12 anos
Domingo, 31 de Maio de 2015

S.Pedro de Agostém - Chaves - Portugal

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Prometi que todos os fins-de-semana passariam pelo blog pelo menos duas aldeias e como por aqui as promessas são para cumprir, cá estamos então com mais uma aldeia, que por sinal já passou por aqui no início da semana passada, mas apenas dentro do recinto da sua festa maior e também umas das festas com mais tradição no concelho de Chaves. A festa é a da N.Srª da Saúde a aldeia é a de S.Pedro de Agostém.

1600-s-pedro-agostem (378)

Como já tinha dito aquando do post da N.Srª da Saúde foi lá parar por mero acaso, mas já que lá estava aproveitei a festa e depois para dar também mais uma voltinha pela aldeia, à procura de novos olhares.

1600-s-pedro-agostem (364)

E encontrei pelo menos um novo olhar e mais dois motivos que já por aqui passaram mas com um olhar diferente. Espero que gostem.

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:55
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Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Taverna

Noite pela noite adentro

 

E gemeu a viola

Aumentou o tom

Abriu-se em consola

Emergiu uma ninfa… em som

 

Linda como um anjo

O êxtase a inspiração

Dentro da viola

Vestida com uma joia

Em forma de calção

 

Agora ninguém expira

Perante tamanha visão

Só o ts já suspira

Por estar teso, e sem tostão

Se não chegar o envelope

Que remédio… tem a mão

 

O javardo apanha no ar

O envelope do patrão

O do amigo e do viúvo

Que o estava a guardar

Para esta grande ocasião…

 

E o calção

De cordas de viola

Com pedras preciosas

Que entravam e saíam

Das entradas da dona

Avivava a emoção

De fantasias sinuosas

Em mentes que se esvaíam…

 

Movia-se com languidez

A ninfa

Treinada para a embriaguez

Dos homens

Que perdendo a sensatez

Pagavam

Os seus sonhos

 

Agora o javardo e a francesa

Atrás da viola acesa

Só observavam

Os movimentos da audiência

E o impacto económico da dança

Interpretada pela mulher /criança

 

Isabel Seixas in A Taverna

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:47
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Sábado, 30 de Maio de 2015

Redial, Chaves, Portugal

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 Já o disse aqui várias vezes que de vez em quando gosto de subir a Stª Bárbara, de onde quase tudo se vê e quase tudo se alcança, mesmo além do concelho de Chaves, como o Barroso com o Larouco a espreitar ou terras da Galiza, mas mesmo ali aos pés de Stª Bárbara temos por um lado Ventuzelos e do lado oposto Redial. É para esta última que hoje vamos.

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Apenas numa breve passagem, de quatro olhares, mesmo porque como se pode ver na vista geral tomada desde Stª Bárbara, trata-se de uma aldeia pequena, mas não é por isso que a passagem é breve, mas antes porque como é pequena, tem menos imagens para oferecer.

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Mesmo assim é rica na variedade do seu casario, desde a construção típica e tradicional do granito, uma capela interessante que ficou a ganhar com o arranjo do largo adjacente e um solar que felizmente está a ser recuperado e que da primeira vez que por lá passámos estava em total abandono, a meter dó.

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Mas mesmo com a recolha de pouco olhares, ainda ficam alguns em arquivo para um dia mais tarde trazermos aqui de novo esta aldeia de Redial que nos serve de itinerário sempre que privilegiamos as estradas secundárias em detrimento das principais onde se anda mais depressa, é certo, mas perdem-se motivos de apreciação.

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2015

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

discursos-chico

 

Cidade

 

Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,

Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,

Saber que existe o mar e as praias nuas,

Montanhas sem nome e planícies mais vastas

Que o mais vasto desejo,

E eu estou em ti fechada e apenas vejo

Os muros e as paredes, e não vejo

Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

 

Saber que tomas em ti a minha vida

E que arrastas pela sombra das paredes

A minha alma que fora prometida

Às ondas brancas e às florestas verdes.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Obra Poética I

Caminho

 

Esta Chaves de hoje é parca em gente! O bulício da juventude que aqui vivia já não o sinto! Os amigos partem, os filhos não regressam e a conversa que um encontro fortuito com um conhecido proporcionava é agora mais escassa que o sol de Inverno.

 

Por essas ruas as lojas cobrem-se de papel de jornal ou, mais pesado ainda, da rua vê-se o espaço interior cheio de nada.

