Quinta-feira, 3 de Agosto de 2017

Festival Identidades - Jardim Público, Chaves, a partir de hoje...

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A edição 2017 do Festival Identidades começa hoje, no Jardim Público em Chaves, com entrada gratuita.

 

Para o dia de hoje, quinta-feira, 3 de agosto, a partir das 21H30 estão previstas as atuações de Celina Piedade, Omiri e Trad.Attack.

 

Às 21H30 – CELINA DA PIEDADE

 

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Celina da Piedade

 

Quem já a viu em concerto, pisando palcos ao lado de Rodrigo Leão, Mayra Andrade ou Ludovico Einaudi, reconhece-lhe o imenso carisma.

CELINA DA PIEDADE tem levado o seu acordeão até aos mais diferentes contextos e agora estreia-se a solo, com um disco recheado de surpresas.

Algures entre as formas e cores tradicionais, com viagens pelas memórias das danças portuguesas e um sentir mais moderno e universalista, Celina desenha uma música cheia de alma e de personalidade, que, a 3 de agosto, vai invadir o recinto do Festival Identidades.

 

 

22h30 – OMIRI

 

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Omiri

 

Para reinventar a tradição, nada melhor que trazer para o próprio espetáculo os verdadeiros intervenientes da nossa cultura; músicos e sons de todo o país a tocar e a cantar como se fizessem parte de um mesmo universo. Não em carne e osso mas em som e imagem, com recolhas transformadas e manipuladas em tempo real, servindo de base para a composição e improvisação musical de Vasco Ribeiro Casais.

OMIRI é, acima de tudo, remix, a cultura do século XXI, ao misturar num só espectáculo práticas musicais já esquecidas, tornando-as permeáveis e acessíveis à cultura dos nossos dias, isto é, sincronizando formas e músicas da nossa tradição rural com a linguagem da cultura urbana.

O projeto de Vasco Ribeiro Casais atua hoje no Festival Identidades.

 

23h30 TRAD.ATTACK

 

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Trad Attack

 

Trad.Attack revolucionou o panorama musical da Estónia com uma nova abordagem aos sons tradicionais do país.


Os três elementos cresceram inseridos num meio musical e com uma larga experiência em música com mais de 15 anos, antes de formarem Trad.Attack!, em 2014. A banda ganhou rapidamente o reconhecimento nacional e internacional após o lançamento do seu primeiro álbum.

 

Para amanhã, também a partir das 21H30 teremos String Fling, Oquestrada, Seiva e Fanfarra Káustica.

 

 

 

Dados: Festival Identidades

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 18:07
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Madalena - Chaves - Portugal

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“Uma imagem vale mais que mil palavras”,  mas sobretudo,  esta expressão dá jeito quando o vazio nos invade e nada temos para dizer. Há dias assim. Até amanhã!

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:30
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

3ª Global Print 2017, em Chaves

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Abriram ontem ao público as exposições de gravura da 3ª Global Print, com cerca de 500 artistas de mais de 60 países de todos os continentes, apenas nesta 3ª edição, o Global Print, que é um dos maiores eventos de gravura do mundo e o 2º maior em Portugal, superado apenas pela Bienal do Douro, esta já na sua 9ª edição.

 

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A Global Print realiza-se de dois em dois anos foi e criada para alternar com a Bienal do Douro e divide-se por seis exposições, em seis localidades: Alijó, Chaves, Favaios, Foz Côa e Régua e conta com a curadoria de Nuno Canelas.

 

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A 3ª Global Print acontece durante os meses de agosto e setembro e em Chaves está , desde ontem, patente ao público no Salão Polivalente do Centro Cultural de Chaves, junto à antiga Estação da CP.

 

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Mais informações sobre a 3ª Global Print  poderão ser encontradas aqui: http://www.globalprintdouro.com/

 

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Ficam algumas imagens da exposição em Chaves.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:05
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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017

Um olhar sobre a cidade, com algumas memórias

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Os velhos edifícios e lugares da cidade carregam com eles muitas das nossas memórias, principalmente estes que estavam no coração da cidade, desde as Freiras no tempo em que era jardim, ponto de encontro e sala de estar. Era aí que todos nos encontrávamos sem ser necessário marcar encontro, pois era ponto obrigatório de estar, de esperas ou nem que fosse, e só, de passagem ou dizer presente. Com os velhos edifícios era o mesmo. A esquina do Lopes era um ponto estratégico, o problema era ter lá lugar, ao lado a loja de peças de automóvel e depois era o Aurora, o antigo Aurora, primeiro sala de professores do liceu e de gente queque, para passar, depois de democratizado, a ser de toda a gente, ou quase, pois houve sempre quem continuasse fiel ao seu sport, comercial ou ibéria, mas era o Aurora, de toalha nas mesas e sala de estar para longas conversas, sempre com mesas ocupadas mas onde se iam revezando os seus ocupantes sem nunca a deixar vaga. Memórias de vivências que hoje são impossíveis de serem repetidas.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:17
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Domingo, 30 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Reboreda

