Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017

Do reverso para a rua principal

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Em dois passos e entramos naquela que é a principal rua do Centro Histórico de Chaves, a Rua de Stº António, ainda com vida diurna mas que à noite mergulha no silêncio das ausências. 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:08
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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017

No reverso da cidade

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Hoje vamos até as traseiras da cidade, até ao seu reverso, geralmente sempre mais descuidado que a sua fachada, e no caso desta travessa, a Travessa do Loureiro,  não é exceção, pelo menos desde que tenho memória, pois no antigamente não sei como seria. E temos pena, pois está mesmo no coração da cidade. Certo que com a construção do estacionamento ao longo da travessa e a reconstrução de algum do casario da Rua de Stº António, as coisas melhoraram um pouco, quase nada, pelo menos em limpeza deixa muito a desejar e para além dos gatos, continua a ser uma travessa sem vida.

 

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Mas felizmente não é sempre assim e às vezes as traseiras são mais interessantes e castiças que as fachadas principais, é o caso desta segunda foto, hoje visível, que mesmo abandonada é bem mais interessante que a fachada principal da construção. Pena estar abandonada e velha.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:44
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Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017

De regresso à cidade

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Se hoje podemos optar por onde regressar à cidade, tempos houve, não muito longínquos, em que o regresso à cidade tinha passagem obrigatória neste largo, e, sabemos pela história e temos testemunhos disso, que foi assim durante quase dois mil anos.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:45
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Domingo, 27 de Agosto de 2017

O Barroso aqui tão perto - Cerdeira

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Penso que já o disse aqui no blog que para as nossas incursões no Barroso fazemos sempre um itinerário e pequeno estudo prévio sobre as aldeias que prevemos visitar, ou seja, fazemos o trabalho de casa antes de avançamos para o terreno ou para o trabalho de campo. Claro que esse trabalho prévio serve apenas para orientação e diga-se a verdade, nunca cumprimos esse itinerário preestabelecido, pois entrar pelo Barroso adentro é sempre uma incógnita e uma aventura, e por uma ou outra razão, somos sempre surpreendidos com demoras e imprevistos que nos roubam tempo mas são sempre uma mais valia para as nossas recolhas.

 

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Ora acontece que para a freguesia de Salto, que pensávamos fazer numa única vez ou no máximo em duas vezes, devido às tais surpresas, acabámos por ter de lá ir umas cinco ou seis vezes, nem todas exclusivamente para lá, mas quase sempre para concluirmos a freguesia, mesmo assim, a nossa aldeia de hoje – Cerdeira, foi ficando sempre para trás, pois como ficava ali à beirinha de Salto, em qualquer momento poderíamos fazer o levantamento…

 

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O facto é que o tempo foi passando e com exceção de duas aldeias, que dada a proximidade da vila de Montalegre deixámos propositadamente para o fim, Cerdeira ficou de fora. Claro que não poderíamos dar por concluído o nosso trabalho no concelho de Montalegre sem Cerdeira e lá tivemos que ir mais uma vez até à freguesia de Salto em que no trabalho de casa colocámos Cerdeira em primeiro lugar, isto para não ficar outra vez para trás, e no que restaria do tempo,  aproveitaríamos para completar o levantamento de meia dúzia de aldeias cujas recolhas anteriores julgámos não serem satisfatórias, mas desta vez cumprimos com Cerdeira.

 

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E mais uma vez sejamos sinceros, seria imperdoável não ter visitado esta aldeia, pois além de ter sido uma das mais castiças que visitámos, acabámos por viver nela momentos únicos e Cerdeira acabou por se revelar uma surpresa daquelas que costumam atraiçoar as nossas previsões, pois como se apresentava como uma aldeia pequena e aparentemente não muito interessante, em que pela fotografia aérea mais parecia uma quinta que uma aldeia, prevíamos não encontrar por lá ninguém, mesmo porque pouco passavam das oito horas da manhã quando lá chegámos. No máximo, segundo as previsões, passaríamos por lá 10 a 15 minutos e ficaria tudo resolvido, mas acabámos por ficar lá mais de uma hora e com pena de partir.

 

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Quando lá chegámos parámos à entrada da aldeia para as primeiras fotografias. Tínhamos tomado a estrada interior a partir de Salto, ou seja, deixamos o acesso principal à aldeia de lado. Ao fundo da rua passou uma pessoa, homem, mais preocupado com os seus afazeres do que com a nossa presença. Estávamos para avançar quando na estrada que tínhamos deixado para trás ouvimos os sons de uns chocalhos, sinal de que por ali andava gado. Chocalhos de gado que não víamos mas cujo som se ia intensificado, sinal de que vinham na nossa direção. Resolvemos esperar pelo que lá vinha e logo a seguir começam a surgir as “barrosas” que aqui fazem jus ao nome da sua raça.

