Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

Vivências - Curso de Relações Humanas em seis lições

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Curso de Relações Humanas em seis lições

 

Já se passaram quase trinta anos! Eu frequentava um curso Técnico Profissional, na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, e tive, juntamente com os meus colegas de curso, o privilégio de efetuar várias visitas de estudo, quer em Chaves, quer fora da nossa cidade. E foi precisamente numa dessas visitas de estudo (já não consigo, infelizmente, referir em qual delas) que ouvi da boca da pessoa que amavelmente nos recebeu aquilo que ela designou como sendo um curso de Relações Humanas em seis lições. Recordo que todos ficámos atentos para assimilar essas seis lições que, então, memorizei sem grande dificuldade.

 

A primeira lição estabelece quais são as seis palavras mais importantes nas relações humanas: “Admito que o erro foi meu”. A segunda lição, as cinco palavras mais importantes: “Você fez um bom trabalho”. A terceira lição, as quatro palavras mais importantes: “Qual a sua opinião?”. A quarta lição, as três palavras mais importantes: “Se faz favor”. A quinta lição, as duas palavras mais importantes: “Muito obrigado”. Finalmente, a sexta lição, a palavra mais importante: “Nós”.

 

Estando nós numa visita a uma empresa, o contexto de aplicação destes ensinamentos era, obviamente, um contexto de trabalho, mas, sem necessidade de quaisquer adaptações, eles poderão ser aplicados em qualquer outro contexto em que existam relações pessoais, ou seja, em quase tudo na vida, desde uma escola, uma associação, um clube, um grupo de amigos ou, inclusivamente, uma família.

 

Passados todos estes anos continuo a recordar com clareza estas seis lições e dou por mim a pensar como elas resumem perfeitamente dezenas de livros e milhares de páginas que se possam ler sobre relações humanas. Afinal, muitas vezes, os grandes ensinamentos não estão no interior de livros de grossas lombadas, mas sim em pequenos apontamentos que nos chegam quando menos esperamos.

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:09
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017

Flavienses por outras terras

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Lurdes Gomes

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até aos arredores do Porto, mais concretamente, até à cidade da Maia.

 

É lá que vamos encontrar a Lurdes Gomes.

 

Mapa Google + foto - Lurdes.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Santa Maria Maior – Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, a Escola Preparatória de Chaves (atualmente Nadir Afonso), a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1995 para estudar em Macedo de Cavaleiros.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Já vivi em Vila Franca do Campo (São Miguel - Açores), em Santiago do Cacém, em Almodôvar e agora na Maia.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

É muito difícil enumerar as boas recordações que tenho da cidade, mas posso referir as idas à discoteca “O Lago”, em Vila Verde da Raia, aos domingos à tarde com uma prima, os passeios aos sábados à noite com um grupo de amigos e a passagem por volta da meia-noite para comer bolos quentinhos na “Panificadora”, as “promessas” de ir a pé ao São Caetano…

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Em primeiro lugar provar os maravilhosos Pastéis de Chaves. Depois, visitar o Castelo, as Caldas, a Igreja Matriz de Santa Maria Maior, o Museu Flaviense…

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

As saudades que mais sinto são da vida pacata que se tem na cidade, sem muito trânsito.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Regresso a Chaves com alguma frequência para visitar o meu pai, a família mais próxima e alguns amigos que continuam por estes lados.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, mas para voltar seria necessário que a cidade se tornasse mais atrativa para fixar os jovens e não só, quer a nível económico, com mais oportunidades de emprego, quer a nível educativo, com uma boa oferta de cursos médios e superiores, quer a nível cultural. Esta linda cidade está um pouco apagada.