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As opiniões que vou deixando por aqui, na maioria das vezes, são pessoais, fruto de alguma experiência e da  observação que vou fazendo das coisas e dos locais por onde vou passando ou estando. Claro que antes de opinar sobre o que quer que seja, tento encontrar informação sobre esses assuntos que abordo, validando alguma dessa informação e rejeitando outra, porque nem tudo que está escrito, quando a informação é escrita, corresponde à realidade ou verdade, que quase nunca, raramente ou mesmo nunca nos é transmitida, mesmo na História.

 

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“A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo” – Este é um “pensamento”/definição atribuído a Napoleão Bonaparte que não andará muito longe da verdade, embora pessoalmente e citando o poeta popular  A.Aleixo, “para a mentira ser segura/ e  atigir profundidade/tem de trazer à mistura/ qualquer coisa de verdade. Por sua vez, como aluno interessado de História que fui no meu tempo de Liceu, no último ano que frequentei esta disciplina (12º ano), dessas aulas, apenas retive para sempre  um apontamento dado em jeito de desabafo pela minha professora da disciplina – “Lembre-se que os acontecimentos da História têm sempre mais que uma versão”. Resumindo, Tanto Napoleão, como António Aleixo como a minha prof. De História, por palavras diferentes, dizem a mesma coisa – A História não é uma ciência exata e daí não podermos acreditar em tudo que nela se diz, aliás se olharmos as definições de ciência e história, podermos tirar daí as nossas conclusões, senão vejamos:     

 

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Vejamos então uma definição Ciência – “conjunto sistematizado de conhecimentos obtidos mediante observação e pesquisa metódica e racional, a partir dos quais é possível deduzir fórmulas gerais passíveis de aplicação universal e de verificação experimental. “

 

Daqui podemos com justiça perguntar — Será a História uma ciência !? Poderemos dela  deduzir fórmulas gerais passíveis de aplicação universal e de verificação experimental!?

 

Vejamos uma definição de História — “História (do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa", "conhecimento advindo da investigação")  é a ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço concomitantemente à análise de processos e eventos ocorridos no passado.”

 

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Todo este paleio, conceitos e opiniões, tratados até com uma certa leviandade, valem o que valem e só os trouxe aqui por causa do Barroso e das definições do Barroso, que embora administrativamente não exista, se assume como uma região. E afinal o que é uma região?

 

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Pois para região não existe uma definição concreta. No conceito original a geografia definia região como uma certa porção da superfície terrestre, uma identidade espacial homogénea fundamentada na análise dos elementos naturais e humanos. Assim poderemos entender por região, uma grande extensão de terreno ou território que, pelo clima, solo, vegetação, produção económica e outras características próprias, se diferenciam dos territórios próximos. É uma área delimitada, demarcada, estabelecida, como por exemplo as nossas províncias onde todos entendemos, por exemplo, que dentro da grande região que é Portugal,  Trás-os-Montes é o Alentejo têm características que as diferenciam.   

 

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Pois voltemos ao Barroso, à região do Barroso onde hoje em dia  também não há consensos quanto aos seus limites, procurando e apoiando-se na História para fazer os limites atuais, que saem um pouco da  definição geográfica do conceito. Aliás os de Montalegre costumam dividir o Barroso em Alto Barroso e Baixo Barroso, precisamente por terem características diferentes, por sua vez, dos de Boticas, já ouvi de gente que pelo cargo que ocupavam se poderá considera gente idónea, afirmar que o verdadeiro Barroso é o de Boticas. Aqui pelo concelho de Chaves, os mais antigos das povoações da margem esquerda do Rio Tâmega, dizem que para lá do Tâmega é tudo Barroso.

 

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Na “Etnografia Transmontana – II O Comunitarismo de Barroso” de António Lourenço Fontes, ao respeito do Barroso diz o seguinte: “ O Baixo Barroso está localizado entre os 300 e os 700m, de clima doce, e elevadas precipitações. As aldeias do Alto Barroso situadas entre os 800 e os 1200m, têm um clima áspero. O Baixo Barroso oriental da zona de Boticas, situado entre os 300 e os 600m tem já um clima quente e é abrigado dos ventos de oeste.” . Embora esta descrição caracterize e diferencie apenas pela elevação do terreno e clima, António Lourenço Fonte descreve três Barrosos.

