12 anos
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Notícias

 

 

 

Amanhã, terça feira, dia 1 de Março,  há assembleia, numa última esperança de resolver o problema directivo

 

 

 

Sem listas para as eleições que se realizariam amanhã, terça-feira, em vez da votação acontecerá por volta das 20h30 uma assembleia extraordinária de sócios do Grupo Desportivo de Chaves, numa última tentativa de resolver o problema directivo que já dura há largos meses.

 

 

A esperança é que possa “nascer” amanhã uma comissão administrativa que assegure o futuro do clube, numa altura em que já se joga a segunda volta do Campeonato Nacional da II Divisão e as várias equipas das camadas jovens entram nas fases decisivas das respectivas competições.

 

 

Desfile de Carnaval em Chaves


Na sexta-feira, 4 de Março, Chaves celebra o Carnaval com um desfile de tema livre. A concentração está marcada para as 14h30 no Centro Cultural de Chaves e a chegada será na Alameda de São Roque.

 

 

 

 


No desfile, participam as escolas e jardins-de-infância do concelho de Chaves da rede pública e privada. A organização está a cargo do Município de Chaves, com o apoio da Chaves Viva

 

 

Crime de violência doméstica resulta em apreensão de três armas


Um homem residente em Bustelo, no concelho de Chaves, foi detido pela GNR de Chaves no passado sábado, dia 26 de Fevereiro, depois de uma busca domiciliária que resultou de um crime de violência doméstica.

 

 

 

 


Uma arma de caça de dois canos calibre 12, uma arma de caça calibre 12 e uma arma de caça calibre 410 foram apreendidas, bem como 25 cartuchos e 22 canivetes de colecção.

 

Mais noticias em http://diarioatual.com

 


 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:24
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Quem conta um ponto... Cosmocópula coçadora

 

 

 

 

Cosmocópula coçadora

 

Texto de João Madureira

Blog terçOLHO

 

Fui todo o caminho a pensar naquilo. Naquilo que são as palavras de Francisco José Viegas, mais conhecido no nosso grupo de amigos como FJV. O perspicaz FJV. Eis as suas palavras vertidas no Editorial da revista LER: “Sendo certo que a ignorância e a pusilanimidade tomaram o poder sobre o sistema de divulgação da cultura e da educação contemporânea, conviria marcar posição sobre esse debate. Para não o deixar limitado aos idiotas, que detectam uma grande leveza nos pilares da crise – mas têm sido os idiotas inúteis de todos os tempos”.

 

É verdade que me senti, ao mesmo tempo, agitado e perplexo, pois penso que quase entendi o que o escritor de policiais duriense escreveu, mas, logo de seguida, fui invadido pela sensação contrária. O FJV tem destas particularidades. A capacidade de dizer as coisas sem as objectivar. Isso é, e foi, desde sempre, algo só ao alcance dos denunciadores de idiotas. E o FJV, honra lhe seja feita, foi desde muito jovem, já desde as cadeiras do Liceu, um denunciador de idiotas, dos idiotas que detectam uma grande leveza nos pilares da crise, os idiotas inúteis de sempre. Pois os idiotas devoram tudo, são como os glutões. Claro que dizer isto é dizer pouco. Mas os intelectuais nem sempre podem dizer tudo. Muitas vezes não dizem mesmo nada, mas não é porque sejam incapazes de revelar coisas pertinentes. Quase sempre quando não explicam determinada coisa é porque não a querem mesmo explicar. É aí, todos o sabemos, onde se aloja o segredo da genialidade, em tudo aquilo que se deixa por dizer.

 

Eu sei, todos sabemos, que os verdadeiros intelectuais estão, ou vão, a caminho de Lisboa. Não há volta a dar-lhe. Na província ninguém consegue escrever nada de sério e, muito menos, de relevante. Por aqui não há estímulo. Não existem contactos. Não se encontram lugares interessantes, não se conhecem pessoas atraentes, não podemos conviver com os oráculos da sabedoria. Conhecem os estimados leitores algum intelectual, com o mínimo de qualidade exigida, que escreva e viva na província? A província é boa para passar o Natal, a Páscoa e uma semana de férias no Verão. A província retempera. Nisso é como a água das Caldas, ajuda a digestão, estimula a vesícula, equilibra o estômago e desentope o fígado. Mas aqui ninguém medra. Aqui, culturalmente falando, nada viceja, tudo se acinzenta. Ninguém sai da cepa torta. Limitamo-nos a discutir as notícias sensacionalistas do Correio da Manhã e a escolher livremente o nosso presidente da junta. Pois, os senhores deputados escolhem-nos eles lá em Lisboa. Nós apenas nos limitámos a concordar e a votar nos seleccionados por quem sabe das coisas da política e da cultura. E mesmo os nomes dos vários candidatos a presidentes de câmara têm, obrigatoriamente, de ter a bênção dos directórios alfacinhas. Por isso é que eles têm tanta qualidade.

 

Eu ainda pensei escrever um livro sobre estas coisas, mas desisti porque sei de ciência certa que me falta a atmosfera criadora da capital.

 

Eu bem os vejo. Eu conheço-os. Saem daqui medíocres, mal vestidos, falando à trasmontana, trocando os bes pelos ves e, passados alguns anos, lá pela época do Natal, ei-los que se passeiam a pé Rua de Santo António abaixo e Rua Direita acima, deslumbrantes, tépidos e emblemáticos, chamando chóriço ao chouriço, aprumando muito os lábios no momento de beijar as senhoras, sorrindo afectadamente quando encontram os seus antigos colegas de escola, distinguindo um café de uma bica, uma bica de uma italiana, uma italina de um cimbalino, um fino de uma imperial, um panachê de um tango, um vinho QPRD de um DOC, identificando praças e centros comerciais, diferenciando uma sala de espectáculos, do próprio espectáculo e este dos espectadores. Coisa que não está ao alcance de qualquer um.

 

Por isso os invejo. Os admiro. Leio-lhes embevecidamente as crónicas futebolísticas, os editoriais eminentemente culturais, as receitas de cozinha, as pontuações das cervejas, os apontamentos de viagens, as dissertações sentimentais sobres os charutos e as cigarrilhas, os poemas sobre os whiskies, as opiniões sobre a política, a cultura, a cultura política, a política cultural, sobre o futebol, sobre o desporto de massas e de elites, sobre os livros que falam de livros, os escritores que dissertam sobre outros escritores e estes sobre o ser e o nada, o vazio e o universo, o espaço, o infinito e o mais além.

 

Hoje, por muito que me custe admiti-lo, arrependo-me profundamente de não ter rumado, enquanto jovem, até à capital. Não sei se algum dia chegaria a ser escritor, mas provinciano não era de certeza absoluta. E sempre podia sonhar com um cargo à frente de alguma instituição do Estado, por pequena que fosse. Agora aqui residente apenas posso aspirar a participar nalguma associação de cariz cultural que tudo deve à carolice e nada ao resto. Aqui não se faz carreira, constroem-se bizarrias e alimentam-se depressões e outras tantas ilusões.

 

Aqui faz-se o fumeiro, colhem-se (deixem-me sonhar) as couves e as batatas e dança-se o folclore nos festivais gastronómicos. Na capital gere-se o país, produzem-se as ideias, fabricam-se os projectos, publicam-se os livros, vive-se com quem se quer e fornica-se a esmo. E isso, por muito que ainda nos custe, é civilização. É progresso. É cultura.

 

Na capital, como muito bem escreveu alguém de quem agora não lembro o nome, viver é cada vez mais escrever a lápis mas sem borracha. Já fornicar por lá tem de ser um acto em que a borrachinha tem obrigatoriamente de estar presente. O lápis que se amanhe.

 

 

PS – Sugestão muito cultural sobre como ajudar a iludir a crise e a viver melhor na província as noites de sono ou de sonho.

 

Roupa:

Para a parceira: Soutien, cinta de ligas e cuecas Valisére em tons de vermelho; ou camisa de noite Triumph, cuecas Bjorn Börg e lingerie Impetus em tons de preto.

Para o parceiro: Pijama Coup de Coer, boxers Impetus, Sloggi ou também Bjorn Börg.

 

Literatura:

Para todos: Poesia erótica de Natália Correia. Sugestão principal: Cosmocópula.

Poesia erótica de Bocage: Sugestão principal: Soneto do Gozador Coçador.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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publicado por Fer.Ribeiro às 00:38
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Cartas do Zé

 

 

 

Caro amigo,

 

Este domingo, vou falar de comunicação social na nossa cidade.

 

Confesso que ando afastado das leituras da imprensa local e por motivos óbvios, mais ainda do FM flaviense.

 

Nem sempre foi assim. No meu quiosque ouvia as rádios locais e devorava a imprensa da nossa terra. Para escrever sobre a matéria fui á net ver e ler alguns números atrasados dos semanários. Não era preciso.

 

É incrível o padrão de qualidade da nossa comunicação social. Estou convencido que é graças a este caso único de qualidade que todas as instituições públicas e privadas de Chaves funcionam tão bem, sem descasos ou abusos para clientes e utentes.

