Sábado, 10 de Junho de 2017

Ocasionais - Tugaquistão

ocasionais

 

TUGAQUISTÃO

 

O maior obstáculo no caminho do autêntico saber

não é a ignorância consciente da sua fraqueza,

mas a auto-suficiência de um saber aparente.

F.Heinemann

 

 

Os democratas «tugas» gostam muito da realeza!

 

O «OK»-okay (ó, quei!) – vigora desde o dia em que a Filipa de Lencastre pôs os olhos no João de Avis.

 

Ficou-se por aqui até ao tempo do Marquês de Pombal.

 

Este resolveu demarcar a zona do melhor Vinho Fino do Mundo, e tornou-a única.

 

Os Ingleses, sempre invejosos dos Franceses e dos Espanhóis, invocaram uns laços de sangue com os Portugueses e, em vez de  se ficarem pelo “Alvarinho”, com que celebraram o enlace da Filipa com o João, mesmo depois de um tal Barão de Forrester ter andado pelos “Lanca e Yorh Shires” a dizer cobras, lagartos e lombrigas de uma célebre pingota tão portuguesa, aliás, tão Transmontana, deu o dito por não dito, após umas estadulhadas camilianas, e promoveu uma cruzada copofónica de súbditos de Sua Majestade, para a conquista do território donde os deuses recolhiam o melhor néctar do mundo!

 

A D. Antónia ‘inda quis fazer de Deu-la-Deu Martin e de “Padeira de Aljubarrota”, mas, os Croft, os Forrester, os Graham’s, os Nieport, os Taylors, os Sandeman bem treinados por “Robin Hood”, Drake, Nelson e Cromwell, “passaram a perna” aos «Tugas».

 

Até um rapazote, chegado escondido no porão de uma barcaça viking, fez fortuna tal a mostrar a pele de um urso, ali, em Miragaia, que passou a comprar pipas, rabelos, armazéns, e quintas no Douro!

 

Os «Tugas» nunca mais deixam de andar a dormir! Mesmo agora que já acabaram com o hábito da sesta!

 

Pindéricos até dar c’um pau, os «Tugas» armam-se em cultos, cosmopolitas,  poliglotas, entendidos em todas as técnicas e táctitas, e exímios armadores … de andores e de sabiciche!

 

“Oi!”, “Tá!”, «Tá tudo?!»; ”Chau!”; “Taimingue”, “Brifingue”, “âpe tu, dei-te!”, “bèque-graunde”, “uarding” (final)!;  preços «lou-coste»; «uórque-chope»; «sanes-sete», «oume-produquetes»    -    serviço de passadoria(?!)—PASSADORIA?!- PASSADOR…, PASSA….; aonde se quer chegar?!

 

E (por aqui) todas as meninas (infantis) são chamadas de «princesas»!

 

Ora viva a Tuga República de republicanos prontos, prontinhos, a prestar homenagem lambuzeira  à realeza de «lords» do “Ultimatum”!

 

Esta prontidão em imitar os tiques estrangeiros (e as palavras) revela mais um sinal de fraqueza de personalidade, de identidade, do que o brio na portugalidade: é uma verdadeira rendição incondicional, é uma verdadeira declaração (ou confissão) de perda de fé nos nossos próprios valores tradicionais.

 

É lamentável que os Portugueses estejam a considerar a sua Língua, o PORTUGUÊS, como uma Língua morta, ou moribunda!

 

Tantos a babarem-se todo em genuflectória confissão de  que a  Língua Portuguesa é vergonhosa e envergonhadamente pobre   -  não tem palavras ou expressões correspondentes às gírias, aos tiques, aos lugares-comuns das estrangeiras!

 

Com que facilidade se rendem a mesquinhos interesses de gente medíocre que, de tão teimosa e embirrenta em querer «dar na vistas», seja lá a que preço for, avilta a Língua-Mãe, convidam aos estrangeirismos balofos, «pintarolas», cujo atributo mais não é do que pantomineiro e aberrante colorido palavreado, dos jeitos e dos trejeitos fiteiros de «sapateiros a querer trepar acima da chinela»!

 

Que ridícula figura a dos «provincianos ilustrados» quando, lá por terem andado nos «Passos Perdidos» à procura de umas vaidadezinhas e de umas lambidelas no «sul» de outros pares mais «ímpares», que ridícula figura a desses «provincianos ilustrados» com um diploma-canudo «à la minuta», quando, nas campanhas eleitorais, nas «entrevistas» aos Jornais, Rádios e «Têvês» locais e Regionais, nas quadradas ou rectangulares mesas-redondas ou em debates …de banalidades falam  «à lisVoeta», gesticulam “à S. Bento”,  e põem a voz de fanfarrão parlamentar ou ministerial!

 

Nenhuma Língua existe àparte  de uma Sociedade e da sua Cultura.

 

«Cada Língua está ajustada à Cultura em que é utilizada, sendo, no entanto, possível inventar ou adaptar novas formas de falar que acompanhem quaisquer possíveis mudanças culturais».

 

Usando e abusando, “ad nauseam”, de estrangeirismos desnecessários e de adverbialices pindéricas, os «Tugas» caminham, tão estupidamente quão fatalmente, para a deformação e destruição da sua Cultura identitária!

 

Revaloriza-se o «lulês», o «dilmês» e o Inglês; e despreza-se ignominiosamente o PORTUGUÊS!

 

Até parece que nem Camões, nem Herculano, nem Camilo, nem Eça, nem Ramalho, nem Antero, nem Pessoa, nem Ferreira de Castro, nem Aquilino, nem Junqueiro, nem Pascoais,  nem Araújo Correia, nem Machado de Assis, nem Jorge Amado, nem Veríssimo, nem Manuel Bandeira, nem Florbela, nem Cecília Meireles, nem Irene Lisboa, nem Bento da Cruz, nem Torga existiram!

 

Estes e muitos outros, felizmente, são testemunho de que o PORTUGUÊS sempre soube expressar-se numa linguagem verdadeira e entendida pelos deuses!

 

Nas suas palavras, nos seus Romances, nos seus Contos. nos seus Poemas, encontra-se a força sobrenatural que justifica o orgulho de «SER PORTUGUÊS»!

M., sete de Abril de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:31
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Bolideira - Chaves - Portugal

1600-bolideira (27)

 

Bolideira, é até lá que vamos hoje, com os três olhares do costume, um para a famosa pedra de bulir, outro para um pormenor e outro para a entrada/passagem pela localidade.

 

1600-bolideira (10)

 

Bolideira que para além da pedra e um entroncamento sempre foi uma espécie de entreposto de armazéns agrícolas ou de apoio à agricultura e não a aldeia comum. Aliás, se a memória não me atraiçoa, penso que casas de habitação eram só uma ou duas.

 

1600-bolideira-art (2)

 

Mas a fama desta localidade vai mesmo para a Pedra da Bolideira que se tornou um local de interesse turístico, tudo porque uma única pessoa pode por a bulir a enorme pedra com umas dezenas de toneladas.  

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 21:03
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