 

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Pois sem querer entrar em polémicas ou em guerrinhas de vizinhos, aceito perfeitamente as fronteiras estabelecidas para o Barroso atual, que inclui  todo o concelho de Montalegre, todo o concelho de Boticas e ainda algumas freguesias e povoações dos concelhos de Ribeira de Pena e de Vieira do Minho. Algumas referências incluem também Soutelinho da Raia do concelho de Chaves em terras barrosas.

 

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Mas toda esta prosa porque hoje vamos andar por Reboreda da freguesia de Salto e depois de tantas definições sobre o Barroso fiquei na dúvida se pertence ao Alto ou Baixo Barroso, pois por umas características integra-se perfeitamente no baixo Barroso, mas por outras, por exemplo altitude, enquadra-se perfeitamente no alto Barroso. Pois por mim, deito mais uma acha para a fogueira, aliás já o disse aqui anteriormente e já não é novidade, ou seja a de haver mais Barrosos para além do Alto e Baixo Barroso e este, a freguesia de Salto é um Barroso bem diferente do Barrosos do Gerês, do Barroso da Chã, do Barroso das Terras do Rio, do Barroso do Larouco e seu planalto e de outros pequenos Barrosos dentro do Barroso. Basta adentrarmos pelo Barroso adentro para nos apercebermos destas diferenças que no entanto não poem em causa o todo do território Barroso consagrado pela História.

 

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Mas entremos em Reboreda e para lá entrarmos deveríamos fazê-lo com a dignidade que a aldeia merece, não só pela sua beleza mas também pela sua História e pela sua gente, e desde já lamento de não conseguir toda essa dignidade, não só pela brevidade a que o blog obriga mas também porque teria de aprofundar os estudos, sobretudo os que têm a ver com a História e a passagem/estadia de D.Nuno Alvares Pereira nesta terra e terras vizinhas.

 

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Pois nem sempre temos a sorte que tivemos em Reboreda com a simpatia e acolhimento da receção que deu direito a visita guiada e visita a uma casa antiga, daquelas que quase já não existem e já não se usam, mantendo toda a sua integridade, incluindo no mobiliário e outras peças da época, incluindo uma gravura de um casal real que na altura não consegui identificar mas que nas minhas pesquisas consegui chegar ao nome de D.Adelaide Sofia Amélia Luísa Joana Leopoldina de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg casada com D.Miguel I, o que nos leva até ao primeiro quartel do século XIX.

 

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Pensava eu que essa gravura teria algo a ver com D.Nuno Alvares Pereira, mas embora possa haver uma ligação real, os acontecimentos e a ligação d D.Nuno à Reboreda  são muito anteriores pois pelo menos remontam ao ano de 1376 quando D.Nuno Alvares Pereira casa com Leonor Alvim, natural da Reboreda.

 

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Leonor de Alvim (c. 1356 – 1388) foi uma nobre portuguesa. Pertencia a uma família nobre de Entre Douro e Minho, sendo filha de João Pires de Alvim e de sua mulher Branca Pires Coelho,  tornando-se herdeira de seu pai pela inexistência de filhos varões.

 

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Leonor de Alvim, natural de Reboreda, casou em primeiras núpcias com Vasco Gonçalves Barroso do qual enviuvou sem descendência. Posteriormente casou com o condestável em 15 de Agosto de 1376, do qual teve três filhos, sendo Beatriz Pereira de Alvim a única dos três filhos que chegou à idade adulta e que veio a casar com D.Afonso, filho ilegítimo do Rei D.João I.

 

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Sim, o D.Afonso é o nosso D.Afonso, aquele que tem estátua em frente ao edifício da Câmara Municipal de Chaves, pois foi para Chaves que ele veio viver com Beatriz Pereira de Alvim.

