Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

Flavienses por outras terras

Banner Flavienses por outras terras

 

Carlos Minga

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos percorrer toda a Estrada Nacional 2, de Chaves até Faro, para encontrarmos o Carlos Minga.

 

Cabeçalho Carlos Minga.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, a Escola E.B. 2,3 Nadir Afonso e a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Uma primeira saída, a qual durou um ano, em 1992, para cumprir o serviço militar obrigatório, em Lamego. Depois, uma segunda saída, em 1995, (definitiva) por razões profissionais.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Lamego, em Lisboa, no Porto, em Ponta Delgada e em Faro.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os tempos de estudante na Júlio Martins.

Uma pequena experiência musical que nunca mais esquecerei numa banda chamada “S-Gredo”.

As aventuras e os ensinamentos nos Escoteiros, mais concretamente no Grupo 86 da AEP (Associação de Escoteiros de Portugal) de Chaves.

Os tempos vividos com a minha outra metade – a Maria João, a qual veio a ser a mãe dos meus filhos e ao lado de quem tenho um já largo percurso de 25 anos.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Seguramente a zona das Termas e toda a sua envolvência, incluindo a Ponte Romana e a Taberna do Faustino.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da cidade, das suas gentes, dos velhos amigos, da gastronomia, dos cheiros e sobretudo do antigo Jardim das Freiras…

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Uma a duas vezes por ano.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostava que houvesse um crescimento económico que contribuísse para que os Flavienses pudessem fixar-se na sua terra e não terem necessidade de sair à procura de um futuro noutras paragens.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Claro que sim…

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Carlos Minga.png

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:58
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

Cidade de Chaves - Um olhar sobre a Igreja da Madalena

1600-(47961)

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:17
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

Chaves D'Aurora

1600-chavesdaurora

 

  1. BEBEZÃO.

 

O rapaz de maior permanência, na condição de enamo­rado, veio a ser o Gustavinho Bebezão. Era um rapaz com­prido e magricela, filho único do Comendador Aires de Bragança e de dona Maria, senhora que nunca fora rainha nem primeira, mas era também um pouco louca. Ele estava sempre entre os colegas que Afonso, muitas vezes, levava a casa após as aulas no Liceu, para se entreterem com as figuras dos livros da biblioteca de João Reis, ou conhecerem algumas das novidades que os pais trouxeram do Brasil.

 

Dentre as que mais atraíam os rapazes, estava a pequena coleção de aves, répteis ou outros animais exóticos empa­lhados e, agora, já um tantinho entregues ao natural desgas­te. Aqueles olhos sem vida de animais mumificados, aliás, muito assombravam a Maria, quando esta ia limpar a peque­na sala do patrão. Esses bichinhos sem vísceras foram a úni­ca herança deixada por Belmiro Morais, um tio de Florinda que era dado à Taxidermia. A malária dos trópicos (também conhecida em Chaves como maleita) havia levado o pobre cientista a ver de perto a face do deus Tupã, durante uma de suas longas incursões pela selva amazónica. Dizem que, em  seus tremores e delírios finais, ele pedia para ser também empalhado e colocado junto às preguiças, cotias e os mais de sua coleção.

 

Nessas ocasiões, os do lar e os convidados, todos ansia­vam pela hora da merenda quando, com exceção do patriar­ca que, a esta altura, ainda estava a comandar seus funcio­nários no escritório, iam todos provar de tudo que, de bom ou de melhor ao paladar, Florinda pudesse oferecer. Tudo lá, certamente, estava a saber muito bem ao paraíso do ventre, esse éden no qual ninguém recebe castigo de Deus por ter comido demais, nem mesmo por ter saboreado uma simples maçã de origem serpentina, pois lá, nenhum manjar é proi­bido.

 

 

Na primeira vez, Aurora e Gustavo trocaram somente al­guns olhares e sorrisos, ansiosos e inquietos. Na segunda, acabada a merenda, os dois foram a uma das janelas e con­versaram sobre aqueles mil assuntinhos que, não se sabe de que baús eles saem, nem de que maravilhosas lâmpadas de Aladino se esvaem, estão sempre a fazer parte da vida dos jovens, em qualquer tempo e lugar. Na terceira, sentaram-se nas cadeiras de cana-da-índia da sala de estar e ficaram a sussurrar , entre risinhos, com as húmidas mãos a se toca­rem, ávidas, mas não havidas. Enquanto isso, na biblioteca ao lado, os colegas ficavam a troçar – Afonsinho, ó pá! Vais ser cunhadinho do Gustavinho, que, apesar do tamanho, tudo nele é assim como lhe diz a Mamãezinha, com muito inho, pro casamentinho, delezinho, de seu filhinho, queridi­nho, com a Auritinha, tão lindinha.

 

Não houve a quarta vez. Dona Maria, mais transtornada do que a Primeira, em um momento de lucidez ou de loucura (soubesse lá qual dos estados, só mesmo o pobre do marido pachorrento a lhe aturar os nervos; ou então o seu Dom João Sexto miúdo, que temia mais a ela do que a qualquer armada de Napoleão) mandou à senhora dona Florinda os seus pro­teistos de estima e concideração, em um bilhete de muito mal trassadas linhas e, como se vê, de estropiada gramática. Nele, a matrona pedia que se puzece um termo às sandisses do Gustavinho (não fosse ela, como todos diziam, à boca miúda e graúda, a própria sandice em pessoa). Lamentava ser este ainda um miúdo, que mal deixara de ca... (riscou com um xis) de obrar nos cueiros e já lá estava a pensar em faser outros miúdos, ainda que tais sem-vergonhisses venho a si permitire sobre as benssas e confirmassons da Santa Madre Igreija.

 

Seguiam-se numerosos blá-blá-blás e mais que tais.

 

Gustavo Toledo Ayres de Bragança já chegara aos 21 anos, mas, tanto na mente quanto no comportamento geral, não passava de um puto choramingas. A um simples olhar de sua Mamãezinha, metia o rabo entre as pernas e fazia um mé mé mé de carneirinho. Não foi diferente, portanto, o seu agir para com Aurora. Em péssima e nervosa caligrafia, entremeada com borrões de lágrimas, mandou dizer à sua quase futura sempre amada que, doravante, ela podia sen­tir-se desobrigada de qualquer compromisso a que ambos estivessem por firmar.

 

Aurita apenas deu de ombros e concluiu, para si mesma – Se amada não fora, por esse filhote de Mamã Ratazana, um criançola estúpido e cobarde, cheia de amor por ele é que ela, jamais, haveria de ficar. Enquanto isso, o que mais sen­tiu o ratinho, digo, o rapazinho, foi nunca mais ir à casa de Afonso com os colegas e, assim, deixar de roer, digo, deixar de provar os saborosos bolinhos de dona Florinda.

 

fim-de-post

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:48
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 18 de Setembro de 2017

Cidade de Chaves e a Nª Srª das Graças - Edição 2017

 

E como ontem aconteceu mais uma edição da Nª Senhora das Graças em Chaves, é com um pequeno resumo do final da procissão que fazemos o regresso à cidade de hoje. Espero que gostem. A título de curiosidade, o video que vos deixo é composto por 550 fotografias e 1 vídeo (com a marcha de chaves.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:42
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?

