Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Basta de (mama)rrachadas, queremos uma ponte/apé

 

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Cidade linda, deste nosso Portugal, com a tua veiga infinda, de riqueza sem igual. Terra de encanto que tanta beleza encerra, a quem nós queremos tanto, porque és tu, a nossa terra… é assim que a vamos cantando e também é assim que orgulhosamente a sentimos, mas não deixemos que as palavras, o orgulho e o amor pela terrinha nos tolde a mente e o olhar.

 

A imagem de hoje demonstra bem os tempos da modernidade, das permissividades e das promiscuidades das últimas dezenas de anos, mas sobretudo o poder do dinheiro a falta de respeito por mais de 2000 anos e sobretudo a falta de planeamento e amor pela cidade e que se podem resumir em duas palavras: interesses e politiquices.

 

Não era preciso ser-se esperto em planeamento, bastava ser sensato e desinteressado de interesses, mas interessado pela cidade para que hoje Chaves fosse um cidade exemplar e muito mais interessante, com a sua veiga infinda, verde e de riqueza sem igual, em vez de estar sarapintada de branco. A cidade poderia ter até os seus prédios altos, as torres de betão que tanto encantam alguns, mas numa cidade nova e planeada (enquanto foi tempo), com respeito pelo que existia,  em vez de nascerem mamarrachos em pleno centro histórico, em cima de uma cidade medieval e romana, que na imagem são bem visíveis em primeiro plano (pelo menos 5 mamarrachos) construídos em pleno centro histórico.

 

Geralmente culpamos os políticos destes pecados e desculpabilizamo-nos com eles, mas nós também somos culpados ao assistirmos impávidos e serenos a todo este cometer de atentados e pecados quase mortais para a cidade. Afinal vivemos ou não em democracia!? Será que a vontade popular de nada vale!?. Claro que vale, mas para isso tem de ter voz e contestar sempre que é preciso, despindo mesmo a camisola partidária se for preciso e se o que estiver em causa for a cidade, o seu bem o seu e nosso futuro. Já o fizemos pelo desportivo, já o fizemos pelas urgências do hospital, está agora a ser feito pela Ponte Romana, envergonhadamente, mas alguma coisa vai sendo feita e uma prova disso mesmo vai sendo a contestação no diz-que-diz, na votação online nos blogs flavienses, nos abaixo assinados que circulam pela cidade e até no recente movimento que foi criado por um grupo de cidadão, o(a) Pont’ a pé.

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Já é tempo de deixarmos de viver em democracia aparente em que nos dão a sensação que decidimos nas urnas quem queremos que nos represente. Já é tempo, de a democracia ser vivida em pleno e exigir a quem nos representa, que nos represente realmente e verdadeiramente, que representem a vontade popular e não a de alguns interesses e/ou interessados.

 

É tempo de dizer basta! E haja coragem e sensatez por parte de quem decide mas também por parte de quem costuma acomodar-se e deixar que decidam por ele ou simplesmente dizer ámen!. Há que ter coragem, por uma cidade melhor.

 

Lembro mais uma vez que a votação por uma Ponte Romana pedonal ou não continua online neste e noutros blogs flavienses. Se ainda não votou, faça-o agora, basta um click, aqui ao lado, na barra lateral.

 

Até amanhã, com o coleccionismo de temática flaviense.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
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3 comentários:
De J. Pereira a 4 de Junho de 2008 às 10:34
Se não houver Ponte a pé que se dê um pontapé nos políticos que assim o quizerem.
Os comerciantes da Madalena que descansem pois o seu negócio de certeza que vai melhorar, já que foi assim em todos os locais onde se retirou o trânsito automóvel das zonas comerciais.
Sugeria também, a quem de direito, que se pensasse num parque para viaturas na zona da Madalena para que tudo ficasse equilibrado.


