Terça-feira, 28 de Novembro de 2006

Chaves, uma carta enquanto espero...

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Enquanto espero escrevo-te uma carta., aquela carta que sempre te quis escrever com as palavras que sempre te quis dizer. Palavras de sonho, palavras de paixão, palavras que nunca se dizem e que as queremos dizer a todo o momento, porque são palavras íntimas, mais íntimas ainda que a nossa intimidade. Palavras puras que me saem do coração e que no entanto o invadem e o proíbem de as pronunciar. Quero-te dizer aquelas palavras que nunca te disse e que sempre as tive comigo para tas dizer. Palavras que na tua ausência dão liberdade à pena com que as escrevo e dão sentido à pena de nunca tas ter dito, palavras que enquanto espero por ti, aqui sozinho, sentado neste banco de madeira, me flúem espontaneamente como a água que nasce nas fontes ou como se estivesses sentada ao meu lado e tas estivesse a sussurrar ao ouvido a caminho de um beijo adivinhado e desejado…

O banco está lá, sempre, entregue à sua solidão. O marco do correio também, a convidar qualquer um à escrita de uma carta de amor e de saudade, mas já ninguém se senta, já ninguém escreve cartas de amor e no entanto o cenário está montado, à espera de alguém….

Chaves ainda tem momentos e pequenos pormenores românticos, basta descobri-los para serem vividos… por mim, às vezes, vou por aí fora e vivo estes pequenos momentos no meu imaginário e dou comigo a dizer: - como é bom viver aqui! Éh! Éh! Éh!

Desculpem, mas hoje deu-me para isto, para o momento de poesia que a imagem convida!

Até amanhã com mais poesia flaviense!
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:48
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9 comentários:
De Afonso Cunha a 4 de Dezembro de 2006 às 11:01
Pelos vistos a foto visual que tinha daquela parede com as pedras gastas estava certa.
Agradeço ao webemaster o conselho e a rectificação. O importante são mesmo os pastéis pois esses são muito nossos.


De J. Pereira a 3 de Dezembro de 2006 às 18:43
Havia um professor que quando chagava ao Geraldes pedia sempre "dois cafeses e três pasteles" só que os cafeses eram de tinto em chávena almoçadeira. Não me recordo do nome dele.


De Louis a 3 de Dezembro de 2006 às 15:01
Um banco ao lado de uma caixa do correio (QUE ROMANTICO!!!), mas como somos Portugueses o nosso romance vai sempre parar ao Tinto e um pastelzinho; ou seja, "acaba sempre em AGUAS DE BACALHAU" (como diz a minha Mae). Ou entao, "Deus da' as nozes a quem nao tem dentes".


De Leia Alves a 3 de Dezembro de 2006 às 14:55
Caro Fernando,

So mesmo um poeta pode ter esse ponto de vista, e' mesmo interessante como o solitario banco complementa a caixa do correio e se torna um lindo poema, gostaria de saber se ja escreveste algum livro de poesias, pois gosto muito da sua maneira simples de se expressar.


De Webmaster a 1 de Dezembro de 2006 às 02:27
P.S. - Esqueci de referir o mais importante, o comentário da Lucíola e o romantismo da cena e pode acreditar que melhor que a vontade de lá estar é estar lá. Sabe mesmo bem!


De Webmaster a 1 de Dezembro de 2006 às 02:24
Então já que requerem a minha presença, ela aqui fica. Claro, caro T, que o banco fica (ainda) entre a Rua Direita e a Travessa do Postigo que é Travessa das Caldas, quanto aos pastéis estaladiços de que o Afonso Cunha tem saudades, o melhor talvez seja mesmo serem comidos noutro sítio, pois a tradição já não é o que era, mas a oferta é grande, pois já não há pastelaria ou padaria que se preze que não tenha pastéis de Chaves, como eu gosto de lhe chamar. Agora quanto aos melhores, nem há como indo por aí provando-os para tirar conclusões, eu cá por mim tenho alguns preferidos, mas como gostos não se discutem, cada um lá terá os seus preferidos, o que é mesmo importante é que sejam pastéis de Chaves e que me desculpe o Afonso Cunha a tradição era mesmo com vinho branco, mas mesmo nisto também não sou muito tradicionalista, pois podem ser acompanhados com tinto, com branco ou com cerveja, como diz o outro, “marcham sempre” e tudo que vier à rede, neste caso é pastel, de Chaves, claro!


De t a 30 de Novembro de 2006 às 20:02
Vá lá, senhor "webmaster", não seja mauzinho e diga-nos se o banco fica (ficava...) mesmo entre a Rua Direita e a Travessa do Postigo...


De Afonso Cunha a 29 de Novembro de 2006 às 15:09
Ao ver a foto do Post vieram-me à memória os Pasteis de Chaves. Não sei porquê, talvês porque o Banco e o Marco me pareçam estar numa rua próxima do antigo Pasteleiro. Que soudades de um bom pastel estaladiço e um copo tinto.


De Lucola a 28 de Novembro de 2006 às 20:19
Muito romântico mesmo, dá até vontade de aí estar.


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