Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015

Chaves, recordando os Santos de 2012 e um pouco do seu ser

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Vamos lá a mais uma voltinha pelos Santos da casa, a Feira dos Santos, a Festa de Chaves. Hoje com meia-dúzia de imagens dos Santos de 2012 que, graças à tradição, se vai mantendo mais ou menos igual todos os anos, mas sempre com pormenores, apontamentos diferentes.

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Na ausência das “mulheres das castanhas” que até aos anos 70 montavam banca na rua de Stº António, onde nunca faltava a castanhinha assada para delícia dos flavienses mais ougados, temos de nos contentar com as “mulheres das castanhas” que montam banca na Feira dos Santos. Deus queira que se vá mantendo a tradição durante muitos anos pois uma castanhinha assada, uma que seja, cai sempre bem e depois, convém não esquecer e até realçar, a castanha é um produto da região.

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Que se mantenha também a tradição da Feira do Gado e do Concurso, mesmo que feita por pessoal de fora do concelho, a grande maioria (penso eu). Uma prova de que Chaves pode ser o grande centro comercial de uma região e não apenas de um concelho, que cada vez mais está metido na cidade. Trocado por miúdos, que cada vez mais concentra a sua população na cidade e sua periferia em detrimento do concelho rural, leia-se, das nossas aldeias.

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Mas, aqui e ali, ainda vai havendo gente das nossas aldeias que também gosta de participar e de mostrar as suas crias, o seu gado. Uma das aldeias que tem marcado presença no concurso do gado é Seara Velha, nem que fosse só por isso, merece aqui um destaque e uma imagem. Esperamos continuar a contar com eles. Eu prometo o registo para a posteridade.

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E mais ou menos ao longo da cidade a Feira repete-se, não muito arrumada, mas vai ocupando os espaços conforme os artigos que são vendidos. À exceção da Feira do Gado que é lá para cascos-de-rolha, nos últimos anos temos tido o concurso do gado no fosso do Forte de S.Neutel, o pulpo à galega (já adotado como gastronomia local do dia 31) fica ao lado, depois as tendas vão-se repetindo em direção à cidade, primeiro os artigos mais rurais, algumas alfaias, depois a zona dos ciganos com os seus produtos de marca, depois o calçado, bugigangas e outros artigos de vendedores de origem africana, depois as farturas do Monumento, depois uma mistura de tudo incluindo alguns produtos alimentares (queijos, bolos secos, etc.) e já estamos no Jardim do Bacalhau.

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Subindo à lapa temos os cacos, plásticos, latoaria, etc. Se continuarmos lá por cima chegamos à capela da Lapa, a partir da qual entre os vendedores oriundos da América Latina que descem até à rua de StºAntónio onde estão montadas as barraquinhas, presumivelmente para artesanato, mas não só. Ainda lá por cima, pela Lapa, há mais rouparias, às vezes algum calçado e as máquinas agrícolas. Nas freiras costumam aparecer os antiquários. Ainda no Anjo e 1º de Dezembro, longe da tradição da feira da lã e das mantas de Soutelo, vão aparecendo algumas mantas, meias à dúzia, cintos e afins. Em suma, como é uma feira que se desenvolve quase em linha, temos um longo trajeto de barracas desde o Forte de S.Neutel até às Freiras. Amanhã já há Feira, geralmente mais para o pessoal local, pois o grosso que vem de fora, reparte-se pelos dias 31 e 1 de Novembro.

 

 

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

Chaves, Santos e arte de rua - Ano de 2009

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Estamos em plena contagem decrescente para os três dias grandes da grande festa de Chaves, dos flavienses e da região – A Feira dos Santos. Faltam apenas dois dias, tempo ainda de aqui podermos recordar as feiras anteriores. Hoje vamos fazer uma breve passagem pela feira de 2009.

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Uma passagem pela arte de rua que também visita Chaves nestes dias.

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Desde a música, à pintura, à escultura ao vivo, aos palhaços, teatro…um pouco de tudo vai acontecendo para deleite de todos.

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Mas também e quase sempre arte anónima ou um modo de viver e ganhar a vida de quem a pratica. Ficam alguns registos, todos do ano de 2009.

 

 

 

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2015

Uma de outono e duas de Santos - Versão 2014

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Vem aí a caminho, ainda para hoje, um texto do nosso ser flaviense, mas enquanto não chega, ficamos com o outono e a Feira dos Santos, versão 2014, que a deste ano fica para o próximo fim-de-semana.

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Uma de outono ou mais uma do parque do Hotel Palace em Vidago. Quanto aos Santos, fica uma do concurso do gado que no último ano, para além dos penatos, perdão, dos bovinos nas raças barrosã, maronesa e mirandesa, teve também, com vossa licença, os porcos (ou recos – se preferirem) da raça bísara.

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Para mim, que pouco percebo de bovinos, os que mais gosto de ver são os da raça barrosã e os seus impressionantes cornos que de ponta a ponta, em idade adulta, atingem mais de dois metros. Amanhã deixo-vos por aqui um exemplar desses cornos para apreciação e me dirão se é verdade ou não. Até lá.

 

 

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Domingo, 2 de Novembro de 2014

Feira dos Santos 2014 - O dia 1 de Novembro

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Mandava a tradição da Feira dos Santos que os flavienses residentes feirassem preferencialmente no dia 30 de outubro, ficando o dia 31 para feirar o mundo rural e o dia 1 de novembro o dia dos mais urbanos, flavienses ausentes, espanhóis, concelhos vizinhos, e outros visitantes, tudo a monte a povoar as ruas da cidade. No dia 1, os flavienses mais ajuizados, geralmente ficam no conforto da casinha, mas há-os como eu, que se puder, feira a 30,a 31, a 1 e continuaria a feirar se houvesse mais.

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Pois como no dia 30 já não há feira, resta o dia 31 para os flavienses residentes e o dia 1 para a confusão e este ano não foi exceção. Claro que o tempo ajudou e depois a RTP também contribuiu um bocadinho para a confusão ao fazer transmissão em direto desde Chaves durante toda a tarde.

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A minha volta à feira do dia 1 está refletida nas imagens que vos deixo, pois daí não passei, primeiro porque era quase impossível caminhar entre tanta multidão, tanta que se a contagem for feita pelo pessoal do costume, pela certa (comparativamente e olhando à proporção do amontoado) bem podem mandar os números para a casa das centenas de milhares de visitantes, sei lá, talvez uns 600 ou 700 mil visitantes.

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Bem já sabemos que os números das contagens são sempre vergonhosamente exagerados, mas que o dia 1 de novembro junta sempre uma multidão, lá isso junta.

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Assim, já entenderam pelas imagens que eu não passei da Rua de Stº António com um pequeno desvio à Adega do Faustino, para beber um copo, claro, mas também para inaugurar os “30 olhares sobre a romana”, numa exposição de 15 fotos a p&b e outras tantas a cor, todinhas com olhares sobre a Ponte Romana. Um desafio e uma provocação ou então para ser mais suave, uma prova de que Chaves é inesgotável em termos de fotografia e que basta uma câmara fotográfica. Seja ela qual for, para se fazer fotografia. Na dita cuja exposição há imagens tomadas com telemóvel, com uma câmara reles de bolso, com uma câmara reflex de gama média/baixa e uma profissional. Quanto às marcas, entram a Sony, a Canon e a Nikon, e dou um presunto de Chaves àqueles que façam coincidir as fotografias com as respetivas câmaras que as tomou.

 

 

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Sábado, 1 de Novembro de 2014

Feira dos Santos 2014 - O dia 31 de Outubro

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Ausente por um dia, as minhas desculpas, mas foram mesmo os Santos da casa que ocuparam o meu tempo e me tornaram ausente, mas isso são contas de outro rosário que para aqui não interessam. Interessa, isso sim, que estamos de volta com o resumo do (meu) primeiro dia da Feira dos Santos 2014.

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 Pois bem, como já vem habitual combina-se no dia anterior com os amigos do costume o ponto de encontro para a romagem ao concurso do gado. Logo pela manhã, mais ou menos pelas 9 horas, coisa e pico, chega bem, embora a feira das barracas já vá adiantada. Como somos animais de hábitos, tentamos o estacionamento no lugar do costume onde felizmente há sempre um à nossa espera. De seguida a reunião da malta. Beijos, abraços e mãozadas e lá vamos nós em direção ao gado do concurso. Pelo caminho, as habituais recolhas de momentos, que embora pareçam repetições dos anos anteriores, as personagens que aparecem no filme, são sempre diferentes.

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 Já no recinto do concurso do gado, na zona dos camarins, vamos assistindo ao embelezamento dos vitelos e vitelas, vacas e bois das três raças a concurso – Barrosãs, Maronesas e Mirandesas. Deixo as raças por ordem alfabética porque, se para nós que vamos assistir ao espetáculo aquilo é uma festa, para quem é concorrente, leva a coisa a sério, e então se o concorrente é local, só um (e viva Seara Velha, porque é de lá), não entende muito bem como é que as barrosãs fazem o cartaz quando vêm do minho… e embora até nem tenha razão porque a escolha obedeceu a outros critérios, acaba por ter razão na questão bairrista, onde eu, pessoalmente (pois por aqui é tudo opinião pessoal) até concordo que deveria haver um prémio para os concorrentes da terra.

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Mas ia eu abordar o embelezamento dos verdadeiros atores(as) . vitelos e vitelas, vacas e bois, que é um espetáculo que só in loco se pode apreciar. Eles são penteados, besuntados (sei lá com que misturas) para ficarem mais brilhantes, massajados pata ficarem mais calmos e confiantes e até, imagine-se, lhes limpam rigorosamente os traseiros para não entrarem no desfile com mau aspeto. É uma delicia assistir aos preparativos, já não o é tanto para tomar imagens, pois com tantos curiosos ou apreciadores destes momentos, torna-se complicado tomar uma imagem limpa, sem interferências da passagem de um vulto qualquer. Mas vai-se tomando aquilo que é possível, pois a festa é de todos.

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Depois começa o desfile. Em cima dos muros do fosso do Forte de S.Neutel fica a tribuna dos espectadores, em baixo no fosso, os concorrentes e respetivos acompanhantes, a tribuna de honra com os engravatados do costume e os fotógrafos, filmadores e jornalistas.

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Desfile que para uns corre ordeiramente mostrando a graça da sua raça mas que para outros, mais jovens e rebeldes, semeiam o pânico no fosso, pois embora jovens, com a sua genica, tornam-se em verdadeiras e perigosas bestas. Assim, e tal como diz o povo há que estar “com um olho no peixe e outro no gato” mas sobretudo aos tilintares dos chocalhos, pois quando um da espécie se excita, todos ficam excitados e depois convém não esquecer que por ali há muito boi com mais de 500 kg, com eles no sítio, que gostam de marcar território e que, se lhes dessem liberdade, era uma batalha campal. Demos graças aos homens das varas e às próprias varas que vão mantendo a ordem. Alguns, pois nem todo o conseguem.

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Depois é os prémios, a parte mais interessante para quem participa no concurso mas nem tanto para quem vai em apreciação. Assim, começa a retirada, pois não é por nada mas a barriguinha começa a pedir aconchego e ali, mesmo ao lado, o pulpo à galega já há muito que fumega nos caldeirões e, não há nada pior que um homem desconsolado que passou toda a manhã a trabalhar, por isso há que ir ao consolo, de um pulpo, uns pedaços de pão e um bom vinhinho. É suficiente para de novo levantar o ânimo.

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Claro que de barriguinha satisfeita, já sem pressas, dão-se largas às conversas, que por tradição acabam sempre nos mesmo temas, divagações e cortes de costura de fazer arder as orelhas a muitos, claro, se fossem decentes, mas como não o são, nem dão por isso. Mas de pouco importa, pois o que importa mesmo é a conversa e a digestão, pois há todo um mar de barracas para atravessar, que, chega para durar toda a tarde e entrar pela noite dentro. É, a multidão saiu à rua e depois há os cumprimentos e as necessárias para por as novidades em dia, principalmente com os amigos ausentes ou aqueles que já não vemos há muito tempo.

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E na travessia do mar de barracas, há que comprar os artigos programados. As botas que sempre se compro nos Santos para atravessar o inverno, mas este ano, também a boina para entrar na irmandade da boina flaviense. Tentei roubar o pretinho da sorte, como mandava a tradição há uns anos atrás, mas já não tenho lata para isso. Assim, comprei o pretinho com o pontinho vermelho entre pernas e aproveitei para comprar umas andorinhas para ocupar as ausentes que na entrada partiram com as limpezas.

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Os socos ficam para amanhã, mas ainda comprei dois cintos que parecem bons e estavam a bom preço e dois pares de meias de lã, branca, daquelas que antigamente picavam mas que agora vêm sem picos. Modernices, mas mesmo assim parecem quentinhas.

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Pelo caminho, além das barracas, há também os peditórios do costume, com uns a mostrar as suas maleitas e deficiências, com outros a angariar fundos para as suas causas e outros ainda com uma mostra das suas artes, como os músicos da América do Sul, os palhaços dos balões ou o rapaz e o cão da concertina, entre outros.

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E com isto já a noite caiu e o cansaço apodera-se do corpo, pois os anos já começam a pesar um pouco. Está na hora de regressar à casinha, mas antes há que recolher as crias pois os Santos quando chegam cá à terrinha é para todos e eu, felizmente, ainda tenho memória dos meus tempos de cria e de como gostava destes dias de diversão que se repartiam entre carrosséis e os matraquilhos, a empreitada de roubar o pretinho enquanto se comprava a bolinha de serrim com elástico e o deambular pela feira para cima e para baixo na companhia dos amigos de escola. No entretanto, não deixamos que o olhar se distraia e há sempre um momento de poesia a registar.

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Chegada a noite, o sofá convida para o repouso, mas antes, há de novo que levar as crias à noite dos Santos, hoje já com a liberdade que a idade lhes permite para mais tarde recolher.

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E só falta falar do tempo deste ano que, para o primeiro dia de Santos, começou meio fresco, mas ainda com tempo de quase verão. A meio da manhã aqueceu e foi indo assim até meio da tarde, quando começo a refrescar, mas, agora, neste preciso momento, chove a bom chover, mas pode ser que seja só durante a noite, pois para amanhã ainda há feira, ainda tenho de ir comprar os socos, ainda tenho de tomar umas fotos, ainda tenho de ir espreitar as Freiras e, às 17H30 tenho encontro marcado na Adega do Faustino para inauguração dos “30 Olhares Sobre a Romana”. Apareçam, pois estão todos convidados.

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Claro que hoje deixo apenas alguns olhares, dos muitos olhares registados, de barracas e mais barracas, gente e mais gente, pormenores, arte e artistas, entre outras coisas interessantes que foram despertando um clique, mas para já, ficam estes.

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 E por hoje é tudo. Amanhã, com chuva ou sem chuva, há mais, no dia em que os nuestros amigos galegos ajudam à festa, mas também a televisão (não sei qual, mas é uma delas) com toda a tarde a transmitir em direto desde as Freiras.

 

 

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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

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Feira dos Santos 2013

Hoje fica a Feira dos Santos do ano passado, com dez olhares que vão desde os cabeçudos, aos músicos, às castanhas, ao Herbal Silva a salvar doentes porque os ricos vão ao médico, aos bois maroneses e barrosões, aos homens da vara, às diversões de sempre, a momentos da feira. E sem mais palavras, ficam as imagens:

 

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Sábado, 25 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

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Feira dos Santos de 2010

 

Com chuva e frio, aliás manda uma tradição já antiga, que já vem de casa dos meus pais, que se ligue o aquecimento do lar pela primeira vez, embora pense que este ano vai ser exceção, e queira Deus que assim seja, pois o pilim cada vez escasseia mais.

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Frio que cá, em Trás-os-Montes, e em Chaves com a agravante de ser um frio com muita humidade, faz com que o aquecimento das casas não seja um luxo, mas antes uma necessidade, aliás temos essa agravante a juntar à nossa interioridade e também uma das razões que contribui para o despovoamento do interior. Penso mesmo que em termos de energia, de inverno, as terras altas do interior deveriam beneficiar de um subsídio, mas isso são sonhos meus, pois os de Lisboa pouco se interessam com o frio que por cá acontece, aliás dizem que já estamos habituados, e embora até nem seja mentira, o frio é o mesmo e dói na mesma.

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E se hoje neste espaço dedicado à Feira dos Santos falo por aqui do frio, é porque a partir dos Santos o frio chega sempre a sério, é questão de mais dia, menos dia, mas chega sempre, coisa que até alegra os feirantes da roupa quente, pois o frio também abre o apetite às compras de proteção, pena já não haver as mantas de Soutelo.

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 E hoje ficamos apenas com três imagens.

 

 

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

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A Feira dos Santos de 2009

Hoje vamos regressar à Feira dos Santos de 2009, com sol e calor. Iniciamos pelos homens da vara.

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Mas também as mulheres da vara que nem sequer precisam delas para dominar o boi. Há mulheres, mulheres e mulheres.

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 E homens de bigode.

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E cavaleiros a mostrarem a nobreza dos cavalos.

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 E magia para as crianças e não só, pois a magia é sempre magia.

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E por fim, por hoje, a arte nas suas mais variadas formas. Tudo isto são os Santos, a Feira dos Santos em Chaves, as Festas da cidade, as únicas que rivalizam com o Natal para trazer flavienses ausentes a Chaves.

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Até amanhã, com uma voltinha pela Feira de 2010.

 

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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

 

 Feira dos Santos 2007

 

Hoje ficam cinco olhares sobre a Feira dos Santos 2007, com sol.

 

 

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Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

Feira dos Santos de 2006

Hoje para compensar a ausência de palavras, ficam 4 olhares sobre os Santos de 2006.

 

Até amanhã, com os Santos de 2007

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Sexta-feira, 1 de Novembro de 2013

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

 

As feiras pertencem às aldeias

 

José Carlos Barros

 

Gostava que as feiras, aos poucos, se fossem parecendo cada vez mais com as feiras de antigamente. Não é por nostalgia, por melancolia, por saudosismo. É só porque as feiras pertencem às aldeias, à gente das aldeias. É só porque não fazem sentido se a ruralidade não fizer sentido. E à ruralidade, hoje, tirando as preocupações ministeriais com o número de cães por apartamento e o número de peixes por metro cúbico de aquário, ninguém lhe acode: é ir às feiras de hoje, corrê-las de uma ponta a outra, e daí tira-se sem esforço como está o mundo rural e como estão as nossas aldeias: a definhar, na exacta medida em que definham as feiras. É que uma não existe sem a outra, e uma não pode andar por aí a pavonear saúde se a outra está de cama e de carantonha lívida. E quanto mais as entidades e as autoridades, bem-intencionadas, promovem acções de benchmarking e investem a assegurar animação paralela, com artistas de cartaz, com eventos, com colóquios, com exposições mais elas, as feiras, definham. Isto é como nos incêndios: quanto mais se gasta no combate aos fogos mais arde a floresta. Porque as feiras têm uma alma: a animação que tiverem, o colorido que possam ter vem do interior delas mesmas. E se é certo que a alma se pode vender (e amiudadas vezes se tem vendido), ninguém descobriu ainda a fórmula de comprá-la: já que o demo, sempre disponível para lançar uma OPA disso, não se desfaz das que tem a mais. Uma feira, portanto, só existe verdadeiramente se pertencer às aldeias, à gente das aldeias. E ainda está por descobrir como é que uma coisa que depende de outra pode funcionar na ausência dela.

 

Se as feiras, portanto, aos poucos, se fossem parecendo cada vez mais com as feiras de antigamente, isso significava que as nossas preocupações começavam a deixar de estar tão exclusivamente agarradas ao valor dos juros dos empréstimos que financiam os encargos do Estado para piscarem o olho à produção do tomate ou da beterraba e à importância da indústria transformadora da beterraba ou do tomate. Era sinal de que estávamos a regressar às aldeias a regressar de facto e a regressar em sentido figurado. Numa sociedade que galopou em direcção ao terciário o que é preciso é regressar às aldeias e regressar às feiras de antigamente. Quer dizer: regressar um pouco ao sector primário, regressar um pouco ao sector secundário e não sermos todos, quase todos, trabalhadores e desempregados dos sectores não-produtivos.

 

Não estou, este ano, mais uma vez, na Feira dos Santos. É a sina dos emigrantes não regressarem quando lhes apetece…. E não escondo que esta crónica possa ser o reflexo disso: da inveja dos que vão à Feira dos Santos a comerem pulpo, a perguntarem onde é que se vende uma manta de Soutelo, a olharem as samarras ou os tachos de ferro, a abraçarem os amigos e a discutirem quem paga a primeira rodada.

 

Enfim seja uma mistura de vingança e inveja. Mas já que não vou insisto: as feiras, hoje, são um anacronismo. E são um anacronismo a partir do momento em que deixámos de comprar porcos suínos e passámos a comprar presunto fatiado.



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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

Mais Santos dos anos anteriores

Enquanto não chegam as imagens deste ano, vamos ficando com as dos anos anteriores. As de hoje são do ano passado.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

Chegaram os Santos!

 

Já chegaram os carrosséis e as farturas, o resto vem depois.




Não se iludam com o tempo que se consegue ver nas imagens, pois as fotografias são de sábado. Ontem a chuva e temperaturas menos agradáveis já marcaram presença. Afinal estamos no outono e manda a tradição que com os Santos também venha o frio.



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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

 

Ainda a Feira dos Santos

 

texto de José Carlos Barros

 

 

 

Não fui à Feira dos Santos. No ano passado também não fui à Feira dos Santos. E, de súbito, é como se a Feira dos Santos começasse a emergir de um lugar concreto e ausente, afastado e próximo, volátil e efémero. É como se a Feira dos Santos, não mais que de repente, passasse a reverter apenas da memória ou da imagem de névoa que traz de longe os objectos que se perderam ou adquiriram um uso diferente.

 

Este ano não fui à Feira dos Santos. Não vi os ferros espetados nos passeios nem as espias das tendas da Feira dos Santos. Não vi a confusão de gente subindo e descendo as ruas. Não vi as samarras nem o preço dos tachos e das panelas desenhado, às vezes trémulo, às vezes em gótico, num pedaço de cartão canelado. Talvez a Feira dos Santos há muito, em mim, tenha passado a ser apenas o que por um esforço de memória lhe pertence.

 

Lembro-me: a taberna ficava quase no fundo da aldeia. Na fotografia o boi barroso tinha as fitas vermelhas dos enfeites e numa estante exibia-se o troféu. Era nas Lavradas. Bebíamos vinho numa tarde de Novembro que deixava lá fora o frio das navalhas poisado nas pedras e comemorávamos e falávamos do prémio com o orgulho (a que outros chamam vaidade) de quem vence um prémio na Feira dos Santos.

 

Lembro-me: rendia-me, fascinado, a olhar a geometria do entrançado quase mágico das varas dos castinçais e a adivinhar a honra do meu avô (isso a que outros chamam vaidade) ao ouvir toda a gente a gabar essa sua arte inimitável. Mas uma vez, na Feira dos Santos, o meu avô viu as mais perfeitas e arrumadas varas. Primeiro não queria acreditar. Depois ficou a conversar com o artesão. Começou logo a chamar-lhe mestre. Partilharam segredos, revelações. E o meu avô, na feira dos Santos, comprou um cesto de carvalho ao artesão da aldeia de Lousa, Torre de Moncorvo. Durante muitos anos, na vindima, era esse o cesto que recebia, num ritual, as primeiras uvas. E o meu avô, invariavelmente, dizia: "Este cesto foi feito pelo José Pulgas. Nunca vi ninguém tão perfeito na arte. Conheci-o na Feira dos Santos".

 

Como dizer, pois, que este ano não fui à Feira dos Santos? Como dizer que também no ano passado não fui à Feira dos Santos? Eu vou sempre à Feira dos Santos. Eu fui todos os anos à Feira dos Santos.

 

Juro pela jukebox do Tabolado que estive sempre na Feira dos Santos mesmo nos anos, ou sobretudo nesses anos, em que lá não fui.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:19
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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Palavras colhidas do vento... por Mário Esteves

 

Finalmente o Outono chegou, à revelia do calendário, e as manhãs e as noites começam a ser frias e o anoitecer mais cedo. As tardes continuam soalheiras, mas, quando se abre a janela pela manhã, um manto de algodão abraça os salgueiros e freixos que fazem companhia ao Tâmega e se estende um pouco por todo o vale de Chaves, aspergido pelo alvor, até o fazer desaparecer já bem entrada a manhã.

 

A cidade desperta devagar da letargia nocturna e os primeiros sinais de actividade vêm da rua de Santo António, onde uma maquineta descarrega paralelos de granito para os calceteiros, que, de cócoras os assentam geometricamente, fazendo ouvir o eco produzido na pedra pelo martelo de “safra” e “peta”, para o distinguir do martelo de “alças”, próprio de carpinteiros e marceneiros.

 

 

Aquietadas as mentes pelo fim do prolongar do estio e mesmo à falta de chuva, respiram de alívio os soutos na esperança, talvez tardia, de melhores frutos, e até é provável que tortulhos, niscarros, sanchas e pinheiras possam enfim encontrar enxerga para nascer ou crescer, isto, se o fogo que nos últimos tempos tem devorado matos e touças regressar obediente à forja de Vulcano, onde apenas deve sair para as lareiras com o fim louvável de abençoar e defumar lareiros de alheiras, chouriças, salpicões e demais fumeiro.

 

Falta pouco para a feira dos Santos, que não tendo abortado à nascença, se fez rapaz robusto, embora de vida malquerida, tantas as afrontas que lhe têm feito.

 

Parecem obstinados a roubarem-lhe o pão da boca, porque a sede é certo e sabido, que no último dia e já no varrer da feira, faz acto de presença uma chuvada para contentamento dos feirantes, que ao rol da manta, da coberta, do cobertor, do jogo de cama, juntam ainda, perante o auditório boquiaberto e admirado pela pechincha, um “guarda-chuva, não de pano que uma aguinha trespassa, porque, Senhoras e Senhores, nem Deus, nem eu querem que cheguem a casa molhados como pintos, mas de tecido impermeável, o mais moderno que há, e espantem-se, Senhoras e Senhores, com um dispositivo de abertura automático e cabo ergonómico!”

 

 

Há muito que a barraca de cone da menina das argolas não vem, certamente a expiar os achaques que a vida de feira em feira lhe causou e o seu corpo mirrado, outrora esplendoroso de carnes e seios opulentos à Anita Eckberg ou à Jayne Mansfield, alvo dos olhares concupiscentes dos recrutas do BC 10, descansa algures, num lar de recolhimento.

 

E a barraca do casal de emigrantes reformados dos Estados Unidos da América do Norte, a quem a sorte aziaga no então “país das oportunidades” brindou este trabalhoso périplo por vilas e cidades em festa, também deixou de aparecer.

 

Era a única barraca de flippers em toda a feira, numa diversidade de ícones da cultura norte-americana, que juntava os heróis da Marvel Comics, à estátua de Liberdade, Coney Island, Marilyn Monroe, Elvis Presley, os Harlem Globetrotters, Babe Ruth, o mais famoso batedor de basebol, agora trocado por Alex Rodriguez, mais pelos seus contínuos amores com divas do cinema e famosas cantoras, do que pelo número dos home runs; os New York Giants, Rocky Graziano e uma espantosa corrida de cavalos, a mais disputada daquele emaranhado de sons metálicos, do rolar das esferas, notas musicais e do cintilar de pequenas luzes de variadas cores.

 

 

No entanto, cowboy solitário na imensa pradaria que era a feira, lutava ingloriamente contra uma multidão de matraquilhos, desporto mais nacional, ou as pistas de carrinhos, que exalavam um cheiro de fusíveis queimados e onde, como quase todos, acabei por partir um dente.

 

Mas a minha atracção, que muitas vezes ao sair da escola da Estação me fazia esquecer a hora de chegar a casa, era o chamado poço da morte, onde numa instalação circular, condutores de motos e de um pequeno veículo, que invariavelmente, posto a trabalhar, soltava cá um foguetório, capaz de emular os morteiros do afamado pirotécnico de Sonim, circulavam a uma velocidade mais rápida que a própria sombra, desafiando a gravidade e chegando a rasar quase o topo das paredes circulares, onde davam voltas e mais voltas, e levavam os surpreendidos espectadores a afastarem-se num salto assustado e às senhoras soltarem pequenos gritos de temor.

 

No entanto, o que os meus olhos gulosos ansiavam ver, não era este espectáculo audacioso.

 

Na frente daquela instalação, existia uma mais pequena, onde estavam dois cilindros paralelos e na qual, como chamariz da principal exibição, rolava por vezes uma moto, manobrada por um condutor de camisa de cetim flamejante, ondulando ao sabor do movimento e que para maior admiração dos basbaques, como eu, não despregava o olhar cobiçoso, quando uma figura feminina, subia à moto, de botins brancos, meias escuras de renda aos losangos, corpete cingido ao corpo, deixando entrever uns pequenos seios e os mamilos atrevidos, com uma saia curtinha de pregas que deixava ver umas cuecas de azul celeste - a moto a rolar já a uma velocidade considerável – se levantava do assento e de pé erguia os braços, finalizando a intrépida actuação aos ombros do condutor masculino.

 

E a feira das lãs, bem cedinho, circulavam pelas ruas da cidade, mulheres do povo com mantas de lã a tiracolo e moreias de meias à cabeça a oferecerem:

 

-“Minha senhora, meias e cobertores de lã de ovelha, compre-me um par de meias … pelo menos um par de meias, para me estrear …”

 

 

Mantas de Soutelo, Vilartão e do Barroso tecidas em teares seculares, por mãos enrugadas, mas hábeis, samarras de Penafiel, sedas de Chacim, bordados do Minho…

 

De madrugada, já as camionetas descarregavam gado no campo da feira.

 

Bois de raça maronesa e barrosã, rebanhos de ovelhas e cabras, garranos, burros, mulas. uma arca de Noé exposta aos olhares sabedores de lavradores e ciganos, que deambulavam por entre bostas e o receio de um coice ou uma cornada inesperada e bem medidos, apreciados, valorados, uma palmada no lombo, aventados defeitos e desfeitas as dúvidas, já próximas as horas de comer o polvo ou vitela cozida e beber meia canada de vinho a espumar nas canecas de barro, apalavravam-se negócios com um aperto de mãos, sem papel selado ou selos fiscais.

 

Sim, porque a honra numa feira, era coisa sagrada!

 

 

A feira alargava-se por toda a cidade, nos dias que durava e apoderava-se dela numa azáfama, que nem colmeia cheia.

 

E não era apenas a feira ambulante, os comércios recebiam os créditos atrasados e negociavam-se novas compras a pagar a pronto, para isso se tinha poupado durante o ano, ou a prestações, os mais remediados, sem por isso deixarem de ser bons pagadores.

 

Pagavam-se as rendas das leiras ou aprazavam-se novos tratos.

 

A feira dos Santos, a mais velha de irmãos mais novos como os “Saberes e sabores”, a “feira dos stocks”, a “feira medieval”, ela, apesar de ser a mais mal amada, como filha dum primeiro matrimónio, traz e continua a trazer mais gente do que todas as outras; no entanto de ano para ano é menosprezada, e apesar da sobranceria, como a tratam, não fosse a sua força, apesar da idade, sobrevive.

 

Vem no “Seringador”, no “Borda d`água”, como antes na “Gazeta Rural” e continuará a estar gravada de forma perene na memória do povo ou de quem alguma vez teve a ventura de a visitar.

 

Nem que a mandem passear para o jardim do Tabolado, como já fizeram, ela continuará!

 


 

* Para quem se interessar pelo tema, aconselhamos a leitura de: A Feira-Festa anual dos Santos em Chaves, de Manuel António Pereira, Edição de Autor, II Volumes, Chaves, 2006.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:53
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