Quem conta um ponto...

avatar-1ponto

 

359 - Pérolas e diamantes: Os escritores devem andar loucos

 

 

Os escritores devem andar loucos. Louquinhos da silva. O nosso conterrâneo transmontano Rentes de Carvalho, ainda radicado na Holanda, anunciou há uns meses atrás que iria votar em Geert Wilders, o líder do partido da extrema-direita. Na Holanda parece que não lhe ligaram muito. Já por cá chamaram-lhe de tudo, até senil. De facto, o escritor tem 86 anos, mas dissesse ele que iria votar no BE ou no PC de lá e até lhe teciam loas. E das grossas.

 

Muitos dos nossos escrivas e comentaristas de esplanada descobriram agora que os seus livros não prestam, partindo do princípio de que quem vota em Wilders só pode escrever livros reles ou escabrosos. Já outros afirmaram mesmo que não voltariam a ler um livro de Rentes de Carvalho. Estou em crer que esses tais outros nunca leram nenhum dos interessantes romances do escritor. Eu sim li e vou continuar a ler. E até os recomendo vivamente.

 

Eu não me indigno com essas coisas. A escritora Patrícia Reis, sim. Até se questionou, coitada dela, como é que se pode “amar um escritor que afirma que vota na extrema-direita por ter vizinhos árabes e não se sentir seguro?”

 

Nem eu, nem, estou em crer, Rentes de Carvalho caímos nessa ratoeira do sentimentalismo piegas que enxama as redes sociais, que tenta confundir os livros com a pessoa que os escreveu. 

 

Ele escreve e diz o que pensa de uma forma livre e direta, sem estar a pensar nos likes que vai conseguir nas publicações do Facebook. Além disso é um escritor cheio de humor, inteligência, lucidez e, acima de tudo, é um excelente cultor da língua portuguesa.

 

Eu admiro-o por isso. Por prezar a sua liberdade acima de tudo. Por não se deixar ir no politicamente correto, nas declarações brandas e medíocres dos adeptos da lágrima fácil e dos sentimentos cultivados nos centros comerciais.

 

A sua liberdade é rara e no nosso país é mesmo uma excentricidade, daí a confusão com senilidade. Daí a zanga dos escritores que participam alegremente nas vernissages da esquerda e que esquecem sempre os gulags do seu descontentamento.

 

Os milhões de cadáveres produzidos pela ditadura do proletariado continuam enterrados na vala comum da hipocrisia e debaixo dos muros da vergonha e das cortinas de ferro do leninismo.  

 

Numa sua crónica, publicada no Mazagran, Rentes escreveu, antecipando em muitos anos a resposta aos indignados do costume: “O meu medo é notar que com os anos me vou tornando razoável em excesso, quase doentiamente tolerante. É disso que quero que me guardeis, Senhor. Dai-me raivas. Mantende viva em mim a capacidade de me enfurecer. Deixai que continue a chamar as coisas pelo seu nome, a criticar sem medo, a rir de mim próprio, e livrai-me até ao último momento das aceitações que crescem com a idade”.

 

Abençoado sejas, estimado Rentes.

 

António Lobo Antunes, em entrevista a João Céu e Silva, no ano de 2007, comparou as opções políticas à afetividade das opções clubísticas. Transcrevo: “Há pessoas de direita mais democratas que as de esquerda, há partidos de esquerda mais conservadores, as ideologias foram-se dissolvendo e a maior parte dos partidos são frentes e aqueles que ainda têm ideologia, ela está caduca. O único partido que vejo com corpo ideológico mais ou menos coerente é o Partido Comunista, mas é de um tempo que já não existe. As conquistas de Abril, onde estão?”

 

A liberdade, a independência e a dignidade continuam a ser um arquipélago no meio da imensidão da estupidez humana.

 

No entanto, o grito de revolta de Pissarev continua válido: “Para o homem comum um par de botas conta muito mais do que as obras completas de Shakespeare ou de Puchkine.”

 

Mas eu continuo a conseguir fazer a distinção entre a catedral de Chartres e a Disneylândia e entre o Europeu de Futebol e os Concertos de Brandeburgo de Bach.

 

João Madureira

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:39
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 17 de Setembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Paredes do Rio

1600-paredes (65)

montalegre (549)

 

Hoje vamos até a aldeia de Paredes, mas como Paredes há muitas, esta tem no seu topónimo o apelido “do Rio”, mas a razão do apelido não é apenas para distingui-la de outras localidades com o mesmo topónimo, mas sim porque faz parte de um conjunto de aldeias barrosãs com o mesmo apelido “do Rio” por se encontrarem ao longo e nas proximidades do Rio Cávado.

 

1600-paredes (175)

 

Na imagem seguinte, uma vista geral sobre Paredes do Rio tomada desde a aldeia de Vilaça, parece que entre ambas as aldeias apenas existe um pequeno carvalhal, mas na realidade não é bem assim, isto são coisas dos enganos aos que a fotografia nos leva, pois entre as aldeias existe ainda o Rio Cávado, e embora desde o ponto em que tomámos a fotografia (em Vilaça) até a aldeia de Paredes do Rio em linha reta seja pouco mais de 1 quilómetro, a barreira Cávado, faz com que a distância por estrada entre as aldeias seja de 10 quilómetros.

 

1600-pardes (1)

 

Como sempre as imagens dizem-nos coisas, e ainda na imagem anterior podemos ver em terceiro plano um bocadinho de serra. Trata-se já da Serra do Gerês e não muito longe daquele piquinho mais afiado é Pitões das Júnias, mas antes, entre a aldeia de Paredes do Rio e a Serra do Gerês temos ainda a Barragem de Paradela e as aldeias de Outeiro e Parada de Outeiro. Ou seja, já estamos em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês, incluindo a nossa aldeia de hoje.

 

1600-paredes (171)

 

Mas voltando àquilo que as fotografias nos dizem, nesta vista geral sobre a aldeia, pelo azul , pelo verde e pelo sol e sua luz, adivinha-se ser um dia de verão e bem quente que estava, por sinal, e de facto era verão, pois a imagem foi tomada no mês de julho de 2016. Já as restantes imagens são do mês de maio de 2017, mais precisamente do dia 12.

 

1600-paredes (137)

 

Diz-nos a experiência que o Barroso, em termos climáticos, é traiçoeiro e para quem não o conhece, pode ser apanhado de surpresa nas suas malhas. Nesse dia 12 de maio, à nossa partida desde a cidade de Chaves, tínhamos um normal dia de primavera, temperatura amena e algumas nuvens no céu, daquelas que não ameaçam ninguém e apenas lá estão para quebrar o azul do céu e enfeitar a primavera.

 

1600-paredes (178)

 

Quando começámos a entrar no Barroso, as nuvens começaram a escurecer. No itinerário do dia tínhamos Covelães para completar reportagens anteriores incompletas e logo de seguida Paredes do Rio onde iriamos entrar pela primeira vez, pois até aí sempre lhe passámos ao lado. Acontece que quando chegámos a Covelães, a nuvem escura que ia pairando sobre nós fartou-se de conter a sua água e resolveu descarregá-la toda sobre nós.

 

1600-paredes (158)

 

Parados e dentro do carro ainda aguardámos uns 10 a 15 minutos a ver se descarregava tudo, mas não parecia ser essa  a sua intenção. Daí, e como ainda tínhamos muito caminho para andar, resolvemos passar à frente, a caminho de Paredes do Rio e eis que o “milagre” acontece - deixou de chover, mas em sua substituição caiu um denso e frio nevoeiro sobre nós. Era primavera, pouco provável de acontecer, mas no Barroso acontece. Daí, na mala do meu carro, ter sempre um “kit de sobrevivência”, uns agasalhos que no Barroso nunca se sabe quando vão ser necessários.