 

O elevado nível académico, cultural, moral e ético dos directores responsáveis, apenas é igualado pelos seus colaboradores.

 

Assim, é de realçar a ausência de profissionais qualificados ou seja, jornalistas. Para quê? Fernando Pessoa era escriturário e vejam aonde chegou.

 

O formato e conteúdo dos mídia mantém-se, em alguns casos, desde a sua fundação. Porquê? Em equipa que ganha não se mexe, diz o ditado.

 

No desporto, por exemplo, continuam a dar o resumo do jogo do domingo anterior enquanto cabeças mais levianas gostariam de ler uma antecipação da jornada do domingo seguinte. Como? E perder a certeza do resultado, da formação das equipas, a leitura de todos os jornais desportivos da semana para assim garantir um texto irrepreensível?

 

Neste campo, o desportivo, nota-se o salto mais qualitativo e quantitativo da imprensa local. O número de páginas dobrou e o número de colaboradores também, para cobrir todos os escalões de futebol de todos os campeonatos da nossa urbe. Seja futebol federado, de escola, de rua...

 

E interessa a quem? Que pergunta! É claro que interessa aos pais, tios, sobrinhos e amigos dos vinte e dois “meus” que naquele dia decidiram fazer uma peladinha. Se cada parente e amigo comprar um jornal...

 

Chegado o período eleitoral salta á vista as rigorosas bitolas de isenção, pluralismo e democracia de cada órgão de comunicação social local. Dizem o quê? Rigorosamente todos os meios, respeitam ao minuto e á linha escrita, o direito de todos os intervenientes políticos. Os partidos têm livre acesso e igual oportunidade de se manifestarem.

 

E, se alguém pensa que é na época das eleições que maior número de colaboradores desinteressados faz os seus escritos para os jornais e rádios, pode tirar o cavalinho da chuva. Se ás redacções chega mais matéria para publicação nessas alturas, será por causa do atraso nos correios, ou pelo raro, mas possível, fenómeno de inspiração criativa e colectiva dos escribas.

 

Qualquer insinuação de subserviência dos jornais e rádios ao poder público, por exemplo câmara municipal, é pura demagogia.

 

Chegado a Chaves em finais dos anos 80 e perante tal quadro de perfeição e harmonia dos meios informativos flavienses, tornou-se claro para mim que nunca iria exercer a minha profissão, jornalista.

 

Com os meios de comunicação social local a abarrotar de talento, profissionalismo, entusiasmo e competência, tentei o ensino e a vida empresarial. Não fui feliz.

 

Quem sabe, um dia, com o aprendizado dos grandes mestres das letras flavienses, historicamente avessos a pressões políticas e económicas, baluartes da ética e boas práticas jornalísticas, quem sabe, dizia eu, possa aspirar a escrever num jornal ou rádio da minha cidade.

 

No entanto, vejo alguns nomes novos na imprensa local. Aos estagiários, uma sugestão de trabalho: Verificar a relação de militância em partidos políticos e emprego nos municípios do Alto Tâmega. Estou certo que descobrirão o quanto é politizado o funcionário municipal. Autarquias há a rondar os 100% de funcionários inscritos no partido. Isto é cultura política meus senhores. Nada de seguidismo, nada de caciquismo, nada “babar o patrão”. Cultura política em estado puro.

 

Fazendo autocrítica ao meu trabalho como jornalista, acho que me falta a humildade de um bom desenhador de construção civil pendurado no seu estirador, para assim poder riscar um bom artigo de imprensa. Falta também o arrojo de um comerciante para vislumbrar em cada facto um “furo” e o olho calibrado de um tipógrafo para entender que um artigo de jornal pode ter mais de um tipo de letra e mais do que uma leitura.

 

Como vez, caro amigo, já não me resta pinga de ódio para destilar. Nos últimos anos, consegui recompor todas as mutilações intelectuais que me fizeram e em que eu ajudei.

 

 Ficou apenas um sarcasmo básico do qual gosto e de que não pretendo abdicar por necessário e útil ao meu equilíbrio mental.

 

 Percebes agora como preciso de ti e do teu blog todos os domingos.

 

Um abraço do tamanho do oceano.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:17
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Castelo de Monforte

 

 

 

De tudo quanto é sítio, do lado de cá e de lá da raia, ele faz questão de se mostrar, mesmo à distância numa ténue silhueta, quase um ponto apenas acima do recortar das linhas da serra.

 

 


 

 

Mais de perto, a sua grandeza é tão grande como a sua solidão e a sua imponência como as imponentes vistas que desde lá se alcançam, o que já é muito, mas apenas isso.

 

 


 

 

Entra-se, sai-se, sobem-se e descem-se escadas, lançam-se vistas e olhares mas continua a não ser mais que isso. Às vezes parece que não é apenas isso, mas logo a frescura nas faces diz-nos que é apenas o vento que passa.

 

 

 

 

Sempre que por lá vou é assim. Não se lamenta, ele, nem se pode lamentar e nem sequer é necessário, pois o lamento desce connosco no regresso ao vale e, de pouco nos vale e de pouco lhe vale. Apenas um lamento. Um lamento apenas.

 

 


 

 

Enfim, o mesmo de sempre e, sempre que por lá passo é assim. No entanto, de tudo quanto é sítio, do lado de cá e de lá da raia, ele faz questão de se mostrar, mesmo à distância numa ténue silhueta, quase um ponto apenas acima do recortar das linhas da serra.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:00
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

Dos Pink Floyd ao Pereiro de Agrações

 

 


 

Enquanto preparava as imagens de hoje ia assistindo (mais ouvindo) ao concerto que a RTP2 ia transmitindo dos Pink Floyd – The Wall, mais uma vez e não será a última. Recordando também, pois foi com a música dos Pink Floyd que fui crescendo e entrando pela vida adentro e ainda hoje os oiço com prazer.

 

 


 

 

Quando chegou ao momento das palavras para acompanhar as imagens de hoje, fiquei despovoado de ideias para as escrever e, ia “acusando” o concerto The Wall como o provocador deste esvaziamento. Afinal a “urbanidade” e até a grandiosidade destas coisas dos concertos, das luzes, das multidões, dos espectáculos, nada têm a ver com a simplicidade das coisas primeiras das nossas aldeias e das vidas dos seus resistentes. Culpa minha, pois talvez devesse escolher uma música neutra, isto é, uma música de companhia que me deixasse livre de ideias e não esta dos Pink Floyd que mexe sempre comigo.

 


 

Parei largos momentos durante a feitura destas letras, tanto que acabei por ver e ouvir  todo o concerto e no final chego à conclusão que afinal o concerto The Wall não está tão desfasado assim destas imagens, pois tal como o grande muro marcou presença durante o concerto dos Pink Floyd,  também entre nós, a modernidade e a nossas aldeias existe um grande muro que os governantes das cidades, principalmente os da grande cidade, teimam em manter e em não querer derrubar, deixando esquecidos todos os que habitam para lá desse grande muro. Enfim, até a foto da cabra que se quis desviar das restantes cabras para posar para a foto me veio fazer lembrar que afinal o seus parceiros no masculino, estão do lado de cá do muro, principalmente nos palácios e corredores do poder das cidades. Ficaria feliz se também por cá o muro fosse derrubado tal como o foi no final do concerto dos Pink Floyd...mas.

 

Até amanhã, com mais vida para lá do grande muro.

 

As fotos de hoje são de Pereiro de Agrações.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
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Pecados e Picardias - Por Isabel Seixas

 

 

 

De Deus

 

Em  abono da Verdade

 

Da Mulher… Feminina…

 

A miúda , mesmo miúda, desce o quartel todos os dias, quase todos…

E…

Desce como quem sobe, com o esforço de quem tem dor ao subir a descida, vai em direcção ao pingo Doce vender pensos rápidos já lentos pela espera de serem trocados por uma moeda, a moeda da compaixão que às vezes paga a indolência da pena sem pena nenhuma, mera rotina de consciência sonsa deixa andar por que tem que ser assim, …

 

E,,,

O olhar Dela … É o choro sussurrado dos nomeados para esquecidos de quem olha e procura o perdido, de quem nos distraímos e sonegamos o direito de ser miúda em tempo próprio, e o choro do olhar diz que agora é tarde e já é irreversível agora está bafejada e condenada a Ser sempre miúda, porque não foi miúda quando era miúda… Alguém não deixou… Deu-lhe o Choro perpétuo logo no olhar e a Culpa também é Nossa… Como pudemos… Para onde tinha ido a nossa Senhora… Mesmo a da Aparecida?!!!...Ah!!! Já me tinham dito… Pfff.

E…

Disse a Ana, que é Mãe, como é possível, se nem sequer ainda teve tempo?!...De …Ser… Filha, então não salvaguardamos esse direito nos direitos, nem nos das crianças… Oh que bom podemos cuspir então nas nossas mãos e corar de vergonha, porque agora o mal já está feito… Esculpimos-lhe o choro no olhar…

E…

Será que a conseguimos tratar?... Já Curar…Como se cura  o atavismo?...

