Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Castelo e envolvente

Vamos lá a mais um Chaves de ontem e Chaves de hoje.

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Desde que existo, a cidade de Chaves já foi sujeita a muitas alterações, talvez as maiores de sempre desde que o município de Chaves existe, principalmente no pós 25 de Abril, Chaves cresceu desgovernadamente e assistiu a algumas alterações. Tanto o crescimento como as alterações, não foram das mais felizes, no primeiro caso graças à falta de planeamento da cidade e ao poder “oculto” do betão. No segundo caso, também o betão tem a sua mãozinha de poder, aliado à falta de gosto. Felizmente nem tudo foi negativo e também há alterações dignas de registo pela positiva.

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Apontaria  mesmo como crime, as torres de betão que nasceram no Centro Histórico e que  hipotecaram para sempre, com o contributo de outras alterações e intervenções menos felizes, a hipotética hipótese de Chaves vir a ser património da humanidade. Hoje é tarde demais para corrigir muitos desses desencantos.

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No entanto, se todas as intervenções na cidade tivessem sido feitas com tino e no verdadeiro interesse da cidade, já há muito que Chaves poderia fazer parte do honroso pódio de património da humanidade.

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Uma dessas intervenções felizes foi a que se fez no interior e exterior das muralhas seiscentistas junto à Torre de Menagem, primeiro, nos inícios dos anos 60, demolindo as construções militares que se foram adossando à muralha e à torre de menagem e posteriormente, já nos anos 80, o ajardinamento de todo esse espaço envolvente e mais tarde, nos anos 90, a demolição dos barracões da Câmara Municipal.

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Sem dúvida alguma que, com os jardins do castelo, a cidade só ficou a ganhar, mas também com o museu militar que se desenvolve no interior da torre de menagem e no museu ao ar livre nos seus jardins, este, meio esquecido e sem a devida legendagem, mas que mesmo assim, ainda faz as delícias de quem o visita. Pena o terraço estar vedado.

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Resumindo, o saldo em termos de intervenções para a o interior e envolvente do Castelo, mas também dos Fortes de S. Francisco e Forte de S. Neutel,  têm sido positivas, pena que outras intervenções não lhes sigam o exemplo.

 

Hoje ficamos com imagens de ontem (1959 e 1960) e de hoje do Castelo e da sua envolvente.

 

Até amanhã, com outros olhares.

 


 

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Domingo, 13 de Setembro de 2009

Aldeias de Chaves - Portugal

Curalha, antiga estação da CP

 

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Castelo

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:21
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

Castelo de Monforte em Estado Selvagem

 

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Castelo de Monforte, Chaves, 24 de Setembro de 1961

 

Rezam as crónicas que certo infante, de visita à antiga Vila de que resta apenas a fortaleza desmantelada onde me encontro encarrapitado, ficou altamente ofendido com o presente de alguns açafates de figos – única fruta abundante na região – que à chegada recebeu dos pobres vassalos. A tal ponto, que mandou amarrar a um poste o vereador responsável pela ideia do mimo, e o obrigou a servir de alvo dos lacaios do séquito, num tiroteio em que as balas eram os gravosos lampos da oferta.

 

Falso ou verdadeiro, o episódio, que à leitura me pareceu repugnante, considerado aqui tem a sua justificação. Há certos destemperos que, embora se não desculpem, se compreendem. Quem me diz a mim que os desconchavo da alteza não foi apenas a expressão insolente dum grande amor magoado? Também eu sinto neste momento não sei que despeitada revolta, que surdo desespero. Do lado de lá da fronteira, Monterrey, altaneiro, majestoso, ufano das suas aladas torres, do seu palácio senhorial, da sua igreja românica, cofre de um retábulo de pedra de cegar a gente; deste, quatro paredes toscas de desilusão, que a hera aguenta de pé por devoção pátria. É, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva do destino. Sempre pequenas muralhas de fraqueza e pobreza! Sempre um prato de figos ao fim de cada fome!

 

Miguel Torga, In Diário IX

 

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Se não fosse por Torga já não estar entre nós e o texto estar datado de 1961, pensaria que tinha acabado de o escrever, pois o Castelo de Monforte, está em pleno estado selvagem, entregue a si próprio ou seja, ao abandono, como se não lhe bastasse ter de aguentar o rigor das alturas, tem agora também de aguentar o rigor do desprezo.