 

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Em 1385, no cerco de Chaves, D.Nuno Alvares Pereira junta-se ao Rei D.João I para libertar a Vila de Chaves que tinha sido ocupada por Martim Gonçalves de Ataíde.  Toda esta história do cerco à vila de Chaves foi contada neste blog na passada sexta-feira, por Gil Santos, nos “Discursos sobre a cidade”. Fica aqui o link para essa história: http://chaves.blogs.sapo.pt/discursos-sobre-a-cidade-por-gil-1565309

 

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Pois como reza a História que chegou até nós, o Rei D.João I com a ajuda de D.Nuno Alvares Pereira recuperou a Vila de Chaves e o seu castelo. Como recompensa pelo serviços prestados, o Rei D.João I  doou a Vila de Chaves e o Barroso a D.Nuno Alvares Pereira, ou seja, O Contestável tornou-se dono disto tudo, pelo menos durante uma temporada, mais precisamente até 8 de novembro de 1401, aquando do casamento de D.Afonso (filho de D,João I) com a sua filha, em que  D,Nuno doa todas as terras a Norte do Rio Douro como prenda de casamento (a história de D.Afonso está aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/342269.html )

 

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Regressemos ao casamento do condestável Nuno Álvares Pereira com Leonor de Alvim, após o qual o casal foi viver para Pedraça, para o solar conhecido como Casa da Torre. Quando em 1387 D. João I convocou cortes para Braga, D. Nuno esteve nas mesmas na condição de procurador dos fidalgos do Reino. Foi durante essa sua estadia em cortes que D. Nuno recebeu a notícia de que D. Leonor se encontrava muito doente. Quando chegou ao Porto, onde estava D. Leonor, já aquela teria falecido. Foi sepultada no Convento de Corpus Christi, das freiras dominicanas, em Vila Nova de Gaia.

 

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Depois de contada a História dos mais ilustres portugueses que passaram e foram donos de Reboreda avancemos no tempo, até ao Censo da população de 1530, ordenado por D. João III, que indica moradores ou fogos nas seguintes povoações da atual freguesia de Salto: Pereira, 6; Amear, 7; Pomar de Rainha, 3; Salto, 14; Cerdeira, 7; Reboreda, 21, Tabuadela, 7; Póvoa, 12; Bagulhão, 12; Amial, 4; Corva, 10; Paredes 5; Linharelhos, 7; Caniçó, 14. A julgar pelo Censo Reboreda seria então a maior aldeia da atual freguesia de Salto.

 

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E sobre Robereda encontrámos  uma referência na Etnografia Transmontana de A.Lourenço Fontes, a respeito do Pisão da Tabuadela onde se pisoava o burel, faz uma alusão a Reboreda: “ O burel depois de sair do pisoeiro, o interessado leva-o ao alfaiate das capas. Na Reboreda (Salto) é Domingos do Elias e família que faz capaz de saragoça e burel, há 50 anos”. Saliente-se que a Etnografia Transmontana foi publicada em 1977, ou seja, já lá vão 40 anos e daí para cá muita coisa se alterou, pois tanto quanto sei o Pisão já não funciona e que me conste na Reboreda também já não se fazem as capas de Burel, tão tradicionais que eram e ainda vão existindo em todo o Barroso.

 

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E nestas coisas da história e estórias das aldeias temos de recorrer a quem as sabe. Tivemos também a sorte de o Vítor Bruno, um vizinho da Reboreda (da Póvoa)  fez chegar até nós mais uma informação, que também nos tinha sido contada em Reboreda:  “Outra curiosidade, numa região de monte entre a Póvoa e Reboreda chamada de 'Brangadoiro' foi onde D. Nuno reuniu e treinou as suas tropas recrutadas nestas terras, para depois partirem para Aljubarrota.”, Na Reboreda falaram-nos também numa zona a que chamavam o “corredouro” onde exercitavam os cavalos e no “alto da corneta” junto à atual capela de Nª Senhora de Fátima.

 

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Na toponímia de Barroso a respeito de Reboreda diz-se o seguinte: “ Do nome latino robureta, de róbur + eta >Robureda > Revoreda > Reboreda.

- 1258 «…dixit quod villa de Revoreda» INQ 1512.

- 1258 « de casali de Revoreda» INQ 1526 – referido a um casal de Vilar de Perdizes;

- 1288 » Revoreda he Andorra he Afadoam que fizeram ambas em termo de Revoreda tragia-as por onrra Martinm Soares que nom entrava hi porteiro nem mordomo he tragia hi seu juiz he seu chegador».

 

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E continua a toponímia de Barroso : “Claro que esta citação última respeita à nossa povoação da freguesia de Salto e dá-nos a interessante notícia de que, no termo da Reboreda, se criaram duas herdades (com seu topónimos pomposos) e que um tal Martim Soares trazia por honra: ao mesmo tempo que, como se diria agora, fugia ao fisco impedindo a entrada nas propriedades do mordomo e do oficial da justiça e, para cúmulo, nomeara localmente seu juiz e seu administrador principal!

