Sábado, 30 de Abril de 2016

Pedra de Toque - A Vida

pedra de toque.jpg

 

                        A VIDA

 

                        As paredes,

                        São pálidas

                        Como a doença.

 

                        Mas da boca,

                        Da boca nasce um rio de sabor.

 

                        Das mãos,

                        Das mãos crescem castelos coloridos,

                        Na conquista

                        Do teu ventre repousante.

 

                        A vida,

                        Alexandria de esperança,

                        Verte-me seiva nos olhos.

 

                        Ah! A vida…

 

                                                        António Roque

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:48
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 26 de Março de 2016

Pedra de Toque - Maria

pedra de toque.jpg

 

                  MARIA

 

                         A vida sem ti,

                        Eu não queria,

                        Porque me fazes falta

                        Maria, Maria, Maria

 

                        Comigo, tu estás de noite,

                        Tu estás de dia,

                        Porque te amo

                        Maria, Maria, Maria

 

                        Procuro-te,

                        Quando me foge a alegria,

                        Mas tu nos pingos da chuva,

                        Apareces-me Maria!

 

                        Quando conspiro em silêncio

                        Para abater a tirania,

                        Sinto o teu braço no meu

                        Na mesma luta Maria.

 

                        Logo que a música se solta,

                        E nos resta a melodia,

                        O teu corpo segue o meu

                        E danças comigo Maria

 

                        E já na noite cerrada

                        Na cama tão doce e fria,

                        Sinto a tua pele soluçar

                        E morro contigo Maria!

 

                        Ai Maria, ai Maria!...

 

                                                                 António Roque

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:12
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Terça-feira, 8 de Março de 2016

Intermitências

800-intermitencias

 

A Decisao.jpg

 

             A Decisão

 

               “Para.

               Escuta.

               Escolhe um caminho.

               Decide qual com o coração.

               Planifica-o com a razão.

               Escolhe uma paixão. E ama a tua escolha.”

 

                 Sandra Pereira

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:39
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 13 de Fevereiro de 2016

Pedra de Toque - O Teu Sorriso

pedra de toque.jpg

 

O TEU SORRISO

 

O teu sorriso

Ruboresce a brancura

Acetinada do teu corpo.

 

E eu sacio-me,

Bebendo-o sofregamente

Até pacificar

O frenesim pungente

Dos meus sonhos.

 

Depois,

Adormeço…

 

Abençoado

 

António Roque

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:47
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 23 de Janeiro de 2016

Pedra de Toque - Então fui eu...

pedra de toque.jpg

 

“ENTÃO FUI EU…”

 

Eu não queria ter sido eu…

 

Mas se tu o dizes, Maria!...

 

O que é que eu posso dizer face ao deslumbre do sol a pôr-se “lá longe ao cair da tarde”.

 

Maria, quê?

 

Nunca o descobri nem o quis saber.

 

Foi na rua da grande metrópole, que cruzamos o olhar que prolongamos até às mesas do café.

 

Depois “saltamos” cadeiras e quedamos frente a frente na primeira que se nos ofereceu.

 

A tua voz quente e límpida foi a segunda descoberta.

 

Trocamos sorrisos mas mantivemo-nos nas palavras do Eugénio poetadas nos versos do livro que trazias.

 

Murmuramos poemas e acabamos por trocar juras.

 

Quando depois de horas que pareceram instantes nos despedimos, tu disseste que me levavas contigo mesmo que este fosse, o nosso único encontro.

 

Ruborizei, paguei a conta e trouxe-te nos meus olhos fundos, nos meus dedos longos.

 

1600-barroso XXI (471).jpg

 

Passados poucos meses, um amigo que me tinha visto com ela naquela tarde, revelou-me que a Maria lhe contara grata, que eu lhe abri as portas da felicidade.

 

Eu quis saber porquê.

 

Ele então continuou dizendo-me que ela no momento vivia um grande amor nos braços de um jovem e talentoso poeta, que adorava como nós o grande Eugénio.

 

Em mim ela permaneceu ainda longo tempo, nos meus olhos, nos meus dedos.

