12 anos
Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Ruralidades, desertificações e despovoamentos em balanço

Agradecido a quem agradece, hoje trago aqui três olhares sobre Bobadela de Monforte. Apenas os olhares, pois as palavras, são de outras cenas, nas quais Bobadela também poderia entrar, mas não entrou.

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Dia em que continuam os Sabores e Saberes de Chaves, mas poucos, pois faltam os sabores e saberes da maioria das freguesias do nosso concelho.

 

Estive atento ao que se disse e vi na RTP, a quem os organizadores dos sabo(e)res devem estar agradecidos por a RTP ter feito a festa de ontem da feira e, por terem levado a cidade de Chaves a todo o Portugal e comunidades Portuguesas. Até eu, ou o orgulho flaviense, me(se) ia rendendo à “grandeza” da festa, animada como convém, pela música pra pular portuguesa, com o animador mor da pimbalhada. Até ia desculpando as incorrecções do discurso político dos entrevistados como o da desertificação de um concelho que cada vez está mais cheio da matização dos verdes acastanhados do mato que invade antigas terras de cultivo, mas que, mesmo com a confusão, amargamente agradou-me saber, que sabem, que o concelho rural (sem perigo de desertificar) está tristemente despovoado, mesmo que, para os seus sabores e saberes se trabalhe 365 dias por ano. Talvez fosse melhor trabalhar menos e melhor, digo eu, que gosto de apostar na qualidade…

 

Com o cair da noite, fui caindo também em mim e, já a frio, com o orgulho flaviense já arrefecido, fui-me dando conta do tal poder que a televisão e as objectivas têm para deturpar verdades e realidades.

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Que ninguém me interprete mal. Sei de longe que o nosso presunto é o melhor, que as alheiras são feitas ao nosso gosto e não existem outras iguais, que as linguiças fazem crescer água na boca, que os pasteis, mesmo com todas as variantes e reivindicações de genuinidade não encontram igual em Portugal, que a batata sorri para quem a come, que as couves não se dispensam e, já nem quero falar do grelo de Chaves,  senão perco mesmo a cabeça…mas também temos muitos saberes, que ainda se sabem, mas infelizmente não se praticam. Em suma, quase todos os flavienses que estiveram nesta feira, estiveram lá por direito próprio, sem qualquer favor, pois os produtos que lá levaram, são do melhor que há. A minha mágoa, não vai para esses expositores e produtos, mas para todos aqueles que deveriam estar por lá e não estiveram e para outros que por lá estiveram (de fora) e que nada contribuem para travar a tal desertificação que até é despovoamento.  Em suma, em vez de se abrir a porta para o repovoamento, cada vez se fecha mais.

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Há ainda muito trabalhinho de casa para fazer, incentivos, certificações (sem as quais não vamos a lado nenhum), pois tal como o Presunto de Chaves, não basta ter a fama, tem que se lhe tirar o proveito e, só há proveito, se houver presunto de CHAVES. Engraçado, é que embora o presunto de Chaves , que vai existindo para consumo próprio, não chegue para ser comercializado, vai fazendo as delícias das ementas de muitos restaurantes do país e da capital… milagres que não sei explicar!

 

A frio, vi também que o sucesso do dia de ontem se deveu à pimbalhada e palhaçadas de mestre e estou em crer, que o pessoal que por lá estava, debitava mais interesse às palhaçadas que ao próprio certame. Pimbalhada musical que substituíram os verdadeiros saberes musicais do concelho, dos nossos músicos e das nossas bandas filarmónicas e, em sua substituição, aparece como representante flaviense, a Senhora Dona Agata. Atenção que estou a falar de música e não dos nossos grupos ou ranchos folclóricos, pois esses, ainda foram passando pela feira.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:02
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Poucos Sabores, menos saberes

Hoje deveria ir até uma aldeia do nosso concelho, mas como por cá está a decorrer  a Feira dos Sabores e Saberes de Chaves 2010, não poderia deixar de passar por lá e também fazer algumas considerações, as habituais que,  de tão habituais que são, poderia muito bem copiar o post do ano passado, colá-lo aqui e prontos! Assunto resolvido, pois nem sequer uma palavra alteraria àquilo que disse no outro ano. Siga o link para saber o que disse, sob o título de “Os sabores e Saberes de São Tomáz”  aqui

 

Mas vamos ao programa deste ano:

 

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Como facilmente se percebe pelo programa impresso, o destaque de todos os eventos, acontece hoje, sábado,  às 21H30. Pela aragem se vê que vai na carruagem. Claro que também não faltam os habituais “Rapazões da Venda Nova”. Diz o carimbo apenso no programa:  Qualidade – Onde a tradição tem gosto… é bem verdade que sempre houve gostos para tudo!

 

Mas este programa apenas pretende animar a feira ou certame dos Sabores & Saberes, que esses estão distribuídos por 74 espaços no interior do pavilhão gimnodesportivo.

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Mas antes de ir até esses espaços, queria aqui recordar um pouco da história deste certame. Se bem se lembram, há coisa de 10 anos atrás, realizava-se em Chaves uma feira do artesanato, de verão, ao ar livre, no velho Jardim Público. Era uma feira que trazia a Chaves muito do artesanato que se fazia na região e no país, onde apareciam também alguns dos nossos produtos locais. Com o decorrer dos anos (pois durou alguns anos) a feira foi crescendo e era um verdadeiro sucesso, não só em participantes, na variedade, mas também em número de visitas. Penso que essa feira era organizada pela ADRAT em colaboração com a Câmara Municipal. Com a mudança política da Câmara Municipal, esta retirou o apoio a essa feira e na sua substituição propunha uma nova feira, num novo espaço, com “Produtos da Terra”. Penso que era assim que se chamava, e pretendia trazer à cidade, todos os produtos que se produziam no concelho. A ideia era engraçada e tinha pernas para andar, mas era necessário muito trabalho prévio para que os tais produtos da terra descessem à cidade. A feira foi um fracasso.

