

O desaparecimento do Presunto
Na última crónica prometi escrever sobre o desaparecimento do presunto de Chaves.
Mas, hoje, não me está a apetecer nada escrever sobre o presunto. Primeiro porque é um tema deprimente, e segundo porque me apaixonei recentemente por uma mulher belíssima, que já era uma boa amiga, uma grande companheira, mas que, infelizmente, arranjou recentemente um namorado. E agora estou a pensar na vida, porque é que me atrasei, porque é que estou sempre atrasado, etc. Não é que esteja muito triste ou ciumento, nada disso, mas no que não me apetece pensar é nos presuntos, estou a pensar em outras pernas. Por isso, tende piedade de mim, prometo escrever um post mais profissional, dentro do meu amadorismo, sobre o presunto. Ou para compensar, até escrevo uma crónica sobre o porco completo!
Na verdade não quero dizer nada que não se saiba sobre o presunto de Chaves, e que o Fernando não tenha já dito neste blogue.
A história do presunto de Chaves encontra-se por aí na internet, como nesta notícia do Diário de Trás-os-Montes.
Que conta:
A história do Presunto de Chaves tem praticamente um século. Foi no longínquo ano de 1910 que Manuel Guedes, de Outeiro Jusão, o começou a introduzir no mercado lisboeta, onde ganhou a fama que hoje tem.
“Levava-o em carros de bois até à estação do comboio!”, recorda um neto do comerciante, que chegou também a estar envolvido na actividade. No entanto, a época de ouro do Presunto situou-se nas décadas de 60/70. Na altura, já Manuel tinha passado o negócio a dois filhos: António e Luís Guedes.
Os dois irmãos chegaram a colocar no mercado lisboeta uma média de 30 toneladas de presunto oriundo de Chaves e das aldeias vizinhas, que palmilhavam à procura dos melhores exemplares. Foi também na década de 70 que António Guedes, ainda vivo, decidiu alterar o esquema de distribuição do produto.
Passou a vender directamente aos restaurantes de “luxo”, eliminando os intermediários, mas ganhando uma nova responsabilidade: a de garantir a qualidade do produto, que aceitava de volta, em caso de reclamação.
Na década de 80, o mercado do presunto de Chaves sofreu, no entanto, um grave revés. Por várias razões. A mais forte terá sido a invasão do presunto espanhol no mercado português, nomeadamente o “Pata Negra”, um produto com Denominação de Origem Protegida. “Embora a preço superior, tem a vantagem de ser um produto com gosto sempre igual e ter menos desperdícios (gordura, por exemplo)”, explica o neto de Manuel Guedes, Vinhais Guedes. Por outro lado, o presunto de Chaves começou a perder qualidade. “As pessoas deixaram de respeitar as tradições, nomeadamente na alimentação e salga dos animais”, recorda Vinhais Guedes, lembrando ainda o decréscimo de produção, provocado pela emigração.
Mas depois destes anos todos para se fazer a fama do presunto de Chaves, que é o presunto mais famoso em Portugal, parece que o presunto acabou, como se conta na mesma notícia:
Certificação impossível
O concelho de Chaves faz parte da área geográfica de produção do Presunto de Barroso, que em 1994 obteve uma Indicação Geográfica Protegida (IGP). Esta inclusão torna agora impossível uma certificação deste género.
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Isto só mostra a inteligência dos nossos autarcas. Depois de quase um século de esforços para se fazer o nome do presunto de Chaves, de repente muda-se o nome para um desconhecido presunto do Barroso! Isto é que são golpes de marketing, do melhor que já vi! É como de repente a Ferrari decidir mudar o nome para Barrosini! Chama-se a isto dar um tiro no pé, mas não com uma 6,35 ou sequer com uma caçadeira, é mesmo tiro de canhão! É que Chaves é o nome que o presunto tinha, é um nome muito conhecido, mesmo por outras coisas, é um nome com impacto, e mudar para Barroso, que quase ninguém conhece, foi um grande erro. E não quero tirar o valor ao Barroso, que bem merece. Também não estou a atirar culpas a partido nenhum em especial, imagino que tenha sido uma decisão conjunta dos "inteligentes" autarcas do PS e PSD, de Chaves, Montalegre, e Boticas. Não terá sido uma coisa mesquinha, coisa de ganância, uma competição estúpida entre concelhos que deveriam saber que têm muita mais força se se unirem (porque todos temos os mesmos problemas)? É que tão estúpidos foram os de Barroso como os de Chaves.
