Sábado, 27 de Outubro de 2007

Chaves Rural - Torre de Moreiras - Portugal

 

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Hoje vamos até Torre de Moreiras.
 
Das primeiras vezes que fui por estas bandas pensava que Torre de Moreiras ainda era Moreiras, ou seja, um bairro da aldeia de Moreiras. Mas não, Moreiras é uma aldeia e Torre de Moreiras é outra aldeia, embora próximas, tão próximas que quase se tocam e abraçam, pois convivem a uma escassa dezena de metros uma da outra. Mas o seu a seu dono e tal como nós temos direito à nossa identidade própria e diferente de todas as outras, também as aldeias têm direito às suas diferenças e suas identidades.
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Torre de Moreiras fica a 19 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Moreiras. A freguesia com a área de 11,61 km2 e uma população de 309 habitantes, é constituída ainda pelas povoações de Almorfe e France, além de Moreiras. Daqui se poderá depreender facilmente que a freguesia e Torre de Moreiras, possui uma população envelhecida, com apenas 7 crianças (toda a freguesia) em idade escolar no 1º ciclo e muito longe de ter a população de há 30 a 40 anos atrás, em que “as ruas andavam sempre cheias de gentes, era uma alegria e, então aos Domingos, havia sempre festa”  tal como me disse uma senhora já de idade e que vive sozinha com o irmão, quase da mesma idade.
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É assim a realidade das aldeias de montanha, pouca gente, envelhecida e que se amparam uns aos outros, embora a realidade da Torre de Moreiras e da freguesia, comparada com outras aldeias de montanha, até nem é assim tão má, pois ainda vai havendo alguma juventude. (parece haver contradição, mas não a há se tivermos em conta Torre de Moreiras e Moreiras de hoje e as de há 40 anos atrás). Segundo informações do Presidente da Junta, Torre de Moreiras, deverá ter à volta de 30 residentes. Claro que no verão, Agosto, a realidade é outra.
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Como terra de montanha (serra do Brunheiro), à altitude que, em média ronda os 800 metros, é terra de rigorosos Invernos que recebem sempre as primeiras neves, gelos e também muita névoa, principalmente quando há chuva no vale. Produz essencialmente centeio, batata (da boa ou melhor, daquela que costuma sorrir para nós, como é costume dizer-se) e castanha (também da boa).
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Segundo reza a história em Torre de Moreiras ergueu-se outrora o Castelo de Gouveia ou Torre de Gouveia, monumento muito referido em documentos históricos relativos ao julgado de Montenegro e que, conjuntamente com os Municípios de Lampaça e Bragança, constituíam as três circunscrições administrativas e militares em que se encontrava dividido todo o noroeste da província transmontana. Foi essa torre ou casa forte que deu o nome a esta pequena aldeia. Na envolvente da aldeia é possível encontrar memórias da civilização castreja, descendo até às Crastas, também designadas por Outeiro ou Fraga dos Mouros. Na aldeia ergue-se ainda uma bonita capela (que já foi igreja, dizem-me os residentes) a Capela da Senhora do Rosário onde é de destacar a beleza do tecto revestido de caixotões, as duas arquitraves do retábulo renascentista, as colunas fasciculadas, e a interessante configuração do sacrário. As paredes mostram dois rudimentares frescos.
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A festa anual à padroeira ocorre dia 7 de Outubro de cada ano.
E a partir de hoje, em vez de uma fotografia a ilustrar o post da aldeia, iremos ter várias fotos de modo a ficarmos a conhecer melhor (pelo menos em imagem) as nossas aldeias.
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E não poderia terminar sem mencionar que toda a freguesia é terra de gente hospitaleira, faladora e amiga, que depois de lhe granjearmos a amizade, passam e passamos a ser como da família.
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publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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6 comentários:
De Salvador.silva.2"netvisao.pt a 27 de Outubro de 2007 às 15:50
Muito boa ideia esta de, no futuro, se fazer uma foto-reportagem sobre cada aldeia a divulgar. Para além de, por si, demonstrar o respeito do bloguista pelo visitante, mais firme deixa a opinião que já todos temos sobre o verdadeiro espírito desse mesmo bloguista que não se poupa a esforços para bem servir, sem para isso ter qualqer obrigação. É mesmo espírito de missão. Bem haja.
Pense-se agora o quão felizes vão ficar os oriundos dessas mesmas povoações rurais que, pelas necessidades da vida são obrigados a estar ausentes. Caro Fernando Ribeiro, acertou na "mouche". Um abraço amigo, Salvador Silva.


