Sábado, 27 de Janeiro de 2018

Lagarelhos - Chaves - Portugal

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Hoje vamos passar mais uma vez por Lagarelhos, com uma breve paragem para ver um pouco da sua vida diária, do seu casario e das vistas que desde lá se alcançam.

 

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Lagarelhos é uma das aldeias da EN314 ou da estrada que liga a Carrazedo de Montenegro mas também a umas dezenas de aldeias do nosso concelho. Em plena  Serra do Brunheiro mas a espreitar para os dois principais vales do concelho de Chaves, o vale da Ribeira de Oura e o próprio vale de Chaves, mas para vermos este em pleno, teremos de subir um pouco até à estrada que segue para Santiago do Monte.

 

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Como aldeia implantada à beira da estrada, vai vendo quem passa, mas já os que passam, se não pararem, pouco ou quase nada verão da aldeia, tanto mais que a longa curva que abraça quase toda a aldeia, exige a atenção de quem conduz. Já para conhecer a capela, pequena e simples, mas cumprindo as linhas das capelas tradicionais transmontanas, construídas em granito à vista.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia, mas o suficiente grande para ter a capela e em tempos ter tido uma escola, da qual hoje só já resta o edifício e a memória de alguns lá terem aprendido as primeiras letras, a ler e contar, e se isto chegava para os mais antigos, para os mais novos, foi o passaporte para descerem à cidade e continuar os estudos que lhes abriu outros horizontes fora da escravidão à terra e à serra.

 

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Por nós continuaremos a passar por lá quando tiver de ser, mas também a parar sempre que um motivo nos desperte o olhar da objetiva ou então para apanhar mais um pouco de sol antes de mergulhar no nevoeiro dos vales.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:49
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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Hoje à procura de uma foto para publicar, esbarrei com esta que vos deixo, uma foto de um momento único sobre a nossa Top Model. Aconteceu às 17 horas, 55 minutos e 5 segundos do dia 9 de fevereiro de 2014, à mão só tinha o telemóvel que para estes registos singulares serve sempre, que remédio, mas acabou por captar o que se pretendia – uma enorme nuvem alaranjada sobre a nossa Ponte Romana, refletida sobre o Tâmega, bem encorpado por sinal, reflexo que continuava sobre a calçada até entrar-nos no olhar, com aquele conjuntinho precioso da Madalena a rematar a composição e a dar-lhe algum contraste. Sem filtros, tal como estava. Gostei então do momento, daí o registo. Hoje quando a revi, gostei de novo de ver e reviver o momento que já estava adormecido num cantinho da memória e a imagem despertou. Se então gostei do que vi e hoje continuei a gostar, porque não ser a foto a partilhar hoje convosco. Aqui está ela!

 

Até amanhã com mais uma das nossas aldeias, que posso desde já anunciar, pois segundo a ordem alfabética, como de costume, a seguir a Izei vem Lagarelhos, curiosamente na realidade também assim é. Assim sendo, amanhã vamos até Lagarelhos.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:23
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2018

Cidade de Chaves e um biquinho de montanha

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Todos os dias vejo esta imagem, ou quase sempre, pois há dias em que as neblinas não deixam ver o que está em segundo plano, muito menos o que vai para além disso, e, claro, que em dias de nevoeiro nada disto se consegue ver. Mas, em geral, consegue-se ver tudo isto, mas sem ver, olhamos apenas para a “tela” mas não reparamos nos pormenores. Há anos que lanço olhares a este motivo, vi o casino a nascer e crescer até parar. Há anos a lançar olhares e só agora, na foto, é que reparei que lá ao fundo, nas montanhas, lá no cimo,  aparece um biquinho de montanha, e não é uma qualquer, pois trata-se da segunda serra mais alta de Portugal Continental, a Serra do Larouco, mas o meu espanto vai para andar há anos a vê-la, e nunca a ter visto.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:36
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:15
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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

Blog Chaves atingiu os 3.000.000 de visitas!

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Pois é, um “blog pimba” como uma vez um intelectual cá da terra, em tom de troça, classificou, há coisa de três horas atingiu os três milhões de visitas, mas fica em numerário porque o número é bonito e redondinho, do qual confesso, me deixa todo babado – 3.000.000 de visitas.

 

Pelo caminho deste post vão ficando algumas fotos e uns mosaicos que mais à frente serão explicados os porquês de aqui estarem.

 

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Atingimos este número ontem, 22 de janeiro de 2018, entre as 21 e as 22 horas, 13 anos e 22 dias depois de o termos iniciado. Não é muito comparado com os blogues nacionais mais consagrados que são de autoria de figuras públicas da televisão, do desporto, da política, da moda, da culinária etc., que têm por trás profissionais a tratar deles e que vivem da publicidade. Mas para um blog de autoria de um ilustre desconhecido, dedicado a uma cidade de província e à sua região mais próxima,  feito nas horas livres e sem publicidade para dar uns cobres, andar por aqui há 13 anos e atingir 3.000.000, podem crer que para nós é uma honra, mas também é “obra”, pois temos aqui muitas horinhas de trabalho sem contar as que gastámos no terreno, mas sem queixas, pois fazemo-lo por gosto e vamos continuar a fazer. Assim, penso que merecemos ficar babados de vez em quando, que apenas o fazemos quando atingimos números redondos, e não todos, a última vez foi no milhão de visitas, e da próxima só o faremos, outra vez babados, quando atingirmos os 5.000.000 de visitas. Fica prometido.

