Domingo, 30 de Novembro de 2014

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Sem saber porquê vamos por atalhos obscuros

Ancorados nas dúvidas da inocência

À tona um ego não se livra de apuros

Refém do medo, naufrágio ,decadência

 

Sem saber porquê esse arrepio na pele

É o frio da culpa que se entranha

E deforma os afetos por quem nos repele

Como penitência mal vinda de estranha

 

São premonições augúrios sem esperança

Fluem como o sangue entorpecido

Nas veias estreitas apertadas na lembrança

Do amor que sem nascer tinha morrido

 

Somos nós, sem saber porquê ou porque não sabemos

d as nossas verdades nas mentiras que sofremos…

 

Isabel seixas in Espólio

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:55
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O Outono entre Seixo e Loivos

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O concelho de chaves é constituído por uma cidade (Chaves), duas Vilas (Vidago e Stº Estêvão) e cerca de 150 aldeias, no entanto, uma das vilas (Stº Estêvão) adquiriu o título excecionalmente, com uma exceção à própria exceção prevista na Lei nº 11/82 de 2 de junho, Mas veio isto à conversa por causa de Vidago, a vila e o segundo aglomerado mais importante do concelho, e ao qual, por uma ou outra razão às vezes temos que ir.

1600-seixo (107)

E chamo aqui Vidago porque foi a caminho dessa vila que tomei estas imagens. Sendo a segunda povoação mais importante do concelho desde sempre teve ligações privilegiadas com a sede do concelho, além de ser atravessada pela Estrada Nacional 2 e receber ou ser o entroncamento de outras vias secundárias. Assim atualmente podemos (a partir de Chaves) chegar a Vidago por 5 vias diferentes (e já perdemos a sexta via que era o combóio), sendo duas delas principais (A autoestrada e a Nacional 2) e as restantes 3 secundárias. Pois sempre que lá vou sem as pressas do relógio a incomodar tomo preferencialmente uma das ligações secundárias, mas com mais frequência a que sai de Chaves pela EN 314, a tal estrada que nos liga a quase metade do concelho rural e de montanha.

1600-seixo (118)

É nesta alternativa de acesso a Vidago que apanhamos vários pontos de interesse, desde logo as vistas que durante a EN 314 lança para o vale de Chaves, a subida da Serra do Brunheiro, a descida para o vale de Loivos ou melhor, da Ribeira de Oura, a própria Ribeira de Oura, Loivos que ainda hoje mostra a sua grandeza e as belezas naturais que acompanham todo o percurso até Vidago. No entanto esta alternativa atravessa apenas 6 aldeias, sendo que uma delas ainda é na prática cidade (Vilar de Nantes) outra um pequeno aglomerado de 4 ou cinco casas no cruzamento de estradas (Peto de Lagarelhos) e pelo meio apenas restam Izei, Seixo, Loivos e Vila Verde de Oura. As imagens de outono de hoje são precisamente do local onde a Ribeira de Oura recebe um pequeno afluente e atravessa a estrada entre o Seixo e Loivos.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:44
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Sábado, 29 de Novembro de 2014

Ainda o outono pela nossa ruralidade

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Cá estamos de novo e, se às segundas-feiras fazemos o regresso à cidade é porque aos fins-de-semana andamos pelo nosso mundo rural, pelo menos em imagem, pois pessoalmente nem sempre é possível, como o caso de hoje, mas deixo-vos alguns olhares do último sábado, ao longo da Nacional 314, uma das que nos leva até à croa do Brunheiro.

1600-izei (161)

E não é preciso ir muito longe para entramos na nossa ruralidade, aliás nem sei se sair de Chaves será sair da ruralidade, sem depreciar a minha cidade, antes pelo contrário, entendam estas palavras como um elogio e, penso mesmo que um dos principais problemas atuais da nossa urbe, foi e é querer que ela seja mais que isso. Mas enfim, tudo isto é a minha opinião.

