Soutelinho da Raia
Como sabem aos sábados e domingos este blog vai até às aldeias do nosso concelho de Chaves. Já por aqui passaram todas e a grande maioria já passou por aqui mais que uma vez, além das freguesias que também, cada uma delas, teve aqui o seu post. Mas desde o início deste blog que me apeteceu ir um bocadinho mais além das nossas aldeias, pelo menos até às aldeias vizinhas daquelas que estão no limite do nosso concelho e com as quais, pela vizinhança entre elas, sempre houve relacionamentos e trocas comerciais e laborais, de amizades e amores, embora às vezes, nalguns casos, o contrário também seja verdadeiro, principalmente em tempos não muito distantes onde as rivalidades também faziam parte do quotidiano de aldeias vizinhas.
Videferre
Penso que por esse nosso Portugal fora se vai repetindo um pouco aquilo que se passa por cá, mas nós, além da vizinhança dos concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Boticas e Montalegre temos ainda os concelhos galegos da raia como vizinhos e com esses, embora também tivesse havido sempre relacionamentos entre as aldeias vizinhas de ambos os lados da fronteira, nem sempre foram facilitados como entre aldeias portuguesas ou como hoje em dia. Muitas das vezes, ou quase sempre, só na clandestinidade é que esses relacionamentos eram possíveis, principalmente no tempo em que de ambos os lados da fronteira a democracia ainda era uma miragem, mas também por essa razão esses relacionamentos se tornavam mais interessantes e intensos e não havia um Salazar ou um Franco que travassem amizades, amores, mas sobretudo o contrabando entre as aldeias de ambos os lados da raia.
Soutelinho da Raia
Estou em crer que todas as aldeias da raia têm saudades desses tempos. Tempos difíceis, é certo, mas com aldeias cheias de vida, com muita gente e sobretudo com um modo de vida que ia fazendo a sustentabilidade desse povo que vivia em cima da raia. O contrabando, direta ou indiretamente era esse garante, não só através dos profissionais que de ambos os lados (contrabandistas/guarda-fiscal) faziam dele a sua vida, mas de todos que à retaguarda usufruíam dele, pois contrabandistas e guardas-fiscais davam filhos paras as escolas, povoavam as aldeias, dinamizavam o comércio local e as trocas comerciais e, nos tempos livres, dedicavam-se à agricultura e outras profissões. Com a abertura das fronteiras mas sobretudo com a entrada na Comunidade Europeia de Espanha e Portugal, as aldeias da raia ficaram pasmadas a ver partir os seus e, registe-se, que só da parte dos guardas-fiscais e respetivas famílias, foram às largas dezenas em cada aldeia com posto da GF que fizeram as trouxas e abalaram para as cidades.
Bousés
Faltava assim a este blog andar pela raia, de ambos os lados da fronteira, pois todas as aldeias portuguesas da raia do nosso concelho, tem a sua correspondente do outro lado da raia na Galiza. Vamos começar em Soutelinho da Raia que do outro lado tem as aldeias galegas de Videferre, Espiño e Bousés, para quando pudermos terminarmos em Segirei que do outro lado tem Tomonte e Soutochão. Ao todo são cerca de 50 aldeias repartidas por ambos os lados da raia que irão passar por aqui. Não prometo que seja de seguida, pois falta-me ainda fazer a recolha fotográfica de algumas aldeias galegas, mas irão passando por aqui conforme for tendo disponível material fotográfico e outros dados da raia.
Para já fica Soutelinho da Raia, Videferre e Bousés, esta última vista desde o S.Caetano. Falta Espinõ da parte galega, mas também passará por aqui numa próxima oportunidade e com mais dados que vou querer acrescentar a estes post’s de “Aldeias da Raia”, pois o de hoje ainda não vale a sério, é só o anúncio de crónicas que terão de ser feitas com peso e medida e que terão ainda muito trabalho para realizar.
Pecados e picardias
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-ASSIM NASCEM POETAS
Assim nascem poetas
De perguntas vãs
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Em discursos profusos
Assim nascem poetas
De luz na escuridão
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Desbravados a tempo
Assim nascem poetas
De livros em branco
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Professam o alento
Assim nascem poetas
Da ciência da alma
Autêntico oásis
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Assim nascem poetas
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Pensamentos e alertas
Dos nossos sentidos
Assim nascem poetas
De partos difíceis
Cativando ascetas
Em momentos tristes
Assim nascem poetas
Presentes e ausentes
Em réstias de liberdade
Emitindo congruentes
Verdades sem idade
Assim nascem poetas
Dos sítios de ninguém
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