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Hoje vamos até Vilela do Tâmega, uma das nossas aldeias de passagem, ou seja, que fica no itinerário das nossas viagens e deslocações não estivesse ela implantada à beira da Estrada Nacional 2. É uma daquelas aldeias que todos os flavienses conhecem ou melhor, pensam conhecer, pois não basta passar na estrada, ver a placa e uma vista de fugida para se conhecer. Para conhece-la é preciso entrar na aldeia, no seu coração nas suas ruas, conhecer o seu casario e sobretudo as suas gentes.
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Vista desde a estrada Vilela do Tâmega não mostra o seu encanto de um interessante casario típico rural que se desenvolve ao longo das suas várias ruas, quase todas estreitas e que mais volta menos volta vão dar todas ao largo da Igreja, por sinal uma belíssima igreja, a Igreja Paroquial de devoção à Senhora da Assunção (1), em estilo barroco, com dupla torre sineira galaico transmontana. Do adro da igreja as vistas alargam-se até aos picos do Larouco, que nesta altura do ano é habitual vê-los vestidos de branco. Umas ricas vistas tendo a aldeia em primeiro plano, logo seguido por um mar de montanhas.
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Ainda na aldeia, num outro largo onde também se encontra a escola que ainda funciona encontramos outra interessante capelinha, esta de devoção a Nossa Senhora das Dores.
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Quase todo o casario das suas ruas estreitas do núcleo é casario típico de construções em granito ou um misto de granito e madeira, com paredes em tabiques, estas nos primeiros andares ou andares superiores. No entanto e como quase todas as aldeias com núcleos importantes neste tipo de construções, a maioria encontra-se degradada e/ou abandonada, existindo algumas recuperações enquanto que as habitadas, ainda se vão mantendo mais ou menos conservadas. O problema neste tipo de construções tradicionais costuma ser o abandono que é meio caminho para a ruína.
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Esta aldeia é também um bom exemplo da aldeia que foi crescendo ao longo da estrada e na periferia do núcleo, sobretudo a partir dos anos 70 até à presente data e em parte graças aos bons acessos para Chaves ou Vidago, pois encontra-se sensivelmente a meio caminho destes dois pontos mais importantes do concelho.
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Vilela do Tâmega é sede de freguesia à qual pertencem as aldeias de Redial e Moure. Fica a
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Em termos de população e segundo o Censos de
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A principal actividade da aldeia é a agricultura, com terras ricas e onde se produz com abundância o vinho, a batata, o centeio, milho e frutas. Claro que neste campo também já conheceu melhores dias.
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Tal como o topónimo indica tem o Rio Tâmega por próximo que serve mesmo como um dos limites da freguesia. Tâmega que em tempos também fazia fortemente parte da vida da aldeia como os seus moinhos onde se moíam os cerais da aldeia mas também de grande parte das aldeias vizinhas. Hoje em dia penso que já não existe nenhum moinho a funcionar, mesmo porque muitos deles estão em ruínas ou foram “engolidos” pelas águas do Tâmega com a construção da barragem da Peneda.
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Vilela do Tâmega tem 8.57 km2 e desenvolve-se na encosta de uma das colinas da Serra de Stª Bárbara e confronta com as freguesias de Anelhe, Redondelo e Curalha, as três do outro lado do rio e com as freguesias de S.Pedro de Agostém, Vilas Boas e Vilarinho das Paranheiras.
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A sua localização
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E sobre Vilela do Tâmega também vai sendo tudo. Falta-nos uma abordagem mais aprofundada a Moure e Redial, embora já por aqui tivessem passado.
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Amanhã cá estaremos de novo com mais um ilustre flaviense.
Até amanhã.
(1) em tempo
É sempre bom saber que temos visitantes e leitores atentos deste blog e também é sempre tempo de corrigir aquilo que de errado por aqui deixamos. Pois inicialmente referia no post que a Igreja Paroquial era de devoção à Nossa Senhora da Conceição, quando na realidade é de devoção à Senhora da Assunção, mas acrescentamos que na Igreja existem duas imagens da Senhora da Assunção, uma mais antiga à qual chamam a Senhora Velha e que aparece na foto de baixo, no andor com rosas e flores brancas sem anjos.
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Fotos gentilmente cedidadas por Célia Gomes
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Para compensar a nossa falha, acrescento ainda mais uma foto do dia da última festa (15-08-08) com a procissão a sair da igreja.
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Foto gentilmente cedida por Célia Gomes
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Só me resta mesmo agradecer à Célia Gomes que gentilmente me disponibilizou as fotos da Senhora da Assunção e da procissão, bem como agradecer-lhe o alerta para a troca de nomes da Santa e a informação extra a respeito da mesma. Claro que também agradeço as suas visitas ao blog e os sempre oportunos comentários que por aqui nos deixa.


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