 

Também fiquei feliz com o meu modesto contributo para a felicidade dela.

 

Eu não queria ter sido eu…

 

Mas se tu disseste, Maria!...

 

 

Então fui eu…

António Roque

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:03
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 27 de Dezembro de 2015

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

Desde um tempo com tudo e sem nada

Aquecem ausências amigos que ficam

Troncos em chama na noite de consoada

Nos cruzeiros lá da terra, até madrugada

 

Desde um tempo com tudo e sem nada

Envelhecem natais até à infância

Encontros por aí, à vista de todos, indicam

Um brilho límpido fé de tolerância

 

Aquecem ausências amigos que ficam

Sem frio, nem inverno dormem desafetos

Sentados à mesa os rumores pacificam

Egos indecisos por corações inquietos

 

Troncos em chama na noite de consoada

Ardem na esperança do natal alvorada…

 

Isabel Seixas

´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 6 de Dezembro de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Noite na noite,

num pranto sem choro, desfolha na rosa branca

um secreto desejo triste, névoa recato

adejar inocente da paixão que estanca

exangue, abandono num fosso num hiato

 

Noite na noite

Já se Sente o frio do sentir que desiste

Alguém no vazio ,uma sombra, grite…

Arrepio, na névoa de recato triste

Cai solidão por pena desse livre alvitre

 

Noite na noite

Pé ante pé anda o pensamento sem parar

Espera pelo sono sem pressa de ir dormir

Deita arrependimentos e feridas por sarar

nas pétalas que a rosa branca deixou cair

 

noite na noite em que ninguém se vai deitar

pastores das estrelas com brilho para guardar

 

Isabel seixas, In espólio

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 22 de Novembro de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Pecados e picardias

 

A chama de vela, vela num adeus por se dar,

Mães e mães vertem a dor escorrida em cera

Treme entorpecida uma brisa de pesar

Vai de rastos ao fundo, breu do valer a pena

 

Vem à tona dor do nada do vão apagado

Rostos fechados fontes com jorros de mágoa

Silêncio de toar como trovão calado

relâmpago a um céu com um deus de nódoa

 

está frio, as mãos enregeladas, tudo dói

um xaile com franjas tão curtas já não aquece

mil abraços choram de solidão que só, corrói

perdidos em si mesmo, paz que não amanhece

 

A chama de vela, vela num adeus por se dar,

Disfarçados de Deus, homens decidem por pecar…

 

Isabel seixas

In espólio

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 27 de Setembro de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

Taverna

Sentiu a porta a abrir
Espreitou da cozinha
Entrou o homem íntegro
Nem de propósito, a sorrir…
Como se soubesse da Bertinha
Sorrui-lhe também num ímpeto
 
-Bom dia madrugou
-Bom dia d. Bertinha, nem por isso
-O que vai ser? O mesmo de sempre?
Assentiu com a cabeça estava contente
A sandes de presunto um bom petisco
O apetite acordou como tinha previsto
 
A visão da integridade
Um homem de verdade
Fiel à família
Fiel Ao trabalho
Longe da quezília
Sem saber… voluntário
 
Assim é que é
Sem se meter com ninguém
Fazia a sua vida
Olhando até
O descaramento com desdém
Missão cumprida
 
Incorruptível
De bem com a vida
A vinda à taverna
Era sempre bem-vinda
Simplesmente apreciar
O vinho sem se sentir refém
 
Gostava da Bertinha
Mulher trabalhadora e séria
Sempre disponível a servir
Sem ser a qualquer preço
Sempre que podia mostrava-lhe apreço
 
- Ó Bertinha este está Bom
- Pois abri agora o garrafão
- É sabe bem ás vezes está desquebrado
- Só se for quando é servido pelo Gerardo
Riu e assentiu ela tinha razão
Ela riu também, cúmplices no tom
 
Ficou a pensar Nele
Mesmo depois de sair
Pensou no Gerardo sabia bem
Que não gostava de o servir
Seria uma espécie de ciúme
Por não conseguir ser assim também