 

Quanto aos topónimos – Andorra faz-se pensar naquilo que Andorra é, um sítio dificilmente acessível como convinha, um andurrial com muitos animais e poucas pessoas. “

 

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Ainda na Toponímia de Barroso na Toponímia Alegre, temos os apelidos de Salto, a saber: “ Pomar da Rainha nem pão nem farinha , Pereira fome lazeira, Amiar fome de rachar, Borralha saco de palha, Linharelhos tripas de coelhos, Caniçó arca de pó, Paredes armadores de redes, corveirinhos são de Corva, lagarteiros do Amial, Bagulhão muita água pouco grão, Lodeiro de Arque arcas vazias sem pão, Tontinhos da Póvoa, sarilhotas do Carvalho, dobadouras de Beçós, toucinheiros da Seara, cavalos de Tabuadela, tornadores de água da Reboreda, demandistas da Cerdeira e escorricha-odres de Salto.

 

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E hoje para variar só temos a localização da aldeia cá pro fim. Então quanto a coordenadas temos 41º 37’ 33.93” N e 7º 55’ 34.80” O. Já tínhamos dito que pertence à freguesia de Salto que fica a 1800m de distância, no entanto as aldeias mais próximas são Cerdeira a 960m e a Póvoa a 1300m, avistam-se umas às outras lá no alto planalto a 973m de altitude. Mas fica o nosso habitual mapa para melhor localizarem Reboreda.

 

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E que mais há para dizer sobre a Reboreda!? Claro que haveria muito mais para dizer mas penso que as imagens de hoje dizem o resto e nos dão Reboreda vista ao longe, dentro da aldeia, na intimidade de uma das suas casas e as vistas que desde Reboreda se avistam. Se isto não bastar para vos abrir o apetite a uma visita a esta aldeia, então este post não cumpriu a sua missão, mas só ficam a perder.

 

Só resta mesmo fazer a referência às nossas consultas e aos links para as anteriores abordagens ao Barroso e um obrigado ao Vitor Bruno da Póvoa com a velha promessa de que um dia destes entraremos também pela sua aldeia adentro.  

 

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

FONTE, António Lourenço, (1977), Etnografia Transmontana, II O Comunitarismo de Barroso. Montalegre: Edição de Autor

 

Sítios na WEB

http://norteportugues.blogspot.pt/2011/03/historia-breve-da-freguesia-de-salto.html

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogueiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

[i]   Joseph, Brian (Ed.); Janda, Richard (Ed.) (2008). The Handbook of Historical Linguistics. [S.l.]: Blackwell Publishing (publicado em 30 de Dezembro de 2004).

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:28
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Sábado, 29 de Julho de 2017

Carvela - Chaves - Portugal

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Sempre tive um certo fascínio pela Serra do Brunheiro e este sempre é mesmo desde puto, penso mesmo que será desde que nasci, e a razão é muito simples, as janelas da minha casa davam diretamente para o Brunheiro, praticamente sem qualquer barreira física entre o meu olhar e a imponência da serra, não que ela seja muito alta, mas é a forma como se dá à apreciação para quem está na veiga de Chaves.

 

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Pois desde miúdo que a Serra do Brunheiro tem sido também o meu barómetro. Digamos que ela é o meu boletim meteorológico diário, quando logo pela manhã abro a janela do quarto  e lhe lanço um olhar para fazer as previsões  do dia.  É, as minhas janelas continuam a ter o Brunheiro por companhia e agora muito mais do que em puto, pois com o tempo fui-me aproximando das suas faldas. Bem , mas tudo isto tem a ver com a nossa aldeia de hoje, Carvela, uma das três aldeias (conjuntamente com Maços e Santiago do Monte) que ficam logo após o dobrar da croa[i] da serra, mas sem vistas para a veiga.

 

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Esta localização das três aldeias mencionadas faz com que elas gozem, ou melhor – sofram, com um fenómeno meteorológico que se repete muitas vezes ao longo do ano. Ontem mesmo quando acordei esse fenómeno estava a acontecer, fenómeno esse  que faz com que essas aldeias fiquem mergulhadas num espesso nevoeiro, tudo acontece quando existe uma diferença de pressão atmosférica entre  o vale de Chaves e o planalto do Brunheiro, que faz com que as nuvens baixas ou nevoeiros e neblinas matinais subam a encosta da serra e estacionem no planalto. De verão e em dias quentes como os que estamos a atravessar, este fenómeno até talvez se agradeça, mas de inverno, dói a valer, principalmente quando as temperaturas lá no alto são negativas e os nevoeiros que sobem se convertem em gelo, criando um ambiente de uma beleza sem igual, mas que só se pode desfrutar desde dentro do carro com o aquecimento ligado ou desde as casas da aldeia com a lareira bem abastecida de lenha.