 

1600-paredes (169)

 

Bem, mas tudo isto, esta introdução, além de ser real e um aviso para os que não conhecem as alturas do Barroso, é mais para justificar a qualidade das fotografias, sem o colorido habitual dos matizes que o Barroso oferece nos dia de sol. Com o nevoeiro cerrado tudo se torna mais cinzento, melancólico e misterioso, mas mesmo assim, a aldeia surpreendeu-me pela sua beleza, pelos muitos pormenores dignos de registo e sobretudo, porque desde de Vilaça parece ser uma aldeia esventrada pela modernidade, quando a realidade é outra, embora com alguns pecados.

 

1600-paredes (172)

 

Mas entremos em Paredes do Rio.  Assim de repente se me preguntarem algumas das aldeias do Barroso às quais eu recomendaria uma visita, sem dúvida alguma que recomendaria Paredes do Rio. Se me perguntassem porquê? Responder-lhes-ia pelo conjunto do seu casario, mas sobretudo pelo conjunto de moinhos que vão descendo ao longo da aldeia, pela sua igreja e pelo “Complexo hidráulico” - é assim que está na tabuleta do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e que se trata de uma construção recuperada, incluindo a sua cobertura em colmo. Pena que os moinhos não tenham também a sua cobertura original em colmo.

 

1600-paredes (56)

 

Sobre o tal “Complexo Hidráulico” (imagem anterior), transcrevemos aqui o que se diz na atrás mencionada tabuleta:

“ «Núcleo ecomuseológico Complexo hidráulico de Paredes do Rio»

Este complexo hidráulico compreende uma estrutura formada por um pisão, uma serra hidráulica, um moinho e um gerador elétrico, que funcionam movidos pela força motriz da água, conduzida por uma levada com início na grande poça existente junto ao caminho”

 

1600-paredes (157)

 

E continua:

“ É um engenho bastante polivalente, pois permite moer o grão ( de centeio ou milho), cortar madeira e pisoar o burel – tecido obtido a partir da lã.

Este imóvel foi adquirido pelos Serviços do Parque Nacional, em 1988, tendo sido realizado um trabalho de restauro de toda a estrutura, com vista à sua utilização por parte da comunidade local, sendo único em toda a área do Parque Nacional."

 

1600-paredes (174)

 

E conclui:

“Aqui em Paredes do Rio, entre outros aspectos, podem ainda apreciar-se também nove moinhos de água, formando um conjunto de interesse sob o ponto de vista do património construído.

 

Para visitar, contacte: Delegação do Parque Nacional Rua do Reigoso – 5470-236 Montalegre, Telef. 276 518 320”

 

1600-paredes (130)

 

Espero que os dados de contacto ainda estejam atualizados, pois para se visitar o interior do complexo penso que é mesmo necessário contactar a Delegação do Parque, isto a julgar pela nossa visita, pois encontrámo-lo fechado, e embora não estivesse nos nossos planos visitá-lo, isto porque desconhecíamos a sua existência, gostaríamos ter dado uma vista de olhos ao seu interior, mas fica para uma próxima oportunidade, tanto mais porque quero repetir alguns registos num dia sem nevoeiro.

 

1600-paredes (162)

 

Aparte das anteriores recomendações de visita, também apreciámos ter visto as alminhas cobertas e as fontes e tanques/bebedouros onde dá sempre gosto ver correr a água cristalina, daquela que ainda se pode beber.

 

1600-paredes (167)

 

Quando à sua localização, para além de alguns dados que já atrás deixámos, podemos ainda acrescentar mais algumas informações. Já sabem que o nosso ponto de partida é sempre de Chaves e mais uma vez temos sempre duas grandes alternativas, a da Estrada Municipal 507 via S.Caetano/Soutelinho da Raia e a Nacional 103 (Estrada de Braga).

 

1600-paredes (131)

 

Para esta ida a Paredes do Rio recomendo a Municipal 507, não por ser a de menor distância mas por ser a mais interessante. É um percurso de 54 Km, que se faz em cerca de uma hora, isto se não houver paragens pelo caminho, pois embora o nosso destino possa ser esta aldeia, pelo caminho há sempre um ou outro motivo que convida a uma paragem para mais um registo fotográfico, sem contar a paragem quase obrigatório na Vila de Montalegre.

 

1600-paredes (155)

 

Rematemos então com a localização com a exatidão das suas coordenadas, a altitude, o nosso habitual mapa e mais alguns dados. Pois então já sabemos que no concelho de Montalegre quando uma aldeia tem o apelido de “do Rio” fica nas margens do Rio Cávado. Neste caso fica na margem direita, logo a seguir a Covelães, freguesia à qual pertence Paredes do Rio e também a seguir à Barragem de Sezelhe mas muito próxima da Barragem de Paradela, ambas alimentadas pelo Rio Cávado.

 

1600-paredes (133)

 

As coordenadas:  41º 47’ 42.01”N e 7º 55’ 10.44”O. Quanto à sua altitude, varia entre os 950m e os 1050m em plena encosta da Mourela, correspondendo a altitude mais baixa a cota da estrada de acesso à aldeia e a mais alta à última construção da aldeia (contada a partir da estrada).

 

mapa-paredes-rio.jpg

 

Passemos agora ao seu topónimo – Paredes do Rio. Pois o apelido “do Rio”, como já atrás referimos, refere-se à proximidade do Rio, neste caso o Cávado. Quanto a Paredes, não faço a mínima ideia. A título de curiosidade é um topónimo muito comum em Portugal e no Barroso de Montalegre existe ainda outra aldeia com este topónimo, que para se distinguir desta adota o apelido de “Salto” ou seja Paredes de Salto por pertencer à freguesia de Salto. Aldeia por sinal bem interessante e que já passou aqui pelo blog.

 

1600-paredes (107)

 

Mas vejamos o que diz a toponímia de Barroso:

“ Povoação que consta já do testamento de Dona Ilduara de São Rosendo, feito em 27 de Fevereiro de 948 – há 1063 anos! E que integra o Tombo de Celanova. Com efeito, Dona Ilduara doa ao mosteiro de Celanova, na Galiza, sete “Villae” (povoações) entre as quais Paredes (secas) – “Paredes Sicas”, São João (da Ponteira) etc. todas situadas “Catavello” – no Rio Cávado. Por isso ainda hoje se apõe aos lopónimos “do Rio”: Cambeses do Rio, Frades do Rio, Paredes do Rio, etc.

O étimo é o latino pariete > parede, no plural. Já foi sede de freguesia e hoje anda anexa a Covelães."

 

1600-paredes (128)

 

 

Na “Toponímia Alegre” consta o seguinte ( e como hoje temos muitas fotos, metemos uma entre cada quadra):

 

“ Pelo rio Mau acima

Quarenta ferreiro vão:

Cada um leva forquilha

Para matar um rão.

 

1600-paredes (120)

 

Boticário de Paredes

Diga-me se sabe e pode:

Duma pontinha dum corno

Pode sair um charope?

