Domingo, 28 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto ... Ormeche

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Finais de julho de 2016, quatro da tarde, muito calor, já depois de um intenso dia, desde manhãzinha, à recolha de imagens dentro do Barroso chegámos a Ormeche, sem gente na rua, o que não era de admirar pois o intenso calor convidava mesmo à frescura do interior das casas.

 

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Primeira imagem de recolha na aldeia, mais que a aldeia, foi mais uma para a nossa coleção de alminhas, esta por sinal muito curiosa e singular, um dois em um – alminhas e cruzeiro, confesso que nunca tinha visto e se calha é mesmo caso único, não o sei, pois a nossa imaginação, a portuguesa, é mesmo muito rica, e aqui fica engrandecida, não fossem os cruzeiros e alminhas traços da cultura portuguesa. Nem que fosse só por esta imagem e já tinha valido a pena ter ido a Ormeche, pena o popó estar estacionado junto a esta preciosidade e ter complicado a composição como se não bastassem os habituais postes e cabos aéreos que tem de estar sempre lá a estragar belíssimas imagens da nossa ruralidade. Coisas dos nossos tempos, mas mesmo assim, poderia haver mais um bocadinho de respeito pelo nosso passado.

 

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Bastava a imagem do cruzeiro com alminhas mas quisemos mais e assim adentramos a aldeia. Dizíamos no início que à chegada não vimos gente na rua, mas afinal estávamos enganados, havia mesmo gente na rua, curiosamente num cenário que penso também poder considerar-se um traço da cultura portuguesa, gente sentada à sombra à porta de casa, nos bancos de pedra que geralmente se deixavam encostados às fachadas das casas, precisamente para isso… para aproveitar as sombras de verão ou o sol de inverno, bancos de encontros, de conversas e de convívio.

 

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Mas não era tudo, pois os homens mais novos, também à sombra, da capela,  mas à volta de uma mesa, jogavam às cartas, com o habitual “público” e os habituais líquidos de hidratação, o calor a isso convidava. Mais uma vez penso que este cenário de homens, cartas, calor/sombras e vinho, são mais um traço da nossa cultura portuguesa. Ou seja, se alguma dúvida houvesse, bastavam estes três cenários para saber sem qualquer dúvida que estava numa aldeia portuguesa, mas a este respeito, ainda não era tudo.

 

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As capelas na croa dos montes, aí está outro dos nossos traços culturais, e este era avistado desde o largo em que nos encontrávamos. Achámos muito curiosa a localização e estava traçado o nosso destino a seguir a Ormeche, ainda para mais que calhava próxima de um dos nossos destinos Pai(o) Afonso. Tratava-se da capela de Nossa Senhora da Livração, que já deixámos aqui no respetivo post de Pai(o) Afonso, mas que penso que a festa/celebrações à Nossa Senhora da Livração são mesmo da aldeia de Ormeche.

 

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Continuemos nos traços da nossa cultura e este se não o é, merecia sê-lo, embora hoje um pouco em desuso por ser também uma vítima do despovoamento rural e da globalização. Refiro-me aos antigos comércios locais ou antigas tabernas, que também elas se foram adaptando aos novos tempos, isto quando existiam, e que além serem um lugar para se beber, jogar cartas foram também um local onde se podia comprar de tudo que fizesse falta em casa, mesmo tudo, sem qualquer exagero. Eram os centros comerciais rurais mas também centros de convívio das aldeias e dos bairros de Portugal. Em Ormeche ainda existe um comércio muito próximo daquilo que aqui se descreveu, um comércio local onde se vende de tudo que faz falta em casa, mesmo de tudo.

 

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E a nossa visita que estava para ser breve em Ormeche acabou por se prolongar um pouco mais, a convidava a ficar um pouco, descansar um pouco e um pouco de conversa com a gente local também é agradável e aprendemos sempre qualquer coisa e às vezes, até nos surpreendemos.

 

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Em Ormeche a surpresa estava sentada à sombra, um antigo militar, reformado, que passou a vida a fazer fotografia aérea nas ex-colónias, dias e dias a fotografar, revelar e montar fotografias aéreas, tanto que se tornou um especialista na matéria que deu para desenrascar situações mais complicadas, mérito que foi reconhecido pelo estado português dando-lhe gratuitidade na obtenção de estudos, que ele e a família aproveitaram.

 

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Ainda antes das nossas pesquisas sobre a aldeia, passemos agora à sua localização.  Iniciando pela coordenadas: 41º 42’ 08.31” N e 7º 54´39.91” O. Altitude 850m. É mais uma da aldeias de proximidade da Estrada Nacional 103 e da proximidade da Barragem da Venda Nova (900m) mas também próxima da Barragem dos Pisões (6 km – distâncias em linha reta). Mas fica o nosso habitual mapa.

 

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Agora sim, passemos às nossas pesquisas. Bibliograficamente falando, nada encontrámos para além de menções à sua localização, freguesia e concelho, mas na internet encontrámos dois sítios que queremos mencionar e que se referem diretamente à aldeia, para além de uma referência na página oficial do município a uma natural de Ormeche – Ana Albuquerque.

 

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Pois aqui fica a referência/notícia, conforme a encontrámos na página oficial do Município na internet:

“Atleta de Ormeche na Seleção Nacional (Sub-16)

Ana Albuquerque, atleta de Ormeche, concelho de Montalegre, que representa atualmente o Arsenal de Londres, está convocada para o estágio de preparação da Seleção Nacional de sub-16 de futebol feminino. Os trabalhos de preparação, agendados para a Cidade do Futebol, iniciam segunda-feira. O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, fala em «regozijo e agrado geral» pelo feito desta jogadora com raízes no município.”

 

 A notícia é mais ou menos recente, mais propriamente de 25/01/2017. Fica o link para a notícia onde está também a foto da alteleta: https://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=3484

 

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Nas nossas pesquisas na NET ficámos também a saber que o padroeiro de Ormeche é o S.Mateus, segundo o que consta num blog dedicado à aldeia (referência no final do post). Blog que parece estar ligado a uma Associação da aldeia  a A.C.R.A.O. - Associação Cultural e Recreativa dos Amigos de Ormeche que existe desde 2006. Associação que se assume em defesas das tradições da aldeia e que segundo consta nos post do blog assim é. Matança do porco, cantar dos reis, recreação de segadas à moda antiga, entre outras atividades. Pela certa uma Associação que é uma mais valia para a aldeia, ou era, pois a última publicação no referido blog foi dia 12 de janeiro de 2011 e a partir de aí não encontrámos mais notícias sobre a atividade da ACRAO. Se já não existe, temos pena, por outro lado e por experiência própria,  compreendo que não é fácil manter com vida este tipo de associações, principalmente quando não têm qualquer apoio de quem as deve apoiar. Não sei se é ou foi o caso, mas espero que esteja tudo bem e seja só suposições nossas.

 

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Por outro lado encontrámos outro sítio na Internet dedicado a Ormeche, mais propriamente no facebook, e este sim, está ativo com publicações regulares (referência no final do post, já a seguir).

 

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E é tudo por hoje e sobre Ormeche foi a reportagem possível. Lamentamos sempre não ter mais informações sobre as aldeias, mas fazemos o que podemos.

 

Ficam as habituais referências às nossas consultas e também os habituais links para os posts de outras aldeias e temas do Barroso.

 

Sítios da WEB consultados:

- Um blog de Ormeche: http://ormeche.blogspot.pt/

- Um sitio no facebook: https://www.facebook.com/aldeia.deormeche

- Página oficial do Município de Montalegre: https://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=3484

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:43
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Domingo, 7 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto... Gralhós

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GRALHÓS 

 

Hoje em dia, apetece-nos ir até Montalegre, pegamos no popó e ala, viramos em direção ao S.Caetano, subimos a Soutelinho e depois é seguir a estrada pelo planalto do Alto Barroso que logo a seguir estamos em Montalegre. E se dúvidas houvessem, bastava chegar ao Planalto ou a Soutelinho da Raia, que é a mesma coisa, e seguirmos em direção à Serra da Larouco que a certo ponto as torres do Castelo de Montalegre indicam-nos onde é a vila.

 

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Mas nem sempre foi assim e no meu tempo de criança, ter popó ainda era um luxo e as idas a Montalegre faziam-se nas camionetas de Braga ou carreiras do “tio” Magalhães, que também é a mesma coisa, com escala no Barracão para mudar para a segunda camioneta que nos levaria até Montalegre pois a outra seguia para Braga.

 

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Essa segunda camioneta, logo a seguir ao Barracão abandonava a EN 103 para entrar na estrada Municipal 308 e logo, logo a seguir fazer a primeira paragem em Gralhós, a nossa aldeia de hoje.

 

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Lembro-me dessas paragens e pouco mais, pois a memória neste tempo que passou deu prioridade a outros registos mas também porque a partir de certa altura, aí por meados ou finais dos anos setenta, a escala das carreiras de Braga passou a fazer-se em S.Vicente da Chã e Gralhós foi ficando ao lado, ou bem ao lado, pois a partir dos finais dos anos setenta as nossas idas à Vila de Montalegre passaram-se a fazer via Soutelinho da Raia.

 

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Sinceramente penso que desde criança que já não passava por Gralhós e se passei, penso que o fiz ao lado, pois parece-me que entretanto foi construída uma variante que teria retirado a passagem da estrada pelo centro da aldeia, pois o que retenho na memória não é nada daquilo que se vê da atual estrada, aliás um vista que pouca justiça faz a beleza que esta aldeia tem na sua intimidade.

 

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Sim, de facto fiquei surpreendido com a aldeia pois vista a atual estrada ela engana. Já na sua intimidade somos surpreendidos pelo conjunto do casario aquele que é típico no Alto Barroso e que ainda chega a Gralhós, já terras da chã barrosã e já na transição para o Baixo Barroso.

 

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Alto e Baixo Barroso que para quem não é do Barroso pode gerar alguma confusão. Para quem conhece o Barroso, a fronteira entre os dois Barrosos é fácil de detetar, pois em termos paisagísticos são bem diferentes, isto para não estarmos a complicar mais, como eu costumo fazer, pois para mim há mais que dois Barrosos, tal como as suas fronteiras que comummente ficam limitadas aos concelhos de Boticas e Montalegre, para mim vão mais além, mas hoje não quero ser eu a divagar sobre o assunto e vou passar ao que existem em documentos escritos, tal como acontece na Etnografia Transmontana – I Crenças e Tradições de Barroso, de António Lourenço Fontes.

 

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Pois na atrás mencionada Etnografia sobre o Barroso diz-se o seguinte:

“ BARROSO – Território de montanhas que compreende todo o concelho de Montalegre, quase todo o de Boticas, diminuta parte do de Chaves (Soutelinho), parte de Cabeceiras de Basto (Magusteiro, Formigueiro, Toninha, Moscoso da freguesia de Rio de Ouro) e de Vieira (Lamalonga, Campos e Ruivães). « Etnografia Portuguesa V 3.º Leite de Vasconcelos. Divide-se esta região em duas partes: “

 

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E continua:

“ O Baixo e Alto Barroso. As terras mais altas e frias são o alto Barroso e as mais baixas e férteis são o baixo Barroso. Há quem não queira chamar-se Barrosão. Mas também se diz: são Barrosões os habitantes, da margem direita do Tâmega, desta zona.

Apesar de serem Barrosões dizem os do Baixo Barroso, quando se referem aos do Alto Barroso: lá p’ra Barroso.”

 

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Só há dias li esta descrição sobre o Barroso e foi para mim novidade o Barroso entrar em terras de Cabeceiras de Basto e de Vieira, já a dos Barrosões da margem direita do Tâmega não me surpreendeu, pois os flavienses mais antigos das montanhas da margem esquerda do Rio Tâmega dizem isso mesmo ou parecido, tal como já ouvi algumas vezes: “Para lá do Tâmega é tudo Barrosão”

 

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Curiosa esta descrição do Barroso além Tâmega (margem direita), pois a ser aí o limite do Barroso, a cidade de Chaves também é Barrosã. Quem conhecer bem a nossa região sabe que esta divisão do Rio Tâmega, que eu alargaria a toda a Veiga de Chaves, faz sentido, pois se desde a Veiga de Chaves subirmos as montanha em direção a Poente temos a Terra Fria, se as subirmos na direção contrária, para Nascente, subimos para a Terra Quente. Pessoalmente, embora a minha nascença até tivesse sido na margem esquerda do Tâmega, aceito os limites do Rio, e sem qualquer influência da minha costela materna barrosã.

 

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Passemos a Gralhós, mas antes ainda mais um dos meus devaneios e mais um regresso ao passado. Quase todos os topónimos das localidades de Montalegre me são familiares desde criança ou desde adolescente, ora por ouvir falar deles aos meus pais ou por mais tarde tomar contacto com eles em leituras, principalmente do Bento da Cruz. Acontece porem que embora conhecendo os topónimos e mesmo as localidades, por ter passado por elas, houve sempre quatro localidades que eu confundia, duas a duas, e só passando por elas é que eu verdadeiramente as localizava. Eram elas Meixide e Meixedo e Gralhas e Gralhós. Hoje já me são familiares e inconfundíveis, isto por tanto passar por elas, exceção para Gralhós, mas que, mesmo que fosse por exclusão de partes, hoje chegaria até à sua localização.

 

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Passemos então à sua localização, da qual já fomos deixando aqui alguns apontamentos, pois é mais uma aldeia das proximidades da Estrada Nacional 103, a apenas 600 metros, isto até às primeiras casas, pois até ao núcleo são cerca de 1000m. Quanto às suas coordenadas são as seguintes: 41º  47´ 14.35”N e  7º  44’ 16.39”. Já quanto a altitude, estando no planalto de terras da Chã, varia entre os 900 e os 1000m, sempre acima do primeiro e abaixo do  segundo valor. A 6Km de Montalegre (linha reta) e a 2.6 Km da Barragem dos Pisões (linha reta). Mas como sempre, para melhor localização, fica o nosso mapa.

 

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Quanto a outras referências para a aldeia há a assinalar a antiga via romana e também teria sido por Gralhós que passava uma importante via medieval. Em terras da Chã e redondezas existem ainda alguns marcos miliários e pontes romanas, o que é natural, pois por aqui passava  uma das mais importantes vias romanas as Vias Augustas, neste caso a Via XVII que ligava as então cidades de Bracara (Braga) – Aquae Flaviae (Chaves) e Asturica (Astorga), esta já em Espanha.

 

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Como nas nossas habituais pesquisas pouco ou nada encontrámos, restam-nos aquilo que por lá nós vimos e apreciámos. Logo na entrada da aldeia aquilo a que se pode chamar um conjunto de traços da nossa cultura portuguesas, mas também da cultura comunitária barrosã e transmontana. Umas alminhas, tendo a um lado de uma fonte/bebedouro e no outro um tanque comunitário. Também como traço da nossa cultura, pelo menos de outros tempos, as cores utilizadas nas portas de madeira com a cor vermelha sangue de boi que como rival só tinha o verde garrafa e às vezes o castanho escuro.

 

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Já na intimidade da aldeia, um cruzeiro, alguns tanques/bebedoros, fontes públicas com ou sem tanques  e umas ruinas da antiga capela onde mantem quase intacto o vão de entrada da porta principal em arco.

 

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No núcleo da aldeia, ou seja na aldeia antiga mantem-se a integridade do seu casario, embora quase todo abandonado e muitos em ruinas ou em mau estado de conservação. Exceção para algumas recuperações que foram mantendo a traça original. As novas construções aparecem na periferia da aldeia junto aos acessos à aldeia antiga. Pelo que se disse já se percebe que a aldeia esta fortemente despovoada, apenas alguns resistentes com alguma habitações de ocupação temporária. Aliás na nossa passagem pela aldeia antiga vimos apenas uma pessoa.