 Isabel Seixas

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:46
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 20 de Setembro de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Na taverna os seus pecados
O uso e os abusos da pinga
 
Enfim quase conseguiu distrair-se
Os benefícios do trabalho
Os problemas quase a esvair-se
Como numa noite de orvalho
A necessidade de evadir-se
E o Gerardo que não descia…
Sentiu como de noite mal dormia
Assombrado pelas perdas
Mulheres sofria por Elas…
Lembrou-se que o sentiu estremecer
Quase sentiu pena dele… a esmorecer
 
Meu Deus como pensava na vida
O que significava a noite anterior?
Qual a diferença entre paixão e amor
E Ela o que era? O hábito? Estaria viva
Nem se dava conta que era sua inimiga?
 
O que representava seria importante?
O trabalho árduo uma só  constante
Um  humor normal sem oscilações
Uma relação sem intensas emoções
Era isso que Ele precisava sensações
 
Ela inspirava a força da lida
Expirava toda a rotina da vida
Demonstrava firmeza sem nunca vacilar
Chamavam-lhe mulher de raça …a brincar
E ali estava cheia de dúvidas…quase  a penar
 
O que realmente tinha acontecido?
A descoberta da traição do marido?
O que a afectava realmente?
A presença … da amante?
Teria sido a forma como aconteceu?
De madrugada o mundo não era seu
 
Até a taverna corava de vergonha
Da exposição aos jogos proibidos… de prazer
Ébrio cheio e invadido de peçonha
Que  os transformava? Em que tipo de ser
 
Enfim se calhar o problema era ser atrasada
Só viver em função do trabalho
E era assim que ele ou a própria vida lhe pagava
Caramba sentiu-se um paspalho
Dos que olham e olham e não vêem mesmo nada
 
Temperou as iscas de fígado
Sal, vinho branco e bastante alho
Agora o remédio era seguir
Se preciso por algum difícil atalho
Sabia que era preciso agir
Com  a lucidez do destemido…

Isabel Seixas

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 22:15
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 6 de Setembro de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

A taverna 

Nascer
 
A mulher abre a porta entediada
Fazer limpeza… pensa revoltada
Que tristeza que miséria a que é obrigada
Tudo sujo que bando de recos …boldregada
 
Olhou o chão enojada
E viu-a …a camisa de Vénus
Abriu a boca abismada
Foi buscar luvas e alguns panos
Quase não acreditava
Parecia um qualquer dia de enganos
 
Olhou com mais atenção
Era mesmo e tinha ainda…
Que nojo que pouca vergonha
Até mudou a expressão
Pôs no lixo …desavinda
E a Bertinha que nem sonha…
 
Deve ter sido uma noitada
Aos bêbados pró que lhes dá
Esta  não percebi nada
Meteram mulheres? Quem será
Que deixou fazer esta embrulhada…
 
Bem a ela pagam-lhe para limpar
Pensou na vida vazia
Sem ninguém a quem cuidar
Ou a ouvir o que dizia
 
Pôs a mesa no lugar
Sempre a abanar a cabeça
Nem queria acreditar
Ó que temos que chegar
Qualquer espécime limpar
Para evitar que se adoeça
 
Pôs a coisa no fundo do saco
Ela até tinha vergonha
Parecia ter sido usada
Numa qualquer boca do corpo
De uma desavergonhada
 
Sentiu aquela sensação…
Da dúvida, da desilusão
De não ter a quem contar
Os segredos da profissão
 
E sentiu-se esmorecer
Tão cedo que se levanta
Só para limpar esta trampa
Tinha de se conter
 
Devia ganhar o dobro
Já pensara em emigrar
Mas teve medo do logro
Que era o de se entusiasmar
 
Que fariam aqueles homens?
Para além de muito beber
Ai se fosse ela a dar ordens
Haviam de se arrepender
 
E ela conhecia alguns
Maridos de outras mulheres
Ser de alguns gabirus
O fado dos desprazeres
 