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Há 2 ou 3 anos atrás, uma nova ideia de feira composta com os Sabores & Saberes da terra saía a público. Mais uma vez, pessoalmente, pensei ser uma boa ideia, pois pelo que se publicitava, pretendia trazer a Chaves/Cidade os sabores da nossa gastronomia rural aliada aos seus saberes, tradições e  artesanato. Pelo menos eu assim o entendi. Mas continuou a faltar o trabalho prévio de uma feira de Sabores e Saberes da terra. Em vez dessa tal feira, temos uma idêntica à que a ADRAT realizava há 10 anos atrás, mas com menos artesanato e menos participação e de sabores da terra ou de Chaves, poucos há, saberes, muito menos, sem qualquer desprestígio, antes pelo contrário, para os poucos representantes dos produtos da terra, que todos sabemos que são de qualidade, como é com gosto que vejo lá representado o nosso fumeiro e presunto de algumas aldeias, entre outros produtos, que por serem tão poucas, merecem ter aqui o seu nome escrito:

Cozinha Regional da Quinhas- Fumeiro  – Agostém

Manuel da Silva Ferreira – Fumeiro – Vila Verde da Raia

Conceição Santos Sá Pinto – Fumeiro – Travancas

José Amaro Aleixo – Fumeiro – Vila Verde da Raia

Quinta de Arcossó – Vinho – Arcossó

José João Barros Capela – Produtos Agrícolas – Santo Estêvão

Luísa Gomes Carvalho – Fumeiro – Valdanta

Dinis Cunha - Cestaria de Vilar de Nantes – Vilar de Nantes

Cozinha Regional Felizardo – Fumeiro – Estrada do Seara

Cozinha Regional da Lurdes – Fumeiro – Cimo de Vila da Castanheira

Grupo Tradicional de Ventuzelos – Produtos Regionais – Ventuzelos

Artefumo – Fumeiro – Izei

Mel Raínha – Região do Alto Tâmega

Emília Dores Oliveira Batista – Pintura em tecido e tela – Oura

Olívia – Adelaide – Lurdes – Artesanato – Loivos

Imbambas – Artesanato – Stº Estêvão

Bomb Xplosion Art – Bijutaria e artesanato – Vila Verde da Raia

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Ou seja, 17 espaços compostos com sabores e saberes das nossas aldeias, onde das 150 existentes, apenas 13 aldeias estão representadas, mas o que mais me dói, é o que está ao lado destas nossas aldeias, misturado com os sabores e saberes da terra, há coisas de:

Mira Daire

Rio Tinto

Sever do Vouga

Bragança (3)

Constância

Macedo de cavaleiros

Custóias

Marinha Grande

Barcelos

Esmoriz

Porto

Matosinhos

Caldas da Rainha (2)

Penafiel

Vila do Conde (2)

Sousel

Lourosa

Vila Nova de Gaia (2)

Lousã

Figueira – Penafiel

S.Mamede de Infesta

Vilarandelo

Vilar de Perdizes (2)

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Ou seja, uma feira de sabores e saberes de Chaves infestada de sabores e saberes de fora, ou sejam 28 expositores. Desculpam-se os de Vilarandelo e Vilar de Perdizes, que por serem próximos são como nossos. Para estar completo só faltam mesmo os de Vila Real e a olaria preta de Bisalhães, já que os barros pretos de Vilar de Nantes, também não entram nesta feira. Mas ao que consta, ainda temos que ficar agradecidos à gente e aos produtos de fora, pois sem eles esta feira não se realizava…

 

Das barracas institucionais, realço a da Confraria dos Pavões de Chaves, que dizem ter nascido para promover os produtos do concelho e que em dois anos de existência apenas conseguiram promover um jantar de aniversário com os seus confrades , e nem sequer esta feira conseguiram organizar, tal como prometiam e está escrito no seu sítio oficial na net, pejada por sinal de publicidade de coisas de fora. Já agora, que é uma instituição tão nobre e feita com tanta pompa e circunstância, também lhes ficava bem pedirem autorização e mencionarem o autor de algumas fotografias que estão publicadas no seu site, para além da gastronomia representada numa delas, mais propriamente o presunto, não ser de Chaves. Mal vai uma confraria que quer promover os nossos produtos e nem sequer conhece o verdadeiro presunto de Chaves.

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Concluindo. Esta feira, que para a imprensa da terra e para quem a organiza vai ser um sucesso, a mim deixa-me um amargo de boca por se perder mais uma oportunidade de promover os nossos produtos e a nossa região e por estar tão fracamente representada (em número) pelas nossas aldeias e freguesias. Temos pena, mas lá vai dizendo a sabedoria do povo “que não há pior cego do que aquele que não quer ver” , como também diz que “não  adianta bater mais nos ceguinhos”. O povo é que sabe e, era precisamente essa sabedoria do povo que eu gostaria de ver neste certame dos Sabores & Saberes de Chaves. Mas enfim, como dizia o outro – o burro sou eu – em preocupar-me com estas coisas enquanto os que realmente deveriam estar preocupados, ficam satisfeitos e felizes com estes eventos. Antes das feiras, primeiro, há que “trabalhar” os produtos, pois já vai, longe, o tempo em que Chaves era o Centro Comercial de compra e venda dos produtos da região (disse região e não concelho).

 

Até amanhã, e não esqueça que mais logo, à noite,  ROBERTO LEAL, eia!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:37
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Discursos Sobre a Cidade

Texto de Blog da Rua Nove 

 

(VIII)

 

Ainda não acabara o bife quando as pessoas começaram a sair da missa. A curiosidade fê-lo levantar-se. Lentamente, demonstrando afectação e um interesse que queria interpretado como profissional, aproximou-se da janela. Ligeiramente recuado, foi observando as saídas.

 

Mulheres idosas trajando de luto, com os véus sobre o rosto e o terço na mão, casais de braço dado, conversando amigavelmente, crianças seguindo pela mão das mães, uma mulher de criança ao colo...

 

Seguiu-a com o olhar. Cabelos pretos longos, rosto e braços como alabastro. Um rosto alongado e de feições quase perfeitas. O barman notou aquele olhar. Conhecendo a fama do inspector, aproximou-se, dizendo em voz baixa: "Chegou há pouco tempo à cidade. Parece que veio de A-Ver-o-Mar. Vive sozinha com o filho, na Lapa, junto ao forte."

 

O inspector puxou de um cigarro e deixou que o fumo criasse um véu azulado entre ele o vulto que se afastava. Seguia aquelas pernas esguias e lembrava-se de um filme alemão que vira há muitos anos. Imaginou-as longas e tentadoras, como as de Marlene.

 

Com uma diferença fundamental. Estas estavam ali, ao seu alcance.