 

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Quando as “barrosãs” deram com os olhos em nós e no nosso carro, pararam, e  desconfiadas por ali se mantiveram a fazer de conta que estavam à espera de alguém, como quem assobia para o ar. Talvez envergonhadas, talvez com medo dos estranhos que tinham à sua frente. Se fosse a primeira vez que tal acontecia connosco, iriamos estranhar a reação do gado, mas já tínhamos assistido a coisa idêntica numa aldeia bem próxima de Cerdeira. Na realidade trata-se de gado que anda em semiliberdade e tem mesmo receio de gente estranha, habituadas que estão a ver quase e só os tratadores, e pararam mesmo à espera da dona para verem se nós eramos ou não de confiança…

 

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Acontece que tínhamos chegado na hora exata para assistir a uma cena que é típica nesta região do Barroso. O gado, neste caso bovinos e quase todos da raça Barrosa, passam a noite no monte. No início da manhã regressam a aldeia, primeiro para amamentar as crias que aguardam fechadas na corte impacientes pela teta das mamãs. Depois de amamentadas o gado segue caminho para pastagens perto da aldeia. Pela tarde faz-se o inverso no regresso ao monte para passar a noite. É um ritual diário que não conhece domingos ou feriados,  que o gado faz quase sem a intervenção humana, pois esta só intervém, no caso, para abrir a corte às crias e fechar as cancelas para elas não se espantarem pela aldeia fora e para as mudar de poiso.

 

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Mas voltando a trás, aquando o gado estava espantado a olhar para nós. Pois como já sabíamos do que se tratava e não queríamos perturbar a natureza da coisa, estávamos resolvidos a abandonar o local e tocar o nossa carro lá mais para a frente,  de modo a deixar a passagem livre, mas entretanto a rua fechou-se com uma cancela, do tipo daquela das passagens de nível que veda a rua toda. Sem saber o que se passava, pensando até que se trataria de uma rua particular. Ficámos no aguardo à espera de ver o que se passava, até que aparece um senhora perto de nós, que cumprimentámos e a modos de meter conversa perguntámos se as vacas estavam com medo de nós. Ela respondeu-nos que sim, que era natural, pois não estavam habituadas, mas que elas vinha já… e vieram, pois o gado na presença da patroa, perdeu o medo e lá se aventurou a passar por nós, em direção à corte das crias, à porta da qual pararam.

 

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Depois de um grupo de vacas estacionar ali à porta, a senhora fechou outra cancela, ficando as vacas ali encurraladas e só aí abriu a porta às crias que agitadamente procuravam um teta onde mamar, penso que não muito preocupadas se a teta era ou não da mãe, elas o que queriam mesmo era mamar, aliás uma das bezerras custou-lhe a dar com uma teta livre e andava no meio da confusão desesperada à procura da sua refeição, até que lá deu com uma e acalmou-se.

 

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Entretanto o gado que não tinha crias para amamentar, perdeu definitivamente o medo e aproximou-se de nós e do carro, a este lamberam-no como quem lambe um gelado. Estranhei, mas como vai sempre comigo um especialista nestas coisas do gado, informou-me que estavam a lamber o “sal” que vai aderindo à pintura do carro.

 

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Entretanto saciadas que estavam as crias, foram de novo fechadas na corte e abertas as cancelas para as mães vacas e as restantes que aguardavam por elas, continuarem a sua peregrinação em direção ao pasto, mas não era tudo, pois agora as vacas iriam ter a companhia do “barroso”, o touro da manada, que, com direito a aposentos privados, esperava a abertura da porta para ir ter com as suas raparigas, mas sem muitas pressas, primeiro coçou-se demoradamente nas ombreiras da porta e só depois arrancou nas suas calmas.

 

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Bem, pela nossa parte ficámos deliciados a assistir e fotografar estes momentos que a meu ver só são mesmo ultrapassados pelo assistir à chegada de uma vezeira, cada vez mais raras, mas que ainda vão existindo e às quais já tivemos a sorte de assistir.

 

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Deixando agora de parte estas cenas tão rústicas e que fazem parte da vida e singularidade de algumas aldeias, vamos entrar em Cerdeira, talvez iniciando pela sua localização, que tal como já fomos adiantando pertence à freguesia de Salto e fica bem próxima  da sede de freguesia, não chegando a atingir os 1000 metros de distância. Quanto às suas coordenadas temos 41º 38’ 10.09”N e 7º 56’ 04.27”O e a altitude anda próxima dos 900m. Mas como sempre fica o nosso mapa para  melhor ser localizada.

 

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Passemos já para o seu topónimo CERDEIRA. Pois e ainda antes de vermos o que consta na Toponímia de Barroso, pela pinta, tudo leva a crer que o topónimo esteja ligado às cerdeiras, do português antigo mas ainda em uso e que hoje são em geral denominadas cerejeiras, embora por cá e comummente falando, se estabeleça uma pequena diferença entre a cerejeira e a cerdeira, sendo a árvore desta última de um porte maior mas fruto mais pequeno e em maduro mais escuro que a cereja.

 

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Mas segundo a toponímia de Barroso não é bem assim, mas pelos visto também não sou o único a ser influenciado pelo atual significado do topónimo, além de se chegar até ele se falar muito em cerdeiras de cerejas. Então vejamos o que diz a Toponímia:

 

Cerdeira

“ Até a Senhora do Pranto se riu quando um minhoto, ao ouvir falar na pequenina povoação saltense, se ofereceu para criado de servir…”Ao menos no tempo das cerejas comeria o fruto pelo qual tantas bofetadas e fustigadas apanhou na sua aldeia”. Muitos continuam a ser os “minhotos” que se enganam paronimicamente com cerezaria e ceresaria (a que o povo há muito chama cerdeira sem que o seja!) O que temos aí deve ser  (tem de ser) uma toponímia devida a QUERCUS > CARVALHO. CERDEIRA, apesar de algumas dúvidas na evolução fonológica, começou e radica em QUERCARIA > CERCARIA > CERQUEIRA - CERCEIRA ou CERZEIRA > CERDEIRA pela dupla dissimilação do Q<D ou Z<D. O significado é, claramente, CARVALHEIRA, terreno de carvalhos e não de cerejeiras.

Para o presente estudo concorre a evidência das condições fito-climáticas que o topónimo exige e sempre exigiu.

O segundo caso – ceresaria, leva-nos a cereseira e a cerejeira. Mas cerejas na Cerdeira só se as fizermos de bugalhos.”

 

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E tal como prevíamos as nossas pesquisas sobre a aldeia não deram em nada, para além da referência na Toponímia de Barroso, não encontrámos mais nada, o que é natural, pois Cerdeira embora seja maior do que aquilo que parece e pensávamos, não deixa de ser uma aldeia pequena, com pouca gente, quase um pequeno bairro de Salto.

 

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Restam-nos  então as nossas impressões pessoais sobre a aldeia, que embora pequena é bem interessante, incluindo o seu casario que vai mantendo a sua traça original e testemunhámos com agrado que algumas reconstruções em curso vão obedecendo à traça e materiais originais, o que é sempre uma mais valia para esta pequenas aldeias, onde sem as desvirtuar  as torna mais interessantes.

 

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Avistámos no meio da aldeia uma pequena construção que na ponta da cumeeira erguia uma cruz e que pelas suas características indicava ser uma pequena capela. Disseram-nos era para ser mas nunca chegou a ser, não foi autorizada, a “Igreja” não a aceitou porque tinha dois andares, ou seja, como a pretendida capela foi construída num terreno em declive bem acentuado, para atingir  a cota da entrada pretendida, teve de se construir um piso a uma cota inferior, com aproveitamento e o outro destinado a capela por cima. Que não, com dois pisos não podia ser capela e não foi. Coisas da “igreja” que em vez de acarinhar mais um lugar de culto e abrigo espiritual à pequena aldeia, preferiu ver o local transformado nuns arrumos, mas a cruz ficou.

 

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O verde dos campos com vários matizes, ora mais claro e vivo nas pastagens, ora mais escuro no arvoredo, vai sendo uma constante nesta região do Barroso, bem diferente do outro Barroso encostado à Serra do Gerês ou à volta do Larouco. Verde que é também reflexo de pastagens excelentes para vacas felizes, tal como as açorianas, só que estas são barrosãs, em que uma das principais preocupações dos produtores é garantirem a qualidade das carnes da raça, para depois fazerem a delícia dos restaurantes da região. E somos testemunhas da sua excelência.

 

 

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Como a aldeia é pequena pouco mais há para apontar, a não ser os canastros (espigueiros) de grandes dimensões, sinal de grandes colheitas e se hoje é mais pastagens pela certa que tempo houve em que enchiam com espigas de milho para secar. Há também o casario que já atrás tínhamos referido, um relógio de sol e uma curiosa e singular escultura em ferro, de um galo que não canta, tipo catavento sem o ser, que num dos telhados sobressaía, principalmente pelo seu design. Não sei quem é o autor mas é uma autêntica obra de arte feita com a simplicidade das dobras de uns varões de ferro.

 

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Mais uma vez é uma das aldeias que recomendamos para uma visita e quem sabe se têm a nossa sorte de assistir à refeição das crias barrosãs.

Faltam só as habituais referências às nossas consultas que hoje ficam reduzidas à Toponímia de Barroso, bem como os links para as anteriores abordagens ao Barroso. E como sempre (ou quase) no próximo domingo cá estaremos com mais uma aldeia, que nem nós sabemos ainda qual é, pois, e só para conhecimento, como nunca sabemos que aldeia escolher,  sorteamos uma e a que calhar, cá estará.

 

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 21:58
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Sábado, 26 de Agosto de 2017

Castelões - Chaves - Portugal

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Mais um sábado e mais três imagens sobre uma aldeia do concelho de Chaves, que segundo o critério que temos seguido, hoje toca a vez a Castelões.