 

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Carvela é uma das onze aldeias a freguesia de Nogueira da Montanha e uma (freguesia) que mais tem sofrido com o despovoamento, em parte pelo rigor dos invernos mas também pela falta de políticas para a agricultura e floresta que façam com que a sua população possa fazer delas um modo de vida. E isto embora aconteça lá em cima a uma cota de 900 metros de altitude, a terra é generosa para como produtos agrícolas, pelo menos na qualidade daquilo que de lá sai, principalmente na produção de batata.

 

1600-carvela-art (2)

 

Aliás é vergonho que na cidade de Chaves onde a batata da montanha é reconhecidamente de qualidade superior, tenhamos que comprar batata espanhola e francesa nas grandes superfícies. É como o presunto de Chaves, o famoso presunto de Chaves, tão falado por esse Portugal fora, mas são poucos os que o avezam.   

 

 

[i] Já sei que o termo croa não existe na língua oficial portuguesa, mas por cá é assim que se vai dizendo e pronuncia e não é mais que a palavra coroa abreviada.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:07
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2017

Cidade de Chaves - Rua do Sol com castelo

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:14
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

Cidade de Chaves - Jardins suspensos do Largo do Município

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Nem sempre o tempo dos relógios nos permite dar uma voltinha pela cidade, e quando neste blog se diz cidade, referimo-nos sempre ao seu centro histórico, aquela que verdadeiramente caracteriza a cidade de Chaves, e qualquer cidade. No entanto, neste domingo passado, o relógio lá nos permitiu um tempinho para uma voltinha. O itinerário permitido foi descer a Praça do Duque, Largo Caetano Ferreira, Rua da Misericórdia, Travessa das Caldas e lançar um olhar ao Postigo. Na volta, subi a Travessa das Caldas, lancei um olhar à Rua do Correio Velho e outro a Rua dos Gatos, subi mais um pouco e lancei um olhar à Rua de Stª Maria e outro às Traseiras da Igreja Matriz sem esquecer verificar se a Santa Maria Maior continua lá no seu “pedestal” , mais um pouco e atravessei a Rua Direita em direção à Rua Bispo Idácio, virei à esquerda e subi até à Ladeira da Trindade, virei para a Praça da República sem entrar nela e subi o que restava da Rua Direita sem atingir o Largo do Anjo pois tomei a Travessa do Município em direção ao Largo do Município que por sinal são as traseiras do edifício da Câmara Municipal, onde tomei as últimas imagens do pequeno passeio, as que hoje vos deixo aqui.

 

 

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A ideia era só deixar uma imagem, mas estaria a ser injusto, pois o que atraiu o meu olhar foram os jardins suspensos nas janelas e entradas das portas, com petúnias e hortências, entre outras que não sei o nome, a decorar o Pomar do Hélder e a Pastelaria Maria. Deixar só uma delas seria injusto para a que ficava de fora, pois as duas complementam-se e para a composição ser perfeita, só falta mesmo a exposição da fruta no pomar e a porta da pastelaria aberta com os aromas do pastel de Chaves a convidarem para entrar, e à hora que era, pela certa que bem marchava um pastelinho. Mas infelizmente, aos domingos, quando a gente de fora nos visita e nós podemos dar uma voltinha, as portas do centro histórico fecham-se. Faz lembrar aquela anedota dos alentejanos, que fecham os restaurantes à hora de almoço para que os seus donos e empregados possam almoçar descansados…    

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:15
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017

Chaves - Um olhar sobre o Postigo

1600-(47369)

 

As casinhas do Postigo, penso que já centenárias a julgar pelas fotografias antigas do início do Século passado onde estas casas já aparecem, menos coloridas, mas sem grandes diferenças. Por trás destas, embora não pareça, temos um troço das muralhas medievais, que hoje são também fachadas de casas de habitação. É, os atentados urbanísticos já são coisa antiga nesta cidade e a coisa pública, só o é enquanto é.

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:50
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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

De regresso à cidade

1600-(47372)

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
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Domingo, 23 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Nogueiró

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montalegre (549)

 

Às vezes somos felizes nas nossas pesquisas sobre as aldeias barrosãs e vamos partilhando aqui aquilo que encontramos, outras vezes pouco ou nada encontramos, tal como acontece hoje com a aldeia que aqui trazemos – Nogueiró.