1600-en 314 (5)

Pois hoje ficamos ainda com um bocadinho do outono, daquele que ainda restava no último sábado, pois agora, embora o inverno oficial só chegue daqui a uns dias, já estamos nos tais, os nossos, nove meses de inverno.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:23
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Um discurso com a última de outono em Chaves

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Fica a última do outono em Chaves, deste ano, mesmo porque os dias agora já são mais de inverno e o arvoredo começa a ficar completamente despido para a longa noite. No entanto, amanhã ainda teremos mais outono, mas porque é sábado, subiremos de novo as montanhas e, embora o colorido seja o mesmo, o brilho nas montanhas é sempre diferente. Até amanhã, pois hoje o discurso fica-se com o outono a envolver aquilo que vamos tendo de melhor, a nossa velha top model com o casario a si adossado.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:34
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Chaves - Mais uma de outono, jardim sem público e coretos sem músicos

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publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Vivências - Regresso ao passado

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Regresso ao passado

 

Em vez de lhe dar como destino o contentor da reciclagem, um colega de trabalho resolveu deixar na sala de funcionários umas quantas revistas já lidas. Para ocupar o pouco tempo que ainda tenho da hora de almoço pego numa delas e vou virando as páginas, lendo os títulos e, ocasionalmente, um ou outro parágrafo. A páginas tantas reparo num artigo que descreve como uma família do Canadá resolveu viver durante um ano tal como se vivia nos anos 80, ou seja, sem recurso à tecnologia dos nossos dias. E tudo começou porque, num belo dia, o pai daquela família não gostou que o seu filho preferisse continuar a brincar com o iPad, em vez de ir brincar lá para fora para o jardim. E assim iniciaram um autêntico regresso ao passado, sem telemóveis, iPad, Internet, Facebook ou TV cabo, mas com cassetes VHS, videojogos, brinquedos em plástico e em madeira, e até roupas da época. Também as relações com o exterior mudaram drasticamente, passando os contactos com os familiares e amigos a fazer-se novamente por carta para, por exemplo, enviar fotografias das férias ou do aniversário dos filhos… Não posso deixar de considerar a iniciativa original, mas simultaneamente excêntrica e, quiçá até, eventualmente traumática se não for levada a cabo com muita ponderação e bom senso.

 

Sem defender, obviamente, um regresso civilizacional à década de 80, não deixo, no entanto, de pensar em tudo o que havia de bom naquela época e na forma como conseguíamos ser felizes com muito menos… Hoje, os nossos adolescentes e jovens (a maioria deles) têm tudo o que querem, o que precisam e o que não precisam… Têm nas mãos ferramentas de comunicação, entretenimento e acesso ao conhecimento com as quais nós nem sonhávamos… mas a verdade é que nem por isso são mais felizes, melhores alunos na escola ou têm mais amigos… Alguns deles vivem até permanentemente insatisfeitos por não terem o último modelo de telemóvel ou a aplicação xpto no seu smartphone. A esses adolescentes e jovens estou certo que lhes faria bem um regresso ao passado para verem como era a vida no tempo dos seus pais e avós e, assim, aprenderem a valorizar o que hoje têm…

Luís dos Anjos

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:08
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Chaves - continuando no outono...

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Como esta é a semana que o blog dedica ao outono, o deste ano mais amarelado que avermelhado, hoje em vez de um olhar ficam quatro. Amanhã há mais.

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:09
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Intermitências

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Último Post

 

"Caríssimo,

 

Desde que foste embora que ouço a 'nossa' música. Há quem diga que as músicas de antes versavam sobre as profundezas humanas, e que as de hoje reflectem mais o medo da emoção. Medo de dar-se, entregar-se, ficar a mercê da mudança e do eférmero, medo de não controlar-se a si próprio e aos sentimentos, e sobretudo de sofrer.

 

Quisemos fechar-nos dentro de nós próprios, dentro das nossas expectativas e ilusões. Quisemos continuar a procurar. Porque a felicidade não pode estar tão próxima. Não, a felicidade está certamente noutro lugar, não à mão de semear, é demasiado fácil para a complexa mente humana. Quisemos continuar a procurar. Temos agora demasiado por onde escolher.

Ultimo_Post.jpgSaint-Raphaël, França, Agosto 2014 - Fotografia de Sandra Pereira

 Não te vou maçar mais com as minhas histórias, supostamente originais, supostamente singulares, já te inventei muitas para que nunca me fosses embora. Mesmo assim preferiste partir em busca do frio lá fora com medo de queimar-te junto à nossa lareira.