 

1600-paredes (101)

 

O Padre de Covelães

Fazia muitas misturas

Molhava o pão em azeite

Deixava o Cristo à escuras”

 

1600-paredes (95)

 

Digamos que o poeta não era lá grande coisa mas, mas a “literatura” não deixa de ser curiosa, só não fiquei a saber o que raio é um “rão”, mas como a coisa se desenvolvia ao longo do rio só poderá se o macho da rã e grande, pois “rão”, segundo a língua portuguesa é um sufixo nominal com sentido aumentativo…

 

1600-paredes (93)

 

Nas nossas pesquisas encontrámos alguns dados na Wikipédia, dados que valem o que valem e até com alguns erro ortográficos, mas que nós validamos (a informação, não os erros)  porque temos conhecimento que assim é. Então por lá consta isto:

“Paredes o Rio aldeia situada no concelho de Montalegre freguesia de Covelães distrito de Vila Real, conhecida pela sua bela paisagem turística assim como as suas raras antiguidades recuperadas, antiguidades como canastros para quem não conheça espigueiros, moinhos, pisão (onde se pisava o burel, que servia para fazer capas, calças e coletas para a população). actualmente tem também museu com várias antiguidades, e fundou há seis anos uma Associação Social e Cultural que realiza várias actividaes assim como. Cantar dos Reis. Sábado Filhoeiro. Carnaval. Queima do Judas. Segada e Malhada do centeio. Desfolhada do milho. Festa de S.Martinho, Matança do porco Bísaro.”

 

1600-paredes (19)

 

 

E acrescenta ainda:

 

“Esta serve também a população mais idosa prestando-lhe apoio domiciliário na aldeia assim como nas aldeias vizinhas. Não é de perder a oportunidade também de fazer uma visita guiada a esta bela a aldeia do concelho de Montalegre.

Pisão

O Pisão é composto por um engenho hídrico que aproveita a força motriz da água canalizada, funcionando como serra, moinho e pisão de tecidos de lã. A água põe em funcionamento os malhos que pisavam as teias de lã para fabricar o famoso burel, a capa dos pastores.”

 

1600-paredes (7)

 

Uma palavra de apreço para o associativismo, neste caso para a Associação Social e Cultural de Paredes do Rio que pelo que vimos tem promovido os sabores e saberes da aldeia. Espero que ainda exista e continue a existir por muitos e longos anos, por várias razões que não vale a pena aqui enumerar, pois fazem parte do associativismo. Só espero também que seja acarinhada pela Junta de Freguesia e Município de Montalegre, pois também é a estas entidades que corresponde e compete apoiar as associações, principalmente estas a nível local que têm sempre poucos meios para desenvolver as suas atividades. Digo isto porque nem sempre os municípios apoiam as associações, às vezes, por politiquices, má formação, ignorância, incompetência, inveja, ruindade e todos os nomes feios que conheço, antes de apoiar fazem tudo para as aniquila. E que  a associação tenha também a sorte, de os seus associados terem sempre em conta os interesses da associação acima dos interesses pessoais. E não digo isto em vão, pois sei o que digo…

 

1600-paredes (82)

 

E estamos nos “finalmentes” , ou seja, no tempo de passar às referências das nossas consultas e anteriores abordagens às aldeias e temas do Barroso.

 

1600-paredes (6)

 

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

Sites

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paredes_do_Rio

 

 

1600-paredes (5)

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

Guardar

´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:11
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

Foice em seara própria

 

Enfermagem.

 

Digna a nossa luta, pelo investimento  que a  profissão exige por inerência, ao propor-se cuidar da pessoa ao longo da vida e ajudá-la a viver no SEU modelo  de saúde e de sentir-se bem.

 

Digna na advocacia do utente através do respeito pela sua individualidade e na evicção do dolo e da dor que a adversidade lhe pode causar.

 

Digna e íntegra pelo estudo que exige 4 anos de estudo obrigatório para a  licenciatura e mais dois  para o mestrado.

 

Digna pelo excesso de trabalho a que temos sido votados na falta de respeito pelas dotações seguras.

 

Digna a coragem dos enfermeiros unidos…

 

Pecados  o do sindicato dos enfermeiros  SE e algumas entidades da ordem, que só agora  mas bem, se lembraram, foi  pena por não se terem lembrado na vigência dos seus governantes de Eleição que a propósito preferiram passar ao largo…Agora, concordo que o Primeiro Ministro António Costa de quem eu gosto e aos meus  queridos colegas enfermeiros confesso, terá decerto melhor desempenho na reposição da justiça social, como aliás tem demonstrado claramente, contra factos não há argumentos.

 

Campanha

 

Escudo em riste num imaginário de tolerância fomentado em egocentrismos de passagem e de imagem é o autocarro dos amores e desamores dos nossos atuais e  alguns aspirantes a  governantes, mas que ideia dinâmica de peregrina,  já agora podiam era aproveitar a dar boleia aos munícipes enquanto andam pela cidade e arredores ou levar as pessoas à feira e às consultas, ou a visitar os utentes dos lares , estou a lembrar-me do lar S. Marcos em Outeiro Jusão pois os TUC não vão até lá… Já que a despesa está feita…

 

-Bem, mas dizes-me de onde conheces o tipo para ires votar nele? Sois todos iguais…

 

-Nem sequer o conheço… Mas como tu, presumivelmente o perfeito, não te deste ao trabalho  de te candidatar…

 

Olha pelo menos deu-me um voto de confiança além de que não tenho medo de me submeter à critica e dar o corpo às balas por Chaves …

 

 Aprendo com as pessoas principalmente aprendo a esperança, na já, alguma desesperança.

 

Chaves precisa de investimento sério e gerador de empregabilidade, não só de serviços…

 

Fazer alguma coisa com o que há…

 

Ó Maria faz o pão…

 

Ó Homem não tenho farinha…

 

E ela a dar-lhe com a farinha, faz mas é o pão e deixa-te de conversa…

 

Ó homem não tenho a farinha…Ainda, mas olha que até ao lavar dos cestos é vindima.

 

Isabel Seixas

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 15:29
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 16 de Setembro de 2017

Cimo de Vila da Castanheira - Chaves - Portugal

 

 

1600-cimo-vila (2)

 

E nesta nova ronda pelas nossas aldeias, hoje toca a vez a Cimo de Vila da Castanheira implantada em terras altas do concelho de Chaves a rondar os 800 metros de altitude, ainda no planalto na transição para o mar de montanhas das terras de Vinhais.

 

1600-cimo-vila (33)

 

Aldeia e freguesia que se justifica pela sua população e dimensões, dispersa por vários arruamentos vai-se estendendo até à freguesia e aldeia vizinha de Sanfins da Castanheira, não havendo separação física entre ambas o que, à primeira vista, poderá parecer ser uma única aldeia, mas são duas.

 

1600-cimo-vila (55)x

 

Estamos em terras da Castanheira onde o românico marca presença com a Igreja de S.João Baptista, com o antigo cemitério em anexo e uma pequena torre, aparentemente mais antiga, conjunto que aliado à sua localização lhe confere uma particular beleza.  Nem que fosse e só por esta Igreja Românica, já valia a pena ir de visita por estas terras.

 

1600-cimo-vila (94)

 

Quanto ao casario, hoje em dia, é um misto entre casario típico e tradicional das nossas aldeias, com as suas construções em granito de pedra solta geralmente com as escaleiras lançadas para a rua terminado numa varanda coberta e outras construções mais recentes, umas de meados do século passado onde o reboco exterior já marca presença ou ainda construções muito mais recentes ligadas ao boom da construção dos anos 70 e 80 também do século passado.