 

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Era só isto que queria trazer aqui, mas obrigatoriamente têm de ficar os agradecimentos devidos e merecidos,  que vão em quatro direções:

 

O primeiro grande agradecimento vai para Vós que estais aí desse lado do ecrã, pois é graças às vossas visitas que o blog existe e que o número de visitas chegou onde chegou. A grande maioria, quase totalidade pessoas que não conheço, mas às quais agradeço como se fossem do rol das minhas amizades, que acabais por ser, os amigos anónimos do blog. Mas sobretudo agradecer aos que nos têm sido fiéis ao longo destes anos e que conheço alguns pessoalmente e outros que vão deixando comentários ou dando o seu feedback via mail, que já são amigos também, mesmo não os conhecendo pessoalmente. Da vossa parte só lamento mesmo não ter mais feedback ao nível dos comentários e não saber a vossa opinião, sobretudo daquilo que mais gostam ou não gostam, pois assim poderíamos melhorar, dentro do possível, o blog além de poder ir de encontro às vossas preferências. Mas vamos partindo do princípio de que quem cala consente e se não gosta, pelo menos não desgosta. Mas mesmo sem esse feedback, um grande OBRIGADO pelas Vossas visitas.

 

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O segundo grande obrigado vai para todos os colaboradores deste blog. Já tenho de ter uma cábula para não me esquecer de nenhum, pois a minha gratidão é para com todos os que colaboram atualmente e também para os que colaboraram e que por vários motivos tiveram que abandonar a colaboração, mas restou sempre a amizade e as portas abertas deste blog para o seu regresso. Não os vou mencionar aqui, pois os nomes deles constam nas respetivas crónicas publicadas no blog, mas contabilizo 31 colaboradores ao todo, embora no ativo apenas estejam 16, sendo 2 deles colaboradores indiretos no apoio que dão ao blog nas exposições de fotografia que o blog promove, estes como são pessoas coletivas, penso que devo mencioná-los. Trata-se da Adega do Faustino e da Sinal TV. E sinceramente, os restantes (a totalidade) não os menciono porque tenho medo de mesmo com cábula,  esquecer algum dos mais antigos. Um grande OBRIGADO para todos Vós sem os quais este blog também não seria possível. Sozinho, pela certa que já teria abandonado o barco ou estaria limitado a publicar fotografias.

 

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O terceiro grande obrigado vai para o SAPO, mais propriamente para os Blogs Sapo onde alojo algumas fotografias mas principalmente por disponibilizar esta plataforma gratuitamente e prestar ajuda sempre que estamos enrascados com um ou outro problema, mas também por de vez em quando porem o nosso Blog Chaves em destaque, o que lhe dá sempre uma lufada de ar fresco, contribuído também para o aumento de visitas. Obrigado rapaziada do SAPO e até um dia quando precisar de Vós. OBRIGADO.

 

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Fotos mais populares no Flickr 

 

O quarto e último obrigado vai para o FLICKR por ser o meu “armazém” de fotografias, onde coloco a grande maioria das que são publicadas no blog, mas principalmente pelo feedback que o FLICK me vai dando através das estatísticas e das informações que daí posso tirar em relação à preferência de imagens, e ainda por de vez em quando nos brindar com a publicação de uma fotografia nossa no www.flickr.com/explore , onde o FLICKR vai destacando algumas fotos do dia, que assim dão a volta ao mundo. Aliás os números de hoje e as estatísticas de hoje são as que o flickr me disponibiliza. Flickr que com estes destaques tem também contribuído para o crescimento de visitas ao blog mas principalmente para a divulgação da cidade de Chaves. Só a título de exemplo, a última fotografia posta em destaque pelo flickr, a noturna da ponte romana que atrás deixámos e que há poucos dias publiquei no blog, valeu só num dia, cerca de 10.000 visitas e vai neste momento com 11.469 visitas, foi favoritada 444 vezes e tem 22 comentários de fotógrafos de todos os continentes. Ou seja, a nossa Top Model Ponte Romana deu a volta ao mundo e 444 fotógrafos guardaram-na para eles como uma das suas fotos favoritas. Eia!  A velhinha dá-nos destas graças!  

  

Das 4 primeiras fotografias (individuais) que vos deixo no post, 3 delas foram destacadas pelo flickr no explore,  curiosamente todas publicadas neste mês de janeiro. A outra fotografia, da rosa, é a 3ª mais visitada, só que essa atingiu esse número ao longo dos anos, pois já foi publicada em 2007.

 

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 Mosaico das fotografias mais visionadas no FLICKR

 

Neste último mosaico estão 13 das fotos mais visualizadas de sempre, embora em 5º lugar só esteja uma das 24 fotos que lhe dão o lugar e que são todas fotografias da aldeia de  Vilas Boas, um fenómeno particular que se passa com as fotografias de Vilas Boas, sem vos saber explicar o porquê.

 

Mas ficam os números para as 13 fotografias deste último mosaico e que não coincidem com as mais populares no Flickr (1º mosaico de fotos), que aí, a mais popular é a foto de Casas de Monforte intitulada “United Colors of Casas de Monforte”. A popularidade das fotos no flickr é dada pelo conjunto de número de visitas (3.052), número de vezes favoritada (14), número de comentários (63), tempo de exposição no Flickr (10 anos), e número de grupos a que pertence (14).