E …

A última vez que a encontrei lá sentada fez o gesto gritante do silêncio e estendeu-me os pensos, mas… Estava carregada com o pretexto das compras e… dei-lhe um pão e recebi o olhar mais lindo puro infinito de solidão… Tanto por tão pouco…

E…

Claro que percebi, que é uma Nossa Senhora sempre de crucifixo, e eu pelo menos eu de quem acho que ainda posso falar Uma pobre … Judas? Não digo que não… Nada me espanta hoje, apesar de chover choro…

 

Pelo menos afastei Dela a minha auto comiseração, por não ser capaz de fazer nada…

 

Isabel Seixas

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:08
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Notícias

 

 

 

Após duas idas ao Hospital de Chaves onde lhe diagnosticaram enxaquecas, à terceira João Fernandes sofreu um AVC


Em Janeiro, um emigrante flaviense foi por duas vezes às urgências do Hospital de Chaves “com tonturas, náuseas, suores frios, falta de equilíbrio e fadiga muscular”. Disseram-lhe que tinha enxaquecas e vertigens e mandaram-no para casa. Na terceira ida às urgências, João Fernandes acabou por sofrer um AVC que lhe deixou graves sequelas. Indignado, acusa o Hospital de Chaves de ter um sistema “deplorável” e diz ter perdido a confiança na medicina em Portugal.


Tal como muitos emigrantes radicados nos Estados Unidos da América, João Fernandes, 55 anos, regressou à terra natal, Souto Velho (na freguesia de Anelhe), em Janeiro para gozar um mês de férias, mas o destino acabou por se revelar trágico. Num espaço de três semanas, o utente foi duas vezes às urgências do Hospital de Chaves e foi enviado para casa, após lhe terem diagnosticado enxaquecas – “quando eu nunca tive uma dor de cabeça” – e vertigens – “quando os sintomas e as crises que eu tinha me aconteciam mesmo a dormir”. João Fernandes acabou por sofrer um AVC e hoje tem um desvio facial, não consegue engolir a própria saliva (sendo alimentado por uma sonda nasogástrica), tem falta de equilíbrio, perdeu audição no ouvido esquerdo e visão no olho esquerdo. O flaviense acredita tratar-se de um caso de negligência e contou à Voz de Chaves como tudo aconteceu.


 



No dia 5 de Janeiro, João Fernandes sentiu-se “mal, com tonturas, náuseas, suores frios, falta de equilíbrio e fadiga muscular”. Dirigiu-se então às urgências do Hospital de Chaves, onde lhe foi diagnosticado uma enxaqueca e receitado magnésio. Contudo, João Fernandes não sentiu melhorias e duas semanas depois, a 27 de Janeiro, voltou às Urgências, referindo que tinha antecedentes familiares com “trombose”, que tinham tido sintomas semelhantes. “Fiquei em observação e, a pedido do médico que me recebeu, realizei alguns exames médicos: raio X, análises e um TAC”, contou.


Na manhã seguinte, o mesmo médico que o atendeu da primeira vez analisou os exames requisitados pelos colegas do turno da noite. “Diagnosticou ‘Sindroma Vertiginoso’, receitou-me mais medicação e mandou-me para casa nas mesmas condições em que entrei no serviço de Urgência”, referiu João Fernandes. No dia seguinte, ainda com os mesmos sintomas, “a situação começou a agravar-se e eu já não conseguia engolir, nem falar. Embora estivesse consciente, não era capaz de fazer qualquer movimento com o meu corpo”, recorda. Em aflição, a esposa ligou para o 112 e foi enviada uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Vidago.


“Por volta das 19h30, cheguei ao Hospital de Chaves e não havia nenhuma equipa médica à minha espera. Levaram-me para a triagem, já sem oxigénio, a enfermeira insistia em saber o que aconteceu e com toda a calma via-me a febre, quando eu já estava com desvio facial, uma enorme dor do lado esquerdo da cabeça, paralisia da parte esquerda do corpo, incapacidade em engolir, falar e respirar. A minha esposa, em acto de desespero, implorou à enfermeira que me colocasse oxigénio para evitar danos maiores no cérebro, mas esta ignorou, questionando se ela era médica!”, acrescentou o utente.


João Fernandes foi levado para a área de atendimento médico, quando “envolvido em vómitos e com todos os sintomas de AVC, outro médico, o Dr. Simão Pedro, me atendeu” e, “furioso com o resto da equipa de urgência”, “arregaçou as mangas e, fazendo simplesmente o trabalho dele, salvou-me de danos ainda mais profundos”. Depois de realizado mais um TAC, foi-lhe diagnosticado um AVC isquémico e João Fernandes foi transferido para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, onde esteve internado oito dias.

Uma semana após sofrer AVC, utente foi transferido para Hospital de Chaves e esperou duas horas para ser internado.


A 7 de Fevereiro, João Fernandes voltou a ser transferido para o Hospital de Chaves. “Fui transportado de ambulância e estive duas horas na Urgência à espera de internamento. Quando questionei o que se estava a passar, a explicação que me deram foi que o Hospital de Vila Real já sabia que o Hospital de Chaves não tinha lugar para internamento, mas mesmo assim não quis saber e ‘despachou’ o doente”, contou.


Assim, após ter sido vítima de um AVC uma semana antes e precisar de uma sonda para ser alimentado, João Fernandes encontrava-se numa maca “à espera de internamento…”. Indignado, o emigrante considera a situação “inaceitável” e acusa o sistema de saúde no Hospital de Chaves de ser “deplorável”. “Tantas falhas, tantas irresponsabilidades! Isto só foi resolvido depois da minha esposa ter perdido a paciência, após duas horas de espera, e ter pedido o Livro de Reclamações”, no qual apresentou queixa.


João Fernandes e a esposa regressaram na passada segunda-feira a Long Island, no estado de Nova Iorque, onde residem há 30 anos. Lá, o empresário do ramo da construção civil será acompanhado por médicos norte-americanos e continuará a frequentar sessões de fisioterapia para tentar recuperar das sequelas do AVC, sendo que algumas poderão ser irreversíveis. “Se fosse nos Estados Unidos, nunca me teriam deixado sair enquanto não descobrissem o que eu tinha”, acredita João Fernandes, hoje muito abatido. “Agora a minha aparência encontra-se totalmente transfigurada”.


“Tudo isto poderia ter sido evitado? Poderia não ter chegado às consequências em que me encontro neste momento? Com toda a certeza, caso existissem profissionais competentes e responsáveis. É lastimável que em pleno século XXI ainda aconteçam este tipo de negligência”, aponta o utente, que perdeu a confiança na medicina em Portugal. Com este testemunho, João Fernandes só espera “alertar a população para o estado em que se encontra o sistema de saúde no Hospital de Chaves, pois desta vez fui eu, para a próxima pode ser um de vós…”.


Sandra Pereira

 

 

Concurso público para a reabilitação do Centro de Convívio na Madalena


Chaves – A autarquia flaviense já autorizou a abertura do concurso público para dar início à segunda fase da obra de reabilitação do edifício que actualmente alberga a sede da Cruz Vermelha e a Associação “Chaves Social”, de modo a criar ali também um centro de convívio.


A segunda fase do projecto compreende a reabilitação da parte traseira do edifício – situado na Rua Cândido Sotto Maior, na freguesia da Madalena -, contemplando algumas alterações a nível estrutural, designadamente a demolição dos anexos e garagens e a construção de um novo corpo com dois níveis, nomeadamente rés-do-chão e 1º piso, respeitando a implantação existente, mantendo a área de pátio/jardim. O espaço será composto por salas de convívio, actividades e salas de estar, instalações sanitárias, balneários públicos e do pessoal, copa e lavandaria. O projecto tenta tirar partido das mais valias do conjunto e da envolvente, o pátio interior e o Jardim Público. Se com jardim. Também pretende não “voltar as costas” ao cenário bucólico proporcionado pelo enquadramento do Jardim Público e espaço Polis.


O valor base para a referida empreitada está estimado em 373 mil euros, com um prazo de execução de sete meses.


Redacção

 

 

Concurso público para remodelação do Centro Histórico


Chaves – A Câmara Municipal de Chaves vai abrir concurso público para a execução da obra de Reabilitação e Remodelação das Redes de Iluminação Pública, de Telecomunicações (Fibra óptica) e Combate a Incêndios no Centro Histórico de Chaves.


A empreitada vai intervir no centro histórico da cidade, de modo a reabilitar e/ou remodelar a rede de iluminação pública; criar uma rede de fibra óptica no centro histórico, de modo a permitir o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação através da instalação de um serviço de transmissão de voz, dados e imagem; no que concerne à rede de combate a incêndios, pretende reforçar a rede de distribuição de água e a substituição de marcos de incêndio, bem como o reforço da sinalização das bocas-de-incêndio.


O valor base para a obra é de 1 milhão e 522 mil euros, devendo ficar concluída em seis meses.