 

Fico sem palavras quando assim se trata aquilo que de melhor temos, mas o que mais custa é, que no meio de tanto desprezo, não haver culpados para a sua situação de abandono e, por muito carinho que a população das redondezas tenha pelo seu castelo, as denúncias do desprezo caiem sempre em saco roto.

 

Houve há anos atrás uma tentativa de revitalizar o Castelo de Monforte e a sua envolvente. Foi criado um parque de lazer e falava-se então na intenção de por lá (na torre) se construir um  museu. Levaram-se para lá alguns eventos, como a recriação de uma feira medieval, que embora só acontecesse uma vez por ano, era um bom princípio para dar vida a todo o seu espaço. Mas tudo não passou de um investimento em vão e temporário que mais uma vez desonra  toda a importância de um dos legados mais importantes que temos e de toda a história que àquele Castelo lhe está associada e que ainda hoje dá nome às terras da sua envolvente – Terras de Monforte.

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Ao desleixo no qual o Castelo de Monforte caiu está também associado o desinteresse cultural e histórico, para além da falta de imaginação, e porque não ignorância,  de quem manda e de quem tutela todo este património histórico que também é cultural e que há muito poderia ser turístico.

 

Tal como Torga, é, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva destes destinos e abandonos. Perdemos e paciência e revoltamo-nos com estes acontecimentos. Ousamos a denúncia e, ou é remetida para o silêncio ou somos criticados por tal, enquanto que os culpados, que nunca têm culpa, saem ilesos de ignorar, esquecer, ou seja,  maltratar assim o nosso património.

 

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Mas nestes casos, onde o património cultural e histórico que é também Monumento Nacional e de interesse público, está esquecido, abandonado e maltratado, há que ousar denunciar quem para tal contribui, pois também por tal é responsável. Responsabilidades que são divididas por muitas entidades e que, como tal, dividem também as culpas, ou pior, alheiam-se delas. Começando pela Junta de Freguesia que tem uma palavra importante a dizer ou a defender, pela Câmara Municipal que deveria ser a mais interessada no assunto, não esquecendo a Comissão Regional de Turismo (ou quem agora a substitui), passando para os senhores de Lisboa e as suas instituições (IGESPAR, Monumentos Nacionais, etc.) e até o próprio Governo (das quais são dependentes) por falta de uma política de defesa e preservação dos Castelos e Fortalezas de Portugal, do património e da cultura a eles associada.

 

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Com o desprezo e abandono do Castelo de Monforte, não é só o Castelo, a história e a cultura que ficam a perder, mas também as aldeias e freguesias que lhes são próximas, o concelho e a região. Não admira que com tanto marasmo que é dedicado aos nossos interesses, as populações locais se dediquem, ou melhor, sejam forçadas ao abandonar as terras que amam e que os viu nascer. Mais um pouco de dignidade e defesa das coisas públicas e do nosso património e nossos interesses, também se exigem a que é eleito ou pago para tal.

 

Mas no meio de tanto esquecimento ainda há quem individualmente se manifeste e denuncie estes casos, tal como é, entre outros,  o caso dos blogues de Águas Frias e dos seus autores, mas ao que sei, nem sequer obtêm resposta das denúncias que fazem às entidades competentes. É caso para dizer – Já não há respeito! Pena também que se tenha perdido a tradição de amarrar aos postes quem nos ofende e mesmo sem figos, sempre se arranjavam uns tomates, bem maduros...

 

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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Hoje há feijoada no terraço do Castelo

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Existe uma Lei em Portugal que é vulgarmente conhecida por “Servidão de Vistas”,  que é duplamente “defendida” quer no REGEU quer no Código Civil e que em suma, diz, que não podemos privar de vistas o nosso vizinho.

 

Claro que esta Lei só se aplica às construções, mas descendo ao “espírito” da Lei, é sempre condenável sermos privados de vistas e, ainda o é mais, quando essas vistas são públicas e de interesse público e turístico.

