Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

XIX Encontro de Fotógrafos e Blogues nos Três Reinos


Vamos então à breve reportagem (em palavras) sobre o XIX Encontro de Fotógrafos e Blogues que aconteceu sábado passado nos “Três Reinos”.




Encontro que desta vez contou com a organização conjunta da Lumbudus – Associação de Fotografia e Gravura, com a ONG galega – Centro de Desenvolvimento Rural Portas Abertas e com a Associação também galega – Associación Cultural Os Tres Reinos e com o apoio do Concelho de A Mezquita (em todo o encontro), da Puertas de Galicia Verin-Viana (transporte) e Câmara Municipal de Chaves (brindes de representação e prémios de fotografia).




Aconteceu assim durante todo o dia de sábado mais um encontro de Blogues e Fotógrafos mas que foi muito mais além dos blogers e fotógrafos, pois simultaneamente era um encontro internacional que tinha como territórios a visitar os dos antigos Reinos de Castela, Galiza e Portugal. Internacional também porque entre os participantes havia pelo menos 4 nacionalidades - galegos/espanhóis, portugueses, cubanos e italianos. Encontro também de gerações com a participante mais nova de 8 anos de idade e os mais velhos já a caminhar para os oitenta.





Um encontro de culturas também, que algumas embora próximas (como a galega e a transmontana), têm as suas especificidades, algumas delas até foram saboreadas neste encontro quando ao pequeno-almoço a empanada galega fazia companhia aos pastéis de Chaves. Um encontro também de diferentes línguas faladas (galego, castelhano, português e às vezes tudo junto), mas sem necessidade de tradutores não fosse a maioria povo da raia. Por último, acabou por ser também um encontro de associações. Mas deixemos as palavras e privilegiemos as imagens, tanto mais que o ambiente que se vive nestes encontros é difícil de o traduzir em palavreado.  

 

 

O marco 350 é o que divide os "Três Reinos" que alguém quis gravar na rocha…

 

 

Enquanto uns pisavam terras portuguesas, outros punham a conversa em dia em terras de Castela/Leão, outros em terras galegas enquanto outros não perdiam o olhar do momento…

 

 

Também houve quem servisse de modelo às melhores fotógrafas ou seria quem recorresse a elas para levar uma recordação para o Reino dos Mouros? Havemos de esclarecer isso…

 

 

Mas há fotógrafas e fotógrafas. Esta era mais de pormenores… e de pagar almoços...

 

 

Já outras são mais caminhos…

 

 

A meio da manhã, elas e eles resolveram dar um descanso às câmaras fotográficas – foi o momento do encontro de empanadas, bica e pastéis de Chaves, quanto à bebida, era mais minis e a terra dava pelo nome de Moimenta (Vinhais), ali ao lado do penedo dos Três Reinos.

 

 

Depois do encontro à mesa a visita a Moimenta. De guias o Presidente da Junta e a esposa. Para quem não conhece, Moimenta é obrigatório conhecer. O Casario tradicional, o solarengo, os moinhos, a forja, a Igreja de origem quinhentista, as fontes de água cristalina, fresca e saborosa, a simpatia da gente. Assentem no vosso roteiro de viagens. Moimenta pertence ao concelho de Vinhais e está em pleno parque natural de Montesinhos.

 

 

Fonte e Igreja.

 

 

Entre as imagens anteriores e a última há um lapso prolongado de tempo que não foi muito dado a registos por falta de luz… pois eram imagens de interior, mais propriamente do Restaurante em Pereiro (havemos de lá ir outra vez…) onde as tais especificidades de culturas gastronómicas se fazem sentir, mas igualmente a seguir a boa tradição de bem servir transmontana. 

 

 

Parque em La Mezquita, num dos projetos da Asociación Cultural Los Três Reinos, onde graúdos e pequenos passaram uns momentos de diversão e aventura. Lamenta-se uma queda por falta de jeito, mas esteve pouco tempo no chão e nem sequer arranhões para recordar provocou...

 

 

Um cubano, um italiano e uma galega. Ao fundo, meio escondido, um sportinguista português…


 

 

Castromil, foi a última povoação galega a ser visitada. Recebidos pelo Alcaide que nos serviu de guia, mais tarde também nos pôs a “Cruz da Touza” à disposição para a entrega de prémios, unas copas e a sempre bem-vinda empanada galega.

 

 

 

A Igreja, a ponte que também divide "reinos" e o conjunto do casario tipico galego mereceu a atenção dos visitantes.

 

 

Rafa, el Alcaide de La Mezquita, acompanhou-nos sempre desde o primeiro ao último momento. Um velho conhecido e amigo nosso que já tinha sido companheiro no encontro à nascente do Rio Tâmega, onde aliás nasceu o convite para este encontro. Pela certa que no próximo encontro em terras galegas queremos de novo o Alcaide de La Mezquita por companhia. À boa maneira de Alfred Hitchcock também quisemos disfarçadamente ficar na imagem.

 

 

Por fim um encontro que registamos em imagem. Um encontro de espécies de fauna e flora que correu à margem deste XIX Encontro de Fotógafos e Blogues.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:00
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Sábado, 15 de Junho de 2013

Lumbudus, hoje nas terras galegas e nos Três Reinos

 O cavalo é de S.Vicente da Raia

O olhar sereno dos cavalos sempre me impressionou, parece cheio de sabedoria, de olhar atento que só vê aquilo que realmente merece ser visto. Seletivo, sem distrações, interessado e ao mesmo tempo distante. Não sei se o olhar lhe está ligado ao cérebro, mas se estiver como penso que está olha para muito além daquilo que vê….

 

O olhar de um fotógrafo é um pouco daquilo que imagino no olhar de um cavalo e, o dos fotógrafos Lumbudus também é esse interesse que procuram na fotografia, também interessado e curioso partilhado com convívio amigo e salutar que não tem fronteiras. Hoje os Lumbudus vão andar por terras galegas e pela certa vão fazer o exercício de num momento estarem simultaneamente em Três Reinos, para além dos moinhos que agora são mecânicos  mas que povoam as mesmas paisagens que Quixote avistava, vamo-nos valendo do Pança para nos trazer de volta à realidade e que mesmo em cima do seu burro, tem um olhar mais atento e sereno que o de um cavalo.

 

 As últimas terras portuguesas e as primeiras galegas vistas desde Roriz

Hoje durante todo o dia Lumbudus portugueses e galegos, mais os amigos que sempre os acompanham, vão voltar a ser o mesmo povo que as fronteiras e nacionalidades durante séculos quiseram separar mas nunca conseguiram.  

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:46
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos - O Rescaldo

A caminho da Nascente do Rio Tâmega

 

E cá estou eu, bem mais tarde do que tinha previsto, mas primeiro foi preciso repor forças de dias muito agitados e, claro, havia que ver o jogo da nossa seleção onde até o Cristiano Ronaldo ficou meio perdoado. Mas cheguei e estou aqui tal como tinha prometido, também com a prometida reportagem do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.

 

Só os mais ousados ousaram em ir mesmo, mesmo onde o Tãmega nasce


Como as fotos são muitas e não vou ter argumentos escritos para acompanhar a pedalada das imagens, embora argumentos não faltem, vou-me ficar pelo resumo e pelo andar do encontro, ou seja, vou reproduzir aqui virtualmente aquele que foi o nosso encontro/passeio/convívio real.