Redacção

 

 

 

Eurocidade incluída no Catálogo de experiências em Segurança Rodoviária Urbana


O Projecto de Educação e Segurança Rodoviária da Eurocidade Chaves-Verín, galardoado com o Prémio de Excelência em Segurança Rodoviária da Comissão Europeia, foi incluído no ‘Catálogo de Experiências em segurança Rodoviária Urbana em Espanha’ promovido pelo Ministério da Administração Interna Espanhol, através da Direcção Geral de Tráfico.


O Catálogo recolhe as iniciativas mais significativas realizadas por 34 municípios espanhóis em Segurança Rodoviária, em diferentes âmbitos e envolvendo distintos agentes e sectores que tendencialmente podem contribuir para criar espaços urbanos mais seguros e saudáveis. Todas as iniciativas encaram a Segurança Rodoviária e a mobilidade sustentável, considerando a pessoa como protagonista, em vez do veículo privado. Isto é, responder às necessidades de mobilidade dos cidadãos, tendo em conta uma divisão equitativa do espaço público, de forma a dar prioridade e segurança aos meios mais eficientes e saudáveis.

 

 

 

 


Entre os municípios incluídos no ‘Catálogo de Experiências em Segurança Rodoviária Urbana em Espanha’ estão Barcelona, Àvila, Almería, Córdoba, Granada, Madrid, San Sebastián e Valladolid, além das localidades galegas de Cambados, Pontevedra e Vigo.


O referido projecto, desenvolvido no contexto da adesão à Carta Europeia de Segurança Rodoviária, inclui a realização de acções concretas tais como: colóquios dirigidos a grupos de risco, promoção de cursos de educação rodoviária, eliminação de barreiras arquitectónicas; manutenção e reposição de sinais de tráfego. As acções tiveram início em 2009 e estão igualmente programadas para os próximos anos. São dirigidas fundamentalmente à população adulta, e aos alunos/as do Pré – Escolar, Primeiro Ciclo e Secundário.


Redacção

 

 

PSD defende criação imediata de Unidade Local de Saúde, PS quer debate prévio


Depois do debate da petição pública a favor da Unidade Local de Saúde na Assembleia da República, que decorreu na quinta-feira 24 de Fevereiro, a luta vai continuar na Comissão Parlamentar de Saúde, onde os partidos vão tentar chegar a um consenso e encontrar um texto final para recomendar ao Governo. O projecto de resolução do PSD, que defende a criação imediata de uma Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega com gestão autónoma, já tem o apoio de todos os partidos, mas o PS quer um debate prévio sobre a matéria.

 

Presidentes de Câmara do Alto Tâmega e centenas de eleitos locais, entre presidentes de junta e deputados municipais, rumaram a Lisboa na quinta-feira, 24 de Fevereiro, para assistir ao debate parlamentar da petição pública a favor da criação da Unidade Local de Saúde (ULS) na “casa da Democracia”. Na Assembleia da República, todos os grupos parlamentares expuseram os seus pontos de vista sobre o estado do Hospital Distrital de Chaves e os quatro projectos de resolução apresentados pelo PS, PSD, PCP e Partido Os Verdes seguem agora para a Comissão Parlamentar de Saúde com vista a encontrar um texto único e consensual para apresentar ao Governo.

 

 

 

 


Antes do debate, os seis autarcas do Alto Tâmega foram recebidos pelos grupos parlamentares e o PSD garantiu o apoio do Bloco de Esquerda e do CDS-PP, que não apresentaram projectos de resolução, e ainda com um acordo de concertação com o PCP e partido ecologista Os Verdes. Contudo, o deputado flaviense social-democrata António Cabeleira, que defendeu a posição do PSD no Parlamento, disse ver “alguma dificuldade em concertar o nosso projecto de resolução com o do PS na medida em que propõe que se mantenha tal como está o Centro Hospitalar”.

 

Contudo, à saída do Parlamento, a deputada do PS de Chaves Paula Barros explicou que “o PS está muito disponível e muito aberto à criação de uma ULS”, mas quer um debate prévio. Assim, “no projecto de resolução que o PS apresentou aponta uma série de recomendações ao Governo no sentido da melhoria de situações efectivas de dificuldades que se vivem no Hospital de Chaves” e, por outro lado, “faz também a recomendação” da abertura de um “debate técnico e político necessário”, pois “a constituição da ULS exige esse debate prévio para sabermos exactamente com o que contamos, as consequências dessa implementação e se efectivamente caminhamos para melhorar”, explicou Paula Barros. E se o debate concluir que a ULS é o melhor caminho para melhorar os cuidados de saúde, o PS irá apoiar a sua criação, garantiu a deputada socialista, lembrando que este modelo é “de inspiração socialista”.

 

Contudo, para o deputado do PSD António Cabeleira, “ao fim de três anos está visto que este modelo não funciona porque está muito dependente da boa vontade ou da má vontade do conselho de administração sediado em Vila Real”. Ainda assim, referiu que “o PSD não quer forçar a votação”, apesar de já ter garantia de aprovação do seu projecto de resolução com o apoio dos outros partidos, e vai por isso aceder à vontade do PS em “ajudar a discutir em sede de comissão de saúde no âmbito da Assembleia” a criação de uma ULS, que deverá demorar cerca de um mês. Depois disso, haverá um projecto único de resolução que subirá novamente a plenário para ser votado.

Querelas partidárias no Parlamento

 

No Parlamento, Paula Barros defendeu que “houve ganhos para região com a constituição do Centro Hospitalar”. À Voz de Chaves, a deputada socialista explicou que “inúmeros serviços que antes nos obrigavam a deslocar ao Porto, por exemplo, hoje temos em Vila Real, é metade do tempo de viagem, é uma proximidade diferente. Houve alguns ganhos até no que diz respeito a algumas especialidades que entretanto foram criadas no Hospital, e refiro o serviço de hemodiálise, que funcionava irregularmente, o de necrologia que agora temos…”. Contudo, Paula Barros frisou que o PS não fecha os olhos às carências de recursos humanos efectivos no Hospital e algumas infra-estruturas “em que é necessário continuar a pugnar por investimento”.


O deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo, considerou a integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) um “processo mal desenvolvido”, enquanto o CDS-PP exigiu ao Governo que “assuma responsabilidades” na desqualificação de serviços, exigindo a criação de uma ULS. Face aos receios do PCP de uma “ruptura” no Hospital de Chaves com a desanexação do CHTMAD (que por isso propunha a continuidade da integração no centro hospitalar por um período experimental de dois anos integrado), a proposta do PSD inclui um período de transição de um ano para a transferência dos processos clínicos, estabilização dos quadros em ambas as unidades e mudança de outros aspectos técnicos e logísticos. Querelas partidárias, com trocas mútuas de acusações de tomadas de posições passadas, também não faltaram entre PSD, PS e PCP e a falta de representação de deputados municipais socialistas de Chaves no Parlamento, onde Paula Barros foi a única representante presente para defender a posição “cor-de-rosa”, também foi notada.


Sandra Pereira

 

 

Utilizadores dos Transportes Públicos Urbanos aumentam


O serviço de Transportes Públicos Urbanos de Chaves, durante os oito primeiros meses de funcionamento, tem vindo a aumentar significativamente o número de passageiros, tendo transportado no passado mês de Novembro perto de 17.500 pessoas, valor este já muito próximo dos 18.000 passageiros/mês, estimados aquando da entrada em funcionamento do referido serviço.


 Da comparação entre o número de passageiros transportados no primeiro mês (Maio de 2010) e o referido mês de Novembro, pode concluir-se que o aumento correspondeu a 63%.


Recorde-se que a rede de transportes urbanos de Chaves é explorada pela empresa Auto Viação do Tâmega, a quem a autarquia flaviense concessionou o serviço. Os dois circuitos funcionam de Segunda a Sexta-feira, das 8h00 às 19h30, tendo em vista a melhoria dos níveis de mobilidade da população, bem como a redução dos volumes de tráfego de acesso ao centro urbano, minorando os seus impactos, quer nas infra-estruturas viárias existentes, quer nas componentes ambiental, social e económica.

 

Redacção

 

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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

Discurso Sobre a Cidade - Em imagens

 

Hoje deveria acontecer por aqui mais um discurso sobre a cidade de autoria de José Carlos Barros, mas por impedimentos do autor, tal não será possível. Fica para a próxima sexta-feira.  Assim, e na impossibilidade de vos deixar por aqui meia dúzia de pasteis para compensar a ausência das palavras, fica um discurso apenas em imagem. Imagens do dia de ontem, imagens da nossa terra com o seu despertar e o seu a(em)balar para o adormecer – sem comentários.


 

 

 

 

 

 




 





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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Notícias

 

 

Movimento contra as portagens nas auto-estradas já agita Alto Tâmega

 

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 recolheu na passada quarta-feira assinaturas em Chaves para entregar uma petição pública à Assembleia da República, que já conta com cerca de 20 mil subscrições. No mesmo dia, o presidente da Câmara Municipal de Chaves foi recebido no Ministério das Obras Públicas para defender a não introdução de portagens na A24, enquanto o PCP desafiou os autarcas da região a tomar mais atitudes.