 

Embora a nossa Top Model Ponte Romana seja a menina dos nossos olhos, nem que seja pelo respeito aos seus quase 2000 anos de existência, aquele que dá mais nas vistas, embora mais jovem, é o nosso  “actor principal” da cidade, o Castelo. Nos últimos anos (pós 25 de Abril) com a febre da modernidade (leia-se b€tão), tudo têm feito para (com autênticas muralhas de betão) privarem-nos das vistas do Castelo. De muitos locais que antigamente se podia apreciar a imponência do castelo, agora só a custo e espreitando, é que conseguimos avistá-lo de perto ou ao longe, quando tal é possível. Não há qualquer crime de Lei em termos de servidões de vistas, infelizmente, mas outros haverá, mas são crimes de contorno (da Lei), que de tão habituais que são, porque já se sabe que o b€tão tem força e resistência, já os tomamos também como vulgares, ou sem força para contestar.

 

Aos poucos fomos sendo privados das vistas sobre o castelo, mas sempre nos restavam as vistas desde o Castelo e, digo bem, restavam, pois agora até essas nos são vedadas, pelo menos de há um ano até esta parte.

 

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A história é simples: há coisa de um ano, um iluminado qualquer sentiu-se ofendido com o estado do telhado do castelo. Usou do seu direito e protestou no livro de reclamações (vulgo livro amarelo) e vai daí, que a entidade competente mandou fechar o terraço do castelo para obras de restauro, recuperação ou o que lhe queiram chamar… a partir de aí (há um ano atrás) o terraço do castelo fechou para obras, e muito bem. Claro que este muito bem, só se aplica ao fecho, que se supunha temporário e breve, mas não… já lá vai um ano e nem sequer uma telha foi mudada. Obra complicada, é o que se pode depreender desta demora, pois deverá ser complicado “retelhar” meia dúzia de metros quadrados de telhado. Se calha por causa do vento lá das alturas… o que é verdade, é que por causa de uma obra corriqueira, o terraço do castelo está fechado há um ano, ou seja, há uma ano que há servidão de vistas sobre uma vista turística e de interesse público, para além do engano de quem compra bilhete para visitar o castelo e é privado daquilo que de mais interessante tem: as vistas.

 

Claro que o Castelo é um monumento nacional, carregado de história e, talvez por isso, as obras a levar a efeito tenham de ser pensadas e repensadas, principalmente naquilo que diz respeito à telha e à sua recolocação e como tal, terá que haver a compreensão de todos, pois trata-se de uma obra complexa, sujeita pela certa (também) a complexidade da Lei ou de quem gasta os seus neurónios a mandar…. Ou será que a culpa, cai mais uma vez sobre os técnicos, que nada mandam nem nada decidem, mas que têm sempre as costas largas para arcar com o peso da responsabilidade!?


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Não sei, nem me interessa o que se passa com as obras do telhado do castelo, mas já me interessa o estar privado das vistas que o castelo me (nos) proporciona. Principalmente neste mês em que recebemos os turistas e os nossos emigrantes  que com orgulho sobem a escadaria para mostrar a cidade lá de cima aos seus filhos e esbarram com uma porta fechada para o terraço.

 

Claro que se de bola se tratasse e,  mesmo que se tivesse de desfazer o telhado do castelo, as obras já há muito estavam feitas, pelo menos a julgar pela destruição de um espaço verde e o acelerar de trabalhos que em tempo recorde pôs um campo de futebol de praia em pé, e tudo só para um fim-de-semana de bola na areia, que,  com certeza foi um sucesso, mesmo que agora o tal “campo de areia” vire a “cagadeira” de cães (como alguém já me disse em jeito de adivinhação), pois que se saiba, os tais jogos de areia só acontecem uma vez por ano e o aparato vai ser desmontado.

 

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Mas, enfim, já vamos estando habituados à importância dos acessórios, mesmo que para eles tudo seja acelerado, quanto àquilo que realmente é importante, temos que aguardar e cumprir a chata da Lei ou então,  a incompetência de alguém, mas esse alguém, nunca são os nossos ilustres políticos, pois esses, mesmo que condenados, são sempre inocentes…veio-me à lembrança  o Isaltino e de novo a Lei, em que política é política e justiça é justiça, ou seja, é como se a política seja impune à Lei… e é. Mas eu, como humilde cidadão, só queria mesmo subir ao castelo e olhar a cidade…será pedir muito!? Raio das telhas!

