Domingo, 6 de Julho de 2008

O último Adeus ao Dr. Mário Gonçalves Carneiro

 

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Chaves está mais pobre, pois acabou de perder um genuíno e ilustre flaviense que dedicou quase toda a sua vida à cidade e às Caldas de Chaves que abraçou como Director Clínico desde 1945, quando começaram a ser usadas e exploradas, graças a si,  mediante orientação médica. Manteve-se no cargo de Director Clínico durante quase 60 anos, mais precisamente até 2004 quando pede a renúncia do cargo. Assistiu e contribuiu ao longo da sua vida como Director Clínico à defesa e divulgação das termas bem como à sua evolução e construção de novos balneários e à implementação de novos e variados tratamentos que as actuais e modernas instalações das termas hoje oferecem.

 

Conhecido por todos, amigo de todos e reconhecido por todos, o Dr. Mário Gonçalves Carneiro era um conversador nato e interessado por tudo quanto tinha a ver com Chaves, principalmente no que respeita à sua história e cultura. Interesses que muito contribuíram para granjear amizades com os mais ilustres da cultura portuguesa, como o Médico Adolfo Rocha ou o escritor e poeta  Miguel Torga (como preferirem) que religiosamente durante 20 anos, no final do verão, frequentava as Termas de Chaves e se hospedava em casa do Dr. Mário Carneiro.

 

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E termino esta introdução de um adeus a um ilustre flaviense precisamente com um excerto de palavras do seu amigo Miguel Torga, por sinal também umas das suas últimas palavras com registo da cidade de Chaves no seu último diário:

 

 

Chaves, 27 de Agosto de 1993

 

Envelhecer não é para covardes. E, morrer, muito menos. Corajosamente, envelheci, e corajosamente morro…

 

In Diário XVI, Miguel Torga

 

 

 

Fica um pequeno resumo da vida do Dr. Mário Gonçalves Carneiro, que Nasceu em Chaves, viveu em Chaves, faleceu em Chaves e vai a sepultar, amanhã, dia 7 de Julho, pelas 9 horas, também em Chaves.

 

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Mário Gonçalves Carneiro

 

Nasceu a 7 de Dezembro de 1917 na freguesia de Santa Maria Maior, Chaves.

Faleceu em 5 de Julho de 2008 na freguesia de Santa Maria Maior, Chaves.

 

Médico - Cirurgião.

 

Habilitações

Licenciado em Medicina e Cirurgia (1942) e Doutoramento Profissional em Medicina pela Universidade de Coimbra; Curso de Hidrologia e Climatologia Médica; Curso de Ciências Pedagógicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Especialização em Cirurgia Geral nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Curso de Tisiologia Social e Medicina Sanitária. Curso de Especialização em Enfermidades Reumáticas para post graduados, em Barcelona. Competência em Hidrologia Médica pela Ordem dos Médicos.

 

Associações a que pertenceu

Sócio correspondente da Sociedade Espanhola de Hidrologia Médica de Madrid (1949); Sociedade Portuguesa de Hidrologia e Climatologia Médica (1956); Sócio de Mérito da Associação dos Jardins Escolas João de Deus de Lisboa (1963) - (por ter sido Presidente da Comissão angariadora de fundos e executiva da construção do Jardim Escola João de Deus, de Chaves). Elos Club (Porto). Sociedade Histórica da Independência de Portugal (Lisboa). Sociedade Martins Sarmento (Guimarães). Instituto D. João de Castro (Lisboa). Membro da Sociedade Internacional de Hidrologia e Climatologia Médica (Alemanha). Membro correspondente estrangeiro da "Real Academia de Medicina e Cirurgia da Galiza".

 

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Jornais, revistas e obras conjuntas em que colaborou

Diversos Jornais, Revistas e Colaborações conjuntas; Estações de Rádio Nacionais e Locais, e Televisão Portuguesa e da Galiza.

 

Livros:

- "Caminhos portugueses de peregrinação a Santiago"

- “A Magia de Aquae Flaviae – Caldas de Chaves”  e

prefácio "As Águas-Flávias".