 

Mas passemos então aos números das top 13 do mosaico anterior em que a foto central é a que tem mais visualizações e as restantes 2ª, 3ª, etc estão colocadas por ordem, em filas e da esquerda para a direita. Todos os números foram contabilizados à 1H30, do dia de hoje (23-01-2018), mas ficam os pormenores dos números, realçando que os números da 1ª, 2ª e 4ª foto foram todos obtidos neste último mês:

 

1ª – Foto central, noturana da Ponte Romana com 11.469 visualizações, 444 favoritos e 22 comentários.

2ª – Mulher nas Termas Romanas com 6.756 visualizações, 135 favoritos e 16 comentários.

3ª – Rosa vermelha com 5.554 visualizações, 11 favoritos e 16 comentários.

 

4ª – Tabolado/Nevoeiro com 4.753 visualizações, 80 favoritos e 5 comentários.

5ª – 24 fotografias de Vilas Boas com  fotos entre 3617 a 4083 visualizações, 0 a 2 favoritas e 0 a 31 comentários.

6ª – Amoinha Velha com 3.206 visualizações, 18 favoritos e 139 comentários.

7ª – Ponte Romana com 3.169 visualizações, 29 favoritos e  174 comentários.

8ª – United Colors of Casas de Monforte com 3.052 visualizações, 14 favoritos e 63 comentários.

9ª – Ponte Romana (Névoa) com 2.468 visualizações, 63 favoritos e 232 comentários.

10ª – Parada do Corgo com 2.407 visualizações, 7 favoritos e 81 comentários.

11ª -  Soutelinho da Raia c/neve 1.880 visualizações, 0 favoritos e 1 comentários.

12ª – Praia Fluvial de Segirei com 1.859 visualizações, 2 favoritos e 10 comentários.

13ª – Vila Nova de Veiga com 1.810 visualizações, 8 favoritos e 48 comentários.

 

Todas estas fotos podem ser vistas no flickr, onde podem ser ampliadas para o tamanho original, basta seguir o link que  seguir deixo, ou o que está na barra lateral do blog, onde diz “ As minhas fotos no Flickr”:

 

https://www.flickr.com/photos/fer-ribeiro/

 

Curiosamente os números do Flickr parecem ser uma cópia dos números do blog, ou seja, no flickr, neste momento, temos 13 mil e poucas fotografias, no blog temos 13 anos e uns dias de existência. O Blog atingiu hoje os 3.000.000 de visitas o flickr está com 2.952.383 visualizações.

 

Bem, e por hoje chega, ainda por cima porque hoje só falámos de nós e dos nossos números, e é verdade, estamos babados com eles, mas há por aí gentinha cá na terrinha que não entende estes momentos felizes de um blog "pimba". Não é que me preocupem muito, mas também não lhes quero dar razão. E com esta me bou!

 

Mas hoje ainda cá voltamos com mais um capítulo do romance “Chaves D’ Aurora” de Raimundo Alberto.

 

Até logo!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:15
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

O Barroso aqui tão perto - S.Sebastião na Vila Grande - Dornelas

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Tal como prometemos ontem, vamos até uma das festas comunitárias do Barroso, uma das mais populares, talvez pelas suas características. Trata-se da Mezinha de S.Sebastião ou a Festa das Papas, como inicialmente se denominava, que todos os anos se realiza em 20 de janeiro na Vila Grande, da freguesia de Dornelas, concelho de Boticas.

 

Por cá também é conhecida como a festa do Couto de Dornelas. Mas isto do Couto de Dornelas é história que em tempo oportuno será aqui abordado no blog, fica para quando a nossa rubrica de “O Barroso aqui tão perto” entra nas aldeias do concelho de Boticas. O oficial é que esta aldeia tem como topónimo “Vila Grande”.

 

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Andei mais de trinta anos para ir a esta festa, no entanto, testemunha-o o meu arquivo fotográfico, só lá fui pela primeira vez em 2011, e fiquei fã, ou como costumo dizer, fiz promessa de a partir de aí, lá ir todos os anos, e assim tem sido, e este ano não foi exceção.

 

Nos anos anteriores fui deixando por aqui as imagens, a história da festa com as suas lendas, alguns números ligados ao que vai para a Mezinha do S.Sebastião e um pouco da festa popular que se vai fazendo enquanto se aguarda que a mezinha seja coberta com a toalha de linho e comece a receber os alimentos a todos os convivas.

 

Como já começo a ser um veterano nesta festa, embora numa festa secular oito anos de festa não sejam nada, talvez fosse melhor dizer que tenho sido mais um dos figurantes na permanência da continuidade da tradição da Mezinha de S.Sebastião, onde como tal, já vou conhecendo os cantos da casa e os tempos (timings) em que as coisas acontecem, e para não estar a repetir aquilo que disse nos anos anteriores, vou deixar por aqui um resumo do que acontece durante uma das minhas manhãs de 20 de janeiro na Vila Grande.