 

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Em redor da aldeia, terras da Chã, ou seja do planalto, o verde vai-se impondo, sobretudo em pastagens e alguma, pouca, floresta autóctone. Culturas, só as próprias das terras altas,  embora, como um pouco por todo o Barroso, água não falta.

 

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Como conclusão, foi uma das aldeias que, como já atrás dissemos, nos surpreendeu pelo conjunto da aldeia antiga. Gostámos do casario típico barroso (Alto Barroso) e embora lamentando o despovoamento e o abandono das casas, é uma aldeia interessante à qual recomendamos uma visita para quem gosta da ruralidade genuína barrosã.

 

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E para terminar as habituais referências e links para anteriores abordagens a localidades e temas do Barroso.

 

Bibliografia

Fontes, António Lourenço – “Etnografia Transmontana – I Crenças e Tradições de Barroso”, Montalegre, 1977 – Edição de Autor.

 

Sítios na WEB

http://www.cm-montalegre.pt/

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:31
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Domingo, 26 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Sezelhe

1600-sezelhe (85)

montalegre (549)

 

Hoje em “O Barroso aqui tão perto” tocou a sorte a Sezelhe ou Seselhe, não sabemos bem, pois o topónimo da aldeia aparece grafada de ambas as formas e embora o mais comum seja Sezelhe com z, no sítio da freguesia e no livro Montalegre aparece o seguinte: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever”.

 

1600-sezelhe (18)

 

Mas antes de irmos mais a fundo a esta coisa do Z ou S de Sez(s)elhe, façamos uma breve abordagem pessoal à aldeia ou redondezas, pois uma coisa é passar na estrada com a aldeia ao lado ou estar na albufeira com a aldeia lá em cima e outra coisa é entrar na sua intimidade.

 

1600-sezelhe (103)

 

Pois passar na estrada ou usufruir do parque de lazer da albufeira, já há muitos anos que o fazemos, penso que a primeira vez que fui por aqueles lados foi em meados dos anos setenta, à procura de uma nascente que prometiam curar os “cravos” que uma das minhas primas montalegrenses  tinha nos dedos. Fiquei sem saber se a nascente era assim tão milagrosa, mas a verdade é que deu para nunca esquecer o local.

 

1600-sezelhe (71)

 

Pois sejamos sinceros, passei à beirinha de Sezelhe muitas vezes mas os nossos destinos nunca permitiram que entrasse na aldeia, isto aconteceu até dezembro passado em que um dos destinos era mesmo entrar em Sezelhe, conhecer a aldeia, trocar uma palavras com os residentes (cada vez mais difícil porque cada vez são mais difíceis de encontrar) e fazer a recolha fotográfica para este post.

 

1600-sezelhe-37-art (8)

 

E com Sezelhe aconteceu o que vai acontecendo com outras aldeias que lhe vamos passando ao lado sem entrar nelas. Uma coisa é deitar-lhes um olhar ligeiro desde a estrada ou vê-las ao longe, e outra coisa é a sua intimidade, e se às vezes a aldeia ao longe promete para quando entramos nela encontrarmos outra realidade, outras vezes ao longe quase nem damos por ela e quando lá chegamos a aldeia surpreende-nos a cada passo que adentramos nela. Pois Sezelhe surpreendeu-nos pela positiva na sua integridade física de aldeia barrosã.

 

1600-sezelhe (64)

 

Pessoalmente destaco o cruzeiro integrado num bebedouro no centro da aldeia, a igreja, as alminhas/rochedo na entrada da aldeia, o conjunto do casario típico transmontano/barrosão e os canastros, isto na aldeia. Desde a aldeia, sem dúvida alguma que destaco as vistas sobre o conjunto da veiga do Cávado a terminar na vila de Montalegre com o Larouco de fundo, embora ao lado. Nota positiva para a aldeia, mas com um lamento, o lamento do costume de as aldeias estarem sem vida humana que lhes alegre as ruas, as esquinas, as casas, os largos e tudo que têm de bom.  

 

1600-sezelhe (35)

 

E agora regressemos à questão do S ou Z de Sez(s)elhe. Pois quanto a esta de Sezelhe com z ou Seselhe com s, desde já para não estar sempre a escrever o topónimo da aldeia de ambas as formas, passaremos a grafar o topónimo com z, pois é o mais comum.

 

1600-sezelhe (63)

 

Mas antes vamos ao que se diz a respeito de Sezelhe, aldeia e ex-freguesia autónoma, agora pertencente à União de Freguesias de Sezelhe e Covelães, no sítio oficial Município de Montalegre na WEB (os sublinhados são meus):   

 

1600-sezelhe (28)

 

“ União das Freguesias de Seselhe e Covelães

 

Ambos os lugares desta freguesia foram sede de freguesia, porém anexas a Santa Maria de Montalegre. Todos os edifícios de ambas as localidades estão construídos entre os novecentos e os mil metros de atitude. Como o resto do concelho são terras de produção agro-pecuária, de largos montes de caça e de boas manchas de arvoredo para madeira e lenhas. Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever. (…)

 

  • Área: 22.8 km2
  • Densidade Populacional:1 hab/km2
  • População Presente:254
  • Orago:Santo André(Sezelhe), Santa Maria(Covelães)
  • Pontos Turísticos:Torre do Boi (Travassos), Barragem do Alto-Cávado(Sezelhe), Moinhos, Espigueiros com relógio de sol, Pisão com engenho hidráulico (Paredes) e Relógio de Sol (Covelães),  .
  • Lugares da Freguesia(4):Travassos, Seselhe, Covelães e Paredes do Rio.
  • Morada:União de Freguesias de Seselhe e Covelães, Rua da Costa do Vale, n.º 2, Travassos do Rio,5470-472 Sezelhe - Montalegre.”

 

1600-sezelhe (56)

 

Atenção que os dados que ficam atrás (área, população, etc) são dados da União das Freguesias de Sezelhe e Covelães. Mas voltemos ao topónimo de Sezelhe com Z e Seselhe com S, se repararem nos sublinhados, no primeiro diz que os documentos conhecidos não autorizam a grafia com z, mas logo da primeira vez que a seguir a aldeia é referida, onde diz  “Orago: Santo André (Sezelhe)” a aldeia é grafada com o tal z não autorizado. Como costuma dizer o povo “ foge a boca para a verdade”, neste caso a escrita. Isto pode parecer um preciosismo meu, pois tanto nos faz que seja com S ou com Z, mas uma vez que na apresentação oficial da aldeia no sítio oficial do concelho na WEB e no livro (monografia) de Montalegre também se defende o S, penso eu que em tudo que é informação escrita e na página oficial do Município de Montalegre, deveria aparecer grafada com S, no entanto que por lá predomina é o Z, basta fazer uma pesquisa dentro da página ou no que consta nos mapas turísticos do concelho, e o Z é rei e senhor para SeZelhe.

 

1600-sezelhe-38-art (12)

 

O mesmo acontece no livro Montalegre, onde por exemplo na pág. 48 aparece “Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!” e a seguir na pág. 145 aparece: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever.” Resumindo, como costuma dizer o povo “A letra não condiz com a careta”.

 

1600-sezelhe (47)

 

E quanto à localização de Sezelhe, o que temos a dizer? – Pois é simples, já atrás dissemos que fica no vale do Rio Cávado, na sua margem direita, a jusante do Cávado/Montalegre, junto a uma das seis albufeiras de Montalegre, a do Alto Cávado, ou Sezelhe, na única estrada  (M308) que sai de Montalegre ao longo do Cávado, a aproximadamente 7 km a poente da Vila de Montalegre. Mas para ser mais exato aqui ficam as coordenadas seguida da nosso habitual localização no nosso mapa:

 Coordenadas GPS
  - DD.DDDDDº:  41.81149º  -7.874487º
  - DDº MM.MMM':  N 41° 48.689'  W 7° 52.469'
  - DDº MM' SS":  N 41° 48' 41"  W 7° 52' 28"

 

mapa-sezelhe-web.jpg

 

Nos registos paroquiais portugueses para a genealogia, a respeito de Sezelhe,  encontrámos o seguinte:

"1808

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR

Segundo a estatística parochial de 1862, Sezelhe esteve anexa à reitoria de Santa Maria da Vila de Montalegre, sendo da apresentação do reitor desta. 

Uma vez reitoria independente, esteve-lhe anexa a freguesia de São Martinho de Travancas do Rio. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Sezelhe e Travassos. 

A paróquia de Sezelhe pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santo André."

1600-sezelhe (23)

 

Num outro sítio da WEB, e respeitante à igreja da aldeia, encontrámos o seguinte:

“Este Templo religioso é o mais representativo elemento da aldeia. De planta longitudinal e de uma única nave rectangular com a torre sineira encimada do portal. Ao contrário dos outros Templos das aldeias vizinhas, este sofreu uma restauração.

E como esta aldeia não foge à regra, também sofre de quase abandono, com os seus poucos habitantes, sendo escassa a passagem de visitantes, mesmo estando situada no Parque Nacional Peneda-Gerês.

Situados no lado sul da Igreja de Sezelhe, cada um foi totalmente esculpido num único bloco de granito, apresentando um formato antropomórfico.

Medem um metro e setenta e cinco e um metro e oitenta centímetros, respectivamente, estando um deles fracturado nos pés enquanto o outro está intacto.”

 

1600-sezelhe (54)

 

Também na WEB encontrámos em notícias várias referência a um achado arqueológico que reproduzimos a seguir, contudo não encontrámos quaisquer referência as conclusões ou importância dos achados e se as escavações foram ou não concluídas. Mas fica a notícia datada de 3.jul.2016:

 

1600-sezelhe (39)

 

“Uma equipa de arqueólogos, chefiada pela barrosã Carla Cascais, acredita que estamos perante um achado arqueológico romano na aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre. Os indícios, descritos ao longo do tempo pelo povo, despertaram uma curiosidade agora confirmada. O próximo passo, garante a autarquia, é estudar o melhor caminho que preserve este «documento expressivo da história do concelho».

Um terreno particular agrícola da aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre, escondia até há poucos dias um conjunto de vestígios romanos. O povo há muito que dizia que no lugar da “horta do padre” havia mais que terra. De quando em vez, apareciam telhas diferentes. O coro de vozes subiu de tom até chegar à Câmara de Montalegre. Esta contratou uma equipa de arqueólogos, liderada por Carla Cascais, para tirar a poeira à dúvida. Bastou um primeiro contacto, confessa a arqueóloga: «Não me surpreendeu o que encontrei, porque na primeira vez vi logo que havia aqui alguma coisa que indiciava vestígios. Agora concluímos que é verdade. O próprio caminho que está junto do terreno indicia ligações com outros sítios similares, ou até maiores, como é exemplo o castro de Frades».

A cronologia arqueológica aponta para o tempo romano, explica Carla Cascais: «Logo que fiz a primeira visita ao local, confirmei que se tratavam de telhas romanas. Resolvemos fazer uma sondagem de avaliação. O facto é que os vestígios estão cá. Aparecem estruturas, alguns pisos e muros». Uma doce constatação que empolga o trabalho. Todavia, a bola está do lado de quem decide: «O próximo passo não depende de mim. Vamos ver se a autarquia pretende que se invista um pouco mais. Quando falo em investir, falo em conhecimento. A ver se podemos alargar esta escavação para tentar perceber o que realmente aqui temos».”

 

1600-sezelhe (32)

 

Nas nossas pesquisas encontrámos também a referência a alojamentos em Turismo Rural, duas casas dedicadas a esse fim: A Casa Entre-Palheiros e a Casa do Canastro. Fica apenas a referência, pois os mencionado alojamentos escaparam às nossas objetivas.

 

1600-sezelhe (93)-art

 

E para finalizar descobrimos um Ilustre Transmontano de Sezelhe, António Dias Vieira, com a referência a um livro que publico intitulado "Histórias da Breca". Trata-se da sua mais recente publicação, um conjunto de contos de humor, a maioria relacionados com a região e as vivências passadas. António Dias Vieira que consta também no Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte,  com o seguinte texto:

 

“casado com Berta de Castro Pinto Dias Vieira, tem uma filha Ana Judite. Filho de Paulino Ernesto Fernandes Vieira e Ana Amélia Dias. Nasceu em Sezelhe Montalegre em 5 de Abril de 1944. Frequentou o seminário de Vila Real, onde concluiu o 8.° ano. Incorporado na Escola Prática de Infantaria, em Mafra, a 11 de Janeiro de 1996, ingressou como tenente na Guarda Nacional Republicana em 16 de Novembro de 1970. Comandou a Secção da GNR de Miranda do Douro de 20 de Janeiro de 1971 a 11 de Março de 1973. Chamado para o curso de Capitães embarcou para a Guiné. em 4 de Maio de 1974. onde lhe foi entregue o Comando da 3.a Companhia do Batalhão de Artilharia n.° 6523/73. Regressado da Guiné reingressou na GNR, em 4 de Dezembro de 1974. Comandou a Companhia de Santa Bárbara, a de Bragança desde 4 de Abril de 1975 a 31 de Março de 1979, a de Vila Real de 1 de Abril de 1979 a 30 de Junho de 1992. No ano lecti, o de 1987/88 frequentou no Instituto de Altos Estudos Militares o Curso para Oficiais Superior, sendo Promovido a Major em 1 de Julho de 1988 e a Tenente Coronel a 1 de Julho de 1992. Como Tenente Coronel chefiou, durante 1 ano, a Secção de Operações. Informações e Instrução da Brigada Territorial n.° 2 em Lisboa: comandou durante pouco mais de um ano o Agrupamento de Bela Vista no Porto: instalou o Agrupamento de Penafiel que Comandou até 4 de Fevereiro de 1996. Desde 5 de Fevereiro do mesmo ano exerce as funções de Segundo Comandante da Brigada Territorial n.º 4 da Guarda Nacional Republicana. no Porto. No campo militar foi louvado 4 vezes pelo General Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana e uma vez pelo Comandante de Brigada Territorial. Condecorado com a medalha de Assiduidade de Segurança Pública; Medalha de mérito de Segurança e Medalha de Comportamento Exemplar, grau prata. No campo literário tem colaborado em vários jornais regionais. Ganhou o primeiro prémio nos Jogos Florais de Chaves em 1970 em Reportagem Regionalista, com o trabalho "A CHEGA" e o 2.° prémio nos Jogos Florais de Chaves, em 1971 em Estudo com o trabalho "Miranda Cidade histórica". Tem vários contos publicados em jornais regionais, um estudo sobre a Cabra Selvagem do Gerez e outro sobre Os Foragidos Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes que mereceu do Adido Militar da Embaixada de Espanha, Tenente Coronel Pedro Ruiz Del Castilho Y Navascues o seguinte comentário: "Exmo. Sr. Tem Coronel Inf.a A.F Dias Vieira Meu caro e respeitado T. Cor: Leio no n.°3 da Revista da GNR o seu interessante artigo "A GNR e os foragido Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes", e é com muita satisfação que o felicito pelo seu conteúdo e a forma de encarar e demonstrar a realidade histórica". No campo social é sócio fundador do Lions Clube de Vila Real de que foi presidente, por três vezes, tendo lhe sido atribuída, em dois anos consecutivos, a medalha de Presidente 100%. Foi ainda Presidente de Divisão do Distrito de Lion 115, durante dois anos tendo lhe sido atribuídas as medalhas de Zone Chairman e Key Member. É sócio fundador da Casa do Concelho de Montalegre, em Lisboa e fundador da Associação de Antigos Alunos do Seminário de Vila Real. É o l.° Presidente eleito da Direcção. Em 1992, foi lhe concedida a medalha de prata do Município, pela Câmara Municipal de Montalegre.”

 

1600-sezelhe (13)

 

E ficamos por aqui com as habituais referências às nossas consultas e links para as anteriores abordagens ao Barroso de Montalegre.