 

 Ora aqui é que o tâmega nasce mesmo - A imagem é de arquivo,

de há dois meses atrás, ainda sem a vegetação que agora quase

não o deixa ver nascer e, confesso, que desta vez fiquei a uns

metrinhos da nascente.

 

Tal como estava previsto arrancámos de Chaves às 8H30, recolhemos os nossos amigos galegos em Verin e a partir de aí foi rumo à nascente do Rio Tâmega, pois o Tâmega não nasce propriamente aqui ao lado, ainda são precisos umas dezenas de quilómetros para se chegar até à nascente. Mas chegamos.

 

 

 Também há água do Tâmega, as escassos metros da nascente principal, mas de nascente secundária que só aparece com as chuvas

 

Claro que como mandam as boas regras destes passeios e encontros há que fazer o reconhecimento prévio daquilo que há a visitar. Nós, organização, também o fizemos, ainda em pleno inverno, seco, e embora a nascente nunca seque, ontem surpreendeu-nos com a quantidade de água das nascentes. Sim, das nascentes, pois embora o Rio Tâmega tenha uma nascente principal, ao seu redor existem várias nascentes secundárias que com a abundância das chuvas dos últimos meses, resolveram dar o ar da sua graça e quase nos impedir de chegar até à nascente principal e, diga-se a verdade, só os mais ousados conseguiram lá chegar, e mesmo assim, alguns trouxeram mais do que os pés molhados de recordação.

 

 

 O Tâmega a uma ou duas centenas de metros da nascente é assim. É também o lugar da primeira "ponte", já em Albergaria

 

Ainda bem que de seguida descíamos à primeira povoação – Albergaria – onde também há um albergue de peregrinos. Feitos peregrinos, também rumamos até ele, onde estava previsto o nosso primeiro reforço alimentar.

 

 

 E aqui encontraram-se os pastéis de Chaves e a Bica de Laza - Albergaria no albergue dos peregrinos

 

Mas antes ainda houve tempo de ver onde pela primeira vez o nosso Rio Tâmega passa por baixo de uma ponte, ou coisa parecida, digamos antes onde o rio passa por baixo de qualquer coisa, um muro, seguido de um pontão e logo de seguida de um aqueduto por baixo da primeira estrada que o atravessa.

 

 

 

A visita guiada pelo Alcaide de Laza a Albergaria

 

Depois sim, é que fomos à descoberta de Albergaria, do albergue e dos pastéis de Chaves e da Bica de Laza. Combinação perfeita para um pequeno-almoço, não só pelos sabores salgado e doce mas também pela gastronomia típica de Chaves e de Laza se encontrarem na mesma mesa. Quanto à bebida, aí já foi ao gosto de cada um, houve quem preferisse o branco (como mandam as regras de acompanhamento do pastel de Chaves), as minis, sumo ou água, que se fosse da fonte, era água do Rio Tâmega, pois é o Tâmega quem abastece de água esta aldeia de Albergaria.

 

 

 Uma rua de Albergaria, bem idêntica às nossa ruas das aldeias rurais

 

Em Albergaria esperava-nos o Alcaide de Laza. Para quem não sabem o Alcaide é o correspondente político ao nosso Presidente da Câmara, mas com muitas diferenças (pela positiva) tal como se veio a verificar ao longo de todo o passeio. E foi precisamente o Alcaide de Laza que a partir de aí serviu de nosso guia, começando por nos mostrar a Aldeia de Albergaria e aquele que é o monumento simbólico da aldeia – “El Rollo – Pena de Picota” – aquele que era um símbolo de jurisdição, justiça e castigo.

 

 

 Igreja e cemitério de Albergaria

 

Tomado o pequeno-almoço e visitada Albergaria, havia que continuar caminho ao longo do vale do Tâmega. O Próximo ponto de visita era Tamicelas, uma aldeia onde, no mesmo ponto,  se encontram três rios, o nosso Rio Tâmega e os seus afluentes – Rio Naveaus e Rio Navajo, mas a viagem não foi direta até lá, pois fizemos um pequeno desvio por aquele que teria sido o fojo ou terras do homem lobo galego.

 

 

 Tamicelas - A caminho do Tâmega e dos seus dois afluentes  Naveaus e Navajo

 

Depois sim, Tamicelas, onde o Rio Tâmega engrossa um bocadinho com o Naveaus e Navajo, pois ainda estamos a falar de rios que estão a meia dúzia de quilómetros (apenas isso) da nascente e, diga-se a título de curiosidade, que o Rio Tâmega às vezes tem menos caudal que os seus afluentes, mas é ele que detém o nome até entrar no Rio Douro por ser o de percurso mais longo.

 

 

As primeiras águas onde Naveaus e Navajo já correm no Tâmega

 

Visitado o Tâmega e os seus primeiros afluentes rumamos a Laza, sede de concelho e cheia de tradições ligadas ao carnaval, à terra dos Peliqueiros, mas também à boa gastronomia e ao bem receber. Da minha parte já há anos que ando para visitar e viver o seu carnaval, mas tem sido sempre adiada a visita, mas ficou a promessa de que no próximo carnaval farei passagem obrigatória por Laza, pois o Alcaide abriu o apetite da visita a todos os presentes e, mesmo que não seja pelo carnaval, irei lá sempre que possa, pois fiquei fã do Xastré e já o era da Bica. Coisas preciosas que é preciso prová-las e saboreá-las pois em palavras não consigo descreve-las.

 

 

 Entrada em Laza

 

Da Bica já vos tinha falado, é o tal bolo típico de Laza e que tanto quanto sei, só lá é que se faz. O Xastré é um licor de ervas de cor verde. Precioso tal como preciosa iria ser a leitura de “Berce de Peliqueiros”,  poesia de Carmen Rivero Gallego que o Alcaide de Laza ofereceu a todos os participantes como recordação da nossa passagem pelo concelho.

 

 

As homenagens aos Peliqueiros de Laza repetem-se ao longo das ruas

 

E a seguir a Laza, mesmo ali ao lado na aldeia de Souteliño. A Casa Helena esperava-nos para o almoço, também na companhia do Alcaide que fez questão de nos acompanhar em todo o percurso do seu concelho. Penso que também todos os participantes ficaram fãs do Alcaide, pela sua simpatia, simplicidade, inteligência e bem receber.

 

Já em Souteliño a caminha da paparoca

 

 Na Casa Helena "ao serviço da realeza"

 

Almoçados, e como os ponteiros dos relógios nestes encontros parecem andar mais depressa que o normal, tínhamos que rumar a Verin, à Casa Escudo onde o Tenente Alcaide (para nós o vice-presidente da Câmara) nos esperava para a visita à Casa Escudo e  posterior caminhada pelo Caminho Real até ao Castelo de Monterrei. Cumprimos a visita à Casa Escudo com o apreciar de uma exposição de artes plásticas e uma vista de olhos o albergue de peregrinos que a Casa Escudo alberga. Um agradecimento também para a simpatia do Tenente Alaide e um lamento da nossa parte por não podermos tido tempo para dedicar mais algum tempo a Verin, mas Verin é Verin, já faz parte da vida flaviense há muitos anos e por isso, já não é desconhecida para nós. Penso estarmos perdoados.

 

 

 O Alcaide de Laza já na hora da despedida (de laza)

 

Caminhada até ao castelo onde a festa das gaitas nos esperava, mas também uma visita guiada ao Castelo, sempre debaixo de olho do Castelo de Monforte que lá ao longe marcava presença na coroa da montanha. Mas como ia-mos em visita e não em conquista, penso que ficou só de olho em nós.

 

 

 Chegada à Casa do Escudo em Verin

 

A festa das gaitas era a uma “Xuntanza Internacional de Gaiteiros” ou seja, um encontro internacional onde além dos grupos locais desfilaram outros grupos de outras paragens cuja atuação ia sendo intervalada pelo sinal de alguns cigarróns de Verin.

 

 

 Início da caminhada pelo Caminho Real em direção ao Castelo de Monterrei

 

No castelo não tínhamos o Rei nem os príncipes à nossa espera, mas tínhamos o Alcaide de Monterrei que gentilmente nos recebeu, mesmo com o castelo em festa, e nos cedeu o Albergue para podermos poisar, lanchar, entregar os prémios do concurso de fotografia do último encontro e terminar o convício do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.

 

 

Ainda a Caminho do Castelo ele deixa-se ver em toda a sua imponência

 

Por último uma referência para o Alcaide de Mezquita, que embora pertencente a um concelho fronteiriço com Vinhais, nos acompanhou desde a primeira à última hora do encontro, e foi um prazer conhecê-lo e, tão curiosos ficámos de conhecer o seu concelho que o próximo encontro de Verão ficou marcado para terras de Mezquita.

 

 

 E no castelo havia festa

 

E “prontos”, em palavras fico-me por aqui, pois os restantes momentos do encontro, ficam tal como os poetas costumam fazer, guardados no coração e registados em imagens fotográficas que nos próximos dias, pela certa vão surgir nos blogues dos participantes e nos sítios do costume na Internet.

 

 

 Uma vista para o Brunheiro e Vale de Chaves desde o Castelo de Monterrei

 

Antes de terminar, ficam os agradecimentos ao Centro de Desenvolvimento Rural – Portas Abertas – por ter sido parceiro na organização deste encontro, aos amigos Carmen e Pablo Serrano sem os quais este encontro não teria sido possível e aos Alcaides de Laza, Verin e Monterrei por nos terem recebido, ao Alcaide de Mezquita por nos ter aturado e às Puertas de Galícia Verin-Viana por ter apoiado este encontro, sem a qual também não seria possível. Um agradecimento também a Eduardo Castro por nos ter feito companhia em todo o percurso mas principalmente por nos ter servido de guia entre Laza e o Castelo de Monterei e por ter partilhado connosco o seu saber sobre o Vale do Tâmega e Monterrei.

 

 

 Uma vista desde o Castelo para o Parador

 

E a partir de agora é que o “prontos” é definitivo. Ficam apenas imagens e a respetiva legenda.

 

 

E faço já a despedida, com um até mais logo, com duas crónicas a acontecer ainda hoje, como habitualmente o “Quem conta um ponto…” de João Madureira e as “Intermitências” de Sandra Pereira.

 

 

E a festa dos gaiteiros e da música continuava

 

 

momento da atuação dos Gaiteiros de Verin

 

Alguns Cigarróns de Verin

 

Para mais tarde recordar

 

E a festa continuava

 

E a nossa terrinha alí tão perto


 

Já na hora da despedida o Castelo ia ficando para trás

 

 


  E para terminar, duas peregrinas a caminho de Santiago - Em Laza

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Domingo, 17 de Junho de 2012

Reportagem adiada

 

A reportagem fica adiada para mais logo, mas fica a última fotografia do encontro de Blogues e Fotógrafos.

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:01
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Hoje e amanhã só acontecerá Rio Tâmega

 

A imagem de hoje tinha de ser obrigatoriamente do nosso Rio Tâmega e tudo, porque amanhã, blogers e fotógrafos Lumbudus e muitos outros,  querem saber de onde vem toda esta água, onde ela nasce, onde vê a luz do dia ou o luar pela primeira vez. Queremos palmilhar todo o vale do Tâmega até à sua nascente.

 

O desafio foi lançado pela Associação de Fotografia Lumbudus e pela Centro de Desenvolvimento Rural Portas Abertas, (http://www.cdrportasabertas.org/ ) uma ONG galega que desde há uns anos a esta parte se tem associado a eventos ligados à raia entre a Galiza e o concelho de Chaves. De ambos os lados da raia aderiram 70 pessoas, que do lado português, flavienses e não flavienses,  veem desde Elvas, Lisboa, Aveiro, Coimbra, Espinho, Torreira, Porto, Marco de Canavezes, Braga, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Do lado galego, saberemos quando nos reunirmos com eles em Verin, mas sei que há gente vinda de propósito da Corunha, e tudo e todos, para ir por este rio acima ver onde ele nasce e os seus primeiros passos ainda selvagens, mas também pelo convívio, pela fotografia, pela amizade e para conhecer melhor os nossos amigos galegos e os seus lugares.

 

Desde já uma palavra de agradecimento para Puertas de Galícia Verin-Viana (http://www.puertasdegalicia.com/) que acarinhou esta viajem pelo Rio Tâmega acima e para os Alcaides de Verin, Laza e Monterrei que além de nos receberem nas suas terras, fazem questão de se associar ao nosso convívio. Afinal de contas o Rio Tâmega é de todos nós.

 

Assim, amanhã é natural que venha por aqui mais tarde que o costume, mas com a promessa que vos deixarei aqui as imagens de onde toda esta água que passa por baixo da nossa Top Model Ponte Romana acontece pela vez primeira.

 

Até amanhã, tarde, bem tarde.

 


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publicado por Fer.Ribeiro às 03:53
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

A Eurocidade Chaves-Verin e o Entróido

 

 

 

 

E como hoje é carnaval e em Chaves não há tradição do seu festejo,  vamos passar por Verin, onde o carnaval, ou entrudo, por lá,  já é festa grande com tradição.  Em Chaves não há tradição e também de pouco nos valeria que houvesse, pois com a adesão de Chaves (instituições públicas) à não tolerância de ponto, hoje é dia de trabalho, embora por parte do poder local, conhecendo-os como conheço, não estranhe o gesto, mas nem por isso lhes fica muito bem. Eu explico já os porquês, mas primeiro uma imagem do Entróido de Verin, ao qual fui no Domingo, quebrando a minha tradição de ir lá hoje.

 

 

 

Pois dizia eu que o gesto não lhes fica muito bem por duas razões. A primeira por falta de solidariedade com a grande maioria dos municípios que se marimbaram para as recomendações do governo e deram tolerância de ponto e, neste momento de crise a tolerância justifica-se ainda mais que nos anos de não crise, mas pelos vistos parece que além de nos quererem pobres também nos querem tristes e de castigo, como se nós fossemos os culpados da crise para a qual eles nos conduziram e continuam a enterrar, os números não mentem e, se os contabilistas do poder fizerem contas a quanto se perde com a não tolerância verão que é muito mais do que aquilo que vão ganhar e, se a intenção era castigar (mais uma vez a função pública) quem fica a perder (mais uma vez) são os privados. Penso que não será necessário explicar porquê.

 

 

Mas esta primeira razão até nem é a que fica mal ao poder local. Então a Eurocidade Chaves-Verin que tanto se apregoa no papel? Então as festas de Verin (tal como se anunciam na agenda cultural), agora, não são também as festas de Chaves? Então sabendo que grande número das gentes que enche as ruas de Verin nos desfiles de Entróido são flavienses, não os deixam ir ao desfile?

 

 

Claro que as perguntas são para ficar sem resposta e depois todos sabemos que a Eurocidade, que já existe desde 2007,  ainda não saiu das intenções do papel e da publicidade, pelo menos que seja visível e que se note,  tendo em vista a única meta a alcançar pela Eurocidade, ou seja (fica o copy-past daquilo que se diz na página oficial) :

 

 

 

 

Meta:

  • Proporcionar uma maior qualidade de vida à população dos municípios de Chaves e de Verín através da promoção do desenvolvimento sustentado.

 

Pois,  é tão fácil escrever palavras, mas analisando a frio, a eurocidade já existe há 5 anos e quanto a uma maior qualidade de vida da população, está à vista – estamos mais pobres e mais tristes e a eurocidade em nada tem contribuído para a nossa felicidade, pois continua tudo igual ou pior que antes da sua existência  e o resto é blá.blá,blá…e a crise, claro. As obras não se veem nos papéis, é no terreno. No papel apenas ficam ou projetam intenções, no terreno é que se vê a realidade e, tomemos esta tão simples como é a do Entróido, pois as festas e tradições também promovem o desenvolvimento sustentado, mas para isso, têm de se abrir à participação de todos.

 

 

A teoria da eurocidade é engraçada mas a realidade é que não tem graça nenhuma ou usando linguagem de entrudo – a cara não condiz com a careta.

 

 

Mas deixemos a tristeza de lado e já que não podemos ir ao desfile de Verin fiquemos ao menos com algumas imagens daquilo que por lá vai desfilar, num desfile que é único graças aos Cigarróns, para além das críticas sociais e políticas que este ano, como não poderia deixar de ser, andam à volta da crise e da justiça…sim, não é só por cá... mas com muito colorido, alegria e música, afinal como se diz por cá, tristezas não pagam dívidas.

 

 

Ainda hoje, ao meio dia, vamos ter por aqui a Pedra de Toque, de António Roque, com "Todos Temos Uma Cruz"

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

Palavras colhidas do vento... por Mário Esteves

 

Já vão anos, quando pelas manhãs nos reuníamos ocasionalmente, eu e o doutor Mário Carneiro numa pastelaria da Rua Direita, e depois de cada um pedir um pastelinho de Chaves ou um bolo, um pingo directo ou um galão, contávamos, ele, cada vez mais o número de aquistas e as virtualidades das termas de Chaves e eu, mais crítico, as desditas e as potencialidades da urbe.


Devo dizer que o doutor Mário Carneiro me conhecia desde criança, não só pela sua condição de médico, injustamente amarrado à fama de bom “doutor de crianças”, como pela minha frequência desde muito cedo das Caldas, graças a uma tia materna, que me perdoem, era uma autêntica ninfa daquelas águas termais.


Ainda tenho uma fotografia de grupo, na qual, além da minha tia Lina, figuram o António, o Bexigas banheiro e as meninas da “buvette”, eu de cócoras, de boina e calções, meias e sapatos brancos.

 



Em casa, dizia-se que eu estava no “livro de ouro” das curas prodigiosas das termas, pois tinha nascido com icterícia, e a conselho do doutor Carneiro, deram-me nos primeiros tempos de vida um nadinha de água diariamente o que fez erradicar em pouco tempo aquele mal. Nunca indaguei o doutor Carneiro, nem acerca da cura ou da terapêutica, mas o certo foi ter a sua amizade até ao seu falecimento, salvo um amuo pouco resistente da parte dele, por não me ter inscrito como sócio nem angariado outros para os “Lyons”, com a finalidade de criar uma secção local.


Como sabem o doutor Carneiro foi celebrado director clínico das termas - não conheci outro, salvo o doutor J. Afonso Guimarãis, assim mesmo com esta grafia -  e nessa função, corria Seca e Meca, e Olivares de Santarém, para honra e glória das Termas e correspondia-se com hidrólogos e outras personalidades relevantes da ciência médica e da cultura. De tal modo era o seu fervor pelas Caldas, que não hesitava em limar as arestas rígidas da verdade científica em prol das virtudes das águas de Chaves. Nada grave, nem censurável que não fosse justificado pela sua incomensurável dedicação às Caldas de Chaves, a esta cidade e às gentes flavienses.

 


Durante algum tempo, malquisto com a presidência da autarquia, beneficiou posteriormente de um reconhecimento merecido.


Nesse período e aproveitando uma dessas nossas tertúlias matinais, no decorrer da conversa e sabendo eu que o município de Allariz - “chave do reino de Galiza”, no dizer de um dos filhos de Afonso X, e que eu visitava amiúde e há muito -, tinha recebido o Prémio Europeu de Planificação Urbana, em 1994, alvitrei porque, agora congraçado com a edilidade, não levava os responsáveis, de passeio à vila alaricana, que eu considerava e ainda considero um exemplo.


Além das razões que tinham a ver com a cidade em si, a forma de organização, crescimento e planificação, que me entusiasmavam, açodei-o com um poderoso e sólido argumento, que era poder degustar umas enguias na então familiar Casa Fandiño.


Passadas uns largos tempos, uma manhã lembrei-me, de perguntar-lhe se chegara a visitar Allariz e na companhia sugerida, ao que me respondeu afirmativamente e até com visível satisfação.

 


Quanto às enguias, nem foi necessário referir. As enguias, as amêijoas, o cabrito …


Em relação ao resto, mais importante, insisti, pretendendo pormenores.


-“ Gostaram …” - Disse entre sério e evasivo.


Entretanto, como dias antes, começassem a surgir uns patos no Rio Tâmega, nas proximidades da ponte Romana e as poldras, e o mesmo sucedia no Arnoia, rio que banha Allariz, mais precisamente a montante do Museu do Couro - “Fábrica de Curtidos Familia Nogueiras” e próximo do “Muiño do Burato” - Museu do Tecido “O Fiadeiro”, onde até lhe edificaram um refúgio no meio do rio, que mais tarde, este num dia de ira destruiu, desafiei-o:


- Parece-me que da visita, apenas trouxeram os patos …


Sorriu e fazendo intenção de se levantar, respondeu:


-“ Bem … esperam-me os amigos das caldas.”


Passaram vereações e ainda existem patos no rio Tâmega. Poucos e mais para lá da Ponte Nova ou Marechal Carmona. Uns três ou quatro, que são os que tenho visto, mas existem, dos muitos que em seu dia chegaram a haver.


As margens do rio, no âmbito do Programa Polis, entre a azenha do Agapito até à estação elevatória da água, foram objecto de uma intervenção, do que resultou entre outras coisas, um circuito pedonal e uma via para ciclistas, ambos frequentados com sucesso.


 Enquanto, Allariz, prossegue a melhorar o seu Parque Etnográfico do Rio Arnoia, do qual já referimos dois dos seus espaços museológicos, usufruindo ainda a vila e os seus numerosos visitantes, do Museu do Brinquedo (Museo Galego do Xuguete), o Museu Aser Seara – Museu Iconográfico de Allariz, a Fundação Vicente Risco com uma recriação da casa do escritor e ensaísta, autor de prolifica obra, e o museu de arte sacra do convento de Santa Clara de Allariz, este fundado pela Rainha Dona Violante, esposa de Afonso X, o Sábio, de cujo acervo não podemos deixar de assinalar a “Virxe Abrideira” e “a cruz de cristal”.

 


Arruar por Allariz, pisar as grossas lajes de granito, levantar os olhos para as suas igrejas - as igrejas de San Esteban (Santo Estevo) e de Santiago -, antigos paços, entrar na venda de licores Zirall, admirar a magnifica frontaria do edifício que a aloja, é um deleite para os sentidos e a alma, quem a tem.


Nos arredores deixar de visitar a Igreja de Santa Mariña de Águas Santas ou a cripta do santuário do mesmo nome ou o bosque do Rexo do mágico Agustin Ibarrola, é pecado sem remissão.


Conversar com Xan Bobillo, antigo viajante forçado e infatigável, provisoriamente encalhado em Allariz e dela ausenta agora, familiar do poeta Antón Tovar Bobillo, saber novas na Oficina de Información através do sempre solícito Xose Manuel, perambular pelas estantes da Aira das Letras ou nela iniciar uma cavaqueira sem fim com o professor Estraviz e finalmente abancar na Baiuca ou na “Sociedade Nacionalista Roi Xordo” e saborear um “cortado” e uma “augardente de herbas”, ou amesendar-se no restaurante “A Fábrica de Vilanova”, e cear sob as sábias sugestões de André Arzúa, são um autêntico prazer vivido. 

   

A dor visita-me o ombro e o braço em convalescença e só por isso sou obrigado a deixar de escrever, pois muito haveria que contar…, ficam de fora a festa do boi, do Xan de Arzúa, a festa de San Benito ou San Bieito, dos “dulces e almendrados”, por outro lado convém interromper esta autêntica torrente, pois se continuo a cortejar Allariz, a minha paixão é Chaves. 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:35
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Domingo, 27 de Março de 2011

I Encontro Fotográfico Transfronteiriço - Vilardevós - Galiza

 

 

 

Hoje vamos até Vilardevós, Berrande, Arzadegos e Vilarello da Cota. Alguns estranharão que no dia em que este blog é dedicado às aldeias de Chaves, se fale por aqui de aldeias que não constam na carta administrativa do nosso concelho e que alguns ou muitos, nem sequer o nome conhecem, mas perguntem ao pessoal de Segirei, Aveleda, S.Vicente da Raia, Urjais, Argemil, Travancas, Mairos, Lamadarcos, Vila Frade, Stº António de Monforte e Vila Verde da Raia, para não falar de outras aldeias, ou então, a qualquer antigo contrabandista ou Guarda Fiscal se as aldeias que hoje vão estar aqui não fazia parte do seu mapa de amizades,  negócios e até de amores, pois, ao longo das anteriores gerações muitos casamentos se arranjaram entre as mulheres e os homens de todas as aldeias atrás mencionadas.

 

 

Pois hoje é por aí que este blog vai andar, pelas aldeias da raia vizinhas das nossas aldeias que vão desde Vila Verde da Raia até Segirei, onde antigamente havia uma linha administrativa chamada fronteira que dividia dois países, uma linha que apenas existia nos livros oficiais das divisões administrativas mas que nunca existiu na realidade das aldeias e gentes da raia, onde com as mesmas gentes, o me4smo povo ou “pobo” e a mesma língua, os mesmos problemas e alegrias, a mesma chuva e o mesmo sol,  se viviam todas as afinidades que nenhuma linha, por mais oficial que fosse, poderia separar.

 

 

Mas todas as histórias têm um inicio e a história desta visita a aldeias galegas nasceu há muitos anos atrás na amizade e negócios do contrabando, amizades que passaram de pais para filhos e chegam hoje até aos netos que continuam a granjear a mesma amizade, agora já sem a necessidade do contrabando e dos seus caminhos que hoje apenas servem para recordar histórias enquanto as suas rotas se percorrem a pé, sem o peso dos fardos ou o medo que os guardadores de fronteiras poderiam representar.

 

 

Pois a ideia desta viagem por estes “pobos” galegos nasceu de duas netas de contrabandistas, hoje,  uma pertencente a uma ONG – o Centro de Desenvolvimento Rural Portas Abertas, com sede em Vilardevós e outra pertencente à Lumbudus – Associação de Fotografia e Gravura com sede em Chaves mas que também é a responsável pelo blog e página de Segirei. E da ideia à sua concretização foi um passo,  e ontem,  os Lumbudus agarraram na trouxa e todo o arsenal fotográfico e abalaram até estas aldeias galegas, nem a chuva os ameaçou ou impediu que, durante todo o dia e mesmo noite, fizessem os seus registos. A esta viagem também se juntaram alguns associados da Portografia – Associação de Fotografia do Porto e da TAMAGANI que chegados a Vilardevós, com os amigos galegos que nos esperavam, se fez o grupo final que percorreria as terras e os trilhos do contrabando das aldeias galegas.

 

 

Em Vilardevós, logo pela manhã, a recepção no Centro de Desenvolvimento Rural Portas Abertas, pelo Alcaide de Vilardevós José Luis “Celis”, o Presidente do CDR Portas Abertas Pepe Paz Paz, mas também pelos nossos amigos e elo de ligação Pablo Serrano e Carmen Serrano (pai e filha, esta, a tal neta amiga da neta de Segirei), mas também o cura (padre) Digno Gonzalez que pôs toda a sua sabedoria e disponibilidade para nos servir de cicerone, sem o qual nunca teríamos atingido um conhecimento sério e tão profundo desta visita. Algum espanto na aldeia impunha-se por tanta objectiva onde nem a da TV galega faltavam, mais que suficientes para fazer o registo neste que também era o Centro de Interpretación do Contrabando onde em vídeo e em exposição nos foram apresentadas a região e o contrabando de antanho.

 

Foto de Dinis Ponteira

 

Uma volta pelas ruas de  Vilardevós, o cruzeiro bem galego a Rua do Inferno onde batemos à porta do Diabo mas o bilhete da porta “Agora Venho” não deixava dúvidas da sua ausência e tempo ainda para um café e uma aguardente de ervas também bem galega abriam o apetite para o resto das visitas.

 

 

Estando por ali e embora a visita não estivesse no programa, o trilho do contrabando que passa pelas cascatas de Soutochao e levavam até Segirei ou vice-versa, era obrigatória, principalmente o espectáculo da água na sua queda em cascata. Já não era novidade para nós mas continua-se a fazer a visita com superior agrado e continuará, pois por lá não faltam delícias que qualquer objectiva anseia registar.

 

 

Em Berrande, uma visita a imponente igreja com subida à torre sineira abria o apetite para o almoço servido no Mesón Castaño onde as entradas com a tradicional tortilha, empadas galegas, variedades de chouriço e “jamon” eram iguarias que fariam a refeição de qualquer desprevenido que não soubesse da tradição das entradas galegas.

 

Foto de Dinis Ponteira

 

Chuva intensa poderia desmotivar a tarde, mas apenas atrapalhou o manejo das câmaras fotográficas que ficou desculpada pelo brilho que a chuva dá às fotos. Era hora de subir à Nossa Senhora das Portas Abertas onde pelo “cura” ficamos a saber o estranho fenómeno que por lá se regista todos os anos quando de verão, milhões de formigas com asas vem morrer à porta da igreja.

 

 

De seguida a visita às “bodegas” de Arzadegos que se plantam ao longo da encosta da montanha servido esta como uma das paredes das “bodegas”. Curiosidade de nota desta “pobo” e destas “bodegas” onde estagiam bons vinhos – em Arzadegos não há vinhas e todo o vinho que por aqui entra em cura e estágio vem das boas terras do vinho, incluindo as das terras do nosso Douro.

 

 

Para terminar o dia em grande, uma entrada triunfal na noite, nas instalações do Albergue Rural em Vilarello de Cota, com música tradicional galega oferecida pelo grupo “Candaira” e um lanche ajantarado oferecido pelo Albergue. Um remate de um dia do qual todos saímos enriquecidos e com vontade de um dia repetir.

 


Quanto às imagens, foram as possíveis num dia de chuva e quanto aos agradecimentos, vão para muita gente que esteve envolvida para que este sucesso de convívio transfronteiriço acontecesse, começando pelas duas netas Tânia Oliveira e Carmen Serrano, o Pablo Serrano, o Ayuntamento de Vilardevós e o seu Alcaide José Luís, o CDR Portas Abertas, o seu Presidente Pepe Paz Paz e seus colaboradores,  ao “Cura” Digno Gonzales, ao Grupo “Candaira” e o grupo que preparou o lanche,  o Albergue Rural de Vilarello de Cota, a Associação Lumbudus, os seus associados aos quais os Lumbudus barrosões também se juntaram, mas também a Portografia e a Tamagani e por último o apoio da Câmara Municipal de Chaves.

 


 


 

 

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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

O Entrudo de Chaves é em Verin

 

 

 

Carnaval é carnaval, mas por Chaves, não há tradição do seu festejo, pelo menos organizado, com desfiles e folia nas ruas. Claro que temos as criancinhas pela rua de Stº António abaixo, mas a coisa é tão breve, que se por acaso alguém se distrai 5 minutos a tomar café, o desfile já foi, já era, já passou – foi o que me aconteceu no desfile de Sexta-Feira passada.

 

 

No tempo das bombas e rabichas de carnaval  ainda se iam ouvindo uns estouros aqui e além, e na cidade, na mesma rua onde desfilam as criancinhas, era um regalo ver as bombas a rebentar nos pés dos polícias que, na ausência de outros crimes que a pacata cidade não proporcionava, se entretinham a perseguir (sem nunca apanhar) os criminosos das bombas de carnaval. Afinal nem sei quem se divertia mais, se os lançadores de bombas, se os espectadores se os polícias…

 

 

Mas, claro, já sabemos que a tradição não se faz do pé para a mão e, penso que também nunca houve interesse em criar por cá a festa do carnaval ou do Entrudo. Refiro-me à festa da rua, pois à mesa, a tradição ainda vai sendo o que era – um regalo de iguarias – daquelas que são (estas sim) um verdadeiro desfilar de sabores e saberes da terra e do fumeiro, ou seja, aquelas coisas boas que se guardam do reco que se matou por altura do Natal.


 

Mas em coisa de festas, vamos sempre deitando o olho àquilo que os vizinhos fazem e vamo-nos tornando convivas das suas festas. Refiro-me à festa do Entróido de Verin onde, para além da Festa do Lázaro, lhe vamos retribuindo as visitas que fazem à nossa Feira dos Santos. Aqui sim, há tradição, tanta, que mesmo na altura do Salazar e do Franco, em plena Península Ibérica controlada pelos dois ditadores fascistas, a fronteira abria-se para os flavienses irem ao Lázaro e para os nosso amigos Galegos virem à Feira dos Santos. Já quanto ao Entróido, aí a coisa era diferente, pois parece que o Franco não gostava de Entróidos e a festa do Entróido galego, embora nunca tivesse deixado de se fazer, era assim meio clandestina e festa caseira.

 

 

Só após Franco,  e Espanha se ter convertido à democracia (sem república),  é que a festa do Entróido começou a ganhar grandeza, sendo hoje uma das principais festas da Galiza, que não se resumem só ao dia de ontem, mas já vem de há umas semanas atrás, com as já célebres noites dos compadres e das comadres, o desfile de Domingo, entre outros festejos e cerimónias, com muitos copos à mistura e sempre muita festa.

 

 

Não estranhará portanto que sendo Verin nossa vizinha, os flavienses lhe invadam os festejos e participem neles. Aliás Chaves-Verin agora até é uma eurocidade que até vai ter um autocarro a ligá-las e tudo… Pode ser que com o tempo a tal eurocidade se comece mesmo a sentir e em termos culturais e de tradição também possa haver um intercâmbio para além das actividades de cada,  contarem na agenda cultural de Chaves. Sei, porque me contaram, que este ano o desfile das criancinhas já teve alguns Cigarrons. Quem sabe se a coisa bem negociada não pode trazer até nós um desfile galego como o que ontem aconteceu em Verin. Isso é que era isso, mas para já, vamo-nos contentando com uma eurocidade que ainda não saiu das reuniões e da papelada. Já agora, talvez não fosse mal sermos mais ambiciosos e deitar um olhinho também a Orense, porque com Verin, já nem se inventa muito, pois o nosso relacionamento, pelo menos comercial e de amizade,  sempre foi próximo e de há muitos, muitos anos.

 

 

Pois eu sempre que posso, Domingo ou Terça-feira de carnaval vou até ao Entróido de Verin. Gosto da festa, do colorido, dos cigarrons e também de apreciar a beleza e até a crítica e a sátira que sempre esteve associada ao Entrudo, carnaval ou entróido, afinal como se diz por cá – no carnaval ninguém leva a mal – e este ano até havia pormenores bem picantes por Verin.

 

 

Mas o que mais impressiona é os nossos amigos galegos levarem as coisas a sério. Brincar sim e muito, mas com algum profissionalismo e dedicação e isso nota-se na qualidade dos trajes, dos adereços e do próprio espectáculo, pois a coisa, sem o profissionalismo das escolas de samba, também não é um simples arejo que se dá às peças de vestuário esquecido no roupeiro.


 

Sem menosprezar a festa em si, os Cigarrons  dão um toque especial e único ao entróido de Verin além da sua própria existência e história bem como alguns “rituais” ou regras que há a cumprir para se ser Cigarron. Mas isso já o expliquei por aqui num dos carnavais ou entróidos passados.


 

E é tudo por hoje é tudo e quanto ao carnaval, também , pois por cá é apenas um dia e é à mesa que se cumpre.

 

Até já, com a crónica de Mário Esteves.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:25
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Sábado, 4 de Julho de 2009

Ainda o Encontro da Blogosfera Flaviense e um pedido de desculpas

 

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Dar o braço a torcer quando se erra ou quando omitimos factos importantes, mesmo que involuntariamente, não dói nada, mas temos que pedir desculpas É o que estou a fazer neste momento para com a povoação de Soutochao, uma aldeia da raia galega, vizinha de Segirei, cujas terras lhe invadimos (a blogosfera flaviense)  no último fim-de-semana e, à qual eu não fiz nenhuma referência por descuido meu, talvez  “bêbado” de tanta beleza natural que bebi, afinal,  em terras de Soutochao.

 

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Ficar-me-ia mal não vir aqui com este post, principalmente eu que tantas vezes neste blog disse que entre os povos da raia não há nem nunca houve fronteiras, pois de ambos os lados (se é que alguma vez existiram lados) mais que um povo irmão, há um e só o mesmo povo, um mesmo sentir e até a mesma língua, muitas cumplicidades e promiscuidades, mas também as mesmas dificuldades e o mesmo esquecimento.

 

Soutochao merece estar aqui.

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Mil desculpas para Soutochao, cuja omissão espero minimizar com este post, ao dar a conhecer o seu sítio na NET e também, mais uma vez, a rota do contrabando, que bem merece o destaque pela sua beleza e o inebriar de paixões que nos deixam “bêbados”.

 

Um forte abraço para Soutochao, com o devido pedido de desculpas, mas também com os parabéns por além ter terem em suas terras, bonitos e espectaculares espaços naturais, estarem tão bem tratados e cuidados.

 

A partir de hoje, Soutochao tem também link neste blog, que poderá visitar já aqui: http://www.soutochao.com/ , visita que recomendo:

 

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Até mais logo, com mais uma nas nossas aldeias.

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publicado por Fer.Ribeiro às 16:59
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

XI Encontro Convívio da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr - Conclusões

O Grupo de Caminhantes do Encontro (na festa e à mesa, eram mais)

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O prometido é devido e, embora atrasado, cá estou com a reportagem do XI Encontro da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr.

 

Tal como todos os eventos que se realizam em Chaves, também este Encontro foi um sucesso, não só na variedade e qualidade do seu programa como também em participação, com blogers e fotógrafos vindos de todo o nosso Portugal, desde o Minho ao Algarve, onde não faltaram até, os nossos amigos galegos.

 

Claro que tudo que se passou neste encontro foi importante, principalmente o convívio e o estreitar de amizades entre blogers, fotógrafos, mas também amigos da blogosfera flaviense que quiseram associar-se a este evento.

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O que seria que despertava o interesse dos fotógrafos!?

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De entre a variedade do programa, há que realçar alguns momentos grandes, começando pela visita a São Vicente da Raia, onde o seu Presidente da Junta nos mostrou alguns dos pontos de interesse da aldeia e onde também não faltou uma conversa e visita à adega de uma velha glória do Desportivo de Chaves, o Domingos. São Vicente da Raia que é uma das nossas poucas aldeias do xisto, conjuntamente com as restantes aldeias da freguesia (Orjais, Aveleda e Segirei.)

 

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Segundo momento importante foi a paragem para se apreciar o mar de montanhas, com a aldeia de Aveleda marcando um pequeno ponto de civilização no meio de tanta natureza. Aldeia de Aveleda que também teve no encontro o autor da sua página na net.

 

Da Aveleda para Cidadelha, já em terras galegas, onde o caminhante Pablo, de Vilardevos mais um amigo, galego andaluz que um dia quis ser português, com o seu casal de cães, esperavam pela comitiva para servirem de companheiros e guias pela Rota do Contrabando, onde todos fomos contrabandistas carregando o fardo dos nossos corpos, mas imaginando como difíceis e perigosos foram aqueles carreiros do contrabando, quando contrabandistas verdadeiros, de ambos os lados da fronteira, carregavam fardos a sério.

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Apenas conheço meia dúzia de rotas do contrabando, mas não andarei longe da verdade se disser que esta rota, é uma das mais belas rotas do contrabando do mundo, e diga-se a verdade, principalmente no trajecto do troço galego, não só pela intervenção cuidada que sofreu para adaptá-la a um trajecto de caminheiros, mas principalmente pelas belezas naturais onde as cascatas, dão um ar paradisíaco ao local, que de tão belo, nem apetecia abandoná-lo. Mas já se sabe, caminhantes que éramos, o caminho fazia-se a andar, que nem sempre foi fácil, diga-se (e eu sou uma fiel testemunha – o último a chegar), pois a descer, todos os santos ajudam, mas em montanha, tanto se desce como se sobe, e nas subidas, quando mais precisamos da ajuda dos santos, eles, estão sempre distraídos, mas também é uma boa forma para reforçar o apetite, a uma boa mesa que nos esperava na Praia de Segirei, mas antes, claro, paragem obrigatória na aldeia de Segirei.

 

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Curioso, e isto tem de ser dito, é que mal parou o autocarro em Segirei, a vizinha mais próxima da paragem, em vez de se assustar com aquela “cambada de estranhos” refugiando-se em casa, não se assustou e saiu à varanda convidando-nos a todos para beber um copo. Claro que não lhe invadimos a casa, embora insistisse, mas como a visita a Segirei era mesmo visita de médico, pois os assados da praia já cheiravam em Segirei, partimos quase de seguida para “fazer” a barriguinha.

 

Da comida não vos falo, caiu bem e no momento certo, regado com bons líquidos dos Deuses, onde, como da blogosfera flaviense se tratava, nem sequer faltaram os pastéis de Chaves.

 

Após o almoço, estava chegado o momento cultural do encontro, momento aliás de fazer inveja a qualquer momento cultural de sucesso, não só pelo ambiente, mas também pelos autores e livros que havia para apresentar. Autores da terra, com escrita da terra, com temas da terra ou à moda da terra, mas com livros presença universal e obrigatória em qualquer biblioteca.

 

Gil Santos e José Carlos Barros eram os dois autores presentes a apresentar livros neste encontro, e eu, no meio deles, todo babadinho por eles serem colaboradores e discursantes deste blog.

 

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Da esq. para a Dir. - Tânia Oliveira (Blog Segirei), Gil Santos (escritor), F.Ribeiro (Blog Chaves) e J.Carlos Barros (escritor)

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Gil Santos apresentou o seu livro de “Chaves a Copenhaga – A Saga de Um Combatente”, que já por duas vezes tivemos oportunidade de falar desse livro neste blog. Uma história da I Grande Guerra vivida na primeira pessoa  pelo avô/bisavô dos autores onde se enaltece a forma da escrita manuscrita do combatente reproduzida no livro. De Gil Santos também os “Ecos do Planalto”, fizeram presença no encontro e apresentação, onde os contos do planalto do Brunheiro e as suas estórias, fazem também história da vida no planalto do século passado.

 

O José Carlos Barros, geralmente conhecido como poeta já consagrado e premiado neste nosso Portugal, levou até nós o seu romance, curiosamente filho do seu blog. Um romance feito de mentiras, dizia o autor na sua apresentação, mas de mentiras que são verdades, aquelas que nunca se dizem nas nossas conversas e que ficam nas nossas reservas, mas que bem gostaríamos de as dizer. Mentiras que também tem a ver com a nossa terra e região, pois embora o José Carlos Barros habite e até seja autarca em terras algarvias, é a sua terra que tem no coração e, a sua terra não se resume a Boticas, onde nasceu, mas também a Chaves onde estudou e curiosamente a Segirei, onde o autor confessa ter passado (e quer continuar a passar) bons momentos da sua vida e onde escreveu partes deste livro, que faz questão de mencionar no final do romance, com a assinatura de “ Cacela. Gardunho, Segirei. 3 de Fevereiro de 2008, 3 de Janeiro de 2009”. “Uma história de amor que todos queríamos viver” com muitas mentiras todas elas verdadeiras, da terrinha e não só, que abrem o apetite a qualquer um para a sua leitura, pela certa uma boa leitura, pois o romance já começa a fazer sucesso a nível nacional e que sabe se a curto prazo não o será a nível internacional, como em Cuba, onde o José Carlos Barros já é bem conhecido e querido.

 

« O Prazer e o Tédio », é este o romance de José Carlos Barros, que está à venda numa livraria perto de si, incluindo em Chaves, onde além desta obra poderá também encontrar à venda a o livro de Gil Santos (Pai e filho). Dois livros que são obrigatórios em qualquer biblioteca, principalmente nas flavienses.

 

Da parte da organização deste encontro e pela certa da blogosfera flaviense, agradecemos a presença dos autores e desejamos-lhe o maior sucesso.

 

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Rafael, o galego, andaluz que um dia quis ser português, companheiro, guia e poeta cantante

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E já que estamos em maré de agradecimentos, vou terminar com os agradecimentos a quem devemos agradecer, começando pelo Paulo Bessa que se disponibilizou para nos ir confeccionar o “comer” na Praia de Segirei e que em Chaves abriu recentemente um Restaurante na Travessa Cândido Reis no espaço da antiga Pensão Flávia. Agradecer também ao «Prazeres na Loja», com loja no Largo do Anjo, que nos ofereceu os pastéis de Chaves, loja que aliás recomendamos, pois é uma loja que é um verdadeiro embaixador dos produtos regionais, onde poderá encontrar desde o genuíno presunto de Chaves, aos pastéis de Chaves, mas também ao bom vinho de qualidade, azeite, enchidos e fumados, compotas, etc. Isto é publicidade que faço gratuitamente e com gosto, pois é uma loja onde se pode encontrar do melhor que Chaves e a região tem e que, deveria servir de exemplo ao restante comércio tradicional cá da terrinha. Com bons produtos e a tradição, só se pode fazer comércio de sucesso.

 

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Agradecemos também a quem  bem nos recebeu, como o Presidente da Junta de São Vicente da Raia, o Sr. Antenor, mas também ao Domingos, velha glória do desportivo, como agradecemos ao Pablo por nos servir de guia e nos fazer companhia, mas também a Rafael, o galego andaluz que quis ser português, por ser guia, companheiro e também pelo recital e animação musical da tarde. Agradecemos também à população de Segirei pelo seu espaço e por se juntar a nós no período da tarde, como também agradecemos à Câmara Municipal de Chaves o apoio que deu a este encontro, mas também agradecemos a visita no período da tarde do Sr. Presidente da Câmara, Dr. João Batista e do Sr. Vereador , Arqº Castanheira Penas. Agradecimento também para o Sr. Guerra por nos aturar e transportar durante todo o dia.

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Pablo, o nosso guia, à conversa com os amigos de Segirei (Foto de Tânia Oliveira)

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Penso não ter esquecido ninguém nos agradecimentos, a não ser (claro) aos participantes, mas esses, fazem parte do sucesso deste encontro, com um agradecimento especial ao José Carlos Barros por ter vindo propositadamente do Algarve e ao Gil Santos por vir de Braga, ambos até Segirei para participar neste encontro mas também por nos brindarem com a apresentação dos seus livros, mas também ao pessoal que veio de Sintra e do Porto e aos de Chaves e das aldeias e amigos que se associaram ao evento, pois, todos fomos um sucesso, aliás, como todos os eventos que acontecem em Chaves, mas este, foi mesmo.

 


 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:43
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Domingo, 28 de Junho de 2009

Cidadelha/Segirei - XI Encontro da Blogosfera Flaviense - Breves Momentos

 

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Prometi vir por aqui e, cá estou, mas só para deixar duas imagens e marcar presença, a reportagem sobre o encontro, fica para mais logo.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:44
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Autocolantes da IBEREX 83

 

 

Autocolantes com o logótipo da IBEREX 83, III Exposição Filatélica Luso-Espanhola, que decorreu em Chaves, no pavilhão do GATAT, entre 22 e 30 de Outubro de 1983.

 

Com design do arquitecto Florêncio Freitas (n. 1958), este logótipo foi oficialmente reproduzido em cartazes, calendários de bolso e autocolantes, impressos na empresa JAFIL, João Alves de Freitas & Fo., Lda., no Porto, bem como nos catálogos da exposição, impressos na Tipografia Gutenberg, em Chaves.

 

Esta edição da IBEREX exibiu 126 colecções, distribuídas por 524 painéis, com mais de um metro quadrado cada. Noventa dessas colecções eram provenientes de Portugal e as restantes trinta e seis de Espanha.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 00:06
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Emblema Bordado da IBEREX 83

 

 

Emblema bordado com o logótipo da IBEREX 83, III Exposição Filatélica Luso-Espanhola, que decorreu em Chaves, no pavilhão do GATAT, entre 22 e 30 de Outubro de 1983.

 

Com design do arquitecto Florêncio Freitas (n. 1958), este logótipo foi oficialmente reproduzido em cartazes, calendários de bolso e autocolantes, bem como nos catálogos da exposição.

 

A reprodução em  tecido bordado deveu-se a uma iniciativa pessoal de Domingos Valtelhas, proprietário da Casa Plastic, o qual apenas terá mandado executar dois exemplares do mesmo.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 01:10
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Coleccionismo de Temática Flaviense - Marcofilia

 

Um dos dois envelopes editados para comemorar a realização em Chaves da III Exposição Filatélica Luso-Espanhola, IBEREX 83, que decorreu entre 22 e 30 de Outubro de 1983, no pavilhão do GATAT. Este certame filatélico realiza-se de dois em dois anos, alternadamente em Portugal e Espanha.

 

Existem duas variantes deste envelope que assinala o Dia da Galiza. Uma variante impressa com a cor que se reproduz, outra impressa com a  cor azul.

 

A imagem do carimbo comemorativo reproduz a ilustração de um prato de porcelana da fábrica de Sargadelos, na Galiza, oferecido aos expositores que participaram na Iberex 81. O envelope reproduz a representação heráldica da Galiza.

 

O mais recente destes certames, a IBEREX 2007, realizou-se em Boticas.

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publicado por blogdaruanove às 00:49
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