 

Talvez voltes um dia. Porque o tempo apaga muita coisa, mas não apaga as marcas do coração. Talvez seja melhor, talvez seja a única forma de dar sentido à vida nestes tempos que correm. Para que se recuperem valores que já cremos perdidos para todo o sempre no 'antigamente'.

 

Quero ficar bem. Também quero continuar a procurar. Temos agora demasiado por onde escolher.

 

Vai dando notícias. Se puderes, se quiseres.

 

Um beijo"

 

Sandra Pereira

 

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A magia do outono em Chaves

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Quem conta um ponto...

avatar-1ponto

 

216 - Pérolas e diamantes: da necessidade de uma terceira força e de transparência

 

Já pressentindo a hora da despedida, o executivo de Passos Coelho, também conhecido como o Pedro dos Impostos, ou o Xerife de Nottingham, e do senhor Portas, já apelidado do mister dos submarinos, resolveu à última da hora, pela voz da fortuita Maria Luís Albuquerque, vir agitar o papão de um 2º resgate.

 

Zangado com as sondagens, o líder do PSD, conhecido como o Xerife de Nottingham, ou o Pedro dos Impostos, resolveu vir a público dizer que, sendo assim, já não repõe a totalidade dos salários na função pública, como tinha prometido logo após a decisão do TC.

 

Logo a seguir resolveu brandir o fantasma, ao que tudo indica, ainda vivo, mas detido por suspeitas de corrupção, do ex-primeiro-ministro Sócrates. E nisso teve a ajuda prestimosa do líder da bancada do PS no parlamento, Ferro Rodrigues, que, embandeirado em arco pelas sondagens, resolveu assumir a reabilitação do famigerado José, com toda a pertinência que se lhe reconhece.

 

Portas, com a habilidade discursiva que todos lhe atribuímos, lembrou, e bem, que o PS deixou um país à beira da falência e que “o passado do PS continuará a ser o problema do futuro do PS”.

 

De facto, tudo indica que sim, pois as caras que acompanham António Costa são as do velho PS, as conhecidas, e reconhecidas pelos portugueses, como a “tralha” socialista.

 

Todos os sinais indicam que, apesar da liderança do PS ter mudado, a sua política continua a mesma. É impossível fazer uma política nova, com o velho PS.

 

Pedro dos Impostos, ou o Xerife de Nottingham, metido dentro do seu labirinto, como o general do romance de Gabriel García Márquez, afirmou “que se orgulha muito do que foi feito e que não vai facilitar”. É caso para dizer que bem pode limpar as mãos à parede.

 

Mas também ninguém poderá estranhar. De facto, o líder do PSD ascendeu ao poder através de uma colossal mentira, tendo sido levado ao colo pela comunicação social, que na altura batia em Sócrates como em centeio verde. Pelos vistos, o homem andava apenas a fazer pela vidinha, como a sua detenção confirma.

 

Mas como os ventos mudaram, Passos Coelho começou a acusar os meios de comunicação social da sua má imagem.

 

O PM já deixou de governar. Limita-se a gerir a mentira da sua boa governação.

 

António Costa, por seu lado, posto perante o flagelo das cheias na cidade que governa, disse que para elas não existe solução.

 

O pior vai ser quando se sentar na cadeira do poder e anunciar aos portugueses a mesma conclusão. Se calhar o PS não tem mesmo resposta para os problemas do país. Ainda não ouvimos o seu chefe explicar as soluções concretas que defende para os problemas que persistem. O seu sorriso é doce, a sua voz é calma e o seu tom é moderado e generalista. Mas só isso não chega. E o Sócrates foi parar atrás das grades.

 

A solução tem de vir de fora. De fora do sistema político tradicional. De uma terceira força constituída por pessoas que não estejam dependentes dos mafiosos interesses dos aparelhos partidários. Que não estejam enfeudadas nem ao PS nem ao PSD, o famigerado BCI (Bloco Central dos Interesses).