 

 

Sitíos na WEB

 

http://www.cm-montalegre.pt/

http://tombo.pt/f/mtr30

https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-vila-real/c-montalegre/sezelhe

http://diarioatual.com/montalegre-achado-romano-em-sezelhe/

 

Bibliografia

 

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

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Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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Domingo, 19 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Negrões

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Vamos lá então mais uma vez até ao Barroso que fica aqui tão perto. Hoje toca a vez a Negrões que embora só hoje chegue aqui o seu post, já passou por aqui noutras ocasiões e a respeito de outros assuntos, como por exemplo com o assunto Miguel Torga, que visitou esta aldeia pelo menos duas vezes, isto a julgar pelos registos nos seus diários, mas lá iremos.

 

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Transmontano de gema, nascido aqui, bem entalado entre os seus montes, desde criança que tinha a curiosidade de saber como era viver fora de tanto monte, como seria viver à beira mar, à beira de um lago, numa ilha. Esse viver, embora não fosse um sonho meu, deveria ter um certo fascínio e uma dose de encanto. Foi assim até que vi o mar e em breves períodos de verão por lá vivi um pouco, tal como foi assim quando durante um ano vivi numa ilha, ou seja, não se quebrou o encanto nem se perdeu o fascínio, mas viver lá ou cá, tanto faz, ao fim de um ou dois dias, passam a interessar mais a casa que nos serve de abrigo, as ruas e caminhos que têm de receber os nossos passos e as pessoas, principalmente aquelas que também nos servem de abrigo e se cruzam ou caminham ao nosso lado nas ruas e caminhos.

 

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Toda esta prosa do viver ao pé da imensidão da água vem a respeito de Negrões, pois vista ao longe parece viver intimamente ligada à albufeira do Alto Rabagão e à água que quase parece entrar-lhes pelas casas adentro, mas depois de se entrar na intimidade da aldeia, depressa se esquece a água e passa a ser uma aldeia como outra qualquer isolada no meio de qualquer montanha sem água por perto. As casas abrigo, as ruas, os largos, as pessoas e os animais é que fazem a vida da aldeia, a água ali mesmo ao lado, é como se estivesse lá por estar, quando muito, limita-lhes a liberdade de por ali não poderem caminhar ou cultivar os campos.

 

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Contudo, e sem que isto seja uma contradição ou desdizer aquilo que foi dito, torna-se fascinante e a aldeia tem o seu encanto vê-la assim arrumadinha ao lado do grande lago, entalada entre a água e a montanha, com as suas cores de amarelos, verdes, laranjas e vermelhos e contrastar com o azul do céu que a água também reflete ou o azul escuro das montanhas mais distantes, quase parece, ou melhor, é um dos versos desse poema que Torga intitulou de Reino Maravilhoso.

 

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E já que falamos de Torga vamos então ao que ele registou no seu diário, suponho que na primeira vez que visitou Negrões, em 28 de maio de 1955.  

 

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Negrões, Barroso, 28 de Maio de 1955

Por mais que tente, não consigo reduzir estas vidas de planalto a uma escala de valores comuns. Foge-me das duas mãos não sei que força incomensurável que, exactamente por ser assim, se alcandora nos olimpos possíveis do mundo. Nada existe aqui de notável a testemunhar uma actividade humana superior ou singular. Seres esquemáticos , num ambiente esquematizado. E, contudo, cada indivíduo parece trazer à sua volta um halo de intangibilidade divina.

Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhe evidencie a essência. E a nossa perturbação diante deles seria a perplexidade de pobres Adões cobertos de folhas diante de irmãos que permanecem nus.

Miguel Torga, In Diário VII

 

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Entremos então em Negrões, que vista ao longe é uma coisa e na sua intimidade é outra, e não muito diferente das restantes aldeias do Barroso, principalmente das aldeias do Alto Barroso, das aldeias da Chã que estão do outro lado da albufeira ou das aldeias da proximidade do Larouco. Serra do Larouco que desde Negrões mostra a sua imponência, lá ao fundo, a Norte, já a confundir-se com o azul do horizonte que não é mais que céu galego. Na realidade, hoje Negrões está nas faldas da  Serra do Barroso, ao nível do grande planalto que aí começa e só termina, precisamente, na Serra do Larouco. E disse que hoje Negrões está nas faldas da Serra do Barroso, pois penso que nem sempre foi assim, pelo menos antes de 1964, ano da construção da Barragem, a Serra descia até aquilo que hoje é o fundo da barragem.

 

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Voltemos a Negrões e a Miguel Torga, com mais um registo do seu diário, ao qual suponho ter tido a influência da sua companhia de então e talvez as obras da própria barragem não seja alheias ao desabafo, mas isto sou apenas eu a supor, mas seja como for, as palavras de Torga continuam atuais e eu assino por baixo…

 

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Negrões, Barroso, 24 de Setembro de 1960

Tanto monta ser aqui, como no Terreiro do Paço. Ouvir um político, é ouvir um papagaio insincero.

Miguel Torga, in Diário IX

 

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Vamos à localização, que tal como já dissemos atrás, Negrões, situa-se junto à barragem dos Pisões ou Alto Rabagão, bem juntinha a ela, mais precisamente nestas coordenadas: 41º 24’ 27,55” N e 7º 47’ 02,26” O. Como sabem, e se não sabem ficam a saber, a E.N. 103 passa junto à barragem, mais ou menos a fazer as curvas das curvas da sua margem. Pois Negrões fica na outra margem, precisamente na margem oposta à estrada nacional, mas é a partir desta que se pode chegar até à nossa aldeia de hoje. Se for desde Chaves em direção a Braga, logo a seguir ao Barracão, no cruzamento da Aldeia Nova do Barroso, em vez de entrar para esta, vira para o lado oposto, ou seja, vira à esquerda, deixando a estrada Nacional, depois passa Criande, depois ao lado de Morgade e continua em frente que a próxima aldeia é Negrões, mais ou menos a meio da Barragem. Se vier de Braga, entra logo no paredão da barragem e quase logo a seguir ao paredão, vira à esquerda e logo a seguir a Vilarinho de Negrões, vem Negrões. Quanto à altitude, como é hábito em terras barrosas, são terras altas, Negrões está próxima dos 900 m de altitude. Para melhor localização, fica o nosso habitual mapa.

 

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Ainda antes de passarmos àquilo que encontrámos nas nossas pesquisas, vamos às nossas impressões pessoais sobre Negrões. Como já atrás dissemos, a sua localização em relação à barragem, uma península, dá-lhe um encanto singular, quase tanto como o da aldeia vizinha de Vilarinho de Negrões, mas infelizmente Negrões não está tão bem localizada para posar e brilhar tanto em fotografia. Já dentro da aldeia, para além do casario típico barrosão, que ainda vai existindo com alguma integridade, temos a realçar duas construções, o forno do povo, este muito bem localizado para a fotografia e em bom estado de conservação, para além de ser um dos fornos típicos do Alto Barroso, com cobertura em lajes de granito. A outra construção é a Igreja, com torre sineira separada da restante construção, e digna de ser apreciada, pelo menos no exterior, pois quanto ao interior nada sabemos, mas pela certa será igualmente interessante.

 

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Ainda dentro das impressões pessoais, atraiu-nos uma ave-chaminé em particular, pelo seu design, que quisemos ver repetida numa imagem real de um passarinho, suponho que uma arvéolas (motacillae) no caso a arvéola branca ( motacilla alba). Quem acompanha o blog ficará admirado por eu reconhecer a ave e conhecer a espécie, principalmente depois de há dois ou três dia atrás não ter reconhecido um tentilhão, mas nem há como consultar quem sabe da coisa para termos certezas. Já quanto à espécie de aves que ficam a seguir, essas conheço-a bem, e no prato ainda melhor, principalmente se forem como estas, ou este (o galo), caseirinhos como mandam as regras das boas iguarias da nossa região, hoje um privilégio que poucos avezam.

 

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Agora mais alguns dados sobre a aldeia resultantes das nossas pesquisas, por exemplo no Arquivo Distrital de Vila Real encontrámos o seguinte:

“Negrões foi curato anexo à freguesia de São Vicente da Chã, no termo de Montalegre. 

Formou uma comenda com São Vicente da Chã que inicialmente pertenceu aos templários e depois ao convento de Santa Clara de Vila do Conde. 

Em 1839 aparece na comarca de Chaves e, em 1852, na de Montalegre. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Lamachã,. Negrões e Vilarinho. 

A paróquia de Negrões pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santa Maria Madalena.”

 

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 Vistas desde Negrões com a Serra do Larouco ao fundo

 

Num outro documento cuja autoria penso ser do Padre Lourenço Fontes, intitulado “Alguns Roteiros Turísticos a partir de Mourilhe Hotel Rural”, encontrámos o seguinte:

“Negrões, (S. Maria Madalena) terra que mereceu de fotógrafos franceses dois belos livros a preto e branco, junto com Vilarinho bebem e espelham-se com suas casas negras de granito nas águas límpidas e mansas do Rabagão em presa. Muitos canastros esguios, alguns sem cobertura adornam as eiras de pedra, e os milharais. Toda a margem do lago une as aldeias desde Pisões, com paisagens relaxantes, convidando a parar para saborear. O forno do povo de Negrões, inactivo como todos, coberto em granito é um monumento a contrastar com poucas casas brancas, que prendem fotógrafos do branco e negro, devoradores de cenários raros que a terra negra lhes oferece. A igreja paroquial, torre e adro valem pela estatuária bem conservada. Zona de caça turística e a situação encantadora destas aldeias são no Verão e Inverno motivos fortes para estas aldeias não morrerem, mas terem um crescimento ordenado a um turismo aberto, e de qualidade. Lamachã mais na serra , nos limites do concelho, mas no centro de Barroso Montalegrense e de Boticas, concentra numa rua algumas famílias a viver da pecuária e agricultura, tem um castro ainda com ruinas bem à vista.”

 

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No livro Montalegre, de José Dias Baptista, sobre Negrões e freguesia, encontrámos o seguinte:

 

“Também esta freguesia integrou a Comenda da Chã às Clarissas de Vila do Conde, pelo rei de D. Dinis.

Em 1862, nasceu em Vilarinho de Negrões, Domingos Pereira. Ordenado padre e já abade de Refojos (Cabeceiras) contra vontade de seu tio, o também padre João Albino Carreira, filiado no Partido Regenerador, filiou-se no Partido Progressista. Fiel ao seu credo partidário, tornou-se amigo íntimo de Paiva Couceiro e recusou aderir à República em 1910. Perseguido, como os outros chefes monárquicos, após a estrondosa derrota, no espaldão da carreira de tiro, em Chaves, foi condenado a 20 anos de penitenciária. Conseguiu colocar no Brasil os seus “soldados, na ordem de alguns milhares” e regressou a Espanha e à sua actividade conspiratória. Conspirou a vida inteira. Depois da amnistia de Sidónio Pais, teve acções preponderantes na proclamação da “Monarquia do Norte”, em 1919, participando nos combates de Cabeceiras, Mirandela e Vila Real.”

 

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E continua:

“Restaurada a República exilou-se em Espanha e foi condenado à revelia a 20 anos de prisão maior. Excluído, como Paiva Couceiro, da amnistia concedida aos monárquicos, regressou em segredo, em 1926, a Cabeceiras, onde viveu até 1942. Por falar em condenações, é de lembrar a condenação de José Pereira, de Lamachã, em 1947, a 29 anos e meio de cadeia “acusado de ser o autor moral” dum crime que de certeza não cometeu. Eram assim os tribunais e juízes fascistas. Esta freguesia (e a maior parte de Barroso) ganhou direito à imortalidade através da documentação fotográfica “La Mémoire Blanche” de autores estrangeiros.”

 

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Como filhos da terra temos  António Carneiro Chaves que nasceu na aldeia de Negrões,  em 1943. Licenciou-se em Economia, no Instituto Superior de Economia de Lisboa, e obteve o grau de mestre em Economia Europeia no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas.

Foi correspondente da RTP e do semanário O Jornal, e colaborador de outros órgãos, durante a sua permanência na Bélgica.


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António Carneiro Chaves foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura e bolseiro do governo belga e da Gulbenkian para a especialização em Economia Europeia.

Enquanto Quadro Superior do Instituto do Comércio Externo de Portugal, foi responsável pelo acompanhamento da conjuntura económica nacional e internacional e do sistema monetário internacional, tendo publicado vários estudos na imprensa especializada.

Foi docente do ensino superior na área de Gestão e Marketing Internacional durante mais de duas décadas e trabalhou como consultor com as mais destacadas empresas de serviços na área de gestão e formação de gestores, diretores e quadros superiores de empresas.

 

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E por hoje com a aldeia de Negrões, vai sendo tudo. No próximo domingo cá traremos mais uma aldeia do Barroso de Montalegre.

 

Por hoje só nos restam mesmo as referências à feitura deste post, bem como os habituais links para posts anteriores com aldeias e temas do Barroso.

 

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Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sitíos na WEB

http://digitarq.advrl.arquivos.pt/details?id=1066306

http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioCarneiroChaves.htm

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Domingo, 12 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Vilarinho de Arcos

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Ainda antes de irmos aos Arcos, vamos até Vilarinho de Arcos, é a nossa aldeia barrosã de hoje, mais uma do Alto Barroso e daquelas que nos fica mais próxima (de Chaves), mas sem nos calhar a caminho de… mas quase.

 

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Tratemos já da sua localização, que já atrás adiantámos ser do Alto Barroso. Assim, com a nossa partida sempre da cidade de Chaves, para visitarmos Vilarinho de Arcos, o melhor itinerário é pela Estrada Nacional 103, ou estrada de Braga como popularmente é conhecida, pois Vilarinho de Arcos fica a apenas 900m desta Estrada Nacional, imediatamente antes de chegarmos ao Barracão (a 900m), no entanto até Chaves, é mais um pouco, pois fica a uma distância de 30 km, de 00H30m e de 3.63€, isto segundo a via Michelin e se formos em viatura própria. Curiosidades para quem gosta de números.

 

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Dizer que fica em terras altas, isso já não é novidade, pois quase todas as localidades do Barroso andam a rondar os mil metros de altitude, neste caso fica-se pelos 866 metros de altitude, e com as seguintes coordenadas: 41º 25’ 26,59” N e 7º 41’ 21,47” O. Mas como sempre fica o nosso mapa para poder visualizar as palavras que vamos deixando.

 

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Vamos então até Vilarinho de Arcos. Partindo do topónimo Vilarinho tão usual no Norte de Portugal e também na Galiza, não é mais que um diminutivo de Vilar, que no português arcaico era parte de uma villa cedida para usos agrícolas. Tanto vilar como vilarinho estão assim associados a uma outra localidade, ou propriedade ou senhor. Daí tanto Vilar como Vilarinho estarem sempre associados a outro topónimo, neste caso de Vilarinho de Arcos está associado a Arcos, topónimo que é atribuído à aldeia vizinha e mais próxima de Vilarinho de Arcos. Aliás no concelho de Montalegre e bem próximo destas duas localidades, há outras duas onde se passa o mesmo, refiro-me a Vilarinho de Negrões e Negrões. Mas casos destes abundam no norte de Portugal e Galiza. Então e resumindo, Vilarinho de Arcos teria sido uma parte da villa de Arcos que teria sido cedida para a alguém para usos agrícolas.