 

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Despertar bem cedinho para chegar a tempo e horas de ver a mezinha ainda despida de adornos e gente. Coisa complicada pois não somos só nós a fazer o mesmo, mas dá sempre para sermos dos primeiros. O popó fica no sítio do costume, pois desde que o descobrimos não queremos outro e permite-nos iniciar o final da mezinha e vê-la a descer pela rua abaixo até à curva da meta final. Esta é quase sempre a primeira foto que tomamos no local.

 

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Pelo caminho, ao longo da mesinha, o habitual vai-se repetindo para contribuir para a tradição.  Uns marcam logo o seu sítio de pouso, a banca das chouriças e restantes pertences do reco, agora em fumeiro, lá está no sítio do costume, e nós rua abaixo vamos lançando olhares e a objetiva até onde o motivo chama a sua atenção. Um deste olhares que também é habitual é o que lançamos sempre até à aldeia vizinha de Antigo, que serve sempre para nos indicar as condições meteorológicas do dia.

 

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Ao todo a mesa da Mezinha do S.Sebastião da Vila Grande tem cinco centenas de metros onde por volta do meio dia, após a missa a bênção do pão estará ocupada por milhares de convivas, mas lá iremos, para já continuamos a nossa descida até à “Casa do Santo”, é lá o ponto de encontro com outros amigos habituais e onde os fotógrafos e televisões se juntam para os principais registos, pois é lá que estão os potes ao lume, o pão depositado e os mordomos na azáfama final de fazer comida para milhares de pessoas. Também é por lá que parámos.

 

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Assim, aqui no largo da “Casa do Santo” é de paragem obrigatória. Cumprimentam-se e trocam-se umas palavras com fotógrafos amigos que vamos encontrando nestas andanças, mas sempre com um olho na janela/montra da “Casa do Santo” onde vão servindo umas malgas de sopa feita no pote. Um pequeno almoço à moda antiga das aldeias que além de um sabor único, aquecem até à alma, o que em dias frios, como sempre acontece nesta altura do ano, caem como ginjas.

 

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Nos potes a carne de porco fumada que irá acompanhar o arroz que mais tarde entrará nos mesmos potes e seguirão para a grande mesa acompanhada do pão que repousa em depósito. Potes ao todo, este ano eram 24. Mais pote ou menos pote, é esta a quantidade de todos os anos. Quanto às quantidades de carne, arroz e pão, já a contabilizamos num dos anos anteriores. Presentemente já não recordo as quantidades, mas é sempre a suficiente para chegar até ao fim da mesa e sobrar. Este ano talvez tivesse sido mais um pouco, pois com o dia 20 a coincidir com um sábado, a enchente de pessoal é sempre maior.

 

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Depois do ritual de comer a sopa do pote, de visitar a sala dos potes e o depósito do pão é aguardar pela chegada do pessoal, e umas voltas ao longo da mesa onde os lugares vão sendo ocupados aos poucos até encherem, o que acontece num abrir e fechar de olhos. Tomados os lugares há mesa, só lhes resta aguardar. Há no entanto quem prefira um lugar mais sossegado, a sós, em momentos de apreciação ou até de introspeção, sei lá, nunca sei o que vai na cabeça de cada um…

 

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Quanto a nós, aproveitamos sempre esses momentos de espera para uma visita obrigatória à parte antiga da aldeia, onde o cruzeiro, igreja e pelourinho são pontos obrigatório de visita, mas também para fotografar os nossos habituais modelos e um ou outro pormenor que não acontece todos os dias.

 

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E volta para aqui, volta para ali, o tempo vai passando, a missa acaba e em jeito de procissão o padre da paróquia, o Presidente da Câmara de Boticas e este ano também acompanhados pelo padre Lourenço Fontes, dirigem-se à Casa do Santo, onde o padre benze o pão, para  logo de seguida começar a labuta de dar de comer a quem espera ao longos das cinco centenas de mesa.

 

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De seguida o pessoal de serviço começa por colocar a toalha de linho ao longo da mesa, seguido do pedido de esmola acompanhado do beijar do S.Sebastião, o homem da vara com a medida onde se coloca um pão, uma caçarola de arroz e outra de carne. E assim de vara em vara lá vai ficando o pão, arroz e carne. Os convivas apenas terão de por os talheres e a bebida.

 

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Mas o comer vai além daquele que o Santo proporciona, pois muitos dos convivas trazem o farnel de casa que acrescentam à mesa,  e que,  seguindo o comunitarismo de momento tão comunitário, vão pondo à disposição dos seus vizinhos de mesa.

 

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E enquanto uns comem, e outros esperam, a rapaziada de Ventuzelos (Chaves) vai alegrando a festa com os seus desfiles e a sua música de concertinas e bombos.

 

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Tal como o povo costuma dizer “merenda comida, companhia desfeita”. Na Mezinha do S.Sebastião, na Vila Grande de Dornelas,  também não é exceção. Ainda os últimos da mesa não estão servidos, já os primeiros estão de partida. A festa para os convivas dura uma manhã, para o pessoal da aldeia penso que durará todo o dia.

 

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Para quem não conhece, este abandono tão cedo da festa pode parecer estranho, mas estamos em dia de S.Sebastião e não é só na Vila Grande que se comemora e há festa, daí que, o pessoal que parece estar de regresso a casa, está antes a caminho de uma festa próxima, a maioria com destino a Alturas de Barroso, a meia dúzia de quilómetros, onde a todos é servido um prato de feijoadas, um pão e um copo de vinho. E viva a Festa.