 

1600-cimo-vila (216)

 

A 23 quilómetros de Chaves, tem como Orago o S.João e uma das aldeias que embora também sofra da maleita do despovoamento, não é das que mais tem sofrido com isso e ainda hoje mantém uma população considerável para uma aldeia, mas bem longe dos áureos anos 60 em que chegou a atingir os 1159 habitantes, hoje reduzida a menos de metade deste número.

 

1600-cimo-vila (231)

 

É também uma das aldeias de passagem do nosso concelho, pois é através dela que se chega até Roriz ou até Sanfins da Castanheira, Stª Cruz da Castanheira, Parada e S. Gonçalo.

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 05:35
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017

O factor Humano

1600-cab-mcunha-pite

 

10 contos de reis – sem notas - 9

 

            Era uma senhora sofrida. Maltratada pelo marido e pelos filhos. Criada para tudo, desrespeitada, por vezes agredida. Vítima das dependências pelo álcool dos homens da casa. Apesar de dois deles terem nascido do seu interior, nem assim tinham piedade.

 

            Sofrida mas resiliente, encarava tudo com resignação religiosa. Era a vontade de deus, que poderia ela fazer?

 

            Não teve a alegria de ter netos. A única filha tinha-se escapado para os Estados Unidos, fugindo da condenação em que vivia a mãe. Aí estabelecera uma relação homossexual, simples, feliz, longe da brutalidade das origens. No entanto nunca voltara para visitar a família, talvez por vergonhas, talvez por medo. Telefonava com regularidade, conversas longas com a mãe, muitos silêncios e muitas lágrimas. Às vezes rogava-lhe que fugisse para a América, para junto dela, mas a Dona C. sempre respondia que a sua cruz era ali, a tomar conta do marido, dos filhos, do vinho. Não era uma pessoa muito lúcida, o que ajudava a explicar a sua submissão a todas as misérias e a todos os sofrimentos.

 

            Apesar da doença que justificava vindas regulares aos tratamentos, ia aguentando estoicamente. Às vezes às escondidas dos homens da casa, trazia-me uma malga de marmelada. Fomos estabelecendo uma relação que lhe permitia confidências e desabafos. Estranhamente tinha alguns traços de inveja e de maldade em relação aos outros doentes. Um dia disse-me: "Eles bem olham para mim, como se eu esteja muito doente, mas já vi irem uns poucos à minha frente". Na face expressava alguma malícia, que não se esperava numa mulher tão sofrida.

 

            Um dia entrou no consultório e, metendo a mão ao bolso da gabardina, disse-me muito rapidamente: " Outro dia botei esta corga pelo cu" e nesse momento colocou em cima da secretária um fragmento ressequido, com mais de 20cm. Foi a única vez que vi uma ténia.

 

Manuel Cunha (Pité)

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:42
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017

Chaves - Um olhar...

1600-(31911)

 

Chaves, um olhar sem postal!

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
link do post | comentar | favorito
|  O que é?

Ocasionais

ocasionais

 

“Rubidez nasal”

 

Ao escritor cabe-lhe

«servir como espelho

para a época em que vive»-

E.M. Forster.

 

 

Há Blogues e blogues.

 

Uns feitos diàriamente. Outros, quando calha.

 

Os da NOSSA TERRA vão secando, secando.

 

De ÁGUAS FRIAS e de OUTEIRO SECO ainda há por AQI”.

 

Muitos fazem-lhes a colheita. Muitos mais, a rapina.

 

Os seus leitores e comentadores «passaram-se» para o Facebook e para outras faixas de rodagem virtualmente reais e realmente virtuais: quase toda essa gente sonha e aspira pertencer à nobreza, embora jure a pés juntos ser do Povreza!

 

Dentre essa gente, mesmo a pequena quantidade de invejosos, que converte a sua pobreza de espírito em tiques de modos e de palavras cheios de pedantice pseudo-intelectual ou cultural, é uma abundância.

 

Basta-lhe duas linhas de escrita ou três palavras deitadas pela boca fora para se lhe topar o desnecessário complexo de inferioridade, o crónico azedume da sua mediocridade, a sua frustração por não passarem da cepa torta, o sentimento de culpa pela falta de coragem em momentos em que esta seria mais necessária, e as características rasteiras que lhe vão permitindo a sobrevivência.

 

Afirmam, juram; dizem, desdizem. E concluem que, afinal, o que viram, o que leram era metade do que afirmaram, juraram, disseram e desdisseram; a outra metade era do que tinham visto, tinham ouvido, tinham lambido, tinham lido!

 

Providos de tão elevado talento e tão vasto quão profundo conhecimento, a insinuação é-lhes mais do que suficiente para sentir e saber avalizado o seu dito e escrito!

 

Essa pequena trupe  costuma trajar em mangas de camisa e colarinho aberto, convencida que o fato azul às riscas da sua sapiência enche as medidas do gosto de quem a escuta ou nela repara!

 

A raivazinha da sua insignificância subsidia-lhe o discurso, oral ou escrito, do seu azedume.

 

E quando dão com os olhos no nome de um autor incómodo, o nariz fica-lhes vermelho que nem um pimento!

 

(E se agora lhes lembrar os do Cambedo ou os de Lebução ...  aumentar-se-lhes-iam os moncos!...).

 

Todos eles, iguais, semelhantes, diferentes   -   ou parecidos   -  no seu elevado grau académico, na sua superior categoria intelectual, quer nas suas observações ou críticas, quer nas suas censuras e «desapreciações» dissimuladas, cheias de corajosa falta de coragem, todos eles são gente de juízo claro e de saber abundante, a quem, a mim, só me resta aplaudir e manifestar reconhecimento!

 

Abrem um livro ou um Blogue, debruçam-se sobre ele e já se julgam, e sentem, leitores!

 

Uns bocejam com a leitura dos meus textos. Outros, tosquenejam!

 

Todos com ares de pisa-verdes intelectuais!

 

São indivíduos que, noutras paragens ou pracetas, culturais, «passariam despercebidos ou seriam solenizados pela irrisão pública» e que, entre nós, são «alçados ao cume da escala política», autárquica ou central!

 

A mim, não me incomoda a queda no conceito dos exigentes críticos do Blogue “CHAVES”!

 

Na «caixa de comentários», deste Blogue, entrei de surpresa: fui bem acolhido.

 

Para as páginas diárias, fui convidado.

 

Não escrevo para vender; escrevo porque penso.

 

Com a fidelidade de meia dúzia de leitores que tenho, considero-me bem pago.

 

Ao sucesso editorial prefiro a dignidade de merecer ser lido.

 

Escrever os meus textos, mais do que liberdade política, é uma liberdade civil!

 

Naturalmente, os leitores, que não encontrem neles opiniões ou conceitos que sustentem os seus, ficarão mais desagradados.

 

Acontece que, não raras vezes, o autor não fala, não escreve, a mesma língua que o leitor. A opinião deste não passará de um sopro dos seus gostos, já que ideias quanto à leitura não as terão.

 

Críticos e escreventes andarão (ou andam, mesmo, por aí?!) a afirmar que a “lei de talião” (jus talionis ou lex talionis) é invenção de Talião (alguém, «um tipo», que nunca existiu, a não ser na sua ignorância arrogante); que o azul de metileno é de Mitilene!