 

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Vilarinho de Arcos vista desde a aldeia de Arcos

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E bem queríamos saber mais sobre Vilarinho de Arcos e partilhá-lo aqui. Fizemos as nossas habituais pesquisas e pouco ou nada encontrámos, na aldeia também não deu para conversar com ninguém, aliás se bem recordo na nossa breve estadia no local, apenas encontrámos uma pessoa, que embora trocássemos com ela algumas palavras não quisemos incomodar no seu trabalho, assim, ficam as nossas impressões recolhidas no local.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia com um núcleo consolidado que se vai desenvolvendo ao longo da estrada de acesso, mas apenas de um dos lados da estrada, precisamente do lado mais próximo da montanha, não muito distante, ficando o restante para cultivo, no entanto existe um pequeno núcleo de casas, este do lado oposto da estrada, também antigo e que poderemos considerar como um pequeno bairro da aldeia, se não me engano ate dá pelo nome ou topónimo de Bairro da Fonte.

 

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Mais ou menos ao centro da aldeia, que por sinal não é muito grande, está a capela e a fonte, ocupando o largo principal da aldeia por onde passa também a Rua Central que não é mais que a estrada (CM 1001) que nos liga à Nacional 103 por um lado, e pelo ouro à aldeia de Arcos, onde continua para o Antigo de Arcos (ou de Sarraquinhos) e Sarraquinhos. Esta do Antigo de Arcos ou Antigo de Sarraquinhos é uma questão que tentaremos esclarecer quando lá chegarmos, pois já vimos essa aldeia grafada de ambas as formas.

 

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Mar continuemos em Vilarinho de Arcos que é rodeada de terrenos agrícolas maioritariamente cultivados, com pequenas manchas de arvoredo entre os quais o castanheiro que também parece dar-se bem por esta paragens, tal como nas aldeias vizinhas.

 

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Quanto ao casario a integridade do núcleo mantém-se com o seu casario barrosão típico, algum ainda com a estrutura de pedra nos telhados de amparo à cama do antigo colmo e que hoje é um pequeno murete de pedra que sobre acima da telha. Pena que nas aldeias do Barroso não se tivesse preservado, nem que fosse só uma, dessas coberturas em  colmo, pois assim aumentavam o interesse turístico que todas estas antigas aldeias têm.

 

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E bem queríamos deixar por aqui mais um pouco da aldeia, mas como de costume não queremos inventar e assim somos obrigado a fica por aqui, passando já aos habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

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Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Domingo, 5 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Bustelo

1600-bustelo (55)

montalegre (549)

 

Nem sempre se tem a sorte de abordar uma aldeia em que antes de entrar na sua intimidade já temos uma ideia daquilo que ela é. Não por termos um conhecimento prévio dela, mas porque antes de entrarmos nela, ela faz-se anunciar pelo seu conjunto, ou seja, pelas vistas que ela oferece dada a sua localização.

 

1600-bustelo (49)

 

Mas claro que uma coisa é vê-la a uma certa distância e outra é entrar na sua intimidade, é que às vezes as aparências enganam, mas não é o caso, pois se ao longe se apresentava como uma aldeia interessante, na sua intimidade o interesse aumenta, não só pelo interesse arquitetónico daquilo que esperamos encontrar, ou seja o casario típico transmontano e barrosão de preferência sem grandes atentados de intervenções recentes sem respeito pelo que as rodeia, mas também interessantes pelo fator humano.

 

1600-44-art (7)

 

Claro que o fator humano barrosão ou o povo barrosão tem uma identidade própria, e queremos acreditar nisso, porque sabemos que é verdade por um conjunto de características que são únicas nos barrosões, nem que seja e apenas no seu telúrico modus vivendi, que os torna rijos e resistentes, no seu geral, mas que em cada aldeia tem uma identidade própria dentro da identidade barrosã. Quero com isto dizer que sim, no Barroso são todos barrosões mas cada aldeia é uma aldeia com a sua identidade e pela experiência das nossas incursões no Barroso umas são mais hospitaleiras que outras e esta nossa aldeia de hoje, agradou-nos na sua maneira de receber.

 

1600-bustelo (62)

 

O discurso do parágrafo anterior surge, e reforçado,  na sequência de um episódio pelo qual passámos numa das aldeias vizinhas de uma freguesia vizinha, não muito agradável, que se passou imediatamente antes da nossa entrada em Bustelo, mas sempre que isso nos acontece, raramente, vem-me sempre à lembrança uma passagem dos Diários de Torga, precisamente em terras do Barroso:Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhe dá a simples proteção de as respeitar.”. Isto porque nunca sabemos quem lá esteve antes de nós, porque da nossa parte, entramos sempre com respeito e de boa fé.

 

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Um episódio que queremos esquecido e que e receção de Bustelo ajudou a esquecer e que nada tem a ver com Bustelo, por isso vamos até à nossa aldeia de hoje, começando pela sua localização. Desde já, isto para o pessoal de Chaves, esta aldeia dé pelo topónimo de Bustelo, mas é do concelho de Montalegre, e não a nossa aldeia de Bustelo, que por acaso fica a caminho de Montalegre, mas mais à frente há um episódio em que faremos disso.

 

1600-bustelo (34)

 

A melhor maneira de localizar Bustelo do concelho de Montalegre é talvez dizer que fica entre as Barragens dos Pisões (ou Rabagão) e a barragem de Paradela, ou seja, entre o Rio Rabagão e o Rio Cávado, ou alargando mais um poucochinho, entre a Serra de Barroso e a Serra do Gerês, mas acreditem, que embora seja a melhor maneira de a localizar, não é a melhor maneira de se dar com ela, isto para quem vai de Chaves, pois o melhor mesmo é ter a estrada nacional 103 como referência e um pouco antes de chegarmos à aldeia dos Pisões de virar para o paredão da barragem, seguir a placa de Fervidelas, que logo a seguir é Bustelo.

 

1600-bustelo (2)

 

Se passar o desvio para Fervidelas, então deixe andar mais um pouco, sempre pela Nacional 103 e quando chegar ao desvio de Vila da Ponte, entre na aldeia, atravesse-a e siga em frente, que a próxima aldeia é Bustelo. Já agora Bustelo pertence à freguesia de Vila da Ponte, mas não é a aldeia que tem mais próxima, pois as aldeias de Fervidelas, de Lamas, de Friães e até a dos Pisões são mais próximas de Bustelo. Claro que estamos a falar de distâncias muito pequenas, porque afinal de contas entre Vila da Ponte e Bustelo não chega aos 3 km de distância.

 

1600-bustelo (46)

 

Coordenadas de Bustelo: 41º 44’ 35,98” N e 7º 53’ 55,79” O. Atitude: entre os 930 e os 960m. A aldeia desenvolve-se ao longo da sua Rua Central e é rodeada de terras de cultivo em planalto. E depois disto, para melhor localização, fica o nosso mapa.

 

mapa-bustelo.jpg

 

Quanto às nossas habituais pesquisas encontrámos no Livro Montalegre para além da referência à existência de um cruzeiro e alminhas encontrámos o seguinte: “Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.

 

1600-bustelo (47)

 

Num outro documento a que tivemos acesso de autoria de José Pedro Oliveira Henriques Costa, sobre “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão” temos a referência que a 500 metros da aldeia teria existido um castelo, Castelo da Lomba, Monte do Castelo. No mesmo documento refere-se: “Informação prestada pelo Sr. Manuel do lugar de Bustelo. A Sul deste povoado existiria ainda a Mina dos Moiros, que supostamente guardava tesouros escondidos e terá levado muitos rapazes, durante a mocidade do Sr. munidos de enxadas e picaretas, sem êxito à procura do referido tesouro.”. Pela indicações do documento, conseguimos localizar o local (do castelo), mas aquilo é coisa para entendidos da arqueologia, pois os nossos olhos leigos nada viram no local.

 

1600-22-art (5)

 

Por último, na WEB, encontrámos outra referência a Bustelo/Montalegre, mais propriamente uma notícia de Margarida Luzio, no Jornal de Notícias de 22/9/2009. Ora acontece que este Bustelo da notícia é a aldeia de Bustelo do concelho de Chaves, mas a notícia, baseada em promessa de políticos, não deixa de ser interessante e pressuposto interesse para todos nós flavienses e barrosões, isto se considerarmos que desde a data da notícia até hoje já passaram 8 anos. Mas já lá vamos.

 

1600-bustelo (66)

 

Pois aqui fica a referida notícia, só o mais importante, mas se quiser ter acesso à notícia toda, basta seguir o link no final do post:

 “A estrada entre Chaves e Montalegre vai sofrer uma profunda intervenção. Além de encurtar distâncias entre os dois municípios, a obra, no valor estimado de seis milhões de euros, vai aproximar os barrosões da auto-estrada.

Já foi adjudicada e deverá começar dentro de poucas semanas aquela que será a primeira intervenção da profunda requalificação de que vai ser alvo a estrada municipal entre Chaves e Montalegre, uma velha aspiração das populações de ambos os municípios, que vão arrancar com a obra em conjunto.

Em causa está a construção da Ponte da Assureira, uma intervenção no valor de 450 mil euros, e que faz parte do único troço novo a construir no âmbito do projecto de requalificação da estrada do lado de Montalegre. A ponte demorará seis meses a ser feita. Mas a restante parte da estrada, que sofrerá obras de rectificação e consolidação nos locais onde se encontra mais degradada, não tem ainda calendarização, visto que irá ser feita à medida das possibilidades dos dois municípios. (…) a nova via iniciar-se-á na localidade de Solveira (Montalegre),e prolonga-se até Soutelinho da Raia (Chaves).”

 

1600-bustelo (25)

 

E continua a notícia:  

“No concelho de Chaves estão igualmente previstas obras de melhoramento e ainda a construção de um troço novo, uma variante por Bustelo, que irá substituir um percurso com uma série de curvas, que eram vistas como uma espécie de calvário pelos condutores.

De acordo com o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, a autarquia vai aproveitar a obra para construir uma espécie de passeio para os muitos peregrinos que utilizam a actual via, sem quaisquer condições de segurança, para aceder ao Santuário de São Caetano (…)No entanto, para já, as duas Câmaras só têm assegurada comparticipação financeira para a construção da Ponte da Assureira, (…)As restantes obras terão que ser financiadas por cada um dos municípios.

O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, já admitiu que a falta de financiamento não é problema. "Já arrisquei com obras mais complicadas para as quais depois se conseguiu o dinheiro", disse. De resto, Montalegre será o concelho que mais beneficiará com a obra, uma vez que, desta forma, ficará também muito mais perto da A24.”

 

1600-bustelo (5)

 

Pois, como diz o povo “de boas intenções está o inferno cheio”, mas diga-se a verdade, a referida Ponte da Assureira já foi construída há uns anos, mas está lá, sozinha no meio do monte, sem estrada de acesso a ela, de ambos os lados, e sem estrada, sejamos sinceros, aquela ponte é uma anedota. Agora sem dúvida alguma que uma ligação com o mínimo de decência entre Chaves e Montalegre é de extrema importância para ambos os concelhos e ambos lucram com essa ligação, por isso Srs. Presidentes de Câmara, não os que prometeram, que esses já lá vão, mas os que herdaram a promessa, olhem para essa ligação como um investimento e não uma despesa. E tenho dito, com as devidas desculpas para Bustelo de Montalegre por lhe roubar o seu espaço neste blog com coisas que não lhe dizem direito, pois no caso até pouco beneficiarão com a dita ligação, pois suponho que as suas ligações a Chaves são feitas pela Nacional 103.

 

1600-bustelo (23)

 

Pois voltando a Bustelo da freguesia de Vila da Ponte, do concelho de Montalegre. Já falámos da simpatia da receção, mas falta falar da vida da aldeia, pois é uma das que a tem. Está certo que também é mais uma das aldeias que sofre do habitual despovoamento e envelhecimento da população, mas suponho que dada a riqueza da terra fértil que rodeia a aldeia, ainda vai mantendo alguns resistentes, que vão dando alguma vida à aldeia, pelo menos no dia em que lá fomos, assim era, uma aldeia com vida, gente e animais na rua.

 

1600-bustelo (21)

 

Quanto à aldeia, já tivemos oportunidade de dizer que nos agradou. Ao longe, pelo menos de três pontos distintos, vê-se arrumadinha e juntinha. Entrando nela, verificámos que se desenvolve ao longo da Rua Central, com o cruzeiro e alminhas no largo de entrada e a capela quase no final da Rua. Pelo caminho muita casa típica de pedra à vista, algumas ainda  com a estrutura de pedra nos telhado de suporte ao colmo de outrora, hoje substituído por telha. Também são visíveis alguns canastros o que vem confirmar que estamos em aldeia de terras férteis, hoje, suponho, que de apoio à criação de gado bovino, aquele que também vai tornando o Barroso famoso pela qualidade da carne que chega aos talhos e a algumas das mesas, que, para quem é apreciador, nota logo a diferença.

 

1600-bustelo (52)

 

E é tudo, mais uma vez com as devidas desculpas para Bustelo por alguns devaneios e desvios da aldeia. Tempo ainda para as habituais referências às nossas consultas e links às anteriores abordagens a aldeias, lugares e temas do Barroso.

 

Bibliografia

- “Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

-  “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão”, de José Pedro Oliveira Henriques Costa, Seminário de Projecto em Arqueologia  - Faculdade de Letras da Universidade do Porto  - Porto, 2006

 

WEB

http://www.jn.pt/local/noticias/vila-real/montalegre/interior/obras-na-estrada-aproximam-chaves-1368252.html

 

Links para nteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Zebral

1600-zebral (4)

montalegre (549)

 

Vamos lá então até a aldeia barrosã que ontem deveria ter ficado aqui no blog, mas como não deu, fica hoje. Mais uma aldeia do Alto-Barroso, do concelho de Montalegre e que dá pelo nome de Zebral.

 

1600-zebral (9)

 

Pois sem mais demoras passemos à sua localização. Já sabem que o nosso ponto de partida é sempre de Chaves. Para esta aldeia, tanto faz ir pela estrada municipal via Soutelinho da Raia, como tomar a nacional 103, em direção a Braga.

 

1600-zebral (35)

 

Para o primeiro itinerário, via Soutelinho da Raia, logo a seguir à primeira aldeia do Concelho de Montalegre, Meixide, devemos tomar a estrada da esquerda e direção a Pedrário e Sarraquinhos. Nesta última abandonamos a estrada em que seguíamos e viramos à esquerda. Está por lá uma placa que indica Zebral que fica quase logo a seguir (2,2 Km).

 

1600-zebral (39)

 

Se optarmos pela E.N.103, não há nada que enganar, é seguir estrada acima até chegar ao Barracão, aí abandona-se a E.N.103 e vira-se à direita, seguindo a placa de Vidoeiro, passada esta aldeia logo a seguir é Zebral. Do Barracão a Zebral são aproximadamente 4,2 Km.

 

1600-zebral (40)

 

Claro para quem gosta de conhecer o nosso mundo rural e se quiser ir a Zebral, aproveite e vá deitando um olhinho às aldeias por onde passar, pois todas elas têm o seu encanto e embora muito parecidas, todas são diferentes.

 

1600-zebral (62)

 

Mas para melhor localização fica de seguida o nosso mapa com a localização de Zebral, mas também ficam aqui as coordenadas da aldeia: 41º 47’ 22,24” N e 7º 41’ 01.24” O, pertence à freguesia de Sarraquinhos, concelho de Montalegre e situa-se entre os 880 e os 960 metros de altitude em pleno Alto-Barroso.

 

mapa-zebral.jpg

 

Ainda antes de entrarmos naquilo que descobrimos com as nossas pesquisas, vamos àquilo que registámos aquando da nossa visita à aldeia e às nossas impressões pessoais, mas também àquilo que nos foram contando, pois desta vez tivemos a sorte de um dos nossos companheiros dos cliques fotográficos, aliás habitual nestas nossas visitas ao Barroso, ter sido professor na aldeia.

 

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Claro que fizemos a visita com paragem obrigatória junto ao nº54 da aldeia, uma humilde construção que então servia de escola, com a curiosidade de ter a sorte de existirem Instalações Sanitárias, mas no Nº 63 da aldeia, que embora a distância dos números, ficavam mesmo do outro lado da rua. Contava-nos o nosso amigo Professor que quando lá chegou,  as instalações sanitárias já existiam, mas nunca tinham funcionado e a chave da mesma estava em Montalegre.

