Sexta-feira, 4 de Agosto de 2017

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

SOUZA

 

 

POLÍTICA, AUTENTICIDADE E AMIZADE

 

No final dos anos noventa do século passado, o nosso saudoso amigo genebrino oferecia-nos um livro que, na altura, e numa leitura um pouco diagonal entretanto feita, achámos verdadeiramente importante, digno de uma leitura mais atenta. Entretanto, como acontece a muitos livros que compramos, muitas vezes acabam por ficar esquecidos num canto das prateleiras dos livros da casa.

 

Foi o que aconteceu com «Geopolítica do caos», de Ignacio Ramonet, editor do Le Monde Diplomatique, a principal publicação de política internacional dos finais dos anos 90, que catalisou, na opinião de Emir Sader “as visões críticas e alternativas à nova Ordem (…)” desde o derrube do Muro de Berlim e à instauração daquilo a que se passou a chamar a Pax Americana.

 

Em tempo de férias, procura-se, nos cantos esquecidos das estantes, os livros que um dia decidimos que haveríamos de ler com mais atenção. Com a sua leitura, e através deles, tentamos compreender melhor os tempos que passamos.

 

Desta vez, não hesitámos em trazer connosco e ler atentamente a «Geopolítica do caos», de Ramonet.

 

Para além das muitas realidades e diagnósticos que nos apresenta (que hoje, mais que nunca, estão certeiros), perante um mundo e uma sociedade cheia de perplexidades, propõe-nos desafios que, urje, devemos enfrentar.

 

Ramonet, a determinada altura, diz: “Neste contexto de deceções e incertezas em que hoje vivemos, dois novos paradigmas estruturam a nossa maneira de pensar: o primeiro é – comunicação. Esta tendência está a substituir, pouco a pouco, a função de um dos principais paradigmas dos dois últimos séculos: o progresso. Da escola à empresa, da família à justiça e ao governo, em todos os campos e para todas as instituições, eis, daqui em diante, a única palavra de ordem: é necessário comunicar. O outro paradigma é o mercado. Que substitui o da máquina, do relógio, da organização, cujos mecanismos e funcionamento garantiam a evolução de um sistema. À metáfora mecânica, herdada do século XVIII (uma sociedade é um «relógio social» e cada indivíduo exerce uma função útil para o bom funcionamento do conjunto) sucede a metáfora económica e financeira. Daqui em diante tudo deve ser regulado segundo os critérios de «Sua Majestade» o mercado, panaceia última”.

E continua Ramonet: “ na primeira fila dos novos valores: os lucros, os benefícios, a rentabilidade, a concorrência, a competitividade”.

 

As “leis” do mercado tomam o lugar das leis da mecânica (que rege a vida dos astros, do cosmos e da natureza) como explicação geral de movimentos das sociedades.

 

Com efeito, estes dois paradigmas – comunicação e mercado – constituem os pilares sobre os quais repousa o sistema do mundo contemporâneo no seio do qual se desenvolvem, com grande intensidade, as atividades que, como explica Ramonet, possuem quatro atributos principais: planetário, permanente, imediato e imaterial.

 

O modelo central é constituído pelos mercados financeiros que impõem como ciência de referência já não as ciências naturais, a mecânica newtoniana ou a química orgânica, “mas o cálculo de probabilidades, a teoria dos jogos, a teoria do caos, a lógica imprecisa e as ciências do vivente”.

 

Os melhores, ditos especialistas, estimavam que, graças à desregulação, à abolição do controlo do câmbio, à globalização financeira e à mundialização do comércio, a expansão seria perpétua.

 

O enriquecimento fácil foi encorajado e aparecem os novos-ricos aventureiros, alguns deles detentores de mega empresas. A especulação financeira foi encorajada e assistiu-se à apoteose dos golden boys. Ou seja, no âmago do sistema: o dinheiro. E com ele o fenómeno da corrupção, a todos os níveis.