E lá dentro do balcão
Tudo desarado tufão
O vinho vertido do garrafão
Garrafas espalhadas no chão
 
O Sr. Gerardo, sim senhor!...
Mas  que  diabo  lhe deu
Desleixou-se, está pior
Transformou-se em camafeu
 
E os copos por lavar
Todos sujos e espalhados
Alguns até a derramar
Excessos  dos embriagados
 
Bem tinha muito que fazer
Faltava limpar o chão
Das pisadas vacilantes
De quem à taverna vem beber
Os restos da comoção
Tantas cabeças errantes
 
Lembrou-se da sua mãe
Ó filha tudo faz falta
Mesmo que seja tristeza
A vida faz-te refém
Mesmo na época alta
Precisamos de alguém
Que nos dê o pão para a mesa…

 

Isabel Seixas

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:32
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 23 de Agosto de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

A taverna 

A Bertinha silenciosa
Do seu recanto estratégico
Levantou-se corajosa
Pensativa no seu corpo enérgico
 
Saiu devagar cautelosa
Regressou ao quarto
Deitou-se ansiosa
Pra pensar num facto
Que a deixara furiosa
 
Como podia, como se atrevera
Transformar a taverna
Em bordel
Não o preocupava ofendê-la
Mas ia tê-la à perna
 
Não percebia o interesse
Do homem ausente
Ainda que… bebesse…
Que conduta aberrante
 
Porquê o interesse
Pelas duas mulheres
Nada que a convencesse
Serem só prazeres…
 
Mas o marido …
Descarado com a amante
Havia de o ver traído
Da forma mais mutilante
 
Não conseguia dormir
Mesmo a pensar no trabalho
A chorar conseguiu sorrir
Não era carta fora do baralho
 
Amanhã um novo dia
Decerto digno de ser vivido
As perdas são da agonia
Duras passam pela nostalgia
Quando se é mesmo preterido
 
Sentiu-o cauteloso
Em bicos de pés
Qual Fugitivo silencioso
Nem sabes quem és…
Ambos a tentar dormir
Ambos a tentar fingir…
Que não estiveram a fugir

 

Isabel Seixas

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 16 de Agosto de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

A taverna 

A Lurdes assumiu o comando
-Pronto eu resolvo…
-Só vou embora se levar as duas
-Estás a ver se eu me comovo
-Não te deixo outra vez fazer das tuas
 
Agora o Javardo e o Gerardo impacientes
-Se for preciso fica tudo como dantes
-Não! Disse a Joana - Quero ouvir
-Está bem filha rematou a Lurdes
-Vamos, mas precisas de dormir…
 
De novo o homem ausente
Pegou na viola, mágoa latente
Sem ninguém a impedir
Seguiu só … quase na frente
As duas mulheres a seguir
 
E a noite …
Companheira dos mistérios
Deixou-os seguir ingénuos
A desvendar os degredos
Ocultos naqueles medos
Materializam adultérios
Na noite…
 
E a taverna
Espectadora conivente
Deixou-as sair
 Mulheres perdidas na perdição
Atrás do homem ausente
Foram ouvir
Palavras recônditas no coração
Escondidas na caverna
 
Nem o javardo
Nem o Gerardo
Foram ver para onde foram
Os passageiros da história
Duas presenças que ignoram
Gorado um negócio de glória
 
Rendidos à noite e ao dinheiro
Pelo desfecho imprevisto
Esperam o estímulo certeiro
Que atenue o nunca visto
 
Ambos espelhos de frustração
Como pôde acontecer
Um plano exímio de execução
E deitar tudo a perder
 
E o dinheiro estava lá
Nos envelopes intacto
O Gerardo guardá-lo-á
Era assim era o pacto
 
E o Zé
Sentado a um canto
Aguardava mudo,
O desenvolvimento
-Vai embora, não é para tanto…
-Amanhã resolve-se tudo

 Isabel Seixas

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:09
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 26 de Julho de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 A taverna 