 

1600-zebral (42)

 

Convenhamos que não daria muito jeito que num aperto tivessem de ir a Montalegre buscar a chave, daí que o Professor solicitou por várias vezes à autarquia a “inauguração” das Instalações Sanitárias, até que um dia, um Vereador da Autarquia (hoje Presidente), de chave na mão, apresentou-se em Zebral, para conjuntamente com o Professor fazerem a inauguração das ditas cujas. Esqueci apurar que teria sido o primeiro utente de tão nobre infraestrutura.

 

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Com esta pequena história fica também uma homenagem ao Professor Primário em geral, hoje Professor do 1º Ciclo,  e às condições precárias que encontravam na maioria das aldeias onde tinham de lecionar,  sem materiais de apoio, ao frio ou calor, sem transportes, tendo de calcorrear, muitas das vezes, vários quilómetros a pé para poderem ensinar as crianças e levá-las, pelo menos, a fazer a 4ª classe. Se conseguirem imaginar estas condições tanto para professores como para alunos, comparando-as com as atuais, verão facilmente lhes poderíamos chamar heróis da educação. A homenagem é sincera, principalmente agora depois de conhecer muitas das nossas aldeias do interior e algumas dessas escolas sem o mínimo de condições. A única coisa boa era mesmo haver uma escola e crianças para ensinar, “coisas” que hoje rareiam nas nossas aldeias.  

 

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Pois quanto à aldeia, segundo as minha impressões pessoais, saí de lá com a sensação de existirem três núcleos habitacionais, dois deles mais antigos. O primeiro logo à entrada da aldeia com casario mais senhorial, de casas agrícolas mais ricas, uma delas com capela particular.

 

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Um segundo núcleo, o da aldeia propriamente dita, mais antiga e de construções mais concentradas e próximas da igreja.  Por último um terceiro núcleo no cimo da aldeia, constituído por construções mais recentes.

 

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Quanto ao conjunto, agradou-nos aquilo que vimos, não só a aldeia e o seu casario mas também a envolvente, com terrenos cultivados e ainda alguma gente para os cultivar e pelo que tivemos oportunidade de ver e registar em imagem, pelo menos, por lá, ainda se cultivam batatas e milho.

 

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Também registámos a simpatia das pessoas com quem tivemos oportunidade de conversar, que em Zebral foram conversas um pouco mais prolongadas, pois o antigo Professor da aldeia que nos acompanhava também ia querendo saber por onde andavam os seus alunos.

 

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Quanto às nossas pesquisas, nos sítios do costume, pouco encontrámos, pelo menos que tivessem a ver diretamente com a aldeia. No livro “Montalegre”  de Zebral apenas consta o seu topónimo como pertença à freguesia de Sarraquinhos  e este pequeno apontamento: “Zebral (onde existia uma herdade do irmão do trovador João Baveca)”. Pelo menos deu para ficar a saber quem era o Baveca, e para aqueles que como eu não sabem quem ele era, aqui fica um breve apontamento sobre o trovador que encontrámos num sitio da WEB:

 

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“João Baveca, Trovador ou Jogral medieval, de nacionalidade incerta. Quase nada sabemos sobre este autor, a não ser os dados que podem ser inferidos a partir das suas cantigas. Assim, as referências que nelas faz ao segrel Bernal de Bonaval ou à soldadeira Maria Balteira, bem como as tenções com Pedro Amigo de Sevilha ou Pero d'Ambroa situam-no seguramente em Castela, no segundo terço do século XIII, nas cortes de Fernando III e Afonso X. 
A sua qualidade de jogral parece depreender-se do lugar que ocupa nos cancioneiros, onde está integrado no grupo de jograis galegos, e também da tenção que mantém com Pero d'Ambroa, da qual parece depreender-se que estaria ao serviço de algum trovador. No entanto, como Resende de Oliveira não deixa de referir, o Nobiliário do Conde D. Pedro menciona um Fernão Baveca (30BB5), segundo marido de D. Teresa Peres de Vide, sobrinha do trovador Fernão Fernandes Cogominho (e mesmo talvez por ele aludida numa sua composição), e seus filhos, Fernão e Afonso Baveca. O mesmo Fernão Baveca está igualmente documentado em Barroso, em meados do século XIII. Não sendo impossível que João Baveca pertencesse à mesma família, podendo, nesse caso, ser um cavaleiro português, faltam-nos dados para validar esta hipótese.  (Referências: Oliveira, António Resende de (1994), Depois do espectáculo trovadoresco. A estrutura dos cancioneiros peninsulares e as recolhas dos séculos XIII e XIV, Lisboa, Edições Colibri, p. 358.)"

 

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Quem acompanha o blog já sabe que temos a noia de querer saber a origem das coisas, dos topónimos, por exemplo, e se não conseguimos saber, mandamos uns palpites, às vezes à toa, mas com algum sentido de até poder conter alguma verdade. Por exemplo para Zebral a primeira coisa que nos ocorre é qualquer coisa relacionado com zebras. Esta sem qualquer sentido, pois zebras em zebral só mesmo se pintarem um burro às ricas brancas e pretas. Mas se nos referirmos a Zebra como uma pedra que servia de peso e equivalia a uma arroba, aí já pode fazer algum sentido, mas também não me parece que o topónimo tenha essa origem, tanto mais que este topónimo é mais ou menos comum e até se repete noutras terras e paragens e até há teorias justificadas por entendidos para a sua origem, no geral, ou seja, sem ser para o caso deste Zebral do Barroso. Também chegámos a esta conclusão na WEB, num blog que trata destas coisas e que a seguir transcrevo:

 

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“Com o desenvolver da investigação que vou realizando sobre a toponímia de origem fenícia, cada vez mais me vou apercebendo da grande antiguidade de alguma dela. Já tinha reparado (e escrito) que entre os topónimos de muito grande antiguidade se podiam referir os da família de “zebro” e de “sobro” (por exemplo “zebral” e “sobral”) que têm origem no radical fenício "sbr", que significa "amontoar, fazer um monte". O nome deve ter sido usado em várias situações em que se criava um monte artificial, e não será necessário dizer que existe um número anormalmente grande de mamoas e antas em Portugal que estão em locais conhecidos como "Zebro", "Zebra", "Sobro", “Sobral”, “Zebral”, etc. Concluo daí que estes nomes foram criados na época em que as mamoas foram feitas, ou seja durante o Neolítico e Calcolítico. Por isso o nome se refere ao processo construtivo - "amontoar, fazer montes", e não à forma existente cuja origem se desconhece.”

 

1600-zebral (79)

 

E é tudo, por hoje, pois no próximo domingo cá estaremos outra vez com mais uma aldeia do Barroso de Montalegre. Restam as referências às nossas consultas bem como deixar os links para as anteriores abordagens às aldeias e temas do Barroso.

 

1600-zebral-cortico (11)

 

Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

WEB

http://cantigas.fcsh.unl.pt/autor.asp?pv=sim&cdaut=62

http://fernando-outroladodahistoria.blogspot.pt/2014/04/zebral-arca-orca-selada-soldo-e-anta.html

 

Links para nteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Corva

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montalegre (549)

 

Hoje vamos até Corva, mais uma aldeia da freguesia de Salto, do concelho de Montalegre.

 

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Depois de já ter percorrido todas as aldeias da freguesia de Salto e de algumas já terem passado aqui pelo blog, na caracterização da aldeia quase me apetecia dizer: Corva segue as características das restantes aldeias da freguesia. O que é verdade e talvez por isso, para além do território onde se insere, pertença à freguesia de Salto.

 

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Mas o que é que se pode entender por segue as mesmas características? – Pois, resumindo, é muito simples. É o Barroso onde a terra é fértil, a água abundante, o verde das pastagens predomina a par de alguma floresta autóctone,  numa notória transição para a paisagem minhota. Terras altas, na ordem dos 800 aos 1000 metros de altitude. Outrora terras de minas, hoje com a maioria da população a dedicar-se à agricultura e criação de gado, onde os bovinos fazem jus ao nome da raça – barrosã, aliás, dentro de todo o Barroso, é na freguesia de Salto que a raça barrosã abunda, ao contrário do restante Barroso onde esta raça é raro aparecer.

 

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Mas sejamos mais concretos em relação a Corva e passemos à sua localização, que para iniciar, tal como já o afirmámos, pertence à freguesia de Salto, distando desta localidade pouco mais de 1 quilómetro, localizando-se a SW da mesma. Em linha reta, fica a cerca de 30 quilómetros de Montalegre e apenas a cerca de 4 quilómetros do concelho de Vieira do Minho e a 3 do concelho de Cabeceiras de Basto. As suas coordenadas são: 41º 37’ 44,83”N e 7º 57’ 19,14”O, a rondar os 900 metros de altitude. Mas nem há como uma imagem de um mapa para melhor podermos localizar as localidades e como tal cá o habitual mapa com a localização da nossa aldeia de hoje.

 

mapa-corva.jpg

 

Nas pesquisas do costume pouco encontrei, apenas uma referência à Casa da Fonte, que aliás é assinalada em algumas placas turísticas da proximidade nas quais apurei que a Casa da Fonte é datada do século XVIII, foi construída por um pároco local, servindo de local de convívio entre padres até meados do século XIX, altura em que foi adquirida por um habitante de Corva, ex-emigrante no Brasil. Atualmente, a casa pertence ainda aos descendentes deste emigrante. É de facto uma casa que pelas suas características construtivas é digna de realce, construída em perpianho de granito à vista, com molduras em todos os vãos e remates salientes e cuidados das cornijas e cunhais, sobressaindo da construção uma imponente chaminé de uma beleza daquelas que já não se usam e que fazem jus à arte de cantaria.

 

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De salientar ainda que embora a Casa da Fonte seja a que mais se destaca na aldeia, há pelo menos mais três construções que também se destacam pelas suas dimensões e igualmente construídas em cantaria de granito.

 

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Mas voltando às minhas pesquisas, encontrei também um blog (referenciado no final do post) onde num artigo se faz a “História Breve Da Freguesia De Salto” onde há alguma informação preciosa, pelo menos em relação de dados de algumas aldeias, como Corva, onde ficámos a saber ser uma das aldeias mais antigas da freguesia e de certa importância, pelo menos a jugar pelos dados como os Censos da população de 1530, ordenado por D.João III, indica que Corva tinha 10 moradores ou fogos, quando na mesma data Salto tinha 14 e Reboreda tinha 21.

 

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No mesmo blog há ainda uma curiosidade a apontar e que tem a ver com «as aldeias “Dizimadas” – Madanelas, Casas da Lama da Póvoa, lugar de Oliveira, Cristelo da Seara» seguido do seguinte apontamento, que por outras razões hoje não nos é estranho: “As invasões de formigas e gafanhotos e as ameaças de lobos ou salteadores são invocadas para explicar o abandono de certos lugares: é impossível separar o real do lendário; por qualquer motivo (mortes, emigração), um povoado vai-se reduzindo, caindo as casas em ruínas, ficando apenas os velhos que não têm para onde ir, e com o falecimento dos últimos, de todo se extingue.”

 

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E bem gostávamos de dizer mais alguma coisa sobre a aldeia, como por exemplo a origem do topónimo e outros dados, mas não os sabemos e não queremos inventar. Também quanto ao topónimo, que às vezes nos aventurámos a mandar uns palpites, hoje não o vamos fazer, tudo pelos significados que são associados ao vocábulo que pessoalmente penso a aldeia de Corva nada ter a ver,  e pela certa o topónimo terá outra qualquer origem. Assim ficamo-nos por aqui em palavras, mas como quisemos pelo menos ser mais generosos em imagens, hoje apresentamos duas seguidas para caberem todas. Espero que gostem.   

 

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E no próximo domingo cá estaremos de novo com mais uma aldeia do Barroso, do concelho de Montalegre, que ainda não sabemos qual vai ser, mas uma será. E por agora é tudo e só resta mesmo deixar as habituais referências às nossas consultas e o link para as anteriores abordagens a terras e temas do Barroso.

 

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Sítios da WEB consultados:

 http://norteportugues.blogspot.pt/

 

Anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

 

 

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Meixide

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Quando decidimos que esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto” iria ter uma regularidade semanal aqui no blog, começámos a trazer aqui as aldeias que ficam na ligação entre Chaves e Montalegre, via Soutelinho da Raia,  isto porque como essas aldeias nos calhavam num trajeto que fazíamos com frequência, já tínhamos muitas fotografias dessas aldeias e no entretanto das suas publicações, íamos fazendo a recolha das restantes aldeias do concelho de Montalegre.

 

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Contudo no trajeto de Chaves a Montalegre houve uma aldeia que foi sempre ficando para trás, e embora já tivéssemos publicado algumas imagens , nunca chegou a ter aqui o seu devido post, tudo pela sua proximidade de Chaves e de Soutelinho da Raia onde também vamos com frequência, ou seja, como ficava à mão e poderíamos fazer a recolha de imagens em qualquer momento, foi ficando para trás. Já compreenderam que se trata de Meixide.

 

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Pois hoje temos o post de Meixide, que embora a sua ausência por aqui,  diversas vezes já falámos da aldeia, tudo porque é nela que ao entrámos no Barroso de Montalegre temos de tomar a primeira grande decisão de continuar caminho via Vilar de Perdizes ou Via Pedrário, isto se o nosso destino for Montalegre, além Montalegre ou o Larouco. Pela minha parte, para que os dois itinerários não ficarem chateados comigo, umas vezes vou por um, outras vezes vou por outro e no regresso, geralmente, venho pelo outro, ou seja, se for por Vilar de Perdizes, venho por Pedrário, ou então o contrário, pois ambos os trajetos são interessantes e até muito diferentes.

 

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Já lá vai o tempo em que neste percurso até Montalegre se tinha de fazer passagem obrigatória pelo centro das aldeias. Com a construção das variantes às aldeias começámos a passar-lhes ao lado, ficando com uma ideia de como elas serão, mas sem nunca lhe conhecemos a sua intimidade. Vemos-lhes a aparência e quanto a isto há que ouvir o povo – As aparências enganam! E Meixide não é exceção.

 

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Pois a verdade é que Meixide é muito mais interessante do que aquilo que dela se vê ao longe ou na passagem. Realmente aqui a aparência engana e há mesmo que entrar na aldeia para realmente ficar a conhece-la e poder apreciá-la. Foi o que fizemos no passado dia 9 de dezembro quando propositadamente entrámos nela para fazer a devida recolha de imagens, que já sabíamos que nos iria surpreender, pois nas nossas deslocações ao Barroso, às vezes, fazíamos batota e abandonávamos a estrada para passar pelo centro da aldeia, mas sem parar e muito menos recolher imagens.

 

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Mas passemos à sua localização que para nós flavienses não é estranha, para outros poderá ser.  Tal como já atrás dissemos é uma aldeia que fica no limite do concelho de Montalegre na fronteira com o concelho de Chaves, mais propriamente a 1 quilómetro do concelho de Chaves e a 2,5 quilómetros da aldeia flaviense de Soutelinho da Raia, ambas já no planalto do Alto Barroso quase todo numa cota superior aos 900m de altitude. Quanto às coordenadas de Meixide são as seguintes: 41º 48’ 51,43” N  e  7º 35’ 47,78” O. Para ajudar fica o habitual mapa com a sua localização.

 

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Para se apreciar a aldeia e quase todo o planalto do Alto Barroso a terminar na imponência da Serra do Larouco há que fazer uma paragem obrigatória mesmo na fronteira dos dois concelhos, ou um pouco antes, pois daí além de termos excelentes vistas dobre Soutelinho da Raia e sobre Meixide, também se obtém uma das vistas mais interessantes sobre a Serra do Larouco, mais ou menos como a que serve de cabeçalho a esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto”.

 

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Quanto à aldeia e ao tipo de povoamento, tomando os dois tipos de povoamento básicos, podemos considerar Meixide como um povoamento nucleado, em que o povoamento assume mais ou menos uma forma circular, com várias ruas que partem de largos e cruzamentos principais, sendo este os seus núcleos. No caso desta aldeia existem pelo menos dois largos principais onde se concentram os equipamentos comuns a toda a aldeia. Um onde de encontra a Igreja e penso que a sede da Junta de Freguesia. O outro, mais amplo tem um cruzeiro, tanque e fonte comunitária e o forno do povo, e sem muito esforço, julgo ser este o largo principal da aldeia onde pela certa de comemoram as festas da aldeia.

 

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Fruto de serem construções mais recentes, a escola e o lavadouro público encontram-se na periferia da aldeia, por sinal ambos os equipamentos estão sem utilização, pelo menos os lavadouros, estes com localização infeliz e que contrariavam em tudo o seu lado social dos tanque de lavar mais antigos, todos nos centros (núcleos) das aldeias.

 

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E das nossas habituais pesquisas sobre a aldeia, desta vez encontrámos alguma coisa, tanto no livro de Montalegre de como no Jornal Notícias do Barroso, onde temos a referência da dois ilustres de Meixide. No Notícias de Barroso, infelizmente, é a notícia da morte de um deles, ainda jovem para morrer, que se fosse vivo, teria hoje 57 anos.

 

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Nos dados que a seguir ficam, retirados do livro Montalegre, há a referência à freguesia de Meixide, no entanto hoje Meixide já não é freguesia autónoma, pois com a infeliz reforma administrativa das freguesias de há anos, passou a fazer parte da União de freguesia de Vilar de Perdizes e Meixide.

 

Do livro Montalegre

Área: 11.4 Km²

Densidade populacional: 11.1 hab/Km²

População Presente: 122

Orago: Santa Maria

Pontos turísticos: Capela de N. Sra. da Azinheira

Lugares da freguesia: (1) Meixide

 

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Pequena freguesia a nascente do concelho, na cota dos novecentos metros de altitude, domina os outeiros da raia seca com a Galiza na encosta sul do Larouco. Em inexorável agonia mas preserva ainda uma velha jóia: a capelinha da Nossa Senhora da Azinheira que já foi uma das sete senhoras do planalto Barrosão. Até que um dia se possa esclarecer todo o passo histórico, Meixide vai gozando a fama de ter sido berço do herói Diogo Peres, (da “Escaramuça dos Nus”)...o tal que derretendo aos calores do deserto marroquino, foi refrescar-se na ribeira com alguns mais cavaleiros. Surpreendidos por um troço do exército mouro, tomam as espadas e adargas, montam completamente nus os seus cavalos, mas bem vestidos de indomável valentia desbaratam e põem em fuga a cavalaria moura. Uma façanha limpinha protagonizada à moda barrosã.

 

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Do Notícias de Barroso de 18-05-2015 deixamos também aqui uma notícia de um ilustre da aldeia de Meixide, que tivemos o prazer de conhecer pessoalmente e também ele um habitué da cidade de Chaves.

 

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Faleceu o Dr João Sanches, de Meixide

 

De tão triste notícia somente tive conhecimento através do escrito do meu ilustre amigo, Dr. Manuel Verdelho, de Chaves, que os leitores deste jornal devem ler (Página 5) para ficar a conhecer um grande barrosão que tão cedo (aos 55 anos) nos deixou.

 

Teria eu muito que dizer sobre este amigo que se notabilizou nos domínios da cultura e deixou rastos indeléveis nas Academias por donde passou. Contudo, a síntese do Dr Verdelho, muito bem elaborada, não me deixa grande espaço para tal.

 

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Sucintamente direi que o Sanches, como nós o tratávamos, era um indivíduo de uma inteligência fora do normal, de trato um tanto difícil, muitíssimo culto e politicamente um anarca ou tendencialmente um democrata cristão europeu. Tive com ele alguns desaguizados, mas, tempo passado, o mesmo Sanches não guardava rancores e sabia dar valor às pessoas e às coisas. Direi também que o concelho perdeu um grande SENHOR que muito tinha ainda para dar a Montalegre e à região transmontana.

 

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Choro a sua morte que me deixou ainda mais triste porque eu nem sequer sabia que ele estava enfermo. Pelas razões expostas, não o acompanhei à última morada, do que me penitencio. Mas, deixo aqui o meu testemunho sincero a expressar o meu profundo pesar, aproveitando para enviar à mãe e irmãos e demais familiares as minhas mais sentidas condolências.

 

Que o SANCHES descanse em paz!

 

Carvalho de Moura

 

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João Domingos Gomes Sanches

 

Nasceu em Meixide, em 17 de Outubro de 1959. Licenciou-se em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Em 1990 obteve o diploma de Estudos Aprofundados (D.E.A.) na Escola dos Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.

 

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Em 1994 foi doutor pela Escola dos Altos Estudos em Ciências Sociais e em 1995 em Psicologia Social na Universidade do Minho, por equivalência do diploma francês.

 

Em 1983/87 foi Conselheiro de Orientação Escolar na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Até 1994 exerceu psicologia no âmbito privado. Entre 1988 e 1994 foi assistente de gestão e formação da empresa “Comunication Langues Recherche”. Entre 1992/93 coordenou o Projecto “Presenças Portuguesas em França”, organizado pelo Ministério da Cultura, Ministério da Pesquisa e do Espaço e pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, para além da embaixada de Portugal em Paris, a Universidade do Porto e a Universidade Aberta de Lisboa. Foi autor de vários estudos científicos, desde o relatório de estágio, a trabalhos diversos sobre a Comunidade Portuguesa. Publicou, em co-autoria com Lourenço Fontes, o Ensaio de Antropologia Médica: A medicina popular barrosã (Editorial Presença, Lisboa) e, em co-autoria com José Manuel Gonçalves dos Santos, a Memória de Meixide: estudo psico-antropológico da população de Meixide, desde 1783.

 

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Foi docente da Escola de Enfermagem Dr. Timóteo Montalvão Machado em Chaves no Núcleo de Estudos de População e Sociedade - NEPS (Psicologia e Antropologia) e da Universidade Lusófona (Psicologia, Área de Psicologia Social).

 

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João Sanches escreveu uma interessante obra sobre a «Serra dos Passos» com o apoio do seu grande amigo Prof. Luciano Prada, já falecido, e de Agripino Franqueiro, uma amante da serra e dos Passos."

 

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E para terminar ficam as referências às nossas consultas bem como os links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sítios da WEB

  http://www.aoutravoz.info/home/images/2014/Jornais/Noticias_Barroso/nb471.pdf

 

Anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

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Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

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Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:28
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Vilaça

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Aos domingos já sabem que vamos até ao Barroso, para já o Barroso do concelho de Montalegre, para uma aldeia que pela sua localização junto ao Rio Cávado poderia ter o apelido de “do rio” no seu topónimo, mas é simplesmente Vilaça, é essa a nossa aldeia de hoje.

 

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Comecemos então pela sua localização, que em termos de coordenadas fica em 41º 47’ 17,02” N – 7º 54? 12.26” O, tal como já dissemos atrás junto ao Rio Cávado, a cerca de 700m, na sua margem esquerda, mesmo em frente a uma outra aldeia barrosã, Paredes do Rio, mas esta , localizada na margem direita do rio, entre as albufeiras de Sezelhe e Paradela e pertencente à União de Freguesias de Paradela, Contim e Fiães. Mas como já vem sendo habitual fica o nosso mapa com a localização.

 

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Quanto à aldeia segue as características das suas vizinhas, com alguma terra fértil nas suas imediações mas quase todas dedicadas a pastagens ou forragens, aliás é mais ou menos uma constante no concelho de Montalegre, onde a agricultura já é coisa de outros tempos, principalmente a da batata.

 

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A aldeia não é grande, mas também não é das mais pequenas, no entanto hoje grande em demasia para recolher os resistentes, ou seja mais do mesmo, despovoamento e envelhecimento da população, alias ate era escusado dizer isto, pois é uma constante a todas as aldeias do interior. Dizem por aí que o nosso Portugal é um país virado para o mar, e concordo plenamente, pois da maneira como somos esquecidos no interior e diria até que Portugal quase se limita a ser uma longa varanda ao longo do mar e como costuma dizer os mesmos de sempre, os tais de Lisboa, o resto é paisagem.

 

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Pois como dizia no parágrafo anterior era escusado estar sempre a falar do nosso despovoamento e envelhecimento da população, mas faço-o sempre como um lamento e que por cá resistimos mas não nos conformamos.

 

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E hoje somos obrigados a ser breves em palavras, por duas razões, primeiro porque o nosso tempo não abunda e segundo porque fizemos as pesquisas do costume nos sítios do costume e nada encontrámos sobre Vilaça a não ser alguns escritos que nos levam a uma dedução nossa, mas sem qualquer confirmação. Digamos que é apenas uma hipótese, na ausência de melhor. Refiro-me à origem do topónimo Vilaça.

 

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Pois quanto ao topónimo Vilaça,  não me parece ter origem no Vilaça dos Maias de Eça de Queirós nem tão-pouco na personagem das Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Aliás Vilaça é hoje um apelido comum em Portugal mas a sua origem é galega, vem de “villacis” ao que consta teria entrado em Portugal através de Hernande de Villacis tendo os primeiros Vilaças aparecido no Minho, sendo um sobrenome já antigo em Portugal, pois ao lado do príncipe Dom João nas batalhas contra o rei Dom Fernando de Castela já havia um comandante de sobrenome Vilaça. Ora pode estar aqui a origem da nossa aldeia de hoje ou seja, no tal Villacis galego, não ficasse a Galiza ali ao lado. Mas mais uma vez afirmo que isto são coisas minhas, pois não tenho nenhum documento que confirme a minha teoria.

 

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E para terminar ficam os habituais links para os posts anteriores com aldeias, lugares e temas do Barroso.

 

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Anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Domingo, 29 de Janeiro de 2017

O Barroso aqui tão perto...

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Como já bem sendo habitual, aos domingos, damos uma voltinha pelo Barroso, aqui tão perto. Hoje o nosso destino é a aldeia do Cortiço, da freguesia de Cervos,  ou seja, se a nossa também habitual partida for feita a partir de Chaves, é  primeira freguesia do Concelho de Montalegre se o abordarmos pela Estrada Nacional 103.

 

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Para quem gosta mais de abordar o Barroso via Soutelinho da Raia, também por aí se pode chegar ao Cortiço e com itinerário até bem mais interessante, havendo apenas a necessidade de ir com atenção às placas informativas  e tendo em conta que logo em Meixide terá de optar pelo desvio em direção a Pedrário, depois Sarraquinhos, Zebral e logo a seguir terá o Cortiço.

 

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Voltando à Nacional 103, se essa for a opção, não tem nada que enganar, pois chegando ao Barracão, abandona a EN 103, virando à direita.  Mas ficam as coordenadas do local: 41º 46’ 21.00” N  7º 42’ 11.85” O; tal como  fica o também já habitual mapa do concelho de Montalegre com a indicação.

 

mapa-cortico.jpg

 

Pois vamos então à aldeia do Cortiço que foi uma das aldeia que me trazia enganado. Esta coisa de andar à descoberta do Barroso já não é de hoje. Já há uns anos que quando tinha um dia livre, às vezes, aproveitava-o para ir por lá à caça de algumas imagens e à descoberta de algumas aldeias. Nessa altura ainda sem o objetivo de as trazer aqui ao blog e portanto sem fazer um levantamento fotográfico mais completo de cada aldeia, ou seja, apenas fotografava aquilo que mais me chamava a atenção e nem sequer me preocupava com o entrar na intimidade das aldeias. Ia de passagem e passava,  ficando apenas com uma ideia breve da aldeia, e confesso, que essa ideia breve não era lá muito abonatória para o Cortiço, pois o que via de passagem, nas primeiras vezes nem sequer me motivou a fazer uma paragem.

 

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E foi com essa ideia breve das anteriores passagens que entrei de novo no Cortiço em dezembro passado, tendo feito a abordagem à aldeia via Sarraquinhos e Zebral tendo como primeira paragem a Senhora de Galegos/Senhora da Natividade e logo aí entendi que tinha o post da aldeia salvo, pois mesmo que na aldeia nada houvesse de interessante dava para compor o post em imagem só com as fotos da Senhora de Galegos, uma pérola no meio da montanha.

 

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Mas lá fomos até ao Cortiço e desta vez com intenção de parar e entrar na intimidade da aldeia. E mal comecei a entrar na sua intimidade comecei a dar-me conta de tão injusto que era o meu breve juízo feito da aldeia, pois o Cortiço é uma daquelas aldeias à qual se pode aplicar a máxima de “ as aparências enganam”, e hoje ao rever as fotografias para selecionar para este post, se dúvidas houvesse, confirmaram bem o tão enganado que eu andava.

 

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De facto a aldeia acabou por me surpreender, não só pelas suas ruas, ruelas e casario,  mas também pela simpatia das pessoas com que tivemos o privilégio de conversar, com tempo para ouvir as suas histórias mas também os seus lamentos, os também habituais lamentos dos resistentes destas aldeias a sofrer da maleita comum do despovoamento e envelhecimento da população, conformados com as partidas dos que partiram destas aldeias que esquecidas, acabaram por ficar despidas de futuro.

 

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E saí do Cortiço sem ver tudo, pelo menos um dos seus ex-libris turísticos – a ponte romana – mas como costumo dizer, convém deixar sempre qualquer coisinha por ver e abordar para nos fazer voltar, embora para ser sincero a razão não foi bem essa, pois aquela que prometia ser uma breve visita, acabou por ser demorada e estava na hora de consolar a barriguinha, para a qual já tínhamos hora e mesa marcada.

 

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Vamos a um pouco da história desta aldeia e daquilo que dela podemos contar. Pois como ex-libris aparece a tal ponte romana que não vimos, a referência a uma fonte antiga, talvez romana diziam-me,  que também não vimos porque a ignorância de alguém a demoliu, e por último o “Santuário” da Srª de Galegos/Srª da Natividade e a sua lenda. Lenda que eu já tinha referido no post de Cervos e que traria aqui quando abordasse de novo o tema, no entanto também ainda não vai ser hoje que fica por cá, pois referências à lenda há muitas, mas lenda nem vê-la escrita ou contada. Pode ser que um dia à procura de outra coisa a encontre ou alguém ma conte.

 

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Referências à Srª de Galegos, felizmente há algumas, embora todas bebam na mesma fonte. Deixo-vos uma delas, que encontrei na WEB  In geira.pt (ref. No final do post) – As fotos são nossas

 

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Senhora da Natividade; Senhora de Galegos

 

Capela; necrópole

Cronologia: Idade Média

Lugar : Senhora da Natividade; Senhora de Galegos 
Freguesia : Serraquinhos 
Concelho : Montalegre 
Código Administrativo : 170629 
Latitude : 535,3 
Longitude : 236,1 
Altitude : 975m 

 

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Acesso : Cerca de 1,4 km para Norte da aldeia de Cortiço. O acesso, não muito fácil, faz-se por um estradão de terra batida, em mau estado, a partir da aldeia de Cortiço. Esta é servida por estrada municipal alcatroada que liga directamente à EN 103. O monumento não está sinalizado. 


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Descrição arqueológica : Cerca de 30 metros para Norte da capela, mal visíveis entre o denso giestal que cobre o terreno, existem três sepulturas escavadas na rocha, antropomórficas, orientadas no sentido E-O sem grande precisão, com cabeça para poente, de acordo com os cânones cristãos. Nos terrenos a Norte e Oeste da capela encontram-se fragmentos de cerâmica comum, identificando-se ainda restos de construções com abundante pedra afeiçoada dispersa. Com base nestes indícios pode propor-se que aqui se localizaria a villa de Gallecos, referenciada nas Inquirições de Afonso III, então ainda pertencente à freguesia de Cervos, com cuja ocupação se deverão relacionar as sepulturas descritas, implantadas nas imediações da capela, e que poderão ser apenas parte de uma necrópole , tipologicamente datável dos séculos X-XIII. Nesta perspectiva poderá aceitar-se que a capela da Senhora da Natividade ou Senhora de Galegos date já dos séculos centrais da Idade Média, servindo nessa época, senão como igreja paroquial, pelo menos como templo local, interpretando aqui no Barroso o modelo de povoamento medieval que no Noroeste peninsular se designa por villa -ecclesia. O monumento apresenta-se razoavelmente conservado. 

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Interpretação : Capela e necrópole medievais. 

Interesse : Embora não possua um significativo valor patrimonial, o interesse deste monumento radica na sua grande importância para a compreensão da ocupação medieval na região do Barroso.

Bibliografia 

Autor : Luis Fontes 

Data Última Actualização : 04-FEV-1998

 

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Quanto a pessoas importantes da aldeia, menciono duas que são mencionadas no livro “Montalegre” de José Dias Baptista, que passo a citar:

“Há criaturas que pelas suas qualidades únicas servem de modelo aos comuns mortais e servem de título às diferentes páginas da História dos povos. Barroso também as tem. Dentre umas boas dezenas sobressaem os que aqui elencamos:

 

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(…)

José dos Santos Dias (séc. XVIII) nasceu em 26-XII-1778 no Cortiço, Cervos, como médico que era foi director clínico das Caldas do Gerês. Recebeu a medalha de prata da Instituição Vacínica. Em 1813 estudou um marco miliário, aparecido em Arcos, no jornal de Coimbra, marco que determinou a desligação histórica da via Prima ao trajecto proposto por Argote e a consequente situação da cidade pré-romana de Caladunum na freguesia de Cervos. Em 1836 escreveu o importante opúsculo “Ensaio Topográfico – Estatístico do Julgado de Montalegre” que é o resumo do manuscritos a “Memória ou descrição física e económica da vila e termo de Montalegre” e deixou inédita a “Memória sobre as Caldas do Gerez”. Morreu em 1846. Balbi teceu-lhe honroso elogio no seu “Essai Statistic,” tomo II.

 

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Padre José Adão dos Santos Álvares (séc. XIX) nasceu no Cortiço, filho do anterior, em 1814. Foi correspondente muito conceituado de vários jornais e revistas do Porto, Braga e Lisboa. Foi pároco de São Vicente da Chã, onde jaz, e arcipreste de Montalegre. Descreveu com realismo os últimos momentos de vida de José Fernandes, o Bagueiro, último condenado à morte em Barroso, que subiu ao cadafalso em 17 de Setembro de 1844.

 

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E que mais dizer sobre a aldeia do Cortiço, talvez mencionar aquilo que se faz por lá, que é o habitual nas aldeias do Barroso, que embora em terras altas, nesta aldeia a rondar os 900m de altitude, vão tendo um pouco de terra mais ou menos fértil,  hoje quase toda destinada a pastagens, o que não é mau de todo dada  a qualidade de carne que essas pastagens proporcionam.

 

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E vai sendo tudo com a certeza que regressaremos à aldeia do Cortiço. Para já ficamos por aqui, mas antes as referências àquilo que consultámos e também às anteriores abordagens aos lugares, aldeias e temas do Barroso.

 

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Bibliografia:

Livro Montalegre, de José Dias Baptista, Edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sítios na WEB:

http://www.geira.pt/arqueo/html/sitio108.html

http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios.resultados&subsid=2921316&vt=2921315

 

Anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:27
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Domingo, 15 de Janeiro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Ameal

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Hoje no “Barroso aqui tão perto” vamos até Ameal, às vezes também grafado como Amial. No Barroso aqui tão perto que por sinal, para nós flavienses, até é uma das aldeias do Barroso mais distante.

 

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Iniciemos então pela localização desta aldeia, ainda antes de abordarmos o topónimo ou topónimos. E ainda a este respeito, para ao longo do post não estar sempre a grafar Ameal e Amial, vamo-nos ficar apenas por Ameal, que parece ser o mais consensual ou pelo menos aquele que aparece na placa identificativa da aldeia à entrada desta.

 

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Pois Ameal fica a cerca de 3 quilómetros da sede de freguesia, Salto, a Sul desta. Fica portanto também no limite do concelho de Montalegre e a menos de 4 quilómetros (linha reta)  dos concelhos de Vieira do Minho e de Cabeçeiras de Basto. A aldeia, a rondar os 900 metros de altitude, desenvolve-se ao longo do C.M. 1033, parecendo fazer a fronteira entre a terra fértil/arável em planalto e uma pequena elevação onde as rochas e pequenos arbustos são mais abundantes. Quanto às coordenadas (recolhidas no Google Earth) são: 41º 37’ 14,03” N e 7º 57’ 21,48” O.

 

mapa-amial.jpg

 

Vamos então ao topónimo, ou topónimos e sua origem. Pois bem, pesquisámos nos sítios habituais e alguma bibliografia mas nada encontrámos. No entanto se formos pelo significado do vocábulo temos para Ameal um lugar onde crescem amieiros. Já para Amial, aí temos que recorrer ao espanhol (talvez galego ou talvez castelhano) onde o termo embora não muito utilizado tem o significado de palheiro ou meda, daqueles que também já caíram em desuso em que a palha  se reunia em círculo à volta de um pau, tomando no final uma forma cónica. Ou seja, ambos os topónimos apontam para a ruralidade e conhecendo o local, ambas as hipóteses são possíveis. Mas repito, isto é olhando ao significado dos vocábulos, ficando em aberto outra qualquer hipótese.

 

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E nas nossas pesquisas sobre a aldeia, para além de aqui e ali vermos a referência de que a aldeia pertence à freguesia de Salto e concelho de Montalegre, mais nada encontrámos, assim, o que hoje fica, é de pura observação da nossa passagem pela aldeia, pequena por sinal, entre as 20 e 30 casas, uma pequena capela e alguns canastros.

 

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Como já atrás referimos a aldeia que se desenvolve ao longo da estrada, tem por um lado uma pequena elevação e pelo outro terra arável e aparentemente fértil mas maioritariamente ocupada por verdejantes pastagens,  para delícia do gado bovino de raça barrosa, pelo menos a julgar pelo gado que vimos nas pastagens. Aliás, em todo o Barroso só, ou quase, aqui na freguesia de Salto é que aparece com certa abundância a raça barrosa.

 

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E como não temos mais dados hoje decidimos brindar e  ensaiar com Ameal um pouco de arte digital, tendo como base dois motivos da aldeia. Arte digital que tem, claro,  como base a fotografia, e diga-se a verdade, o software utilizado é que faz quase tudo sozinho. E já agora fica com dedicatória:  Para os puristas da fotografia!

 

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E bem queria dizer mais qualquer coisinha sobre Ameal, mas a partir de aqui só se inventar, a não ser o de fazer a referência a uma outra aldeia, também da freguesia, com um topónimo muito semelhante: Amiar às vezes também grafado como Amear, aldeia que já passou por aqui no “Barroso aqui tão perto”.

 

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 E como hoje não há referências a bibliografia ou sites da WEB, ficam os habituais links para anteriores abordagens a aldeias e temas do Barroso aqui no “ O Barrosos aqui tão perto”:

 

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A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:55
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Domingo, 16 de Outubro de 2016

O Barroso aqui tão perto... Paredes

 

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Se no início desta rubrica de “O Barroso aqui tão perto” trouxemos aqui as aldeias do Alto-Barroso que ficam no itinerário entre Chaves e a Vila de Montalegre, com exceção de Meixide que ainda não teve aqui o seu post. Mas ia dizendo que se no início foi o Alto-Barroso, a partir de aí começámos a descobrir o restante Barroso e as suas singularidades.

 

mapa-paredes.jpg

 

E na  descoberta desse outro Barroso, sem qualquer dúvida alguma que uma das freguesias que mais me surpreendeu, pela positiva, foi a Salto, onde o verde impressiona e as paisagens que se perdem no horizonte ainda impressionam mais.

 

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Freguesia de Salto a mais distante da sede do concelho e entalada entre os concelhos de Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e o Barroso de Boticas, assumindo já um pouco as características dos concelhos vizinhos, principalmente os minhotos.

 

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E claro que  se o todo da Freguesia de Salto só surpreende porque as suas partes, ou sejam os seus 20 lugares também nos surpreenderam na sua grande maioria, e uma delas, foi a nossa aldeia de hoje – Paredes.

 

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Então vamos lá a Paredes que receciona os seus visitantes com o seu cruzeiro e com aquilo que vamos tendo de melhor e mais nobre no casario tradicional – os solares, com capela virada para a via pública.

 

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Mas não é só o primeiro solar, pois seguindo a rua, logo a seguir repete-se a nobreza do casario e a nível de casario, seria ouro sobre azul se a restante aldeia também assim fosse, mas a aldeia fica-se por aí, pois também pouco mais há para além deste casario mais nobre e que talvez por isso tivesse resistido até aos nossos dias, ao contrário do restantes, que embora não tão nobre também teria sido interessante, mas que hoje se resume a ruinas.

 

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Chegados a um pequeno largo os chocalhos anunciavam a aproximação de gado, que aqui para fazer jus ao nome que ostentam,  os bovinos são mesmo os autóctones da raça barrosã. Chocalhos que anunciavam a aproximação das barrosãs que num instante se silenciaram, bastou terem-nos descoberto para todo o gado parar pasmado a olhar para nós. Surpreendeu-nos a atitude que mais tarde seria justificada pelos donos da manada – elas não estavam habituadas a ver pessoas para além dos seus donos.

 

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Mas um pouco a medo e desconfiadas com um passar apressado, elas lá foram passando e sozinhas, lá continuaram a caminho das pastagens, exceção para o “Gancho” o touro da manada que ficou na corte. Mas ao que parece não foram só as barrosas de raça que se surpreenderam connosco, pois também os seus donos não estavam à nossa espera, mas foram um bom exemplo do povo Barrosão na arte hospitaleira de bem receber, numa aldeia que se resume a 5 casas, duas famílias, 42 vacas e 1 touro.

 

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O primeiro a receber-nos foi o Pedro que pelo que deu para entender é o verdadeiro dono da manada das barrosãs, as quais estão todas batizadas por ele, como “Gancho”, o touro da manada, ou a “Rola” que é a chefe, a líder da manada e as restantes, como a vermelha, a coelha, a cordeira, a cabanas a goucha, a bonita, a pinta e por aí fora, como se fossem colegas de escola ou da família, mas o mais impressionante e bem notório é que o Pedro Martins, de 11 anos de idade, anda nesta  lide da manada com prazer que não troca por qualquer brincadeira dos putos da sua idade.

 

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Depois veio o pai do Pedro, a avó, o irmão mais novo e o tio que connosco, quatro caçadores de imagens do Barroso, já era um pequeno ajuntamento que o calor de junho convidava a uma conversa à sombra. E ali ficámos em agradável conversa, talvez uma ou duas horas, já não recordo muito bem, agora recordo isso sim, que foi uma agradável conversa com a boa gente resistente deste Barroso, também ele tão despovoado.

 

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Na conversa deu ainda para saber que o Pedro além de se preocupar com a lide das suas barrosas de raça também se preocupa com o seus estudo na escola em Salto, tendo em mente aquilo que quer ser quando for grande – Veterinário –, e auguro que irá ser um bom veterinário, basta ver o carinho com que ele lida com a sua manada.

 

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E da nossa estadia na aldeia com os seus poucos resistentes, só resta mesmo agradecer a hospitalidade e simpatia com que nos receberam, sem esquecer a bucha com que a avó do Pedro nos brindou com o melhor que o Barroso tem. Tal como manda a tradição, “merenda comida, companhia desfeita”, e também nós destroçámos em direção a Caniçó e Minas da Borralha, mas  saímos de Paredes mais ricos e agradecidos.

 

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Quanto a escritos sobre a aldeia de Paradela, bem procurámos, mas nada encontrámos. Pela certa que será uma aldeia com história que pelo aspeto da aldeia, com as suas construções mais nobres, parece-me ter sido uma aldeia que num passado mais ou menos distante, teria sido de uma ou duas famílias agrícolas mais abastadas e que as restantes casas, hoje em ruinas, seria de umas poucas famílias que trabalhariam para essas casas agrícolas, ou então casas armazéns de apoio. Mas isto apenas sou eu a supor dadas as características do casaria existente e das terras férteis que as rodeiam.

 

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Quanto ao que resta da aldeia, felizmente resta ainda, mais ou menos bom estado, pelo menos aparentemente, as tais construções mais nobres que também aparentemente estarão desabitadas, pelo menos em permanência e resta também a riqueza humana dos seus resistentes. E por ausência de documentação para consultar somos mesmo obrigados a ficar por aqui.

 

1600-paredes (72)

 

E como hoje não há créditos às consultas efetuadas  ficam apenas os links para as anteriores abordagens deste blog ao Barroso e suas aldeias:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:37
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Domingo, 9 de Outubro de 2016

O Barroso aqui tão perto... Donões

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montalegre (549)

 

Iniciava-se o mês de setembro, bem de manhazinha, mesmo assim e mesmo estando nós no Barroso, já estava calor e adivinhava-se um dia bem quente, tal como o foi. Sempre que fazemos as nossas incursões no Barroso via a Vila de Montalegre, há paragem obrigatória na vila para tomar um café. Uma paragem breve para logo fazermos a partida à descoberta de mais algumas aldeias do concelho. Até ao Sr. da Piedade já era território que eu conhecia desde criança, graças à festa do primeiro domingo de agosto, a partir de aí conhecia uma ou outra aldeia. Assim sendo, nesse dia de inícios de setembro decidimos levar as aldeias a eito a partir do Sr. da Piedade, sendo a primeira Donões, que começou logo a surpreender  antes de entrarmos na aldeia, ali ao atravessar o Rio Cávado,  com as vistas de uma silhueta da vila que atraía o nosso olhar, com as torres do castelo a convidar à primeira foto do dia.

 

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Aos nossos pés, meio disfarçado pela vegetação e com o sol da manhazinha a incomodar o olhar, um velho moinho convidada a ficar por ali mais uns momentos em recolha de imagens. Moinho que nos despertou na memória uma das histórias da vermelhinha de Bento da Cruz. História que em tempos já deixámos aqui no blog, mas que não resisto a deixá-la aqui de novo, afinal é para Donões que hoje vamos e a história é de um dos antigos regedores de Donões. Aqui fica então, mas antes, a imagem com a localização da aldeia.

 

mapa-donoes.jpg

 

O Regedor de Donões

 

Um dia o Regedor de Donões andava com as vacas num prado ribeirinho ao Cávado. Era Janeiro e os montes cobertos de neve. Nisto, vê chegar um figuro junto do rio e começar a despir-se.

O Regedor, que andava a limpar uns regos, recostou-se ao cabo da sachola.

— Ó alma perdida! Tu que vais fazer?

O desconhecido fez que não ouviu.

— Não me digas que te queres deitar à água com um frio destes…

O promitente banhista acabou de se despir e foi colocar a roupa em cima de uma pedra.

— Não, catano! — disse o Regedor, virando o rabo à sachola.

Ia já o figurão  a correr para formar o mergulho, cai-lhe o Regedor em cima de sachola em riste.

— Ó filho da puta! Que apanhas alguma pneumonia que te leva o diabo…

 

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Só então o banhista se apercebeu do perigo e fugiu, direito à roupa. Mas não tão lesto que não apanhasse duas derrabadas testes pelas nádegas.

— Eu é que te dou o banho, maluco dos infernos… — gritava o Regedor , correndo e brandindo a sachola atrás do tipo.

Quando o viu longe do rio, regressou para junto das vacas, monologando, com voz incrédula:

— Um homem vê cada um neste mundo…

Dias depois, tinha o citote à porta:

— Assine aqui.

— Que é isto?

— Uma contra-fé.

— Para quê?

— Comparecer no tribunal no dia e hora aí indicados.

— Mas para quê?

— Você lá sabe.

— Se soubesse não perguntava.

— Não fez nada ao juiz?

— Quem?...

 

1600-donoes (16)

 

O Regedor tirou-se dos seus cuidados e foi ter com o advogado. Afinal, já toda a vila sabia da história: o banhista era o novo juiz da comarca, um morenaço com a mania do desporto ao ar livre. O advogado muito se ria.

— Ora conta lá, João: ele estava mesmo em pelote?

O Regedor coçava a cabeça.

— E agora,  doutor?

— Não te aflijas. Eu trato do caso.

Chega o dia do julgamento, estava o meritíssimo no seu trono, o delegado na sua poltrona, o Regedor de Donões no banco dos réus, a sala cheia de gente.

 

1600-donoes (18)

 

Pergunta o juiz:

— Sabe do que vem acusado?

— Eu não.

— Lembra-se de, no dia 13 de Janeiro, pelas 11 horas, quando eu me preparava para tomar banho na represa do Moinho Velho, o senhor me ter insultado e agredido?

— Ó raio! Ai ele eras tu? Olha que te não reconheci, catano…

O juiz olhou para o escrivão. O escrivão, que também estava por dentro da marosca, fez o gesto de furar a testa com o indicador, como quem diz: « É maluquinho…»

— Mande lá o homem embora — remata o juiz, após breve hesitação.

 

1600-donoes (14)

 

É sempre com gosto que deixamos aqui um escrito de Bento de Cruz, um verdadeiro embaixador do Barroso e que embora já não esteja entre nós, deixou uma vasta obra publicada que o imortalizará para todo o sempre. Obra de leitura obrigatória para quem verdadeiramente queira conhecer a fundo o Barroso que vai muito para além das paisagens, onde nos oferece um outro Barroso com gente dentro.

 

1600-donoes (12)

 

Mas entremos então na aldeia de Donões, que me surpreendeu pela positiva. Aliás poucas são as aldeias do Barroso que não nos surpreendem.

 

A apenas 3 ou 4 quilómetros da Vila de Montalegre sentimos aqui entrar em terras de transição do Alto-Barroso para um outro Barroso mais verde. Aparentemente localizada a Sul da Vila, mas só aparentemente, pois localiza-se ligeiramente mais a Norte que esta, mas as características orográficas que separam a aldeia do Alto Barroso e da Serra do Larouco, parece-me protegerem a aldeia, ali à beirinha do vale do Cávado que se vai prolongando até Sezelhe, mas tudo isto são conclusões minhas, sem qualquer dado ou estudo que as apoiem.

 

1600-donoes (10)

 

Já alguns escritos e dados a que tive acesso, estes sim apoiados por documentação fidedigna, dizem-nos ser mais uma aldeia que sofre da maleita que afeta a maioria das aldeias transmontanas, o despovoamento, e os números não enganam quando apontam para cerca de 60 habitantes numa aldeia que tem 81 edifícios.

 

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Nas nossas pesquisas há uma coisa que é comum a todos os escritos consultados — a da tríade de artistas dos Pintos, tal como é referido no livro “Montalegre” de José Dias Baptista:

 

“É ver e conhecer a tríade dos Pintos de Donões que tantas obras nos legaram e pedem meças a qualquer artista; são verdadeiras obras-primas que ornam ainda os altares de dezenas de igrejas, desde Montalegre a Chaves, Boticas e Valpaços. Foram exímios escultores, com algumas peças perfeitamente inéditas no nosso meio; foram pintores, douradores de altares e imagens, ensambladores e entalhadores. De todos estes exercícios guardamos espécimes de altíssima qualidade no nosso Concelho. O primeiro, Bento Pinto Júnior (1837-1922) tem obras em Donões, Fírvidas, Peirezes, Sapelos, Pedrário, Montalegre, Travaços, Cambeses e Viade; Domingos José Pinto (1874-1950) deixou obras na Vila da Ponte – a primeira imagem da Senhora de Fátima em Barroso- em Montalegre, Donões, Padroso, Nogueira (Boticas) e Bustelo, Vilarelho e Chaves (todas do concelho de Chaves); António Teixeira Pinto está bem representado nos quatro concelhos acima referidos, sobretudo na pintura e douramento de altares conquanto tenha executado diversas imagens.”

 

1600-donoes (51)

 

E mais à frente no mesmo livro acrescenta-se:

 

"Os Pintos de Donões (séc. XIX - XX) - Bento Pinto nasceu em 1837; o Domingos Pinto, filho daquele, nasceu em 1874 e o António Pinto, filho deste, nasceu em 1912 e vive na América do Norte. Foram pintores, douradores, escultores e entalhadores, sobretudo de arte sacra, de enormíssima habilidade. As suas obras encontram-se espalhadas pelas igrejas e capelas de todo o Alto-Tâmega e Barroso. É urgente publicar uma monografia que permita dar a conhecer o lavor aprimorado de tanta imagem e distinguir as imensas qualidades de cada autor, entre avô, pai e neto."

 

1600-donoes (25)

 

E para rematar aqui ficam alguns dos pontos de interesse da aldeia a Igreja de São Pedro, o castro, os moinhos, as capelinhas da Senhora da Peneda e de Santo Amaro onde resistem meia dúzia de sepulturas antropomórficas fixas.

 

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E é tudo, restam os habituais créditos às consultas efetuadas cujas referências aqui ficam:

 

Bibliografia:

“Histórias da Vermelhinha” de Bento da Cruz, Editorial Domingos Barreira, 1991

“Montalegre” de José Dias Baptista, Edição do Município de Montalegre, 2006

 

E ficam também os links para as anteriores abordagens deste blog ao Barroso e suas aldeias:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

 

 

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Domingo, 2 de Outubro de 2016

O Barroso aqui tão perto... Parafita

1600-parafita (1)

montalegre (549)

 

Hoje vamos até Parafita, aldeia vizinha da Estrada Nacional 103 que liga Bragança a  Braga com passagem por Chaves e aldeia igualmente vizinha da Barragem do Alto Rabagão (Pisões), aliás, na prática, entre a aldeia e a barragem apenas as separa a estrada nacional. Tal como a maioria do Barroso também Parafita é uma aldeia das terras das altas, estando localizada acima dos 900 metros de altitude.

 

mapa-parafita.jpg

 

E que dizer sobre Parafita? – Entrar pelas aldeias adentro e fazer umas fotos àquilo que desperta um olhar da objetiva,  não é tarefa difícil, agora escrever sobre elas  quando apenas fomos por lá uma vez, já é mais complicado, principalmente quando não gostamos de inventar. Está certo que podemos escrever sobre aquilo que vimos, se nos agradou ou não ou se encontrámos alguém com quem conversámos, contar aqui um pouco daquilo que essa pessoa nos foi dizendo sobre a aldeia, mas não foi o caso.

 

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Assim sendo partimos sempre à procura daquilo que há escrito sobre a aldeia que trazemos aqui e desta vez tivemos sorte, tudo graças à Festa de S.Romão, que supomos ser o Orago de Parafita onde no site das festas se faz um bocadinho da história da aldeia e que de seguida reproduzimos:

 

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“Parafita é uma aldeia pertencente à freguesia de Viade de Baixo, concelho de Montalegre. Fica situada na margem da Albufeira do Alto-Rabagão(Pisões), tendo uma paisagem espectacular sobre a Albufeira e a Serra do Barroso.

 

As gentes de Parafita vivem da agricultura, da pecuária e do comércio, mas também existem alguns professores, profissionais liberais e funcionários públicos.

 

A história desta aldeia é longa e gloriosa, sendo este espaço demasiado pequeno para a contar...

 

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Posso vos dizer que os de Parafita sempre gozaram de um elevado estatuto entre as terras vizinhas, pois era e é uma terra de músicos (com o seu ex. libris a Banda Musical de Parafita), alfaiates, doutores, engenheiros, padres, etc.

 

Mesmo em outras profissões os de Parafita davam e dão "cartas".

 

Existe um proverbio/dizer popular nas redondezas que diz: "Mais vale um ano em Parafita que sete em Coimbra!" .

 

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Quem quiser saber mais, e conhecer algumas "estórias" engraçadas sobre "Os de Parafita", aconselho os livros de Bento da Cruz: Histórias da Vermelhinha e Histórias de Lana Caprina.”

 

Pois uma dessas estória engraçadas sobre “Os de Parafita” está mesmo no introito das “Histórias de Crítica Social”  das “Histórias da Vermelhinha” de Bento da Cruz que não resisti deixar de trazer aqui:

 

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(…)

Notícias de brigas entre clãs familiares ou aldeias vizinhas, algumas nos vão chegando. Uma das mais curiosas vem de Parafita, terra de músicos de génio, os quais, a cotio tão bonacheirões, se vão facilmente aos arames com a paródia onomatopaica  aos instrumentos da banda: « Parafita-atrás, Parafita-atrás! Arroz pró-pote, arroz pró-pote! Chiba velha prà caldeira! Vinho, vinho!»

 

Um dia os de Parafita foram chegar o boi com os de Penedones. O de Parafita podeu e houve grande festança: vivas, foguetes, vinho, música, baile. De chofre começa tudo a debandar: gritos, correrias, tombos. Que foi, que não foi, uma zaragata. Os de Parafita acorreram a deter e punir os prevaricadores. Mas, no sufragante, ninguém sabia quem tinha começado. Que fazemos, que não fazemos, diz o Precioso, chefe da banda:

 

— Malha-se em todos os forasteiros!

 

E assim se fez. Todo o borguista que não era de Parafita e se não escapuliu a tempo, comeu do coco.

 

E aconteceram coisas engraçadas. Registo apenas três:

 

1 - Quando a sarrafusca principiou, ao declinar da tarde, o Zé Peguisto não deu por nada, porque tinha ido ao lameiro buscar as vacas. Vinha ele a entrar com elas na aldeia, ia um das Alturas a fugir com o rabo à «cheringa». O Paguisto nem hesitou:

— Tu que foges, alguma fizeste…

E saltou-lhe com a aguilhada no lombo.

 

2 -  Carmelino tremia maleitas entre os cobertores com uma pneumonia dupla e quarenta graus de  Ouvindo o escarcéu, enfiou os tamancos nos pés, cobriu uma capa de burel e desceu à rua a ver o que era. Viu, apresunhou um calhau e deixou-se ficar muito quieto e dissimulado, costas fincadas na parede, pernas trementes, barba hirsuta, olhos febris, mão oculta debaixo da capa. À medida que os fugitivos lhe passavam ao alcance do braço, afundava-os com um golpe de seixo no cangote. A ponto de uma velha que estava defronte, protegida atrás dum carros de bois, comentar para outra velha, alapada debaixo do chedeiro:

— Ai  Jesus! Está ali um pobre que dá cada punhada…

 

3 - Vendo as coisas malparadas, o cura duma paróquia vizinha, ao tempo muito falado pelos seus dotes e exibições de bailarino yé yé, largou a rapariga com quem dançava e correu para o cavalo.

— Sem a tua não vais… — disse o Vilar de si para consigo. Mas encarando com o Francisco Maria, o regedor, do outro lado da rua, deteve o bote no ar, em respeito à autoridade. O Francisco Maria fez com a cabeça um sinal de assentimento — ou o Vilar assim o entendeu —, e aí vai disto: mediu o padre duas vezes de ombro a ombro.

Valeu-lhe um casaco de coiro que trazia, à cowboy, onde o estadulho entoou como um bombo…

 

(…)

In Histórias da Vermelhinha, de Bento da Cruz

 

1600-parafita (39)

 

Já atrás se falou dos músicos de Parafita e da sua Banda Musical que por sinal têm um site na WEB e é para lá que agora vamos:

 

brasao-banda.JPG

 

“Não se sabe ao certo da data de fundação da Banda mas ela andará por volta do ano de 1800. Dados mais recentes revelam-nos que por volta do ano de 1910 devido a divergências entre os elementos da banda houve uma separação formando-se então duas bandas. Mas não foi por muito tempo que se mantiveram assim, talvez uns cinco anos entre 1910 e 1915, depois uniram-se e formaram uma só com cerca de trinta elementos.

 

Nessa época o dia a dia da banda era bastante complicado pois os músicos tinham que ir a pé para as romarias, fazendo caminhadas por vezes de dezenas de quilómetros, havia dificuldade em arranjar fardas, instrumentos e partituras.

 

O peso da interioridade também se fazia sentir pois as lojas de instrumentos mais próximas eram no Porto e como se sabe nessa altura as viagens eram difíceis.

 

Os ensaios realizavam-se à luz da candeia…

 

É admirável a nobreza do espírito dessa gente, que numa altura em que se passava fome, a vida era árdua, a pobreza era grande, estes parafitenses tinham um espírito nobre: dedicaram-se à música!

 

Mesmo com todas as contrariedades a Banda manteve-se unida até 1964.

 

1600-parafita (10)

 

Desde 1910 até 1964 a Banda teve sete maestros, sendo alguns deles oriundos da terra.

 

Foi neste ano que a Banda se desmembrou devido a duas principais causas:

 

-A emigração.

-A construção da barragem que “roubou” muitos terrenos ás pessoas, e estas migraram com o dinheiro que receberam das indemnizações.

 

Mas entre a gente que ficou na terra e os emigrantes pairava ainda o sonho, de terem novamente a Banda em actividade.

 

Isso só foi possível em 1988 quando algumas pessoas que tocavam na antiga Banda voltaram para a terra, destacando-se o Sr. João Dias “Guicho”, que foi um dos principais impulsionadores iniciais, em conjunto com António Rodrigues, António Dias, Dr. Custódio Montes, Artur Guerreiro e muitos outros.

 

Graças à carolice, ao entusiasmo e ao bairrismo destes e mais alguns filhos da terra que não se pouparam a sacrifícios ou incómodos para a valorização da sua terra, foi conseguida a reformulação da Banda (1988).

 

Nesta altura muitos jovens da terra e de aldeias vizinhas começaram a aprender o solfejo para depois poderem ingressar na banda.

 

A primeira actuação da Banda depois de ressuscitada aconteceu no dia 25 de Abril de 1990, numa actuação memorável em que uma multidão aplaudiu e acompanhou a banda a tocar pelas ruas de Montalegre.

(…)

 

1600-parafita (58)

 

E vai sendo tudo sobre Parafita e mais não dizemos porque não o sabemos. Sabemos, isso sim, que gostei da aldeia e que pela certa terei de passar por lá novamente, pois de entre as imagens que recolhi não há uma única em que se sinta a proximidade da barragem, imagem que penso ser obrigatória para o arquivo.

 

À saída da aldeia registei uma última imagem que penso serem os “Moinhos da Corga”, com arquitetura atraente e que segundo apurei são construções dedicadas a turismo rural.

 

 

E é tudo, restam os habituais créditos às consultas efetuadas cujas referências aqui ficam:

 

Bibliografia consultada:

 

“Histórias da Vermelhinha” de Bento da Cruz, Editorial Domingos Barreira, 1991

 

Sítios da WEB:

 

Banda Musical de Parafita: http://www.bandaparafita.net/cms/

Município de Montalegre: http://www.cm-montalegre.pt/fp/parafita.php

 

E ficam também os links para as anteriores abordagens deste blog ao Barroso e suas aldeias:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

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Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

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