Na próxima crónica vou escrever uma coisa optimista (para não poderem dizer que eu só digo mal), e com um ou duas ideias humildes para o caso do desaparecimento do presunto de Chaves, que eu acho que é uma coisa que tem que ser invertida rapidamente. E não vai ser só presunto, como escrevi acima, vou escrever sobre o porco completo.
Até à próxima segundária-porcina!
De Joaninhas a 28 de Junho de 2010 às 22:55
É o homem um "predador de animais"?
Almas de Escol do Oriente ao Ocidente, que foram mestres do verdadeiro Conhecimento e que sempre preferiram o alimento vegetal em vez dos retalhos sangrentos do cadáver do animal, foram:
Cícero, Sêneca, Platão, Pitágoras, Sócrates (não o 1º Ministro português claro), Orígenes, Plutarco, Epicuro, Hipócrates (o Pai da Medicina), Leonardo da Vinci, Tolstoi, Albert Einstein, Gandhi, Krisna, Siddartha Gautama (o Buda), Jesus Cristo, Apolónio de Thyana, Inácio de Loyola, Clemente de Alexandria, S. João Crisóstomo, S. Basilio, S. Bento, S. Domingos, S. Francisco de Assis, S. Francisco Xavier (Patrono da cidade de Setúbal), George Bernard Shaw, Anne Besant, Helena Blavastky, etc., etc., bem como inúmeros membros de ordens religiosas de todos os tempos, compreenderam que o homem não é um ser carnívoro e estará sempre em desarmonia consigo próprio e com a Natureza da qual faz parte, devorando até ás entranhas o animal seu irmão num comportamento impróprio e imoral que torna o mundo violento com uma degenerada forma de alimentação.
Nunca deixarão de haver guerras, doenças, sofrimentos e tantos males neste mundo, enquanto se persistir na morte de tantos seres vivos violentados, desventrados, despedaçados, para servirem de refeição. Foi mesmo Albert Einstein que um dia disse: “A maneira vegetariana de viver, por seu efeito puramente físico no temperamento humano, exerceria uma influência benéfica sobre toda a Humanidade”... palavra de cientista!
Gandhi (o célebre pacifista indiano do século XX) dizia também que “o grau de cultura e de civilização de um povo conhece-se pela forma como se alimenta e trata seus próprios animais”...
Tolstoi (o grande escritor russo, autor do romance Guerra e Paz) afirmava também, convictamente: “Se toda a Humanidade fosse vegetariana eram impossíveis as guerras”, naturalmente.
Hoje há cada vez mais a firme convicção de que a única forma de salvar o Planeta é mudar hábitos e comportamentos para com a Natureza e mudar radicalmente a nossa forma de alimentação. Poucos entenderam isto e a maioria hoje não quer saber, pois durante gerações foram induzidas no erro as populações, sendo certo que só pelo conhecimento da verdade se pode transformar o mundo e toda Humanidade.
Penso que esse tempo chegou e não adianta mais protelar o que está mal, pois a Crise já é global, e o homem tem de parar de agredir a Natureza e respeitar a vida de todos os seres da Criação, sem o que sofrerá cada vez mais o reflexo de sua própria degeneração.
Por fim, nunca poderá o homem alcançar a Paz na Terra, enquanto se comportar neste planeta como um “Predador de Animais”.
É esta a suma questão!
De Amiel Bragança a 29 de Junho de 2010 às 09:52
Alto e pára o baile! Que eu saiba somos omnívoros . Se comermos só plantas damos cabo da flora...Continuemos com o presunto que durante séculos foi parte da alimentação dos homens do campo, pois faz parte do porco. A questão em causa é que se perderam os saberes de tratar o presunto. A pressa é inimiga da qualidade. Hoje todo o mundo, incluindo o rural, vive apressado. Não mudemos a alimentação, mudemos a atitude.
De
Pedro P a 30 de Junho de 2010 às 02:43
As ervas também dão jeito nos temperos, mas entre a Joaninhas e o Amiel, não duvido nem um segundo em sentar-me à mesa com o Amiel, e para abrir, pode vir o presunto (de Chaves) e já agora, com um melão da Joaninhas. A variedade, é que faz uma boa mesa, onde sem dúvida cabe sempre o presunto e as ervas. Eu como tudo, desde que regado com um bom vinho, do nosso, tinto-cheio ou branco-fresco.