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Lurdes.png

 

 

 

 

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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Fugas - Uns dias no Alto Alentejo

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Uns dias no Alto Alentejo

 

Março de 2013. Aproveitando o fim de semana da Páscoa partimos, em conjunto com um casal amigo, para uns dias de merecido descanso na zona do Alto Alentejo. Ao fim de cerca de duas horas de viagem chegamos a Marvão, entre Castelo de Vide e Portalegre, e encontramos uma pequena vila rodeada por muralhas seculares e literalmente edificada no cimo de um enorme monte de rochedos. Esta sua localização estratégica, próxima da fronteira e com difíceis acessos, tornaram esta vila um importante bastião defensivo português durante séculos, tendo-se travado aqui diversas batalhas.

 

Marvão.JPG

Fotografia de Luís dos Anjos

Depois de nos instalarmos na casa onde vamos ficar nos próximos dias, ainda temos tempo para fazer um pequeno passeio de reconhecimento da zona envolvente, até que a chuva nos obriga a voltar para trás. Nos dias seguintes, o tempo mantem-se chuvoso e limita bastante a nossa ação. Conseguimos, ainda assim, percorrer as ruas sinuosas e estreitas, ladeadas de casas brancas, e visitar o castelo de onde podemos desfrutar de uma vista deslumbrante 360º à nossa volta. Temos ainda tempo para realizar uma atividade de Geocaching – uma prática que consiste em descobrir pequenas caixas ou objetos escondidos em locais estratégicos, partindo de coordenadas GPS e de algumas dicas que se podem consultar na Internet. Nas horas em que ficamos por casa ocupamos o tempo a ler, a jogar snooker, damas e outros jogos com as mais pequenas da família.

 

No dia do regresso tomamos um caminho diferente e passamos por Nisa e Vila Velha de Ródão, e ao cruzarmos o Rio Tejo avistamos à nossa esquerda as Portas de Ródão, um importante acidente geológico, onde o rio forma um estreitamento e dá lugar a uma enorme garganta. Impressionados com esta descoberta, que não conhecíamos de todo, subimos por uma estrada sinuosa até ao topo da “porta” norte e deslumbramo-nos com uma visão fantástica sobre o vale do rio. Entretanto, a chuva volta a surpreender-nos e obriga-nos a uma pequena corrida até ao carro antes do regresso a casa.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017

Vivências - Os Escudos, os "contos" e os "paus"

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Os Escudos, os “contos” e os “paus”

 

1 de janeiro de 2002. O Euro chega para substituir o Escudo. As máquinas dos Multibancos começam a dispensar apenas notas de Euros e os Escudos vão sendo retidos sempre que vamos às compras e entregues nos bancos.  Hoje, passados 15 anos, parece-me que já poucos são aqueles que ainda pensam ou fazem contas em Escudos: os mais novos porque não têm memória de outra moeda e nós porque, inevitavelmente, acabámos por nos habituar e já nem quase nos lembramos que um Euro equivalia a 200,482 Escudos.

 

Perdemos, assim, uma moeda só nossa, como o atestavam os elementos referentes à nossa história nas suas faces. Mas, na verdade, não perdemos apenas o Escudo. Perdemos também os “contos” e os “paus”, pois na linguagem corrente tínhamos 3 unidades de moeda: o Escudo, a designação oficial; os “contos”, quando se queria designar uma quantia normalmente a partir dos dois mil Escudos (dizíamos 1999$00, mas depois eram dois “contos”); e os “paus”, termo mais popular e que se utilizava principalmente quando se queria realçar que determinada compra tinha sido cara (isto custou-me 500 “paus”…). Hoje só falamos em Euros e, vá-se lá saber porquê, parece que o valor das coisas passou a ser menor: um Euro é (apenas) um Euro, mas duzentos “paus” era muito dinheiro…

 

Com a chegada do Euro acabou-se a necessidade de cambiar moeda (ou “trocar”, como se dizia habitualmente). Pessoalmente, foram poucos as vezes em que tive de “trocar” Pesetas e na última vez que o fiz, para uma viagem a Sevilha, no verão de 2001, recordo-me de no regresso parar num posto de combustível, antes de chegar à fonteira, juntar todos os trocos que tinha e pedir ao funcionário para encher o depósito até àquele valor, pois já não ia voltar a Espanha no tempo das Pesetas.