 

Obras publicadas e comunicações apresentadas

As Caldas de Chaves (Tese de Licenciatura em Medicina, 1945); As Caldas de Chaves (No passado, na presente e no futuro, 1946); Participação no Salão de Artistas Médicos (Exposição Nacional - de Artistas Médicos - XXV Aniversário da Ordem dos Médicos - Porto, 14 de Dezembro de 1963); As Caldas de Chaves (Documentos do Arquivo do seu primeiro Director Clínico, 1967; Termalismo Intensificação do aproveitamento termal (Comunicação do I Colóquio para o Desenvolvimento do Distrito de Vila Real, 1970);

As Caldas de Chaves (Contribuição nos trabalhos preparatórios do IV Plano de Fomento da Região Norte, 1972); Evolução Termal de Chaves (Comunicação do I Colóquio Termal Transmontano, 1973); Condições essenciais para o desenvolvimento do Termalismo em Portugal (Comunicação às Jornadas do Termalismo Português em Monfortinho, Maio de 1980 e ao Congresso da Federação Internacional de Termalismo e Climatismo - FITEC - em Guimarães, Outubro de 1980; Hidrologia Médica e Dignidade Profissional (Comunicação ao Colóquio Termal das Beiras - Zona Sul, em Monfortinho, Outubro de 1981); Participação no II Encontro de Escritores e Jornalistas Transmontanos, em Chaves (Março de 1982); A Água e o Clima na sabedoria popular transmontana (Palestra proferida no Liceu Fernão de Magalhães, em Chaves, no dia mundial do ambiente, 7 de Junho de 1983); Importância da Crenoterapia em Reumatologia (Palestra proferida no VI seminário Luso-Norueguês, em Vila Real, em n de Novembro de 1983); Complexo Termal sem Fronteiras (Comunicação ao Colóquio Termal das Caldas da Rainha e Encontro Luso-Espanhol de Hidrologia Médica, Junho de 1985); Crenoterapia das doenças do aparelho digestivo (Comunicação às III Xornadas Galegas de Termalismo e I Colóquio Hispano-Português de Hidrologia Médica, em Verin Espanha, Abril de 1987); I Jornadas Culturais, organizadas pela Escola Preparatória n° I de Chaves Uunho de 1987). Participação no 1° Congresso Latino de Hidrologia Médica em Caldas de Malavella (Vichy Catalan, Girona - Espanha, em Outubro de 1988); Participação nas IV Xornadas Galegas de Termalismo, na Ilha da Toxa - Espanha, em Novembro de 1988; Participação no Colóquio sobre Brucelose, em Ourense (Outubro de 1989). As Caldas de Chaves fonte de Energia (Comunicação no VI Curso de Hidrologia Médica, em Carbalino - Espanha, em Junho de 1990); O Circuito das Águas (Comunicação ao Encontro da "Galécia", em Julho de 1990); Termalismo e Saúde Pública (Palestra ao Curso Superior de Saúde Pública de Santiago de Compostela, Setembro de 1990); Participação no Curso As Termas e a Clínica Geral, em Chaves (Abril de 1991). Participação no Congresso Internacional de Termalismo e Climatismo da FITEC, em Outubro de 1990; Participação nas I as Jornadas Extremenhas de Hidrologia, em Montemaior (Cáceres - Espanha), em Setembro de 1991; Tradição e Modernidade – As Caldas de Chaves (Comunicação à Universidade Livre de Verão, em Santiago de Compostela, em 29 de Agosto de 1991). Energia Geotérmica (Comunicação ao VII Curso de Hidrologia Médica, em Carbalifío - Espanha, 03 de Novembro de 1991. IX Encontro Transmontano do Clínico Geral, organizado pelo Centro de Saúde de Valpaços (Maio de 1992). Colóquio sobre Águas Minero-Medicinais, organizado pela Fervir - Parque Industrial de Chaves (Julho de 1992). VIII Curso Básico de Hidrologia Médica. Universidade de Vigo - Espanha (Julho de 1992). Termalismo e Saúde Pública (Palestra ao Curso Superior de Saúde Pública, organizado pela Cátedra de Medicina Preventiva e Saúde Pública, em Ourense (Outubro de 1992). Participação no Curso de Termalismo, organizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em colaboração com a Universidade de Vigo - Espanha (Julho de 1993). Participação no Congresso Anual, organizado pela Sociedade Espanhola de Hidrologia Médica, em Tocha - Espanha (Setembro de 1993). Participação no 32° Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Hidrologia e Climatologia Médica. em Borishofen - Alemanha (Abril de 1994). Participação no 2° Simpósio Internacional de Hidrologia e Climatologia Médica, em Nenndorf - Alemanha (Abril-Maio de 1994). Participação no Curso de Termalismo organizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em colaboração com a Universidade de Vigo - Espanha (Julho de 1994). Comunicação no X Curso Básico de Hidrologia Médica, em Carbalinho - Espanha (Outubro de 1994). Participação no II Workshop do Interior (Águas de Trás-os-Montes, sua evolução através dos tempos). Participação no V Encontro Nacional dos Estudantes de Medicina (24 de Novembro de 1998).