 

Até amanhã, com coleccionismo de temática flaviense.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:47
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Marcofilia

 

Envelope comemorativo da 1.ª Mostra Filatélica do Aero Clube de Chaves, com carimbo comemorativo aposto no dia de abertura do certame.

 

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Pagelas dos CTT - Castelo

 

As pagelas emitidas pelos CTT para anunciarem a emissão de uma nova série de selos têm já várias décadas de existência, tendo-se transformado elas próprias em objectos de colecção.

 

Para além de apresentarem pequenos textos sobre a temática desenvolvida em cada selo - neste caso particular, o texto sobre o Castelo de Chaves é da autoria do consagrado historiador José Mattoso (n. 1933), estas pagelas fornecem diversos dados técnicos sobre a emissão, como sejam o nome dos autores, a tiragem, os tipos de envelopes oficiais emitidos, reproduzindo também as obliterações de primeiro dia e referindo os locais onde estas são apostas.  

 

O selo reproduzido integrava o nono grupo da edição Castelos e Brasões de Portugal, com desenho de José Luís Tinoco, apresentando uma tiragem de 1.000.000 de exemplares para os selos impressos em folhas de 5 x 10 e de 85.000 carteiras com quatro selos cada. J. Bènard Guedes foi o autor do desenho heráldico (alusivo à capital de distrito, Vila Real) que ilustrava o exterior das carteiras e o espaço interior entre os quatro selos.

 

Estes selos foram emitidos a 1 de Julho de 1988, tendo sido retirados de circulação a 31 de Agosto de 1995. No seu lançamento apuseram-se obliterações comemorativas e criaram-se FDCs (envelopes de 1.º dia de circulação), com dois formatos comerciais, em Coimbra, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada e Porto, locais habituais para a aposição, e Chaves.

 

 

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Marcofilia

 

 

 

Bilhete postal editado pela Casa Geraldes, provavelmente na década de 1940, com o carimbo especial alusivo à primeira mostra filatélica promovida pelo Aero Clube de Chaves, em 1971.

 

Na ocasião, o Aero Clube editou também um envelope comemorativo ilustrado e uma medalha comemorativa, em bronze, já reproduzida em http://chaves.blogs.sapo.pt/289929.html.

 

 

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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Ás voltas pela cidade - Chaves - Portugal

 

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Congratulo-me com a cidade de Chaves e principalmente as nossas aldeias estarem em festa. É a festa dos que regressam à terrinha para uns dias, que são sempre poucos, mas que servem para matar saudades.

 

É sempre bom ver por cá caras novas mas também velhos amigos que andam lá fora a lutar pela vida, que seja lá fora no estrangeiro, quer seja lá fora neste nosso Portugal.

 

Pena que a cidade não esteja de todo preparada para receber tanta gente, principalmente em questões de trânsito e estacionamentos, que já por si, durante o ano deixa muito a desejar e que neste mês fica um autêntico caos. É o velho problema de sempre que vai sendo sempre adiado.

 

Tenha pena também que neste mês que tanta gente recebe, não só dos nossos, que só por estarem na terrinha já estão satisfeitos, mas também de muitas visitas de primeira vez de turistas à cidade, algumas das nossas maravilhas não estejam no seu melhor quanto a apresentação, principalmente o nosso Tâmega que apresenta uma imagem escanzelada devido a abertura das comportas por motivo de obras que se prendem com a ponte pedonal, a tal que vai fazer figura (sem dúvida) mas que não passa de um luxo em tempo de crise, quando ali mesmo ao lado temos uma ponte pedonal por excelência e com 2000 anos de história. Enfim, políticas que eu não contesto, mas que me custam a engolir… Mas se por um lado o “escanzelamento” do rio dá uma má imagem a quem nos visita,  tem servido para repor e reconstruir as nossas românticas poldras que os mais ousados e sem vertigens ou medos, poderão atravessar até à outra margem. Já agora poder-se-ia aproveitar o “escanzelamento” do rio para o limpar e retirar dele alguns lixos que agora estão tão visíveis.

 

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E já que estou em maré de lamentos, lamento também que um dos principais cartazes turísticos em exibição seja o que está exposto na base da muralha, no baluarte do cavaleiro, com tenda de campismo, carro estacionado, vedação e contestação exposta, como se os cinco “polícias” do lado não chegassem para atormentar as vistas da muralha.

