Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense * Um livro * De Chaves a Copenhaga, de Gil e Gil Santos

 

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Hoje é dia de coleccionismo de temática flaviense, onde também os livros cabem no tema e assim, além de honrarmos esta rubrica do coleccionismo, trazemos também um autor flaviense que conta a história de um combatente da I Guerra Mundial, também ele flaviense.

 

De Chaves a Copenhaga – a saga de um combatente

 

 

Assim, num dois em um, trazemos mais um livro para a sua colecção de autores flavienses e temas flavienses, mas apresentamos também um livro de leitura obrigatória.

 

“De Chaves a Copenhaga – A Saga de um Combatente”, e deste livro que estamos e vamos por aqui deixar hoje, e da admiração de neto e bisneto pelo familiar combatente que agora trazem a público a sua saga de Chaves, mais propriamente do grande planalto do Brunheiro, até Copenhaga, trazendo a lume também as vivências e o diário de guerra, de fome, de frio, de doença, medos e morte, tudo isto vivido por um flaviense e contado na primeira pessoa em livro trazido às leituras pelos seus descendentes: Gil Filipe da Silva Calvão Morgado dos Santos e Gil Manuel Morgado dos Santos.

 

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É com todo o gosto que este blog anuncia que o livro “De Chaves a Copenhaga – a saga de um combatente” já está à venda, desde sexta-feira passada, nas lojas FNAC e também uma honra para este blog, pois o Gil M. Santos é também nosso colaborador, sempre com as suas interessantes estórias que mensalmente apresentamos aqui nos “discursos sobre a cidade”. Amanhã mesmo, será o dia de passar aqui mais um dos seus discursos, com mais uma estória: “Ser padre é melhor que ser doutor”

 

Mas hoje o que interessa mesmo é o livro “De Chaves a Copenhaga – A Saga de um Combatente”, um bom presente para este Natal, de flavienses para flavienses com as vivências de um flaviense na I Grande Guerra.

 

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Sinopse

 

 

Da calma medieva do Portugal profundo, para o terror da guerra na Flandres, foram enviados homens simples, enganados, cujas vidas mudariam para sempre.

 

A ferro e fogo, fustigados pelo frio, pela fome e pela doença mas sobretudo pela metralha, viveram momentos únicos − terríveis − no abrigo, no hospital de campanha, no cativeiro e na trincha:

 

“A 21 de Nobenbro

Dei entrada nas trincheiras

Era um toar de canhões

E metralhadoras ligeiras

 

Eu ainda nada sabia

O que era uma trincheira

Já entendia que nesta noite

Era a minha derradeira

 

Perguntei se naquele campo

Tinham arrancado castinheiros

Responderam-me que eram covas

De granadas e morteiros

 

Logo que chegou o dia

Deitei a vista para o lado

E só se viam por aqueles campos

Sepulturas de soldados.”

 

In facsimile – Diário de Guerra

 

 

 

Desprezados pela pátria ingrata que amavam, estes soldados reclamam ainda hoje, preitos de admiração e de saudade.

 

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“De Chaves a Copenhaga – a saga de um combatente” conta, na primeira pessoa, a história de um ignorado praça de pré: uma merecida homenagem a todos os que tombaram no campo de batalha e aos que, heroicamente, conseguiram regressar.

 

Até amanhã, com mais um discurso sobre a cidade de autoria de Gil Santos.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:46
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9 comentários:
De J. Pereira a 4 de Dezembro de 2008 às 12:53
Gostava de adquirir este livro, por tudo o que representa pois o meu avô paterno António Pereira também andou por lá e também ele me contava as suas aventuras e desventuras que eu, na minha inocência de criança não queria acreditar e pensava que era ele que tinha uma grande imaginação.


De Gil Santos a 9 de Dezembro de 2008 às 15:24
Muito obrigado pelo interesse. De facto vale a pena homenagear homens que tanto sofreram!


De J. Pereira a 9 de Dezembro de 2008 às 17:03
Meu caro amigo Gil Santos, já não é necessário procurar mais o livro porque uma alma caridosa já fez o favor de mo enviar. Já dei uma vista de olhos por ele e acho-o admirável.
Sobre o meu avô e mais dois soldados de Valdanta que também foram combatentes pouco sei e não existe nada que eles tenham tido alusivo ao feito, o que é uma pena.
Quando eu era miúdo gostava muito de o ouvir contar as histórias da guerra, mas como ele tinha uma imaginação muito fértil, eu pensava que aquilo tudo era "aldrabice" e por isso não ligava.
Obrigado pela atenção e um abraço desde Valdanta .


De Eunice a 10 de Novembro de 2010 às 19:30
Parabéns.
Diz Malraux : "O túmulo dos heróis é o coração dos vivos".
Temos o dever de tirar do silêncio as vozes destes heróis massacrados e tanto tempo silenciadas! O meu tio-avô ficou lá, e o irmão ferido, não os conheci nem conheci a minha avó irmã deles, aliás só há 7 anos soube da participação deles na guerra. Ando procurando dados, mas ainda não encontrei o pobre Ezequiel em nenhuma lista de mortos.
Organizei este ano a publicação do diário de guerra que escreveu dia-a-dia nas trincheiras, o artilheiro Joseph Prudhon, o avô (recém-casado e apaixonado que andou em todas as frentes) do meu marido foi publicado há 15 dias: Journal d'un soldat - Recueil des misères de la Grande Guerre 1914-1918, Paris, Harmattan, outubro 2010.
Quando li o diário fiquei de rastos e senti profundamente o dever de tirar aquela voz da gaveta: são vozes que pertencem à História da Humanidade!
Por isso mesmo, mais uma vez: Parabéns!
Eunice Malaquias Vouillot



De Gil Santos a 23 de Novembro de 2010 às 10:01
Olá Eunice:
Belas palavras as suas! De facto cabe-nos a obrigação de relevar a memória de quantos lutaram na Flandres por uma pátria ingrata que mesmo hoje continua a esquecê-los.
Gostei de saber que foi publicado o diário do avô de seu marido. Presumo que em francês. Ele era combatente francês?
Como adquirir um exemplar?
Parabéns


De Salvador Silva a 4 de Dezembro de 2008 às 17:40
Eu já tentei no "site" da FNAC a possibilidade de o localizar e adquirir "on-line", mas não consigo essa localização.
Já tentei o "site" da Editora Prefácio, mas parece que não tem "site", pelo menos pelo Google nada consigo. Vou experimentar outras maneiras pois também gostava de o adquirir. Sou muito curioso desses relatos e, aquando do meu tempo de tropa em Chaves, tive um velho mestre, ex-combatente da I grande Guerra, o 1ºSarg . Rodrigues, que me fascinou e "viciou" com os seus relatos.


De gil santos a 9 de Dezembro de 2008 às 15:21
Meu amigo :
Pode adquirir o livro online ni sítio da FNAC em http://www.fnac.pt/pt/Search/Search.aspx?categoryN=Livros&cIndex=0&catalog=livros&str=de+chaves+a+copenhaga.
Se tiver dificuldade envie um email para gilmorgado@oninet.pt (endereço do autor) e far-lhe-ei chegar um exemplar ou os que queira.
Gil Santos


De Salvador Silva a 10 de Dezembro de 2008 às 19:13
Meu caro:
Em primeiro lugar quero agradecer a gentileza de responder ao meu comentário, orientando-me para a localização do livro no "site" da FNAC e disponibilizando-se para me o fazer chegar se não obtivesse êxito na pesquisa. Muito obrigado.
Foi uma preciosa ajuda, porquanto já o localizei e vou adquiri-lo.
Em segundo lugar quero dizer-lhe que os ouvi e vi(ao pai e ao filho) referenciar o seu ascendente num documentário da TV, (Os Portugueses nas Trincheiras). Na altura não tive oportunidade de ver mas, como havia dito, sou muito curioso destes relatos e gravei. Por coincidência tive a oportunidade de ver e asim aperceber-me das vossas intervenções.
Finalmente deixar aqui uma saudação amiga e os Votos de FESTAS FELIZES.
Salvador Silva


De Gil Santos a 10 de Dezembro de 2008 às 22:44
Meu amigo:
Muito obrigado pelas suas palavras amigas e pelo interesse demonstrado pelo tema. De facto nunca é demais homenagear estes homens esquecidos pela pátria ingrata que os envolveu na miséria das trincheiras e os desprezou.
Oxalá goste do relato facsimilado, a verdadeira essencia do livro.
Festas felizes.
Um abraço
Gil Santos


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