado izquierdo. Un fogonazo iluminó el caos de su mente, nada le aclaró, aunque por una milésima le pareció abarcar todo, el dolor, el motivo, la duda, la opresión, el momento fue tan breve que se esfumó en su mente, como el humo de un cigarrillo en un día de viento.

 

-ESTA NO ES MI HABITACIÓN, OH DIOS MíO! AYÚDAME.

 

Y el dolor se intensificó violentamente, la respiración se volvió rápida y entrecortada, el corazón ahora se asemejaba a un caballo desbocado, pudo comprobar que también estaba en el pecho, lo sentía allí, empezó la película, la habitación era de una muchacha, una chica que ya no estaba y que nunca volvería, no se llevó sus cosas, pero su esencia permanecía en el lugar, ella salió corriendo tropezó en sus propios pies, entró al baño, humedeció las sienes palpitantes, a duras penas consiguió retener las arcadas, un sudor frío la inundó y un leve temblor en los labios y en las manos, la alertaron de algo atroz, era como un presentimiento, impalpable, pero tenía la certeza que en breve lo abarcaría

 

-TENGO QUE VOLVER A ESA DIVISIÓN,  AHORA PRESIENTO QUE LA CLAVE DE ESTE MISTERIO ESTÁ EN ESA HABITACIÓN... CREO QUE ME VOLVERÉ LOCA! LOCA DE ATAR.

 

Volvió temblorosa, ya en la puerta, con la mano en el pomo pensó, vendré mañana, hoy estoy tan cansada, que no lograría nada, la puerta de la derecha, la que sigue a la del baño era su habitación, si la cabeza no la traicionaba, muy despacio la empujó , no se había engañado, allí estaba su cama, deshecha, no le importó, solo se quitó los zapatos de unos pies doloridos, creo que tendía que lavármelos pensó, pero no lo hizo, se encogió en la cama, como un animal herido, todo lo desagradable continuaba igual, no parecía tener fin, aquel dolor, el cansancio, el miedo y la zozobra terminaron por vencerla y un sueño lleno de imágenes en tropel siguió castigando el descanso, que tanta falta le hacía.

 

Nuevamente la madrugada la devolvió a aquella realidad absurda, fue consciente que el laberinto seguia en su cabeza, el dolor continuaba implacable mordiendo sus tripas, el desasosiego y la opresión en el pecho, pensé que era una pesadilla, se lamentó. A media mañana encontró fuerzas para atravesar el umbral de aquella puerta, entró con cuidado, lentamente; aquel olor? ella conocía aquel olor, se estremeció, estaba una cama, un armario, una mesita de noche, dos alfombras estampadas, casi hacian juego con las cortinas y con la colcha y mil detalles, no del todo ajenos, pero el olor... aquel aroma mezcla de colonia con un cuerpo joven y lozano, se sentó en la cama, timidamente abrió un cajón, nada, solo cosas personales que tendría cualquier joven, así se prolongó la mitad de la mañana, en el fondo del armario encontró una caja, la abrió y en ese momento su mente se abrió, el impacto doloroso la derrumbó, aquella foto, aquella foto era...era la flor de su vientre, era su niña, la habitación era la de su hija, como no lo había visto antes,como lo había olvidado, dio un alarido, un grito inhumano, de fiera herida y corrió, despavorida, poniendo en la fuga todas sus fuerzas, se adentró más y más en el laberinto, cualquier cosa era más consoladora que aquella realidad amarga, cruel, devoradora. Se instaló muy al fondo y se prometió no volver a salir, hizo un pacto con el dolor,hasta con el miedo, ellos se quedarian más o menos quietos en cuanto ella no abandonase el laberinto profundo volvió a prometer firmemente quedarse por allí. Después de unas horas, quieta, hecha un ovillo, se decidió ir a ver a la Señora, aquella que sabía tener algo en común con ella, pero no podía salir del laberinto para averiguarlo, solo tenía que hablar con ella, lo demás era secundario, cuando iba en el recinto de la rua Direita, con sus caretas asquerosas, se regodeaba en soltarles inopinadamente:

 

-TÚ, TAMBIÉN VAS.

 

No recordaba bien el por qué, pero cada vez que recurría a esa muletilla, se regeneraba y satisfecha la repetía a cada paso, recalcando bien las palabras para que aquellos fantasmas la oyesen y entendiesen el mensaje.

 

Fe Alvarez

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:54
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