Domingo, 11 de Abril de 2010

Eiras - Chaves - Portugal

Aos poucos, lá vou pagando as minhas dívidas. Tinha uma para com as Eiras, espero que hoje fique liquidada, ou talvez não…

 

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Foi tardia esta minha entrada pelas Eiras adentro, mas tudo tem uma explicação. Poderia começar por dizer que é sempre difícil falar e tratar daquilo que nos é mais próximo, pois quando o sentimento também fala, acabamos por ser sempre injustos, quer por excessos, quer por defeito. Mas não foi essa a razão, mesmo porque a ligação que tenho às Eiras, não é por afinidades, nem tão pouco é de hoje, já lá vai muito tempo. Teria que fazer o regresso às origens do nascimento e ao meu tempo de criança, ao tempo em que as Eiras eram o limite do meu território ou a fronteira entre o território “caseiro” e a aventura.

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Nos meus tempos de criança, pelo Natal, eram os montes das Eiras que forneciam o pinheirinho lá de casa. Era no tempo em que o pinheiro tinha de ser natural, cheirar e encher as mãos de resina. Marcado o dia do “roubo” do pinheiro, um pequeno grupo (não mais de três), bicicletava pelos caminhos da veiga fora, mais ou menos pelos mesmos caminhos em que os romanos já o tinham feito há 2000 anos. Observado ao longe, marcava-mos o objetivo com o olhar, era aquele o que queríamos e zás… num relance, como quem pula o muro para ir às cerejas, a adrenalina subia enquanto a machadada certeira, cortava de uma vez o frágil tronco.

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Hoje confesso esses “roubos” que fiz durante alguns anos, não porque o crime já tivesse prescrito, mas porque até era um “crime” consentido e instruído em casa pelos mais velhos. Ao fim e ao cabo, hoje visto à distância, até fazíamos a nossa boa ação na floresta, pois as instruções eram bem precisas: cortar uma rama jeitosa de um pinheiro ou se tal não fosse possível ou não as houvesse, cortar um pinheiro pequeno que estivesse juntinho a outro… e as leis lá de casa ditadas pelos mais velhos, eram para cumprir, e na altura, havia ainda a atenuante de não haver pinheiros artificiais.

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Mas não é por ainda haver resquícios de alguma possível culpa que não tinha ainda ido até às Eiras, há outras razões, e uma delas prende-se com a recolha de imagens, as certas, que haveriam de ilustrar o post que ilustrasse o ser da aldeia. Tarefa difícil, confesso, pois as Eiras são um misto de bairro da cidade e de aldeia, de vale e da mais pura montanha e, ao contrário da aldeia tradicional, não se desenvolve à volta de um largo principal onde está a igreja ou a capela, antes, é também um misto de novas construções que começaram a entrar pelas antigas quintas ou terrenos de cultivo. Como as construções e os bairros novos não me atraem porque nada caracterizam as aldeias, ou seja, uma casa nova (com as suas diferenças) é igual em todos os lados. Quanto às antigas quintas,  foram dando também lugar a novos espaços ou então foram abandonadas. Só me ia restando a montanha e o vale, e uma ou outra construção que chamava a atenção da objetiva, para além do obrigatório cruzeiro, a capela abandonada que salta à vista e a Igreja que fica quase isolada e apartada da aldeia.

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Confesso que fui uma boa meia dúzia de vezes até às Eiras, entrei e perdi-me na montanha, re-entrei e tornei a sair, abordava-a por um e outro lado e a mesma montanha que também caracteriza as Eiras, escondiam-me as Eiras e no mesmo vale que também as caracterizam, não havia toma possível… um dilema e problema que se foi arrastando, sem muito me preocupar, pois sabia que a aldeia está bem representada na blogosfera e que quando precisasse de ajuda, teria uma mão amiga para descobrir as Eiras que eu não conseguia descobrir, e assim se foi adiando até hoje a feitura do presente post.

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E depois deste longo intróito, vamos então até um pouco da sua história, das suas particularidades e pontos de interesse.

