Sábado, 1 de Novembro de 2008

Feira dos Santos - Dia 30 e 31 de Outubro

 

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Hoje, porque é Sábado, deveria vir aqui com mais uma aldeia, mas como também é dia 1 de Novembro, há que fazer o relato, dos acontecimentos de dia 30 e 31 de Outubro e também da descida de ontem das aldeias à cidade para a Feira do Gado.

 

Dia 30 já foi dia de muita tradição em termos de Feira dos Santos, pois era neste dia que se fazia a feira da lã, que eu recordo estar associada ao Largo do Anjo onde se vendiam todos os produtos de lã, que iam desde as meias (daquelas brancas que picavam) até aos cobertores, daqueles que se levavam 5 e pagavam-se 3, onde também havia, tal como as meias, cobertores brancos e que também picavam). Ao longo dos anos foi-se perdendo a feira da lã, naquele que também era o dia do pessoal residente feirar e apanhar as primeiras oportunidades das barracas. De tal maneira se perdeu a feira da lã, que agora já nem sequer é mencionada no programa oficial da feira.

 

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Dia 31 de Outubro, sempre foi o verdadeiro dia da Feira dos Santos, da feira rural, das aldeias, do gado e que este ano, tal como previa, foi desvirtuada com a invenção de separar e afastar a feira do gado (propriamente dita) do concurso do gado, pois a primeira realizou-se lá para os lados de Bustelo, e o concurso do fosso do Forte de S.Neutel. Tentei cumprir o programa da feira, mas dado as distâncias entre os acontecimentos, tive que tomar opções, assim, fiquei-me pelo concurso do gado, pois sempre tinha ali ao lado o polvo à galega. Começava assim o meu dia da Feira, que mais coisa menos coisa, a partir de aí (para mim) foi um dia de Feira de Santos seguindo os passos do que já vem sendo habitual anos anteriores, passo que já por aqui deixei no ano anterior em  http://chaves.blogs.sapo.pt/220746.html, que poderá consultar, pois mantém-se actual. Post que aliás foi recuperado para o nº1 da Revista mas à qual poderá ter acesso à sua edição on-line aqui: http://www.revistamas.tv/ uma revista simpática que trimestralmente o jornal “A Voz do Nordeste” promete trazer para as bancas.

 

Pois então este ano, vou fazer a minha abordagem à feira em jeito de foto-reportagem com os vários momentos do dia.

 

Momento 1

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Na indecisão de se havia de assistir à arruada de concertinas da Venda Nova ou ao Concurso do Gado, perdi algum tempo, mas acabei por me decidir pelo Concurso do Gado, ao qual cheguei ligeiramente atrasado.

 

 

Momento 2

 

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Depois de lá estar havia que apreciar as várias raças, que têm nomes, mas que para leigos podem ser as amarelas, as pretas, as dos cornos grandes e os bois, com eles grandes e no sítio. Claro que umas são maronesas, outras barrosãs, e outras de raça que esqueci registar (ignorância minha). Este da Imagem chamava a atenção pela imponência dos seus portes.

 

Momento 3

 

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Estas são as barrosãs. Estas conheço-as desde puto, mas apenas pelo tamanho dos seus cornos. Era já hora da partida, para algumas e debaixo do olho atento de todos, não só para ser apreciado mais uma vez ou não fosse o bicho espantar-se. Olhar atento também dos jornalistas de serviço no local.

 

Momento 4

 

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E enquanto para uns era tempo de apreciação, de curiosidade ou de deleite, para outros era tempo de trabalho, que isto de trazer o gado à feira, não é para brincadeiras, e sempre de vara na mão…

 

Momento 5 – A entrega de Prémios

 

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A julgar pelas imagens, este ano a entrega de prémios esteve a cargo da Dona Deolinda, que segundo apurei veio dos lados de Vila Pouca. Se não me enganei na contagem foram 7 os prémios que ela foi distribuindo pelos diversos escalões. O primeiro prémio foi para o Sr. Rua, penso que pela organização da feira. O Segundo para o Sr. Vice-Presidente Cabeleira, penso que pela organização e pela separação da feira e do concurso do gado. A Dona Deolinda ainda distribuiu mais prémios. De entre as caras conhecidas, deu ainda um a Srª Vereadora, também Doutora do Gado e outro ao Sr. Vereador Arquitecto Penas, talvez pelo desenho do espaço da feira.

 

Poderia parecer que foi assim, mas não foi, a Dona Deolinda é que “amouchou” com os tais 7 prémios e todos seguidinhos. Aliás vê-se logo pelo avental que ela não foi ali para brincar, mas para trabalhar ou mostrar o trabalho de um ano, que foi bem recompensado. Parabéns à Dona Deolinda.

 

Momento 6 – O Destroçar

 

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Entregues os prémios havia que ir tratar da barriguinha, claro que para os homens da vara estar ali desde madrugada dá fome, mas também há quem tenha de aliviar as necessidades e na ausência de sítios e locais apropriados, qualquer sítio serve. E se no campo, qualquer muro serve para aliviar águas, na cidade há que fazê-lo com elevação, e nada melhor que uma grande muralha.