 

Presunçosos, há visitantes e leitores que abrem o Blogue como se fosse uma carta registada com aviso de recepção de quem eles, cada um deles, são, é, o seu único destinatário!

 

Alguns aprenderam  a juntar as letras (poucochinhos até «escrevem bem», mas isso é menos que nada!), mas ainda não sabem ler!

 

Estou certo que se os visse andar com algum dos meus livrinhos na mão, ficaria envergonhado por tê-los entre os meus leitores.

 

M., dois de Setembro de 2017

Luís Henrique Fernandes

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:33
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Terça-feira, 12 de Setembro de 2017

Chaves D'Aurora

1600-chavesdaurora

 

  1. CARITÓ.

 

Quando Aurora fez 20 anos, a ausência de um rapaz de boas intenções em sua vida começou a preocupar os pais, além de chamar a atenção dos parentes, aderentes e meros conhecidos. – Te cuida, Aurita, olha que vais acabar ficando pra tia – ou, como dizia Mamã, à moda de sua terra natal – Vais acabar no caritó – o que em Tupi, língua dos índios brasileiros, vem a ser “uma gaiola para os pássaros”, mas na linguagem popular significa “ficar solteirona”.

 

Ora pois, engaiolada era a vida de muitas senhoras fla­vienses que, em rodas de chá, a degustar os pastéis de ba­calhau e as bolachas de nata, repetiam, a suspirar, as frases recolhidas de algum desconhecido – “Ai-jesus, que o casa­mento vem a ser mesmo uma prisão! No início, um doce cár­cere; alguns anos depois, uma clausura à qual ele e ela, no dia após dia, acabam por se habituar; já nos anos finais, é um porão sombrio e húmido, masmorra onde só as mágoas e queixumes servem de lenha para aquecer o frio”.

 

A tudo isso, porém, Mamã contestava – Pois eu e o meu Reis, embora não tanto como El-Rei Dom Manuel I, esta­mos sempre venturosos.

 

Diante de tais falatórios, Aurora se constrangia e tenta­va dar atenção aos possíveis pretendentes. Em belos papéis coloridos, circundados por figuras de flores ou anjinhos a tocar flauta, trocava cartas com aquele que estivesse na vez de um pretenso namorado. Não eram cartas portuguesas tão belas, como as de Soror Mariana Alcoforado, mas, nas suas, punha-se a transcrever, com sua perfeita caligrafia, versos de João Ruiz Castelo Branco:

 

“Senhor, me partem tão tristes

os olhos por vós, meu bem

que nunca tão tristes vistes

outros nenhuns por ninguém”

 

Nem essas líricas palavras poderiam, no entanto, expres­sar o que de facto lhe ia n’alma. Carências, latências, vazio. Acabava por ocorrer, afinal, que qualquer Hans sem Gretel que se perdesse em seu bosque, a bruxa loura deitava ao cal­deirão em poucos dias. Ainda por cima, pedia de volta suas cartas com florezinhas, anjinhos, versinhos e o mais.

 

fim-de-post

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:52
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 11 de Setembro de 2017

De regresso à cidade

1600-(30226)

 

De regresso à cidade por uma das ruas/travessas com mais História e estórias para contar, desde o Flávia, ao cineteatro, o Hotel, o Joaquim das Molas, o Sapateiro das escadinhas, às travessuras do Toreta, o cesteiro e ao sempre Faustino,  até aos dias de hoje em que as estórias continuam a acontecer.

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:51
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?

Quem conta um ponto...

avatar-1ponto

 

358 - Pérolas e diamantes: O azul, o medo, a engorda e a angústia de dormir para ser brevemente acordado

 

Aprendi com a Moira, uma bela personagem do romance A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, de José Eduardo Agualusa, que os antigos gregos, tal como os chineses ou os hebreus, não possuíam uma palavra destinada a nomear o azul. Para todos eles o mar era verde, acastanhado ou cor de vinho. Por vezes negro.

 

Na pintura ocidental o mar apenas começa a ser pintado de azul no século XV. Também o céu não era azul. Os poetas designavam-no como rosado, quando amanhecia; incendiado quando se punha; ou leitoso, nas tristonhas manhãs de inverno.

 

Afinal são os nomes que dão existência às coisas. “No princípio era a palavra…”

 

Ai que sono…

 

Ainda hoje me delicio com o pensamento do primeiro pintor, em plena Idade Média, a escolher o tom de azul para colorir o mar. Momentos antes de existir a cor azul. O que seria de mim sem o azul.

 

Mas não é disto que eu quero falar hoje. Desta vez pretendo dar-vos conta da entrevista que Ricardo Sá Fernandes concedeu ao Expresso, advogado que mesmo não sendo melómano prepara os seus processos a ouvir ópera antes de ir para a barra do tribunal.

 

Dói-me a cabeça. Tenho de dormir…

 

Na Justiça, diz ele, 80% das decisões são com certeza justas e equilibradas. No entanto a margem de erro é muito grande. Ninguém se mete a jogar a roleta russa com a probabilidade de 1/5 em ser liquidado. 

 

Claro que a morosidade é um problema, mas para Sá Fernandes a incerteza da Justiça é que é de temer. Além disso, a Justiça erra vezes demais. Todos podemos, lembra ele, ser enganados por uma testemunha que minta bem. E depois, a preguiça, ajuda muito nas decisões erradas, “porque a decisão formal é sempre a mais fácil”.

 

Além disso, as magistraturas e a advocacia são constituídas por “gente que não gosta de ser escrutinada”. E porquê? Na opinião do advogado, “os portugueses são pouco exigentes com o escrutínio”.

 

Dói-me a cabeça…

 

Além disso, afirma o causídico que já foi secretário de Estado, “o português às vezes é muito corajoso, mas por regra é manhoso”. E depois realça o modelo: “Acho que o exemplo que melhor ilustra o que é ser português é o rei D. João VI, que foi um rei que acabou por ter resultados ótimos. Fugiu para o Brasil, garantiu-nos a independência, andou a enganar os franceses e os ingleses. Foi manhoso. Isto é uma caraterística que reflete uma cultura de medo e de falta de frontalidade.”

 

Ricardo Sá Fernandes disse uma vez que os tribunais são casas de mentira. Desta vez, não só corroborou a ideia, como carregou nas tintas: “Não há sítio onde se minta tanto como nos tribunais.”

 

Quero dormir… já não aguento estar acordado… tanto tempo…

 

Pergunta da jornalista: “Quem mente, as testemunhas, os arguidos, os advogados, os juízes?” Resposta do entrevistado: “Todos. Todos mentem, mas é verdade que a maior responsabilidade é a das testemunhas porque elas é que têm de depor sobre os factos. E nós também somos pouco rigorosos a punir os que mentem nos julgamentos.”

 

Apesar de tudo é um homem de fé. De muita fé, atrevo-me mesmo a dizer. Pois além de cristão, é maçom e socialista.

 

Mas eu tenho tanto sono… Será que tenho de acordar mesmo antes de adormecer?

 

Mas Ricardo Sá Fernandes pontualiza, esclarece e declara: “Sou cristão. Revejo-me na Inquisição? Não. Sou maçom. Revejo-me nestas negociatas que há nas lojas? Não. E nos compadrios também não.”

 

Eu, cá de longe, com vossa licença, atrevo-me a concluir o raciocínio: Também é socialista, mas não se revê no Partido.

