Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

Chaves e a Rua Direita - a principal...

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No post de ontem falava aqui dos pormenores e da beleza do conjunto.

Hoje, enquanto andava à procura da foto para publicar, fui-me dando conta de alguns pormenores das ruas do Centro Histórico de Chaves e de como me andei a enganar durante todos estes anos.

Pensava eu (até hoje) que a rua principal da cidade era a Rua de Stº António. Pois a partir deste momento a minha ( e realço a minha) rua principal passa a ser a Rua Direita e pelas mais várias razões, que acho merecerem serem enumeradas:

1 – Historicamente falando sempre foi a rua principal, suponho, pelo menos a partir da cidade medieval. Recorde-se que era ao fundo da Rua Direita que a muralha medieval e posteriormente a seiscentista tinha a sua porta de entrada principal na cidade, quando (penso eu) que a Rua de Stº António seriam apenas arrabaldes da cidade.

2 – Mas como nada percebo de história, o último parágrafo é pura dedução minha. Então vamos à actualidade. É uma rua comercial por excelência, onde de tudo se vende e tudo se compra e onde se praticam quase todas as profissões. Desde o pronto a vestir, ao ourives, ao vende tudo, ao barbeiro, ao advogado, à farmácia, ao café, ao talho, ao cangalheiro, ao chapeleiro, ao fotógrafo, à sapataria, à frutaria, à casa de móveis, ao laboratório, à loja de electrodomésticos, à perfumaria, às sociedades, às ópticas, ao talho, à livraria/papelaria, à cabeleireira, à agência de viagens, à pastelaria, ao florista, às ferragens, etc, coisa e tal, até com missa e batota à mistura. É em suma um grande centro comercial tradicional por excelência.

3 – Mas o mais agradável nesta rua principal é não haver trânsito automóvel, ou pelo menos está proibido.

4 – Agrada-me também conhecer os comerciantes pelos nomes, é ao que se diz um comércio com tratamento personalizado, conhecemos o nome dos donos e os donos vão conhecendo os nossos e até nos perguntam pela família e tudo…

5 – É sem dúvida e razão suficiente para ser a rua principal, a rua mais bonita da cidade de Chaves, onde toda a traça da construção tradicional antiga e histórica se faz sentir, onde as tradicionais varandas de Chaves mostram o seu melhor e sobretudo onde, ainda, não há mamarrachos.

6 – Para demonstrar a importância desta rua, começa com uma casa brasonada e termina com outra.

7 – E mais não digo ou melhor e apenas, que a tal cidade do património mundial da humanidade bem poderia começar na Rua Direita. Pena que outras ruas não lhe sigam ou tivessem seguido o exemplo (claro que excluo das penas as restantes ruas dentro das antigas muralhas medievais, que tirando um ou outro atentado e o seu mau estado de conservação, ainda se recomendam para o tal sonhado património, pena é que os mandões da cidade não levem a sério ou não tenham sensibilidade ou não sintam o património da cidade – tenha pena por isso e se fosse padre até lhes rezava um pai nosso e meia dúzia de avés-marias pelas suas almas não iluminadas)

8- Termino por aqui para não começar a entrar por campos complexos de responsabilidades e outras tais que vão matando, atraiçoando e desprezando o nosso centro histórico.

9- Viva a Rua Direita que a partir de hoje é a minha rua principal e uma rua de referência para a cidade de Chaves.

Até amanhã numa rua ou largo com mais ou menos importância.
´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:56
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2 comentários:
De anita a 10 de Dezembro de 2006 às 02:06
ok podemos fechar um pouco os olhos ao progresso e falar com o coração , mas assim não se evolui , ou se isso não é o mais importante peço desde já desculpa. Pelo que leio economia não é realmente o seu forte e tambem não me parece muito bom observador... ou como se diz... o pior cego é aquele que não quer ver... parece-me haver outra rua na cidade com todos esses comercios e mais alguns, alguns serao ate empresas lideres a nivel nacional que apostaram em chaves e até ver com grande sucesso. Tambem tem os donos nas lojas e são filhos da terra e conhecem os seus clientes pelo nome.e se o movimento de automoveis incomoda assim tanto vejamos que é nessa ruas ( as k passam carros) k podemos reparar o cuidado e preocupação do comerciante em remodelar as suas lojas em aspecto e simpatia ,e nisso a rua direita não tem apostado. Porque será? Porque será k as grandes empresas não apostam na rua direita sendo o preço do passe das lojas até mais convidativo? é certo que em todas as cidades tem k haver uma rua direita, mas apenas uma, e é aasim que as cidades crescem ... digo eu... eu tambem começo bem a rua direita , tambem conheço alguns dos comerciantes pelo nome... mas sejamos realista não é com a cidade envolvida em ruas sem transito que vamos lá... se o objectivo não é fazer esta magnifica cidade e as suas gentes crescer , desculpem-me ...


De t a 7 de Dezembro de 2006 às 03:44
Arrabaldes não diria (até pela etimologia do vocábulo), mas que há cerca de cem anos a actual Rua de Santo António ainda se chamava Rua-Estrada (Antunes Guerreiro) isso posso confirmar documentalmente... Se, de facto, o perímetro da vila medieval de Chaves corresponde grosso modo à área de um eventual acampamento romano primitivo e à sua implantação tradicional (decumanus), podemos então afirmar que a centralidade e a importância da Rua Direita recuam para lá da documentação iconográfica de Duarte Darmas (de onde se pode inferir que em fins do século XV, princípios do século XVI, a Rua Direita iria "direitinha" das Portas do Arrabalde às Portas do Anjo) e terão já cerca de dois mil anos...


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