No meu post de sexta-feira eu avisava que sábado viria ao blog tarde, muito tarde, pois já sabia que seria impossível postar à hora habitual, havia que cumprir a longa noite de sexta-feira 13 em Montalegre e cumpriu-se.
Embora inicie com uma imagem a preto e branco, a noite das bruxas em Montalegre é bem colorida.
E hoje não me quero alongar nas palavras, pois nem as há para descrever o espetáculo destas noites em Montalegre. Há que vivê-las para se saber como são. As imagens de hoje é só para ficarem com uma pequena imagem do que é a realidade, mas claro, falta-lhe o gosto.
Dizem que o povo português é triste e até se aponta como exemplo dessa tristeza a nossa canção nacional – o fado – mas entendo hoje porque o fado é de Lisboa… o povo português não é fado, gosta da festa, de beber e comer bem, do foguete no ar, da alegria, da música…e que não venham por ai os da conversa da treta perguntar pelo trabalho, pois o povo português também gosta de trabalhar…,os que mandam, é que nos culpabilizam pelos erros que cometem e atiram com os fados para cima de nós e, como somos um povinho obediente, somos levados de carrinho a ouvir o fado e como protesto, apenas temos as anedotas. Somos os campeões da anedota, em vez de irmos por aí a rachar as cabeças dos que nos enganam e ofendem, não, inventa-se uma anedota e partilha-se no facebook. Veja o exemplo do ministro Relvas… mas termino por aqui, porque hoje é sobre Montalegre que quero falar que por sinal são barrosões e nada têm a ver com essa gentalha de Lisboa.
E a partir de aqui, apenas alguns comentários e apartes entre imagens.
Ficamos então com a cor e o apontar de um único defeito nesta festa. Na hora dos pontos altos do espetáculo é impossível circular e daí, o registo fotográfico tem de se limitar ao local onde estamos.
Há que ficar o elogio para quem fez do nada uma tradição e em poucos anos, mas também para quem aposta nas ideias e na festa. O Padre Fontes merece uma estátua do tamanho das torres do castelo, pois é o grande embaixador do barroso, mas já se sabe que um homem sozinho nada pode se não for apoiado.
Música, luz, cor, foguete no ar, boa mesa, e um bar em cada esquina, o resto é pretexto para a festa acontecer, não há segredos nem é necessário inventar nada, mas claro, isto são coisas que dão trabalho e é preciso fazer os trabalhos de casa.
Mas também o espetáculo.
Acontece no ar ou em terra.
Varia-se na cor e no espetáculo sem poiso certo. Acontece na rua, onde menos se espera.
E é assim que quem lá vai fica fã desta festa.
Claro que dá muito jeito que a seguir à sextas 13 seja sempre sábado…
Há que ir tendo tento no calendário para ver quando o 13 cai numa sexta e termino como o António Roque terminou a sua última crónica, só mudo a terra:
Montalegre, Montalegre, Montalegre.
Claro que também há aqui uma costela barrosa da Portela a falar.
Até mais logo, pois ainda vos quero deixar por aqui uma das nossas aldeias.


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