 

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Pois é, deveriam ser três imagens, mas vão ser mais algumas, por duas razões: - Primeira porque Castelões oferece tantos motivos fotográficos que não resistimos a selecionar mais uns tantinhos; Segundo porque a foto geral do cruzeiro ficaria incompleta se não deixássemos aqui mais dois pormenores do mesmo.

 

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Na realidade trata-se de um cruzeiro muito singular, principalmente pela sua cruz com imagens nas duas faces, que embora não seja caso único aqui na região fronteiriça, é-o quanto arte das peças e das pinturas, principalmente porque estes cruzeiros seguem todos um certo padrão e este é uma exceção, quer no colorido utilizado, quer na pintura das figuras da cruz, quer nas formas das próprias figuras,  tudo do mais naïf que há.

 

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Quem acompanha o blog sabe que Castelões é uma das aldeias que mais vezes têm passado por aqui, por uma das razões já atrás apresentada mas também porque é um trunfo nosso, a par de mais duas ou três aldeias do concelho, ou seja, aos sábados quando não tenho muito tempo para dedicar ao blog passo pelo arquivo de imagens de uma dessas aldeias e tenho a escolha facilitada porque quase todas as imagens são interessantes.

 

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Castelões que segue também as características das aldeias do Alto Barroso que tem ali mesmo ao lado.

 

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Para finalizar, era também uma das aldeias que Miguel Torga visitava e que registou no seus diários, não propriamente a aldeia e pela aldeia, mas pela água do seu Santuário, a Senhora do Engaranho, à qual são atribuídas curas para algumas maleitas.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:59
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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

Rua de Stª Maria - Chaves - Portugal

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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

Preciosismos ou areia para os olhos?

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Cai a noite e as ruas ficam desertas… poeticamente falando, tem mais graça dizer que as ruas ficam desertas do que ficam sem gente, ou sem vida humana e seus respetivos animais de estimação. Aliás, por falar em desertas ou desertificações,  é comum dizer-se por aí, incluindo em peças noticiosas da TV ou artigos de jornais,  que o interior de Portugal está a ficar desertificado. Ora aprendi na Geografia que desertificação é o processo de degradação do solo que transforma áreas de terreno fértil em zonas áridas ou semiáridas, com perda total ou parcial da fauna e da flora, resultante de intervenção humana ou de fatores naturais como a seca, a desflorestação, a agricultura intensiva, etc. que não me parece ser o caso do interior de Portugal, pelo menos no centro e norte do país, antes pelo contrário, está a ficar cheio de mato. Claro que o termo mais correto é mesmo despovoamento e não desertificação. Enfim, preciosismos da mesma coisa que não é bem igual, mas entende-se.

 

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Passemos a outra tendo como base a imagem. Suponhamos que eu queria fazer a notícia do acontecimento, do tipo: “Hoje as poldras passam-se por diversão, mas no passado eram mais um meio de transpor o afluente do rio… E aqui surge a dúvida. Será afluente ou efluente? Ora bem, tudo indica que seja afluente (que aflui; que corre para; rio que vai desaguar a outro). Mas será mesmo? Pois vejamos o que significa efluente: Que irradia ou emana de um ponto; fluido residual lançado para o ambiente e que constitui um agente poluidor; curso de água que deriva de outro de maiores dimensões. Pois, conhecendo o Tâmega como conheço, em que na origem os seus afluentes têm mais caudal que o Tâmega, penso que o correto será dizer-se “o efluente do Tâmega” pois os restantes significados de efluente também se aplicam. Enfim, mais um preciosismo e claro que haveria outras formas de dizer isto, mas fico-me por esta.

 

 

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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

De regresso à cidade

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De regresso à cidade com dois olhares ao acaso, talvez com algum contraste, próximos e distantes, antigos e recentes.

 

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O Barroso aqui tão perto - Beçós

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Lá vamos nós mais uma vez até ao Barroso aqui tão perto, mas hoje com um dos destinos mais distantes do Barroso.  Claro que já sabem que os nossos destinos têm sempre como ponto de partida a cidade de Chaves, daí a nossa aldeia de hoje ser uma das mais distantes de Chaves. Penso mesmo que, em distância, só será ultrapassada por Seara (uma aldeia vizinha) e por Fafião.

 

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Sempre que temos intenção de ir até ao Barroso,  fazemos o trabalho de casa, ou seja, decidimos quais as aldeias a visitar e traçamos o nosso itinerário, onde nem sempre nos decidimos pelo mais favorável em termos de distância, mas antes pelo mais interessante ou até pelo mais desconhecido.