 

Entretanto, incertezas e desordem tornam-se parâmetros fortes para medir a nova harmonia de um mundo em que a pobreza, o analfabetismo, a violência e as doenças não cessam de progredir. Um mundo em que menos de 1/5 dos mais ricos da população dispõem de mais de 80% dos recursos, enquanto mais de 1/5 dos mais pobre dispõe apenas de 0,5%... Um mundo, enfim, em que o montante das transações nos mercados monetários e financeiros representa cerca de cinquenta vezes mais o valor das trocas comerciais internacionais… Um mundo em que, dizendo-se viver, na sua imensa maioria, em regime democrático, se travam intermináveis batalhas eleitorais para conquistar democraticamente o poder, sem muitos destes atores se aperceber que o poder mudou de lugar!... E, mostrando, nessas batalhas, o espetáculo de uma total impotência para mudar seja o que for!...

 

Seres constrangidos a negarem-se constantemente, pois o verdadeiro poder está fora do seu real alcance: está em alhures. Por isso não espanta que surjam expressões, que a muitos escandaliza, mas que exprimem efetivamente a verdadeira realidade – figuras de palhaços na senda política quotidiana… Sem deixarmos de por de fora a hipótese de, infelizmente, alguns desses atores, serem cúmplices de uma farsa da qual só eles são os únicos beneficiários! Exemplos? Para quê? Todos os dias eles nos entram pelos olhos e ouvidos através da toda poderosa comunicação social que, na ânsia do lucro, nos conta, e explora, somente a parte que é útil à sua sobrevivência, em termos de concorrência e mercado, controlado pelos grandes magnates do poder económico e financeiro, cujo paradeiro e nomes mal sabemos onde estão!...

 

Enfim, estamos perante o avanço e a vitória do pensamento único, da pretensão universal dos interesses de um conjunto de forças económicas, em particular, as do capital financeiro internacional. Princípio de tal forma contundente que um marxista distraído não chegaria a nega-lo: o económico leva a melhor sobre o político.

 

A Europa inventou o Estado Providência. Como em nenhuma outra parte do mundo, os cidadãos dos países que constituem a União Europeia beneficiam de uma pensão de velhice, de um seguro-doença, de ajudas à família, de um fundo de desemprego, assim como de prerrogativas de direito do trabalho. Este arsenal de garantias socioeconómicas, conquistadas pelo movimento operário, constitui o âmago da civilização europeia moderna. No fundo, é isso que distingue a União Europeia de outras áreas geopolíticas e, principalmente, de seus concorrentes económicos americanos e japoneses.

 

A lógica da globalização/mundialização e do livre comércio planetário impele a alinhar os salários e a proteção social pelos valores, muito inferiores, praticados nos países concorrentes da região Ásia-Pacífico. E é, na nossa ótica, em nome da eficácia económica, e correndo o risco de quebrar a coesão nacional, que os governos europeus, neste início de século, estão fazendo, ou seja, desconstruindo o edifício social que tanto custou a construir. Porque, afinal, se o dinheiro dos contribuintes não fosse retirado pelos detentores do poder do Estado para ostentarem as suas estranhas, irracionais e megalómanas ambições de permanência do poder e das suas cliques partidárias; se soubessem, com competência, eficácia e eficiência, gerir tal como o faz um «bonus pater famílias», não chegaríamos a este ponto!

 

A performance económica entra em contradição com a cultura e a democracia que, segundo parece, esqueceu a advertência feita, já em 1938, pelo escritor Raymond Queneau: “o objetivo de qualquer transformação social é a felicidade dos indivíduos e não a realização de leis económicas inelutáveis” (negrito nosso).

 

Com a crise económica sobrevém também a cultural, assistindo-se à sua própria agonia. Ao ponto de Edgar Morin afirmar que “estamos entrando numa época em que as certezas se desmoronam. O mundo encontra-se numa fase particularmente incerta porque as grandes bifurcações históricas não foram identificadas, não se sabe para onde se vai!”. O futuro apresenta-se-nos bastante incerto, por que tudo está alterado. Por que estamos na hora de questionar certezas, rever práticas, compreender os novos parâmetros dos tempos presentes.