 

Como já atrás disse, as Eiras além de aldeia e freguesia, são na prática arrabaldes da cidade de Chaves, hoje e sempre assim foi, embora presentemente o casario faça a ligação física entre a cidade e as Eiras, que oficialmente, distam 3 km da cidade de Chaves.

 

Eiras é sede de freguesia à qual pertencem as aldeias de Castelo e São Lourenço. Hoje freguesia de Eiras, mas historicamente também referenciada como Santa Maria de Moreiras do Vale.

 

Geograficamente a aldeia das Eiras e a freguesia, localizam-se na margem esquerda do Rio Tâmega e ocupa parte da veiga de Chaves e parte da Serra do Brunheiro num dos seus contrafortes, no entanto as Eiras, a partir da cidade, é a primeira aldeia da freguesia, sendo esta a que ocupa terras da veiga de Chaves, pois tanto o Castelo como S.Lourenço estão implantadas em plena Serra do Brunheiro.

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Quanto à origem do topónimo Eiras, tudo indica que esteja ligado à férteis terras da freguesia onde os cereais, a batata, legumes, frutas (com fama nas cerejas) e bom vinho sempre fizeram a diferença na freguesia e daí, as Eiras atuais talvez tivessem origem nas eiras e eirados agrícolas que se adivinham seculares. Uma hipótese credível embora não haja documentação que ateste a sua veracidade.

 

Quem atesta bem a sua presença é o singular cruzeiro que se encontra na entrada da aldeia. Um belíssimo e raro exemplar bem diferente dos habituais cruzeiros, primeiro pelas suas peculiares dimensões e depois pela sua forma, com as extremidades a rematar em flor de lis. Diz-se ser um dos mais antigos da região, datado de 1650 e muito parecido a um cruzeiro existente na Porta da Glória de catedral de Santiago de Compostela. Aliás as Eiras integravam pela certa um dos caminhos de Santiago, característica comum a quase todas as nossas aldeias e se também é certo que se diz que todos os caminhos vão dar a Roma, os nossos, primeiro vão dar ou passam por Santiago. Quanto a este cruzeiro, só tenho um lamento a fazer, pois pela sua nobreza, merecia mais realce e melhor enquadramento que muito bem se poderia resolver com um arranjo do largo onde está inserido.

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Quanto à origem deste cruzeiro das Eiras, pensa-se que tivesse sido uma das antigas famílias desse local que o mandou construir. Trata-se da família que está ligada à fundação da quinta da Senhora da Conceição, onde existia (!) uma pequena mas interessante capela adornada com uma janela manuelina e decorada interiormente com pinturas a fresco. Disse existia, porque hoje apenas existem as paredes exteriores da capela e quase por milagre as pinturas dos frescos, que se apresenta em três painéis, apresentando no central a imagem da Virgem que dá nome à quinta, enquadrada por seis anjinhos  de corpo inteiro, segurando uma coroa os dois situado no plano mais elevado, encimados por Deus Pai entre nuvens e cabeça de anjos alados. Iconograficamente falando, a imagem de Nossa senhora da Conceição não possui o globo, sob os pés, nem olha para cima, como é mais frequente, e tem associada a imagem de Deus Pai, o que é pouco comum, havendo assim uma certa associação entre a Nossa Senhora da Conceição e a Nossa Senhora dos Anjos.

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A construção desta capela está datada de finais do Século XV ou inícios do Séc. XVI, com alterações posteriores já no Séc. XIX. Interessante demais para estar esquecida e abandonada em deterioração constante, tanto mais que é conhecida e até está referenciada na Direçao geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais como monumento, mas apenas isso e todos temos pena. Sei que é propriedade particular e está inserida dentro de uma quinta, mas também sei que pelo seu interesse, é património de todos, no entanto, embora conhecida e referenciada, não há qualquer medida de salvaguarda ou de preservação daquilo que ainda existe, pelo menos as paredes e as pinturas do fresco deveriam ter a atenção do Estado que em vez de andar a construir e criar património duvidoso em todos os aspetos, se deveria preocupar mais com o património histórico, religioso e secular que ainda existe, enquanto existe. Entretanto, segundo apurei na aldeia, a capela depois de o ser, já serviu de cavalariça e de arrecadação da quinta. Atualmente, pelo menos na altura da minha visita ao seu interior, a capela está fechada mas em completo abandono, em muito mau estado de conservação e degradação constante. Fica o lamento, o registo e a denúncia, mais não posso fazer.