A luta contra a introdução de portagens na A24, agendada para Abril, já está a agitar a região do Alto Tâmega. Esta semana, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 começou a recolher assinaturas no distrito de Vila Real para uma petição dirigida ao Governo e à Assembleia da República e agendou para o próximo dia 8 de Abril – uma semana antes de começar a cobrança das portagens – marchas lentas nos quatros distritos atravessados por estas auto-estradas.

 

 

 

 


Em Chaves, a primeira recolha decorreu na passada quarta-feira no mercado municipal. “Está a ter uma grande adesão. As pessoas assinam com facilidade. O povo é sensível a este problema quando se sente injustiçado”, confirmou À Voz de Chaves António Serafim, membro da comissão. No local, as pessoas sucediam-se umas às outras para assinar o documento. “Havia de ser Trás-os-Montes inteiro a mobilizar-se! É um roubo!”, insurgia-se Alberto Pinto. Maria Clara Morais, moradora da cidade galega de Verín, também assinou e não duvida que a região vai perder turistas com estes preços “muito caros”.


No distrito, já foram recolhidas perto de 20 mil assinaturas, mas até 4 de Março a comissão espera obter entre 30 a 50 mil assinaturas para que o problema seja discutido no Parlamento. “Estamos confiantes que os respectivos grupos parlamentares vão ser sensíveis a estes problemas”, rematou António Serafim. No dia 2 de Março, voltará a haver uma acção de recolha em Chaves, no local da Feira, a partir das 9h30. Hoje, a recolha de assinaturas decorrerá na feira e no mercado de Vila Pouca de Aguiar. A petição também pode ser assinada na internet, através do sitewww.contraportagens.net.


Para a comissão de utentes, “o pagamento de portagens provocaria um aumento do custo de vida, criaria mais dificuldades às empresas e agravaria a situação económica e social desta vasta região”. Até porque “hoje, não existem alternativas a estas vias rodoviárias estruturantes”. Por outro lado, “seria uma medida que em nada contribuiria para combater a desertificação que afectam estes distritos do interior do país”.


Esta quarta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Chaves esteve no Ministério das Obras Públicas para defender a não introdução de portagens na A24. Para João Batista, o argumento da “igualdade” nacional é uma falsa questão. “No Interior já andamos há anos a pagar impostos para os transportes de Lisboa e do Porto, onde o Governo vai gastar muito mais do que recebe das auto-estradas. Pelo menos nos próximos 10 anos, não devíamos ter rigorosamente nenhuma” portagem, considerou o autarca. Já sobre as iniciativas da comissão de utentes, “cada um faz o seu percurso, sendo que o objectivo é o mesmo. Terá da nossa parte o apoio que qualquer movimento de cidadãos tem, com a vantagem de ser uma voz de cidadão relativamente a uma situação injusta”, rematou.


PCP desafia autarcas da região a actuar


Na passada segunda-feira, em conferência de imprensa, o PCP desafiou os autarcas da região a actuar mais contra as portagens. “É necessário uma ousadia maior de protesto e ir mais além de abaixo-assinados e moções”, defendeu o deputado comunista Manuel Cunha. “O PCP exige aos autarcas mais do que simples palavras”, desafiou o deputado. Os comunistas afirmam estar “solidários” com a iniciativa da comissão de utentes, quer “subscrevendo o abaixo-assinado”, quer “apelando à assinatura”, e não exclui “nenhuma forma de contestação prevista na legislação”.


Segundo os valores médios anunciados pelo Governo, as portagens para veículos ligeiros classe 1 no troço Viseu – Chaves custará 12.80 €; Lamego – Régua, será de 1.40€ e o percurso Vila Real – Chaves custará 6.40 € (sendo 16,50 euros para pesados de quatro ou mais eixos). Ainda assim, no passado fim-de-semana em Trás-os-Montes, o primeiro-ministro José Sócrates garantiu que haverá isenções “para aqueles que residem e trabalham nesta região”. Nas ex-SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata, os moradores e empresas estão isentos do pagamento das 10 primeiras viagens que efectuarem, usufruindo de um desconto nas restantes.


“Em 2009, José Sócrates disse que não introduziria portagens. Que credibilidade merece quando diz que haverá isenções?”, questionou, contudo, Manuel Cunha. “Com a subida do custo do gasóleo, já há uma sobrecarga real nos transportes. Esta é uma medida que aparece em tempos de vacas magras”, rematou Manuel Cunha, acrescentando que as empresas serão afectadas e que “a região pode vir a perder habitantes por passar a ser mais económico residir em Vila Real” para os profissionais de saúde ou da área da educação que lá trabalham.

 

Sandra Pereira

 

 

“Mercadinho do Fumeiro” está de volta


Nas próximas quartas-feiras 2, 9 e 16 de Março, quatro produtores locais com cozinhas regionais certificadas animam o Mercado Municipal de Chaves com fumeiro de qualidade. Às quintas-feiras, o Mercadinho decorre em Vidago e, em breve, terá Folar e Pastel de Chaves.


Se ainda não encheu a despensa de fumeiro, ainda existe um local onde pode encontrar enchidos com selo de qualidade garantido: o Mercado Municipal de Chaves. Há seis anos que o “Mercadinho do Fumeiro Tradicional” surge após o certame “Sabores e Saberes” de Chaves e conta actualmente com quatro produtores locais de fumeiro com cozinha regional certificada. O “Mercadinho do Fumeiro” abriu na passada quarta-feira, 23 de Fevereiro, e continua nas próximas, dias 2, 9 e 16 de Março, no Mercado Municipal, entre as 8 e 12 horas. Às quintas-feiras, o “Mercadinho” decorre em Vidago.

 

 

 

 


No primeiro dia de Mercadinho em Chaves, estava tudo muito calmo porque, além de ser dia de feira em Verín, os compradores aguardavam pela quarta-feira que antecede o Carnaval. De Cimo de Vila da Castanheira, a Cozinha da Lurdes não perde a oportunidade de participar no Mercadinho. “Compensa vir cá porque como moro longe da cidade, não vendo mais. Dá-me jeito a mim e às pessoas que querem comprar!”, comentou a produtora, que participa na iniciativa há 6 anos. “É pena não estarmos aqui a época do fumeiro toda, desde o Natal!”, acrescentou.


Sílvia Felizardo também não tem dúvidas que o Mercadinho “chama mais os clientes”, que vêm essencialmente de fora. “Há muitos que ainda não sabem que estamos cá, mas há sempre pessoas novas que gostam de experimentar”, aponta a produtora, que participa há quatro anos na iniciativa. No Mercadinho, estão ainda, pela primeira vez, as afamadas alheiras de Avelelas, de Maria da Conceição Soqueiro, e a Cozinha Regional da Quinhas, de Agostém.


Mercadinho vai ser remodelado para criar “espaço mais amplo e atractivo”


Aqui, o objectivo é não só “divulgar as unidades produtivas locais”, mas também “dinamizar o espaço do Mercado Municipal”, explica o vereador da Câmara Municipal de Chaves, Paulo Alves. “No fundo, é para tentar escoar alguma produção que sobrou porque o fumeiro tem uma época própria para ser produzido e consumido. Esta é a altura ideal para fazer este tipo de promoção”, acrescenta.


De resto, os produtores locais “estão interessados porque, sendo uma época de crise, os produtos têm qualidade e são sempre vendáveis”, considera Paulo Alves, que aponta que as várias feiras do fumeiro organizadas na região não influenciam o negócio do “Mercadinho”, uma vez que o fumeiro “é sempre um produto procurado”.


Para as próximas edições, “estamos a pensar fazer umas pequenas obras e adaptações para criar um espaço mais amplo e atractivo. Estou convencido que para o ano iremos ter essa remodelação de espaço feita”, onde o número de expositores poderá subir para 7 ou 8, conclui o vereador. Em Março, o mercado municipal irá acolher o Mercadinho do Folar, a que se juntará o Pastel, cuja produção diária em Chaves já se situa entre 25 a 27 mil unidades.


Sandra Pereira

 

 

Furtadas cerca de 30 tampas de saneamento na cidade


Em apenas duas semanas, cerca de 30 tampas de saneamento foram furtadas nas várias ruas da cidade de Chaves, mas já todas foram repostas. Autarquia já comunicou situação à PSP, que vai reforçar vigilância.


No espaço de apenas duas semanas, cerca de 30 tampas de saneamento foram furtadas pelas várias ruas da cidade de Chaves, avançou o vereador das Águas e Saneamento da Câmara Municipal de Chaves, Paulo Alves. Estes furtos têm causado grande prejuízo ao município, já que é necessário repor novas tampas de saneamento, sendo que cada uma custa à volta de 20 euros, se estiver colocada num passeio, e cerca de 60 euros se estiver situada na via pública, informou o vereador.

 

 

 

 


Na terça-feira, foram logo respostas cerca de sete tampas de saneamento junto ao edifício das Finanças e junto à Estação, pois “é realmente muito perigoso para os munícipes” as tampas ficarem destapadas, referiu ainda Paulo Alves. “É um caso de polícia”, mas a PSP já está alertada para um “reforço de vigilância”, que fará nomeadamente com polícias à civil, já que “não é fácil detectar este tipo de crime”, considerou Paulo Alves, acrescentando estar “atento à situação”.