 

Ou vem daí, ou não teremos solução duradoura e credível. Será mais do mesmo. É necessário e urgente sairmos deste jogo viciado efetuado entre os dois partidos do sistema.

 João Madureira

 

PS – A “Transparência e Integridade, Associação Cívica” (TIAC) tomou a iniciativa de avaliar o volume e o tipo de informação disponibilizada aos munícipes, e à opinião pública em geral, que apelidou de classificação do “Índice de Transparência Municipal” (ITM).

 

O ITM afere o grau de transparência de cada município, medido através de uma análise da respetiva página na internet.

 

A TIAC avalia o volume e o tipo de informação disponibilizados aos munícipes (e à opinião pública, de uma forma geral) sobre a estrutura da autarquia, o seu funcionamento e atos de gestão, entre outros tópicos.

 

Áreas de elevado risco de corrupção, como a contratação pública e o urbanismo, suscitam uma particular atenção dos autores do ITM.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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De regresso à cidade e à magia do outono

1600-(41231)

Como sempre, segunda-feira regressamos à cidade, desta vez com a magia do outono, magia que vai estar por aqui toda esta semana com uma foto, além do habitual post. Até à próxima.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:45
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Domingo, 23 de Novembro de 2014

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Descia só

pelos atalhos do passado

Ao rebusco, do pó, das perdas e do lado oculto

vestia de branco, num corpo magro

ensombrado num vulto

 

Havia silvas,

sem amoras, e passadiços

sem asfalto, escorriam águas paradas nas bermas

pés doridos, chinelos apertados

pisam lama desolados

 

escurecia,

na indiferença das paixões

nasciam hortências à revelia do outono

dormiam relâmpagos com faíscas

prontos para tempestades

 

apagou o lume,

encheu a botija, já não havia luar…

 

Isabel Seixas in Espólio

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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O outono em Agrações

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 Ontem andámos por Vidago e tal como disse, ainda sobrou tempo para outras realidades, as das aldeias de montanha, do mais alto das montanhas. Agrações é uma delas, onde gosto de ir de vez em quando por várias razões, e ontem, havia mais uma razão, pois como no vale da Ribeira de Oura a chuva se misturava com nevoeiro, era quase garantido que mais lá no alto poderíamos espraiar sobre o nevoeiro o olhar para o horizonte mais distante que ao anoitecer, proporciona sempre vistas a não perder, mas primeiro era preciso subir a bom subir até Agrações.

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Pelo caminho, uma linha de água que descia apressadamente a montanha chamou a nossa atenção e, como é uma daquelas imagens que não se podem perder, parámos por uns instantes. Nós parámos, a linha de água não. Essa continuou com toda a sua bravura e pressa de engrossar a Ribeira de Oura, para mais tarde engrossar o Rio Tâmega que por sua vez irá engrandecer o Rio Douro para mais tarde se perder no mar. Pois é, o mar também tem um bocadinho do cheiro das nossas montanhas.

1600-agracoes (422)

Mais à frente, já à entrada da aldeia, uma paragem sempre obrigatória, pois chegamos ao “souto dos burros” que vêm sempre ter connosco como que para saber ao que vamos. São mansinhos e gostam dumas carícias, além disso, são sempre bons modelos para uns cliques que sempre gastamos com eles.

1600-agracoes (444)

E finalmente a aldeia, que embora com pouca gente, que os dedos das mãos chegam para contar, temos sempre alguém para dois dedos de conversa e companhia, com quem também aprendemos sempre alguma coisa para além da realidade do viver lá no alto da montanha, a realidade que dói na ausência dos filhos que emigraram e nunca mais voltaram para viver na aldeia, ou do frio que vai amentar quando o nevoeiro resolver subir a encosta e se misturar com o que desce. Já de noite, lançámos em tom de desafio um: – “vamos embora senão ainda temos de ficar para jantar” . E a resposta do bom povo transmontano foi pronta – “ e se tiverem que ficar há sempre mais um lugar à mesa” . Agradecemos e partimos de regresso ao nevoeiro da cidade.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:27
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Sábado, 22 de Novembro de 2014

O outono em Vidago

1600-vidago (2433)

Pelo menos uma vez por ano lá vamos nós até à joia da coroa que é, como quem diz, Vidago, ou, sejamos mais precisos, até ao Hotel Palace e o seu parque, ainda há pouco considerado o melhor hotel do mundo para casar e, não ofenderei ninguém se disser que tem o melhor parque do mundo para desfrutar e passear, o melhor campo de golf do mundo para mandar umas tacadas e o melhor outono do mundo para fotografar.