 

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Também o nosso destino passou por Alturas do Barroso, com passagem obrigatória em Vilarinho Seco, mas em termos de festa ficámo-nos pela Vila Grande, pois nas Alturas foi só mesmo de passagem. O dia ia longo e algum o cansaço já pedia o regresso a casa. Para o próximo ano há mais.   

 

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:34
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Sábado, 20 de Janeiro de 2018

Izei - Chaves - Portugal

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Na nossa voltinha pelas aldeias de Chaves, hoje toca a vez a Izei, uma das aldeias que desde a cidade se vê encostadinha à Serra do Brunheiro, quase parece nas suas faldas, mas estando lá, já se percebe uma certa altitude em relação ao vale.

 

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Hoje iniciamos com Izei ao longe para, aos poucos, nos irmos aproximando da sua intimidade, só nos faltou mesmo entrar dentro das casas, mas conseguimos entrar numa varanda.

 

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Deixamos também um pouco da realidade da aldeia onde o casario solarengo convive a paredes meias com casario mais simples, mas quase todo ele abandonado ou mesmo em ruinas, como uma delas mais nobre que ainda há anos estava habitada e que, com o abandono dos seus ocupantes, acabou por ruir.

 

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Ficam assim seis imagens para todos os gostos, com o longe e a sua intimidade, a cores, a p&b, em cut-out e em arte digital, de uma aldeia, que ao longe não dá para notar, é atravessada pela EN314 que nos leva até às alturas do Brunheiro e mais além até à Serra da Padrela e concelho de Valpaços.

 

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Amanhã, aqui no blog, vamos até ao Barroso, em tempo de celebrações e festas comunitárias do S.Sebastião. Temos assim uma promessa para cumprir que já vai sendo habitual nos últimos anos. Amanhã não será diferente, com imagens fresquinhas de hoje ou de arquivo dos anos anteriores, o S.Sebastião também passará por aqui.

 

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Assim, as aldeias do Barroso do Concelho de Montalegre ficarão para o próximo fim de Semana. Amanhã é dia de estar aqui o Barroso de Boticas.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:44
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:02
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia e algumas palavras

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Ontem ao início da noite, o Rio Tâmega, o céu e a Ponte Romana estavam assim, a pedir uma foto. Claro que não lhe resisti e ela aqui está com a nossa sempre Top Model, a ponte romana, a velha e antiga ponte romana com quase dois mil anos de existência.

 

Velha ponte mas sempre tempo para nascer alguma coisa e hoje no blog nasce mais uma nova crónica, que estará aqui de 15 em 15 dias, intitulada “A Pertinácia”,  e escrita no feminino pela pena de Lúcia Pereira Cunha. Até já com esta nova crónica.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:17
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia com coisas do frio

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Eu sei que está frio, que muita gente não gosta, que andam por cá todos encolhidinhos e até há quem proteste, aliás eu sou um deles, não protesto com o frio que até o prefiro aos dias de inferno do verão, é mais um protesto de reivindicação, o de que deveríamos ter um subsídio (ou subsílio) do frio, e era mais que justo (digo era porque já sei que não o vamos avezar), pois além de estarmos para aqui longe de tudo (saúde, educação superior, cultura, etc.) e de contribuirmos como os restantes portugueses com os nossos impostos, ainda temos de mamar com 9 meses de inverno, frio, gelado. Antigamente ainda davam qualquer coisinha para o combustível de aquecimento, agora, nem isso. Havíeis de ver como era se Lisboa mamasse com o nosso frio… mas hoje não quero falar disto, mas antes das coisas boas que o frio também nos dá, ou ajuda a fazer.

 

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Com a variedade de coisas que vos deixo nas imagens de hoje dão para esquecer e aquecer durante umas horas ou uns dias, depende do tempo que durarem. E o que se pode fazer com elas? Ui! Uma variedade de iguarias, não sei qual a melhor. Tudo junto, peça a peça, cozidas, assadas, cruas, às rodelas, aos pedaços, misturadas, etc. Desde a simples rodela crua de uma linguiça ou salpicão ou mesmo em omeleta com ovos caseiros das galinhas poedeiras, pés, orelhas e pernil cortadinhos em saladas ou entradas, bem isto e muito mais, que  marcha sempre, a qualquer hora e sem ser necessário irmos à mesa, que essa, fica reservada para iguarias que demoram muito mais a comer, pois comem-se com calma e sem medo de acabar, pois estas coisas é sempre à fartazana.

 

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Pois vamos então à coisas que vão à mesa, começando talvez pelas mais simples como uns ossinhos da assuã, umas couvinhas, uma batatinha, um pouco de azeite e mais nada, coisa simples, para desenjoar. Ou então podemos ir para uns milhos, nas duas versões, a versão pobre, com milhos, couve e umas coisinhas das que estamos a falar lá pelo meio, os mais gostosos, ou então os mais ricos, com os milhos e um bocadinho de tudo das coisas que estamos a falar. Para mim tanto faz… desde que o vinho seja do bô, venham eles quentinhos para a mesa. Depois há o tradicional cozido ou variantes como a palhada, onde leva de tudo um pouco, que é sempre muito: linguiça, salpicão, pé, orelha e orelheira, uns ossinhos da assuã, pernil, presunto, barriga, sangueira, chouriços de sangue, de cabaça, etc, etc, etc, pois isto varia um pouquinho de casa para casa e de terra para terra, que eu nunca sei bem como é, pois como cresci com cozidos feitos com influências de Chaves, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar  tudo no mesmo pote, nunca cheguei a perceber à moda de quem era, mas era à moda de cá, da região… Claro que isto são só as carnes e enchidos, pois há a acrescentar as couves, grelos também marcham, uma batatinha cá da terra que das outras nem os recos gostam delas, azeite também cá da região, incluindo o vinho do bô, aliás, tudo isto tem de ser cá da terra ou da região, pois o tal frio que nos tolhe, tempera estas coisas todas q.b. para nos arregalar os olhos à mesa.