 

(continua)

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 21:17

editado por blogdaruanove em 30/01/2010 às 21:30
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Coleccionismo de temática flaviense - Cartazes

 

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Como há tempos atrás dizia numa das publicações do coleccionismo, os coleccionadores agradecem os eventos que se vão realizando e vão produzindo objectos, medalhas, pins, moedas, selos, e um sem ror de coisas coleccionáveis. Um desses eventos que aconteceu em Chaves e foi rico em coisas coleccionáveis, das quais algumas já passaram por esta rubrica, como os pins, os porta-chaves, uma réplica em bronze do Padrão dos Povos e medalhas (Ouro, Prata e Bronze) foi ou foram os III Jogos do Eixo Atlântico que se realizaram na cidade de Chaves e que decorreram durante os dias 6 a 10 de Julho de 1999, onde participaram cerca de 1000 atletas em representação da maioria das cidade do Norte de Portugal e da Galiza, incluindo a cidade de Chaves, contando na cerimónia de abertura com o Primeiro-ministro de Portugal de então - António Guterres e com o Presidente da junta da Galiza, também de então - Fraga Iribarne, além dos presidentes de Câmara das cidades participantes.

 

Pois hoje fica o Cartaz dos III Jogos do Eixo atlântico que serviu também de capa ao livro da calendarização dos jogos.

 

Um cartaz de autoria de um designer Galego – Roberto, que antecipava um pouco a competição mas também a alegria dos jogos, onde não faltam os nossos principais ex-líbris da cidade mas também onde são caricaturados o então Presidente da Câmara, Alexandre Chaves, o Coordenador dos Jogos, A.Sousa e Silva e o Secretário-Geral do Eixo Atlântico Juan Mau. Jogos que também engrandeceram e animaram as Festas da Cidade do ano de 1999.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:02
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Mais Torga, mais Chaves

 

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Vila Verde da Raia, Chaves, 25 de Setembro de 1961

 

Fixo atentamente a linha fronteiriça, enquanto a voz erudita vai zumbindo:

- Por aqui entraram os castelhanos, os franceses, os trauliteiros…

E não consigo ver nada! Os montes, a veiga, o rio e os amieiros continuam impassíveis, a ser, a correr e a crescer. A História nunca abrange a natureza. Felizmente. A paisagem fica sempre de fora dos acontecimentos.

 

Miguel Torga, in Diário IX

 

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:17
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Dois eventos de e para flavienses

Ontem prometia o anúncio de dois eventos, pois aí vão:

 

Primeiro evento:

 

Jantar Convívio dos Flavienses de 1960

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Há números e datas que têm um significado especial. No decorrer deste ano de 2010, todos os nascidos em 1960 fazem 50 anos, meio século, uma data que é costume festejar com alguma pompa e circunstância e, também,  uma óptima oportunidade ou pretexto  para toda(o)s a(o)s flavienses da colheita de 1960 se reunirem à mesa e festejarem esta data comum, revendo velhos amigos de brincadeira, de escola, de trabalho, mas também o regresso (por um dia que seja) à terra que nos viu nascer.

 

Estão assim convocados todos os flavienses nascidos em 1960 para um jantar convívio a realizar em Chaves no dia 30 de Outubro.

 

E quem são os flavienses de 1960!? – Claro que são todos aqueles que nasceram em Chaves (cidade e concelho) no ano de 1960. Mas não somos mesquinhos ou puristas ao ponto de excluir muitos outros flavienses que embora não tenham Chaves como terra de nascimento, viveram ou vivem em Chaves, partilharam as nossas brincadeiras de putos e jovens, dividiram connosco a carteira da escola, em suma, os flavienses de alma, muitas vezes mais puros que os flavienses de gema. Assim, também esses flavienses nascidos nos concelhos de Boticas, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Montalegre, etc, que por uma ou outra razão debitaram os seus passos por esta cidade, aqui estudaram ou trabalharam, estão convocados como flavienses de 1960 para o jantar de 30 de Outubro.

 

Uma festa em grande com a grandiosidade da colheita de 1960.

 

Está na hora de passar a palavra e começarem a fazer as inscrições, existindo para o efeito um mail, onde além de qualquer esclarecimento, poderão desde já fazer a vossa inscrição. Aqui fica o mail:

 

Flaviensesde1960@sapo.pt

 

Para inscrição, deverão indicar:

 

Nome

Dia e mês de nascimento

Telemóvel ou telefone de contacto

Endereço de correio electrónico (mail)

 

Os Flavienses de 1960 também já têm rosto no Facebook, em flavienses de Sessenta

 

2º Evento

 

XII Encontro Convívio da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr

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Como já vem sendo habitual, a blogosfera flaviense e os fotógrafos flickr da região reúnem-se em convívio duas vezes por ano num encontro de Verão e outro de Inverno. Está chegada a altura de realizar o encontro convívio de Inverno, este ano, com uma tarde fotográfica e um jantar convívio no Hotel Rural Casas Novas. As inscrições estão abertas para todos os blogues e páginas flavienses, colaboradores da blogosfera, fotógrafos flickr e aos amigos e convidados do costume.

 

Informações e inscrições (até dia 6 de Fevereiro) através do mail proart@net.sapo.pt

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:59
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Chaves de ontem e de Hoje - Lapa e Forte de S.Francisco

Trecho da Lapa em 1959

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Na última segunda-feira, nesta rubrica do Chaves de ontem e Chaves de hoje, fomos até ao castelo. Hoje, vamos até dois motivos contíguos do Forte de S.Francisco, onde as alterações introduzidas desde os anos 70 do século passado são também de aplaudir, à excepção (claro) de um muro de betão com desenhos de putos e um cavalo que por lá plantaram no ano passado.

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Trecho da Lapa em 1959

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Mas no conjunto das intervenções que o Forte de S.Francisco esteve sujeito nos últimos 40 anos, podemos considerar que o saldo é positivo, principalmente com a devolução da traça do forte ao seu original, ou seja, com a demolição de todas as construções que lhe foram adossando ao longo dos anos, substituindo o seu espaço por zonas ajardinadas, à excepção da área reservada a estacionamento automóvel. Claro que a imagem dispensava os automóveis, mas consideremos o mal como menor dada a utilidade que esses espaços têm para uma cidade tão deficiente em espaços de estacionamento.