Apesar de ninguém saber a que se destinam as tampas de saneamento, a probabilidade é que os ladrões as vendam para o ferro velho. Na semana passada, também foram furtados junto ao Mercado Municipal os fios de iluminação eléctrica, que causaram à autarquia um prejuízo de “cerca de 20 mil euros”, informou ainda Paulo Alves.


Sandra Pereira

 

 

Corte de fibra deixou Uniteldata sem serviço


Numa caixa subterrânea, sita no Parque Industrial, onde passa a  fibra da Uniteldata, empresa com serviços de televisão, telefone e internet, os cabos de fibra foram cortados radicalmente, ficando sem qualquer serviço.


Tudo terá acontecido na noite de sexta-feira, dia 18 de Fevereiro. Segundo Rui Pinheiro, um dos responsáveis da empresa, “nessa caixa subterrânea passam mais 3 cabos de fibra pertença do parque empresarial, mas esses não foram cortados”, situação que permite concluir que se tratou de “uma operação cirúrgica”, desconhecendo-se, até ao momento, quem e quais os motivos desta situação.

 

 

 

 


Detectada a falha nos serviços, “só por volta das 14 horas de sábado é que ficaram completamente restabelecidos”.


Segundo referiu Rui Pinheiro, “ vai ser formalizada queixa directamente junto dos Serviços do Ministério Público de Chaves”.


Para detectar o autor deste incidente, poder-se-ia recorrer às câmaras de vigilância do Parque Empresarial, porém, “não funcionam. Devia de haver mais policiamento nestas zonas, sendo certo que acreditamos que seja difícil devido ao reduzido número de empresas aqui instaladas”, concluiu Rui Pinheiro.

 

 

GNR organiza “Operação Censos Sénior”


A campanha tem como objectivo efectuar o registo de todos os idosos que vivem isolados e/ou sozinhos e actualizar os dados já existentes. A “Operação Censos Sénior” inicia-se amanhã, dia 25 de Fevereiro e termina no dia 25 de Março e decorre em todo o distrito coordenado pelo Comando Territorial de Vila Real da GNR.

 

 

 

 


“A GNR pretende ajudar a prevenir e a evitar situações de risco, sinalizar situações de necessidade de apoio social às entidades competentes, desenvolvendo ainda iniciativas com vista à sensibilização da população idosa de forma a esclarecer e incentivar a adopção de comportamentos de segurança, fazendo assim reduzir o grau de risco de acções criminosas”, informou a GNR.

 

Redacção

 

 

JSD Chaves organiza colóquio para debater dificuldades dos jovens


A JSD de Chaves organiza  na sexta-feira, dia 25 de Fevereiro, o colóquio “Juventude, que Futuro”, a partir das 21 horas, no auditório do GATAT. Entretanto, acaba de lançar um novo site para apelar à participação dos jovens na política do concelho onde residem.


A Juventude Social-Democrata (JSD) de Chaves organiza amanhã à noite o colóquio “Juventude, que Futuro”, a partir das 21 horas, no auditório do GATAT, em Chaves, onde o objectivo é debater as necessidades da juventude de hoje. “É importante que as pessoas comecem a olhar para a juventude como uma solução e não como um problema”, explicou Hugo Silva, presidente da JSD de Chaves, em conferência de imprensa.


O colóquio será aberto pelo presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, e pelo presidente da comissão política do PSD Chaves, António Cabeleira, seguido das intervenções dos representantes das 14 concelhias do PSD do distrito e do presidente da JSD Regional, Nataniel Araújo. Por último, o presidente da JSD Nacional, Duarte Marques, encerrará o debate.

 


De acordo com o presidente da JSD Chaves, a ambição do colóquio, além da troca de ideias e experiências entre concelhos, é também que Duarte Marques “leve na cabeça” os problemas e necessidades da juventude da região para Lisboa, de forma a poder encontrar soluções. “Prevemos um auditório repleto de juventude, pois notámos interesse”, avançou Hugo Silva, acrescentando que este não é um evento partidário, mas aberto a todo o público.


Um novo site onde os “jovens terão oportunidade de serem ouvidos”


Em paralelo, a JSD de Chaves acaba de lançar um novo site para esclarecer os jovens de como funciona a política. “A JSD quer acabar com os estereótipos” de que estas associações partidárias “não têm grande abertura” a outros jovens que se interessem por política, explicou Hugo Silva. Para isso, foi criado “um site dinâmico”, onde “os jovens terão oportunidade de serem ouvidos”, esclareceu.


Na homepage do site www.jsdchaves.com, encontram-se informações sobre as actividades da JSD, vídeos, outdoors, agenda e ligações às redes sociais. Mas a novidade é o espaço “Constrói um concelho à tua medida”, onde todos podem deixar comentários, sugestões ou contributos sobre a localidade onde vivem, até porque, referiu Hugo Silva, muitas vezes “a juventude tem ideologias distintas dos partidos”. Para chegar mais perto das necessidades da população, há ainda uma “comissão de freguesias”, onde os jovens podem apontar directamente as realidades e necessidades das freguesias do concelho aos responsáveis políticos.


Eleitos em Abril do ano passado com 75% de votos, os elementos da JSD dizem lutar por objectivos. “Somos os primeiros a dizer que a juventude em Chaves está esquecida”, afirma Hugo Silva, que garante haver uma “ruptura total” com a linha anterior da JSD. “Quando chegamos, a JSD tinha 112 militantes. Hoje, já conseguimos ultrapassar Vila Real e temos 600”, acrescenta. É que para Hugo Silva, “os partidos não têm que ser a continuação de linhas familiares, mas sim os de quem quer mudar e fazer algo”.


Sandra Pereira

 

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O Homem sem Memória (36) - Por João Madureira

 

 

 

Texto de João Madureira

Blog terçOLHO 

Ficção

 

36 – Quando o reco saiu da corte, os sete homens fizeram-lhe uma pega de caras como se de um touro se tratasse. E para touro só lhe faltavam os cornos. Era um bicho portentoso. O animal ia dar carne em abundância. E da boa. Alimentado em casa com batata barrosã, bolota, milho, centeio e couve-galega, até a carne gorda se comia como se fosse magra. Assada no espeto de pau, deixando cair o pingue no pão centeio, era um manjar de comer e chorar por mais. O José adorava comê-la acompanhada de cevada quentinha.


Momentos antes, a Dona Rosa fez o teatro de sempre e começou a fugir para longe tapando os ouvidos, afirmando que não conseguia assistir a um acto tão bárbaro. As outras mulheres encolheram os ombros e distribuíram-se pelos lugares estratégicos para levarem a cabo as diferentes tarefas, tais como aparar o sangue, pegar nos cestos ou fazer pequenos fachucos de palha.


Vários homens pegaram no porco pelas orelhas, outros filaram-no pelas patas e os restantes agarraram-no por onde puderam. Todos à uma, tombaram-no no chão e só depois é que o transportaram para o banco corrido onde o matador lhe enfiou o aço delicado e certeiro da faca até ao coração. Roncou que se fartou até se calar. Finalmente, os homens largaram-no. O matador insistiu em dar golpes perseverantes para o sangue continuar a correr para os alguidares de barro preto. O primeiro líquido escarlate foi dali directo para o pote. O outro foi misturado com um pouco de vinagre, para não tralhar, e mexido com paciência para vir a seu utilizado no fabrico dos chouriços de sangue e em apetitosas filhoses.


Agora todos se riam, os homens, as mulheres e as crianças. Muitas delas foram enviadas à procura das pedras para lavar o reco e andaram de casa em casa até um vizinho mais dado à brincadeira as fazer carregar com uns pedregulhos pesados enfiados dentro de um saco de serapilheira. Quando, exaustos, chegaram de novo ao terreiro, deitaram as pedras ao chão e puseram-se a olhar admirados para os homens que, agora, chalaceavam com a toleima dos garotos, enquanto chamuscavam o pêlo do animal com fachucos de palha centeia e o barbeavam com facas amoladas em pedra apropriada. Começaram a lavar o porco com rebos de granito do tamanho da palma da mão que abundavam por aqueles caminhos fora. Quanto mais observavam o olhar apalermado dos miúdos mais se riam. Muitos dos garotos não acharam muita graça a terem sido ludibriados e começaram a chorar e a proferir asneiras das grossas imitando o linguajar árduo e obsceno dos adultos.


Continuavam a rir os homens, riam agora algumas mulheres, riam muito os jovens que já tinham sido vítimas da mesma brincadeira estúpida e sádica. Mas o povo tem destas coisas, rir dos néscios, dos desgraçados e dos inocentes.


Quando o suíno ficou lavado, colocaram-no de barriga para cima mesmo a jeito de o matador o cortar com gestos certeiros e sábios. Primeiro foi-lhe retirada a pele da barriga junto com a carne gorda, depois foram sacadas as tripas e colocadas dentro de um cesto enorme protegido por um lençol de linho, com muito cuidado para não rebentarem. Mais logo serão lavadas no rio e com elas se fará todo o fumeiro necessário à alimentação da prole.