 

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Claro que isto não é manjar para todos os dias, duas a três vezes por semana está bem, nos outros dias podem ser coisas mais simples, como uma alheira com uns grelinhos, uma batatinha, azeite, vinho do bô e chega. Outras vezes pode ser apenas um petisco com linguiça e salpicão assado na brasa, uns grelinhos, se houver um butelo também pode marchar, uma batatinha, azeite e vinho do bô. Ou então um pernilzinho fumado assado no forno, com umas batatinhas ao lado, uns grelinhos e vinho do bô. Aqui pode-se dispensar o azeite, mesmo os grelos marcham bem sem ele e depois o prato tem de estar equilibrado, daí a importância das verduras e do vinho do bô que são para quando estas coisas entrarem todas em reboliço no estomago, o vinho do bô e as verduras estão lá ao lado e cortam as gorduras e outras coisas que fazem mal. Tudo isto só com as coisas das fotografias, pois o resto do requinho, ui, dá para milhentos pratos variados para todas as refeições, como por exemplo um rojões ao pequeno almoço com café e leite ou então umas filhoses de sangue… já sei que estas últimas na maioria não as conhece, só os barrosões, mas era a minha vantagem de ter uma cozinha mista de Chaves, Vila Pouca e Montalegre, pois essas filhoses de sangue eram receita de Montalegre, uma delícia que já há muito não avezo… Acho que vou ficar por aqui e ainda bem que o meu médico não acompanha o blog!

 

Até amanhã!

 

 

 

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Domingo, 14 de Janeiro de 2018

O Barroso aqui tão perto - Chelo

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O nosso passeio de hoje pelo Barroso aqui tão perto vai ser até a aldeia de Chelo, na freguesia de Cabril, concelho de Montalegre. Aldeia com vistas lançadas para a imponência da Serra do Gerês, a sua vizinha da frente, aldeia que está estrategicamente colocada entre os rios Cabril e Cávado, sensivelmente a meio de ambos e a uma distância de aproximadamente 1 km de cada um deles. Rios que se encontram a cerca de 2 Km de distância da nossa aldeia de hoje, mas que nem por isso se dá por eles desde a aldeia.

 

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Estamos no Barroso verde do Parque Nacional da Peneda Gerês, não tão verde como o verde da freguesia de Salto, mas igualmente verde, que se desfaz em penedio mal toca nas encostas mais elevadas da Serra do Gerês.

 

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O povoamento desta zona não deixa de ser curioso. Junto a terras férteis e de altitude menos elevada, na ordem dos 500 m, é formado por pequenas aldeias. Para termos uma ideia, se no centro delas traçamos uma circunferência com 700 m de raio, podemos meter nesse círculo 9 aldeias, a saber: Chelo, Fontainho, Vila Boa, Chãos, Cavalos, São Lourenço, Bostochão,  São Ane e Cabril. Quase parece uma só aldeia com 9 bairros, tendo cada um uma grande quinta de cultivo. Exceção para São Lourenço e Cabril que sem serem grandes aldeias, são maiores que as restantes.

 

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Mas este tipo de povoamento, com o verde ao seu redor e a imponência da Serra do Gerês ali ao lado, da um ar pitoresco a estas aldeias, tanto mais que a grande maioria estão todas na mesma encosta da montanha, colocadas tipo anfiteatro, a várias altitudes, todas com vistas lançadas para a Serra do Gerês. A exceção continua a ser para Cabril, que já está junto ao Rio Cabril e São Lourenço que está na croa da montanha.

 

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E para terminar esta do povoamento conjunto destas pequenas aldeias, só queria referir que quando digo pequenas, são aldeias que têm até 20 construções cada uma. Estou a dizer construções e não habitações, pois estas são bem menos, para a contagem também entraram os armazéns e anexos. A exceção continua a ir para Cabril e São Lourenço onde atingem entre as 50 e 60 construções.

 

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Pelo que aqui deixei já se aperceberam onde fica esta aldeia. Para irmos até lá, como sempre a partir da cidade de Chaves, desta vez optámos pela Estrada do S.Caetano até Montalegre, daí rumamos até Sezelhe e depois Paradela. Entre Sezelhe e Paradela temos duas opções, uma via Covelães  (M308-5) a outra via S.Pedro (M514). Atenção que nesta segunda opção em S.Pedro temos que mudar de estrada, ou seja, se a seguir a S.Pedro encontrar Contim, vai enganado. Chegados a Paradela (ao lado da barragem com o mesmo nome) temos de atravessar o paredão da barragem e seguir essa estrada (M308) até ao nosso destino. Antes de lá chegar ainda passa (ao lado) por Sirvozelo, Cela, Lapela, Azevedo, e Xertelo. Ao todo, entre Chaves e Chelo são perto de 80 Km.