 

Curiosamente, por saudade, por fazerem parte de coleções, por estarem perdidos ou ainda esquecidos debaixo de algum colchão, existem milhões de Escudos que nunca foram trocados pela nova moeda. Uma verdadeira fortuna...

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:08
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016

Vivências

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Natais de outros tempos

 

Dezembro. Os dias são frios e as noites nesta altura do ano chegam cedo. O dia de Natal aproxima-se, mas na televisão há já muito tempo que a publicidade nos começou a bombardear com sugestões de prendas para todos os gostos: brinquedos, perfumes, livros, smartphones, tablets, jogos… Lá fora, as ruas iluminam-se e as montras reinventam-se, procurando despertar o interesse de quem passa. Entretanto, o mês avança e quase sem darmos por isso depressa chegaremos à noite da consoada. Estaremos com a família, mas sempre atentos às mensagens que se vão trocar aos milhares no espaço virtual... É o Natal das prendas e das redes sociais, sem mais… E é assim todos os anos… ou não foi sempre?

 

Não, não foi sempre assim… Olhando para trás, recordo com nostalgia Natais de outros tempos, com outras vivências, sobretudo nos anos em que integrei o grupo de jovens da minha paróquia, no final da década de 80 e início da década de 90. Eram Natais sem e-mail’s, SMS’s ou redes sociais, mas em que nos desdobrávamos em diversas atividades concretas e que nos davam imensa satisfação: fazíamos cartazes e espalhávamo-los pelos bairros da paróquia; construíamos o presépio, ora na igreja de Santa Cruz, ora na igreja da Trindade (a igreja paroquial ainda não era mais do que um projeto); enviávamos postais de Boas Festas (sim, por correio, num envelope, com selo e tudo…) aos outros grupos de jovens e a algumas entidades oficiais da cidade animávamos a Missa do dia de Natal... Até houve um ano em que tivemos a ideia de fazer uma árvore de Natal na rotunda de Santa Cruz, junto à antiga escola primária... e fizemo-la mesmo! De machado às costas, fomos para os lados da zona industrial e trouxemos um pinheiro enorme que lá colocámos e que enfeitámos o melhor que pudemos, enquanto um vento frio nos gelava as mãos e a cara…

 

Menos tecnologias, mais calor humano…

 

Outros tempos, outros Natais, outras vivências…

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016

Vivências - Sociedade Líquida

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Sociedade líquida

 

Se lermos um pouco de História ou conversarmos com pessoas de uma geração anterior à nossa rapidamente percebemos o quanto uma sociedade muda no espaço de poucos anos. E esta evolução não é um fenómeno exclusivo dos tempos modernos. Contudo, nas últimas décadas, como consequência da conjugação de vários fatores (sendo a evolução tecnológica o principal) a mudança tem sido, sem dúvida, mais rápida, mais notória e mais profunda.

 

No passado (na verdade, até há 20 ou 30 anos talvez), a sociedade estava claramente alicerçada em valores sólidos, tradições, personalidades de referência em casa (o pai, a mãe, o avô…) e fora dela (na música, na literatura, na política, no desporto…). Hoje, a realidade é bem diferente. Os jovens não têm ídolos (eles sucedem-se mais ao menos ao ritmo dos programas de televisão ou do aparecimento e desaparecimento de uma qualquer banda de música) e os valores, tais como a boa educação, o respeito pelos mais velhos, a responsabilidade, a solidariedade ou outros, parecem muitas vezes completamente ausentes das suas vidas. Por outro lado, as tradições, os saberes, os usos e costumes que outrora passavam de geração em geração (todo um património) parecem ter perdido significado neste mundo cada vez mais virado para o consumo e para o imediato. Simultaneamente, não se consolidam quaisquer novas tradições ou costumes, pelo que caímos, assim, numa espécie de vazio…

 