 

Queixam-se nas escolas pela falta de alunos, os idosos desesperam enquanto esperam encontrar um médico que lhes cuide as maleitas.

 

Todos nos encolhemos, nos resignamos, quando nos aumentam a água, quando nos cobram as portagens mais dispendiosas de Portugal. Quando o nossos imposto sobre imóveis, a sisa, nos limpa a carteira, quando não nos devolvem um cêntimo de IRS, por vivermos hoje neste desterro depauperado e “desquecido”.

 

Não fazemos nada! Somos todos uns MANSOS?

 

Inauguram Fundações sem os “fundadores” depositarem lá um tostão e já temos os batedores de palmas com as mãos a arder!

 

Que destino, que sofrimento ver assim tratada a minha nobre cidade!

 

Pagamos um espetáculo de magia para outros receberem os euros da venda dos bilhetes. Quando pensam acordar? Quando vão abrir os olhos?

 

Espero que já não falte muito!

 

Francisco Chaves de Melo

 

 

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Cidade de Chaves, uma imagem

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

Flavienses por outras terras - Sandra Pereira

Banner Flavienses por outras terras

 

Na primeira crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até Barcelona, a capital da Catalunha, uma cidade mediterrânica e cosmopolita que conserva vestígios do seu passado lado a lado com alguns dos mais belos exemplos do modernismo do século XX.

 

É lá que vamos encontrar Sandra Pereira, uma das colaboradoras deste blog.

 

Mapa Google + foto - Sandra Pereira.png

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola E.B. 2,3 Dr. Francisco Gonçalves Carneiro e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Primeiro, em 2003, para prosseguimento de estudos no Ensino Superior, em Coimbra, e depois, em 2013, por razões profissionais.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Coimbra, Macau (China), Lisboa e atualmente Barcelona.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

A liberdade que Chaves me permitiu ter na infância, pois tive a sorte de poder ir a pé para a escola todos os dias, brincar saudavelmente na rua com os colegas, e ter familiaridade com as gentes do meu bairro. Os Verões passados em casa dos meus avós, com os meus primos e família emigrante que sempre regressava com saudade e muita alegria. 

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Deliciar-se com toda a variedade gastronomia flaviense e conhecer as suas belas e autênticas aldeias que encerram a memória e simplicidade de um Portugal de outros tempos.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Sobretudo da família e dos avós no momento em que mais necessitam do carinho, da atenção e acompanhamento da neta. Saudades também de ver o tempo a passar lentamente, da fruta e dos legumes que a terra dá, dos pratos cozinhados pela avó, das festas da aldeia onde os afetos e bondades se manifestam...

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Sem data marcada, mas geralmente uma vez por ano.

 

Praia da Barceloneta, Barcelona.jpg

 Praia da Barceloneta, Barcelona

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:07
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Blog Chaves, uma nova crónica

1600-composicao-chaves

Sempre que este blog entra em data de aniversário costumo fazer um apanhado de quem o acompanha e visita, e invariavelmente depressa chego à conclusão, confirmado por algum feedback, que a grande maioria são flavienses ausentes, quer no restante do nosso Portugal quer no estrangeiro, principalmente os que mais distantes estão.

 

Quem acompanha este blog sabe que ele é feito com a colaboração de quase uma dúzia de amigos que tem como interesse comum a cidade de Chaves e/ou o ser flaviense, alguns deles naturais de Chaves, outros flavienses por adoção, alguns deles residentes em Chaves e outros também eles flavienses ausentes. Um desses flavienses, ausente e colaborador do blog é o Luís dos Anjos, autor das crónicas “Vivências” que acontecem aqui quinzenalmente às quintas-feiras e da crónica mensal “Fugas”. Há dias o Luís propunha uma nova crónica a intitular-se - “Flavienses por outras terras” – em que pretende ser um espaço feito por todos aqueles que um dia deixaram a cidade de Chaves ou a sua aldeia flaviense, para prosseguir vida noutras terras, levando a sua terra berço no coração sem nunca esqueceram as suas raízes.

 

Claro que aceitámos de imediato esta nova crónica, tanto mais que desde o início deste blog que ele é feito a pensar nos flavienses ausentes. Agora é a vez de eles passarem também por aqui, com o seu testemunho, as suas vivências, as suas saudades. Contamos convosco.

Banner Flavienses por outras terras

A coordenação desta crónica será da responsabilidade de Luís dos Anjos e está aberta a todos os flavienses ausentes que estejam interessados em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história. Para tal basta que envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e de seguida será contactado.

 

A crónica acontecerá às quintas-feiras sempre que haja um testemunho de um flaviense ausente e, como nestas coisas o que custa é começar, vamos iniciar pelos flavienses ausentes que são colaboradores deste blog, iniciando-se hoje mesmo com a Sandra Pereira, autora das crónicas “Intermitências” e “Discursos Emigrantes Sobre a Cidade”.

 

 

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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

Ocasionais - Anjos... e anjinhos

ocasionais

 

“Anjos … e anjinhos!”

 

A proverbial preguiça mental dos Portugueses leva-os a uma avidez de aceitarem respostas superficiais para os seus problemas complexos.

 

Se se lhes apresenta uma explicação simples sobre o funcionamento de um aspirador ou de uma sonda espacial ficam desconfiados. Dizem que essas coisas são muito complicadas.

 

No entanto, engolem explicações simples dos mistérios da mente ou do coração.

 

Este Governo “fanfarrónico-massamânico”, ao serviço de, ora secretos, ora descarados e atrevidos interesses financeiro-financistas, tudo faz para obrigar o Povo Português a ser um Povo fatalmente resignado, conformado!

 

Tanto seduzidos e encantados pelos cantos de sereia do Laranjina P, os Tugas confundem conformidade com cortesia.

 

E levados pelas ondas do entretenimento e distracção dos «empresários de sucesso», embarcam no “titanic” do Consumismo com os ares balofos de rebeldes.

 

Engodado pelas campanhas eleitorais, que não são mais do que ”bailes de máscaras onde as «ideias» valores, iniciativas, propostas e programas» não são mais do que lista para adular, alegrar, satisfazer ou adoçar a sensibilidade e os sentimentos dos eleitores (votantes)”.

 

Desgraçadamente, o Povo Português continua a votar e eleger gente depravada, medíocre, incompetente, corrupta, e ignorante e mal-intencionada no campo das Relações Humanas, quer quanto ao princípio da Liberdade quer quanto ao princípio da Necessidade do Povo que jura defender e honrar!

 

Esta gentalha ©Anibalista parece mesmo determinada na perdição de Portugal e dos Portugueses!

 

A obsessão do «Fanfarrão de Massamá», e da sua «selecção», em colaborar com o humilhante acordo com a «TROIKA» condenou os Portugueses à pobreza!

 

O processo, o truque, que os novos (e nossos) neo – estafadores estão a usar para reverter o 25 de Abril é submeter-nos, a nós, Portugueses, à Miséria (na Pobreza já estamos quase todos!), e, assim, roubar-nos a Liberdade!

 

O Povo Português, infelizmente, continua mais interessado e atento, e, por isso, crente, nos parlapatões desonestos, vigaristas e ingratos que lhe diz «o que quer ouvir» em vez de se interessar mais, estar mais atento, e até exigir, o que esses candidatos ao mando e ao poder «têm a dizer”!

 

O bipartidismo, o compasso binário da dança do poder em S. Bento, com o toque de castanholas do PP, anda a tropeçar. E a dança da alternância ameaça acabar descambada.

 

Às escondidas (e às espreitadelas por trás da cortina) os dois Partidos do alterne já vão falando em pactos de regime, em consenso, mas cada qual procurando engatar o Partido que não passa de um rebento saído de uma híbrida enxertia feita com PS e PSD.

 

“A vida política é necessária porque os homens não são anjos” - mas muitos são «anjinhos»!...

 

Mozelos, 07 de Janeiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

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Chaves - Jardim do Castelo

1600-jardim do castelo

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:48
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Chá de Urze com Flores de Torga - 81

1600-torga

 

Chaves, 25 de Agosto de 1989

 

Férias antecipadas, todo o ano apetecidas, nesta cidade caseira, onde a minha ruralidade tem conforto em todos os horizontes. Aqui, civilizado mas desgravatado, com os pés como raízes mergulhados no húmus de cada rua, sinto-me sempre urbano sem me sentir postiço.

Miguel Torga, in Diário XV

 

 

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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

Intermitências

800-intermitencias

 

A Suspensão

 

Olhou para a frente.

Temeu.

Olhou à sua volta.

Maravilhou-se.

Fechou os olhos.

Sentiu a cabeça rodopiar, o coração bater mais forte e a barriga às voltas.

Desejou.

Suspensao.jpg

 Saint-Paul-de-Vence, Côte d’Azur, France, Maio 2015 - Fotografia de Sandra Pereira

Desejou muito.

Imaginou esse desejo.

Visualizou-o como se o vivesse naquele mesmo instante.

Desejou a suspensão do mundo.

Sentiu-se capaz.

E aconteceu.

 

Sandra Pereira

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 12:00
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Nossa Senhora da Saúde - S.Pedro de Agostém

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Depois de três dias intensos dedicados às coisas da animação sociocultural, reservei a segunda-feira para um dia de descanso. Como a tarde estava agradável decidi dar uma voltinha à caça de imagens para alimentar este blog. Tinha duas aldeias na mira – Redial e Vilela do Tâmega – e como sempre privilegio as estradas mais interiores, mais calmas e onde o contacto com a natureza é mais próximo e, se no itinerário posso meter o alto de Stª Bárbara, então é certo que faço por lá uma passagem, mesmo que seja por breves instantes.

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Pois posta de parte que estava a Nacional 2, resolvi fazer o mesmo com a Nacional 314 e meti pela estrada municipal mais interior em direção a Ventuzelos, com passagem por S.Pedro de Agostém. Estranhei inicialmente o movimento da estrada que geralmente costuma ser mais calmo mas logo de seguida dei-me conta de que algo se passava e fez-se luz. Despiste meu, mas não só, tanto movimento numa segunda –feira de maio para aquelas bandas só poderia ser a Festa da Nª SRª da Saúde, e era.

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Despiste meu por não me ter lembrado antes, mas não só, pois a par do S.Caetano, a Nª Srª da Saúde é das festas religiosas mais importantes do concelho, a que atrai mais peregrinos, mas parece-me que esta coisa das festas e romarias já não são o que eram e se há uns anos atrás uma passagem pela Srª da Saúde era obrigatória para a maioria dos flavienses, e a visita até era facilitada com autocarros a transportar pessoal e dispensa de trabalho para quem lá ia em peregrinação, mas os tempos mudaram-se e estas tradições que fazem parte do nosso património cultural imaterial, por muito que se apregoe que é preciso salvaguardá-lo e valorizá-lo, tudo se tem feito para acabar com ele, não de forma intencional, mas por outras formas indiretas e por outros interesses.

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Mas pode ser que seja só impressão minha, despiste meu, embora não acredite em nada disto que afirmo, pois além daquilo que dizia no parágrafo anterior, o despovoamento rural contribui diretamente para a perda destas tradições, por mais que se fale e digam que se promovem os sabores e saberes do nosso mundo rural…mas claro que sem mundo rural não podem haver sabores e saberes rurais.

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Mas mesmo assim o ambiente da N.Srª da Saúde ainda é de festa, com bandas nos coretos ao despique, ontem a de Rebordondo e Loivos), as barracas dos comes e bebes, as farturas, pipocas, balões… isto no que respeita à festa que se faz a par da religião e da devoção à Nª Srª da Saúde.

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E assim lá acabei por fazer uma pequena reportagem à festa da Nª Srª da Saúde que era obrigatório vir aqui ao blog. Falta também a do S.Caetano que vamos tentar ir por lá este ano.

 

E como hoje é dia das Intermitências da Sandra Pereira, elas também cá estarão, mas mais tarde. Ficam prometidas para o meio-dia em ponto.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:48
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

Quem conta um ponto...

avatar-1ponto

 

241 - Pérolas e diamantes: o paladino da liberdade (de imprensa) ou o lobo com pele de cordeiro

 

João Vieira Pereira, diretor-adjunto do “Expresso”, na habitual coluna semanal que assina no suplemento de economia, acusou o PS de “falta de coragem”, após a leitura do relatório “Uma Década para Portugal”.

 

Perplexo pelo que leu, escreveu que “nada como pedir a uns independentes que façam umas contas que não comprometem ninguém. Se correr bem, o partido tinha razão. Se correr mal, eram apenas umas ideias loucas de uns economistas bem-intencionados”.

 

Essa “falta de coragem”, na perspetiva de JVP, “é a mesma que levou Sampaio da Nóvoa a avançar sozinho. Uma espécie de «vai andando que eu já lá vou ter». A política do tubo de ensaio. Cheia de falta de coragem e reveladora da ausência de pensamento político consistente.”