 

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Turisticamente falando continua a faltar um roteiro da cidade digno e apresentável bem como um posto de divulgação daquilo que temos de melhor, quer no que respeita à cidade histórica e monumental como também à gastronomia, presunto à parte, pois embora afamado, não conheço nenhum local na cidade onde o presunto faça as honras da casa e se possa comer um naco do dele, acompanhado de um bom vinho e um pedaço de pão centeio, umas azeitonas e uma cebola com sal, tudo da região. (S.Lourenço à parte, onde ainda se encontra disto tudo, mas nem a estrada foi melhorada para um bom acesso). Claro que estou a falar de presunto de Chaves e não daquele que há em todos os sítios e que se compra ali ao lado aos nossos amigos de Feces.

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Turisticamente falando fica aqui também um lamento e que se prende com o nosso actor principal que dá pelo nome de castelo. Um lamento que não é meu, mas de quem o visita, pois o seu terraço na cobertura, de onde se tem uma vista privilegiada para o centro histórico das nossas ruas medievais, está fechado por motivos de obras do telhado. Que raio de mês para entrar em obras, precisamente quando o castelo é mais concorrido em visitas. Não haveria por aí um mês do ano em que o castelo está às moscas para arranjar o telhado!? Já agora, as pombas são bonitas e até ficam bem na fotografia, mas em termos higiénicos e de salubridade  deixam muito a desejar e como diz o outro “cagam tudo” e em todos também, e não é por nada, mas já tomaram de assalto o edifício do poder, a praça do duque e o castelo e o problema é se elas engripam. Já agora, que é feito dos patos do Tâmega!?

 

Até amanhã, com o coleccionismo de temática flaviense.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:00
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Um minuto de vídeo desde os jardins do Castelo

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Sem dúvida alguma que estas vistas que hoje vos deixo de forma apressada e trapalhona, são das mais apreciadas por quem nos visita. O castelo (torre de menagem) atrai todos quantos o avistam ao longe e digamos que atrai e bem, pois este é um dos pontos obrigatórios de visita da cidade, pena é que um que um dos maiores mamarrachos de Chaves suje as vistas de quem visita os jardins do castelo, pois tudo o resto, embora não seja perfeito, até se pode apreciar.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:00
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Postal Máximo Triplo com o Castelo

 

A marcofilia é uma área de coleccionismo que se ocupa do estudo e catalogação dos carimbos (tecnicamente designados por obliterações) de correio. Uma área afim, a maximafilia, ocupa-se da conjugação das imagens de carimbos com selos e postais. Sempre que as imagens destes três elementos coincidem, estamos perante aquilo que os coleccionadores designam por postal máximo triplo.

 

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publicado por blogdaruanove às 01:49
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Orvalhadas e outras terminações, de Chaves para os senhores de Lisboa

 

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José da Silva Lopes, natural de Seiça, economista, ex-governador do Banco de Portugal, ex-ministro das finanças, ex-não sei que e não sei que mais, presidente do conselho de administração do Montepio Geral…curriculum invejável sem qualquer dúvida e também alguma idade que lhe dá mais que tempo para ter juízo e sobretudo ajuizar as suas palavras antes de as dizer, mas que pelo que vi e ouvi ontem na televisão, por mero acaso num canal qualquer enquanto despertava de uma sesta merecida no sofá, este fulano ofendeu a minha dignidade de cidadão comum da província quando de cima da sua arrogância de quem está bem na vida lá para os lados de Lisboa, se referiu em questões de saúde e cuidados médicos, aos outros, necessitados desses cuidados  “duma vilória qualquer” (são palavras deste fulano) como “fregueses” e “clientes” dos médicos que “dormem nos serviços”. Como sou educado e tinha os meus filhos ao pé de mim, mandei-o  (muito baixinho) quase em pensamentos a um sítio que cá sei, mas sinceramente a minha vontade era de o temperar e mandar juntamente com esse tempero que o bom bacalhau cozido à portuguesa quer, de forma pimba, à moda do Quim Barreiros.