De António de Sousa e Silva a 4 de Junho de 2008 às 17:58
Obviamente que tenho opinião sobre a circunstância de na Ponte Romana não se efectuar trânsito automóvel.
Trata-se, como não podia deixar de ser, de um simples ponto de vista de um simples cidadão que, desde os tempos em que exerceu funções autárquicas e até agora, não mudou de opinião.
Mas a minha opinião, quer como simples cidadão ou como autarca, não é a que conta para este efeito.
Tudo o diga respeito à vida de uma cidade – o mesmo que dizer de um país – não tem apenas a ver com o ponto de vista pessoal, quer de um simples cidadão quer deste empossado em funções políticas. Tem a ver com a democracia e, como nela, os respectivos cidadãos e suas instituições encaram a forma como a sua cidade ou país deve ser gerido ou governado. Ou seja, tem essencialmente a ver como em democracia exercitamos a nossa cidadania e a forma como, em sociedade, tomamos decisões. Tem, assim, a ver com a governância, ou como entendemos que devam ser os processos de decisão das coisas da nossa cidade e do nosso país.
Não acredito em iluminados. Acredito apenas na força e na capacidade dos cidadãos em serem capazes de assumirem, qualquer que seja o lugar que ocupem, os destinos das suas terras e das suas gentes.
Como também não concordo com certos fundamentalismos a propósito do património histórico e cultural de uma cidade e de um povo.
O património histórico e cultural, como a Ponte Romana sobre o rio Tâmega em Chaves, expressa e revela a memória e a identidade das populações e comunidades que por Chaves passaram, nela habitaram, e aqueles que nela vivem. Ajuda-nos a interpretar o nosso passado, recriando a nossa história. Este legado patrimonial, para além de uma função de identificação simbólica dos flavienses com o passado, cumpre, por outro, uma função política, ao favorecer a coesão social da comunidade flaviense na construção da sua identidade e do seu futuro.
Mas, para além do valor simbólico e político, o património, e consequentemente a Ponte Romana, cumpre também um papel económico.
É aqui, nesta função, que as opiniões dos flavienses, creio, se dividem: pô-la na usufruição plena das suas gentes e visitantes, com o mínimo de restrições ou, então, restringi-la apenas a certos usos, compatíveis com outras funções como a turística, e em detrimento da função tradicional e do comércio.
Tenho para mim que a função essencial de uma ponte é unir margens, não dividi-las.
E mal andou a nossa autarquia, conhecedora desde sempre das tensões existentes quanto à possibilidade ou não de trânsito automóvel, quando, ao dar início às obras não resolveu, ex ante, esta questão.
Deveria, antes da adjudicação da obra, ter obtido o “feedback” dos flavienses sobre este assunto, mesmo que fosse por via referendária. Assim ter-se-iam evitado quer custos políticos, quer técnicos, quer ainda financeiros.
Que este exemplo nos sirva, assim, de lição. Gerir, governar não é apenas “cobrar”. É, essencialmente, participar, “ouvir”, para depois decidir. Com todos. Para bem de todos.
Obviamente que não é da minha responsabilidade o último comentário feito com o apelido de “Sousa e Silva” neste bologue. Só no concelho de Chaves existem, pelo menos, três famílias diferentes com o simples apelido de “Sousa e Silva”. Mas presumo que, quem o usou, quisesse inculcar nos leitores de que da minha pessoa se tratava. Já estamos habituados. Periodicamente, particularmente em períodos pré-eleitorais e em campanhas autárquicas, o meu nome aparece nos blogues de Chaves, muitas vezes não sei a que insondáveis propósitos. Pessoalmente já não me incomodam, pois já passei por casos bem piores! Contudo, confesso, que tenho pena por aquilo que podem provocar nos meus amigos e, particularmente, naqueles que, comigo, foram participes em projectos políticos comuns no passado. Por tal facto, nunca lhes “dei troco”, atento ao profundo respeito que tenho por eles e pelos projectos que conjuntamente realizámos. Que valem mais que tudo o resto…
António de Sousa e Silva
Portador do BI nº 3436044
Contribuinte fiscal nº 129238066


De Fer.Ribeiro a 4 de Junho de 2008 às 23:13
Meu caro António de Sousa e Silva, apraz-me “vê-lo” por aqui, pena que seja pelos motivos que aqui o trazem, o de repor a verdade do seu nome, no entanto só queria esclarecer que neste blogue não foi feito qualquer comentário em seu nome. Com certeza que deve haver da sua parte confusão com um comentário que foi feito na votação online sobre a Ponte Romana. Volte sempre.


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