 

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Conferências

Na Câmara Municipal de Chaves (8 de Julho - dia da Cidade); Regimento de Infantaria de Chaves (As Caldas de Chaves e os Militares), em Agosto de 1988; Pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Energia Geotérmica, em Julho de 1989); Sociedade Cultural Flaviense (Influência do Termalismo no Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega), nas comemorações do 1º Centenário; Associação Comercial de Chaves; Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro; Liceu Fernão de Magalhães (Chaves na História e na Lenda); Escola Secundária Dr. Júlio Martins (Saúde e Insucesso Escolar); Escola Secundária dos Fortes, Escola Secundária de Casas dos Montes, em Chaves; Escola Secundária de Montalegre; Escola Secundária de Vai paços; Escola Secundária de Carrazedo de Montenegro; Escola Secundária dos Aregos (Toxicodependência - 1992); Escola Secundária Dr. Júlio Martins (À Volta das Ideias - 1992); Casa da Cultura Popular de Outeiro Seco - 1993;  Casa da Cultura de Vilarelho da Raia - 1993. Relatórios anuais das Caldas de Chaves. Fundación Hospital (Verin) (O Termalismo no Vale do Tâmega).

 

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Cargos que ocupou

 

Director Clínico das Caldas de Chaves, nomeado pela primeira vez em 22 de Setembro de 1945, funções que desempenhou até ao seu pedido de renúncia do cargo em 2004.

 

Director da Casa de Saúde, na Rua de Santa Maria, em Chaves, desde 1950.

 

Secretário Geral no I ColóquIo Termal Transmontano (Junho de 1973).

 

Secretário Geral do Colóquio Termal do Alto Tâmega e Encontro Luso-Espanhol de Hidrologia Médica (Maio-Junho de 1986).

 

Organização do Curso de Divulgação de Hidrologia Médica para Clínicos Gerais do Norte de Portugal e da Galiza (Abril de 199 I).

 

Médico Escolar do Jardim Escola João de Deus em Chaves.

 

Médico do Serviço Nacional de Emprego e Formação Profissional.

 

Médico do Serviço Nacional de Saúde.

 

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Homenagens

 

Dos Amigos, nos 25 anos de actividades nas Caldas de Chaves.

 

Do "Grupo dos Amigos das Caldas de Chaves”, nos 40 anos de actividades (colocação de lápide na buvette, e no Jardim Escola João de Deus).

 

Das Rádios locais do Alto Tâmega (individualidade do ano de 1991).

 

Diploma concedendo a Medalha Municipal de Mérito - Grau Prata (Julho de 1993).

 

Diploma concedendo a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro (Setembro de 1995).

 

Descerramento do Busto, situado no Largo Tito Vespasiano, em Chaves (22 de Setembro de 1995).

 

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Medalhas e Condecorações

 

Placa da Casa da Cultura de Outeiro Seco

 

Da "Associação dos Jardins Escolas João de Deus, de Lisboa"

 

Comemorativa dos 100 anos da "Sociedade Flaviense", e da Escola Secundária C +S de Chaves

 

Medalha Municipal de Mérito - Grau Prata (Julho de 1993)

 

Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro (Setembro de 1995)

 

Grande Oficial da Ordem de Mérito (10 de Junho de 1997).