 

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Pois para irmos até Beçós, a nossa aldeia de hoje que pertence à freguesia de Salto, temos três itinerários possíveis. Um via Soutelinho da Raia, Sarraquinhos, Barracão, Pisões, Venda Nova e Salto, ao todo são 76Km. Podemos optar pela Estrada Nacional 103, ou seja Curalha, Sapiãos, Barracão e o restante itinerário é igual ao anterior. Este segundo itinerário tem mais 100m do que o anterior, ou sejam 76,1Km, a estrada é menos complicada que o itinerário anterior mas também é menos interessante em termos paisagísticos. Pois desta vez o itinerário mais favorável é também o mais interessante, fica a seguir.

 

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Então para irmos até Beçós optámos pela Nacional 103, mas só até Sapiãos, aí virámos para Boticas e depois apanhámos a Nacional 311 que nos ligou a Salto e dai virámos em direção à Póvoa, imediatamente antes desta subimos ao Carvalho e logo a seguir temos Beçós. Ao todo são 60,3 Km, o itinerário é lindíssimo, mas a estrada requer algum cuidado, o seu traçado assim o exige.

 

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Já perceberam mais ou menos onde Beçós poisa, no limite do concelho de Montalegre com o Concelho de Cabeceiras de Basto a apenas 1.4 Km com ligação por estrada  e o de Boticas a pouco mais, a 3.5Km, mas sem ligação direta por estrada. Mas sejamos mais precisos e vamos às suas coordenadas: 41º 35’ 57.61N e 7º 54’ 46.64”O. Quanto a altitude andamos à volta dos 950 m. Como sempre fica também o nosso mapa.

 

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Passemos agora ao topónimo Beçós. Os som da pronúncia podem-nos levar e pensar em “besos” ou seja, em beijos na língua castelhana, tanto mais que a aldeia já foi grafada com z, “Bezoos” que hoje seria “Bessós”, como à frente é defendido, mas parece que nada tem a ver com beijos. Vejamos então o que nos diz a Toponímia de Barroso.

 

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Reza assim a Toponímia de Barroso:

Beçós ou Vessós?

Sendo um diminutivo de Beça, provirá de BETULA+OLA > BETULA > BETIOO > BEZOO > BEÇÓ, no plural. Porém, acuso-me de muito duvidoso.

Documenta-se a forma:

- 1258 « et de villa de Lama Chaa et de Bezoos…» INQ 1512

As dúvidas prendem-se com a pouca vocação de terra para criar vidoeiros pela carência de água. Todavia a outra hipótese fica ainda mais difícil devido à forma conhecida que se apresenta grafada com z… Logo, a hipótese de campo arroteado, lavrado, terra virada pela charrua, de versu+ola só nos levaria a vessós, com ss. Ou seja, a terra vessada não deu origem a Beçós.

Prefiro má pronúncia de bouça – Bouçós.

 

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Para além das referências à toponímia da aldeia, nas nossas pesquisas nada mais encontrámos, assim, vamos ter de nos valer das nossas impressões pessoais sobre aquilo que vimos e das conversas que por lá tivemos durante a nossa visita.

 

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Como já atrás referimos, nesta aldeia estamos a uma altitude próxima dos 1000 metros, mas lá em cima, numa espécie de planalto ou de pequenas planícies entre pequenas elevações, o verde impera e por perto tem sempre uma aldeia. Neste caso de Beçós também assim é, ou quase, pois aqui a pequena planície não existe, mas existe o verde dos campos cultivados ou dos pastos.

 

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A aldeia é pequena com casario ao longo da rua principal,  onde se formam dois pequenos núcleos de casas que saem um pouco fora da rua, um deles um pouco separado da restante aldeia. Aldeia pequena, pouca gente, mas menos do que aquilo que devia ter. O mesmo de sempre, pois por aqui o despovoamento também se faz notar.

 

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Encontrámos no entanto pelo menos uma família tradicional, ou seja, uma família à moda antiga onde conviviam as três gerações -  filhos, pais e avós, coisa que vai sendo rara hoje em dia, pois o que vai havendo mais são apenas avós, se filhos e netos por perto.

 

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Neste caso encontrámos um avô, antigo emigrante que regressou à terra mãe, um pouco também à moda antiga, com os nossos emigrante dos anos sessenta do século passado, daquele grande boom da nossa emigração, mas com emigrantes que na sua maioria regressaram passados uns bons anos, com as suas economias para investirem nas suas aldeias.

 

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Emigrantes à moda antiga com as antigas aldeias ainda cheias de gente, onde ainda tinham irmãos, pais, primos, amigos, vizinhos e umas poulas cultivadas por alguém que ficava. Depois havia a festa de verão da aldeia e as restantes festas ou celebrações, como o natal e a páscoa. Havia de tudo que convidava a vinda religiosa anual e à vinda definitiva depois de ter feito casa nova e de conseguir umas economias para o resto dos seus dias.