 

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Eis a nossa triste realidade de quem vive na província, dos resistentes que se amanharam à terra e que aos olhos dos de Lisboa, que mandam no país e no dinheiro, somos fregueses da saúde… claro que não ouvi mais besteiras desse senhor, que é igual  a todos os outros que mandam nos destinos políticos e financeiros deste país, para quem os provincianos do interior apenas têm deveres, principalmente os fiscais, mas não têm os mesmos direitos (fundamentais)  dos restantes senhores do poder de Lisboa. Já nem falo de cultura, lazer e oportunidades e, de como o dinheiro e o poder facilmente faz esquecer o engaço.

 

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Na realidade, infelizmente, cada vez mais têm razão os que dizem que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem e, sempre que digo isto, vem-me “à lembrança” as palavras de um ex-poeta flaviense quando dizia (adaptação livre e consentida pelo autor):

 

“Nascemos aqui

Onde o orvalho é só orvalho

Somos o resto que é paisagem

Quando com coisas assim nos põem à margem

Desculpem Senhores!

Mas um caralho daqueles que por cá se usam

Não ficaria mal na boca dos que de nós abusam (…)”

 

Na realidade é mesmo disso que se trata, somos abusados e sem direito a defesa. Raio de democracia esta que não é igual para todos.

 

Pois bem, os que têm o dinheiro e o poder que fiquem lá com ele(s) e que façam bom proveito, pois eu não troco a minha terrinha, por vinte Lisboas. Sou provinciano, eu sei, mas com todo o direito, pelo menos enquanto ainda nos for permitido o direito de viver e poder fazer a nossa vidinha na terra onde nascemos, com sacrifícios, mas dignamente.

 

Não nos tirem a dignidade de viver aqui.

 

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Como diria o outro, “Tou revoltado” e quando assim estou, dou uma voltinha por aquilo que de melhor temos e como a Ponte Romana sem carros. Não esqueça a votação online aqui ao lado na barra lateral. Vote, quer seja a favor, contra ou sem opinião. Se ainda não votou, vote agora, e não é condição necessária ser flaviense, pois a Ponte Romana (a nossa bela Top Model) é património da humanidade.

 

As imagens de hoje, são algumas das que fazem de mim um orgulhoso flaviense.

 

Até amanhã, com o coleccionismo de temática flaviense.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:21
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Envelope de 1.º Dia - Castelo

 

O acrónimo FDC (First Day Cover) é um anglicismo que, em filatelia, designa um envelope comemorativo do primeiro dia de lançamento de um selo, exibindo uma obliteração especial, ilustrada, alusiva à temática do selo. O envelope é impresso e comercializado, no caso de Portugal, pelos CTT, única entidade responsável pela aposição do carimbo.

 

O envelope reproduzido ilustra o selo de 27$00 emitido pelos CTT no âmbito da série Castelos e Brasões de Portugal. A circulação do selo iniciou-se a 1 de Julho de 1988, conforme se pode verificar na obliteração. Para esta série, os CTT emitiram FDC's correspondentes aos formatos comerciais C-5 e C-6.

 

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publicado por blogdaruanove às 01:55
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Medalha Dedicada a Nadir Afonso

 

 

Ao longo das últimas três décadas, Nadir Afonso (n. 1920) e a sua obra têm marcado a medalhística flaviense. Desde 1978 cunharam-se várias medalhas homenageando este pintor de dimensão internacional, quer reproduzindo obras suas, como é o caso, quer reproduzindo a sua efígie conjugada com dados biográficos. A presente medalha reproduz o logótipo que o pintor criou para a o município, mencionando também o dia do seu nascimento, e um fac-simile da assinatura do artista.

 

Características:

Material: bronze (desconhece-se a cunhagem noutros metais ou ligas metálicas).

Dimensões (módulo): 6 cm.

Assinada com as iniciais AG [António Guerra, n. 1938, concepção] e FR [Fernando Ribeiro, n. 1960, grafismo].

Sem numeração nem indicação de tiragem.

Cunhagem: Medalprata, Porto.

 

Esta medalha era originalmente apresentada em estojo forrado a azul e branco, no interior, com o brasão da Câmara Municipal de Chaves (e respectiva  legenda) impresso, a dourado, no tecido branco.

 

Actualmente, Nadir Afonso tem exposições temporárias patentes em três cidades portuguesas. Uma em Barcelos (http://www.cm-barcelos.pt/), outra  na Guarda (http://www.tmg.com.pt/) e uma terceira em Odivelas (http://www.cm-odivelas.pt/). 

 

 

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Assinaturas de Mestre - Castelo de Chaves - Portugal



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Então vamos lá a uma segunda-feira de pormenores. Pormenores do Castelo ou da Torre de Menagem de Chaves, se preferirem.

 

Quase sempre quando se visita o Castelo espantamo-nos com a sua imponência e, em como há centenas de anos ergueram pedra a pedra a sua grandeza. Claro que será fácil imaginar quanto esforço e suor humano e também animal está em cada pedra do Castelo.

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Muitos já subiram até lá cima e espraiaram as vistas pela velha cidade, pela cidade nova, pelo vale e montanhas. Vistas que valem o esforço de uma subida.

 

Para quem visita Chaves, é impossível de um qualquer ponto da cidade não avistar o Castelo. Nós flavienses convivemos diariamente com ele, de tal maneira, que até pela silhueta o reconhecemos.

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Reconhecemos-lhe a imponência, grandeza, silhueta e visibilidade. E os pormenores!? – Bem, quanto a pormenores vão-se descobrindo diariamente, às vezes por mero acaso, mas há um pormenor que já não passa despercebido a muitos dos seus visitantes, o pormenor de pequenas gravações em relevo em muitas das pedras e quase sempre surge a mesma pergunta – Qual o significado ou o que são aquelas marcas e gravações!?


 

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Também eu me questionei da primeira vez que as vi, e fui repetido a pergunta até que alguém me respondeu.

 

Pois é muito simples e vendo a explicação tal-qual ma venderam a mim. A gravação é a marca do mestre que trabalhou e colocou a pedra no castelo. Mestre que teria a seu cargo um grupo de pedreiros e a sua marca, funcionava como uma assinatura para mais tarde ser pago o seu trabalho. É uma boa explicação e até prova em contrário, é nela que acredito, embora e como sempre, fiquem algumas dúvidas para as quais ainda não tive explicação convincente. Porquê é que nem todas as pedras são marcadas?

 

Tenhamos então estas marcas como a assinatura de mestre do povo que ergueu estes castelos.

 

Mesmo ao lado e por cima até destas assinaturas de mestre, aparecem hoje outras mais recentes e que eu intitulo como assinaturas de estupidez, que além da estupidez de quem as faz, demonstra também uma falta de formação, educação, civismo, ignorância e respeito pela nossa história que tanto orgulha os flavienses. Um acto criminoso e um atentado à nossa história.

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Já não há respeito!


Até amanhã, com um olhar diferente do meu sobre a cidade.

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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Dias da cidade - Chaves - Portugal



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Já começam a saber bem estes dias crescidinhos de Inverno, principalmente quando o sol nos brinda com o seu brilho durante o dia inteiro.

 

Nunca resisto ao deitar de um olhar no pôr-do-sol dos jardins do castelo. Têm magia à qual não é estranha a velha amoreira e a guarita. Pena que estes momentos de magia durem tão pouco.

 

E enquanto o sol se vai pondo lá prós lados de Boticas e do barroso a cidade entra no seu movimento agitado do regresso a casa ou das compras de fim de dia, as ruas enchem-se de carros e as pessoas a pé apressam os seus passos, os estacionamentos dos hiper enchem e aos poucos o Centro Histórico vai esvaziando-se, preparando-se para entrar na longa e silenciosa noite.

.


 

.

 

Todos os momentos das velhas ruas e praças são momentos únicos. Gosto de as ver movimentadas à luz do dia dos dias de semana, mas também gosto de a ver passeada por passos calmos nos fins-de-semana, gosto dos putos a correr atrás das pombas e dos velhos que lhes dão milho, gosto do entardecer e do “fechar” das ruas e esquecendo os perturbantes e prolongados silêncios da noite, também gosto dos seus brilhos e contrastantes.

 .

.


São estes dias, praças e ruas antigas, os velhos, os putos e as pombas, os silêncios da noite, o repetir dos passos nas calçadas que tornam os dias iguais e fazem a diferença da velha cidade histórica.

 

Até amanhã!

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:47
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