1600-vidago (2363)

Mas temos de ser realistas e ainda bem que o hotel Palace e o seu parque tem vedação para, assim, evitar que as maleitas do exterior contaminem a beleza que encerram, pois transpondo o seu portão de saída, a realidade é outra, à merce da coisa pública que em vez de pública, de todos nós, só serve para servir os devaneios (e peço desculpas pela suavidade do termo) de alguns, os mesmos de sempre.

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Antiga estação da CP, hoje (2014)

1600-vidago (1591).jpg

Antiga estação da CP, em 2013

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Em cima a Av. Conde Caria em 2013, em baixo, a mesma avenida hoje (2014)

1600-vidago (2326)

As imagens falam por si, tirem as vossas conclusões e depois, se calha, até é o meu olhar, talvez distorcido, que vê as coisas como elas não são. Assim, ficamos por aqui e vamos ao que interessa – o outono no parque do Hotel Palace.

1600-vidago (2471)

Outono que este ano com as chuvas ou os meus afazeres que me fazem andar por outras andanças, quase me ia passando ao lado, em termos de imagem, claro, e da sua magia das cores, penso mesmo que este fim de semana vai ser o último deste ano em que o outono permitirá que as folhas fiquem nas árvores.

1600-vidago (2421)

Mas mesmo com chuva, às vezes misturada com nevoeiro, lá fomos à caça de imagens e não eramos os únicos, não só à caça de imagens pois outros, muitos por sinal, andava à caça de buracos no meio do relvado. Quanto à chuva, lá ia caindo, mas poucos se importavam com isso.

1600-vidago (2353)

Valeu por um dia bem passado no meio da magia do colorido de outono, ainda com algum tempo para ir por outras paragens que embora não muito longe são uma outra realidade, onde em vez de se viver entre os greens e o glamour de um hotel se sobrevive à passagem dos dias, mas essa realidade, fica para amanhã, onde o outono também acontece.

1600-vidago (2546) 1600-vidago (2518)

 Até mais logo!

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:59
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Fugas

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Olhos de Água e Castelo de Almourol

 

Decisão rápida. Passeio meio improvisado. Saímos já a meio da manhã e tomamos a auto-estrada até Torres Novas. Após uma breve volta pela cidade procuramos informações sobre a forma de chegar aos Olhos de Água ou Nascente do Alviela. Afinal, vamos na direcção errada. Temos de voltar para trás e seguir em direcção a Alcanena e depois Santarém. Finalmente, encontramos setas com o destino pretendido e meia hora depois já estamos a estacionar no parque. Damos um pequeno passeio pelas redondezas e apreciamos a força do rio Alviela. Aqui perto são feitas as captações de água que ajudam a abastecer a cidade de Lisboa, a muitos quilómetros de distância. Almoçamos no parque de merendas e seguimos para outra paragem. Após alguns quilómetros (poucos) na A23 entramos numa estrada de mau piso que nos vai levando na direcção do rio. Finalmente, vemo-lo ao longe, elevando-se sobre uma pequena ilha escarpada no meio do rio Tejo. Com quase mil anos de história o Castelo de Almourol é um dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da época da Reconquista. Para o visitar temos de ir de barco. Enquanto esperamos pela nossa vez a nossa filha entretém-se a atirar migalhas aos patos que se passeiam tranquilamente pela margem do rio. Durante a pequena viagem à volta da ilha aproveito para tirar várias fotografias. Do alto do castelo, bem no meio do Tejo, contemplamos a paisagem que se estende à nossa volta. Terminada a visita é hora do regresso a casa. Não temos GPS. À moda antiga, consultamos o mapa e decidimos voltar por outro caminho.

fuga-Castelo de Almourol.jpg

 Fotografia de Luís dos Anjos

Luís dos Anjos

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:21
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