 

Tenho de me manter acordado, não vá o Diabo tecê-las…

 

Oiçamos o senhor: “O PS, o PSD e o CDS incentivaram em Portugal uma cultura de favores, de nepotismo. Estou ideologicamente próximo do Partido Socialista, mas tem uma prática politica absolutamente inaceitável, de favores, de complacência, com compadrios e situações pouco claras.”

 

A preocupação está lá: “Sinto-me um cidadão que faz tudo para não agir sob o efeito do medo, mas que também tem medo.”

 

Medo de acordar? Medo de dormir? Medo de dormir acordado? Medo de acordar a meio do sonho?

 

Quando está cansado procura o contacto com a natureza em Trás-os-Montes, onde tem a sua casa-refúgio. Em Oura faz vinho, lê livros, passeia e anda de bicicleta.

 

Jesus, no sermão da Montanha, diz mais ou menos isto: “A razão do homem erra, mas há um que faz todas as coisas bem. Sempre, ao longo da viagem da vida, segue este preceito: «Faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a ti».”

 

Mas também há um ditado popular que diz: “Tudo o que não mata engorda.”

 

Peço desculpa, mas agora vou dormir. É que estou a morrer de sono, depois de tanto tempo acordado. A dor de cabeça é enorme. Eu quero é dormir. Dormir profundamente. A dor de cabeça é enorme.

 

Aspirinas há muitas, seus amáveis palermas.

 

João Madureira

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:29
link do post | comentar | favorito
|  O que é?

O Barroso aqui tão perto - Antigo de Sarraquinhos

1600-antigo de serraq (4)

montalegre (549)

 

Acho que foi aqui que pediram o Antigo de Sarraquinhos, pois ele(a) aqui está, é a nossa aldeia de hoje no “Barroso aqui tão perto” e esta, até calha ser bem perto do nosso ponto de partida.

 

1600-antigo de serraq (13)

 

Ponto de partida que para quem não sabe é feito sempre a partir da cidade de Chaves que, para ir até ao Barroso, tem duas opções principais, pois outras existem mais secundárias que acabam por ir dar a estas duas principais, que embora não sejam para deixar de parte, apenas se devem considerar  por conveniência de algumas particularidades ou até para “desenjoar”.

 

1600-antigo de serraq (14)

 

Ora essas duas opções principais são a Estrada Municipal 507, que para nós é a estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia,  e a outra é a Estrada de Braga que oficialmente é a Estrada Nacional 103. Neste caso de irmos até o Antigo de Sarraquinhos não hesito em nada em recomendar a estrada do S.Caetano.

 

1600-antigo de serraq (16)

 

Graças a internet que é uma farmácia de informação, que tal como os medicamentos pode ser utilizada para o bem mas também para outras coisas e têm sempre algumas contraindicações e efeitos secundários, principalmente para os que não batem bem do andar de cima, depressivos e outros seres complicados, hoje temos acesso a toda a informação. Diz-me ela, a internet nos devidos sítios credíveis, que para chegar até o Antigo de Sarraquinhos devemos tomar a EM507 e que para lá chegarmos temos de percorrer 27.4Km demoramos 00h43 em ritmo de passeio e gastamos 3.80€.

 

1600-antigo de serraq (91)

 

Ora aí está o Barroso aqui tão perto que às vezes é mesmo muito perto e onde temos uma preciosidade à nossa espera, como é o caso deste Antigo de Sarraquinhos que me levam direitinho ao primeiro parágrafo do “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga, com sublinhado meu que aliás irei fazer dele lema destas aldeias do Barroso, senão todas, a grande maioria. Pois diz assim:

 

1600-antigo de serraq (8)

 

“Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.”

Miguel Torga, in “Reino Maravilhoso”

 

1600-antigo de serraq (15)

 

Como já vos disse atrás alguém me pediu esta aldeia. Claro que não era necessário o pedido, pois eu iria lá na mesma, mas sempre que há um pedido, das duas uma, ou a aldeia merece mesmo ser visitada ou então é o bairrismo que a pede e neste segundo caso, já sabemos que os olhos bairristas que veem a aldeia não são os mesmo de quem a visita pela primeira vez, e às vezes acontece a desilusão, mas outras há, em que tudo vai além das expetativas e se calha, os olhares do visitante até descobrem na aldeia olhares que os seus naturais, de tão habituados que estão a vê-los, não os veem.

 

1600-antigo de serraq (111)

 

Costumo pensar e às vezes dizê-lo as amigos de confiança que o Barroso é um segredo bem guardado. Reino Maravilhoso já muitos o sabem que é mas é nas suas pérolas, em tesouros escondidos e esquecidos, que residem esses segredos. Por um lado, ainda bem que assim acontece, pois é neles que reside também a tal “virgindade original” para desfrute de uns poucos amantes privilegiados, por outro, temos pena que tais “donzelas” acabem por morrer virgens sem ninguém as descobrir, mas o mais curioso de tal sentimento é que talvez prefira que morra virgem do que vir a ser descoberta e prostituída por que não a respeita. Felizmente na maioria dos casos mantém-se a virgindade original,  infelizmente, nalguns casos, tal já não acontece.

 

1600-antigo de serraq (108)

 

Pois o Antigo de Sarraquinhos ainda mantém a sua “virgindade original”. Sofre das maleitas do despovoamento como quase todas mas mantém a sua integridade de aldeia típica barrosã do Alto Barroso, mas não aquele Alto Barroso que, em geral,  os de Chaves conhecem, aquele Barroso mais agreste do planalto da base da Serra do Larouco. Pois embora o Antigo de Sarraquinhos fique nas proximidades já esta na transição paisagística para as terras da Chã onde o verde mais vivo já começa a marcar presença.

 

1600-antigo de serraq (5)

 

Quanto ao casario  mantém a sua integridade do casario típico barrosão, pelo menos do Alto-Barroso onde o granito é rei e senhor. Claro que já há muito se perderam as coberturas de colmo mas nalgumas construções mantém-se os testemunhos de tal ter existido. Pecados também os há, os habituais, pecados externos introduzidos pela modernidade que entra pelas aldeias adentro sem o mínimo respeito por elas ou pelos seus ícones tendo como exemplo flagrante o largo do cruzeiro onde com tanto espaço para reduzir o ruido visual, plantaram dois postes quase em cima do cruzeiro, até me admira como não aproveitaram o cruzeiro para fazer suporte dos fios, e fico-me por aqui…

 

1600-antigo de serraq (55)

 

Do casario destaco aquele que é mais típico e embora não haja por lá construções solarengas, há algumas que merecem destaque, para além das construções/habitações mais típicas. Pois o destaque  vai para a pequena igreja onde na sua torre sineira em vez do habitual sino tem um relógio. O Sino foi colocado numa torre sineira própria, separada da igreja mas no adro de entrada o que, esteticamente, forma um conjunto mais interessante e equilibrado.

 

1600-antigo de serraq (104)

 

Claro que em destaque fica também todo o conjunto da aldeia (casario) mas também a envolvência e a perfeita integração da aldeia na paisagem. Mas em pormenores destaco ainda as fontes e respetivos tanques/bebedouros. Pena junto a eles já não haver a vida que outrora tinham.