 

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Mas não nos damos por vencidos e já que a informação é pouca, lá teremos nós de contribuir “fabricando” aqui alguma, claro que será com base na nossa observação, mas também recorrendo a outra informação, que embora não diga respeito diretamente à aldeia, poderá ajudar para a sua caracterização.

 

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Pois da pouca informação escrita que encontrámos, ficámos a saber que Nogueiró pertence à freguesia de Ferral, já no limite Sul do Concelho de Montalegre, a menos de 3 quilómetros do Concelho de Vieira do Minho.

 

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Iniciemos então pela sua localização. A mais precisa é a das suas coordenadas: 41º 41’ 54.48 N e 7º 58’ 37.47 O. Mas também podemos dizer que num raio de 1.5 quilómetros encontramos a sede de freguesia – Ferral, Covelo do Gerês e a barragem da Venda Nova. Mas fica o habitual mapa para uma melhor localização visual.  

 

mapa-nogueiro.jpg

 

Nogueiró localiza-se também na croa de uma montanha, sendo o ponto mais alto da aldeia a 808m de altitude e o mais baixo a 769m. Adivinha-se que embora a aldeia se inicie na croa da montanha, também vai deslizando pela sua vertente para a Barragem da Venda Nova.

 

1600-nogeiro (53)

 

Curiosamente e embora a barragem da Venda Nova esteja a apena s 1,5 km da aldeia e esta se localize na croa do monte, uma outra montanha tapa as vistas para a essa barragem, apenas se avistando uma nesga da mesma, mas lá desde cima, avista-se ainda uma outra, a 5 km da aldeia e esta sim bem visível. Trata-se da barragem de Salamonde que embora ainda ocupe território de Montalegre já tem o seu paredão no concelho de Vieira do Minho.

 

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Assim com esta aldeia a morar na croa de um monte e mesmo com o seu ponto mais alto abaixo da média de altitude do Barroso,  consegue ser uma aldeia miradouro de onde se podem lançar olhares para um autêntico mar de montanhas que entram por outros concelhos adentro, mas também pelo distrito de Braga.

 

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Estamos também no Baixo Barroso, não por ser assim tão baixo, mas por ficar por baixo do Alto Barroso, onde a principal característica é o verde vivo dos campos, graças à abundância de água para os manter viçosos. Verde vivo que vai sendo quebrado pelo verde mais escuro das zonas florestadas ou mais azulado das florestas mais distantes, no habitual dégradé, onde o azul das últimas montanhas, as mais distantes,  já se confunde com o azul do céu.

 

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Pois nem que fosse só por estas vistas já éramos compensados pela viagem até Nogueiró, mas também a aldeia, vista ao longe, parece estar rodeada pelo relvado de um jardim, onde também é notório o típico fracionamento da terra, com pequenas diferenças no verde que veste cada fração.

 

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Da pouca informação que encontrámos temos a da Toponímia de Barroso onde se diz que Nogueiró “provem do latino nucaria > nugaria > nogaira > “Nogueira”. O nosso topónimo é um diminutivo, isto é, um pequeno campo de nogueiras. A forma mais antiga do nosso topónimo é de – 1258 INQ. 1523 – Nogueiroo, tendo-se já sincopado o l intervocálico. Donde: Nucariola > Nugarioo > Nogairó > Nogueiró.  " 

 

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Quanto à aldeia em si, parece-nos que o aglomerado mais baixo da aldeia é o mais antigo, embora já haja neste núcleo algumas intervenções mais recentes, enquanto que o aglomerado superior  é notoriamente mais recente. Tal como hoje existe a aldeia está longe da uniformidade de construções tipicamente transmontanas e barrosãs  que ainda vão existindo no restante Barroso, principalmente no Alto Barroso.

 

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E pouco mais temos a dizer sobre Nogueiró, para além de termos de vez em quando de passar por ela a caminho de outros destinos, embora só numa das últimas vezes que por lá passámos tivéssemos feito o levantamento fotográfico, mais propriamente no final da manhã do passado dia 14 de abril, deste ano, claro.

 

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Só nos resta mesmo fazermos a referência às nossas consultas e aos links para as anteriores abordagens a aldeias e temas do Barroso.

 

1600-desde-noguiro (11)

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

1600-desde-noguiro (21)

 

 Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:45
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Sábado, 22 de Julho de 2017

Carregal - Chaves - Portugal

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Hoje vamos mais uma vez até Carregal, uma das nossas aldeias limite de concelho, neste caso na fronteira com o concelho de Valpaços, como quem vai para Carrazedo de Montenegro ou mais além, até Murça.