 

Já, na altura em que Ramonet escreveu «Geopolítica do caos» se dizia: “as sociedades europeias continuam a navegar na modernidade, sem objetivo bem definido e sem uma nítida representação do seu devir”.

Urje, pois, - porque não se pode dispensar – uma reflexão a longo prazo e em profundidade. Será uma loucura, diz aquele autor, se não se fizer. Porque saímos de um universo de determinismo simples e entrámos num mundo que, dia a dia, mais se complexifica e no qual a incerteza, a estratégia e a inovação aparecem fortemente associados. Porque, compreender, é o desafio fundamental. Porque a crise por que passamos é também a nossa incapacidade mental, intelectual, conceitual para, inclusive, medirmos a sua própria dimensão.

 

A sociedade europeia encontra-se não só sem crescimento mas, mais ainda, sem projeto! E, assim, despojados dos indispensáveis pontos de referência culturais e desidentificados, os cidadãos enfrentam a crise atual na pior das condições mentais. E chegamos a tal ponto – porque sem horizontes de referência – que são raros os intelectuais que percebem e concebem o nascimento de novos horizontes coletivos. George Steiner disse: “os meus alunos de outrora tinham todas as janelas abertas para a esperança: era Mao, Allende ou Dubcek, ou o sionismo. Existia sempre um espaço onde alguém lutava para que o mundo viesse a modificar-se. Presentemente, não existe nada disso”.

 

Em contrapartida, a promessa da felicidade na escola, na família, na empresa ou do Estado é formulada pela comunicação toda poderosa. Daí a proliferação, sem limites, dos instrumentos de comunicação, dos quais a internet é o coroamento total, global e triunfal. Quanto mais comunicamos, dizem-nos, mais harmoniosa será a nossa sociedade e maior será a nossa felicidade. A nova ideologia do tudo-comunicação, este imperialismo comunicacional, exerce sobre os cidadãos, desde algum tempo, uma autêntica opressão, subliminar, mas profunda. Durante muito tempo a comunicação foi libertadora porque significava, desde a invenção da escrita e da imprensa, a difusão do saber, das leis e das luzes da razão contra as superstições e os obscurantismos de toda a espécie. Hoje em dia, impondo-se como obrigação absoluta, inundando todos os aspetos da vida social, política, económica e cultural, não passa de uma tirania, que, segundo ainda Ramonet, virá a tornar-se, provavelmente, “a grande superstição do nosso tempo”. Para além disso, a sociedade cede as rédeas ao mercado. Este, tal qual um líquido ou um gás, infiltra-se, penetra em todos os interstícios da atividade humana, convertendo-as à sua lógica. Inclusive, determinados campos que, durante muito tempo, estiveram à margem do mercado, como a cultura, o desporto, a religião, a morte, o amor, etc., estão sendo inteiramente invadidos pela lógica da mercantilização generalizada, da oferta e da procura.

 

Todas as mudanças que estes dois paradigmas – comunicação e mercado – provocaram, desestabilizaram fortemente, de uma forma rápida e formidável, os dirigentes políticos. Estes, na sua grande maioria, sentem-se superados por uma cascata de reviravoltas que modificam as regras do jogo e os deixam, no mínimo, parcialmente, impotentes. E não é por isso que deixam de reclamar, alto e em bom som, uma «modernização» e uma «adaptação» aos novos tempos.

 

Por sua vez, inúmeros cidadãos têm a impressão de que os verdadeiros senhores do mundo não são aqueles que têm as aparências do poder político e de que, praticamente, a totalidade dos Chefes de Estado está superada pelos acontecimentos e não parece estar à altura de enfrentar uma crise – aliás, muitos não chegam sequer a identificar os contornos da mesma.

 

***

 

Perante este quadro que acabámos de pintar, com a ajuda de Ignacio Ramonet, ficámos a refletir, por uns minutos, sobre tudo isto, interrogando-nos: e os presuntivos dirigentes políticos que estão na calha para, no próximo dia 1 de outubro, se apresentarem a sufrágio para conduzirem os destinos do nosso município, estarão eles (as) à altura do desafio que os momentos por que passamos exigem?