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:05
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11 comentários:
De hpserra a 6 de Julho de 2008 às 07:03
Um "icone" da Aquae Flavie que partiu para sempre, mas a sua grande obra tambem será eterna.


De Miguel Leão a 6 de Julho de 2008 às 09:27
Flaviense dos sete costados ?
O homem das caldas ?
É bem verdade que quando alguém morre metamorfoseia-se em "bom homem".
Lamento amigo Fernando, mas este "pequeno grande homem" , como você diz , tirou mais beneficio das termas , do que as termas dele. Como clínico era medíocre e como homem soube aproveitar melhor que ninguém os ventos favoráveis da politica (fosse em que altura fosse).
Num aspecto você terá razão, Chaves deve muito a esta gente!
(Por isso aqui chegamos, ou melhor, estagnamos)


De Manuel Leão a 7 de Julho de 2008 às 00:51
Porque não te Calas, Miguel Leão? ou Miguel Nunes Leão? ou FlaviusII?
Seja qual for o nome que uses.

Tem ao menos, no dia de hoje, respeito por um HOMEM a quem Chaves e os Flavienses muito devem. Deixa de destilar a “Bílis” que tens desde Agosto de 2005.

Não conspurques o apelido “Leão” que não é, de certeza, o teu.

A Família “Leão” tem toda a honra de considerar o Dr. Mário Gonçalves Carneiro como seu Amigo e Ilustre conterrâneo, lamentando a perda dum dos mais dignos Flavienses

Num aspecto te dou razão, “Flavius II”, é com personalidades como a tua que Chaves tem estagnado.


De gjemanuel-chaves a 6 de Julho de 2008 às 17:21
Olá! Sinto uma grande tristeza, pela grande perda de um amigo e de uma pessoa que fez muito pelos outros, pela cidade de Chaves e pelo país - Mário Gonçalves Carneiro.
Mágio Carneiro não tem uma definição própria, nem a sua obra é finita, não chegaria uma folha para dizer tudo o que ele fez...
Espero que a cidade saiba reconhecer tudo o que ele fez, o que ele é, e que nunca a cidade o esqueca, retribuindo-lhe com uma Verdadeira Homenagem que merece....e que não se limita por uma celebração ou honras no dia de Funeral.
Lembro que uma coisa que ele gostaria de ver feita em vida, era a Fundação com o seu nome, pois tem muitas coisas, (desde livros, ofertas que lhe deram ao longo da sua vida, entre outros) que ele gostaria de ver na Casa Fundação Mário Gonçalves Carneiro.
Infelizmente isso não foi possível, mas espera-se que as entidades responsáveis por isso...possam edificar a Casa Fundação Mário Gonçalves Carneiro, demonstrando ao público um pouco sobre este pequeno GRANDE HOMEM de Chaves e do País.
Isto seria uma das Grandes Homenagens que lhe podem prestar, entre outras....
P.S.: Gostaria de ver neste blog, ao longo da semana mais sobre Mário Gonçalves Carneiro, pois acho que há muita coisa para se dizer acerca dele e que as pessoas devem conhecer ou relembrar...
Obrigado e um Abraço!
Mário estás no coração dos FLAVIENSES!!


De Dinis Ponteira a 6 de Julho de 2008 às 22:33
Uma magnifica e bem merecida homenagem


De riolivre a 7 de Julho de 2008 às 00:14
Perdemos um dos mais lídimos representantes da nossa terra.
Permanecerá para sempre a sua enorme obra.
Levará consigo a nossa eterna gratidão.
Obrigado Dr. Mário Carneiro.


De CB a 7 de Julho de 2008 às 01:28
[5 de Julho dia das Termas de Chaves]. Dia merecido para quem após 2000 anos de interregno tanto fez pelas termas de Chaves. É com este comentário que queria marcar o dia em que também eu perdi alguém muito especial e Chaves perdeu como símbolo. Sabemos tanto quanto ele sabia e em tempo confessou, o quanto uma cidade pode ser ingrata.[...] Morreu como se morre, sozinho, e só lamento que assim o tenha sentido. Consciente do seu problema de saúde, explicou-me calmamente com requinte próprio de cirurgião o mal que lentamente o consumia. Fiquei impressionado na naturalidade do seu sorriso a explicação do pormenor tão natural da própria vida, com tanta coragem e compreensão. Outras homenagens se seguirão. Eu com os instrumentos que possa trabalhar, e o espírito que me caracteriza seguirei à risca a minha promessa que ele bem conhecia.
Carlos Botelho
7-2008