Em cima do couro liso do suíno, foi servido o sangue cozido ainda a fumegar, temperado com sal, alho e azeite. Foi ainda fornecido vinho para todos. Até para as crianças. Todos beberam. O vinho era bom e tinha a temida particularidade de emborrachar. Os homens gostavam de sentir-se bêbados. Ficavam mais descontraídos e assim a vida parecia-lhes mais suportável.


Depois de esventrado, o porco foi pendurado na trave mestra da adega e ali ficou à espera de enrijecer as carnes e de escorrer o pouco sangue que ainda lhe circulava nas veias. Dali a três dias ia ser desmanchado, o que era pretexto para tornar a convidar os amigos e para novamente se comer e se beber como Deus manda. Pelo menos é isso o que o povo diz. E o povo conhece bem Deus e os seus desmandos.


A rapaziada, cheia de força, encheu a bexiga do bicho e pôs-se a jogar a bola. Todos queriam ser o Eusébio. Mas não podiam porque o Abel, um órfão angolano que o Padre Zé tinha acolhido em sua casa durante dois anos até ir para o seminário, berrou para todos que o Pantera Negra só podia ser ele, pois era da mesma cor e tinha o mesmo jeito para jogar a bola. Os outros que se contentassem em ser o Torres, o Simões, o José Augusto, ou o Jaime Graça. O Eusébio barrosão fintava com tanta perícia que todos, em vez de jogar, se punham a olhar para ele como se de um artista de circo se tratasse. E a bola, de tão leve, teimava em pinchar sem rumo definido.


Mas foi o José quem se encarregou de terminar com o jogo que ainda mal tinha começado. Ou melhor, o seu pai coadjuvado pela Dona Rosa. Num lance mais arriscado, um dos jogadores, o filho de um cantoneiro com pouco jeito para a nobre arte do futebol, mas com forte inclinação para o mester da cacetada, avinagrado por o Abel lhe ter feito várias coxinhas seguidas e outras tantas interpoladas, num lance em que viu o José receber um passe de morte do Eusébio de Montalegre, foi-se-lhe às pernas e lesionou-o com gravidade. O guarda Ferreira, de cigarro em riste, apitou penalti. Mas foi interpelado pelo cantoneiro resmungando que aquilo nunca foi, nem nunca será, grande penalidade, que era notório que o pai protegia o filho e que, mais a mais, o futebol não é para maricas. “Tento na língua”, avisou o pai do José imbuído da sua dupla função de agente da autoridade e de juiz do assobio. E como o árbitro teimava na sua decisão de marcar pena máxima contra a equipa do filho, o cantoneiro elevou mais alto o seu desacordo e, após meter um pedaço de sangue cozido e pão à boca, e ainda depois de emborcar, de uma só vez, um copo de tinto, designado na gíria por penalti, foi-se caras ao árbitro e sentenciou: “Aqui pelo meu Coluna ninguém passa. Ele é dos valentes. O teu rapaz é que tem pouca força nas canetas. O futebol é para homens.” No momento, o Eusébio barrosão veio em defesa do seu companheiro de equipa e atacou: “O Simões pode não ser muito forte, mas finta como uma serpente.” “Cala-te preto”, avisou-o o pai do putativo Mário Coluna. “A tua opinião não é para aqui chamada.” “Ninguém chama preto ao meu afilhado preto. É uma ordem”, notificou o cabo Aníbal. “Ó Aníbal, só te pões ao lado dele porque é guarda. Que merda de valentia.” E ia para proferir mais qualquer coisa mas deteve-se porque a Dona Rosa pegou na bexiga cheia de ar e espetou-lhe o fio encolerizado da navalha que trazia sempre no bolso do avental e disse “acabou-se o jogo”. Todos se calaram no campo de futebol improvisado como se o árbitro tivesse decretado um minuto de silêncio em honra do reco morto. Como por milagre, a mulher do cabo Aníbal chegou-se à porta de casa para informar que o almoço estava na mesa. Todos esqueceram as desavenças e foram comer o cozido que cheirava estupendamente.

 

 

37 – As nevadas tinham o dom de dulcificar os olhos castanhos do José. De Inverno, quando acordava, o seu primeiro instinto era abrir as portadas de madeira das janelas e pôr-se a observar os montes lá ao longe. Quando eles se vestiam com o xaile branco da neve rejubilava. Sabia que durante algumas horas o mundo – o mundo de todos, mas sobretudo o seu mundo – ia ficar mais limpo, mais uniforme, como se fosse gizado pela(...)

(Continua)

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:37
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Palavras colhidas do vento... por Mário Esteves

 

 

Num destes dias tudo parecia estranho. Poucas pessoas nas ruas e as que se viam, caminhavam apressadas de rosto fechado e taciturno. Os comércios estavam vazios e patrões e empregados olhavam expectantes para a porta na esperança de verem entrar algum eventual comprador. A manhã nascera cinzenta, durante o dia caíram algumas gotas de chuva e não esteve muito frio. Nada que não surpreenda no inverno.


O quiosque do postigo acordou tarde e apenas às onze horas consegui comprar o jornal. Até o barbeiro estava encostado à cadeira, via a televisão e de vez em quando levava a mão à boca e bocejava.


Quando entrei no café, a dona lia uma revista das chamadas do coração e apenas lá estavam um idoso com o olhar perdido numa das estantes e uma jovem inquieta, entretida com a espiral de fumo que se desprendia do cigarro aceso que tinha entre os dedos. Na mesa jaziam duas chávenas vazias com as colheres estiradas nos pratos e os pacotinhos que ocultam o açúcar rasgados na parte superior. O silêncio, denso, apenas foi quebrado com a minha entrada. Tentei conversar com a dona, mas pela palidez do rosto, vi que não estava nos melhores dias. Perguntei:


- Uma noite mal dormida?


-“ Não. Uma dor de dentes.” Fez um esgar de sofrimento com a boca e por aqui se ficou, depois de me servir um “pingo directo”.


Para os lados da Câmara um ou outro funcionário saía do edifício com uma pilha de papéis e a condescendência da belicosa estátua do Duque de Bragança.


No Arrabalde não se via vivalma, nem junto ao quiosque ou nos passeios em frente.


E nem a presença imponente do Liceu… da Escola Fernão de Magalhães, outrora buliçosa, rasgava a solidão pétrea do Largo das Freiras. Apenas se escutava o murmúrio da água da fonte e o ruído causado pelo vento que fazia balancear uma tira de plástico presa na parede da biblioteca, que divulgava uma exposição de pintura que já passou.

  

A cidade parecia parada ou dava essa sensação.


Não é que haja um grande movimento nas ruas como numa metrópole, mas sempre vai havendo algum.


As pessoas param na rua em pequenos ajuntamentos para conversar durante alguns minutos, saem para fazer recados ou as suas compras diárias. Dirigem-se à estação dos correios ou às diversas repartições a tratar de seus assuntos e negócios.

 

 


 

Quando fui almoçar o dono do restaurante viu-me entrar e exclamou:


- “Mas que dia! Ao meio da manhã, passei pela Rua Direita e pela Rua de Santo António e não se via ninguém … Anda tudo mesmo mal, se não há alguém que bote mão nisto, não sei onde vamos parar …”


E quedou-se imóvel, de braços cruzados, os olhos baços, esquecido da minha presença, enrolado nos seus pensamentos. Ele, que habitualmente mais parece uma formiga, sempre a mourejar de mesa em mesa, com o lápis atrás da orelha, um olho na cozinha e outro no balcão e miraculosamente ainda consegue vislumbrar um cliente receoso que desde a rua consulta o cardápio afixado na parede. Aqui faz a conta, além muda ou traz pratos e talheres, sempre atento ao tilintar de um pequeno sino, sinal que a mulher aviou um pedido.


Sonhava.


Viajava no tempo até à velha Pensão Central, com portas pela Rua Direita e Rua do Bispo Idácio, onde entrou criado e saiu amo, com uma passagem obrigatória pela emigração.


Aquilo é que foi trabalhar, primeiro com um sócio e depois sozinho, ele e à mulher, que também nela fora empregada.


“Sai um bacalhau frito para a mesa do canto! E nós o que vai ser? Uma posta de sável de escabeche ou peixinhos do rio, umas coxas de rã… Escolha que aqui há de tudo, menos dinheiro …!” – E sorria, já senhor de uns aforros, cada vez maiores, graças a Deus, ao trabalho e aos juros bancários.


Eram almoços, jantares, ceias e petiscadas … E a somar, ainda o aluguer dos quartos. Não havia noite, que um fatigado viajante, depois de calcorreada a praça, registadas as encomendas, não se lhe recolhesse sob o seu telhado. Seu, quer dizer, ainda havia de ser, aqui ou noutro lado. Como acabou por ser, por passamento da velha pensão e casa de pasto.


Então como ou não? - Interrompi.