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Quanto à quinta da Senhora da Conceição, a julgar pela capela e outros registos é também secular e está ligada à família de um antigo Governador da Praça de Chaves, de nome Francisco de Morais Madureira Lobo Liz e Prado, que teve uma filha, Rita Lobo Liz Prado, mãe do último morgado da Quinta das Eiras (ou dos Madureiras) e da Casa da Santa Cabeça de Chaves, cuja Pedra de Armas se encontra à guarda do Museu da Região Flaviense.

 

Outra figura notável foi também Manuel de Morais Madureira. Pensa-se que teria sido esta família que mandou construir o Cruzeiro das Eiras e que nele deixaria incrito um dos símbolos da família, a flor-de-lis.

 

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Manuel de Morais Madureira, irmão de Rita lobo de Morais Prado, desempenhou as funções de Capitão de Cavalos e Ajudante de Campo de D.Miguel de Bragança. Depois da convenção de Evoramonte, onde D.Miguel foi destinado ao exílio, este fidalgo acompanhou o Rei no seu destino, tendo morrido exilado. Era de família abastada, pois além da Quinta das Eiras, possuía ainda propriedades em vários concelhos, como os Casais de Edral em Vinhais e Vimioso e os Prazos de Ervões no concelho de Valpaços e de Nogueira de Barroso, no concelho de Boticas.

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Também era desta família o último abade que residiu dentro de muralhas do Castelo de Monforte, tendo sido este que teria mandado construir a Capela de Nossa Senhora da Conceição na Quinta das Eiras.  Diz-se que o abandono da rica Abadia de Monforte ficou a dever-se ao mau caráter demonstrado pelo infante D. Francisco de Bragança, filho de D. Pedro II e irmão de D. João V, que era o senhor daquelas terras por direito do Infantado. Quando visitou aquele castelo e foi amorosamente presenteado pelos vereadores do município, com um cesto de figos, ele atirou-os ao presenteador, por considerar uma insignificância. Perante este gesto muito pouco abonador do caráter do Infante, tanto o abade como o governador da fortaleza, que era André da Cunha Melo, abandonaram os seus postos e cargos, regressando o abade às Eiras e o governador às suas terras de Moncorvo. Pelos vistos na altura ainda havia gente com caráter e com valores…

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E quanto a património das Eiras, falta registar a Igreja Matriz, românica, que tem como padroeira a Senhora da Expectação ou seja a Senhora do O, situa-se isolada, fora da aldeia no lugar da Pipa, junto ao cemitério. É também neste lugar que ainda hoje existe uma quinta, a Quinta da Pipa, que confronta com outra antiga Quinta, a do Dória, a tal da lenda da “Casa Assombrada”, dizem, onde se podem encontrar alguns lagares esculpidos na rocha. Quanto à Quinta da Pipa, ainda se mantém a casa da Quinta, com uma varanda com interessantes colunas em granito e uma fonte não menos interessante.

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E termino por aqui, só faltam os agradecimentos e, se bem se recordam no inicio do post eu dizia que as Eiras ainda não tinham passado por aqui  e eu “ sem muito me preocupar, pois sabia que a aldeia está bem representada na blogosfera e que quando precisasse de ajuda, teria uma mão amiga para descobrir as Eiras que eu não conseguia descobrir, …” Pois essa mão amiga estava na Quinta da Pipa e chama-se Isabel Presa, que nos ajudou a descobrir algumas belezas, sem a qual não teria sido possível.

 

Quanto às Eiras estar bem representada na bologosfera, isso deve-se menina do Blog das Eiras, a Catarina Teixeira que embora ausente nas nossas visitas não anunciadas, sempre se mostrou disponível para nos apresentar a aldeia e, este agradecimento é ainda mais amplo, pois é esta Eirense, conjuntamente com a Granjinha,  que têm garantido as boas digestões dos encontros da Blogosfera flaviense com “água milagrosa”, neste caso das Eiras que nunca falta nos encontros, mesmo faltando a Eirense, a “água” marca sempre presença e esperemos que continue a marcar.

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Um Blog que deve visitar para melhor ficar a conhecer esta aldeia…


http://eirense.blogs.sapo.pt/

 

… mas também muitos dos nossos usos, costumes e tradições, à moda das Eiras, que afinal é também à nossa moda flaviense.

 

Por último um aviso à navegação, pois como este post saiu bastante atrasado, o próximo está agendado para as 13H00 de amanhã (segunda feira).

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:48
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4 comentários:
De ISABEL PRESA a 13 de Abril de 2010 às 17:57
Olá amigo,

Quero agradecer pelo excelente trabalho. É bom ver a nossa terra e recordar o tempo aí passado que, nessa altura, não era valorizado e que agora deixa saudades. A todo o tempo posso visitar mas já lá vai o tempo em que se corria por aqueles campos e montes sem qualquer preocupação e o tempo parecer não ter fim... Era tão bom ver o pôr do sol, sentada numa fraga e a vê-lo fugir lá no fundo entre as montanhas... Ainda é saudável respirar aquele ar, principalmente nesta altura do ano em que as flores de inúmeras cores abrem e já se ouvem os grilos nos campos.

Adorei ver a varanda da casa da minha mãe Dada e a fonte/tanque de rega que, na altura era algo que nada apreciava porque significava trabalho (regar as batatas, couves, milho, alfaces etc...) e que agora serve praticamente para embelezar e mostrar àqueles que tanto apreciam o nosso património como o Fernando.

Sempre ao dispor e adorei servir de guia na minha "terra" (Quinta da Pipa).


De accteixeira a 19 de Abril de 2010 às 01:53
ola...
mal vi o post, comentei logo, mas acho que nao enviei o comentário!
é que isto das novas tecnologias no telemovel, as vezes da-me a volta a cabeça!!! enfim!!!
adorei o trabalho feito! parabens!
foi pena nao nos encontramos por lá!
e quanto ao digestivo dos jantares, é ja presenca certa (embora daqui a nada nao tenha garrafas....) quanto à minha presenca nos jantares e outros convivios, ja sabem que como trabalho por turnos e um pouco longe da terra, tenho que saber das coisas com alguma antecedencia para conseguir o fim de semana livre.. mas já ouvi dizer que o encontro de verão já esta pensado e mais ou menos planeado, desde que nao seja 26 de junho e 3 de julho, acho que podem contar comigo!!!
um abraço


De Cesar Bernardo de Souza a 4 de Julho de 2010 às 02:13
Acho qu e a vida inteira planejei viajar a Portugal para conhecer Eiras. Agora, em julho de 2010, o farei. Foi ótimo chegar a este blog. Parabens pelo bom gosto.


De Maria Felix a 16 de Agosto de 2010 às 05:48
Muito obrigada pelo trabalho maravilhoso.
Aqueceu meu coração .
Amei cada pedra, cada detalhe de tudo o que vi.
Sem dúvida, na escala de valores, me parece que a ganância tem sido a maior barreira para a preservação de valores históricos.


Eu gostaria muito de conhecer Eiras. Principalmente por crescer ouvindo as estórias , dos antepassados maternos, contadas por minha mãe.
A senhora Chiquinha , pertencia a uma família rica.
Ela apaixonou-se por um empregado, relacionamento condenado pela sua família.
Devido a gravidez, ele encheu guardanapos de ouro e fugiu para o Brasil.
Viveram na Bahia , onde tiveram escravos.
Ouvi também, que ela tratava bem seus escravos e proibia que seu marido tivesse acesso a eles.
Sei que muitos de seus negros ficaram com ela até sua morte.
Destes escravos a negra ROSENA , parteira, nos deixou um tesouro abençoado que foi a negra ZIZUINA . Parteira de varias gerações, inclusive meu
nascimento sem tapinhas , com muito carinho e canto Ritual Africano.

Agradeço a este presente de Deus.

Maria Felix





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