12 anos
Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Mosaico da Freguesia de Bustelo

 

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Localização:

A 6 km do centro de Chaves, situa-se a Norte da cidade, entre o Grande Vale de Chaves e as primeiras elevações barrosãs.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Ervededo, Outeiro Seco, Santa Cruz/Trindade, Sanjurge e toca em apenas um ponto da freguesia de Calvão.

 

Coordenadas: (Largo de entrada - Capela)

41º 47’ 11.02”N

7º 29’ 26.94”W

 

Altitude:

Variável – Na aldeia é entre os  445 e os 480m

 

Orago da freguesia:

Santa Maria Madalena

 

Área:

9,34 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Municipal 507

 

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.

 

 

Aldeias da freguesia:

            - Bustelo é a única aldeia da freguesia

 

População Residente:

            Em 1900 – 530 hab.

            Em 1920 – 490 hab.

Em 1940 – 643 hab.

            Em 1960 – 773 hab.

            Em 1981 – 532 hab.

            Em 2001 – 517 hab.

 

Embora os últimos Censos estejam abaixo dos valores de 1960, a tendência desta freguesia é registar uma subida da sua população residente, tal como acontece com as freguesia de periferia da cidade de Chaves.

 

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Principal actividade:

- Agricultura

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Sob o ponto de vista histórico é uma das freguesias interessantes e que sempre tem despertado o estudo dos historiadores, pois trata-se de uma freguesia cujos vestígios arqueológicos dizem ser milenar. No entanto o primeiro documento que faz referência a esta povoação data de 1173. No ano de 1255 já aparecem documentos com referência ao “Couto de Bustelo”. Há também referências históricas à sua localização e importância militar com as suas fortalezas, pelo menos a julgar por carta enviada por D.Afonso IV de Portugal a D.Afonso II de Castela, datada de 1336, na qual se escreve “…sobre as aldeias de Ervededo e de Bustelo com suas pertenças e suas fortalezas…”

 

Apontam como restos senhorias do antigo Couto de Bustelo, a Casa do Paço ainda existente, mas já muito alterada com alguns dos restauros que nela foi levada a efeito ao longo dos tempos, mas mesmo assim, ainda um exemplar digno de ser apreciado dentro das casas senhoriais, onde se destacam alguns vãos arqueados que tudo indica serão seiscentistas.

 

Rica também em património edificado e religioso, como a Igreja Paroquial de Stª Maria Madalena, a Capela do Sr. Dos Aflitos, a casa dos Marqueses de Subserra, o cruzeiro do Sr. do Monte e algumas fontes de mergulho, além de numa das casas mais antigas do seu casco velho, as paredes se encontrarem pintadas com interessante frescos e que já demos conta no post dedicado à freguesia.

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A riqueza etnofolclórica local é também digna de registo, com vários penedos relacionados com “Mouros” e “Tesouros”, como o Penedo dos Mouros, Alto de Stª Bárbara, Fraga das Passadas, etc. Há referências ainda a ruínas do grosso muro do Castro que existiu no alto da serra da Bandeira.

 

Quanto ao seu casario tradicional, ainda possui um importante núcleo de casas tradicionais em granito, de salientar algumas reconstruções feitas com gosto, pese embora muitas construções em mau estado. As novas  construções de raiz têm-se desenvolvido na periferia da aldeia, junto à estrada ou em pequenos bairros sem afectar o núcleo histórico da aldeia.

 

 

 

Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Bustelo

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:53
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2 comentários:
De Salvador Silva a 1 de Março de 2009 às 17:53
Foi no Bustelo a que assisti ao mais maravilhoso e deslumbrante luar de Janeiro, de que me lembro. Num frígido e limpo dia deJaneiro de 1967 andávamos (uma Companhia) em instrução militar por aqueles lados, com acampamento destinado para os arredores do Bustelo. Quando, ao final da tarde, preparávamos o bivaque, um tanto improvisadamente, surgem alguns moradores que se prontificam em arranjar-nos acomodações para a noite (armazéns, palheiros) se o aceitássemos. Não era de desperdiçar pois significava menos trabalho e mais aconchego e logo ficou assim decidido. Depois de nos fazerem correr o Bustelo e algumas, muitas, adegas privadas deles e dos amigos, recolhemo-nos,(e reparem, toda a Companhia) bem bebidos e comidos às instalações que nos havia sido disponibilizadas. Claro, dormir, pelo menos para mim, era impossível. Madrugada, resolvi sair para fumar um cigarro. Fui então surpreendido por um LUAR DE JANEIRO deslumbrante, único, que por mais que viva, jamais esquecerei. Foi culpado de fumar não um, mas uma série de cigarros pois era-me impossível arredar pé, tal era o deslumbramento.
De igual modo não posso esquecer a hospitalidade daquelas boas gentes, que sempre agradecerei.´
É por esta e muitas outras, que eu gosto de Chaves.
Um abraço. Salvador Silva


De Fátima Coelho a 21 de Julho de 2009 às 09:19
Foi com grande surpresa que encontrei esta página com referência à aldeia de Bustelo , a surpresa transformou-se em alegria e saudades dos tempos que passei nessa aldeia. A família da minha mãe é desta aldeia, onde tenho muitos entes queridos "no sono eterno" e outros, graças a Deus, fazem parte dos seus habitantes. Como eu, muitas crianças na década de setenta vieram viver com os avós, enquanto os pais tentavam arrumar uma longa e árdua vida de trabalho em Angola. Eu e a minha irmã frequentamos a escola primária de Bustelo . Guardo uma recordação engraçada desses tempos: no inverno quando chovia muito o meu avô tinha de nos levar à escola, porque a água que corria pelos caminhos era tanta, um descuido e lá íamos nós na enxurrada.
Hoje vivo numa ilha, com os seus encantos e desencantos naturais do isolamento, mas tenho a certeza que os meus filhos com tanta oferta electrónica e lúdica , não terão recordações tão maravilhosas da infância como eu tenho.


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