 

Este é um dos “pecados” que até é condenado por Postura Municipal, ou seja, ser apanhado com ela na mão, dá direito a coima, mas que raio, vão dizer isto a um homem apertadinho de todo, onde a sítio público mais apropriado fica a quase 1 quilómetro de distância e ainda por cima corre o risco de chegar lá e estar fechado. A meu ver, a imagem não é muito digna, mas contra a força de um aperto e na ausência do tal lugar apropriado, pela certa não haverá argumento para a condenação. Bem pior estão as mulheres, pois muralhas, não são muito apropriadas.

 

Talvez fosse tempo de a organização da feira pensar também em sítios apropriados para estes actos, só lhes ficava bem e até os há amovíveis, mas claro, que com a preocupação dispensada para bombos, concertinas e Fernandos não sei quantos, que agora até já me disseram quem é (é aquele do “pegando no burrico e lá vou eu”) e peço desculpas à organização da Feira pelo comentários que lhes fiz ao respeito anteriormente, pois se o homem tem burrico tem também todo o direito de vir à feira. As minhas desculpas.

 

Momento 7

 

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E qualquer lugar, em dia de feira, serve para comprar e vender, quase sempre barato, pelo menos é o que dizem.

 

Momento 8 – O Polvo à Galega

 

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À galega, cozido, preparado e temperado por galegos. Este da foto posso-vos garantir que estava bom. Carote como sempre, mas bom e democrático, pois no que toca a comer polvinho à galega, sentam-se lado a lado, com o mesmo jeito e vontade de degustação, desde xerifes, presidentes, operários, lavradores, adjuntos,  jornalistas, professores, arquitectos, estudantes, chefes e subalternos, onde não faltaram blogueiros, fotógrafos, críticos, artistas, etc. Ali tudo é povo, o que interessa é ter um palito na mão e polvo , pão e vinho na mesa. Quanto ao resto, é conversa.

 

Momento 9

 

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Dizem que apontar é feio… mas nem sempre, pois se quem aponta é Presidente de Câmara e sentado à mesa (do polvo) na companhia de jornalistas, então apontar é trabalho. concerteza que até adivinho o que lhes estava a dizer : “ Por ali vou trazer uma avenida que nos vai levar directamente até…) . É nisto que dá pôr-se a jeito e ao lado de uma mesa de blogueiros, que em termos feirantes é como dizer “que estão com um olho no burro e outro no cigano”. Por acaso, no meu caso, com polvinho à minha frente, desligo da realidade envolvente, mas à minha assessora fotográfica não lhe escapa uma.

 

Momento 10

 

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A feira é para toda a família. Para sossegar a criança nem há como levá-la aos carrosséis, que retirados os avisos de entrada proibida a estranhos, sem capacete, sem botas protectoras e sem vedação, agora é para todos e a entrada até se faz por passadeira vermelha, com castanhas assadas à entrada…

 

Momento 11

 

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Mas estão tristes os cavalos, não há quem os monte e os carrosséis mesmo em dia de feira maior, insistem em rodar sozinhos ou então simplesmente param.

 

Momento 12

 

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Há os que nem sequer abriram a barraca e que nos disseram que foi a primeira e última vez que vieram a esta feira, que até lhes garantiram que era boa. Pudera, se a meio da tarde o parque de diversões eram mais parecido com uma das nossas aldeias de montanha, despovoada, envelhecida e sem crianças… O que será que falhou este ano com o parque de diversões!? Eu tenho as minha teorias, mas não sou eu que organizo a feira.

 

Momento 13

 

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E em pleno parque de diversões da feira, uma barraca cheia de presuntos, cebolas e outras coisas. Afinal Chaves ainda é a terra do presunto, mesmo que seja dado (vendido) em prémio. Nem há como ter a fama, mesmo que o presunto seja espanhol, o que interessa mesmo é marcar presença na terra do presunto e concerteza que quem levar um presunto desta barraca, leva um presunto de Chaves. Nisso não há qualquer dúvida.

 

Momento Último

 

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O presunto espanhol lembrou-me que ainda tinha de dar um pulo a Espanha (Feces), deste vez não para abastecer de gasóleo, mas para comprar rebuçados para a tosse, que como quase tudo, são mais baratos lá do que cá. Talvez por isso Feces fosse uma extensão da Feira dos Santos, com tanta gente que lá estava de compras. A Eurocidade já está em pleno funcionamento.

 

Valeu para terminar um pôr-do-sol, repousante para dia agitado, visto desde Vila Verde da Raia, a tal que nem é vila e agora nem raia tem.

 

à noite ainda houve tempo para ir aos pijamas e às meias - 10 pares 5 Euros.

 

Até amanhã, por hoje já chega de feira.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:50
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1 comentário:
De pecadoflaviense a 3 de Novembro de 2008 às 16:05
Eu cá acho que o amigo devia mesmo organizar a próxima Feira dos Santos. Talvez assim não lhe fosse tão fácil falar daquilo que desconhece, nomeadamente das causas da deslocalização do parque de diversões para o Parque multiusos. Por acaso sabia que para ser no centro da cidade tem que ser em terreno particular que ano após ano foi gentilmente cedido por uma personalidade flaviense que se fartou que lhe dessem cabo do que é seu??

Com o espaço que o parque de diversões requer.... diga lá sua sabedoria onde punha o dito parque de diversões? Ou como cala os descontentes que teimam em dizer que a feira lhes está à porta e não querem? Ou como cala os descontentes que não querem a feira dentro da cidade mas tb não querem andar apé no mesmo centro??

Como diz o sábio povo..... ouvimos que faça mehor não quem diz que faz melhor!!!!!

Cumprimento
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