- “ Desculpe lá, doutor. Estava aqui … então o que vamos comer. Tem coelho e olhe que está bom, ainda há pouco comi uma perna com um papo-seco e soube-me às mil maravilhas; e tem tripas … mas há poucas. Amanhã fazem-se mais que é o dia delas. Se quiser faço-lhe um bife …”.


Pode ser coelho. – Assenti.


- “ Sai um coelho pró doutor!”


E lá foi, rodilha no braço e a ponta de um esgaçado palito entre os dentes.


… E pela noite regressou o movimento. Pais, junto à Igreja Matriz, aguardam os filhos que estão na catequese; outros passam pelas escolas e no caminho já levam a comida para o jantar. Alunos apressam-se para apanhar os autocarros que os levarão para casa. Correm-se os taipais que ainda restam, outros fecham as portas dos estabelecimentos. Saem patrões e empregados, uns pensam como vão pagar e outros como vão receber …


“Ele” há dias assim … E não estarão a repetir-se? … Ou tudo não passou de um coelho tirado … não para o prato, antes … da cartola!

 

Mário Esteves

 

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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Notícias

 

 

O grupo Mitorga actuou no Festival En'Fado

 

O Festival En’Fado, que fez as delícias dos amantes da música tradicional portuguesa durante todo o mês de Fevereiro, está quase a terminar. Na próxima quinta-feira, 24 de Fevereiro, o fadista António Laranjeira, que integrou o elenco do musical “Amália” de Filipe La Féria, encerra o mês do fado no auditório do Centro Cultural de Chaves, às 21h30.

 

É no fado tradicional que António Laranjeira se revê e mais gosta de cantar. A sua outra paixão é a poesia que escreve e interpreta nos seus fados, ou oferece a fadistas amigos. Neste concerto, António Laranjeira, natural de Souselo, no concelho de Cinfães, promete cantar temas de grandes compositores de fado, como Armandinho, Joaquim Campos e Alfredo Marceneiro, os três maiores compositores de fado de que há memória, na opinião do fadista.

 

 


 

 

Na quinta-feira passada, o grupo Mitorga voltou a cantar os poemas de Miguel Torga musicados em fado no palco do Centro Cultural de Chaves. Para quem ainda não conhece, os Mitorga são um projecto flaviense, que começou a ganhar corpo em 2007, ano em que foi celebrado o centenário do nascimento do poeta transmontano Miguel Torga. No concerto em Chaves, ofereceram mais do que os sublimes poemas do poeta transmontano, nomeadamente temas conhecidos do fado tradicional. No final do espectáculo, os três artistas que compõem o grupo – Teresa Ventura, Paiva Ribeiro e José Fonseca – disseram que a reacção do público em Chaves “tem sido um crescendo”, mesmo em dias frios como o do último espectáculo na cidade dos flavienses.

 

Sandra Pereira

 

 

 

PCP vai sugerir ao Governo criação de Unidade Local de Saúde integrada no CHTMAD


O grupo parlamentar do PCP vai apresentar na Assembleia da República um projecto de resolução sobre a criação de uma Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega, no qual defende a continuidade da integração do Hospital de Chaves no CHTMAD por um período experimental de dois anos. O PCP acusa os outros partidos de terem uma posição “pouco clarificadora” sobre o novo modelo de gestão que defendem para o Hospital de Chaves.

 

“O Hospital de Chaves está hoje muito mais debilitado para ser autónomo do que há quatro anos”, defendeu ontem em conferência de imprensa o deputado do PCP, Manuel Cunha. Na sequência da discussão da petição pública a favor da criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) no Alto Tâmega, que decorrerá na próxima quinta-feira na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PCP decidiu apresentar um projecto de resolução ao Governo, que defende o “reforço funcional” prometido em 2007 no Hospital Distrital de Chaves, mas também a continuidade da integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

 

No documento, o PCP pede a criação de uma ULS do Alto Tâmega, que “manteria níveis adequados de articulação administrativa, financeira, logística, técnica e clínica com o CHTMAD, pelo prazo de dois anos, após o qual se reavaliaria a experiência e se decidiria em conformidade, no sentido de se aprofundarem as autonomias ou de fazer cessar a experiência”. De acordo com Manuel Cunha, “ao fim de quatro anos de integração, todas as decisões saíram do CHTMAD” e os médicos que exercem a profissão em Chaves são contratados pela unidade de Vila Real. Por isso, embora há quatro anos o PCP tenha defendido uma gestão autónoma da ULS, “a desintegração do Hospital de Chaves, numa saída de conflito, não corresponde hoje ao interesse das populações, nem ao dos profissionais que lá trabalham”, considerou Manuel Cunha, acrescentando que seria mesmo “perigoso” no contexto actual de falta de médicos “uma ruptura” com a unidade de Vila Real, pois “quem assegura que eles ficariam a trabalhar em Chaves?”.

 

 


 

 

PCP exige cumprimento de promessas do Governo e articulação com outras unidades de saúde da região

 

Além do “cumprimento do Protocolo assinado [em 2007] entre o Ministério da Saúde e autarquias do Alto Tâmega de resposta imediata às carências de recursos humanos e à ausência de investimentos – caso da remodelação do Bloco Operatório”, o PCP defende ainda a fixação de “formas de articulação com as outras unidades de saúde de cuidados primários e diferenciados da região”, a “concretização, no prazo de 60 dias, das medidas necessárias para o funcionamento de consultas das diversas especialidades existentes em Vila Real no pólo de Chaves”, e ainda a consolidação do “Hospital de Dia“, com a realização de todas as consultas externas em Chaves, de modo a reduzir o número de utentes que actualmente precisa de se deslocar a Vila Real.

 

Outras novidades que constam no projecto de resolução comunista são o desenvolvimento de uma rede de transportes de doentes e profissionais no quadro da CHTMAD e o estudo de outras possíveis valências e áreas a articular na ULS, nomeadamente a criação de um Centro de Alcoologia. Para Manuel Cunha, este projecto de resolução implica alterações na legislação vigente, mas o PCP “lança o desafio”, que “não é assim tão complicado”.

 

Para o deputado comunista, “é muito importante que os autarcas e população mantenham a pressão para que o Governo concretize as promessas que fez” e o PCP está “disponível para todas as tomadas de posições e manifestações para exigir melhores cuidados de saúde para a população do Alto Tâmega”. De resto, os comunistas não têm grandes expectativas sobre a discussão da petição pública no Parlamento. “Não estou a ver que o Governo mude de opinião. O que o pode embaraçar é esta proposta do PCP”, rematou o deputado Manuel Cunha, também ele médico de profissão.

 

Sandra Pereira

 

 

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Pedra de Toque - Balsamão

 

 

 

 

Balsamão

 

O progresso no mundo moderno desgasta.


O corpo e a mente fatigam-se, cansam-se às raias do esgotamento, com ritmo, o stress da vida nos dias de hoje.


Depois não existe a compensação com uma alimentação correcta e saudável, nem com o indispensável sono profundo, sereno, tranquilizador.


São os congelados, os enlatados, “os aviários”, os conservantes, os problemas, a ansiedade, as angustias, a metafísica, a luta, desleal por vezes, a ambição desmedida transformada em hábito, tudo, tudo a fazer mossa, a fazer rugas, a provocar o espasmo nervoso, a motivar o calmante nocturno.


Face a tal realidade, é bom, sabe bem, reconforta uma visita a Balsamão.


Dista cerca de 80 Kms da nossa cidade, situa-se a 17 Kms de Macedo de Cavaleiros e a 4 da Freguesia de Chacim.


Aí existe um Santuário e um Convento transformado numa modesta – em obras de beneficiação e ampliação – mas confortável pousada, com a direcção de padres Marianos, extremamente gentis e hospitaleiros.


As refeições que nos servem são confeccionadas à base de produtos naturais, com o desejável paladar caseiro, e o preço que nos pedem a final, é demasiado módico, comparado com o corrente, no vulgar restaurante e em idênticas estalagens.

 

Balsamão

Foto de JP Nascimento

 

Mas o que efectivamente fascina é o espectáculo deslumbrante da paisagem que do local se enxerga.


Os olhos não param na lonjura dos campos vestidos pelas folhas prateadas das oliveiras sem fim e pelo amarelo torrado das searas, salpicados, aqui e ali, pelo vermelho rubro das papoilas e pelo branco das belas rosas bravas, que exalam perfumes que inebriam.


Respira-se fundo o sabor do campo tratado e o silêncio quebrado pelo melódico chilrear dos pássaros em liberdade.


Uma sensação de paz, misturada “com a brisa que refresca, o calor que aquece e o vento que sacode”, penetram, invadem, mergulham através dos poros e chegam lá donde moram a angustia, os sonhos e a esperança.

 

Longe ainda dos malefícios do progresso, Balsamão e seus campos em redor, banhados pelo rio Azibo, afluente do Sabor, é sitio que merece visita urgente, sempre.


Estive lá uma vez, mas não deixarei de voltar.


Porque sabe bem, reconforta, sossega, reequilibra, consola!...

 

António Roque

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