-Calma!...ouviu-se o Gerardo
-Podemos negociar…
-Fiquem quietos Zé e javardo
-Isto assim não pode acabar
-Viram se se foi tudo embora?
- E o dinheiro, fecharam a porta?
Assentiram os dois sem demora
 
E o João o homem ausente
Atordoado da pancada contundente
Agarrado à viola,pousa-a docemente
Olha os quatro com lástima latente…
 
-Afinal que raio de merda querem negociar?
-Não vos chegou o dinheiro para as comprar?
-Não, riu o javardo a menina é só para se ver…
-Nem com todo o dinheiro do mundo a vais ter…
 
-Ah! Os porcos têm ética
-E tu!... Lurdes, esqueceste o passado?
-Esqueceste o pobre que dizias ter amado
-Fugiste é esta a minha menina, que levavas no ventre
-E esse… o javardo, ou o Gerardo qual deles, teu amante 
 
Observou sem prazer o seu mudo espanto
Que logo se transformou num profundo pranto
Correu ela a abrir a viola,e viram-na pálida
Tentou estender  as pernas …esquálida
 
-Oh! Joana minha filha sentes-te bem?
-Porque demorou tanto tempo Mãe?
-Tenho sede
-E tu tio javardo é assim que me proteges
-Desculpa querida hoje o jogo é de hereges
 
De repente percebeu
A Lurdes e o javardo … ele o irmão?
E a forma como ganhavam a vida
De taverna em taverna com a rapariga
Demitiu-se do ansiado sermão
Encolheu os ombros esmoreceu
 
Novamente invadido
De uma sensação estranha
Viu o Gerardo confundido
Como quem cheira uma trama…
 

A surpresa da constatação
Fugiu pra ficar com o irmão?
Ambiciosa seria pra ganhar dinheiro
Porque tinha escondido o paradeiro
Porque lhe tinha negado o direito
De ser o pai…que lhe tinha feito?…


isabel seixas

´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 28 de Junho de 2015

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

A Taverna

A caminho da madrugada

 

Ele sabia que seria eleito…

 

Sentiu a aflição …velada…

Preocupação com a filha

Frustração… sentiu-se enganada

Bem tinha visto das outras vezes

Nunca …Ninguém a ganhava

Era o Gerardo quem mais pagava

 

Para a filha a ninfa

O dinheiro nunca chegara

O Gerardo a acordar da estupefacção

A arfar disse – Podem ir para o porão

Estaria a ganhar tempo? Era essa a sensação

Ali? Sem privacidade? Não foi assim que planeara

 

-Decida-se homem

Ouviu o ts!...Duas? Divida com a gente

Voz entrecortada relutante

Inveja contida que lhe ia na mente

Aquele homem, o ts, nojento, irritante

 

E a francesa em constatação pungente

Diz!... ó Gerardo !...dando um passo em frente

-Devolve-lhe o dinheiro, o da viola…

-Deixe a miúda! sou eu!... quem o consola

 

Fulminou-a com o olhar

Estaria a brincar? Ela não percebia

Que ele tinha descoberto a filha…

Agora descobriu que ela era mãe…

Pela ansiedade com que olhava a viola

Pelo medo demonstrado, pela demora…

 

Disse com voz firme

- Jogo é jogo, sou homem e de palavra

-Tenho direito às duas …e mais nada

Viu-a a olhar aflita para o Gerardo

Pedido de ajuda mudo, sem timbre

Mas ele olhava o dinheiro fascinado

 

Isabel Seixas

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:42
link do post | comentar | favorito
|  O que é?

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Fevereiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9


21
22
23
24

25
26
27
28


.pesquisar

 
blogs SAPO
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Blog Chaves faz hoje 13 a...

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Cidade de Chaves - O temp...

. Pedra de Toque

. Pedra de Toque

. Pedra de Toque

. Ilumina-me, poesia de Ant...

. Coisas primeiras

. Pedra de Toque

. Pecados e Picardias

. Pedra de Toque

. Pedra de Toque

. Divagações sobre coisa ne...

. Momentos que esperam por ...

. Momentos que esperam por ...

. Pecados e Picardias

. Pecados e Picardias

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites