Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Chaves - Ponte Romana - que futuro?



.

Para os que estão cá pela terrinha, já não são novidade as obras que decorrem na Ponte Romana, mas para os que estão longe, concerteza que gostarão de saber das novidades, das novas obras e do diz-que-diz a respeito das mesmas.

 

Pela minha parte hoje deixo-vos algumas fotos das obras da Ponte Romana e uma vista privilegiada desde a mesma, a nossa Top Model, quanto ao texto, hoje ficamos com um que foi publicado na imprensa local da última edição e que é assinado por um casal de professores que habitam no coração da Madalena. Texto que (claro) também subscrevo.

 

.

.


Ponte Romana – que futuro?

 

Numa altura em que decorrem importantes obras na Ponte Romana, é normal e desejável que o assunto desperte a curiosidade dos flavienses e seja amplamente debatido.

 

Respeitamos a diferença de opiniões quanto à utilização da Velha ponte, mas defendemos que ela deva ser pedonal a tempo inteiro, salvaguardando, apenas, situações de emergência.

 

Como utilizadores diários da Ponte Romana, colocam-se-nos duas grandes preocupações: a primeira, é a da conservação e prende-se com o dever, que a todos nos assiste, de a entregarmos, em bom estado, às gerações futuras; a segunda prende-se com o facto de defendermos que já é tempo de Chaves possuir zonas pedonais que dêem à cidade um ar mais urbano e que possibilite desfrutar, tranquilamente, do seu património. Outras vilas e cidades, onde esta situação já se verifica, dão-nos, ao que parece, um exemplo de sucesso para quem passeia e para quem vende.

.


.

 

Temos ouvido a opinião de moradores das duas freguesias, porque a Ponte pertence a toda a cidade. São, sobretudo, os comerciantes da Madalena e alguns, da outra margem, quem defende a ponte rodoviária. É claro que não queremos o seu prejuízo, tanto mais que somos bem conhecidos de uns e amigos de outros. No entanto, a Madalena é muito vasta e a Ponte Romana utilizada por muitos moradores que, para além de não terem carro próprio, têm crianças e pessoas de idade que reclamam mais segurança. Outros, têm direito a conviver com o rio, numa perspectiva ecológica que o local possibilita e a vida actual recomenda.

 

Não podemos deixar passar a altura, sem colocar algumas questões que poderão ter consequências no comércio e na população em geral. Primeira questão – o problema comercial não passará, antes, pela modernização (adequada ao local) e requalificação dos espaços? Segunda questão – o estado degradado em que se encontra a parte central da Madalena e a indisciplina no trânsito e no estacionamento cativará alguém para nele comprar ou passear? Terceira questão – o verdadeiro perigo não irá ser a construção de uma nova ponte que levará pessoas directamente para o Caneiro, desviando-as do centro do bairro?

 

A par destas três questões convém lembrar que a experiência da Ponte Romana, apenas pedonal, nunca se viveu: é diferente estar fechada ao trânsito com obras, ou estar fechada ao trânsito como local aprazível, com bom piso e, porque não, com alguma dinâmica e animação.

.


.

 

Por último, em nosso entender, o que revitalizaria a Madalena, seria o aproveitamento do que ainda possui e que, numa breve análise, se traduz em cinco locais que passamos a descrever. Jardim Público: onde fosse criada uma dinâmica própria para atrair pessoas. Parque infantil: com dimensão e oferta de divertimentos, para rivalizar com o do Tabulado, aproveitando as sombras existentes. Calçada Romana: desenterrando-a e tornando-a visível, agora com maior oportunidade, na sequência do Balneário Romano e da Ponte Romana. Três Largos – bem requalificados na manutenção dos seus pormenores arquitectónicos e acrescentados com bancos, árvores e uma ou outra esplanada. E sempre, sempre, varandas e janelas com flores.

 

Desta forma, acreditamos que, a médio prazo, poderia a Margem Esquerda do Tâmega, ter outra qualidade de vida e tirar partido do que a cidade lhe oferece: a Ponte Romana de Chaves.

 

Maria José Fillol Guimarães

José António Lopes

 

E por hoje é tudo, amanhã cá estarei de novo com mais cidade de Chaves.

 

Até amanhã!

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:35
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
3 comentários:
De riolivre a 16 de Abril de 2008 às 16:58
Já tinha lido este texto no jornal. Não esperava outra coisa deste casal flávio-alentejano que muito prezo e a quem, daqui, endereço um abraço de amizade.
Tomaste a iniciativa de trazer este texto para o teu blog e acho que foi muito sensato da tua parte. Como tu, Fernando, subscrevo inteiramente aquilo que a Mizé e o Zé defendem: A PONTE TEM DE SER SOMENTE PEDONAL. PONTO FINAL.
Um abraço.
Celestino


De luis a 16 de Abril de 2008 às 17:37
Por falar em estacionar, e imitar outras cidades, nunca percebi porque é que em Chaves, agora, é tão difícil estacionar e porque tem tantos parquímetros.
Será que é para convencer as pessoas a usar os transportes públicos, como o metro e os autocarros flavienses, para ir ao centro da cidade?!
Como é que querem que o comércio tradicional tenha clientes se é difícil e caro estacionar no centro da cidade? É muito mais fácil, menos cansativo e stressante, e também gratuito, estacionar nas grandes superfícies! Depois admiram-se...
Quem foi o parolo flaviense, que com a ânsia de imitar as grandes cidades, foi meter os parquímetros na cidade? Eu compreendo os parquímetros nas grandes cidades, servem para dissuadir as pessoas de usar os carros e fomentar o uso dos transportes públicos, acho bem, mas será que as pessoas responsáveis ainda não repararam que o metro e os autocarros flavienses não são uma alternativa realista, ou melhor, real?
E aquela coisa de um gaijo não poder estacionar em frente ao café Sport é também uma mesquinhice de primeira!
É um bocado seca um gaijo ir de Boticas e ter que estacionar na Fonte Nova para ir à cidade. É mais fácil virar à direita para a ponte nova porque um gaijo faz as compras e até toma o café com o pastel no E.Leclerc.


De Luis a 16 de Abril de 2008 às 19:01
Como flaviense sou a favor que o uso da ponte seja apenas pedonal... e em caso de emergências e serviços(neste caso táxis ou outro tipo de serviços do tipo), quanto a outro tipo de veículos devem utilizar as outras duas pontes!... com a demora das obras pode ser que já estejam habituados!
Saudações flavienses
Luís


Comentar post

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.pesquisar

 
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Feira dos Santos - Um peq...

. O Factor Humano

. Feira dos Santos - Um peq...

. Nós, os homens

. Feira dos Santos - Um peq...

. Feira dos Santos - Um peq...

. Chaves D'Aurora

. De regresso à cidade com ...

. O Barroso aqui tão perto ...

. Quem conta um ponto...

. Curral de Vacas - Chaves ...

. Feira dos Santos - Um peq...

. Feira dos Santos - Um peq...

. Vivências

. Feira dos Santos - Um peq...

blogs SAPO

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites