Sábado, 23 de Setembro de 2006

Chaves Rural - Granjinha

ganjinha-bl.jpg

E porque hoje é sábado, é dia de mais uma aldeia, hoje vamos até à Granjinha.

Descobri a Granjinha há cerca de 20 anos. Fui então, como hoje, à procura da capela românica (do Séc. XIII) já então para a fotografar, não para mim, mas a pedido de alguém. Desde logo o nome Granjinha apresentava-se como simpático e despertava a curiosidade da descoberta, ainda para mais com uma tão falada capela românica.

Então, tal como hoje, mal comecei a entrar na Granjinha, comecei também a ficar agradavelmente surpreendido. Não me parecia, e ainda hoje não me parece, ser possível existir um lugar assim a apenas umas centenas de metros do centro da cidade. A entrada na aldeia (núcleo) faz-se por uma rua estreita, curva e sombria, entalada por altos muros de granito por onde as heras caem. As poucas casas do núcleo (meia-dúzia), de granito à vista, as varandas de madeira e restante arquitectura, a paz, o abundante verde da vegetação e as suas sombras, parecem transportar-nos para um outro tempo, com um misto de paraíso e mistério, no mais longínquo recanto isolado no encontro, algures, de duas montanhas.

Então, tal como hoje, fui à Granjinha para fotografar a capela e perdi-me no encanto daquela rua de entrada, que por pouco não me faziam esquecer o objectivo de fotografar a capela.

Claro que então, tal como hoje, fotografei (dentro das possibilidades) a capela, mas o que realmente então, tal como hoje, me ficou registado na memória foi a rua de entrada.

Talvez por isso, por nos perdermos no encanto da rua, é que a localização da capela foi devidamente e duplamente sinalizada, hoje, até com direito a painel de azulejos na parede de uma construção recentemente reconstruída, onde a capela é orgulhosamente reproduzida, com seta de indicação e legenda - “ Capela da Granginha”. Até neste pequeno pormenor somos transportados para outro tempo, num tempo qualquer em que o j de Granjinha se escrevia com g.

Claro que, como o post só tem uma fotografia, a capela fica para uma segunda oportunidade, e que, dada (também) a sua beleza e importância terá direito ao seu próprio post.

E agora a ficha técnica da Granjinha: Pertence à freguesia da Valdanta e fica a 3 km do centro da cidade. O Acesso à povoação é feito a partir de Casas dos Montes, pelo Caminho Municipal 1057 em asfalto ou (para os amantes do todo-o-terreno) a partir do bairro da Várzea, em caminho de terra batida.

Até amanhã, numa outra aldeia do concelho.


´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:57
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2 comentários:
De Webmaster a 24 de Outubro de 2006 às 01:47
Embora este comentário não seja directo, pois foi recebido, ou melhor, reencaminhado por mail, deixo aqui o seu conteúdo: "De tupamaro a 23 de Outubro de 2006 às 23:35
Srs. F.Ribeiro e Pereira, saúdo-vos afectuosamente.
Congratulo-me por lembrarem (e avivarem) a região e, em especial, a fregª de Valdanta.
Se tiverem oportunidade, tenham também a bondade de ler O Notícias de Chaves de 5/4/1970-texto s/Granjinha.
Sabem, dessa freguesia, a História de cada casa, cada fonte, cada caminho, cada muro, cada quintal; cada «lama»,vinha, carvalheira; cada pessoa - já «ida» ou ainda entre nós, “DÁ “ «uma Peregrinação, uma Odisseia, uma Ilíada, um Amor de Perdição..ou de Salvação, um "Ulisses Joyciano"; mil "Canções de Gesta";... uma "Cordilheira Andina de Saudades"; uma Galeria de Turners, Goghs, Velasquez.
E o Taj-Mahal seria um «ponto pequeno» desses rincões!
... É por isso que esses lugares, essas aldeias, têm as melhores pessoas do mundo!
E, para mim, a GRANJINHA é o coração dos corações!!!.....
Obrigado a ambos!
Tupamaro"


De J. Pereira a 25 de Setembro de 2006 às 09:27
A Granjinha é de facto uma aldeia "sui generis", pois fica quase dentro da cidade e tem um aspecto muito rural. Também, a não ser o João Cruz (talvez o maior guada-redes de andebol que passou pelo Liceu, conhecido pelo Morilho do Cando e mais tarde funcionário do Registo Civil), não sei se ainda mora aqui mais alguém. Passei por aqui muitos bocados da minha infância e juventude pois os meus possuiam uma propriedade agrícola mesmo por cima da aldeia e recordo-me das frutas que podia encontrar por aqui e que nã encontrava facilmente noutro local (amêndoas, avelãs e amoras). No meu tempo, apenas dois rapazes da Granjinha iam à escola de Valdanta (o Manuel e o João), não sei se havia mais, mas acho que não, por isso saúdo os sobreviventes desta pequena mas muito acolhedora aldeia. Um abraço para todos.


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