Numa recente reunião de pais com filhos na catequese ouvi a expressão “sociedade líquida”. Fiquei intrigado e, pesquisando um pouco na Internet, descobri que o conceito é de um sociólogo polaco (Zygmunt Bauman) e define uma sociedade sem forma consistente, como se fosse um qualquer corpo líquido que, tal como a água, é incapaz de manter a sua forma. E é isso que me parece que, infelizmente, estamos a construir: uma sociedade onde cada vez mais tudo é volátil, efémero e nada ganha uma forma duradoura…

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016

Vivências - 25 anos depois

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25 anos depois…

 

Há 25 anos entrei no Ensino Superior. Estávamos em 1991 e o mundo era muito diferente… Ao contrário dos jovens de hoje, não soube da minha colocação pela Internet, nem sequer por SMS, mas sim depois de uma hora de viagem de autocarro até Vila Real para consultar, em papel, as enormes listas afixadas nas paredes do minúsculo Gabinete Coordenador do Ingresso no Ensino Superior. Com a saída de Chaves para o prosseguimento de estudos alarguei, inevitavelmente, os meus horizontes e a minha maneira de entender o mundo. Conheci outras realidades, outras vidas, outras formas de pensar, conheci novas pessoas e fiz novos amigos de vários pontos do país. E tudo isto me enriqueceu e me fez crescer…

 

Terminados os cinco anos do curso cada um foi seguindo o seu caminho. Muitos continuaram pelo Porto, outros regressaram às suas terras, outros ainda seguiram para outras cidades, e até para o estrangeiro. E assim, numa época ainda sem telemóveis, e-mails ou Facebook - os únicos contactos que tínhamos uns dos outros eram a morada e o telefone fixo da casa dos pais - os contactos nos anos seguintes nem sempre foram tão frequentes quanto o desejaríamos. Marcaram-se alguns almoços de reencontro, mas pouco a pouco foram-se tornando cada vez mais espaçados… Com as novas tecnologias voltamos vários anos depois a estar mais próximos, à distância de uma chamada de telemóvel ou de uma mensagem no Skype ou no Facebook. Mas o tempo passou e já nem todos temos os mesmos interesses nem as mesmas recordações. Alguns de nós, no entanto, insistem em manter um contacto mais efetivo e é com orgulho que vamos cultivando estas amizades iniciadas há mais de duas décadas. E assim, quando olhamos para o mapa de Portugal ou quando em família viajamos pelo país temos uma outra perceção: para além de estradas, auto-estradas, nomes de vilas e cidades, há também nomes e rostos de pessoas que conhecemos…

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:37
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

Flavienses por outras terras - João Afonso

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João Afonso

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até ao outro lado do Atlântico, mais concretamente até ao Rio de Janeiro, a “Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil…”

 

É lá que vamos encontrar o João Afonso.

 

Mapa Google + foto - João Afonso.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci no Largo da Falgueira, na aldeia de Noval.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Não frequentei a escola em Portugal, apenas no Brasil.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí no ano de 1956, em Dezembro, com 5 anos e meio, ainda sem conhecer o meu pai.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Para além de varias localidades no estado do Rio de Janeiro, vivi e trabalhei no sul do Brasil, uma região com características europeias, convivendo com ucranianos, japoneses, polacos, entre outras nacionalidades. Também vivi em Angola durante 2 anos, enquanto trabalhei num projeto de barragem hidroelétrica.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Apesar da idade, por natureza, tenho boa memória e recordo-me de uma segada, das vindimas e de uma matança de porcos, para além da aldeia, todos os cantos onde estive ainda miúdo, algumas personalidades da época e familiares, obviamente. Recordo também a casa onde vivi bons momentos de imaginação e sonhos, convivendo sempre com os animais da casa, as árvores e tudo o que eu alcançava ou que me era permitido.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

A cidade de Chaves e arredores dispõem de opções para todos os gostos e interesses. Passear pelo centro histórico, respirar o ar da cidade e vislumbrar o Tâmega já enche os olhos. Visitar uma aldeia seria interessante para perceber como viveram, o que construíram os nossos antepassados, o trabalho do campo no formato tradicional, contemplar a paisagem, deliciar-se com bom vinho, a gastronomia, a água pura da montanha…

