Sábado, 9 de Junho de 2012

S. Vicente da Raia - Chaves - Portugal

 

Ontem o poema do José Carlos levou-me até terras de S.Vicente da Raia, mas apenas nas imagens que no andar do poema as palavras iam desenhando e fez-me lembrar, que já há algum tempo que não mergulho naquele mar de montanhas.

 

 

Era inevitável hoje não cair no arquivo de fotografias daquelas paragens, mas fiquei-me só por S.Vicente da Raia e alguns pormenores, os do xisto que tanto caracterizam as aldeias da freguesia. Queria aqui trazer outras imagens, mas dei-me conta que nas últimas idas por aquelas bandas me distraí em demasia a contemplar o sobe e desce do tal mar de montanhas, e que na aldeia, me fui perdendo em conversas e descobertas sem ter dado a atenção de(vida) à aldeia do casario e aos seus recantos.

 

 

Escusado será dizer que vou ter de ir por lá outra vez, talvez nas férias, pois este ano como somos obrigados a passá-las na terrinha, graças aos Senhores de Lisboa, dedico um tempinho às aldeias, as mesmas que os ditos senhores têm esquecidas e desprezadas como se já não existissem e pior que isso, já não tivessem gente dentro, mas ainda há resistentes.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:32
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2 comentários:
De Celeste Santos a 9 de Junho de 2012 às 16:20
Boa Tarde, Fernando!

Estas suas imagens de S.Vicente da Raia poderiam muito bem servir para homenagear o dia de POrtugal... esquecido. O dia de Portugal adiado e maltratado. O dia de Portugal fustigado, de prioridade zero na lista das prioridades a adiar para o dia do Nunca, na terra de Nenhures... A não ser que algumas eleições estejam à espreita e os acessos sejam de feição aos Senhores de Lisboa e a outros Senhores espe(a)lhados pelo ainda país nosso...
Os Senhores de Lisboa cuja Senhoria (ou senhorice?!) não reconheço nem reverencio e a que me refiro desconhecem irremediavelmente o mundo real. Já nasceram em berços de ouro e sempre se sentaram em poltronas fofas que tendem a adormecer as mentes... Essas só aguçam mais a ambição e o amor pelo poder e, desde sempre privilegiados, como poderão olhar para o lado, quanto mais para baixo?! Depois... depois neste nosso paízinho mesquinho e brando, tão brando que mete dó, os cargos de poder são hereditários, não há portanto motivos para grandes esforços nem preocupações. Lutas? Que lutas? A pobreza só existe para quem a quer, dizem. E, se enaltecem as "aldeiazinhas" é à distância de quilómetros, como quem fala de fome com a mesa abundante e a casa farta, emocionando-se só e apenas com a beleza da sua própria voz e do embargo do discurso que alguém redigira, como quem recita um poema a uma amada perdida...
(...)
Os seus olhos captam imagens únicas, Fernando! E a sua câmera deve ter já uma tal cumplicidade consigo, a ponto de adivinhar o que lhe desperta os sentidos, a atenção e o que será o 'click' final.
Estas fotos que aqui nos deixa, duma aldeia que imperdoavelmente desconheço (sou afinal também uma desconhecedora da minha própria terra!), são melancolicamente belas e apaixonantes. Trazem-nos o passado, a saudade, mas também muita estagnação, muito parar no tempo.
Mas nem por isso são menos dignas, nem menos merecedoras de uma visita. As aldeias têm alma como as pessoas e, por vezes, mesmo desabitadas, parece sentir-se-lhe o grito interno do abandono.
E as nossas são povoadas por gente que é gente; gente que soube e sabe ser gente. Simples, franca, honesta, de coração na boca, alma grande, porta aberta.
"Entre, beba um copinho! Ora espere um bocadinho que já trago qualquer coisa p'ra comer! E o seu amigo que venha também, ora essa! Não vai fazer a desfeita!" E só quem vive como um forasteiro dentro do seu próprio país, como é o meu caso, sente tantas vezes saudades destas simples palavras que fazem parte do "bem-receber", do acolher, do "junte-se a nós!"
Transmontano(a) sofre... E continuam a dizer que somos "atrasados" e "saloios"... Temos (ainda) tanto para lhes ensinar! Se conseguirem aprender, claro está! Só que... às vezes... "para quê dar pérolas a porcos?!"

Um abraço amigo, a partir deste Minho Litoral que me tem corroído a alma...

Celeste Santos


De Fer.Ribeiro a 9 de Junho de 2012 às 19:31
Obrigado Celeste pelas suas palavras, que não comento, pois dizem tudo que há a dizer. Obrigado!


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