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Trecho da Lapa em 1970

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É conhecido de todos que o actual espaço da Lapa vai entrar em obras de remodelação. Não conhecendo o projecto, fico de pé atrás em relação ao que por lá se vai fazer, embora considere que uma intervenção naquele espaço é mais que necessária, pois embora as intervenções dos anos 70 tivessem sido positivas e tivessem também dado alguma dignidade ao local, foi infeliz na irregularidade do pavimento lá aplicado. Vamos pela positiva e aguardemos pelo que lá se vai fazer, pois pessoalmente penso que, sem ferir a imagem actual da lapa, seria o local indicado para os tais mais que desejados e necessários estacionamentos da cidade.

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Trecho da Lapa em 1972

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Já sei que muita gente política diz por aí que a geologia do local (Lapa) não recomenda tal, mas o facto é que não existe qualquer estudo que diga se o é ou não e depois com as novas tecnologias aplicadas à construção, abrir ali um buraco para vários pisos de estacionamento, seria um mimo, seja qual for o tipo de solo. Mas enfim, vamos para o tal estacionamento sempre rejeitado no passado e que hipotecará para sempre um centro histórico e Rua de Santo António pedonal, como há muito tempo deveria ser, para finalmente termos o tal centro comercial atractivo a céu aberto.

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Trecho da Lapa, imagem actual

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Voltando também às obras que vão vir aí para a lapa, lamento sinceramente que a Câmara Municipal não leve a efeito um dos projectos mais úteis e interessantes que tinha para aquele local, ou seja, o da casa mortuária de Chaves. Tive, não sei se a felicidade ou infelicidade de conhecer o projecto e, além de considerar a arquitectura do edifício interessante, sem ferir a actual imagem do Largo da Lapa, era ouro sobre azul, não só pela Capela da Lapa que há muito recebe as cerimónias fúnebres mas também por colmatar uma ausência há muito ansiada, pois já é mais que tempo de Chaves ter uma casa mortuária no mínimo digna para celebrar um dos momentos mais nobres da vida de um ser humano e deixar de vez as condições terceiro-mundistas  com que o fim de vida recebe os flavienses, tanto mais, que hoje em dia, a maioria das aldeias do concelho já têm melhores condições que a sede do concelho para esse acto tão nobre. São as tais pequenas coisas, fáceis de resolver, mas que vão ficando eternamente adiadas e que, contra a vontade da grande maioria dos flavienses se perdem pela força, pressão e poder de meia dúzia… ia dizer flavienses, mas duvido que o sejam.

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Trecho da Lapa em 1959

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Lamento pois que as alterações às quais a Lapa vai ser sujeita (embora não duvide que melhore) se fique apenas por abolir as rugas da sua face e a operação não seja mais profunda e não resolva dois males de que a cidade padece. É a minha opinião.

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Trecho da Lapa em 1962

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Enfim, vamo-nos contentando com as imagens de ontem e de hoje de um largo que faz e sempre fez parte da alma da cidade. Quanto à imagem futura, em breve se verá qual será.

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Trecho da Lapa - Imagem actual (mas sem árvore)

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E por hoje é tudo. Amanhã, além das habituais imagens de alguém que passou por Chaves, teremos por aqui anúncios de eventos a realizar nos próximos tempos e, não me refiro à feira dos Sabores e Saberes, que essa já sabemos que vai ser um sucesso, não tivesse como ponto alto o Roberto Leal e os Rapazões da Venda Nova na animação da festa…  

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:00
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Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Devaneios de fim-de-semana

Há dias observava num mapa qualquer onde estavam traçadas as nossas actuais auto-estradas e ia-me dando conta da estupidez que é a nossa actual rede viária. Tomemos com exemplo duas auto-estradas  que nos são mais próximas, a A4 e a A7, contando já que o IP4 vai dar continuidade em auto-estrada à A4. Se tiverem um mapa à mão poderão facilmente observar que estas duas auto-estradas se desenvolvem em paralelo distando entre elas apenas umas escassas dezenas de quilómetros (20 a 30 quilómetros). E agora pergunto eu, que nada percebo destas coisas, se não seria mais lógico traçar apenas uma auto-estrada a meio das duas que construíram, fazendo depois pequenos troços de ligação às cidades e vilas mais importantes!? Penso mesmo, que em termos de custos, se poderia ter feito melhor por metade dos custos e tinha-se evitado a maior estupidez rodoviária construída em Portugal com elevados custos monetários e vidas humanas – o IP4.

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Ficam os nossos políticos de hoje muito ofendidos quando às vezes se vai buscar aquilo que antigamente era bem feito. Pois se houve coisas feitas com pés e cabeça, uma delas foi o traçado rodoviário nacional do antigo regime e, sem qualquer pudor, deveria ter sido esse que deveria ser adaptado aos novos tempos, ou seja, passando as anteriores Estradas Nacionais de 1ª categoria, a auto-estradas, e Portugal tinha a sua rede rodoviária nacional resolvida, com duas grandes auto-estradas, uma pelo litoral (Lisboa-Porto-Viana do Castelo) e a segunda, coincidindo com a Nacional 2, seria Chaves-Faro. Seria o mais lógico e muito mais barato.

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Toda a gente sabe que o actual caos do planeamento nacional, (e neste planeamento meto todos as áreas governáveis e governamentais como a saúde, a educação, os transportes, etc,)se deve às guerrinhas de putos entro os dois grandes partidos nacionais, o PS e o PSD e na respectiva alternância do poder, ao não aceitarem uma política nacional única, sustentada que se deveria resumir ao interesse nacional e dos portugueses. Em vez disso, como verdadeiros putos “guerrilhosos” vão desfazendo os castelos de areia, uns aos outros, para tentarem impor o deles. Mais grave ainda no contexto actual em que os partidos políticos estão esvaziados de ideologia e apenas servem como meio de alcançar o poder, pois, os putos do mesmo partido, também entre eles e as suas políticas, acabam por fazer o mesmo que fazem os partidos nas suas alternâncias de poder, transformando-se em verdadeiros alternes da política… mas o povinho gosta, ajoelha e aplaude dando razão ao velho refrão “ quanto mais me bates, mais gosto de ti”.

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Todo este longo intróito para cair na nossa realidade local, onde tudo é uma cópia do nacional porreirismo, pá, onde com políticas idênticas às dos iluminados de Lisboa também não têm políticas sustentadas, e uns vão fazendo, desfazendo o que outros fizeram, para virem outros desfazer o que se vai fazendo, com o dinheirinho de todos nós, que de tanto o gastar, que agora até somos nós os culpados por tanto desperdício, nunca se vindo a tirar um verdadeiro rendimento daquilo que se constrói, e exemplos, são muitos, tropeçamos com eles em todas as esquinas, quando a verdadeira doença da nossa interioridade e esquecimento, continua a evoluir e tudo, porque não há por aí políticos que consigam pensar para lá dos 4 anos garantidos do poder, ou sequer mesmo pensar.

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Como exemplos flagrantes temos o nosso hospital construído há pouco mais de 20 anos para agora a saúde ser concentrada em Vila Real, fecho e abandono da maioria (largas dezenas) das escolas rurais do concelho enquanto se constrói um centro escolar na cidade quando se prevê que algumas das actuais escolas secundárias vão fechar, passando-se aqui uma verdadeira via verde para o total despovoamento das aldeias, onde a taxa de natalidade já é praticamente nula desde há vinte anos para cá.

 

Enfim, como eu não percebo nada disto, o melhor é ficar por aqui, resta-me a consolação de já não ajoelhar quando a procissão passa e como já deixei de acreditar nos discursos, também já deixei de aplaudir … agora, sou mais de rir com as anedotas que se vão sucedendo, embora não tenha o gosto de um riso salutar.

 

Até amanhã!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:19
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

De Eça a Jorge de Sena ou de António Cirurgião a Soutelinho da Raia

Com a mesma brevidade ou complexidade que vamos de Eça a Jorge de Sena também hoje vamos de António Cirurgião a Soutelinho da Raia. Mais à frente compreenderão o sentido destas palavras.

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Pois é sempre com agrado que vamos até mais uma das nossas aldeias, mas o agrado é acrescido quando a aldeia mantém ainda a sua integridade , a sua condição e a sua beleza nas gentes, nos usos, na sua arquitectura do casario tradicional. Se a aldeia tem história e estórias para contar, então ainda com mais agradado a visitamos, mas também pela sua condição de aldeia da raia, a sua herança de aldeia promíscua e dos seus filhos ilustres .

 

Muitos ingredientes para tratar num prato só e num breve espaço de um blog, assim, hoje vamos até um dos seus filhos ilustres e algumas imagens, que, também com agrado, sempre trago aqui.

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Então hoje vamos falar de um filho de Soutelinho da Raia que nesta aldeia nasceu no ano da graça de 1933 para vir a correr o mundo levando consigo a língua portuguesa e o seu ensino e que também é com as letras e palavras da nossa língua que faz obra com, e, a respeito das letras e palavras dos homens das palavras, dos poetas, dos escritores e da literatura portuguesa. Hoje vamos falar, um pouco,  do filho de Soutelinho da Raia que dá pela graça de António Cirurgião que pelo seu trajecto e obra publicada, além de um ilustre flaviense de Soutelinho da Raia, é um ilustre português que dedicou a sua vida à língua portuguesa aquém e além mar.

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            António A. Cirurgião, nasceu em Soutelinho da Raia em 1933, foi para os Estados Unidos, como estudante de Direito, em 1962. Tendo optado pelas Letras, fez o M.A. em Francês, em Assumption College, Massachusetts, e o Ph.D. em Espanhol e Português, na Universidade de Wisconsin, sob a orientação de Lloyd Kasten e Jorge de Sena.

            Depois de ter ensinado Espanhol, Francês e Latim em Kansas State University e na Universidade de Nevada, foi contratado em 1969 pela Universidade de Connecticut, em Storrs, e aí ensinou Espanhol e Português. Recebeu o contrato vitalício em 1973, e foi promovido a professor catedrático em 1980. Em 1983 e 1987, ensinou na Universidade da California, em Santa Barbara, na qualidade de Professor Visitante. Jubilou-se em Julho de 1999.

            Em 1981 foi agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

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            Além de colaboração dispersa por dicionários e enciclopédias e por revistas portuguesas e estrangeiras, publicou e editou várias obras sobre literatura portuguesa.

            Como autor publicou: Fernão Alvares do Oriente: O Homem e a Obra, Paris, 1976; O "olhar esfíngico" da Mensagem de Fernando Pessoa, Lisboa, 1990; A Sextina em Portugal nos Séculos XVI e XVII, Lisboa, 1992; Novas leituras de clássicos portugueses, Lisboa, 1997; Leituras alegóricas de Camões, Lisboa, 1999; De Eça a Jorge de Sena, Lisboa, 2009.

            Como editor publicou: O Cancioneiro de D. Cecília de Portugal, 1972. Fernão Álvares do Oriente, Lusitânia Transformada, 1985. Duarte Dias, Várias Obras em Língua Portuguesa e Castelhana, 1991. Manuel Quintano de Vasconcelos. A paciência constante - discursos poéticos em estilo pastoril, 1994. João Nunes Freire, Os Campos Elísios, 1996.

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Sobre a sua última obra publicada, «De Eça a Jorge de Sena», dedicada aos seus netos Calvin Alexander Cirurgião  e Camille Janine Cirrurgião, fica o que consta na sobrecapa do livro:

Datando o primeiro de 1969 e o último de 1992, os nove trabalhos contidos nesta miscelânea versam sobre obras de sete escritores portugueses: três do século XIX – Eça de Queirós, Tomás Ribeiro e Guilherme de Azevedo – e quatro do século XX – Bernardo Santareno, José Cardoso Pires, Miguel Torga e Jorge de Sena. Tirante Guilherme de Azevedo e Jorge de Sena, que são contemplados com dois estudos cada um, os autores são objecto de um estudo, recaindo sobre uma obra individual, com excepção da Alma Nova de Guilherme de Azevedo. Quanto ao género literário sobre que tratam os trabalhos, contam-se o romance para Eça de Queirós, José Cardoso Pires e Jorge de Sena, a poesia para Tomás Ribeiro, Guilherme de Azevedo, Miguel Torga e Jorge de Sena, e o teatro para Bernardo Santareno.

            Embora de nível literário muito diferente, é nossa convicção de que todos os escritores incluídos na miscelânia têm mérito suficiente para que deles se ocupem os que escolheram por profissão o ensino e a promoção da língua portuguesa e das literaturas lusófonas além-fronteiras, em minúsculas ilhas de língua portuguesa e de cultura lusíada, perdidas no meio da vastidão de imensos mares de outras línguas e de outras culturas, um pouco à maneira daqueles nautas da Eneida de Virgílio: “rari nantes in gurgite vasto”. 