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Sem dúvida, primeiramente, do carinho dos familiares. Saudades também da vida e da dinâmica que a aldeia possuía, hoje um pouco deserta, quase morta, pela ausência de população - um palco magnífico sem os artistas que preservavam a cultura familiar e do campo…

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Conforme a disponibilidade no trabalho e compromissos.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sem dúvida, faz parte dos nossos planos vivermos, pelo menos, 6 meses em Portugal e 6 meses no Brasil. Em Portugal éramos 2 irmãos, hoje, aqui no Brasil, somos 4. A família é composta por cerca de 35 pessoas no Rio de Janeiro, além de outros estados, Portugal e América do Norte. São 9 bisnetos da minha mãe, ainda crianças. Portanto, temos que dividir o tempo de estadia…

 

Baia de Botafogo (Rio de Janeiro).jpg

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até João Afonso.png

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:31
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016

Vivências

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Da vontade de mudar o mundo…

à resistência para que o mundo não nos mude…

 

Ao princípio é simples. O mundo parece-nos perfeito. Acreditamos nas fadas e nas princesas (as raparigas) e nos super-heróis (os rapazes). Acreditamos também no velhinho de barbas brancas que numa só noite consegue a proeza de visitar todas as casas onde há crianças para deixar prendas àquelas que se portaram bem durante o ano. Depois crescemos e a magia começa a perder-se. Afinal o mundo não é assim tão perfeito. Pensamos, então, que somos nós que o vamos mudar e ai de quem nos diga o contrário! Estamos no turbilhão de emoções e sonhos que é a juventude, a fase da vida em que tudo nos parece possível. E a nossa luta continua, mas, de repente, damo-nos conta que já tudo mudou à nossa volta. Já não temos vinte anos. Crescemos, tornamo-nos homens, mulheres, pais, trilhamos o nosso caminho e a vida foi adquirindo outro sentido. Há muito que deixámos de acreditar nas fadas ou super-heróis para nos salvar. Eles existem sim, mas são, afinal, humanos como nós e chamam-se simplesmente “amigos”. Continuamos a acreditar em tudo o que sempre acreditámos, mas já não temos as mesmas ilusões de querer mudar o mundo sozinhos. Agora, mais do que agir, pensamos sobretudo em resistir para que o mundo, ou a sociedade como lhe queiram chamar, não nos mude a nós. Queremos continuar fiéis aos valores que um dia nos incutiram e que queremos agora transmitir aos nossos. Por isso, ficamos felizes quando o nosso filho faz algo errado e nos diz a verdade, quando poderia mentir-nos, ou quando encontra na escola algo que não lhe pertence e procura o legítimo dono para o devolver.

 

 Acreditamos agora que, mais do que grandes ações, são estes pequenos gestos praticados no dia-a-dia que nos fazem sentir que estamos a fazer a nossa parte para um mundo melhor para nós e para os nossos filhos.

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:34
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

Fugas - Um dia no Porto

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Um dia no Porto

 

Agosto de 2014. A caminho de Chaves para uns dias de férias planeámos uma paragem de um dia no Porto para revisitar a cidade. O Palácio de Cristal, um dos mais emblemáticos e agradáveis espaços verdes do Porto, é o nosso primeiro ponto de paragem. Apesar de já aqui termos estado várias vezes, não deixamos nunca de nos surpreender com os jardins de estilo romântico e as deslumbrantes panorâmicas que se nos oferecem, desde a Ponte D. Luís, de um lado, até à Ponte da Arrábida e à Foz, do outro.

 

1600-porto (344)

 

Para o almoço deslocamo-nos até à zona das Antas e de lá iniciamos um agradável passeio que nos leva pela Rua da Boavista até à rotunda com o mesmo nome (na verdade, chama-se Praça Mouzinho de Albuquerque, mas será sempre a Rotunda da Boavista), seguindo depois pela avenida até à zona do Castelo do Queijo onde, perante a curiosidade das minhas filhas sobre esta designação, acabo por lhes explicar que o nome se deve ao facto do Forte de São Francisco Xavier ter sido construído sobre uma enorme rocha arredondada com um formato semelhante ao de um queijo. Percorremos depois toda a zona marginal de regresso à cidade e acabamos por estacionar em frente ao Palácio da Bolsa. A pé, seguimos até à zona da Alfândega do Porto para visitar o “World of Discoveries”, um moderno espaço temático que recria a odisseia dos Descobrimentos Portugueses, e assim que entramos, na parede mesmo em frente, deparamo-nos com a conhecida passagem da obra “Os Lusíadas”, na qual Luís de Camões relata a passagem dos navegadores portugueses pelo Cabo da Boa Esperança e o confronto com o Gigante Adamastor - “Aqui ao leme sou mais do que eu / Sou um povo que quer o mar que é teu”. Terminada a visita seguimos para a Ribeira e envolvemo-nos numa multidão de turistas. O passeio ainda poderia prosseguir para a outra margem do rio, para revisitar as caves do Vinho do Porto, ou voltar a subir à Serra do Pilar, por exemplo, mas deixamos essas visitas para uma próxima viagem...

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:50
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

Vivências - É tão pouco o que sabemos...

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É tão pouco o que sabemos…

 

Julho de 2013. Estou na Ericeira, na Região do Oeste, a poucos quilómetros de Lisboa, e tenho de ocupar a manhã enquanto aguardo pela minha esposa que está a participar numa ação de formação. Tenho comigo um livro para ler, um bloco de folhas para o caso de me apetecer escrever algumas linhas, e uns quantos “sudoku’s” que também poderão ser úteis. Estaciono o carro e percorro a pé algumas ruas até chegar à zona mais turística da vila. No café onde páro para tomar um café ouço falar francês e inglês, e enquanto recebo o troco pergunto onde fica a Biblioteca Municipal. Sei que não estou longe, pois no dia anterior fui ao Google Maps e fiquei com uma ideia da zona. O empregado indica-me que é numa rua paralela àquela onde me encontro e, efetivamente, chego lá sem qualquer dificuldade. Para o acesso não é necessário qualquer formalismo especial, apenas um pequeno impresso para assinalar os livros, jornais ou revistas que consultar. Diz-me a senhora da receção que é para fins estatísticos. No interior da biblioteca deparo-me com vários corredores de estantes e, ao fundo, uma pequena sala com computadores com acesso à Internet. Após consulta ao meu e-mail, e a mais um ou dois sites para ver as notícias do dia, regresso à zona dos livros. São certamente alguns milhares, deduzo eu, todos eles devidamente catalogados, agrupados em categorias e alinhados nas estantes, simplesmente à espera que alguém os venha resgatar daquela imobilidade e lhes dedique alguns minutos, ou quiçá horas de atenção, mas não me é difícil imaginar que muitos deles já não serão consultados há anos…

 

Sento-me e penso que ali, naquela sala relativamente pequena, está reunido mais conhecimento do que aquele que alguma vez conseguirei assimilar e mais histórias do que aquelas que alguma vez conseguirei ler em toda a minha vida… É assim mesmo, tão simples quanto isto… basta um pequeno momento para nos recordar que é tão pouco aquilo que sabemos e tanto aquilo que temos para aprender…

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:04
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

Vivências - A idade das escolhas

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A idade das escolhas

 

A vida é feita de escolhas constantes. A começar pela roupa que vestimos de manhã, antes de sair de casa, e a acabar no programa de televisão que vemos à noite, depois do jantar, passando pela música que ouvimos no carro a caminho do trabalho ou pelo prato que escolhemos para o almoço.

 

A verdade, no entanto, é que durante os primeiros anos da nossa vida não tivemos necessidade de fazer qualquer escolha. Não escolhemos se queríamos ou não nascer, nem o momento, não escolhemos os nossos pais, não escolhemos as nossas primeiras roupas nem a nossa primeira escola... Os nossos pais tudo escolheram por nós... E sentimo-nos bem.

 

Um dia, porém, quando menos esperamos, chegamos à idade das escolhas. Reparamos, então, que ter de escolher nem sempre é agradável. Primeiro, porque nos vemos obrigados a abdicar de muitas coisas para poder escolher outra, ou outras. Depois, porque, na realidade, escolher nem sempre é uma tarefa fácil; umas vezes porque não temos grandes opções, outras vezes porque temos opções a mais. Mas é uma inevitabilidade; se assim não fosse nunca chegaríamos a lado nenhum porque ficaríamos eternamente a analisar as alternativas sem nos decidirmos por nenhuma delas. E à medida que vamos crescendo vamos tendo cada vez maior necessidade de fazer escolhas e escolhas mais marcantes para a nossa vida; um curso, uma namorada, um emprego, um carro, uma casa... e por aí adiante.

 

É, pois, importante saber escolher e ter a noção de que uma escolha não é uma simples renúncia a uma coisa em favor de outra; uma escolha deve ser sempre uma opção consciente e ponderada por aquilo que julgamos ser melhor para nós, naquele momento e para o futuro.

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:12
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2016

Vivências - Uma viagem de comboio

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Uma viagem de comboio

 

Agosto de 2009. Fornos de Algodres. Distrito da Guarda. Domingo. 17h07. Lentamente, o comboio que me vai levar até Leiria inicia a sua marcha. Passaram-se já vários anos desde a minha última viagem de comboio. E, verdade seja dita, também nunca fui um grande viajante neste meio de transporte, não pelo facto de não gostar, mas simplesmente porque as oportunidades não surgiram.

 

Na década de 1980 fui até às Pedras Salgadas, numa agradável viagem na Linha do Corgo. Anos mais tarde, nos tempos da faculdade, aventurei-me por duas vezes numa viagem Porto-Vila Real, primeiro acompanhando a belíssima paisagem do Rio Douro, até à Régua, e depois, já na via estreita, subindo em curvas intermináveis por entre socalcos de vinhas até Vila Real. E como nessa altura o troço até Chaves há muito que já havia encerrado, ainda me restou mais uma hora de autocarro. Depois dessa época talvez tenha feito mais uma ou outra viagem sem particular significado.

 

18h20. Estação de Santa Comba Dão. A paisagem agreste de fragas e giestas do início da viagem foi mudando e deu lugar ao verde da floresta e aos campos cultivados. Também o povoamento é agora menos disperso; vêem-se mais casas, mais vida… Sentimos que deixamos a pouco e pouco o interior e caminhamos para o litoral. A viagem segue. Passamos pelo Buçaco, Pampilhosa e chegamos a Coimbra-B. É altura de mudar de comboio. Cruzamos o rio em direção a Oeste e novamente a paisagem se altera. À nossa volta estendem-se vastos arrozais irrigados pelas águas do Mondego que se prolongam por toda esta veiga até à Figueira da Foz. Vamos fletindo para Sul e começam a surgir extensas áreas de pinhal.

 

20h22. Estação de Leiria. Viajar de comboio é uma experiência diferente de viajar de carro, ou até mesmo de autocarro. Passei por lugares e apeadeiros cujos nomes nem sabia que existiam, longe das principais estradas que aparecem nos mapas, reparei em pormenores diferentes e apreciei esta viagem de outra forma. E como não tive de vir atento à estrada ainda tive tempo para escrever…

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:19
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Terça-feira, 17 de Maio de 2016

Fugas - Um passeio pela região Oeste

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Um passeio pela região Oeste

 

Passeio de um dia pela Região Oeste, aqui mesmo ao lado. Saímos de Leiria e passamos pela Marinha Grande, seguindo depois para Sul até à Nazaré, mas antes de descermos até à vila voltamos à direita e vamos até ao Sítio da Nazaré, um magnífico miradouro no alto de uma enorme falésia. Aqui, segundo a lenda, terá ocorrido o célebre episódio de Dom Fuas Roupinho, o alcaide do castelo de Porto de Mós, que andava a caçar a cavalo envolto num denso nevoeiro e que, ao perseguir um veado, acabou por se dirigir para o cimo da falésia. Quando se apercebeu que estava à beira do precipício, em perigo de queda, invocou Nossa Senhora e, então, milagrosamente, o seu cavalo estacou, ficando as suas patas dianteiras suspensas no penedo rochoso, sobre o vazio.

 

Continuando para Sul, passamos ao lado de São Martinho do Porto e chegamos às Caldas da Rainha, uma cidade que nasceu e cresceu em redor do Real Hospital das Caldas, mandado construir por ação mecenática da Rainha D. Leonor. O ponto central da cidade é a Praça da República, mais conhecida como Praça da Fruta, pelo facto de ali se realizar diariamente (durante a manhã) o pitoresco mercado de frutas, flores e legumes. Um outro ponto de paragem obrigatória é o Parque D. Carlos I onde temos a oportunidade de fazer uma bela caminhada, e até um pequeno passeio de barco no lago, que nos abre o apetite para o almoço, após o qual seguimos para Óbidos, a pouco mais de uma meia dúzia de quilómetros.

 

DSC08004.jpg

 Hospital Termal das Caldas da Rainha - Fotografia de Daniel Branco

 

A vila de Óbidos confunde-se com o seu castelo e as suas muralhas e é, seguramente, um dos conjuntos defensivos mais bem conservados em Portugal. Entramos na cidadela pela “Porta da Vila”, toda ela revestida por azulejos, e que nos deixa desde logo fascinados. Depois, no interior, temos ruas e vielas, igrejas e lojas de artesanato, e ainda a famosa “Ginginha” de Óbidos, uma bebida típica feita a partir da ginja e servida num pequeno copo de chocolate. 

 

O relógio vai avançando e o nosso passeio fica por aqui. Regressamos ao carro e a casa, à espera da próxima saída…

 

 Luís dos Anjos

 

 

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Terça-feira, 15 de Março de 2016

Vivências - Um dia, quando os meus filhos crescerem...

vivenvias

 

Um dia, quando os meus filhos crescerem...

 

 

Se eu lhes conseguir explicar e eles quiserem entender…

 

Quero que saibam que noutros tempos, na infância dos seus pais, o mundo era um lugar muito diferente…

 

Quero que saibam que não ficávamos horas a fio em frente à televisão (ainda a preto e branco e só com 2 canais) ou agarrados a um viciante jogo de computador...

 

Quero que saibam que não tínhamos Playstation, nem MP3, nem Internet…

 

Quero que saibam que as palavras sms, e-mail, download, entre tantas outras, não faziam parte do nosso vocabulário porque não existiam, pura e simplesmente…

 

Quero que saibam que não havia telemóveis e que a maioria das casas nem sequer tinha telefone…

 

Quero que saibam que mesmo assim conseguíamos ser felizes, brincar e fazer as nossas tropelias…

 

Quero que saibam que tínhamos amigos com quem partilhávamos todos os momentos que podíamos e que íamos a casa deles, a pé ou de bicicleta, para ver se eles lá estavam…

 

Quero também que saibam viver cada momento presente, que saibam preparar o futuro e, acima de tudo, aprendam a lutar por ele...

 

Quero que saibam alegrar-se com os sucessos, mas sobretudo levantar-se e recomeçar após uma desilusão...

 

Quero que saibam entender e amar a vida com tudo o que ela tem de simples, de belo, mas também de cinzento e de luta…

 

Um dia, quando os meus filhos crescerem, se eu lhes conseguir explicar e eles quiserem entender, quero que saibam tudo isto e muito mais para mais tarde também eles o ensinarem aos seus filhos...

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:13
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