 

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E hoje,  continuamos a ser um país de emigrantes? Dizem que sim, mas cada vez mais passámos a ser exportadores de portugueses, principalmente e pessoal do interior e rural, tudo porque as antigas referências de família, das suas aldeias cada vez são menos e já não têm por quem regressar. Já não trabalham lá fora para construir casa na aldeia ou para comprar apartamento na cidade, tudo porque os seus lugares de origem não lhe oferecem condições para os seus regressos.

 

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Um desabafo um pouco provocado pela conversa que tive em Beçós com uma das poucas pessoas que vi na aldeia, aliás de pessoas só vi mesmo esse avô o seu neto e penso que a sua filha.

 

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E antes de finalizarmos fica mais uma referência às vistas que desde a aldeia se podem lançar para as montanhas de Cabeceiras de Basto e de seguida as habituais referências às nossas consultas, hoje apenas uma, e os links para os posts dedicados ao Barroso.

 

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Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:29
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Sábado, 19 de Agosto de 2017

Castelo - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias, esta fica aqui mesmo à beirinha da cidade e do grande vale de Chaves, depois do Campo de Cima e logo a seguir às Eiras – o Castelo.

 

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Castelo sem castelo, pelo menos hoje em dia, mas parece que em tempos muito remotos existiu por lá um e daí o topónimo da aldeia.

 

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Aldeia pequena mas interessante, começando pelas vistas que lança sobre a cidade mas também por ser já uma aldeia de montanha, que aliás se nota bem nas inclinações das suas ruas e acessos. Acessos esses que hoje fazem com que o Castelo também possa ser uma aldeia de passagem, isto se o tomarmos como alternativa à EN 213 entre Chaves e o miradouro de S.Lourenço.  

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

Rua do Correio Velho - Chaves - Portugal

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Se há ruas com história e muitas estórias para contar, esta, a que para os flavienses será sempre a Rua do Correio Velho, é uma delas.  Infelizmente agora está na moda não ter memória e sobretudo é muito conveniente para alguns. Claro que concordo que não devemos ficar eternamente  agarrados à memória, mas o passado existe, e é no seu conhecimento e experiência que vamos traçando o nosso futuro. Pois esta rua está cheia de passado, de memórias e na experiência de uma das principais ruas da cidade antiga, e hoje, se está moribunda, é precisamente por existir por aí muita gentinha sem memória.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:11
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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

Centro Histórico de Chaves, uma aldeia dentro da cidade.

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Os que acompanham este blog sabem que desde o seu início dedico os fins-de-semana às nossas aldeias. Primeiro as aldeias do concelho de Chaves, que ainda continuam por aqui todos os sábados, e depois passei para as aldeias do Barroso, que vão ficando por aqui aos domingos. Todas as aldeias são diferentes, mas há uma coisa comum a todas – o despovoamento e o envelhecimento da população resistente.  Trago este assunto das aldeias à baila porque quando  entro nestas ruas do nosso centro histórico de Chaves, aquele que esteve dentro das muralhas medievais,  parece-me estar a entrar em mais uma  das nossas aldeias. Casas abandonadas, degradadas e ruas sem vida. Apenas alguns resistentes resistem.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:32
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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2017

De regresso à cidade

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Como sempre, às segundas-feiras,  fazemos o regresso à cidade, hoje  regressamos a ela pelas ruas da cidade antiga… bem, na realidade é mais pelas ruas velhas da cidade.

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:52
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Domingo, 13 de Agosto de 2017

O Barroso aqui tão perto - Penedones

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montalegre (549)

 

Cá estamos nós de regresso ao Barroso aqui tão perto, hoje com mais uma aldeia do concelho de Montalegre, mais uma de terras da Chã e para irmos até lá, como sempre a partir da cidade de Chaves, optamos pela Estrada Nacional 103.

 

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Com partida junto ao Rio Tâmega, que nos vai acompanhando até chegarmos a Curalha, local onde se começa a subir para terras de Barroso que começa quase logo a seguir, isto se não considerarmos que toda a margem direita do Tâmega já é Barroso. Mas fiquemo-nos pelo Barroso oficial, por nós também aceite e que não está muito longe do Tâmega, ou melhor, que também confronta com o Rio Tâmega no Barroso de Boticas. Mas ainda não chegamos lá, ainda andamos por terras do Concelho de Montalegre.

 

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Então para a nossa aldeia de hoje basta seguir a Nacional 103 e esperar que ela apareça, pois Penedones, a nossa aldeia de hoje, fica à beirinha da estrada no troço que confronta também com a barragem do Alto Rabagão, ou Pisões se preferirem.

 

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Mas embora fique à beirinha da estrada, precisamos de abandonar esta para conhecermos Penedones,  e acreditem que vale a pena entrar na aldeia, é uma das que surpreende pela positiva em que o pouco que se vê desde a estrada não lhes faz justiça.

 

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E hoje sempre que nos referirmos a Penedones, estamos a fazê-lo à aldeia que se desenvolveu em redor do seu núcleo mais antigo, todo da parte de cima da estrada, deixando de fora a aldeia mais turística, ligada à barragem e ao Parque de Campismo aí existente. Este espaço ficará para um futuro post de um roteiro à volta da Barragem.