 

Há muito que vimos criticando este modelo autárquico, defendendo quais os requisitos que reputamos essenciais para que tal desiderato tenha um mínimo de sucesso.

 

Mas, no essencial, no nosso país, muito pouco muda!

 

***

 

Falemos agora dos nossos “problemas” mais caseiros.

 

Surgiu, há 4 (quatro) anos, em Chaves, um Movimento – MAI (Movimento Autárquico Independente). Confessávamos, na altura, que não gostávamos do nome. E explicávamos que quando se cria um movimento é porque, na sua génese, há algo que o impulsiona para um objetivo bem preciso. Questionando e confrontando princípios e valores que nos levam a conviver e viver na sociedade atual.

 

Reproduzamos parte do texto que, naquela altura, escrevemos:

 

Impõe-se que se questionem certas questões que consideramos pertinentes:

 

MAI, como designação, não será uma pura tautologia? Está à margem dos partidos do arco do poder autárquico que nos tem dirigido, ou é contra eles, ou, ainda, não passa de uma dissidência em relação àqueles? Sinceramente, não encontro justificação para tal nome!

É contra corrente aos partidos do arco do poder em Chaves?

É contra corrente ao pensamento autárquico dominante ou apenas se trata de uma briga, de uma dissidência?

É contra corrente às estratégias dos partidos do arco do poder flaviense, quanto aos seus processos e táticas eleitorais?

Movimenta-se contra quê ou contra quem?

Movimenta-se porquê? E em que sentido?

São mulheres e homens de ação ou reação?

Onde reside, essencialmente, a sua diferença em termos não só éticos e morais, mas também políticos?

Constituem uma nova classe emergente de políticos, diferentes, preparados e aptos para fazer face aos desafios complexos que a sociedade do futuro exige?

Importa-nos mais saber sobre estas questões do que avaliar uma despropositada e incongruente promessa eleitoral: restituir o Largo das Freiras ao seu estado «virginal»” (...).

 

No mesmo texto, logo a seguir, dizíamos:

Somos amigo de alguns membros que integram este movimento. E, obviamente, continuaremos a sê-lo. Porque, apesar de, nesta hora, não estarmos inteiramente com eles, consideramos que aquilo que os move é, apesar de tudo, a ética da autenticidade. Autenticidade entendida na ótica de Charles Taylor quando afirma que «ser verdadeiro comigo mesmo significa ser fiel à minha própria originalidade» (…) e que dá sentido à ideia de «viver a minha vida» ou de «alcançar a minha própria realização»”.

 

No respeito integral pelo outro, sem qualquer recriminação ou preconceito… Porque, como diz ainda Charles Taylor, no seu escrito «A ética da autenticidade»: “num mundo plano, em que se esbatem horizontes de sentido, o ideal da liberdade de autodeterminação passa a exercer uma atração cada vez mais forte. Parece que o fato de escolher pode conferir sentido, fazendo da vida um exercício de liberdade, mesmo quando falham todas as outras fontes de sentido.

 

A liberdade de autodeterminação é, em parte, a «solução por defeito» da cultura da autenticidade, mas é, ao mesmo tempo, a sua maldição, porque reforça o antropocentrismo [nós diríamos mais, o narcisismo, tão característico da sociedade em que hoje vivemos]. Este fato cria um círculo vicioso que nos conduz ao ponto em que o valor mais importante que nos resta é a própria escolha (…) Estas são as tensões e as fraquezas presentes na cultura da autenticidade que, juntamente com as pressões de uma sociedade atomizada, a precipitam para a derrapagem”.

 

Mais adiante Charles Taylor, na esteira de Ramonet, ataca a questão essencial dos nossos dias quando afirma: “o reenquadramento eficaz da tecnologia exige uma ação política comum para reverter o movimento gerado pelo mercado e pelo Estado democrático em direção a um atomismo e um instrumentalismo crescentes. Esta ação comum exige que ultrapassemos a fragmentação e a impotência – isto é, que enfrentemos a preocupação, que Tocqueville foi o primeiro a definir, do perigo do desvio da democracia para o poder tutelar. Ao mesmo tempo, as posições atomistas e instrumentalistas são fatores primordiais para a geração das formas de autenticidade mais degradadas e superficiais; e, deste modo, uma vida democrática vigorosa, empenhada num projeto de redefinição, também teria, neste domínio, um impacto positivo (…) Mas para participar eficazmente neste debate multiforme é preciso compreender o que há de grande na cultura da modernidade, assim como de superficial ou perigoso. Como diz Pascal acerca dos seres humanos, a modernidade é caracterizada pela grandeur assim como pela misère”.

 

Sabemos que vivemos num mundo cada vez mais complexo. Questionando-se e oscilando entre certeza e incerteza, constantemente. Num mundo com seres humanos sempre preocupados em encontrar um sentido para as suas vidas. Tendo sempre presente que nos realizamos, num território concreto, cada vez menos isolados dos demais, como pessoas, juntamente com o outro, tão diferente de nós, mas, simultaneamente, tão igual. É nesta inquietação que o ser humano se realiza dia-a-dia.

 

Sinceramente, nada tínhamos, e sequer hoje temos, contra quem enfileirou, no exercício da sua pura liberdade, por outros caminhos.

 

Contudo, cremos que a maioria desses nossos amigos se deslumbraram pelo paradigma da comunicação, fazendo dela o seu conteúdo e não um meio para veicular princípios e valores pelos quais se deveriam bater.

 

Mais - e perdoem-nos a dureza das palavras -, “venderam-se”, positivamente, ao “mercado político” que, nas suas óticas, mais parecia lhes darem proventos pessoais. Fizeram escolhas verdadeiramente narcisísticas, “traindo”, no essencial, os seus ideais e valores de vida. Não lhes interessa tanto para onde vamos como pessoas e território concreto que somos neste cantinho do Alto Tâmega e Barroso. No fundo, traíram não só os verdadeiros propósitos políticos de como sociedade nos devemos reger como os amigos com quem, embora por vias diferentes, partilhavam e comungavam valores e ideais com vista a um novo porvir.

 

E, como isso não bastasse, pior ainda, convivem agora, alegremente, com aqueles - políticos, acólitos e seus afins - que antigamente estavam do outro lado da barricada e a quem tanto diabolizavam.

 

Enfatizemos que, em democracia, e em liberdade, as escolhas são pessoais e legítimas. Mas, naturalmente, não isentas, numa sociedade democrática e aberta, do escrutínio do contraditório e da crítica.

 

Por isso, esta postura deixa-nos a liberdade de também, numa ética de autenticidade, tão fugidia como a que hoje vivemos, questionarmos o conceito de amizade e das escolhas feitas.

 

Porque há limites!

 

Será que, como acima dizíamos, na esteira de Charles Taylor, o «ser verdadeiro comigo mesmo significa ser fiel à minha própria originalidade» (…) e que dá sentido à ideia de «viver a minha vida» ou de «alcançar a minha própria realização»” é seguindo este “trilho”? Não haveria outros caminhos, que mostrassem uma outra e verdadeira originalidade, em ordem à realização pessoal?...

 

Estamos, desta feita com o que Pascal dizia quando, a propósito dos seres humanos, na modernidade por que passamos, há tanto de grandeza como de miséria!

 

O nosso conceito de amizade não vai na ótica “facebookiana”, tal como Zygmunt Bauman nos falava, de “ligar” e “desligar” quando nos dá na real gana. Falamos de verdadeiro convívio, de partilha, de preocupações comuns como seres humanos e com o nosso terrunho, de um relacionamento verdadeiramente humano, de cara a cara...

 

Pela nossa parte seremos sempre fiéis aos ideários que sempre nos nortearam, à procura constante de um melhor porvir, mesmo que, conjunturalmente, não estejamos de acordo com certos princípios e estratégias seguidas.

 

Sem o deslumbramento e o fascínio que a sociedade da comunicação e do mercado nos procuram “impingir” e que certos políticos e intelectuais da nossa praça tão facilmente ficaram seduzidos e aderiram.

 

António de Souza e Silva

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:45
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