Sábado, 21 de Junho de 2008

Vila Verde de Oura - Chaves - Portugal

 

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Aos poucos vou pagando a promessa de trazer aqui todas as aldeias do concelho. Hoje pela primeira vez, vamos até Vila Verde de Oura e diga-se desde já que é uma das terras que faz jus ao seu nome, só não é vila a sério, mas verdura não lhe falta e se terra há que goza de toda a plenitude do vale de oura e da sua ribeira, sem dúvida que é Vila Verde de Oura.

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É no entanto uma aldeia difícil de fotografar sem contudo arranjar qualquer justificação para essa dificuldade, pois motivos de interesse não lhe faltam. Desde a verdura dos campos ricos e bem tratados, às casas solarengas ou solares, à aldeia que ainda detém algo do que é típico nas aldeias rurais, até a intervenções a nível de arquitectura que marcam bem os meados do século passado e vários pormenores dignos de registo, são motivos de interesse, mas talvez a própria disposição da aldeia (aberta) ou disposição do fotógrafo, menos inspirado, façam sentir essa dificuldade em fotografá-la.

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Vila Verde de Oura pertence à grande região de Vidago, em pleno vale de oura que se vai estendendo ao longo da Ribeira de Oura, desde o Seixo, passando por Loivos, entrando em Vidago e terminando onde termina a Ribeira, ou seja, no Rio Tâmega, junto em terras de Arcossó. Talvez por esta aldeia ficar sensivelmente a meio deste vale, tivesse adoptado o seu nome de Vila Verde de Oura, mas isto é simplesmente a minha imaginação a funcionar.

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Terra da grande zona de Vidago, do Vidago termal das águas minerais, pois também Vila Verde de Oura tem as suas nascentes de água mineral com as mesmas características das águas que em tempos foram comercializadas, como as águas de Salus, de Campilho e também as de Vidago, que ainda hoje estou para compreender como a marca Vidago aos pouco foi saindo de circulação, embora continue a ser engarrafada com nome de outra marca. Tal como estas águas de Vila Verde de Oura, que embora ainda não exploradas devidamente, ao que entendi, estão também concessionadas à empresa ou grupo que engarrafa as águas de Vidago com o nome ou misturadas com as das Pedras Salgadas. Políticas empresariais que tal como as políticas governamentais estão numa de centralização, pouco se importando para as características particulares das coisas e das gentes, e tal como ainda no post de ontem o poeta José Carlos Barros dizia que “um dia alguém haverá de perguntar” de quem é a culpa “e a resposta é que fomos nós”, por permitirmos e deixarmos que estas coisas aconteçam e que nos roubem (pelo menos o nome) de uma das coisas que ainda vamos tendo de bom e que é (ainda e para já) das melhores de Portugal, da Península Ibérica e da Europa, ou seja a nossa água, mesmo com os constantes atentados e falta de cuidado que se vai tendo com ela.

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Pela verdura de Vila Verde de Oura, facilmente se compreende que é terra de água boa e pura, ainda.

 

É também uma daquela terras que vamos tendo como terra de passagem, pois toda a aldeia se desenvolve para um dos lados da estrada nacional, precisamente aquela que é menos fértil e que começa a elevar-se para a montanha. Talvez por isso, algumas das suas preciosidades, como sejam as suas casas solarengas, a capela, a tal construção dos anos 50, sejam desconhecidas pela maioria da população flaviense, e digo isto, porque durante dois ou três anos, todos nós fomos obrigado a passar por esta aldeia, pelo menos enquanto a Estrada Nacional 2 esteve em obras nos finais dos anos 80. Eu próprio que tanto por aqui digo que conheço todas as aldeias do concelho, só neste último Inverno é que entrei pela primeira vez no seu núcleo, que aliás, nem é o típico núcleo, pois a aldeia desenvolve-se ao longo de dois arruamentos interiores dispostos em duas direcções e que ambos “desaguam na Estrada Nacional, ao longo da qual se vai desenvolvendo parte da aldeia nova, mas não muito.

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Em termos de conservação do casario, embora com uma ou outra construção abandonada, mantém ainda uma cara apresentável, com algumas recuperações e, é também (ainda) uma aldeia com vida e com crianças, pelo menos contabiliza-se 25 crianças em idade escolar, divididas pelas escolas de Vidago e secundárias de Chaves.

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Em termos de população e segundo os Censos de 2001, também vai sendo uma aldeia um pouco diferente das restantes. Embora não tenha dados comparativos com Censos anteriores, a população com menos de 25 anos (57) é idêntica em número a que tem mais de 65 anos (61), situando-se metade da população entre estas duas idades. Num total Vila Verde de Oura tinha em 2001,  229 residentes, que olhando ao numero de fogos, é uma aldeia que está muito longe dos números do despovoamento das aldeias de montanha e até bem próximas, como as da Serra da Padrela ou do Brunheiro.

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As suas terras férteis e verdes, as tais que penso darão o nome a aldeia, também tem a sua (boa) quota de culpa da fixação da população, a qual também não estará alheia à proximidade de Vidago a apenas 1,5 quilómetros e os bons acessos até à cidade de Chaves.

 

Quanto à fundação da aldeia, julga-se remontar aos séculos XI ou XII, o orago da aldeia é S.Frutuoso que teve em tempos imagem na fachada exterior da capela da aldeia. As construção mais imponentes da aldeia são os solares, um deles ainda com a sua pedra de armas, com capela, curiosamente de caras um para o outro, numa das tais duas ruas principais, embora um deles esteja (ao que parece) abandonado e em mau estado de conservação.

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Diz-se ainda que por esta aldeia passaria uma via romana depois denominada Estrada Real e que possuía uma estalagem para dar apoio aos peregrinos que passavam em direcção a Santiago de Compostela. Seria portanto um dos caminhos de Santiago e uma das vias romanas. A testemunhar uma possível via romana temos a ponte de um só arco sobre a Ribeira de Oura (que passará por aqui no post dedicado a Oura) e que devide precisamente as aldeias de Vila Verde de Oura e a aldeia de Oura, sede de freguesia.

 

Quanto à ponte sobre a ribeira, existem alguma polémica quanto ao ser romana pois, há quem defenda, que é medieval. Eu, embora não seja entendido na matéria, penso que seja romana, no entanto em nada fico ofendido se for medieval. Mas a ter existido uma via romana, faz todo o sentido que a ponte também o seja. Fica a discussão para os entendidos e formado na matéria, mas olhai que nem todos são de fiar, pelo menos a julgar por alguns, que ainda recentemente na imprensa da terrinha defendiam a substituição e introdução de materiais novo e modernos nas obras romanas, como a Ponte Romana de Chaves e até defendia que uma das melhores homenagens que se podia prestar à ponte romana, era mantê-la com trânsito automóvel, pois dizia o entendido que na altura dos romanos também passavam por lá cavalos e carroças, e pelos vistos, ainda continuam a passar alguns!... Contas de outro rosário que convém não esquecer, principalmente quando há destes senhores que também fazem e ensinam história, mas se alguma coisa aprendi em história, é a de que ela tem sempre duas ou mais versões, dependendo de quem a faz ou ensina, cabendo-nos a nós (leigos), decidir qual das versões é a mais correcta, o problema está quando só temos acesso a uma versão.

 

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Assim e até provas fundamentadas em contrário, a ponte da Ribeira de Oura (para mim) é romana.

 

Até amanhã em outra aldeia do concelho, e já que falo em Ponte Romana, se ainda não votou, não esqueça que está ainda a decorrer uma votação online, aqui na barra lateral, sobre se a Ponte Romana de Chaves deve ter ou não trânsito automóvel.

 

Agradecimentos deste post para um “filho” de Vila Verde de Oura, Amílcar Gonçalves (Mito), que gentilmente me acompanhou e mostrou as aldeias da ribeira de Oura.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:16
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28 comentários:
De manuel condez a 30 de Setembro de 2008 às 22:03
...sem duvida, gostei do que vi, pena tenho em não haver mais fotos, sim porque existe muito mais para fotografar.
Sou filho dessa terra,"EMIGREI" para uma terra bem mais distante, saí daì com 16 anos quando frequentava o 9º ano em vidago , já lá vão 27 contudo não renego essa terra onde eu brincava com os rodeiros ", aos "cowboys atrás da igreja, ás escondidas nos palheiros , á bola em frente à campela no verão mergulhava na represa e assistia à serie "o cavalo preto", acompanhado pelo leila " pelo "Quita" nomes artisticos com é evidente em casa da Dª Isaurinha ", tinha-mos no entanto uma obrigação perante a senhora, trazer giestas para não lhe sujar a escadas...era assim em Vila Verde de Oura no ano de 1975...

Ate breve
Manuel Vidal Condez


De Bela Ferreira a 13 de Outubro de 2008 às 20:40
Bom trabalho!!! Eu gostaria de contribuir com algumas imagens de Vila Verde de Oura, tiradas por mim em Janeiro de 2008. Tenho familia nesta linda aldeia e sempre passei as minhas melhores férias no meio deste povo tão lindo e acolhedor. Sempre que saio de Vila Verde, fico com o coração apertado e cheio de saudades. Gostaria então de saber como poderei contribuir com as fotos que tenho? e já agora, um beijo para todos de Vila Verde, Bela (Vilela) Ferreira.


De Melita a 15 de Março de 2010 às 14:01
Caro Amigo,
Obrigada por dar a conhecer as aldeias do nosso concelho, especialmente Vila Verde, a minha terra e a terra da minha avó, de quem herdei o nome de Amélia, e com quem passei muitos Verões felizes.
Tenho viajado muito, das Américas à Ásia, mas a minha terra nunca perde o seu encanto. Tem boa gente, bom vinho e comida simples, mas deliciosa. O viver simples ajuda-nos a distinguir o que é supérfluo do que é essencial. Até as casinhas toscas com as varandas de balaustrada carcomida pelo tempo são deliciosamente castiças, e eu viveria feliz numa delas. E tenho esperança de regressar e voltar a ter uma vida simples na companhia de família e amigos, à roda de uma mesa saboreando um naco de presunto, um pedaço de broa, e ... e... e...
Mais uma vez obrigada,
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Caro Amigo, <BR>Obrigada por dar a conhecer as aldeias do nosso concelho, especialmente Vila Verde, a minha terra e a terra da minha avó, de quem herdei o nome de Amélia, e com quem passei muitos Verões felizes. <BR>Tenho viajado muito, das Américas à Ásia, mas a minha terra nunca perde o seu encanto. Tem boa gente, bom vinho e comida simples, mas deliciosa. O viver simples ajuda-nos a distinguir o que é supérfluo do que é essencial. Até as casinhas toscas com as varandas de balaustrada carcomida pelo tempo são deliciosamente castiças, e eu viveria feliz numa delas. E tenho esperança de regressar e voltar a ter uma vida simples na companhia de família e amigos, à roda de uma mesa saboreando um naco de presunto, um pedaço de broa, e ... e... e... <BR>Mais uma vez obrigada, <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Melita</A>


De Anónimo a 23 de Março de 2010 às 09:42
Parabéns pelo belo trabalho, gostei muito, sou natural de VILA VERDE, e penso que ao divulgar esse trabalho deu a conhecer a muitos Portugueses a nossa Aldeia, mas mais importante é a oportunidade que os emigrantes tem de poderem ver e mostrarem a sua Aldeia, um bem Haja Anabela Silva


De Anónimo a 24 de Outubro de 2010 às 12:43
ola eu sou de vila verde muitos anos imigrando em españa e visto as fotografias de vila verde e gostei muito me a dado muita ilusao eu sou a maria filla do jose pedreiro de candida


De Anónimo a 5 de Agosto de 2011 às 17:45
Olá Maria lembraste de mim??
Sou a Fátima a filha da tia Aida e do tio Arzemiro!
Se te lembrares de mim gostava de ter o teu contacto para falarmos.


De Lena a 25 de Fevereiro de 2012 às 23:32
Olá! Sou Lena nora do Dr Antonio Barandas, daí de Vila verde de Oura. Gostaria de saber se alguém conhece D. maria Varandas.

Um abraço a todos


De Maria gloria baltazar vrea a 4 de Março de 2012 às 22:15
Ola vivi em Vila Verde até aos onze anos, sou a glória filha da tia Albertina, moro na Marinha Grande e um dia desses vou até Vila Verde pois tenho saudades.


De Benvinda Maria Cardoso de Castro a 11 de Março de 2012 às 20:27
Ola Gloria, gostaria de entrar em contacto contigo, manda-me o teu mail.
Benvinda


De Maria gloria baltazar vrea a 12 de Março de 2012 às 00:07
O meu mail é: vrea.pt@hotmail.com
Um beijo* diz alguma coisa


De benvinda maria pereira a 11 de Março de 2012 às 20:22
Ola Fatima, li o teu comentario e adorei


De Anónimo a 18 de Julho de 2015 às 23:24
Ola fatima sou a magia do tío je pedreiro me costaría saber de ti este a omeu telemovel. 646217706


De Anónimo a 5 de Agosto de 2011 às 17:53
Olá gostei muito de ver este site. Fez-me lembrar os meus tempos de criança.
Sou a Fátima da tia Aida e do tio Arzemiro.
Olá Maria do tio José Pedreiro lembraste de mim?
Caso te lembres gostaria que me desses o teu numero de telefone para nos contactarmos outra vez!


De maria jose a 23 de Dezembro de 2012 às 18:26
ola fatima sou a maria do ti pedreiro este e o meu telefone 0034 948362643 o telemovil 646217706


De maria jose moreira pinto a 18 de Julho de 2015 às 23:14
Ola estima soy amaría de tío je pedreiro me historia saber noticias tuas


De Anónimo a 18 de Julho de 2015 às 23:33
Fatima soy a Marina jose moreira pinto e este e o meu numero de telemovel


De Anónimo a 18 de Julho de 2015 às 23:41
Ola fatima me gosteria ter noticias tuas este e o meu numero 0034.646217706


De Anónimo a 18 de Julho de 2015 às 23:51
Ola fatima me gosteria ter noticias tuas este e o meu numero 0034.646217706


De Anónimo a 18 de Julho de 2015 às 23:54
Fatima soy a Marina jose moreira pinto e este e o meu numero de
0034646217706


De Anónimo a 2 de Agosto de 2015 às 22:35
Olá Maria! Este é o meu e-mail: fatimac91castro@gmail.com. Assim também nos podemos contactar por aqui. Beijinhos da Fátima


De Anónimo a 11 de Agosto de 2015 às 20:40
Ola fatima o teu correo nao me deija responderte tu nao tem facebook o messenger









De cacilda ferreira a 12 de Janeiro de 2012 às 18:17
Ola!Eu sou a Cacilda filha do Tio Manuel Ferreira da Portela. Gostei de ver a minha linda terra, a qual ja a deixei em 1952 para Africa. Hoje estou a viver nos EUA ha 14 Anos. Mas ainda nao perdi esperancas de voltar a ver a minha terra e familia que por la ainda vivem. Elvira,Sao,Teresa Carvalhinhas,e todos os meus familiares.
Beijinhos para todos.


De Rosangela a 21 de Outubro de 2012 às 01:58
Oi, eu sou a Rose filha da Teresa Castelo ( filha da Tia Olimpia e Manuel Castelo)estive em Vila Verde este ano em julho e nossa aldeia continua linda e acolhedora, vou contar para minha mãe que lhe encontrei aqui, abraços em todos da família


De Lena a 27 de Fevereiro de 2012 às 02:14
Alguém conhece D. Maria Varandas? A família de meu sogro, já falecido (Antonio- irmào de João, Acácio e Maria) é de Vila Verde de Oura e gostaria muito de conhecer a terra onde ele viveu. Adorei o blog. Me ajudou muito.

Abraço a todos


De Rosangela a 21 de Outubro de 2012 às 02:03
Oi, sou Rose, filha da Teresa e do Joaquim e os dois são de Vila Verde meus pais conheceram seu sogro e Tia Maria Varandas é casada com um primo da minha mãe, vc mora no Brasil? No RJ? Se quiser me procure no facebook como Rosangela Castelo, moramos no RJ meu email é rcsr@oi.com.br sempre é bom ter contato com pessoas das nossas origens, abraços


De Anónimo a 11 de Março de 2013 às 09:54
Olá sou a Paula, vivo em Vila Verde desde pequenina, hoje tenho 19 anos. A aldeia em si não mudou muito, mas mesmo assim este post está um pouco desatualizado. Existem casas construídas em alguns locais verdes das fotos. No entanto continua a ser uma das mais belas aldeias do conselho de Chaves apenas mais moderna.
Para quem não sabe quem sou. Sou a neta da tia Ilda "rota". Talvez conheçam os meus tios Manuel, Marco e Vera e a minha mãe, Carla (loira). Muitos beijos.


De maria cardoso varandas a 25 de Outubro de 2014 às 01:25
Adorei ver fotos da vila onde nasci. Saí daí muito pequenininha. Só lá voltei duas vezes com meus pais e minhas irmãs. Sou Maria filha dos falecidos João Varandas e Virginia Cardoso. Meu pai era irmão da Maria Barandas, casada com Laurindo Condes que moravam na Rua das Fragas. Minha mãe vivia na Portela e era filha da Arminda Cardoso e tinha duas irmãs Isaura e São e um irmão Nestor.Gostaria de saber se alguém conhece algum parente meu. Moro no Brasil, no Rio de Janeiro.


De Anónimo a 13 de Agosto de 2017 às 20:25
o Nestor ja morreu e a mulher ( Merces) tambem


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