De dmpires a 27 de Outubro de 2007 às 22:30
Parabéns por esta belíssima colecção de fotos de Torre de Moreiras. Acho muito interessante a divulgação dos diferentes cantos tão característicos das nossas aldeias.


De Tamagano a 31 de Janeiro de 2009 às 19:37
Antes mais nada os meus parbéns pela excelente qualidade fotográfica do blogue, no que toca ao texto, vejo que certps parágrafos são copiados de outras páginas,pode-se ler por.ex. no site do "Noticas do Douro" o mesmo que o Sr. cita:

"Na envolvente da aldeia é possível encontrar memórias da civilização castreja, descendo até às Crastas, também designadas por Outeiro ou Fraga dos Mouros."

Que Curalha e Loivos têm Castros, todos nós sabemos, mas Torre de Moreiras foi para mim uma novdad; Ora entao lávou eu e o meu pai desbravar mato numa inclinacao a pique a saber da fraga e dos Outeiros e poso lhe dizer que nada vi a nao ser granndes rochedos de Débil granitos em qualquer sinal de civilizacao, sem qualquer insignia Celta ou Proto-Histórica, o me pai explicou-me que m outros temos se cultivava centeio e se exploravam vinhas naquelas colinas, que as pedras sempre foram extraidas para demra as propriedades, e também sevêm tres pedras sobrepostas que serviam de abrigo para os Pastores, ainda por cima otro contra-senso é o nome Fraga da Moura quando a cultura Castreja nao se tratade um tipo de Habitacao Arabe. Se exste algum vestigio de Civilização Castreja, entõ fotografe e publque que serão uma grande mais valia para a divulgação do património Histórico Galaico. Mais um vez parabéns pelo Blogue


De fernando ribeiro a 31 de Janeiro de 2009 às 23:30
Desde já obrigado pelo seu comentário.

Quanto às referências históricas que por aqui deixo publicadas, é natural que vá beber às fontes que existem e às publicações existentes, pois pela certa são momentos que não vivi e também não costumo inventar e se o faço, aviso sempre que é a minha opinião. Não conheço o site “Notícias do Douro” a que se refere, mas a coincidir o texto, talvez beba da mesma fonte que eu bebo, no entanto isso pouco ou nada me preocupa, pois não quero chamar a mim o conhecimento da história nem sequer tenho interesses na matéria, a minha única intenção é apenas dar a conhecer aquilo que de importante existe nas aldeias. Muitas das vezes, é certo, não conheço os sítios que aqui menciono, mas como acredito nos escritos e referências dos nossos historiadores, vou-os partilhando por aqui. Talvez o mal esteja mesmo em acreditar naquilo que os historiadores escrevem e não fazer as referências às autorias dos escritos, admito a minha culpa, mas como é informação dispersa recolhida aqui e ali, além do desleixo, muitas das vezes não sei a quem atribuir a autoria do escrito, pois constato que o mesmo, vem vertido em vários documentos e publicações sem fazerem também referência à origem da informação.

Peço desculpa por o meu post o ter levado a trabalhos e nada ter descoberto, pois como já disse, também eu não conheço o local, mas que é mencionado em vários escritos, lá isso é. Talvez aconteça como o Castelo do Mau Vizinho, aquele a que já tantas vezes me referi por aqui e até descrevo como se pode ir até lá, mas também nunca lá fui, porque acredito nos escritos e naquilo que me contam quem lá foi.

Obrigado pelo comentário, desculpe os trabalhos e volte sempre.


De mariline a 11 de Dezembro de 2010 às 18:11
moreiras,é mesmo uma aldeia de boa gente,gente unida e simpatica.é uma aldeia linda,com umas paisagens maravilhosas.adoro a minha terra.


De joao junqueira a 30 de Março de 2011 às 15:45
A minha mãe era natural da Torre. Eu passei aqui alguns bons momentos numa casa dos meus avós, perto da Capela. Lembro-me da minha mãe e a minha avó irem para um ribeiro, lavrar as tripas do porco para fazer enchidos, aquando da matança.


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