 

 

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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Discursos Sobre a Cidade - Por Tupamaro

 

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“O  lencinho  dos  Namorados”

 

 

Os anos eram os dos Cinquenta,  do pós-Guerra.

A Srª. da Livração abençoava a Escola do Professor Monteiro e da D. Corinta, logo ali ao lado, mesmo em frente à porta principal, e o manto das paredes da sua Igreja cobria os afagos e os beijinhos dos enamorados quando, pela tardinha, vinham colher água na fonte, calhadinha logo à entrada do caminho para o Eiró.

O Professor Monteiro era dos rapazes. A D. Corinta, das raparigas.

O recreio era comum, mas havia uma fronteira invisível que raparigas e rapazes viam, nitidamente, não poder ser ultrapassada.

Contudo, antes da entrada e depois da saída, por aquela portinhola de ferro, não havia limites nem fronteiras.

Do lado de fora era zona franca, e os rapazes mai-las raparigas, nas cidades chamados meninos e meninas, e agora, no século XXI, chamados Jovens, misturavam-se ao balanço daquele vaivém de atracções que só as tardes da vida saberiam explicar e compreender.

Era prazenteiro, bom aluno, e o professor até o punha a ler os textos da Revista do SNI ou do Livro de Leitura, em pé, em cima do banco da carteira, na qual havia uma ranhura para o ponteiro, o lápis e a pena, de aparo nº2 ou nº4, e havia, também, na esquina direita da carteira, um tinteiro de esmalte….de um branco brilhante.

E elas formavam um grupo de colegas que o apreciavam.

Souberam do dia de anos dele.

Na «loja» da rua principal, antes de chegar à ponte sobre o rigueiro onde costuma ser instalado um S. Cristóvão grandalhão, com o Menino Jesus às carranchulas e uma cana de pesca armada com uma guita e um peixito raquítico pendurado na ponta, cada uma do grupinho comprou um lencinho bordado.

E no Largo da Srª da Livração, onde a canalhada dava largas à sua alegria de viver, jogando à macaca, ao eixo-baleixo, ao trinca-cevada, aos reis-e-rainhas, ou à pancada, no Dia de Anos, ele, o prazenteiro, recebeu três lencinhos bordados. Meteu um num bolso das calças, outro noutro bolso das calças e outro no bolso da blusa (agora chamada só camisa).

Estremecido, correu pela estrada de Sapiãos. Saltou um muro e vagueou por umas cortinhas. Parou junto de umas macieiras de onde se penduravam algumas maçãs raquíticas, mas perfumadas e gostosas. Nos ramos mais altos, os cascarrolhos fizeram ninhos. Trepou pelas macieiras acima a espreitá-los. Num ainda havia uns passarinhos de berço. Furiosos e valentes, os cascarrolhos – pais começam a fazer um barulhento chilreio dos diabos. Ganharam coragem e de voos rasantes passaram ao ataque dando umas bicadas no toutiço e nas mãos do mirone.

O rapaz dos Três Lencinhos saltou abaixo da macieira. E confuso pelos tremores das prendinhas e pelos temores dos cascarrolhos, continuou a vaguear pelas margens do Noro, sem saber lá muito bem porque se via à nora com a turbulência da sua cabeça e o galopar do seu coração.

Bem gostaria de ter um casaco par vestir no domingo e levá-lo à missa. E se ao menos o casaco tivesse três bolsinhos!...

Bem, mesmo com um só, talvez até fosse possível pôr lá os três lencinhos, nem que fosse só a ver-se o biquinho de cada um.

O amor não escolhe idade!

 
 
 
Tupamaro

 

 

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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Coleccionismo de Temática Flaviense - Bilhetes de Cinema

 

 

Bilhete do Cine Teatro de Chaves para a sessão de 16 de Junho de 1978. Nessa noite exibiu-se o filme O Princípio da Sabedoria, ou O Rico, o Camelo e o Reino (1975; cf. http://www.imdb.com/title/tt0073574/), de António de Macedo (n. 1931; cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Macedo). Ao intervalo actuou a fadista Ada de Castro (n. 1937; cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ada_de_castro).

 

A exibição deste filme, anunciada como estreia nacional, integrava-se no programa oficial das Comemorações dos XIX Séculos do Município.

 

 

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Hoje há feijoada hospitalar

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«Uma vez estava de férias em Palma de Maiorca, a ver um espectáculo daqueles para turistas, e era o único que não batia palmas. O motorista do Porto, para meter conversa comigo, perguntou-me se não estava a gostar. Expliquei-lhe que não batia palmas porque era deputado e estava de férias. Muito do nosso trabalho é bater palmas. Um fala e os outros batem palmas…».

 

Modesto, este deputado, pois toda a gente sabe que o trabalho de um deputado não é só este, de vez em quando também têm que levantar o braço…

A contrariar o que atrás está escrito, o trabalho de um deputado não se resume só a bater palmas e levantar o braço, pois também fazem viagens e visitas. Uma prova disso mesmo foi a recente visita dos deputados socialistas eleitos por Vila Real ao Hospital de Chaves no desempenho da sua “actividade normal dos deputados , que se prende em acompanhar tudo aquilo que se vai fazendo, sobretudo ao nível da saúde e ao nível da satisfação dos utentes”.

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Pois da conclusão que tiro das conclusões dessa visita, cheguei à conclusão que nós flavienses (povo) somos uns queixinhas pois afinal, segundo os deputados, Chaves nunca esteve tão bem servido em termos de saúde como actualmente. Pois segundo a reportagem do jornal «A Voz de Chaves» a nossa (porque é flaviense) Deputada Paula Barros disse que a constituição do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto-Douro foi um passo importante para a cidade e para o distrito, dado que “há serviços que não tínhamos e aos quais agora temos acesso” e acrescenta  existiam serviços aos quais para se terem acesso tínhamos que nos deslocar até ao Porto e agora podemos ir a Vila Real”. Pois venha o diabo e escolha mas está claro que sim (sim senhor!) senhora Deputada, pois toda a gente sabe que ir a Vila Real ao Hospital é a mesma coisa que ir tomar um café ao Sport e que fica muito mais perto que a Raposeira. Este povinho flaviense o que tem é inveja e protesta por protestar, mas lá no fundo, está contentíssimo com os serviços que o Hospital de Chaves presta em Vila Real. Povo mal agradecido, pois além de ter a oportunidade de ir dar uma voltinha até à civilização saindo aqui da parvalheira, ainda anda para aí a protestar nos jornais. Mas a conclusão dos deputados continua, dizendo que com a constituição do Centro Hospitalar houve a possibilidade  de dispensar mais-valias pelas respectivas unidades”. É verdade. Eu próprio sou testemunha disso, pois já por duas vezes tive de me deslocar a Lamego (a mando do Centro Hospitalar)  a acompanhar um familiar para fazer exames corriqueiros numa clínica privada.