De Amiel Bragança a 30 de Junho de 2010 às 10:01
Concedo. Como entrada melão com presunto, mas logo a seguir uns grelos salteados com azeite e alho e umas alheiras "bronzeadas" acompanhadas de um bom maduro tinto...
De Joaninhas a 4 de Julho de 2010 às 01:32
CRUELDADE CONTRA OS ANIMAISE
engana-se quem ainda pensa que os animais foram criados exclusivamente para servir aos homens. Falamos de amor, mas não o deixamos crescer, somos preconceituosos com quem devemos ou não amar e respeitar.Comer ou não carne é uma opção, mas devemos ter em mente que a crueldade com os animais se inicia num matadouro, vai para um frigorífico e termina em nossas mesas, e que estamos sendo coerentes com ela. Devemos lembrar que eles, assim como nós, também, somos filhos de Deus e que Deus assiste tudo o que estamos fazendo com eles. Não vamos aqui falar de moral, de conduta, vamos apenas pensar em treinar nosso amor na tarefa mais difícil: O respeito aos animais. Hoje, em pleno século 21, quando há tantas manifestações em prol dos animais, não é mais concebível que deixemos de comer carne apenas para trabalhar em nosso benefício, mas devemos nos desprender dessa mesquinhez e pensar que o fazemos pelos animais. Nem todos devem parar de comer carne, não, nem todos conseguirão, mas todos devemos pensar que, para que tenhamos carne em nossa mesa, uma vida foi tirada. Uma vida que Deus, Pai de todos nós, criou com o mesmo amor com o qual nos fez.
Compaixão pelos animais
Todo esse processo é muito cruel, mas o que mais comove é saber que momentos antes da insensibilização esses animais percebem algo de errado com seu semelhante logo à frente, começam a apresentar sinais de pavor e angústia, tais como: midríase (dilatação das pupilas), taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), taquipnéia (aumento da freqüência respiratória), vaso constrição periférica (estreitamento dos vasos da periferia do corpo) e liberação de muitas substâncias, como por exemplo a adrenalina. Não se pode negar o sofrimento desses animais, não só no momento do abate, mas durante toda sua vida.
Que crime teriam cometido esses animais?
Não nos enganemos: todo animal é capaz de sentir e não há nenhuma justificativa moral para desprezar sua vida, negligenciar seu sofrimento, banalizar o ato de sua morte e mutilar seu cadáver para com ele fazer delicatesses carnívoras. No entanto, falta ainda a convicção de que matar animais para alimentação é uma razão banal e que a cadeia animal não é indispensável
Os animais sofrem sim antes de morrerem, nenhuma morte para eles é indolor.
Assim como nós, animais humanos, eles - animais não humanos - também possuem seu instinto de conservação e pesquisas recentes mostram que possuem emoções de medo, pavor e angustia, da qual nos alimentamos.
Fazer sofrer e matar seres vivos sensíveis por razões banais é uma daquelas injustiças elementares a que somos inclinados.
1. Abater animais causa sofrimento extremo. Animais são criaturas sensíveis com sentimentos como os seres humanos. As vacas especialmente, conseguem sentir que irão ser abatidas e vivem em constante medo.
2. Não temos nenhum direito de acabar artificialmente com a vida de qualquer criatura, especialmente da vaca, que aleita nossa progênie e toda sociedade humana com seu leite.
3. Matar animais gera profunda insensibilidade para com todos seres, sadismo e irreverência geral. Pitágoras ensinava: "Aqueles que matam animais para comer serão mais propensos que os vegetarianos a torturarem e matarem seus companheiros humanos."
Após uma reflexão devemos colocar tudo em uma balança para tomarmos uma decisão, e esta decisão deve ser sempre questionada, seja ela qual for, assim teremos sempre novas oportunidades de aprender e melhorar nossa sociedade.
Devemos utilizar a inteligência a favor da humanidade, dos animais e do planeta. Somos responsáveis por nossas atitudes, somos a força que pode mudar o destino.Utilize essa força para mudar o mundo dos seus filhos, use essa força pela paz, comece dentro de casa, dentro de sua geladeira, ou na sua próxima refeição.
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