 

1600-antigo de serraq (78)

 

Mas vamos lá ao Antigo de Sarraquinhos e ao que por aí encontrei sobre a aldeia, mas antes, vamos aprimorar a sua localização e a forma de chegar lá.  Tal como disse no inicio a estrada a tomar é a Estrada Municipal 507 que passa pelo S.Caetano e por Soutelinho da Raia. Logo a seguir a Soutelinho entramos no concelho de Montalegre e quase logo a seguir temos Meixide. No final desta aldeia a estrada divide-se em duas, ambas vão dar a Montalegre, mas uma é via Vilar de Perdizes e a outra via Pedrário e Sarraquinhos. Pois devemos tomar esta última ou seja o Caminho Municipal 1006.

 

1600-antigo de serraq (102)

 

Estamos então no CM 1006 e perto de 3 km mais à frente encontraremos Pedrário, se for com tempo, dê uma olhadela a Pedrário pois só fica a ganhar, mas como o nosso destino é o Antigo de Sarraquinhos, continuamos caminho fora até Sarraquinhos. Aqui, atenção às placas, pois devemos deixar o CM 1006 e passar para o CM 1008 e pouco mais de 2 km à frente chegamos ao Antigo de Sarraquinhos.

 

1600-antigo de serraq (77)

 

Mas sejamos mais precisos ainda e indo de encontro aos que se servem das novas tecnologias como o GPS. Pois as coordenadas da aldeia são: 41º 46’ 40.34”N e 7º 39’ 27.28”O. Mas como sempre deixamos o nosso mapa, pois ainda há quem os prefira em vez do GPS, eu sou um deles e neles já descubri coisas aonde um GPS nunca me levaria. Mas gostos são gostos e cada um orienta-se como entender. Fica o mapa.  Ah!, falta a altitude que embora já saibamos que são terras altas gostamos sempre de saber até onde chegam, esta chega aos 950 metros de altitude.

 

mapa-antigo.jpg

 

Como é costume vamos até à Toponímia de Barroso ver o que lá se diz sobre esta aldeia. Pois diz assim:

Antigo (de Espinho), dito de Arcos e, agora, de Sarraquinhos.

É obrigatório subentender o termo “casal” ou “vilar” para se juntar ao Antigo de um cavalheiro de nome ASPINUS ou ASPINIUS > ASPINIO > ESPINHO. Assim, o adjectivo Antigo vem dizer o que bem sabemos: é um “Vilar” antigo de um tal Espinho (como se nomeava o dono) – que aí se terá fixado nas invasões do Godos, depois de fazer a competente presúria dos terrenos  que lhe cabiam.

O seu nome de baptismo era pois Antigo de Espinho:

- 1258 “ de antigoo de Spino est medietas Domini Regis et est termino de Arcos” INQ 1524; depois passou a chamar-se Antigo de Arcos e era da freguesia de Cervos; finalmente, chama-se Antigo de Sarraquinhos por ficar anexa a esta freguesia."

 

1600-antigo de serraq (63)

 

Como sempre esta Toponímia de Barroso tem o seu lado alegre onde o Antigo também é contemplado assim:

Boa lebre no Antigo

Boa perdiz em Cepeda

E à falta de boas pingas

Têm água que se beba

 

1600-antigo de serraq (53)

 

No livro Montalegre encontrámos as seguintes referências, embora ela seja a Antigo de Arcos já sabemos que é o mesmo Antigo, o de Sarraquinhos:

 

“Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis

temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.

 

Das fixas, que normalmente aparecem em grupos, temos várias necrópoles: no Cristelo da Seara (Salto), entre Penedones e Parafi ta (Vila de Mel), em Penedones, sobre a aldeia, junto à Capela de Santo Amaro (Donões) e perto da Capela da Senhora de Galegos do Cortiço (Cervos) e de Antigo de Arcos.”

 

1600-antigo de serraq (44)

 

E também uma referência aos cruzeiros, merecida, pena é a companhia que este do Antigo tem (referida atrás).

 

“Os cruzeiros são mais de 60 e se lhes juntarmos os calvários ainda existentes com as cruzes das estações da via sacra serão três vezes mais.

 

Destacam-se o de Salto, Pondras, Mourilhe, Codessoso de Meixedo, de Montalegre, o da Interdependência da Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!”

 

1600-antigo de serraq (50)

 

E ainda outra referência, embora mais uma vez a Antigo (de Arcos):

 

“Pelos marcos viários e Moimentos ficámos também a conhecer a verdadeira localização da antiquíssima cidade pré-romana de CALADUNUM que deverá situar-se no termo desta paróquia. Antigo (de Arcos), Vilarinho de Arcos e Arcos – sem necessidade de arcos em rio que não possuem – trazem no próprio nome a indicação de que seria por aí o antigo opidum.”

 

1600-antigo de serraq (42)

 

E ainda mais uma referência no livro Montalegre, embora já repetida e mencionada na Toponímia:

 

“Esta última povoação com o topónimo significativo Antigo de Espinho, que o mesmo era dizer Antigo de Aspinius (Aspini). Mais tarde foi Antigo de Arcos, pertencente ao aro de Cervos e, agora, Antigo de Serraquinhos. As voltas que a vida dá!”.

 

1600-antigo de serraq (47)

 

E vai sendo tudo ou quase, apenas mais um reparo ou desabafo que em particular nada tem a ver com a nossa aldeia de hoje, mas com quase todas, em geral. Refiro-me à falta de vida, de gente nas nossas aldeias. Se repararem nas 25 fotos que vos deixo só apenas numa aparece vida humana, a do pastor com o rebanho, nas restantes apenas um cão e um cavalo, ninguém nas ruas e não estive à espera que as pessoas deixassem o motivo limpo, não, longe disso, na maioria das aldeias entramos e saímos sem ver alma viva, um cenário que há três ou quatro dezenas de anos atrás seria impossível de registar, mas que hoje é uma realidade. Chama-se a isto despovoamento do mundo rural que cada vez mais se vai afundando na fase de não retorno.

 

1600-antigo de serraq (36)

 

Podia ter ignorado o parágrafo anterior, passar à frente e terminar este post em beleza, pois podia, mas não estaria a ser sincero comigo mesmo, pois se por um lado volto sempre do Barroso agradado com as nossas aldeias, com as paisagens que as rodeia e em geral  com aquilo que por lá vejo, por outro lado revolta-me vê-las esvaziadas de gente e sem ela, perder-se toda uma cultura rural, saberes, tradições… tudo, porque nas aldeias só já há duas formas de conjugar os verbos, uma conjugados no passado, outra conjugados no presente. O futuro já é impossível de ser conjugado nelas.  

 

1600-antigo de serraq (30)

 

E finalmente passemos aos créditos e aos links para as anteriores abordagens do Barroso

 

1600-antigo de serraq (24)

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre:  Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

1600-antigo de serraq (26)

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:56
link do post | comentar | favorito
|  O que é?

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
14

22
23

24
25
26
27
28
29
30


.pesquisar

 
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Flavienses por outras ter...

. Cidade de Chaves - Um olh...

. Chaves D'Aurora

. Cidade de Chaves e a Nª S...

. Quem conta um ponto...

. O Barroso aqui tão perto ...

. Pecados e Picardias

. Cimo de Vila da Castanhei...

. O factor Humano

. Chaves - Um olhar...

. Ocasionais

. Chaves D'Aurora

. De regresso à cidade

. Quem conta um ponto...

. O Barroso aqui tão perto ...

blogs SAPO

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites