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Domingo, 14 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto...

1600-algures, entre Pitoes e Tourem

montalegre (549)

 

Depois de um dia tão intenso como o de ontem em que a nossa atenção se repartiu por vários e importantes acontecimentos, tal como previa, não houve tempo para preparar mais uma aldeia do Barroso para trazer aqui, pois além da escolha e tratamento de imagens, há as habituais pesquisas de procura de informação para podermos deixar mais alguma coisa sobre a identidade e particularidades dessas mesmas aldeias, e isso demora algum tempo, tempo que não sobrou para tal.

 

1600-n103 (3)

 

Mas promessas são promessas e o blog gosta de as cumprir. Não temos uma aldeia barrosã mas temos algumas paisagens do Barroso, e alguma flora e fauna selvagem barrosa. Motivos que nos despertam o clique por locais onde vamos passando, geralmente nos itinerários entre aldeias, em terras de “ninguém” e algumas que às vezes nem nós que as obtivemos as conseguimos localizar, pois quando partimos à caça de imagens, os momentos captados são tantos, tal como as nossas voltas, que algumas delas não conseguimos localizá-las com exatidão. Sabemos  mais ou menos por onde foi, mas não exatamente. São as tais que guardo religiosamente numa pasta chamada “algures no Barroso”.

 

1600-flores-barroso (1)

 

Tal acontece com pelo menos três imagens de hoje que não sei bem de onde são. As restantes são localizáveis, mas para o post de hoje a localização até nem interessa, pois interessa mais mostrar a beleza da paisagem menos humanizada, alguma dela mesmo selvagem e singular, única embora variada. Pode parecer uma contradição, mas não é.

 

1600-montal-a-seze (7)

 

Sendo o Barroso composto maioritariamente por terras altas, todas a rondar os 1000 metros de altitude, é natural que se tenha dele uma ideia errada de terra fria e agreste, e se de facto isto é verdade, o contrário também o é, com os seus micro climas das terras mais baixas e do Baixo Barroso, com paisagens cobertas de verde, hoje em dia mais verde que nunca com as terras de cultivo a dar lugar a pastagens.

 

1600-barroso XXI (355)-c

 

Já o disse aqui e repito, porque nunca é demais repeti-lo, o Barroso é uma pérola dentro do Reino Maravilhoso e realmente o que surpreende é a variedade que vai desde o mais agreste do Alto Barroso e que rodeia e sobe ao mais alto da Serra do Larouco, da Serra do Barroso e da Serra do Gerês, território do penedio,  da urze, da carqueja e até da trufa.

 

1600-perdizes de pitoes

 

Por outro lado, ao descermos ao Baixo Barroso o verde é rei e senhor, não só nos prados mas também na floresta e no cultivo de subsistência ao redor das aldeias onde é possível cultivar de tudo, imaginem que nesta última passagem pelo Barroso até bananeiras e orquídeas ao ar livre vi. Claro que as bananeiras embora cheguem a dar fruto não chegam a vingar para amadurar, mas vingam para enfeitar e marcar presença no Barroso.

 

1600-parad-ponteir (13)

 

Podemos afirmar que as singularidades do Barroso se complementam para termos um só Barroso no seu todo e no seu melhor. Se o verde surpreende e é agradável conviver com ele, o agreste não se fica atrás, na sua simplicidade complexa, na resistência das espécies que por lá resistem e o modo como convivem e se protegem umas às outras, mas sobretudo sãos as sensações de se poder pisar estas terras e as paisagens que desde lá se deslumbram.

 

1600-parad-ponteir (1)

 

Continuando no surpreendente Barroso o que mais surpreende é a variedade e proximidade dos matizes, principalmente nesta época de primavera em que as serras se enchem de colorido amarelo da carqueja ou o também amarelo e branco das giestas a contrastar com o púrpura da urze e um pouco por todo o lado minúsculas flores de plantas também minúsculas que chegam a formar autênticos tapetes com os mais belos bordados.

 

1600-para la das cascatas-pitoes

 

Mas tudo isto esta ali à mão de semear, pois se agora estamos no meio dos matizes das terras mais agrestes, descemos um pouco e logo entramos nos mantos verdes rodeados da floresta igualmente verde para logo a seguir esbarrarmos com o azul de uma albufeira ou o aconchego de uma aldeia, tudo isto é o inconfundível Barroso

 

1600-paradela

 

Por último a água, a sua transparência e abundância, não as que está nas albufeiras mas a que brota por todo o lado, cristalina, a atravessar caminhos, a correr nos lameiros ou a cair em cascatas, então quando chove com abundância, como foi nesta sexta-feira passada, é surpreendente como onde menos se espera nascem pequenas cascatas.

 

Só queria mesmo  que as imagens fizessem justiça às palavras que hoje vos deixo, mas isso é impossível, pois por muito que me esforce faltam-lhe os aromas e as melodias dos cantares das aves ou mesmo que seja e só do sussurrar do vento à sua passagem.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:53
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