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Felizmente não tenho tido necessidade de cuidados hospitalares e portanto não sei o que se passa pelo nosso hospital, mas a julgar pela conclusão destes dois deputados, tudo vai bem pelo Hospital de Chaves e o problema às vezes surge, segunda a nossa deputada por “em Chaves, ao contrário de outras localidades, temos uma maior abordagem das pessoas às urgências do hospital e não às urgências dos Centros de Saúde”. Aqui, lamento cara deputada, mas tenho de discordar, pois que eu saiba no Centro de Saúde nº 1, o serviço de urgências foi abolido e só a boa vontade dos médicos de família poderão atender um caso urgente para além das consultas marcadas…mas há mais, pois que eu saiba, os Centros de Saúde não estão equipados para dar resposta à maioria dos casos urgentes, pois para além do médico, do enfermeiro e das respectivas batas, seringas, pensos, betadines e termómetros, pouco mais têm e depois, quando é que nós utentes sabemos se o caso de urgência é caso de Centro de Saúde ou de Hospital? Não misturem alhos com bugalhos e deixem aos Centros de Saúde a sua nobre função de medicina familiar, que já não é nada pouco, e aos Hospitais a sua função hospitalar, pois parece-me que num caso urgente uma passagem pelo Centro de Saúde, é apenas perder tempo (por falta de meios dos centros) e se agora os utentes morrem nas urgências do Hospital enquanto esperam ser atendidos, se toda a gente recorresse aos Centros de Saúde, alguns ficar-se-iam pelo caminho entre os Centros e o Hospital. Por fim, se conduzirem as urgências para os centros de saúde e tendo em vista que a maioria dos serviços anteriormente existentes no hospital foram desactivados, para quê existir o Hospital!? Aliás já hoje se pode por essa questão. Engraçado é que as clínicas privadas da cidade estão sempre atulhadas de gente para fazer exames corriqueiros, com equipamento privado e pagos a peso de ouro… enfim, a nossa saúde pública está doente…só gostaria de saber é onde a nossa deputada iria (ou vai) quando por cá está de fim-de-semana e se sente “gravemente” doente!?

 

Pois para vir a Chaves fazer balanços positivos sobre o Centro Hospitalar de Vila Real e o Hospital de Chaves, mais lhe valia fazer como o seu camarada e ficar em Lisboa a bater palmas!  Já agora gostaria de saber se o outro deputado flaviense concorda com esta posição da senhora deputada, mas pela certa, como ainda é novato no cargo,  ainda anda a aprender os tempos certos em que deve bater palmas e levantar o braço. Pois se assim é, para abreviar essas lides de Lisboa e passar a dedicar-se mais à causa flaviense, eu deixo uma dica: Basta estar com atenção à primeira fila da sua bancada e quando eles baterem palmas, o senhor Deputado também bate, quando eles levantarem o braço, levanta-o também, o resto é conversa…

 

Moral da estória. Como eu nestas coisas de saúde e politiquices sou um ignorante, passei a dormir mais descansado desde que soube que pelo nosso Hospital tudo está bem e que o Centro Hospitalar se recomenda, mas o melhor mesmo, é não necessitar dos seus serviços…

 

Até amanhã!

 

Hoje em devaneios há um pouco de luz

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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Outros Olhares Sobre Chaves - Neus

Hoje mais tarde que o habitual, mas a tal fui obrigado por um corte de energia que ocorreu na altura da publicação deste post, mas, lá diz o povo, “mais vale tarde que nunca!”

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Simplesmente NEUS, uma asturiana de Gijón que num dia de Setembro de 2008 passou por Chaves e levou a cidade registada em imagem. Para além de lhe conhecer a sua galeria de fotos no flickr, é  apenas o que sei da nossa convidada de hoje.

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Também para  além daqueles que constam na sua galeria, penso que teria feito mais registos sobre a cidade, mas os que hoje por lá constam, além de belíssimos registos, mostram aquilo que de melhor Chaves vai tendo para mostrar, o tal conjunto que testemunha  a nossa história milenar, com a nossa Top Model Ponte Romana, o nosso Tâmega transformado em espelho e o velho conjunto da Madalena que tão bem compõe o registo da Ponte.

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Curioso este registo da Neus que nos dá o pleno da ponte vista nas suas duas faces e aquilo que o rio oferece a montante e jusante da ponte. Mais uns olhares, nesta caso asturianos, lançados sobre este conjunto e, o interessante, é que embora a nossa Top Model seja sempre a mesma, as suas fotografias são sempre diferentes.

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Resta-me agradecer à Neus os seus registos e olhares lançados sobre Chaves e fico a aguardar que mais olhares sobre a nossa cidade caiam na sua galeria de fotos, que poderá visitar aqui:

 

http://www.flickr.com/photos/15238943@N08/

 

Obrigado Neus e volte sempre!


As fotos publicadas no presente post são todas de autoria de Neus.

 

Em Devaneios, hoje um pouco da simplicidade da beleza, com Pontido.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 13:38
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Castelo e envolvente

Vamos lá a mais um Chaves de ontem e Chaves de hoje.

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Desde que existo, a cidade de Chaves já foi sujeita a muitas alterações, talvez as maiores de sempre desde que o município de Chaves existe, principalmente no pós 25 de Abril, Chaves cresceu desgovernadamente e assistiu a algumas alterações. Tanto o crescimento como as alterações, não foram das mais felizes, no primeiro caso graças à falta de planeamento da cidade e ao poder “oculto” do betão. No segundo caso, também o betão tem a sua mãozinha de poder, aliado à falta de gosto. Felizmente nem tudo foi negativo e também há alterações dignas de registo pela positiva.

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Apontaria  mesmo como crime, as torres de betão que nasceram no Centro Histórico e que  hipotecaram para sempre, com o contributo de outras alterações e intervenções menos felizes, a hipotética hipótese de Chaves vir a ser património da humanidade. Hoje é tarde demais para corrigir muitos desses desencantos.

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No entanto, se todas as intervenções na cidade tivessem sido feitas com tino e no verdadeiro interesse da cidade, já há muito que Chaves poderia fazer parte do honroso pódio de património da humanidade.

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Uma dessas intervenções felizes foi a que se fez no interior e exterior das muralhas seiscentistas junto à Torre de Menagem, primeiro, nos inícios dos anos 60, demolindo as construções militares que se foram adossando à muralha e à torre de menagem e posteriormente, já nos anos 80, o ajardinamento de todo esse espaço envolvente e mais tarde, nos anos 90, a demolição dos barracões da Câmara Municipal.

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Sem dúvida alguma que, com os jardins do castelo, a cidade só ficou a ganhar, mas também com o museu militar que se desenvolve no interior da torre de menagem e no museu ao ar livre nos seus jardins, este, meio esquecido e sem a devida legendagem, mas que mesmo assim, ainda faz as delícias de quem o visita. Pena o terraço estar vedado.

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Resumindo, o saldo em termos de intervenções para a o interior e envolvente do Castelo, mas também dos Fortes de S. Francisco e Forte de S. Neutel,  têm sido positivas, pena que outras intervenções não lhes sigam o exemplo.

 

Hoje ficamos com imagens de ontem (1959 e 1960) e de hoje do Castelo e da sua envolvente.

 

Até amanhã, com outros olhares.

 


 

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Domingo, 17 de Janeiro de 2010

A matança do Reco na Abobeleira - Edição 2009/2010

A tradição na Abobeleira  continua a cumprir-se. É a tradição da matança do reco, agora do porco, que pelas mãos de um filho da terra, o Jorge, insiste em fazer da tradição uma festa e, transforma a velha matança familiar numa matança comunitária, aberta à aldeia, à freguesia, mas também a convidados, este ano, além da blogosfera flaviense, também alguns fotógrafos do flickr vindos da região do Porto se juntaram a esta festa, à qual,  também marcou presença a edilidade flaviense.

 

Sobre a matança, já no outro ano fiz aqui um resumo do seu “ritual” e, também o Gil Santos, escritor e discursante deste blog, deixou por aqui, passo-a-passo, todo esse cerimonial e tradição. Para quem quiser saber mais sobre matanças do reco, ou do porco (como preferirem) e para não nos estarmos a repetir, nem há como seguir os links que a seguir vos deixo:

 

http://chaves.blogs.sapo.pt/431958.html - Por Gil Santos

http://chaves.blogs.sapo.pt/339613.html - A matança de 2008 na Abobeleira

 

Hoje vamos a uma reportagem breve e fotográfica sobre alguns momentos do dia da matança deste ano.

 

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Logo cedo, o reco fazia a sua aparição no local das cerimónias. Quer-se sossegado, descansado, sem stress, tudo por causa do sangue poder correr mais e melhor. Sangue que fará a primeira iguaria do dia com o sarrabulho.

 

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Claro que os potes logo cedo vão ao lume, neste caso à fogueira que irá durante todo o dia aquecer o potes, cozinhar as carnes, mas também aquecer por fora o pessoal. Para o aquecimento interior, há remédios mais interessantes…

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E enquanto o sangue coze, há que aliviar um pouco do peso do reco, tirar-lhe as miudezas e deixar que todo o sangue escorra para as carnes ficarem mais limpas. É trabalho de matador e também uma aula de anatomia.

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Tudo controlado de perto pelos fotógrafos de serviço, este ano, desde o centro do país, do grande Porto e os da paróquia, ao todo, juntaram-se 12 fotógrafos do flickr que nas suas galerias vão mostrar ao mundo que por cá a tradição ainda se mantém…

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Nos tempos mortos das lides externas e enquanto as carnes cozem nos potes e os rojões e miudezas são preparados na cozinha para a segundo momento gastronómico do dia, as conversas à fogueira vão matando o tempo.

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Para o pessoal de fora, uma visita guiada pela aldeia da Abobeira, visita obrigatória ao “Santuário” da Porta do Outeiro com vistas privilegiadas para o “pecado do jogo”.

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Claro que pelo caminho o povo da Abobeleira mostra a sua simpatia e hospitalidade e faz questão que se faça uma visita às suas “capelas” privadas. Manda a boa educação que se deve aceitar aquilo que é oferecido com o coração e, nem há como ser bem educado…

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Uma visita à história e símbolos da freguesia comandada pelo “rapazes” da Granjinha. Primeiro o Outeiro Machado um símbolo máximo da arte rupestre como rupestre continuam os acessos, mas não impeditivos para chegar até lá.

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Depois a visita obrigatória às capelas da Granjinha: à Românica e à do Sr. Cruz. Notamos e lamentamos a ausência de um amigo que pela certa gostaria de ter vivido aqueles momento connosco, mas a família Cruz fez as honras da Granjinha… e todos saíram de lá com as faces rosadas (suponho que, embora não se sentisse, foi por causa do frio, pois não encontro outra explicação…)

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Regressamos ao local da matança. Os potes continuavam a fumegar enquanto no salão, o cheiro dos rojões convidavam para a entrada.

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Na prova de vinhos, o da caneca 1 passou com distinção, o da caneca 2 aceitou-se para a continuação e o da caneca de barro (um velho conhecido) ficou para apreciação.

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Na cozinha, a azáfama do costume. Comida não faltava, mas um povo inteiro aguardava pela feijoada à transmontana e, era preciso confeccioná-la. Como quem vê, só atrapalha, o melhor mesmo é deixar na sua labuta quem trabalha, mais tarde, agradeceríamos.

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Tempo para alguns devaneios fotográficos com o fogo que desde os tempos mais remotos sempre encantou. Aqui, além de encantar tinha também o nobre serviço de ir cozinhando e aquecendo os mais friorentos.

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Por último, festa que se preze, tem que ter música e animação e a matança do reco na Abobeleira já é uma festa com tradição e nem foi preciso recorrer aos "Rapazes das Venda Nova" e às suas concertinas, pois se há freguesia que tem muitos músicos e tradição musical, essa, e a de Valdanta.

 

Da nossa parte, e falo em meu nome pessoal e de todos os fotógrafos presentes, só resta agradecer ao anfitrião (Sr. Jorge Carvalho) pela festa que nos proporcionou, mas também à sua família, ao povo da Abobeleira e aos manos da Granjinha pela companhia e por mais uma vez nos darem a conhecer as terras da freguesia de Valdanta.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:14
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