 

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Pelo que já deixámos escrito já deu para perceber onde Penedones poisa, aliás quase bastava a referência a terras da Chã para lá chegarmos, mas como sempre gostamos de ser mais exatos na nossa localização, deixando aqui as coordenadas da aldeia (sempre de um ponto central das aldeias) bem como o nosso habitual mapa. Pois quanto a coordenadas temos: 41º 45’ 45.02” N e 7º 48’ 31.73” O, a uma altitude de 920, no ponto das coordenadas, pois junto à barragem atinge os 870m e o ponto mais alto da aldeia chega aos 940m.

 

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Quanto às nossas pesquisas pouco encontrámos, embora haja muita informação sobre a aldeia, a mesma, na prática, resume-se a alojamentos e ao parque de campismo. Mesmo assim sempre temos algumas referências no Livro Montalegre e também na Toponímia de Barroso, ambas as obras de autoria de José Dias Batista e edições do Município de Montalegre.

 

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Iniciemos pelo Livro Montalegre que além da informação de que Penedones pertence à freguesia de  Chã, nos referencia algumas das coisas ligadas à história do local:

 

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“Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.”

 

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E continua (o negrito e sublinhado é nosso):

“Das fixas, que normalmente aparecem em grupos, temos várias necrópoles: no Cristelo da Seara (Salto), entre Penedones e Parafita (Vila de Mel), em Penedones, sobre a aldeia, junto à Capela de Santo Amaro (Donões) e perto da Capela da Senhora de Galegos do Cortiço (Cervos) e de Antigo de Arcos."

 

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Numa outra referência diz-nos:

“Em Penedones, o Clube Náutico e de Aventura do Alto Rabagão organiza passeios de barco na albufeira para grupos até 16 pessoas, bem como regatas, passeios a pé, ou de bicicleta de montanha. Neste local está instalado o Parque de Campismo Municipal e passa também o GR 117 – Via Romana XVII.”

 

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Referindo-se à freguesia de Chã, diz-se o seguinte:

“Cinco das suas doze povoações receberam a visita da estrada Romana – a XVII do Itinerário de Antonino: Penedones (Santo Aleixo), Travaços, São Vicente, Peireses e Gralhós. Pouco mais jovem que a via Romana é a ara que recentemente se achou em São Vicente – sinal inequívoco de que no outeiro (altarium) onde o cristianismo ergueu o templo românico, séculos antes, os povos que nos antecederam, aí adoravam o seu “Deus Óptimo Máximo”.”

 

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Esta Via Romana era uma das principais vias romanas que ligava três importantes cidades da época - Bracara Augusta, Aquae Flaviae e Asturica Augusta, ou sejam as atuais cidades de Braga, Chaves e Astorga e que não andava muito longe do traçado da atual Nacional 103. Para saber mais sobre esta Via XVII fica aqui um link para o que em tempo escrevemos sobre ela: http://chaves.blogs.sapo.pt/193294.html

 

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Passemos agora ao que nos diz a Toponímia de Barroso:

 

“ Penedones – Ou melhor Pena de Donas. O determinativo de Donas . no distante Século XIII, e até muito antes, significava tratar-se de pessoas nobres, mulheres da fidalguia.

- 1258 “in peneydonas terciam partem” INQ 1517 e

- 1258 « dixit de Peneidonas et» INQ 1518. Em que o de determinativo e seguido de D, já caiu originando o ditongo ei que também cairá. Não obstante, em:

- 1262 « regalengi de pena de donas » TT, Chang. De D.Afonso III Liv.I, F – 61, repetindo no texto idêntico topónimo: “ D. Afonso III fez foro a Gonçalo Martins , A Gonçalo Pires, A Dona Loba, a João Pires e a Martinho Gonçalves do reguengo de Pena de Donas para que fizessem aí cinco casais”

 

1600-penedones (39)

 

E continua:

“ E já nas inquirições de D.Dinis,

- 1290 “ Pena de Donas hé herdamento regalengo” Rolo 1030 f. 114 e 99. Donde se vê que a forma actual do topónimo é tardia, isto é, recente. Convém, não obstante, lembrar que o Povo diz sempre Penadones, sendo  que é usual a troca de as por es e o seu contrário.”

 

1600-penedones (34)

 

Pois é, lá se foi a minha teoria de que Penedones teria a ver com penedos, e até tinha fotos para a ilustrar. Já a seguir perceberão do que estou para aqui a dizer, mas antes, vamos continuar na Toponímia de Barroso, passando à Toponímia Alegre.

 

1600-penedones (33)

1600-penedones (22)

 

Toponímia Alegre

 

Chã – São Vicente

Ruim sítio, ruim gente.