 

Na noite do 25 de Abril, entre vivas à liberdade (e entre elas à liberdade de imprensa, estamos em crer) e outras “boutades” pronunciadas religiosamente nesta data, o líder do PS (que se diz um dos paladinos da dita) resolveu escrever, e enviar, um SMS a JVP dando-lhe conta do seu espírito democrático e, sobretudo, republicano, laico e socialista.

 

Ei-lo, o SMS: “Senhor João Vieira Pereira. Saberá que, em tempos, o jornalismo foi uma profissão de gente séria, informada, que informava, culta, que comentava. Hoje, a coberto da confusão entre liberdade de opinar e a imunidade de insultar, essa profissão respeitável é degradada por desqualificados, incapazes de terem uma opinião e discutirem as dos outros, que têm de recorrer ao insulto reles e cobarde para preencherem as colunas que lhes estão reservadas. Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem não conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de caráter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito.”

 

Nem José Sócrates escreveria tão bem uma resposta a estes jornalistas “incultos” e “irresponsáveis”, que “têm a ousadia” de escrever sobre as “maravilhosas propostas” do PS que nos farão sair do atoleiro da crise. (O que está entre aspas neste parágrafo é da nossa inteira responsabilidade).

 

Na crónica seguinte, JVP publicou a crónica intitulada “É a liberdade, António Costa”, da qual aqui reproduzimos alguns excertos, com a devida vénia e com a correspondente solidariedade.

 

Convém realçar que JVP apenas publicou o SMS que recebeu de António Costa, após consultar os seus camaradas de direção do “Expresso”, cujo diretor é Ricardo Costa, o irmão do líder do PS.

 

Ei-la, a resposta: “Nunca fui atacado ou me senti tão condicionado por alguém com responsabilidades políticas ou públicas. Nem à esquerda nem à direita. Nunca um secretário de Estado, um ministro ou um primeiro-ministro me dirigiu tais palavras.”

 

“Denunciar esta situação é a forma mais transparente que encontro para que todos possam julgar e criticar as ideias que defendo, que sempre defendi e continuarei a defender.”

 

“Peço desculpa pelo incómodo de ser jornalista.”

 

O bom humor, a descontração e o apego à liberdade por parte de António Costa é (era?) um dos trunfos (medalhas?) do PS. Outra era (é?) a solidariedade e o respeito pelos camaradas do partido, como o demonstra “a facada nas costas” a António José Seguro.

 

Depois deste episódio começou a fazer sentido no meu espírito a tal legislação que queria impor a “lei da rolha” na cobertura das campanhas eleitorais, da autoria do PSD, do CDS e do PS. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és?

 

Termino por hoje citando as palavras de Michelle Obama: “Não baseie o seu voto no medo, mas nas possibilidades. Oiça. O jogo da política passa por fazê-lo sentir medo para que deixe de pensar. Aquilo de que precisamos não é de retórica política, não é de jogos. Precisamos de liderança.”

 João Madureira

 

PS – Porque pensamos que existe uma situação paradoxal entre o declínio da nossa cidade (o seu empobrecimento e a desgraça crescente do comércio local e da classe média) e a enorme dívida contraída pela CMC, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente e aos seus distintos vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Tchékhov dizia que “a arrogância é uma qualidade que fica bem aos perus” (ou talvez aos pavões que são aves de cauda mais vistosa). Quem não deve não teme.

 

PS 2 – Em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior.

 

PS 3 – Era um ato de coragem redentora, o senhor presidente deixar-se de desculpas de mau pagador e pôr fim ao deplorável espetáculo dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro – Outeiro Seco.

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publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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De regresso à cidade

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Por um minuto apenas que não fazemos o regresso à cidade ressacados da festa. Azar o nosso, falta de sorte, ou, como diria Cervantes “ A diligência é a mãe da boa sorte”.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:49
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Domingo, 24 de Maio de 2015

Parada - Chaves - Portugal

1600-parada (86)

E hoje vamos mais uma vez até Parada, onde vamos sempre com gosto, não só pelos pormenores mas, e nem que fosse só por isso, para podermos espreitar o mar de montanhas.

1600-parada (112)

Mar de montanhas que dão sempre imagens preciosas como a que vos deixo, mas que vistas in loco têm sempre outro sabor.

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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