 

1600-carregal (27)

 

Hoje vamos até lá com quatro imagens e algumas, poucas, palavras, mas Carregal é das poucas aldeias que não se pode queixar deste blog, pois quase desde o início da nossa existência que tem tido aqui um embaixador e contador das suas estórias e das suas gentes, a par de outras aldeias vizinhas e de quase todo o planalto da Serra do Brunheiro, embaixador esse que dá pelo nome de Gil Santos que todas as últimas sextas-feiras de cada mês traz aqui um novo conto. Pena outras aldeias não terem outros Gil para contar as suas estórias que não são mais que a própria história mas também uma radiografia da cultura rural deste interior transmontano, muito idêntico no seu seio, mas com as suas singularidades que fazem de cada aldeia uma aldeia única.

 

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Claro que com o despovoamento rural também estas estórias se vão perdendo, tanto mais que a grande maioria têm a ver com a vida do dia a dia dos seus atores e personagens que mais não são que as pessoas que as habitam, estórias com dias felizes e outros nem tanto ou mesmo  nada, pois o contrário também fazem parte dessas estórias, com dias difíceis de muita pobreza à mistura, mas todas elas castiças.

 

1600-carregal (113)

 

Assim, e mesmo sem imagens, as palavras também valem, e muito, pois aquela coisa que se costuma dizer que uma imagem vale mais que mil palavras, não é tão verdadeira assim,  há histórias de vida que nunca conseguirão ter tradução em imagem.

 

E se hoje ficamos com mais uma aldeia do concelho de Chaves, amanhã vamos até mais uma do Barroso.

 

Até amanhã!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:24
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Sexta-feira, 21 de Julho de 2017

Um olhar sobre a cidade, à noite...

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O despovoamento e abandono não ataca só as nossas aldeias, também nas cidades acontece, só que aqui, na cidade, é mais seletivo e os motivos são outros…

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:09
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Quinta-feira, 20 de Julho de 2017

Where’s Wally? ou a força da palavra…

1600-(33704)

 

Logo após obtermos uma imagem, ainda no calor do momento, se a observarmos, apenas somos tocados pela sensação do momento que nos levou a obtê-la.  Se a deixarmos descansar uma temporada, um, dois ou mais anos, quando olhamos de novo para ela, já longe do calor do momento, vêm ao de cima outros pormenores que então nos escaparam. Foi o que aconteceu com a imagem de hoje, que ao reparar bem nela, vi o Wally flaviense e confirmei aquilo que por aí se diz – é mesmo verdade, onde há um aglomerado de gente, esta mulher está sempre lá para a fotografia… mas deixando o Wally em paz, neste caso uma wally, vamos ao que interessa nesta esta imagem, na coisa primeira, naquilo que  despertou em mim.

 

Pois quando agora revi esta imagem,  a primeira coisa que me veio à cabeça foi um texto que li há coisa de trinta anos atrás e que me ficou sempre a bailar na memória, um pequeno texto poético de Ruy Belo, que hoje quero partilhar convosco:

 

 

Serviço de Abastecimento da Palavra ao País

 

Vieram ter comigo dos lados do mar. Eram três, eram três mil. Vi que era pão que procuravam ou que não era pão que procuravam. Pus-me a distribuir por eles as minhas palavras: árvore, pássaro, mar, criança, rapariga, mulher. A cada palavra minha eu ia-me esvaziando. Era a vida, a minha vida que e me ia. Eles ficaram incendiados. Nunca tinham pensado que se pudesse comunicar assim coisas próprias. Vieram mais, muitos mais dos lados do mar. Disse-lhes: morte, deus. E caí redondo no chão. Naquele dia ficou instituído o serviço de abastecimento da palavra ao país. Ainda vieram ter comigo, dizendo para eu arranjar outra designação, que aquelas iniciais não podiam ser. Mas eu já habitava plenamente a minha morte, meu planeta desde tenra idade.

Ruy Belo in “homem de palavra[s]

 

E com esta me vou. Até amanhã!

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:33
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Quarta-feira, 19 de Julho de 2017

Mais um olhar sobre a nossa Top Model

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Uma das razões porque gosto de fotografia é pela seletividade do olhar, ou seja, porque só metemos na fotografia, composição,  aquilo que nós queremos. Certo que se lhe dá uma certa falsidade dentro da realidade que reproduz, nós que a fazemos sabemos disso, mas quem a vê e não conhece o ambiente que se reproduz, apenas vê aquilo que lhe damos, e o resto,  o que vai além da fotografia, fica para a imaginação de cada um, e é aí que podemos encontrar a falsidade da fotografia.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:19
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