Coelheiros de Medeiros

Ciganos os de Peireses,

Pretinhos de Travassos de Chã,

Cruz-veigas de Gralhós,

Viajantes de Penedones,

Carvoeiros de Castanheira,

Torgueiros de Torgueda,

De Fírvidas são salta-pocinhas e

Arranca-torgos de Codessoso da Chã."

 

1600-penedones (31)

 

E ainda:

“ As moças de Penedones

Passam por boas senhoras,

Mas agora temos notícia

De serem bem capadoras."

 

1600-penedones (42)

 

Pois sobre a minha teoria do topónimo Penedones ter a ver com penedos, baseava-se nos penedos da foto anterior e das próximas, ou seja pela imponência dos mesmos, como se pode ver nas referidas fotos, quer ao longe ou ao perto, que para além da sua imponência, apresentam-se com formatos bem curiosos.

 

1600-penedones (55)

 

Quando me deparei com o penedo desta última foto, fez-me lembrar a cabeça de um gorila gigante tipo King Kong. Ilusão de ótica, ou então tal como lhe chamam “Viés cognitivo” ou “Apofenia” ou ainda “Pareidolia”, talvez, mas seja como for,  que o penedo  é parecido com a cabeça do King Kong lá isso é, senão vejam a foto seguinte em que o Humberto Ferreira, um dos fotógrafos que me acompanha sempre nestas andanças de descobrir o Barroso, resolveu brincar com a coisa…

 

_DSC0585acKK1.jpg

Fotografia e composição de Humberto Ferreira

Brincadeiras à parte, continuemos mais um pouco por Penedones que, descobri nuns trípticos do Eco-Museu do Barroso, estar também nos roteiros das aldeias com canastros (ou espigueiros se preferirem) e das aldeias com alminhas, e sim, nós confirmamos que ambos existem e por sinal belos exemplares, como aliás o são quase sempre, pena alguns espigueiros estarem tão deteriorados e as alminhas nem sempre respeitadas. Claro que não estou a falar no caso particular de Penedones, mas em muitos que vamos vendo por aí.

 

1600-penedones (18)

1600-penedones (30)

 

Canastros, alminhas, tanques, fontes, cruzeiros, entre outros que existem em Penedones e que são património cultural e arquitetónico de todos nós e de Portugal, aliás a maioria são mesmo considerados traços da cultura portuguesa, daí, para além de merecerem ser preservados e estimados, deveriam ser protegidos, o que muitas vezes não acontece, às vezes são mesmo as Juntas de Freguesia, com o pretexto de alargarem uma rua ou comporem um largo, que destroem algumas desta relíquias.

 

1600-penedones (17)

 

E prontos! Tal como se costuma dizer quando temos um assunto despachado. Bem ou mal, bom ou mau, foi o que conseguimos arranjar sobre Penedones, com a certeza de que nos falhou muita coisa.

 

1600-penedones (16)

 

E só nós resta fazer as referências às nossas consultas bem como deixa por aqui os habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

1600-penedones (87)

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

1600-penedones (5)

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:29
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Sábado, 12 de Agosto de 2017

Casas de Monforte - Chaves - Portugal

1600-casas-monf (19)

 

Quando iniciei esta nova ronda pelas nossas aldeias disse que traria aqui três imagens (uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital)  e seguiria a ordem alfabética. Pois tenho cumprido no que diz respeito à ordem alfabética, mas quanto ao número de fotografia, nem por isso.  O facto é que vou vendo aquilo que tenho em arquivo e vou-me entusiasmando  com o que vejo, mas não só, pois por uma ou outra razão há aldeias que têm passado por aqui mais vezes enquanto outras vão ficando para trás, e para compensar esta falha, nesta nova ronda,  compenso com mais um ou dois olhares.

 

1600-casas-monf (82)

 

Costumo dizer que neste blog cumpre-se tudo que se promete, mas como podem verificar há exceções, mas das boas, ou melhor, não cumprimos porque excedemos sempre aquilo que se promete.

 

1600-casas-monf (17)

 

 

Mas vamos lá até Casas de Monforte que pelo apelido toponímico ficamos logo a saber que se localiza em terras de Monforte, ou seja, terras das redondezas do Castelo de Monforte.

 

1600-casas-monf (141)

 

Deixamos cinco imagens,  de arquivo, com um pouco daquilo que fazem as nossas aldeias, com as habituais alminhas, um dos traços da nossa cultura, uma janela da escola do tempo em que ainda havia alunos dentro, um largo onde tudo era possível acontecer, as tradicionais construções  de granito, as cores dos rebocos da casas e os becos castiços que fazem a singularidades das nossas aldeias. Apenas alguns motivos de muitos motivos que as aldeias nos oferecem.

 

1600-casas-monforte-art (9)

 

Casas de Monforte mais uma aldeia que fica nas proximidades das Nacional 103, mas que é necessário sair desta para a conhecer, mas que pode também ser aldeia de passagem se utilizarmos itinerários secundários, no caso a ligação a Paradela de Monforte.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:22
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