De Francisco Arrobas Santos a 7 de Julho de 2008 às 11:42
É só para deixar aqui este texto:
De Zeca a 14 de Agosto de 2005 às 17:56
Na mesma página das Incursões Autárquicas, de Firmino Aires, diz-se que foi entregue à Câmara «um auto em que a Câmara é notificada de que a Inspecção de Águas vai propor ao Governo que à Câmara fosse retirado o direito de concessão das nascentes das águas Termais das Caldas de Chaves».A páginas 372 diz-se que a Câmara vai cobrar «cincoenta escudos» por cada doente inscrito que não seja residente na freguesia de Chaves e que o Director Clínico receberá «cincoenta por cento» (nada mau!!!).
Página 383 diz-se que o Conselho Municipal deliberou abrir concurso público para exploração da Estância Termal das Caldas. Na pg. 389 do mesmo livro e autor, diz-se:Foi realizada uma sessão extraordinária da Câmara « a fim de tentar solucionar a gravíssima situação das Caldas de Chaves que, por alguns erros e desmandos de várias autarquias e, principalmente pela escassez de verbas para obra de tanta monta, chegaram estas a um estado de total rotura». Diz ainda o autor que esta acta tem mais dezanove páginas que seria bom fossem publicadas !!! Porque o não são? Na mesma página alvitra-se que « seja abandonada a nascente Caldas de Chaves...». Quem era o Director Clínico? O Senhor Dr. Mário Carneiro, desde 1945.A pg. 394 informa que em 6 de Junho de 1947 a concessão das Caldas foi retirada à Câmara Municipal de Chaves! Na pg. 395 diz-se que a Câmara e o banqueiro Sotto Mayor chegam a acordo para a exploração das águas das Caldas. Pg. 409 vem a notícia da morte do banqueiro Sotto Mayor. Por despacho de 7 de Agosto de 1950 ( D.Gov. Nº. 190,II série, de 16 de Agosto de 1950) é nomeado Director Clínico das Caldas de Chaves o Professor Catedrático da Faculdade de Medicina do Porto, Doutor J. Afonso Guimarães que em 1965 (quinze anos depois) publicou um livro com o título "Caldas de Chaves" em que se fala das águas e onde se apresentam as «BASES GERAIS ORIENTADORAS DO PROJECTO DO NOVO BALNEÁRIO DA ESTÂNCIA TERMAL DE CALDAS DE CHAVES».Pareceu-me importante fazer estas considerações em abono da verdade. O Dr. Mário Carneiro merece o nosso respeito, simpatia e consideração mas seria bom que, com argumentos válidos e muita calma, se averiguásse se as Caldas devem mais ao Sr. Dr. Mário Carneiro ou se o Dr. Mário Carmeiro deve mais às Caldas!


De FL a 7 de Julho de 2008 às 22:58
Citando: "O Dr. Mário Carneiro "merece" o nosso respeito, simpatia e consideração..." parecem ser as palavras que espelham o genuíno e pessoal sentimento relativamente à irreparável perda do Sr Francisco Santos. O resto é política. Bem haja por isso


De Anónimo a 8 de Julho de 2008 às 19:30
Cuando los años doblegaran al anciano doctor, comentó con una punta de amargura: Los flavienses son muy ingratos.
Ni entro ni salgo en el debate, pero él ya sabía lo que había, que cada uno se analice juntamente con sus conclusiones.


De Miguel Leão a 8 de Julho de 2008 às 22:28
Depois do comentário do "CB" ,fiquei esclarecido.
A velha e decrépita maçonaria vinha embalando, no colo, o Dr. Mário Carneiro. Focou mais pobre , a maçonaria, Flaviense.
O que não sabia, juro, era que os pastéis de "Chaves", também eram um "negócio" de maçons. Realmente, estes, gostam de meter a mão na massa, "literalmente".

Cumprimentos


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