 

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Mas como sempre deixamos por aqui as coordenadas da aldeia:

41º 43’ 19,322 N 

08º  01’  09,88” O

Altitude: entre os 540 e os 580m

 

Fica também o nosso mapa com o itinerário assinalado.

 

mapa-chelo.jpg

 

Ainda antes de entramos na toponímia só mais duas palavrinhas, uma para dizer que as vistas para a Serra do Gerês impressionam, são de uma beleza impar. Quanto à aldeia, como é pequena, não tem muito que ver e o que tem, está disperso em pequenos núcleos de meia dúzia de casas ou então estão mesmo isoladas. Contudo não deixa de ser interessante, com muito verde pelo meio, quer dos campos cultivados quer do arvoredo. Ao ver as fotos da recolha reparei que da capela apenas tenho imagens com ela lá no alto. Ainda estou para saber o porquê de não ter subido até lá, pois não recordo ou então pensei que cá de baixo seria mais visível, mas dada a hora em que as fotos foram tomadas, por volta das 12H30, o mais provável é que a barriguinha já mandasse mais que a cabeça. Não é por nada, mas por estas terras, com as iguarias que por lá há,  o comer é sagrado e quentinho é que ele é bom.  Mas peço desculpas pela capela não aparecer completa, pois penso que merecia uma foto.

 

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Vamos então à toponímia, como sempre recorremos à “Toponímia de Barroso”:

 

CHELO

É apenas um simples diminutivo de chão. Vem de PLANU+ELLLU = PLANELU > CHÃELLO > CHELO. Ainda na muito velha forma Chaelo documenta-se:

- 1258 « et in Chaelo ij leyras» INQ 1513,

Integra uma família toponímica muito representativa: Chã, Chão, Chelinho, Chada, Achada, Cheda, Chelas, Chainça, Chaíça, Cheira, Chaira, Plaina, Choso, Chainho e, talvez, o muitíssimo arcaico Char.

 

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Sem querer duvidar daquilo que se diz na Toponímia de Barroso, deixo a outra fonte onde vamos espreitar o significado dos topónimos (ver endereço do blog na webgrafia deste post), que acaba por chegar à mesma conclusão:

 

Chelas – tem sido dito que vem do lat. “cella”: armazéns de grão. porém, ver “Chelo” e “Chenlo”. sgnific. mais provável: diminutivo de “Chãs”

Cheleiros – gente vinda de “Chelas” ou de “Chelo”?
Chelinho - pronunc. “chèlinho” : diminutivo de “Chelo”

Chelo – pronunc. “chèlo”. diz-se que é do lat.“cella”, com influência moç.: armazém de grão (?), santuário pagão (?), recinto religioso. porém, a existência de “Chenlo” na Galiza aponta para “plannelum” – pequeno plano ou chão. seria, pois, diminut. de “Chão”. a topografia dos lugares parece confirmar esta hipótese

Chenlo (Gz.) – o mesmo que “Chelo”. o “n” dá indicações preciosas sobre a etimologia de “Chelo” e de “Chelas”. ver “Chelo” e “Chelas”

 

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No portal do Arqueólogo, encontram-se algumas referências a um sítio arqueológico com o nome de Chelo, na freguesia de Cabril, Montalegre. Teria sido um povoado fortificado da Idade Média e Moderno com a seguinte descrição: Observam-se restos de várias construções rectangulares de pedra irregular bem como muros definindo recintos dispondo-se segundo um padrão de distribuição disperso.

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP - Imóvel de Interesse Público).

 

Penso que será nas proximidades da aldeia de Chelo, mas não sabemos, pois a única informação sobre este sítio arqueológico é mesmo apenas esta do Portal do Arqueólogo.

 

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Quanto ao livro Montalegre, Chelo apenas aparece no contexto da freguesia de Cabril, onde consta:

 

“É um mosaico de pequeninas povoações ao longo das encostas abrigadas que descem sobre os rios. Sertelo (trata-se do diminutivo de deserto – Deserto+elo > Desertelo, como ermo deu Ermelo, (após a aférese do de inicial resulta Sertelo) que fica acima dos 700 metros, Lapela e Pincães, acima dos 600 metros, São Lourenço, Chelo, Fafião e Azevedo, acima dos 500 metros, Bustochão e Vila Boa, acima dos 400 metros, e todas as restantes, Cabril (que já se chamou a Vila ou a Baixa), Cavalos, Chãos, Fontaínho, São Ane e Chã do Moinho não sobem para lá dos 300 metros de altitude. Não admira por isso que, nestas funduras quentes e húmidas, Barroso se orgulhe de colher boa fruta, vinho e azeite na freguesia de Cabril."

 

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E vai sendo tudo, pois mais nada encontrei sobre esta aldeia de Chelo, aldeia pequenina e dispersa em pequenos núcleos, mas com motivos interessantes para merecerem uma visita e até estar por lá um pouco em apreciação das vistas que desde lá se alcançam.

 

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No próximo domingo cá estaremos outra vez com mais uma aldeia do Barroso, que está aqui tão perto, com a proposta de mais uma aldeia para visitar, que sempre poderá juntar a outras no itinerário que traçamos entre Chaves e a nossa aldeia de destino. Fica perto, quase sempre a menos de uma hora de distância e sempre com paisagens de encantar, sem preocupações com a barriguinha, pois se não for dos que leva o farnel atrás de si, terá sempre um restaurante perto do local onde estiver. Um bom programa para um sábado ou domingo.

 

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Só faltam mesmo as referências às nossas consultas e os links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

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Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Webgrafia

 

http://toponimialusitana.blogspot.pt/2007/02/o-carvalho-um-samelo.html

http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios.resultados&subsid=49527

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

Azevedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-azevedo-1621351

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Carvalho - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalho-1623928

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cela-1602755

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Covelães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-covelaes-1607866

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sexta-Freita - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-bento-de-1614303

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Torgueda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-torgueda-1616598

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018

Chaves História' s - Mala Posta

Cha-historias

 

Nos últimos dias os portugueses, pelos menos os que são afetados por tal decisão, têm-se mostrado indignados com o fecho de algumas estações dos CTT. Compreendo e sou solidário com tal indignação, principalmente porque fomos durante muitos anos mal-habituados a um bom serviço que os CTT’s prestavam à população, um serviço público que o Estado garantia às populações, principalmente às mais isoladas, em que a prioridade era servir com rapidez e eficiência, onde até, há montes de estórias dessas, o carteiro lia as cartas a quem não sabia ler. Claro que isso era no tempo em que um serviço público era coisa séria e para respeitar, em que o lucro ou prejuízo, o pilim, pouco interessava, o que interessava mesmo é que servisse a população. Claro que quando este tipo de serviços se entregam a privados, o serviço público não interessa para nada, pois o que interessa mesmo é o lucro e de preferência muito. Aliás e para rematar, o serviço público existe para satisfazer as necessidades da população, principalmente naquilo que é essencial, como a saúde, a educação, etc, onde eu também incluo a cultura e é um serviço que não tem de dar lucro, tem é de servir a população.

 

Mas isto vem ao respeito de termos sido mal-habituados pelos bons serviços dos CTT ou outros mais antigos, como os da “mala-posta” de há um século, em que demoravam menos tempo que hoje a entregar uma carta. Relembre-se que a “mala-posta” era um serviço público de então que era constituído por duas parelhas de cavalos puxava uma carruagem que transportava passageiros e a mala do correio.

 

A título de curiosidade no “Chaves História’ s” de hoje deixamos os horários da mala-posta de Chaves, vertidos no guia álbum publicado em 1915.

 

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MALA POSTA

Entre Chaves e Vidago:

Partida às 9 horas da manhã, passando o seu trajecto pelas povoações de Outeiro, Josão, Vila Nova de Veiga, Bóbeda, Moure, Vilela do Tâmega, Vilarinho das Paranheiras. Chegada a Vidago às 5 da tarde; chegada a Chaves às 7 e meia.

 

Entre Chaves e Verin:

Partida de Chaves às 4 e meia da tarde, servindo as povoações de Santo Estevão, Vila Verde da Raia, Fezes de Baixo e Tamaguelos. Chegada a Verin às 7 e meia.

Partida de Verin às 7 horas da manhã; chegada a Chaves às 10 e meia.

 

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Entre Chaves e Valpassos:

 Partida de Chaves às 4 e meia da tarde. Passa por Nantes, Vilar de Nantes, Ribeira, S.Lourenço, S. Julião, Limãos, Barracão, Sá e Vilarandelo. Chegada a Valpassos às 9  da noite.

Partida de Valpassos às 6 e meia da manhã. Chegada a Chaves às 10 e meia.

 

Entre Chaves e Montalegre:

Partida de Chaves às 3 horas da manhã, servindo as populações de Curalha, Casas Novas, Sapelos, Sapiãos, Cervos e Gralhós. Chegada a Montalegre às 11 horas da manhã.

Partida de Montalegre ao meio dia. Chegada a Chaves às 7 e meia da tarde.

(…)

 

Entre Chaves e Boticas:

Partida de Chaves às 3 e meia da tarde, passando por Curalha, Casas Novas, Sapelos, Sapiãos e Granja. Chegada a Boticas às 7 e meia da tarde.

Partida de Boticas às 6 e meia da manhã. Chegada a Chaves às 10 horas.

entroncamento.JPG

 

Entre Chaves e Lebução:

Partida de Chaves às 3 da tarde, servindo Faiões, Santo Estevão, Assureiras, Águas Frias, Bobadela, Tronco e Pedome. Chegada a Lebução às 7 da tarde.

Partida de Lebução às 6 e meia da manhã. Chegada a Chaves às 9 e meia.

 

Entre Chaves e Carrazedo de Montenegro:

Partida de Chaves às 3 da tarde, passando por Nantes, Vilar de Nantes, Samaiões, Izei, Peto de Lagarelhos, France, Carregal, Adães, Fornelos e Argemil. Chegada a Carrazedo às 7 e meia da tarde.

Partida de Carrazedo às 6 e meia da manhã. Chegada a chaves às 9 e meia.

(…)

 

jardim publico.JPG

 

E é tudo por hoje. As fotos legendadas são as que acompanham este artigo da Mala Posta no Guia Álbum de Chaves de 1915. O texto está escrito conforme consta no Guia Álbum.

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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

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